Categoria: Saúde

  • Festival de Parintins 2026: Cuidados com água e alimentos ajudam a prevenir doenças

    Orientações simples ajudam a reduzir o risco de doenças e promovem um consumo mais seguro durante a festa.

    Saúde – Orientações simples ajudam a reduzir o risco de doenças e promovem um consumo mais seguro durante a festa.

    Com a chegada do 59º Festival de Parintins, período marcado pelo aumento da circulação de moradores, turistas e trabalhadores, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), do Governo do Amazonas, reforça nesta quinta-feira (25/06), as orientações para prevenir doenças transmitidas por água e alimentos contaminados. As recomendações são direcionadas tanto aos consumidores quanto aos estabelecimentos que comercializam alimentos e bebidas, contribuindo para um ambiente mais seguro durante o evento.

    As doenças transmitidas por alimentos (DTAs) podem ocorrer quando alimentos ou água são consumidos contaminados por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas. Entre os sintomas mais frequentes estão diarreia, náuseas, vômitos, febre, dor abdominal e mal-estar. A adoção de medidas simples de prevenção reduz significativamente o risco desses agravos.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, esclarece que a segurança alimentar faz parte das estratégias de prevenção desenvolvidas pela instituição durante o Festival de Parintins. Segundo ela, escolhas conscientes por parte da população e o cumprimento das normas sanitárias pelos comerciantes são fundamentais para proteger a saúde coletiva.

    “Consumir alimentos preparados com segurança e água de procedência confiável é uma atitude essencial para aproveitar o festival com tranquilidade. A prevenção depende tanto dos cuidados adotados pelos estabelecimentos quanto das escolhas feitas por cada pessoa”, salienta Tatyana Amorim.

    Entre as orientações aos consumidores estão dar preferência a estabelecimentos regularizados, observar as condições de higiene do ambiente e dos manipuladores, verificar se os alimentos estão devidamente armazenados e protegidos contra poeira, insetos e outras fontes de contaminação, além de consumir apenas água potável, mineral lacrada ou tratada. Também é importante evitar alimentos com aparência, odor ou sabor alterados e higienizar as mãos antes das refeições, utilizando água e sabão ou álcool a 70%.

    As equipes da Vigilância Sanitária da FVS-RCP atuam de forma integrada com os órgãos parceiros na inspeção de estabelecimentos, fiscalização das condições higiênico-sanitárias, orientação aos comerciantes e monitoramento de possíveis riscos à saúde durante o evento. As ações integram o Plano Operativo de Vigilância em Saúde para o Festival de Parintins 2026.

    O diretor de Vigilância Sanitária da FVS-RCP, Jackson Alagoas, explica que o trabalho preventivo busca assegurar que os alimentos comercializados atendam aos padrões sanitários exigidos. Segundo ele, a atuação técnica prioriza a orientação e o cumprimento das boas práticas em toda a cadeia de produção e comercialização.

    “Os comerciantes devem manter rigorosos cuidados com a conservação dos alimentos, controle de temperatura, higiene dos utensílios e manipulação adequada. Essas medidas são essenciais para prevenir contaminações e garantir alimentos seguros para a população”, ressalta Jackson Alagoas.

    Boas práticas para consumidores

    • Consumir água potável, mineral lacrada ou tratada;

    • Dar preferência a alimentos preparados na hora e servidos quentes, quando aplicável;

    • Verificar as condições de limpeza do estabelecimento;

    • Observar se os alimentos estão protegidos contra poeira e insetos;

    • Higienizar as mãos antes das refeições;

    • Evitar consumir alimentos com aspecto, cheiro ou sabor alterados.

    Orientações para comerciantes

    • Manter rigor na higiene pessoal e na lavagem frequente das mãos;

    • Utilizar água potável em todas as etapas do preparo dos alimentos;

    • Armazenar alimentos nas temperaturas adequadas, respeitando a cadeia de frio quando necessária;

    • Evitar contaminação cruzada entre alimentos crus e prontos para consumo;

    • Manter utensílios, equipamentos e superfícies devidamente higienizados;

    • Garantir o acondicionamento correto dos resíduos e a limpeza permanente do ambiente.

    A FVS-RCP orienta que pessoas que apresentarem sintomas como diarreia intensa, vômitos persistentes, febre ou sinais de desidratação procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação e atendimento.

    Fonte e Foto: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • Anvisa proíbe suplemento e manda recolher lotes de creatina; veja quais

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição de um suplemento alimentar em cápsulas e suspendeu a comercialização de lotes de um suplemento de creatina após identificar irregularidades que comprometem a segurança e a conformidade dos produtos.

    As medidas foram publicadas nesta quinta-feira (25) e envolvem tanto um produto de origem desconhecida quanto lotes específicos de creatina em gomas mastigáveis que apresentaram problemas na composição e na rotulagem.

    segurança para o consumo.

    Outro fator que motivou a decisão foi a publicidade considerada irregular. O suplemento era divulgado com promessas de combater inflamações, fortalecer articulações, aliviar dores e melhorar a mobilidade, alegações terapêuticas que não são permitidas para alimentos e suplementos alimentares.

    De acordo com a legislação brasileira, suplementos não podem ser anunciados como produtos capazes de prevenir, tratar ou curar doenças.

    Lotes de creatina são retirados do mercado

    Além da proibição do Artro100, a Anvisa também determinou a suspensão da comercialização, distribuição, divulgação e consumo de três lotes do suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde, fabricado pela Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda.

    A medida atinge os lotes:

    0061.02.2026

    0367.11.2025

    0012.01.2026

    Segundo a empresa, o recolhimento foi realizado de forma voluntária após serem identificados níveis de creatina fora dos limites estabelecidos pelas normas sanitárias.

    Além disso, os produtos apresentavam problemas de rotulagem, incluindo alegações não autorizadas, divergências sobre a identificação do fabricante e outras inconformidades que, segundo a Anvisa, comprometem a regularidade do suplemento.

    O que fazer se você comprou o produto?

    Consumidores que possuam algum dos lotes suspensos devem interromper o uso imediatamente e procurar o fabricante ou o estabelecimento onde o produto foi adquirido para obter orientações sobre o recolhimento.

    No caso do suplemento Artro100, a recomendação da Anvisa é que o produto não seja consumido em nenhuma hipótese, já que sua origem e composição são desconhecidas.

    A agência reforça que suplementos alimentares devem ser adquiridos apenas de fabricantes regularizados e que produtos com promessas de tratamento, cura ou prevenção de doenças merecem atenção, pois esse tipo de alegação não é permitido para essa categoria de alimentos.

    Fonte: Terra

  • Assistir a um gol na Copa ativa áreas de prazer e estresse no cérebro

    Na Copa do Mundo, reação ao gol aciona áreas de prazer, estresse e memória e ajuda a explicar euforia dos torcedores

    Saúde – A reação ao gol na Copa do Mundo ajuda a explicar por que o torneio transforma uma partida de futebol em um evento de alta carga emocional. Em poucos segundos, o cérebro do torcedor aciona circuitos ligados ao prazer, à atenção, ao estresse e à memória, provocando uma mistura de euforia, alívio e excitação física que pode resultar em gritos, choro, tremores e coração acelerado.

    Quando o lance envolve a seleção em um campeonato mundial, a resposta tende a ser ainda mais intensa. Além da expectativa pelo resultado, entram em campo fatores como identidade coletiva, rivalidade, lembranças de outras Copas e o sentimento de pertencimento, o que faz do gol não apenas um momento esportivo, mas uma experiência emocional compartilhada por milhões de torcedores.

    Da tensão ao alívio: o que muda no cérebro quando sai o gol

    Em uma partida de Copa do Mundo, o cérebro do torcedor já entra em estado de alerta antes da bola balançar a rede. Em lances de ataque, cobranças de falta ou pênaltis, áreas ligadas à emoção, à atenção e ao estresse passam a trabalhar de forma intensa. Entre elas estão a amígdala cerebral, associada à vigilância e ao processamento emocional, e o córtex pré-frontal, que participa da avaliação do que está acontecendo em campo.

    Segundo o neurocirurgião Wellingson Paiva, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, esse período de antecipação mobiliza substâncias como adrenalina e cortisol, responsáveis por manter o organismo em prontidão. Quando o gol acontece, a resposta muda rapidamente, e a dopamina passa a dominar a cena, ativando áreas como o núcleo accumbens, uma das principais regiões ligadas à sensação de recompensa.

    Também entram em ação estruturas como a área tegmentar ventral, a ínsula e o hipotálamo, que fazem a ponte entre emoção, prazer e resposta física.

    Na prática, o cérebro interpreta o gol como uma recompensa intensa e imediata, o que gera alívio, prazer e uma explosão de entusiasmo em questão de segundos.

    “Na Copa, o gol não representa só vantagem no placar, ele pode ser percebido pelo cérebro como uma conquista coletiva, capaz de reforçar laços sociais e ampliar a sensação de recompensa”, afirma Paiva.

    A reação ao gol não fica restrita ao cérebro. Ela se espalha pelo corpo em segundos e ajuda a explicar por que um torcedor pode gritar, chorar, pular, suar, abraçar desconhecidos ou sentir as pernas tremerem depois de um lance decisivo. Isso acontece porque regiões cerebrais ativadas no momento do gol também influenciam funções automáticas do organismo, como frequência cardíaca, pressão arterial, suor e percepção das sensações viscerais.

    A ínsula, por exemplo, está relacionada à forma como o cérebro percebe emoções no corpo, incluindo o frio na barriga, o aperto no peito e a sensação de aceleração. Já o hipotálamo participa da regulação de respostas físicas ligadas ao estresse e à excitação. Com isso, a comemoração não é apenas um gesto racional ou cultural, ela é também uma descarga fisiológica.

    De acordo com o neurologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, em Brasília, o pico de euforia também reduz temporariamente o controle racional do comportamento, favorecendo uma espécie de desinibição momentânea.

    Isso ajuda a explicar por que emoções acumuladas durante a partida extravasam em forma de gritos, lágrimas ou movimentos impulsivos, enquanto adrenalina e noradrenalina seguem atuando no corpo e contribuem para tremores, taquicardia e a sensação de energia repentina.

    “O cérebro tende a guardar com mais força situações que unem emoção intensa, surpresa e ativação corporal, por isso tantos torcedores lembram com detalhes de onde estavam e como reagiram a um gol importante”, explica

    Essa combinação amplia a liberação de neurotransmissores ligados à recompensa e torna a comemoração mais intensa, mais compartilhada e, muitas vezes, mais inesquecível.

    Além da euforia do instante, o cérebro também trabalha para registrar aquele momento. Serotonina, endorfinas e outros mecanismos de consolidação de memória ajudam a transformar o gol em uma lembrança duradoura.

    Fonte: Metrópoles

  • Festival de Parintins 2026: FVS-RCP reforça prevenção ao HIV e ISTs durante eventos de grande circulação

    Ações incluem educação em saúde, distribuição de preservativos e orientações sobre prevenção combinada em Parintins e outros espaços de grande movimentação no Amazonas

    Saúde –  A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), do Governo do Amazonas, amplia nesta quarta-feira (24/06) às ações de prevenção ao HIV e às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), no Turistódromo, durante 59º Festival de Parintins. A mobilização contempla outros ambientes com grande circulação de pessoas, como praças, balneários e demais espaços públicos, fortalecendo a promoção da saúde em períodos de maior fluxo populacional.

     As equipes da FVS-RCP realizam atividades de educação em saúde, distribuição gratuita de preservativos internos e externos e orientações sobre prevenção combinada ao HIV. As ações também esclarecem a população sobre o acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), indicada para pessoas com maior vulnerabilidade ao HIV, e à Profilaxia Pós-Exposição (PEP), medida de emergência que deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras duas horas e, no máximo, em até 72 horas após uma situação de risco.

     A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, explica que eventos de grande porte representam oportunidades estratégicas para ampliar o acesso à informação e estimular o autocuidado. Segundo ela, a prevenção deve estar presente em todos os momentos de lazer e convivência social, aproximando os serviços de saúde da população. 

    “Nosso compromisso é promover informação de qualidade, difundir o acesso às estratégias de prevenção e incentivar escolhas conscientes. A prevenção continua sendo uma das ferramentas mais eficazes para reduzir a transmissão do HIV, das ISTs e das hepatites virais, especialmente em períodos de grandes eventos, quando há intensa circulação de pessoas”, salienta.

    Pela primeira vez no Festival de Parintins, a autônoma Franciele Gomes visitou o estande da FVS-RCP para retirar insumos de prevenção. Ela destacou a importância de aproveitar a festa com responsabilidade e, em tom bem-humorado, comentou que já está preparada para o festival. “Já garanti os preservativos para caprichar na diversão, mas o boi ainda não me escolheu”, brincou a turista.

    Prevenção combinada

    O coordenador do Programa Estadual de HIV/Aids e Outras IST da FVS-RCP, Rodrigo Pedroza, explica que a prevenção combinada reúne diferentes estratégias capazes de reduzir o risco de transmissão do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis. “Além do uso de preservativos, a prevenção combinada inclui testagem, diagnóstico precoce, tratamento, PrEP e PEP. Quanto maior o acesso à informação e aos serviços de saúde, maiores são as possibilidades de interromper a cadeia de transmissão e promover qualidade de vida”, ressalta.

    A PrEP consiste no uso contínuo de medicamentos por pessoas que não vivem com HIV, reduzindo significativamente o risco de infecção quando utilizada corretamente. Já a PEP é indicada após uma possível exposição ao vírus, como em relações sexuais desprotegidas ou outras situações de risco, devendo ser iniciada em até 72 horas e mantida por 28 dias, conforme avaliação dos serviços de saúde.

    Acesso aos serviços

    Durante o Festival de Parintins, a FVS-RCP orienta moradores e visitantes a procurarem as unidades de saúde em caso de dúvidas ou situações de exposição ao HIV. Os serviços disponibilizam acolhimento, testagem rápida, aconselhamento e encaminhamento para o início da PrEP ou da PEP quando houver indicação clínica.

    Além das atividades em Parintins, as ações educativas também são desenvolvidas ao longo do ano em municípios do Amazonas, incluindo locais de grande concentração de pessoas, fortalecendo a vigilância em saúde, a prevenção e o acesso às políticas públicas voltadas ao enfrentamento do HIV, das ISTs e das hepatites virais.

     Foto e Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

  • Câncer de próstata quase não dá sinais: quando começar a fazer exames?

    O urologista Dr. Rafael Benjamim Rosa da Silva explica quem deve iniciar o rastreamento, por quê e como interpretar o PSA sem alarmismo

    Saúde – Um dos maiores desafios do câncer de próstata é justamente sua capacidade de permanecer silencioso por anos. Na maioria dos casos, os tumores iniciais não causam dor, desconforto ou alterações urinárias, o que reforça a importância de discutir o rastreamento com um especialista.

    O câncer de próstata é um dos tumores mais frequentes entre os homens e representa um importante problema de saúde pública. Quando sinais como dificuldade para urinar, sangue na urina ou dor óssea aparecem, a doença pode já estar em estágio avançado. Felizmente, quando identificado precocemente, as chances de tratamento e controle da doença costumam ser significativamente maiores.

    O que é o rastreamento?

    O rastreamento consiste na realização de exames em homens sem sintomas, com o objetivo de
    identificar sinais da doença antes que ela se manifeste clinicamente.

    Atualmente, o principal exame utilizado é o PSA (Antígeno Prostático Específico), realizado por meio de uma simples coleta de sangue. Dependendo do resultado e das características de cada paciente, o médico pode complementar a avaliação com exame físico da próstata e outros exames.

    O objetivo não é diagnosticar câncer em todos os homens, mas identificar aqueles que apresentam maior risco e podem se beneficiar de uma investigação mais aprofundada.

    Quem deve considerar o rastreamento

    As recomendações mais recentes das sociedades médicas não defendem a realização indiscriminada de exames para toda a população masculina. Em vez disso, orientam uma estratégia individualizada, baseada nos fatores de risco e em uma conversa entre médico e paciente.

    De maneira geral, homens a partir dos 50 anos devem conversar com seu urologista sobre os potenciais benefícios e limitações do rastreamento, avaliando individualmente a melhor estratégia para cada caso.

    Alguns grupos merecem atenção especial e podem se beneficiar de uma avaliação mais precoce,
    incluindo:

    – Homens com histórico familiar de câncer de próstata;
    – Homens negros;
    – Portadores de determinadas alterações genéticas associadas ao aumento do risco da doença.

    Nesses casos, a avaliação pode começar antes dos 50 anos, conforme orientação médica.

    Fonte: Jovem Pan

  • Ministério da Saúde inclui segunda dose de reforço contra poliomielite no Calendário Nacional de Vacinação

    Medida entra em vigor em 3 de agosto e reforça compromisso do país em manter a poliomielite eliminada no território nacional

    Saúde – O Ministério da Saúde amplia a proteção contra a poliomielite no Brasil. A partir de 3 de agosto, o Calendário Nacional de Vacinação passará a incluir uma segunda dose de reforço contra a doença, aplicada aos 4 anos de idade. A medida fortalece a proteção das crianças brasileiras e reafirma o compromisso do Governo do Brasil de manter o país livre da circulação do poliovírus, dando continuidade ao processo de erradicação da doença.

    O Brasil está há 37 anos sem registrar casos de poliomielite o último ocorreu em 1989  e, desde 1994, possui a certificação de área livre da circulação do poliovírus, conquistada juntamente com os demais países das Américas. A introdução da segunda dose de reforço integra o conjunto de ações do Ministério da Saúde para preservar essa conquista histórica e evitar a reintrodução da doença no país.

    Com a mudança, o esquema vacinal contra a pólio passa a contar com cinco doses, todas realizadas com a vacina inativada poliomielite (VIP), disponível gratuitamente na rede pública de saúde.

    As doses de reforço são administradas após o esquema primário de vacinação para induzir e manter a imunidade. No caso da pólio, o novo reforço será aplicado depois das doses administradas aos 2, 4 e 6 meses de vida e do primeiro reforço, aos 15 meses, garantindo proteção por mais tempo e contribuindo para manter elevadas as barreiras de proteção coletiva contra o vírus.

    A decisão foi tomada após ampla discussão com a Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI), com participação de sociedades científicas, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

    Embora o Brasil esteja livre da poliomielite há quase quatro décadas, a vacinação continua sendo essencial. Enquanto houver circulação do vírus em qualquer parte do mundo, permanece o risco de reintrodução da doença em países que apresentem bolsões de não vacinados ou quedas nas coberturas vacinais.

    Atualmente, Paquistão e Afeganistão são os únicos países onde a poliomielite segue endêmica. Além disso, diferentes países têm registrado a circulação de poliovírus derivados de vacinas em áreas com baixas coberturas vacinais. Por isso, manter altas taxas de vacinação é a principal estratégia para impedir o retorno da doença e proteger as novas gerações.

    Desde novembro de 2024, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser composto, exclusivamente, pela vacina inativada poliomielite. A decisão do Ministério da Saúde de substituir as duas doses com a vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), a famosa “gotinha”, pela injetável levou em conta novas evidências científicas para proteção contra a doença.

    Quem deve se vacinar e onde

    O público-alvo são crianças menores de 5 anos. A segunda dose de reforço é recomendada para aquelas que já completaram o esquema primário e receberam o primeiro reforço.

    Crianças com esquema incompleto também devem ser vacinadas. Os serviços de saúde avaliarão a situação de cada uma e orientarão sobre as doses pendentes. A vacinação pode ser realizada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

    Para crianças imunocomprometidas, não houve alteração: o segundo reforço com VIP já estava indicado para esse público nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) e na Rede de Imunobiológicos Especiais (RIE).

    A vacina está disponível gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde do país. Para mais informações, acesse saude.gov.br ou procure a unidade de saúde mais próxima

    Fonte: Deborah Novais – Ministério da Saúde

  • Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

    Indicação é para adultos com tumor que não pode ser removido

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou esta semana o registro do medicamento Inluriyo® (tosilato de inlunestranto), indicado para adultos com câncer de mama localmente avançado, que não pode ser removido por cirurgia ou que já se espalhou para outras partes do corpo e que foi previamente tratado com terapia endócrina.

    Em nota, a agência detalhou que esse tipo de tumor apresenta as seguintes características: é positivo para receptor de estrogênio (ER+), negativo para receptor 2 do fator de crescimento epidérmico humano (HER2-) e tem mutação no receptor de estrogênio 1 (ESR1m).

    “O medicamento, desenvolvido pela Eli Lilly do Brasil Ltda., é oral e indicado como monoterapia.”

    De acordo com a Anvisa, o câncer de mama figura como a neoplasia maligna de maior incidência entre mulheres.

    No Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, no período entre 2023 e 2025, foram registrados 73.610 casos da doença. O número representa 30,1% do total de cânceres em mulheres.

    Fonte: Acrítica.com

  • Anvisa aprova medicamento inédito para ondas de calor da menopausa

    Medicamento oral foi aprovado para tratar fogachos e suores noturnos – dos moderados aos graves – da menopausa

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal autorizado no Brasil para o tratamento de sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos. O remédio será comercializado com o nome Veoza, mas ainda não tem preço nem data de lançamento definidos.

    A novidade amplia as opções terapêuticas para mulheres que sofrem com os sintomas da menopausa, especialmente aquelas que não podem usar terapia hormonal ou que não obtiveram bons resultados com esse tratamento.

    Segundo a ginecologista Rita de Cassia Dardes, integrante da Comissão Nacional Especializada em Climatério da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o medicamento não deve ser visto como um substituto da reposição hormonal.

    Como o medicamento funciona?

    Os fogachos e os suores noturnos estão entre as queixas mais frequentes da menopausa. Eles surgem principalmente por causa da queda dos níveis de estrogênio, que afeta mecanismos cerebrais responsáveis pelo controle da temperatura corporal.

    Diferentemente da terapia hormonal, o fezolinetanto não contém estrogênio nem progesterona. O medicamento atua diretamente no hipotálamo, região do cérebro que funciona como um centro regulador da temperatura.

    De acordo com a ginecologista, a substância bloqueia um receptor chamado NK3, envolvido nas alterações que favorecem o surgimento das ondas de calor.

    A aprovação da Anvisa foi baseada em estudos clínicos realizados com mais de 3 mil mulheres, que demonstraram redução na frequência e na intensidade dos fogachos.

    Quem pode se beneficiar?

    A principal indicação é para mulheres com sintomas moderados ou graves que afetam o sono, a disposição e a qualidade de vida. O medicamento pode ser uma alternativa especialmente relevante para pacientes com contraindicação à terapia hormonal, que apresentaram efeitos adversos ao tratamento ou que preferem uma opção não hormonal após orientação médica.

    Apesar disso, Rita ressalta que a escolha do tratamento deve ser individualizada. “Ele não veio ocupar o lugar da terapia hormonal. Veio preencher uma lacuna importante e permitir que o tratamento seja ainda mais individualizado”, afirma.

    A ginecologista destaca ainda que mulheres com histórico de câncer de mama devem conversar com seus médicos antes de considerar o uso do medicamento.

    “Isso não significa que ele esteja automaticamente liberado para toda paciente com câncer de mama. Nas mulheres em tratamento oncológico, a indicação deve ser compartilhada com o oncologista”, explica.

    Terapia hormonal continua sendo referência

    Especialistas lembram que a menopausa não é uma doença e, portanto, não existe um tratamento para a condição em si. O objetivo das terapias disponíveis é aliviar os sintomas e reduzir prejuízos à qualidade de vida.

    Segundo a ginecologista Denise Joffily, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), em São Paulo, a terapia hormonal continua sendo a opção mais eficaz para muitas pacientes.

    “A terapia hormonal é a maneira mais eficaz de controlar sintomas como fogachos, ressecamento vaginal, alterações do sono e do humor. Ela também oferece proteção óssea, ajudando a prevenir fraturas relacionadas à osteoporose”, afirma.

    Ela ressalta, porém, que existem outras abordagens disponíveis, incluindo medicamentos não hormonais, acompanhamento psicológico e mudanças no estilo de vida.

    A recomendação é que a decisão sobre o uso do medicamento seja tomada após avaliação médica, considerando histórico de saúde, sintomas, medicamentos em uso e possíveis contraindicações.

    Fonte: Metrópoles

  • Melatonina ganha espaço entre os milhões brasileiros que sofrem com problemas do sono

    Suplemento viralizou nas redes sociais em meio ao aumento de queixas de insônia e noites mal dormidas

    Saúde – Dormir mal se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de pessoas no país sofrem com problemas relacionados ao descanso, enquanto a média nacional de sono é de apenas 6,4 horas por noite — abaixo das 7 a 9 horas recomendadas para adultos pela Fundação Nacional do Sono, dos Estados Unidos. Em meio ao aumento das queixas de insônia, cansaço e dificuldade para manter uma rotina saudável, a melatonina ganhou popularidade como alternativa para ajudar na regulação do sono.
    Produzida naturalmente pela glândula pineal, a melatonina é o hormônio responsável por sinalizar ao organismo quando é hora de dormir. Ela atua diretamente no ritmo circadiano, conhecido como “relógio biológico”, que regula os ciclos de vigília e descanso ao longo de 24 horas.
    A popularização do suplemento cresceu especialmente nas redes sociais, onde a melatonina passou a ser associada à melhora da qualidade do sono e da disposição diária. O interesse maior ocorre entre pessoas expostas excessivamente às telas, trabalhadores em turnos alternados e quem enfrenta alterações frequentes de rotina ou de fuso horário.
    “O papel da melatonina é mais de organização do que de indução. Ela avisa ao corpo que é noite, facilitando o início do sono de forma mais fisiológica”, afirma o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos.
    O profissional explica que a produção natural do hormônio está diretamente ligada à luminosidade. Durante a noite, os níveis de melatonina aumentam, enquanto a exposição à luz artificial — principalmente de celulares, computadores e televisores — pode inibir essa liberação e dificultar o descanso.
    Ao contrário dos medicamentos sedativos, a melatonina não provoca o sono diretamente. Sua principal função é preparar o organismo para dormir, ajudando na sincronização do relógio biológico. Por isso, especialistas ressaltam que o suplemento tende a apresentar melhores resultados quando associado a hábitos saudáveis.
    No mercado brasileiro, a melatonina pode ser encontrada em diferentes apresentações, como comprimidos, cápsulas e soluções líquidas. Um exemplo é a linha Animativ Melatonina, disponível em gotas e cápsulas. “A versão líquida, com 30 ml, tem absorção mais rápida e pode ser ajustada com maior precisão de dose, enquanto a apresentação em comprimidos, com 120 unidades, tende a ser mais prática para uso contínuo”, explica o farmacêutico.

    Cuidados necessários
    Apesar da popularização e da facilidade de acesso, o uso indiscriminado da melatonina pode trazer efeitos indesejados. Doses inadequadas, horários incorretos de ingestão e o uso prolongado sem acompanhamento podem comprometer a eficácia do suplemento e até agravar distúrbios do sono.
    Entre os possíveis efeitos adversos estão sonolência residual durante o dia, dores de cabeça, irritabilidade e alterações no ritmo biológico natural. Além disso, dificuldades frequentes para dormir podem estar relacionadas a problemas como ansiedade, estresse, depressão e outras condições de saúde que exigem avaliação médica.
    “O suplemento pode ser um aliado importante, mas não resolve a causa do problema sozinho. Higiene do sono, redução de estímulos noturnos e regularidade de horários continuam sendo fundamentais”, diz Jhonata Vasconcelos.
    Entre as recomendações mais indicadas pelos especialistas estão reduzir o uso de telas antes de dormir, manter o quarto escuro e silencioso, evitar cafeína no período noturno e estabelecer horários regulares para dormir e acordar. A prática de exercícios físicos e a exposição à luz natural ao longo do dia também ajudam a regular o relógio biológico.
    Quando as dificuldades para dormir começam a afetar a produtividade, o humor e outras atividades do cotidiano, a orientação é buscar acompanhamento médico para investigar as causas e definir o tratamento mais adequado.

    Foto: Magnific

    Por Agência de comunicação Repercussão

  • Pará recebe investimento histórico de R$ 154,2 milhões do Ministério da Saúde

    Recursos incluem obras do Novo PAC, veículos do Agora Tem Especialistas e equipamentos hospitalares e odontológicos para qualificar atendimento no SUS. Ministro da Saúde também habilita unidade para realização de terapia gênica

    Saúde – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (16/06), durante agenda em Belém (PA), investimentos que somam R$ 154,2 milhões para o estado. Os recursos federais incluem o Pix da Saúde, que impulsiona obras do Novo Pac. Também foram entregues veículos do Agora Tem Especialistas, que facilitam o acesso dos pacientes aos tratamentos. No conjunto de ações, há ainda novos equipamentos para o Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), que também passa a ser habilitado para a realização de terapia gênica. Já o Hospital Municipal de Santarém e o Hospital Porto Dias receberam certificações de unidades de ensino durante a agenda.

    “O que a gente precisa é garantir os atendimentos e deixar o SUS cada vez mais forte no estado. Vamos dar continuidade às obras de saúde e ampliar a capacidade da rede pública por meio dos investimentos do Novo PAC Saúde. Com os novos veículos, aquilo que antes era um caminho de sofrimento passa a ser o Caminhos da Saúde, levando mais dignidade, cuidado e conforto aos pacientes e seus acompanhantes”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Do valor total destinado ao Pará, R$ 78 milhões são do Pix Day, que inclui recursos do Novo PAC Saúde para 10 obras em oito municípios: Belém, Altamira, Anajás, Itaituba, Marabá, Moju, Paragominas e Santarém. A capital receberá uma Policlínica; Santarém será contemplada com um Centro Especializado em Reabilitação (CER) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS); e os demais municípios receberão UBSs. Além disso, mais 16 obras serão retomadas em nove municípios.

    O Pix Day Pará também abrange oito combos de cirurgias, entre gerais e oftalmológicas. Para a realização de exames de imagem, a população de Cametá (PA) recebe um novo tomógrafo. O pacote prevê ainda mais 319 equipamentos odontológicos para reforço da assistência à saúde bucal no estado.

    Agora Tem Especialistas: transporte para pacientes

    No âmbito do programa Agora Tem Especialistas, 71 veículos vão atender municípios do Pará, por meio do eixo Caminhos da Saúde. O Programa garante transporte gratuito, com direito a acompanhante, para pessoas em tratamento de radioterapia e terapia renal substitutiva (hemodiálise) que residem a mais de 50 quilômetros dos serviços de saúde onde realizam o tratamento, ampliando o acesso à atenção especializada no SUS.

    O Governo do Brasil investiu R$ 40,5 milhões para a compra dos 36 micro-ônibus e das 35 vans do Caminhos da Saúde. O valor também inclui 22 Unidades Odontológicas Móveis, com recursos do Novo PAC, que vão garantir atendimento adequado de saúde bucal para os moradores da região.

    O Programa Agora Tem Especialistas também conta com a modalidade “créditos financeiros”, que permite que recursos devidos pelos prestadores privados (estabelecimentos com e sem fins lucrativos) sejam compensados por meio da oferta direta de consultas, exames e cirurgias para a população. Durante a agenda desta quinta-feira, foi assinado o termo de execução para que o Hospital Porto Dias faça parte da iniciativa. O contrato anual é de R$ 16,6 milhões.

    Mais recursos e nova habilitação para o Hospital Universitário João de Barros Barreto

    O Hospital Universitário João de Barros Barreto (HUJBB), em Belém, vai contar com R$ 19,1 milhões em novos equipamentos. Ventiladores pulmonares, monitores multiparâmetros, arcos cirúrgicos, aparelhos de anestesia e macas são alguns dos itens estratégicos para modernizar a unidade e expandir a assistência. A iniciativa qualifica a realização de procedimentos de média e alta complexidade e contribui para mais segurança, eficiência e resolutividade no cuidado prestado à população.

    Durante a visita ao complexo hospitalar da Universidade Federal do Pará, o ministro da Saúde foi ao Laboratório de Genética Humana e Médica, que desempenha papel crucial no desenvolvimento da pesquisa genômica na região Norte. Localizado no HUJBB, o laboratório é considerado Centro Âncora do Pará (CA-PA), e conta com equipe que atua em toda a região Amazônica. Com infraestrutura moderna e equipamentos de ponta, a unidade já sequenciou 2.944 amostras. O Ministério da Saúde já destinou cerca de R$ 14,8 milhões ao Centro nas duas fases do projeto Genoma SUS.

    Para além da pesquisa, nesta quinta-feira (16), Padilha habilitou o HUJBB para a realização da terapia gênica destinada ao tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1. Com a medida, a instituição passa a ofertar o Zolgensma pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso, na Região Norte, a uma das terapias mais avançadas da medicina. O tratamento, cujo custo varia entre R$ 6,5 milhões e R$ 8,5 milhões por paciente, poderá ser disponibilizado gratuitamente a crianças elegíveis.

    O HFPA está entre os 22 serviços de saúde que concluíram o treinamento promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a farmacêutica Novartis, para a administração do Zolgensma. Desde 2020, o SUS investiu mais de R$ 1 bilhão no tratamento de AME, que atualmente conta com mais duas opções terapêuticas  nusinersena e risdiplam.

    Certificação de estabelecimentos hospitalares

    O Hospital Municipal de Santarém e o Hospital Porto Dias receberam, nesta terça-feira (14), certificação de Hospital de Ensino – Nível 1. Com a titulação, as unidades passam a ter reconhecimento de integração ensino-serviço e ambiente de prática e aprendizagem. Para receber a certificação, é preciso atender a critérios de integração entre ensino, assistência, gestão, pesquisa e comunidade.  

    Fonte: Eduarda Paixão – Juliana Soares Ministério da Saúde