Saúde – Embora o Brasil tenha reduzido para cerca de 50 mil o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente em 2025, contra 360 mil em 2023, ainda é importante avançar na imunização para diminuir a exposição a doenças que podem ser prevenidas. Celebrado em 17 de outubro, o Dia Nacional da Vacinação alerta para os principais imunizantes indicados por faixa etária.
Tão importante quanto iniciar a vacinação é manter o esquema atualizado, pois há casos em que a proteção depende de doses adicionais ou reforços. No mundo, 7,3 milhões de bebês receberam a primeira dose da vacina DTP em 2025, mas não chegaram a receber a primeira contra o sarampo. A cobertura global contra a doença ficou em 84% na primeira dose e 77% na segunda, abaixo dos 95% necessários para prevenir surtos.
*Quais vacinas*
O Calendário Nacional de Vacinação, do Ministério da Saúde, define as vacinas indicadas para cada fase da vida, da infância à terceira idade, além de contemplar gestantes e grupos com condições específicas.
Ao nascer, os bebês recebem a BCG, que protege contra formas graves e disseminadas da tuberculose, e a vacina contra hepatite B. Nos primeiros meses, entram imunizantes como pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica e meningocócica, que protegem contra diferentes doenças, como tétano, coqueluche e meningite.
A partir dos 6 meses, começam as vacinas contra influenza e covid-19. Aos 9 meses, está prevista a imunização contra febre amarela. Por volta de 1 ano, a criança recebe a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, além de outras vacinas e reforços previstos ao longo da infância.
Dos 9 aos 14 anos, está indicada a vacina contra o HPV. Já a vacinação contra dengue é recomendada dos 10 aos 14 anos, conforme o histórico vacinal. Entre os 11 e os 14 anos, está prevista a meningocócica ACWY. Na vida adulta, é importante verificar e atualizar vacinas como hepatite B, tétano e difteria (dT), tríplice viral e febre amarela, conforme a idade e o histórico vacinal.
Nessa fase, as indicações podem variar também de acordo com condições específicas, como profissão, gestação, presença de comorbidades e pertencimento a determinados grupos populacionais. A partir dos 60 anos, o calendário prevê, entre outras indicações, vacinação contra influenza e covid-19.
*O que fazer*
A farmacêutica Larissa Paiva, da rede Santo Remédio, explica que o primeiro passo para atualizar a caderneta de vacinação é procurar orientação profissional. Com o documento em mãos, é possível avaliar quais imunizantes estão pendentes e buscar a proteção adequada para cada faixa etária.
Além das vacinas disponibilizadas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecimentos privados também oferecem imunização, ampliando as opções de locais e horários para quem precisa atualizar a caderneta. “A Santo Remédio disponibiliza vacinas como influenza, hepatites A e B, dengue, HPV, herpes-zóster, pneumocócica, meningocócicas, febre amarela, DTP, entre outras”, diz.
Segundo a farmacêutica, a procura é maior pela vacina da influenza, principalmente nos períodos de maior circulação de doenças respiratórias. A rede também registra demanda considerável por vacinas contra hepatite, dengue, HPV e herpes-zóster.
Larissa destaca a facilidade de acesso como um dos principais benefícios. “A farmácia geralmente oferece maior proximidade da residência ou do trabalho, horários mais amplos e atendimento mais rápido. Na Santo Remédio, algumas salas funcionam das 7h às 23h, o que ajuda quem tem dificuldade de ir a um serviço de saúde em horário convencional”, explica.
Além disso, as salas de vacinação contam com ambiente reservado e estruturado, profissionais habilitados e orientação antes e depois da aplicação. Após o atendimento, o paciente recebe o registro da vacinação, que também pode ser encaminhado ao médico que o acompanha, caso a imunização tenha sido feita por indicação de saúde.
_Foto: Magnific_
Por Agência de Comunicação Repercussão






