Categoria: Saúde

  • Bactéria encontrada na água Crystal é a mesma dos produtos Ypê? Entenda

    Micro-organismo motivou recolhimento preventivo e já esteve ligado a outros casos recentes.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote da água mineral sem gás Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras analisadas por autoridades sanitárias. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (3) e envolve o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126, produzido pela Mineração Bom Jesus, em Luziânia (GO).

    O lote reúne cerca de 374 mil garrafas de 500 ml distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e interior de São Paulo. Além do recolhimento, a Anvisa determinou a suspensão da comercialização, distribuição e uso das unidades afetadas enquanto as investigações continuam.

    A descoberta ocorreu após uma análise de rotina realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). O exame detectou a presença da bactéria e a contraprova confirmou o resultado, levando à interdição do lote e à comunicação do caso à Anvisa.

    A bactéria é a mesma dos produtos Ypê?

    Mas afinal, a bactéria encontrada na água Crystal é a mesma que apareceu no caso envolvendo produtos da Ypê? A resposta é sim. Trata-se da mesma espécie bacteriana, a Pseudomonas aeruginosa, que também esteve no centro das investigações relacionadas a lotes de detergentes da marca em 2025.

    Porém, isso não significa que os dois casos tenham a mesma origem. A bactéria é relativamente comum na natureza e pode ser encontrada em diferentes ambientes úmidos, incluindo água, solo, pias, ralos, reservatórios, equipamentos industriais e superfícies com acúmulo de umidade. Ela pode surgir em contextos bastante distintos.

    O que é a bactéria e o que ela causa?

    A Pseudomonas aeruginosa é considerada uma bactéria oportunista. Em pessoas saudáveis, muitas vezes não provoca sintomas ou consequências graves. Porém, pode representar risco para indivíduos com imunidade comprometida, pacientes hospitalizados, pessoas com doenças crônicas ou que estejam em tratamento com medicamentos imunossupressores.

    Quando causa infecções, ela pode atingir diversas partes do organismo. Entre os problemas mais conhecidos estão infecções de ouvido, especialmente a chamada “otite do nadador”, irritações e lesões na pele, infecções oculares, problemas urinários e infecções respiratórias.

    Nos casos mais graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea, os pulmões, os ossos, as articulações e até as válvulas cardíacas. Pacientes internados em hospitais são considerados um dos grupos mais vulneráveis às complicações.

    Outro fator que preocupa especialistas é que algumas cepas da Pseudomonas aeruginosa apresentam resistência a determinados antibióticos, o que pode dificultar o tratamento em situações mais severas.

    Como a bactéria chega aos produtos?

    A presença da bactéria em produtos industrializados geralmente está associada a falhas de controle sanitário ou contaminações pontuais durante processos de captação, armazenamento, envase, manipulação ou transporte. Justamente por isso, a identificação do micro-organismo costuma levar ao recolhimento preventivo dos lotes afetados.

    No caso da água Crystal, a investigação ainda está em andamento. Segundo as informações divulgadas até o momento, as evidências apontam para uma ocorrência restrita ao lote recolhido, fabricado em 20 de janeiro de 2026 e com validade até janeiro de 2027.

    A fabricante informou às autoridades sanitárias que realizou uma investigação interna para apurar as possíveis causas da contaminação e afirmou estar colaborando com a Anvisa e com os órgãos de vigilância sanitária.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Caneta de semaglutida brasileira terá preços a partir de R$ 452 e chega às farmácias neste mês

    Farmacêutica que irá fabricar canetas emagrecedoras anunciou pacote de compra com preço médio por mês de tratamento

    Saúde – A farmacêutica EMS anunciou o preço da primeira caneta emagrecedora brasileira aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o princípio ativo semaglutida, que custará a partir de R$ 452. Segundo a empresa, o medicamento deve chegar ao mercado a partir do dia 15 de junho.

    O anúncio do medicamento Ozivy foi feito durante um evento para médicos e pessoas ligadas ao mercado farmacêutico nesta terça-feira, 2, e as informações foram confirmadas ao Terra pela EMS.

    O medicamento chega ao Brasil com expectativa de aumentar o acesso ao tratamento, que atualmente pode custar cerca de R$ 1 mil por mês. A semaglutida é usada para tratar obesidade e diabete e já teve a inclusão no SUS discutida, mas devido ao alto custo, a demanda foi rejeitada.

    A caneta da EMS é a primeira versão nacional aprovada pela Anvisa após a queda da patente que era da Novo Nordisk. A Anvisa permitiu, na última semana, que a empresa cobrasse como preço máximo da caneta o mesmo praticado pela Novo Nordisk no Ozempic e Wegovy, valor que pode chegar a cerca de R$ 800.

    No entanto, a EMS trouxe uma proposta com preços mais acessíveis. Após a queda da patente, a própria Novo Nordisk reduziu preços para tornar sua versão da semaglutida mais competitiva. Até o início deste ano, ao menos 17 marcas tinham pedidos em análise na Anvisa.

    Preços por tratamento


    Segundo a EMS, as canetas custam em torno de R$ 452 cada uma, quase metade do que é praticado no mercado atualmente.

    Há um plano de tratamento em que, para os primeiros três meses, as canetas com doses suficientes para 90 dias vão custar R$ 863,23, uma média mensal de gastos de R$ 287 para o paciente. Depois disso, no quarto mês de tratamento, a caneta vai custar R$ 498. Essas versões chegam ao mercado no dia 15 de junho.

    A empresa também propôs um pacote com duas canetas de 1,0 mg de semaglutida por R$ 896, mas essa versão ainda não tem data para chegar às prateleiras.

    A EMS planeja disponibilizar mais de 500 mil canetas no primeiro abastecimento, que serão distribuídas em farmácias por todo o Brasil.

    Fonte: Terra

  • A pílula para câncer que alcançou ‘o impossível’ fez médicos chorarem no maior congresso de oncologia do mundo

    Na sessão mais prestigiosa da American Society of Clinical Oncology, os dados finais do daraxonrasib para câncer de pâncreas foram apresentados para 50 mil especialistas. A plateia se levantou. Médicos foram às lágrimas. Os números explicam por quê.

    Saúde – Chicago, 1º de junho de 2026. A sessão plenária da American Society of Clinical Oncology —o maior e mais influente congresso de oncologia clínica do planeta— não costuma ser lugar de emoção fácil. Os médicos e pesquisadores que lotam o auditório são treinados para a frieza dos dados, para o ceticismo metodológico, para a cautela diante de qualquer resultado que pareça bom demais.

    Quando os números do estudo RASolute 302 apareceram na tela, a plateia se levantou. Em congressos científicos, aplausos de pé já são incomuns. Lágrimas, mais ainda. Naquele auditório, porém, as duas coisas pareciam inevitáveis.

    O daraxonrasib não chegou à ASCO como novidade absoluta. Em abril, a empresa americana Revolution Medicines havia divulgado os primeiros resultados: um comprimido tomado uma vez ao dia havia quase dobrado a sobrevida de pacientes com câncer de pâncreas metastático sem resposta à quimioterapia. O g1 contou essa história. Mas dados preliminares, divulgados por uma empresa com interesse financeiro direto no resultado, ainda não são a última palavra da ciência.

    A última palavra é a fase 3. E foi ela que chegou a Chicago.

    Um novo padrão foi estabelecido

    O estudo RASolute 302 seguiu o padrão mais rigoroso da medicina: um ensaio clínico randomizado de fase 3. Quinhentos pacientes foram divididos por sorteio em dois grupos —nem os médicos nem os pacientes escolheram quem receberia o quê. Um grupo tomou o comprimido; o outro seguiu com a quimioterapia convencional.

    Esse formato existe para eliminar vieses e garantir que qualquer diferença nos resultados seja atribuível ao tratamento, não ao acaso. É o tipo de evidência que a medicina exige antes de mudar um protocolo global. Os resultados foram considerados finais —não há análise pendente, não há dado faltando.

    Os números:

    • No grupo de pacientes com a mutação RAS G12 —a mais comum no câncer de pâncreas—, a sobrevida mediana foi de 13,2 meses com o comprimido contra 6,6 meses com a quimioterapia. Sobrevida mediana significa que metade dos pacientes viveu mais do que isso —e metade, menos.
    • O risco de morte caiu 60%.
    • O tempo até a doença voltar a avançar também dobrou: 7,3 meses contra 3,5 meses com a quimioterapia.
    • Os resultados foram praticamente idênticos quando se analisou o grupo total de pacientes, incluindo aqueles sem mutação RAS identificada.
    • E mais de 31% dos pacientes que tomaram o comprimido tiveram redução mensurável do tumor —contra 11,2% no grupo de quimioterapia.

    Um dado, particularmente, chamou atenção dos pesquisadores: apenas 1,2% dos pacientes que usaram daraxonrasib precisaram interromper o tratamento por efeitos colaterais. No grupo de quimioterapia, essa taxa foi de 11,2%.

    A conclusão dos pesquisadores, publicada no Journal of Clinical Oncology, foi direta: o daraxonrasib deve se tornar o novo padrão de tratamento para pacientes com câncer de pâncreas metastático em segunda linha.

    O aplauso em pé foi merecido’

    Stephen Stefani, oncologista da Americas Health Foundation, estava presente na sessão plenária em Chicago. Ao g1, ele explica a comoção:

    “Raramente celebramos um medicamento com esse perfil: baixa toxicidade, impacto real em sobrevida e um mecanismo inédito para essa doença”, diz ele. “Eram mais de 500 pacientes com câncer de pâncreas avançado, já sem resposta à quimioterapia, avaliados no desenho mais rigoroso da pesquisa clínica —e com sobrevida dobrada em relação ao padrão anterior. O aplauso em pé foi merecido.”

    Stefani destaca o peso estatístico dos resultados:

    “Os 13 meses são uma mediana —há pacientes que viveram muito além disso. Mais de 30% tiveram redução objetiva da doença, com duração suficiente para ampliar a sobrevida de forma significativa. E o perfil de toxicidade é manejável, o que, numa doença dessa gravidade, não é um detalhe menor.”

    Para ele, o resultado ultrapassa o dado clínico.

    “O resultado confirma que estamos avançando numa direção que por muito tempo pareceu fechada —a de oferecer sobrevida real a pacientes para os quais, até agora, pouco havia a fazer.”

    Por que é tão difícil tratar

    Para quem não acompanhou a história desde o começo, vale entender o tamanho do obstáculo que o daraxonrasib superou.

    O câncer de pâncreas mata de um jeito particular. Não avisa. Não dá sintomas no começo. Quando é diagnosticado, cerca de 80% dos casos já estão em estágio avançado ou metastático —espalhado para outros órgãos, fora do alcance de cirurgia.

    Nos Estados Unidos, aproximadamente 60 mil pessoas recebem o diagnóstico por ano; 50 mil morrem. No Brasil, são 13 mil novos diagnósticos anuais; cerca de 12 mil morrem. A sobrevida em cinco anos, para a forma metastática, é de cerca de 3%. Uma das mais baixas entre todos os cânceres.

    A resistência da doença ao tratamento está, em grande parte, numa proteína chamada RAS —um interruptor celular que, quando mutado, trava na posição “ligado” e não para de ordenar às células que cresçam e invadam. Isso acontece em mais de 90% dos tumores pancreáticos.

    Durante décadas, pesquisadores tentaram bloquear o RAS. E falharam. A molécula não oferece uma superfície clara onde uma droga possa se fixar —como uma fechadura cujo miolo foi polido até perder os relevos. A chave entra, mas não encontra onde se firmar. O RAS ficou conhecido na literatura médica como undruggable: intratável.

    O daraxonrasib conseguiu chegar lá, e não apenas numa variante da mutação, mas em várias ao mesmo tempo. Para os pacientes do estudo, todos metastáticos e sem mais opções após a quimioterapia, isso fez uma diferença de 6,5 meses a mais de vida, em mediana

    FDA deve aprovar num futuro breve

    O próximo passo é a aprovação regulatória. A Revolution Medicines, farmacêutica responsável pelo remédio, confirmou que submeterá os dados à Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) como parte de um pedido formal.

    A droga já havia recebido o status de Breakthrough Therapy —uma classificação reservada a medicamentos que demonstram vantagem substancial sobre os tratamentos existentes e que garante análise prioritária—, além de designação de medicamento órfão e seleção para o programa National Priority Voucher, que acelera ainda mais a revisão. O acesso compassional, para casos selecionados sem outras opções, já está autorizado nos Estados Unidos.

    Para o Brasil, o horizonte é mais distante. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisaria conduzir seu próprio processo de aprovação. No sistema privado, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) teria ainda que publicar uma diretriz de utilização técnica para que os planos de saúde fossem obrigados a cobrir o medicamento.

    No sistema público, o obstáculo é financeiro de partida: o valor pago para tratar um paciente com câncer de pâncreas é de cerca de R$ 1.986, enquanto drogas oncológicas novas custam em média dez mil dólares por mês no mercado americano.

    Não há previsão concreta de quando (nem se) esse acesso chegará ao Brasil no curto prazo.

    Fonte: G1

  • Proibição do uso de PMMA para fins estéticos passa a valer nesta terça (2)

    Conselho Federal de Medicina anunciou a proibição da substância que foi responsável pela morte de mulheres que fizeram procedimentos estéticos.

    Saúde – Passa a valer nesta terça-feira (2) a resolução publicada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) que proíbe o uso de PMMA (polimetilmetacrilato) em procedimentos estéticos. A substância é frequentemente utilizada como preenchedor e representa grandes riscos à saúde.

    A nota inclui uma exceção: o uso para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado de acordo com as normas do SUS (Sistema Único de Saúde).

    A definição veio depois de vários casos de mortes, sobretudo entre mulheres que passaram por aplicações com objetivos estéticos. Em 2024, a influenciadora Aline Ferreira morreu depois de passar por um procedimento em que aplicou PMMA nos glúteos, com o objetivo de aumentar o volume da região. Ela chegou a ficar internada por nove dias devido às complicações, mas não resistiu.

    A resolução será oficializada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira, e inclui a pena para profissionais que fizerem uso da substância. Médicos que aplicarem PMMA em pacientes poderão ser condenados de 6 meses a 2 anos de prisão caso descumpram a medida e ser condenados por exercício legal da medicina.

    A proibição do uso da substância pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi comentada em coletiva de imprensa em que esteve presente.

    Graziela Bonin, conselheira federal do CFM, alertou sobre os riscos de injetar PMMA no corpo, considerando seus efeitos “mutilantes” no corpo.

    De reações alérgicas a granulomas, a introdução da substância nos músculos pode causar uma forte reação inflamatória devido à sua presença permanente nos tecidos. Além disso, pacientes podem desenvolver embolia gasosa e até irem a óbito.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Dia Nacional da Imunização: veja 6 mitos sobre vacinas que seguem vivos

    Informações falsas que circulam em grupos e redes sociais podem comprometer a cobertura vacinal e favorecer o retorno de doenças antes controladas.

    Saúde – As vacinas são consideradas um dos maiores avanços da medicina, sendo responsáveis por reduzir drasticamente doenças graves e salvar milhões de vidas todos os anos. No entanto, elas ainda enfrentam dois desafios: a desinformação e a desconfiança por parte da população.

    Mesmo após décadas de estudos científicos e campanhas de saúde pública, mitos sobre imunização continuam circulando nas redes sociais e em grupos de mensagens. Informações falsas que podem comprometer a cobertura vacinal e favorecer o retorno de doenças antes controladas.

    Veja abaixo seis mitos sobre vacinas que continuam sobrevivendo e o que especialistas dizem sobre eles.

    “Vacinas causam autismo”

    Esse é um dos mitos mais conhecidos e também um dos mais desmentidos pela ciência. A falsa relação surgiu após a publicação de um estudo em 1998, posteriormente retirado da comunidade científica por fraude e erros graves na pesquisa.

    Desde então, dezenas de estudos realizados em diferentes países acompanharam milhões de crianças e não encontraram qualquer ligação entre vacinas e autismo. Organizações como a Organização Mundial da Saúde e os Centers for Disease Control and Prevention reforçam que vacinas são seguras e não provocam transtorno do espectro autista.

    “Essa questão do autismo está relacionada a um estudo publicado há muitos anos atrás e que os grupos antivacina se aproveitam, apesar de ter sido retratado, já ter sido desmentido, já ter sido várias vezes demonstrado que ele não é verdadeiro”, explica Alberto Chebabo, infectologista do laboratório Bronstein, da Dasa.

    “É melhor pegar a doença do que se vacinar”

    Embora algumas doenças possam gerar imunidade natural, os riscos associados à infecção costumam ser muito maiores do que os possíveis efeitos colaterais das vacinas.

    Sarampo, meningite e covid-19, por exemplo, podem causar complicações graves, sequelas permanentes e até morte. Já as vacinas estimulam o sistema imunológico de forma controlada, reduzindo significativamente as chances de casos graves.

    Segundo especialistas, a imunização é justamente uma forma de evitar que o organismo enfrente os perigos reais da doença.

    “As técnicas de desenvolvimento de vacina vão estimular esse sistema imune a desenvolver mecanismos de proteção contra aquele agente. A infecção natural vai causar uma infecção que muitas vezes é grave, com riscos, inclusive, de óbito. Então, a esperar que a imunidade natural aconteça, aumenta o risco de complicações e aumenta a mortalidade”, acrescenta Chebabo.

    “Vacinas enfraquecem o sistema imunológico”

    O sistema imunológico é preparado para lidar diariamente com milhares de vírus e bactérias. As vacinas utilizam uma pequena fração desses agentes, inativados ou enfraquecidos, para ensinar o organismo a se defender.

    Na prática, elas fortalecem a resposta imunológica ao criar memória contra doenças específicas. Estudos mostram que crianças e adultos vacinados não ficam mais vulneráveis a infecções por causa das vacinas.

    Especialistas afirmam ainda que o número de antígenos presentes nas vacinas atuais é muito menor do que o contato natural que o corpo tem com microrganismos no dia a dia.

    “Vacina da gripe causa gripe”

    É provavelmente a fake news mais repetida todos os anos. Mas a explicação é simples: as vacinas contra gripe aplicadas no Brasil utilizam vírus inativados ou apenas fragmentos virais, ou seja, não conseguem provocar a doença.

    O que algumas pessoas sentem após receberem a dose são sinais esperados de resposta imunológica da vacinação, como dor no braço, cansaço leve ou febre baixa por curto período.

    No Brasil, a campanha do SUS de vacinação contra a gripe usa a vacina trivalente, que protege contra três cepas do vírus e é destinada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como idosos, crianças, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades.

    “A vacina não provoca gripe porque não contém vírus capaz de se replicar. Muitas vezes, a pessoa já estava incubando outro vírus respiratório ou interpreta uma reação leve como doença, o que gera confusão frequente nesta época do ano”, afirma Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista do Delboni, em São Paulo, e coordenadora em vacinas da Dasa.

    “Vacinas têm substâncias perigosas”

    Outro mito recorrente envolve os componentes utilizados na fabricação das vacinas. Conservantes e estabilizantes são frequentemente apontados como tóxicos, apesar de estarem presentes em quantidades seguras e rigorosamente controladas.

    Agências reguladoras como a Anvisa avaliam os ingredientes de todas as vacinas antes da liberação para uso. Além disso, os imunizantes passam por testes clínicos e monitoramento contínuo após chegarem à população.

    Reações adversas graves são raras e geralmente muito menos perigosas do que as complicações causadas pelas doenças que as vacinas previnem.

    “Como algumas doenças desapareceram, não é mais preciso vacinar”

    A redução de doenças como poliomielite e sarampo ocorreu justamente graças às campanhas de vacinação em massa. Quando a cobertura vacinal cai, o risco de reintrodução dessas doenças aumenta.

    Foi o que aconteceu em diversos países nos últimos anos, com novos surtos de sarampo após a queda nas taxas de imunização. Especialistas alertam que vírus e bactérias continuam circulando em diferentes regiões do mundo, o que torna a vacinação essencial.

    A proteção coletiva depende de altas taxas de imunização. Quanto mais pessoas vacinadas, menor a circulação dos agentes infecciosos e maior a proteção de grupos vulneráveis, como idosos, bebês e pessoas imunossuprimidas.

    Combate à desinformação

    Autoridades de saúde defendem que o combate às fake news é parte fundamental das estratégias de vacinação. A recomendação é buscar informações em fontes confiáveis, como órgãos oficiais, sociedades médicas e profissionais de saúde.

    Para os especialistas, a vacinação continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças, reduzir internações e evitar mortes.

    “Um dos grandes problemas que a gente tem é exatamente a questão da desinformação sobre as vacinas. Os imunizantes todos passam por estudos importantes de segurança e de eficácia. Essas fake news se utilizam de informações falsas. Às vezes, são misturadas com informações parcialmente verdadeiras para dar um caráter de verdade, e desestimula as pessoas a se vacinarem. Isso faz com que haja uma queda e uma desconfiança da vacinação, fazendo com que haja um risco de complicações e de reintrodução de algumas doenças”, diz Chebabo.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Governo Presente: FVS-RCP realizou 864 testes rápidos para Infecções Sexualmente Transmissíveis

    Exames foram realizados em ações nas zona norte de Manaus

    Saúde – Entre as estratégias de prevenção combinada ao HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realizou 216 atendimentos e aplicou 864 testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C durante a 36ª edição do Governo Presente.

    A programação, realizada neste sábado (30/05), no Ceti Profº Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, no bairro Cidade de Deus, zona norte de Manaus, também contou com exposição educativa e orientações sobre prevenção de doenças e acidentes relacionados a vetores e zoonoses, ampliando o acesso da população a informações e serviços voltados à promoção da saúde e à prevenção.

    Conforme a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a testagem rápida é uma estratégia fundamental para a identificação precoce de infecções e o encaminhamento oportuno para tratamento, contribuindo para a interrupção da cadeia de transmissão e para a melhoria da qualidade de vida da população. “Com o ônibus Carona na Prevenção, estamos aproximando os serviços de quem precisa e deseja conhecer melhor sua situação de saúde”, destacou Tatyana.

    Presente na ação, o diretor do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM) da FVS-RCP, Marco Aurélio Oliveira, ressaltou a importância da prevenção como ferramenta para reduzir riscos à saúde da população. “As orientações sobre dengue, malária e acidentes com animais peçonhentos ajudam a população a adotar medidas simples de proteção e prevenção no dia a dia”, explicou.

    Para o analista administrativo Junior Souza, 42 anos, a ação facilita o acesso da população aos serviços de prevenção e cuidado. “Hoje temos, perto de casa ou do trabalho, profissionais de saúde atendendo a população. Esse acesso é muito importante e mostra o compromisso do governo em levar os serviços para mais perto das pessoas”, afirmou.

    A FVS-RCP, por meio do Programa Estadual de HIV/Aids e ISTs, atua de forma contínua na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), promovendo campanhas educativas e disponibilizando testes rápidos em pontos itinerantes de atendimento à população. Essas iniciativas têm como objetivo detectar precocemente as infecções e garantir o acesso ao tratamento adequado, contribuindo para a redução da transmissão na comunidade local.

    Fonte: Maíra Pessoa/ FVS-RCP

    Foto: Jaqueline Vieira/FVS-RCP

  • Saúde mental e história: o legado pouco conhecido de Eduardo Ribeiro

    Pesquisas históricas revelam a atuação do ex-governador na criação de estruturas de acolhimento e tratamento para pessoas com sofrimento mental.

    Saúde – Nunca como nos dias de hoje os transtornos mentais e emocionais atingiram um número tão grande de pessoas.

    Apenas para ficarmos em dados recentes e evidentes, os casos de afastamento do ambiente de trabalho por problemas de saúde mental mais que dobraram nos últimos dez anos, enquanto a ansiedade e a depressão cresceram cerca de 50% desde 1990.

    as pessoas com transtornos mentais, muitas vezes abandonados e vilipendiados pela sociedade. Muitos deles eram mantidos juntos a presos comuns ou misturados a mendigos, moradores de rua e prostitutas, todos então englobados sob o amplo rótulo de “alienados”.

    Na realidade, Eduardo Ribeiro foi um visionário. Preocupava-se não apenas com a beleza urbana ou com os interesses das elites, mas também com a educação, ele criou e reformou diversas escolas, com também preocupava-se os pobres s os excluídos de todo o gênero.

    Partiu dele a iniciativa de criar, por meio do Decreto Estadual nº 65, de 3 de outubro de 1894 (DOE-AM nº 253, de 5 de outubro de 1894), em consonância com a autorização contida na Lei nº 6, de 27 de agosto de 1891, o primeiro hospital psiquiátrico da era republicana no Amazonas.

    Em 6 de outubro de 1894 foi instalado o Hospício dos Alienados em prédio pertencente ao Estado, localizado na margem esquerda do Rio Negro, na foz do Igarapé da Cachoeira Grande, onde atualmente se encontra o bairro de Aparecida. A seguir foi para a Chácara Cruzeiro, na rua Ramos Ferreira e, finalmente, passou a funcionar no bairro de Flores, no local conhecido como Chácara Pensador, na avenida Constantino Nery.

    O estabelecimento ficou sob a administração da Santa Casa de Misericórdia e contou inicialmente com um médico, um enfermeiro, cinco irmãs de caridade, um cozinheiro, duas criadas, um criado e uma lavadeira.

    O nome de Eduardo Ribeiro dado ao hospital, portanto, não foi obra de seus inimigos. Ao contrário. No discurso proferido na ocasião, o provedor da Santa Casa, Raymundo Afonso de Carvalho, declarou que a casa de saúde passava a ostentar o nome de Ribeiro “em atenção aos esforços empregados pelo sr.

    Antes dessa iniciativa, ainda no período imperial, a Santa Casa de Misericórdia já acolhia pacientes do gênero em enfermarias especiais. Em 1880 surgiu o Hospício Barão de Manaus, o primeiro especificamente destinado a essa especificamente, experiência que, contudo, não prosperou. Posteriormente veio o Hospício dos Alienados Eduardo Ribeiro, instituição que, apesar de períodos difíceis e inúmeras limitações, subsiste até os dias atuais.

    Assim, além de todo o trabalho monumental que realizou e do legado extraordinário que deixou para o Amazonas, mais estes méritos devem ser creditados a Eduardo Ribeiro: o de precursor da assistência e do tratamento psiquiátrico em nosso Estado. devemos a ele também esse tributo.

    Fonte: Júlio Antônio Lopes – Acrítica.com

  • Paciente com suspeita de Ebola é internado em Sao Paulo

    Homem de 37 está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e passando por exames

    Saúde – A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) está investigando um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola, registrado pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) neste sábado (30).

    De acordo com um comunicado enviado pela secretaria à CNN Brasil, o paciente de 37 anos está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas — considerado uma referência para o atendimento das suspeitas de Ebola. O caso ainda não teve confirmação por meio de testes laboratoriais.

    “A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais”, diz o documento.

    O homem esteve na República Democrática do Congo (RDC) e teve sintomas como febre, uma das características da doença causada pelo vírus.

    As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.

    O Ministério da Saúde se pronunciou sobre o caso, dizendo que o paciente de 37 anos passou por atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) — onde seu caso foi primeiramente investigado como malária — antes de ser transferido para o Emílio Ribas.

    Ao chegar à unidade de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação”, diz o documento enviado à CNN Brasil.

    Fonte: CNN Brasil

  • No Brasil, 574 mil pessoas já usaram plataforma de autoexclusão de bets; 41% justificam impactos na saúde mental

    Dentre as medidas do Ministério da Saúde está o investimento de R$ 6 milhões na primeira pesquisa nacional do SUS sobre jogos e apostas

    Saúde – Mais de 574 mil pessoas já recorreram à Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta lançada pelo Governo do Brasil em dezembro de 2025. A página do Ministério da Fazenda permite o bloqueio voluntário e simultâneo de todas as casas de apostas autorizadas no Brasil em uma única solicitação, ligada ao CPF da pessoa. Do total de cadastrados, 207 mil usuários (41%) apontaram a perda de controle sobre o jogo e os impactos na saúde mental como principal motivo para a autoexclusão.

    Para direcionar a busca por assistência no Sistema Único de Saúde (SUS), a plataforma reúne orientações e links com informações de onde encontrar atendimento especializado. “Estamos criando instrumentos modernos para enfrentar um problema contemporâneo com respostas concretas, baseadas em evidências e orientadas pela proteção da população. A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de prevenção, cuidado e redução de danos, além de fortalecer a oferta de acolhimento e atenção em saúde mental no SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Entre os demais motivos informados para a autoexclusão, 18% dos usuários afirmaram buscar prevenir o uso indevido de seus dados nas plataformas. Outros 14% optaram por não informar o motivo da exclusão, enquanto 13% disseram ter tomado a decisão de forma voluntária. Já as dificuldades financeiras foram apontadas por 12% das pessoas como principal razão para solicitar o bloqueio.

    Além do bloqueio simultâneo de todas as contas vinculadas ao CPF do usuário, a autoexclusão impede novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre o assunto. Durante o processo, os usuários podem definir por quanto tempo desejam permanecer fora das casas de apostas. Até o momento, 69% das pessoas optaram por tempo indeterminado. Outros 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado.

    Pesquisa nacional de jogos, apostas e saúde mental

    O Ministério da Saúde também investe na área de pesquisa para ampliar o conhecimento sobre os impactos das bets na saúde da população. Nesta terça-feira (26), foi assinado um Termo de Execução Descentralizada (TED) que prevê o repasse de R$ 6 milhões para a realização da primeira pesquisa nacional sobre apostas e saúde mental no âmbito do SUS.

    O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo e permitirá mensurar e analisar os impactos dessa prática no cotidiano da população brasileira. A previsão é que esse levantamento tenha início ainda em 2026.

    RAPS: onde buscar ajuda

    O cuidado em saúde mental ocorre de forma articulada na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que integra as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Pessoas que identificarem prejuízos relacionados às apostas podem buscar apoio nessas unidades, que funcionam em modelo de portas abertas e estão presentes em todas as regiões do país.

    Canais como o Meu SUS Digital e a Ouvidoria do SUS também estão disponíveis para orientar a população, ampliar o acesso ao acolhimento e fortalecer a continuidade do cuidado. Neste ano, o SUS passou a ofertar, de forma inédita, o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado a casos relacionados a jogos e apostas, com investimento de R$ 2,5 milhões. A iniciativa, realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, tem capacidade para atender até 650 pacientes por mês.

    Autoteste do Jogo: saiba quais são os sinais de alerta

    Outro mecanismo de cuidado com a saúde mental disponibilizado pelo Ministério da Saúde é o Autoteste do Jogo, ferramenta digital que auxilia as pessoas a refletirem sobre sua relação com jogos e apostas. O instrumento não faz o diagnóstico, mas apresenta perguntas simples que ajudam a reconhecer sinais de alerta, como irritação ou inquietação ao tentar reduzir ou interromper o jogo.

    De acordo com a pontuação obtida, a pessoa recebe orientações claras sobre quando e onde buscar ajuda, como indicação de UBS e Centro de Atenção Psicossocial. Integrado às estratégias do SUS, o autoteste estimula a busca precoce por apoio e contribui para evitar o agravamento do sofrimento psíquico.

    Fonte: Julianna Valença Ministério da Saúde

  • CFM libera dois novos tratamentos para câncer de próstata; entenda

    Conselho publicou resolução que autoriza o uso de terapias focais menos invasivas.

    Saúde – O CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou resolução na quarta-feira (27) autorizando o uso de dois novos tratamentos para câncer de próstata no Brasil. O tratamento consiste no uso de ultrassom focado de alta intensidade e crioablação, procedimento que destrói células anormais ou tumorais por meio de congelamento.

    As terapias, chamadas de focais, apresentam vantagens em relação a outras técnicas por serem menos invasivas e não afetarem tanto tecidos adjacentes ao tumor. O objetivo é reduzir os efeitos colaterais dos tratamentos convencionais, como incontinência urinária e disfunção erétil, resultado da remoção total ou parcial da glândula.

    O relator da norma, o urologista José Elêrton Secioso de Aboim, afirma que as novas técnicas não são o tratamento padrão-ouro para esse tipo de câncer, mas que podem ser resolutivas em muitos casos. “É uma técnica menos invasiva, capaz de controlar ou até curar o câncer, com menos impactos negativos na qualidade de vida, especialmente em relação às funções sexual e urinária”, explica ele.

    Porém, o CFM alerta que nem todos os casos têm indicação para o uso dos novos tratamentos. De acordo com a resolução, as terapias focais são indicadas para pacientes com câncer de próstata de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral, ou seja, tumores restritos a apenas um lado da glândula e com menor chance de disseminação.

    As técnicas podem ser aplicadas no tratamento de pacientes já tratados com radioterapia externa e para aqueles com câncer de próstata de baixo risco em casos específicos. A indicação deve ser feita por especialista. A regra proíbe o uso em tumores de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

    O texto do CFM recomenda que os pacientes submetidos à terapia focal devem realizar dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico, exame de sangue para identificar alterações na glândula) a cada três meses, durante um ano. Nos dois anos seguintes, o controle deve ser feito a cada seis meses, passando a ser anual após esse período. Os pacientes também devem realizar biópsia prostática randômica e sistemática entre seis meses e doze meses após o tratamento, para comprovar a eficácia.


    Fonte e Foto: CNN Brasil