Categoria: Saúde

  • SUS inclui nova terapia para pacientes adultos com leucemia mieloide

    Tratamento servirá a casos agudos em que não cabe quimioterapia.

    Saúde – O Ministério da Saúde passará a inserir, no Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento combinado de venetoclax com azacitidina para pacientes adultos com leucemia mieloide aguda recém-diagnosticada.

    A combinação dos medicamentos é indicada a pacientes que, por condições clínicas, não são elegíveis ao tratamento padrão com quimioterapia intensiva, sendo mais uma alternativa de terapia para esse público.

    De acordo com Portaria nº 30/2026, publicada nesta segunda-feira (15), a nova opção será disponibilizada na rede pública de saúde em 180 dias, conforme prevê norma federal que regula a incorporação de tecnologias no SUS.

    A medida segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e está alinhada ao Protocolo Clínico do Ministério da Saúde.

    O relatório técnico que embasou a decisão ficará disponível para consulta pública no portal da Conitec.

    Leucemia

    Segundo o Ministério da Saúde, a leucemia é um tipo de câncer sanguíneo originado na medula óssea, tecido responsável por produzir glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. Quando há alguma mutação genética, esses componentes podem se transformar em células cancerígenas.

    Na forma aguda, a doença se torna ainda mais fatal se não tratada de forma precoce. O diagnóstico nos primeiros estágios e o encaminhamento especializado são essenciais para bons resultados do tratamento.

    Essa é a forma mais comum da leucemia aguda em adultos e atinge, principalmente, pacientes idosos.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Anvisa manda recolher milho de pipoca após erro grave em informação sobre glúten

    Agência também determinou a apreensão de suplementos alimentares vendidos pela internet por apresentarem origem desconhecida e risco ao consumidor.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato do milho para pipoca da marca Provatti após identificar irregularidades na rotulagem do produto relacionadas à presença de glúten. A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (12), também proíbe a comercialização, distribuição, divulgação e o consumo do item até que a situação seja regularizada.

    De acordo com a Anvisa, o problema está na informação presente na embalagem que indica que o produto “não contém glúten”. No entanto, o próprio rótulo traz advertências sobre a possibilidade de contaminação cruzada com trigo ou até mesmo a presença intencional do ingrediente, o que torna a declaração incompatível com as normas sanitárias.

    Segundo a Resolução nº 2.324, a utilização da expressão “não contém glúten” é proibida quando há indicação de que o alimento possa conter trigo ou apresente ingredientes derivados do cereal. A divergência pode representar um risco significativo para pessoas com doença celíaca ou outras condições relacionadas à intolerância ao glúten, que dependem da precisão das informações contidas nos rótulos para evitar complicações à saúde.

    O milho para pipoca da marca Provatti é fabricado pela empresa Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos.

    Suplementos alimentares também foram alvo de fiscalização

    Além da medida envolvendo o milho para pipoca, a Anvisa determinou a apreensão de suplementos alimentares comercializados sob a marca Nutricost. Conforme a Resolução nº 2.325, ficam proibidas a fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e utilização desses produtos em todo o território nacional.

    A decisão foi tomada após a identificação de suplementos vendidos em plataformas digitais sem informações adequadas sobre sua origem e fabricante. Segundo a agência, os produtos são considerados de procedência desconhecida, o que impede a verificação de critérios essenciais de qualidade, segurança e regularização sanitária.

    “Considerando a divulgação e comercialização de suplementos alimentares da marca Nutricost, de origem desconhecida ou ignorada em lojas digitais”, destacou a Anvisa em trecho da determinação publicada no Diário Oficial da União.

    A agência orienta que consumidores que tenham adquirido os produtos interrompam imediatamente o uso e busquem informações junto aos canais oficiais de atendimento. No caso do milho para pipoca, pessoas com restrições ao consumo de glúten devem redobrar a atenção e verificar os lotes adquiridos.

    As medidas reforçam a importância da fiscalização sanitária e da transparência nas informações fornecidas ao consumidor, especialmente quando envolvem produtos que podem impactar diretamente a saúde da população.

  • Dia dos Namorados: veja possíveis riscos associados a “overdose de tadala”

    Medicamento para disfunção erétil, que ganhou fama nas redes sociais, foi o 5º genérico mais vendido no Brasil em 2024; Anvisa e médicos alertam para efeitos graves no coração e na visão.

    Saúde – O Brasil vai “sextar” e disso ninguém duvida. O Dia dos Namorados, comemorado nesta sexta-feira (12), deve promover diversos eventos e encontros por todo país. A data, no entanto, serve como atenção aos cuidados com a saúde.

    A “comemoração” dos casais apaixonados pode ser motivo de preocupação, caso o uso de medicamentos para disfunção erétil não respeite os limites do organismo humano.

    Busca pela performance

    A promessa de “perfomance milagrosa” leva jovens e adultos a consumir tadalafila sem indicação médica. O farmaco, popularmente conhecido como “tadala”, é um dos genéricos mais vendidos do país.

    Especialistas afirmam que em homens sem problemas fisiológicos, o remédio funciona apenas como uma “bengala psicológica”. A performance em jovens sem diagnóstico é frequentemente um efeito placebo e pode, na prática, não apresentar nenhum ganho real.

    Overdose de Tadalafila é possível?

    De acordo com informações da Anvisa, o uso recreativo ou estético dessas substâncias pode causar efeitos graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), hipotensão (pressão baixa), perda de visão ou audição, além de dependência psicológica.

    Um estudo da University of British Columbia mostra que usuários regulares desses medicamentos têm um aumento de 85% no risco de desenvolver condições graves na retina ou no nervo óptico.

    A data em questão suscita outro problema. A combinação com bebidas alcoólicas pode causar um efeito paradoxal, reduzindo a atividade dopaminérgica e comprometendo a “energia” na hora da comemoração.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Chuvas intensas aumentam risco de doenças e reforçam alerta para medidas de prevenção

    Autoridades de saúde orientam a população a reforçar os cuidados com a qualidade da água e a prevenção durante o período de fortes chuvas e alagações.

    Saúde – Com o avanço das chuvas e a elevação do nível dos rios no Amazonas, cresce a preocupação com os impactos na saúde pública. As alagações aumentam o risco de contaminação da água, favorecem a propagação de doenças e aproximam animais peçonhentos das áreas urbanas, exigindo atenção redobrada da população.

    Entre as principais orientações estão o consumo de água tratada, filtrada ou fervida, a limpeza adequada de reservatórios e o uso de equipamentos de proteção, como botas e luvas, durante a limpeza de locais atingidos pelas enchentes.

    Especialistas também recomendam evitar contato direto com a água das inundações, que pode estar contaminada por esgoto e outros agentes causadores de doenças.

    Outro fator de preocupação é o deslocamento de serpentes, escorpiões e outros animais peçonhentos para áreas mais secas, incluindo bairros e comunidades, aumentando o risco de acidentes. Manter quintais limpos, retirar entulhos e redobrar os cuidados ao manusear objetos armazenados são medidas importantes para reduzir esses riscos.

    As doenças diarreicas e outras enfermidades relacionadas à água contaminada costumam exigir maior atenção durante o período chuvoso, reforçando a importância da prevenção e do acesso à água de qualidade.

    Além disso, acidentes com animais peçonhentos continuam sendo registrados em diferentes regiões do estado, especialmente durante a cheia dos rios.

    As autoridades reforçam que a adoção de medidas simples de higiene e prevenção pode reduzir significativamente os riscos à saúde. Em caso de sintomas como febre, diarreia intensa, vômitos ou acidentes com animais peçonhentos, a recomendação é procurar atendimento médico o quanto antes.

    Por Débora Alcântara

  • Medo da radiação ainda afasta pacientes de exames que podem salvar vidas

    Tecnologia reduziu drasticamente a exposição à radiação nos exames de imagem, mas receio infundado ainda leva muitas pessoas a adiar diagnósticos e comprometer tratamentos.

    Saúde – O aumento do uso de exames de imagem na medicina moderna, indispensáveis para o rastreio e o diagnóstico de várias doenças e para o acompanhamento preciso de tratamentos, tem despertado em muitos pacientes receio de exposição à radiação. O medo é compreensível, principalmente quando consideramos que, para a maioria das pessoas, a radiação está associada a eventos catastróficos, como a explosão das bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki, o desastre da usina de Chernobyl e – bem mais perto de nós – a exposição ao Césio-137 proveniente de um aparelho de radioterapia abandonado, fato que, há quase 40 anos, marcou o país.

    Na medicina contemporânea, porém, exames de imagem e tratamentos guiados por radiação são parte da rotina. O SUS realiza anualmente mais de 100 milhões de exames de imagem que utilizam radiação ionizante, montante que, somado ao total de exames realizados na rede privada, chega a 168 milhões por ano, segundo mapeamento do Atlas da Radiologia no Brasil. O que nem todos conhecem é o grau de evolução tecnológica da área: hoje, equipamentos muito mais modernos conseguem produzir imagens mais precisas com doses muito menores de radiação do que as usadas no passado.

    No final do século XIX e início do século XX, quando a radiologia estava em seus primórdios, havia riscos reais, pois, sem conhecer os efeitos da radiação ionizante, cientistas e profissionais de saúde se expunham a altas doses sem nenhum tipo de proteção, sofrendo graves consequências, como queimaduras, amputações e até mortes por câncer. De lá para cá, as coisas mudaram radicalmente, tanto no quesito proteção de pacientes e de profissionais quanto na evolução dos próprios equipamentos, inclusive com uso de inteligência artificial.

    A tomografia computadorizada é o exame que mais expõe o paciente à radiação, mas, há várias décadas, os equipamentos, além de muito mais eficientes na captura das imagens, reduziram sobremaneira o tempo de exposição à radiação. Hoje temos aparelhos equipados com algoritmos que ajustam a dose de radiação com base na anatomia do paciente.

    Além da inovação tecnológica, os protocolos de proteção também evoluíram. Hoje nenhum exame com radiação pode ser feito sem que haja justificativa médica consistente, que comprove que o benefício do diagnóstico supera o risco da exposição, por mínima que seja. Vale o princípio ALARA (As Low As Reasonably Achievable), isto é, a dose deve ser “tão baixa quanto racionalmente exequível”.

    Assim, a dose de radiação é calculada de acordo com o peso e a altura do paciente, sendo drasticamente reduzida em caso de exames em crianças, cujas células se multiplicam mais rápido e são mais sensíveis, podendo sofrer danos mais severos. Os trabalhadores da saúde (técnicos e médicos) também estão protegidos, sendo garantido a eles um teto de radiação acumulada permitida por ano.

    Os pacientes podem e devem questionar os médicos quando lhes são pedidos exames. É importante saber se o exame é realmente necessário naquele momento, que benefícios pode trazer ao tratamento, que tipo de proteção será usado e, finalmente, se há opções sem radiação. Vale lembrar que ultrassonografia e ressonância magnética não usam radiação, não oferecendo nenhum risco. No caso de gestantes, caso seja realmente necessário fazer uma tomografia na região abdominal ou na pelve, o médico deve adotar protocolos de proteção máxima.

    É importante ter em mente que os exames são ferramentas absolutamente necessárias para orientar os tratamentos e jamais devem ser negligenciados por qualquer tipo de receio. Hoje os protocolos e os equipamentos oferecem segurança a todos os pacientes.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

    Quantitativo passou de 19,5 milhões em 2022 para 46,6 milhões em 2025; a disponibilização dos medicamentos é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde

    Saúde – O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado nas ações de combate ao tabagismo. Nos anos de 2022 e 2025, a distribuição de medicamentos para o tratamento da dependência de nicotina registrou um aumento de 138,51%. Em números absolutos, o volume de itens enviados a estados e municípios saltou de 19,5 milhões para 46,6 milhões de unidades. Os dados reforçam a importância do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último domingo (31/05).

    A oferta dos itens integra o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que tem a disponibilização dos medicamentos coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde.

    Para a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, o crescimento dos números reflete diretamente a busca dos cidadãos por uma vida mais saudável. “Esse aumento evidencia o desejo da população por apoio especializado para abandonar o cigarro, cenário que reforça a importância das políticas públicas de prevenção e tratamento”.

    A assistência farmacêutica oferecida pelo SUS conta atualmente com cinco itens essenciais para o suporte aos pacientes na dependência do tabagismo: o cloridrato de bupropiona (150 mg), a goma de mascar de nicotina (2 mg) e os adesivos transdérmicos de nicotina em três dosagens (7 mg, 14 mg e 21 mg). A estratégia também abrange ações de educação em saúde.

    De acordo com a secretária, a prioridade da pasta é assegurar estoques desses medicamentos em todo o país. “Assumimos o compromisso com o fortalecimento das estratégias de abastecimento, distribuição e promoção do uso racional dos medicamentos utilizados no combate ao tabagismo. Garantir que o tratamento farmacológico chegue a quem precisa, de forma contínua, segura e orientada, é um pilar inegociável para o sucesso dessa política de saúde”, ressaltou De Negri.

    Fonte: Roberta Paola e Rodrigo Eneas
    Ministério da Saúde

  • Médica alerta sobre o aumento da gordura no fígado em adultos jovens

    A gastroenterologista Maria Júlia Colossi aponta os “principais culpados” do aumento da gordura no fígado em adultos jovens

    Saúde – O Dia Mundial da Esteatose Hepática é celebrado nesta quinta-feira (11/6). Popularmente conhecida como gordura no fígado, a condição afeta em torno de 30% a 35% da população brasileira. Conforme a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), o número de adultos jovens com a doença tem aumentado, o que preocupa a comunidade médica.

    De acordo com a gastroenterologista Maria Júlia Colossi, o aumento alarmante da gordura no fígado na faixa etária dos 18 aos 29 anos “caminha lado a lado” com a crescente epidemia de obesidade e das complicações metabólicas, como a resistência à insulina.

    Mestra com a pesquisa centrada em doenças hepáticas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a especialista explica que a base desse “problema” é um estilo de vida que favorece o desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia, com soluções cada vez mais práticas, industrializadas e sem diversidade alimentar.

    A gastroenterologista salienta que os “principais culpados” do aumento da esteatose hepática são a má qualidade da dieta moderna e o sedentarismo. “O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, carboidratos refinados, gorduras saturadas e bebidas adoçadas com açúcar (especialmente as ricas em frutose) é o maior impulsionador do acúmulo de gordura no fígado“, sustenta a médica.

    Maria Júlia destaca que adultos jovens e magros também podem desenvolver a doença se tiverem acúmulo de gordura visceral (gordura abdominal profunda), perda de massa muscular, dietas ricas em frutose ou predisposição genética familiar.

    Fonte: Metrópoles

  • Efeito sanfona: veja como bactéria intestinal pode evitar fenômeno em dieta

    Pesquisa com 90 adultos demonstra que a versão pasteurizada da bactéria Akkermansia muciniphila limita a recuperação de quilos perdidos após dietas hipocalóricas.

    Saúde – Uma publicação da Nature Portfolio, uma renomada editora científica global, revelou que uma bactéria intestinal pode evitar o chamado “efeito sanfona”, que significa o ganho de peso posterior a uma dieta efetiva.

    Cerca de 90 adultos com sobrepeso ou obesidade foram testados para avaliar o pesadelo daqueles que se mantiveram focados, durante um longo período buscando perder peso.

    Estudo científico

    Um ensaio clínico randomizado comprovou que a suplementação com a bactéria Akkermansia muciniphila (cepa Muc T) auxilia na manutenção do peso corporal.

    Durante o processo, os pacientes passaram por uma dieta de 8 semanas, seguidas por um período de manutenção de 24 semanas. Durante a manutenção, o teste com a microbiota intestinal foi realizado.

    Os voluntários foram submetidos a dois tipos de consumo. Um grupo foi submetido a versão pasteurizada – quando a bactéria não está viva, mas seus componentes ainda agem no organismo -, enquanto outro fora submetido ao placebo (substância inativa).

    Resultados

    O grupo que usou a bactéria recuperou apenas 1,2 kg, enquanto o grupo placebo recuperou 3,2 kg.

    Não foram observados eventos adversos graves relacionados ao tratamento. O estudo foi considerado de curto prazo e novos testes são necessários para validar os resultados em períodos maiores.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças

    Distribuição das primeiras doses já está em andamento. Imunizante amplia a proteção infantil contra pneumonia, meningite e outras doenças pneumocócicas

    Saúde – ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (3) o início da vacinação com a pneumo 20 para crianças de até 5 anos. O imunizante, novidade no SUS, protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, principal causadora de doenças graves, como pneumonia e meningite, responsáveis por hospitalizações, sequelas e óbitos. Esse é o quarto imunobiológico incorporado para crianças durante a gestão — na rede privada, o custo chega a mais de R$ 500.

    “Já tomamos todos os passos necessários, inclusive com a publicação da nota técnica e o início da distribuição para estados e municípios. A expectativa é que, a partir da segunda quinzena de junho, as crianças possam receber a vacina nas unidades básicas de saúde”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O ministro também afirmou que o país seguirá fortalecendo a vacinação e a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações, além de combater o negacionismo e os movimentos antivacina.

    A distribuição das primeiras 514 mil doses já começou. A vacinação será iniciada à medida que os estados receberem os imunizantes e concluírem o envio aos municípios. A previsão do Ministério da Saúde é disponibilizar mais de 6,1 milhões de doses ainda este ano

    O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

    Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. Entre 2024 e outubro de 2025, o SUS registrou mais de 34 mil atendimentos relacionados a doenças causadas pela bactéria responsável por infecções graves, como pneumonia e meningite. Somente em 2025, as internações de crianças de até cinco anos chegaram a 365 casos.

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina em dezembro de 2023. As primeiras doses começaram a ser aplicadas na rede privada em 2025, mas com acesso restrito devido ao alto custo. Com a incorporação ao SUS, a vacina passa a ser ofertada gratuitamente à população, ampliando o acesso a uma tecnologia avançada, reduzindo desigualdades no acesso à proteção contra doenças graves. A medida reforça o compromisso do Ministério da Saúde com o fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a ampliação da cobertura vacinal no país.

    Novo esquema vacinal e substituição das vacinas anteriores

    O SUS oferece as vacinas conjugadas pneumo10 e pneumo13 (com proteção mais robusta e duradoura), e também a polissacarídica 23 (que amplia a cobertura contra mais tipos da bactéria). As formulações atualmente utilizadas estão alinhadas às diretrizes internacionais e apresentam uma relação custo-benefício comprovada para as políticas de saúde pública.

    Com a incorporação da pneumo 20, o Ministério da Saúde iniciará uma transição gradual para substituir esses imunizantes, já que a nova vacina amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria pneumococo, aumenta o potencial de prevenção de casos graves.

    A pneumo 20 será ofertada aos seguintes grupos prioritários:

    • Crianças menores de 5 anos;
    • Povos indígenas maiores de 5 anos de idade (sem histórico vacinal com pneumo conjugada);
    • Idosos com 60 anos ou mais acamados e/ou institucionalizados;
    • Pessoas com condições clínicas especiais, atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

    Durante o período de transição, o esquema vacinal básico para a criança seguirá o seguinte modelo: uma dose da pneumo 20 aos 2 meses de idade; uma dose da pneumo 10 aos 4 meses, e uma dose de reforço da pneumo 20 aos 12 meses, respeitando o intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas VPC13 e VPP23 serão utilizadas em estratégias diferenciadas até a finalização dos estoques.

    Essa estratégia será mantida até o término dos estoques da Pneumo 10. Após o esgotamento dessas doses, o esquema vacinal passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital, pais, mães e responsáveis podem acompanhar, em tempo real, o histórico de vacinação.

    Histórico de resultados

    Desde a introdução da pneumo 10 no Programa Nacional de Imunizações (PNI), em 2010, o Brasil registrou reduções expressivas na incidência da doença pneumocócica invasiva causada por sorotipos vacinais: entre 55% e 60% em crianças menores de 2 anos e queda superior a 65% nos casos de meningite pneumocócica nessa mesma faixa etária. Entre adultos com 60 anos ou mais, a redução variou de 20% a 30%.

    Nos últimos três anos, o Ministério da Saúde recuperou todas as coberturas vacinais infantis, revertendo a tendência de queda observada até 2022. A vacinação contra doenças pneumocócicas acompanhou esse avanço, com a cobertura do esquema básico passando de 90,01% em 2023 para 93,22% em 2024 e 93,45% em 2025. Em 2026, a cobertura parcial acumulada até o momento já alcança 86,33%, mantendo a trajetória de proteção da população infantil.

    A vacinação permanece a estratégia mais eficaz para reduzir a ocorrência das formas graves das doenças pneumocócicas invasivas e suas consequências mais severas, como hospitalização, sequelas e óbito.

    Fonte: João Vitor Moura – Ministério da Saúde

  • Mosca que devora tecido vivo é encontrada em gado nos EUA

    Parasita que havia sido erradicado do país foi encontrado em gado no Texas e preocupa autoridades e pecuaristas

    Saúde – Uma mosca parasita capaz de causar ferimentos graves em animais foi encontrada em gado nos Estados Unidos pela primeira vez em décadas. O caso mais recente foi confirmado em um bezerro no Texas e acendeu um alerta entre autoridades sanitárias e produtores rurais

    A espécie, conhecida como mosca-varejeira-do-novo-mundo (Cochliomyia hominivorax), havia sido considerada erradicada dos Estados Unidos na década de 1960. Nos últimos anos, porém, casos do parasita passaram a ser registrados cada vez mais ao norte, avançando pela América Central e pelo México em direção à fronteira norte-americana.

    O primeiro caso foi identificado em um bezerro de três semanas na cidade de La Pryor, no Texas. Poucos dias depois, novos registros foram confirmados em outros bovinos e também em um cachorro no estado.

    O que torna essa mosca diferente

    Ao contrário da maioria das varejeiras, que se alimentam de matéria orgânica em decomposição, a mosca-varejeira-do-novo-mundo deposita seus ovos em feridas abertas ou em regiões úmidas do corpo dos animais.

    Quando os ovos eclodem, as larvas passam a se alimentar de tecido vivo. Elas penetram na ferida e ampliam os danos à medida que crescem. Sem tratamento, a infestação pode levar o animal à morte em poucos dias.

    A espécie afeta principalmente bovinos, ovinos e cavalos, mas também pode atingir cães, animais silvestres e, em situações raras, seres humanos.

    Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o bezerro infectado recebeu tratamento e deve se recuperar.

    Risco para pessoas é considerado baixo

    Embora a espécie possa infectar humanos, especialistas destacam que os casos são incomuns. A infestação acontece quando uma mosca deposita ovos em uma ferida ou abertura do corpo. De acordo com o Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, sigla em inglês), pessoas com lesões abertas, sistema imunológico comprometido ou contato frequente com animais em áreas afetadas podem ter risco maior de exposição.

    Autoridades ressaltam que a mosca não representa ameaça à segurança alimentar. O problema está relacionado aos prejuízos para a saúde animal e para a produção pecuária.

    Medidas para conter a disseminação

    O USDA informou que criou uma área de vigilância e quarentena ao redor do local onde o primeiro caso foi identificado. A movimentação de animais na região passou a ser monitorada para evitar a propagação do parasita.

    Outra estratégia utilizada é a liberação de milhões de moscas estéreis. Como as fêmeas dessa espécie costumam acasalar apenas uma vez, os cruzamentos com machos estéreis interrompem o ciclo reprodutivo e ajudam a reduzir a população do inseto. A técnica foi justamente a responsável pela erradicação da espécie dos Estados Unidos décadas atrás.

    Fonte: Metrópoles