Categoria: Saúde

  • Tomou a vacina da dengue suspensa pelo Ministério da Saúde? Veja quais cuidados adotar e quando procurar ajuda

    Mais de 500 mil doses do imunizante já foram aplicadas no Brasil. Autoridades afirmam que a suspensão é temporária e preventiva, enquanto investigam possíveis reações adversas.

    Saúde – A decisão do Ministério da Saúde de suspender temporariamente a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan gerou preocupação entre pessoas que já receberam o imunizante. A medida, anunciada de forma preventiva, foi adotada após o registro de alguns eventos adversos que estão sendo analisados pelas autoridades sanitárias.

    De acordo com o governo federal, cerca de 500 mil doses já foram aplicadas no país desde o início da campanha, especialmente entre profissionais da saúde e moradores de municípios que participaram dos projetos-piloto de vacinação.

    Segundo os dados divulgados, foram registradas notificações de sintomas semelhantes aos da dengue e três eventos considerados graves, incluindo dois óbitos que ainda estão sob investigação para verificar se há relação direta com a vacina. O Ministério da Saúde reforça que esse tipo de monitoramento faz parte dos protocolos de farmacovigilância adotados para todos os imunizantes após sua liberação para uso na população.

    O que fazer se você já tomou a vacina?

    As autoridades orientam que as pessoas vacinadas mantenham a tranquilidade e fiquem atentas ao surgimento de sintomas persistentes ou mais intensos. Até o momento, não há recomendação para revacinação nem indicação de qualquer tratamento preventivo adicional para quem já recebeu a dose.

    Entre os sintomas que devem ser observados estão:

    – febre alta;
    – dor de cabeça intensa;
    – dor atrás dos olhos;
    – dores musculares e nas articulações;
    – náuseas e vômitos;
    – cansaço excessivo;
    – manchas vermelhas na pele.

    Especialistas lembram que algumas reações leves podem ocorrer após a vacinação e nem sempre representam um problema grave. No entanto, determinados sinais exigem avaliação médica imediata.

    Procure atendimento com urgência se houver:

    – falta de ar;
    – desmaios;
    – convulsões;
    – sangramentos;
    – dor abdominal intensa;
    – queda acentuada da pressão arterial;
    – reações alérgicas graves.

    Pessoas que apresentarem qualquer um desses sintomas devem buscar uma unidade de saúde ou serviço de emergência para avaliação médica.

    Quem já foi vacinado continua protegido?

    Até o momento, o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan afirmam que não há indicação de doses extras ou de repetição do esquema vacinal. Os estudos realizados antes da aprovação do imunizante apontaram eficácia global de 79,6% contra a dengue e proteção de 89% contra formas graves da doença.

    O Instituto Butantan informou que continua colaborando com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o Ministério da Saúde na investigação dos casos registrados, além de manter o acompanhamento dos vacinados.

    Quando a vacinação será retomada?

    Ainda não existe uma previsão oficial para a retomada da campanha. A suspensão permanecerá em vigor até que todas as notificações sejam analisadas e as autoridades concluam se há ou não relação entre os eventos adversos e a aplicação da vacina.

    Em nota, o Instituto Butantan destacou que a medida foi adotada por precaução e reafirmou o compromisso com a segurança da população.

    “O Instituto Butantan mantém seu compromisso e rigor absoluto com a ciência e a saúde da população e seguirá apoiando o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina e acompanhando o trabalho de farmacovigilância”, informou a instituição.

    Enquanto as investigações prosseguem, especialistas reforçam que o combate à dengue continua dependendo de medidas fundamentais, como eliminar recipientes que possam acumular água parada, utilizar repelentes e adotar estratégias de proteção individual, especialmente em regiões com alta circulação do mosquito transmissor.

    Por jornalista Lília Marques

  • Envelhecimento acelerado desafia sustentabilidade dos sistemas de saúde

    Diretor executivo da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Bruno Sobral, falou para o portal sobre os novos desafios do sistemas de saúde com o aumento da população idosa.

    Saúde – O rápido envelhecimento da população brasileira tem imposto novos desafios ao sistema de saúde suplementar.  Segundo o Censo de 2023, o Brasil teve um aumento de 57,4% no período de doze anos, enquanto a parcela da população até 14 anos teve uma queda de cerca de 4%, o que exige mudanças estruturais para garantir a sustentabilidade do setor nas próximas décadas.

    Mesmo que impondo desafios, o aumento da longevidade é, antes de tudo, uma conquista, destaca o diretor executivo da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Bruno Sobral, em entrevista. “Primeiro, isso é uma boa notícia. Ela é resultado de uma melhor qualidade da atenção à saúde, de soluções mais eficazes e de uma melhor qualidade de vida da população”, afirma.

    No entanto, o executivo alerta que a mudança demográfica traz impactos significativos para o modelo de financiamento dos planos de saúde. Segundo ele, houve um aumento de 32% na participação de beneficiários com mais de 60 anos nas carteiras dos planos, enquanto a faixa entre 20 e 39 anos registrou redução de 12%. “Como é um sistema baseado em um mutualismo, no qual, de certa forma, os mais jovens ajudam a financiar os custos daqueles que utilizam mais os serviços. Quando a população envelhece, esse desafio aumenta muito”, explica.

    De acordo com o levantamento do IBGE, o Brasil dobrou sua população idosa em apenas duas décadas, e Sobral aponta que países europeus e os Estados Unidos levaram entre 70 e 100 anos para passar pelo mesmo processo.

    Sobral aponta que, ao longo dos anos, houve também uma mudança no perfil das doenças, e, se antes predominavam enfermidades infecciosas, hoje ganham espaço doenças crônicas e degenerativas, que demandam tratamentos mais elaborados e custosos.  “São doenças que exigem acompanhamento contínuo, tecnologias mais avançadas e custos crescentes. Isso aumenta a pressão financeira sobre todo o sistema”, afirma.

    Outro desafio apontado pelo diretor-executivo da FenaSaúde é a escassez de profissionais especializados no atendimento à população idosa. Segundo ele, não se deve encarar o idoso como “saudável” ou “não saudável”, mas sim em uma abordagem multidisciplinar que lhe garanta qualidade de vida, dando atenção à mobilidade, saúde mental e outros aspectos.

    Debate sobre mudanças regulatórias

    Na avaliação do especialista, mudanças regulatórias precisam ser discutidas quando se trata de precificar o atendimento de idosos. “Hoje, você tem o risco de um colapso do sistema, uma vez que você tem menos pessoas que paguem o custo adicional gerado pelo envelhecimento da população”, aponta o especialista.

    Atualmente, a legislação limita os reajustes dos planos de saúde por faixa etária e impede aumentos após os 59 anos. Chamado de Pacto Intergeracional, foi criado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar como uma demanda do “Estatuto do Idoso”, que buscava a não discriminação de idosos nos planos em razão da mudança de faixa etária.

    Para Sobral, a regra dificulta uma precificação mais adequada do risco e pode acabar elevando excessivamente os custos para os beneficiários mais jovens. “Ninguém deseja aumentar o preço dos planos para os idosos. Mas, se não houver algum tipo de mudança, para que possa ter preços mais elevados em faixas mais idosas, o custo acaba repassando para os mais jovens, que podem não estar dispostos a participar desse sistema”, argumenta.

    O executivo ressalta que o tema exige amplo debate social, que a sociedade pense em uma forma de melhor precificar a nova realidade, e que assim encontremos mecanismos que preservem o equilíbrio financeiro da saúde suplementar.

    Outra estratégia para lidar com o aumento da população com mais de 60 anos são programas de cuidados voltados aos idosos, o que é implementado por algumas operadoras. As iniciativas incluem acompanhamento médico especializado, incentivo à prática de exercícios físicos, ações de saúde mental e monitoramento contínuo dos pacientes. “Se você consegue melhorar a qualidade de vida do idoso, você consegue também reduzir custo. Cuidar melhor desse público, promover uma vida mais saudável, também é tarefa nossa. Acho que esse é o convite que a gente faz: que as pessoas cuidem da saúde para que elas possam viver melhor.”

    Ao projetar o futuro, Ribeiro acredita que o Brasil terá uma população majoritariamente mais velha e que será necessário promover mudanças não apenas no sistema de saúde, mas também na organização da sociedade e da economia. “As organizações sociais têm que se preparar para atuação não só como cuidadoras de um problema, para solucioná-lo, mas também como conselheiras no sentido de navegação pela, melhoria nas relações sociais, nos cuidados pessoais, que vamos ter um melhor resultado para todo mundo.”



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Vacina da dengue do Butantan tem 42 reações severas e 2 óbitos investigados

    Ministério afirma que dois óbitos seguem sob análise e não têm relação causal ainda comprovada

    Saúde – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (8) que 42 episódios de reações severas foram registrados temporalmente após a aplicação da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

    Segundo Padilha, entre os casos investigados estão três ocorrências consideradas graves, incluindo dois óbitos registrados após a vacinação.

    De acordo com ele, os episódios seguem sob investigação pelos sistemas municipais e estaduais de vigilância em saúde, com acompanhamento de especialistas.

    Padilha afirmou ainda que os registros funcionam como um “sinal de alerta” para o sistema de monitoramento e reforçou que a suspensão temporária da aplicação da vacina ocorreu dentro dos protocolos de segurança do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

    “Nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou Padilha.

    Segundo o ministro, a interrupção afeta a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o Brasil e também a estratégia que vinha sendo conduzida nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Ibaranguá (CE) e na região do Araguaia, no Tocantins. Padilha explicou que aproximadamente 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando os casos começaram a ser identificados pelos sistemas de vigilância.

    Neste meio milhão de doses, foram identificados 42 episódios de reações mais severas temporalmente associadas ao momento em que a vacina foi aplicada. Inclusive, algumas dessas reações foram absolutamente inesperadas, porque não haviam sido observadas nos estudos clínicos realizados antes da aprovação do imunizante”, disse.

    Fonte: CNN Brasil

  • Governo suspende vacina contra a dengue do Butantan

    A medida foi adotada enquanto as autoridades sanitárias investigam a possível relação entre mortes, reações adiversas a aplicação da vacina

    Saúde – O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda -feira (8/6) a suspensão temporária e preventiva da vacinação contra a dengue com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan após o registro de 42 casos de reações adversas consideradas graves. A medida foi adotada enquanto as autoridades sanitárias investigam a possível relação entre os eventos e a aplicação da vacina.

    O anúncio da suspensão foi feito durante uma coletiva de imprensa realizada pelo Ministério da Saúde, com a participação de representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da direção do Instituto Butantan

    De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil doses do imunizante já foram aplicadas em todo o país. Nesse período, foram notificados 42 casos de reações adversas graves que podem estar associados à vacina.

    Entre as ocorrências registradas, três foram classificadas como casos graves e outras duas envolvem mortes que ainda estão sob investigação. As autoridades sanitárias ressaltam que, até o momento, não foi estabelecida uma relação causal definitiva entre os óbitos e a vacinação.

    Os casos seguem sendo analisados por equipes técnicas do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan.

    Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é considerada a primeira contra a dengue produzida integralmente no Brasil e a primeira do mundo a ser aplicada em dose única. A campanha de imunização teve início neste ano, priorizando profissionais da área da saúde.

    Como medida de precaução, as autoridades orientaram que pessoas vacinadas nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde para acompanhamento. O objetivo é monitorar o surgimento de possíveis reações adversas e garantir atendimento adequado caso sejam identificados sintomas relacionados à vacinação.

    Fonte: Metrópoles

  • Nova esperança contra o câncer de pâncreas: medicamento inovador surpreende médicos e amplia sobrevida de pacientes

    Droga experimental que atua diretamente em uma mutação genética do tumor quase dobrou o tempo médio de vida de pacientes com câncer de pâncreas avançado e foi destaque no maior congresso de oncologia do mundo.

    Saúde – Um novo medicamento experimental está renovando as expectativas no combate ao câncer de pâncreas, considerado um dos tumores mais agressivos e difíceis de tratar. A droga, chamada Daraxonrasib, chamou a atenção da comunidade científica internacional após apresentar resultados promissores em pacientes com a doença em estágio avançado, aumentando significativamente o tempo médio de sobrevida.

    Os dados foram apresentados durante o maior congresso de oncologia do mundo e provocaram forte repercussão entre especialistas. O estudo mostrou que pacientes tratados com a nova terapia viveram, em média, 13 meses, enquanto aqueles submetidos aos tratamentos convencionais alcançaram cerca de sete meses de sobrevida. O resultado foi considerado um dos avanços mais importantes dos últimos anos para esse tipo de câncer.

    O diferencial do Daraxonrasib está em sua capacidade de agir diretamente sobre uma alteração genética presente na maioria dos tumores pancreáticos. A droga bloqueia a proteína KRAS, uma das principais responsáveis pelo crescimento descontrolado das células cancerígenas.


    Os especialistas explicam que essa proteína funciona como um interruptor responsável por regular a multiplicação celular. Em condições normais, ela é ativada e desativada conforme a necessidade do organismo. No entanto, quando sofre mutações, permanece ligada de forma contínua, estimulando a formação e a expansão do tumor. O novo medicamento atua justamente interrompendo esse processo.

    Ao contrário da quimioterapia tradicional, que também afeta células saudáveis, a terapia-alvo busca atingir especificamente as células tumorais. Essa característica reduz os danos ao organismo e melhora a tolerância ao tratamento.

    Os resultados de segurança também foram considerados positivos. Segundo os pesquisadores, apenas uma pequena parcela dos participantes precisou interromper o tratamento devido a efeitos adversos graves. A maioria das reações foi controlada pelas equipes médicas durante o acompanhamento clínico.

    O câncer de pâncreas é um dos mais letais do mundo porque, na maioria dos casos, é diagnosticado apenas em fases avançadas, quando as opções terapêuticas são mais limitadas. Por isso, qualquer avanço capaz de retardar a progressão da doença representa um impacto significativo para pacientes e profissionais da saúde.

    Apesar do entusiasmo, os especialistas destacam que o Daraxonrasib ainda não representa uma cura para o câncer de pâncreas. O medicamento continua em processo de avaliação e precisa cumprir etapas regulatórias antes de ser disponibilizado amplamente. Mesmo assim, os resultados obtidos até agora são vistos como um marco importante e podem abrir caminho para o desenvolvimento de novas terapias direcionadas a outros tipos de tumores associados à mutação KRAS.

    Para pesquisadores e oncologistas, a descoberta simboliza um avanço concreto na medicina de precisão, estratégia que busca tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes contra o câncer.

  • O novo tratamento padrão para nódulos de tireoide

    Menos invasivo que a cirurgia, ele ganha espaço diante de um problema mais comum em mulheres – explica especialista em artigo.

    Saúde – Falamos da ablação, que deve se consolidar cada vez mais como tratamento padrão para os tumores benignos da glândula.

    No futuro próximo, vislumbra-se a adoção de um protocolo com o uso de pulsos elétricos, tecnologia que já é realidade em hospitais da América do Norte e da Ásia.

    Os nódulos na tireoide são comuns principalmente em mulheres a partir da quarta década de vida. O problema tende aumentar ainda mais com o envelhecimento populacional.

    No Serviço de Medicina Craniocervicofacial e Odontologia Hospitalar do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo são realizados, em média, 100 procedimentos de ablação por micro-ondas por ano. 

    Antes da liberação do procedimento no Brasil, o tratamento dos nódulos na tireoide era feito com cirurgia. 

    A operação, como qualquer outra, oferece risco de sequelas. Em alguns casos, chegava a ser necessária a retirada completa da glândula, tornando obrigatório o uso de hormônios tiroidianos.

    Hoje, o problema é minimizado, às vezes, até sanado, com a termoablação. Essa ferramenta é semelhante a uma agulha, que esquenta e mata com calor as células do tumor benigno. As intercorrências são raras e o paciente recebe alta no mesmo dia.

    O futuro dessa técnica é a ablação por meio de pulso elétrico. Essa é uma modalidade ainda mais precisa para tratar os nódulos na tireoide, que deve ser popularizada em breve.

    A novidade foi destaque no 1º Congresso Internacional Anual da Wata – a sigla em inglês para Associação Mundial de Terapias com Ablação -, realizado em Pequim, na China.

    O encontro destinado a discutir a técnica indica também, em um futuro não tão distante, o uso de máquinas de ultrassom aumentado por contraste.  A tecnologia mensura a efetividade da ablação, além de ser integrada à inteligência artificial, auxiliando na análise dos resultados dessa intervenção minimamente invasiva.

    Pelo pioneirismo do Serviço de Medicina Craniocervicofacial e Odontologia Hospitalar do Iamspe, estive à frente de duas palestras no 1º Congresso Internacional Anual da Wata, em que comparei as técnicas de ablação por radiofrequência e micro-ondas (termoablação) e outra sobre a aplicação delas em tumores benignos de grande volume.  A presença de um profissional brasileiro em um evento internacional reafirma a qualidade técnica da medicina exercida no país.

    Nesse sentido, as operações para a retirada dos nódulos da tireoide, que exigem a reposição de hormônios da glândula, devem ser substituídas cada vez mais pelos procedimentos de ablação. É esperado que esse problema se torne ainda mais comum com o aumento da expectativa de vida.

    Por isso, os tratamentos com menos efeitos colaterais e rápida recuperação são uma necessidade para proporcionar conforto aos pacientes e economia de recursos aos hospitais.



    Fonte e Foto: Veja

  • Além do emagrecimento: medicamentos como Ozempic e Mounjaro podem transformar libido e relacionamentos

    Especialistas investigam como os remédios à base de GLP-1 influenciam não apenas a perda de peso, mas também o desejo sexual, a autoestima e os mecanismos de prazer no cérebro.

    Saúde – Os medicamentos para emagrecimento que revolucionaram o tratamento da obesidade e do diabetes estão revelando efeitos que vão muito além da redução de peso. Usuários de fármacos como Ozempic e Mounjaro têm relatado mudanças significativas na libido, no desejo sexual, no comportamento emocional e até na dinâmica dos relacionamentos.

    Embora a ciência ainda esteja buscando respostas definitivas, especialistas afirmam que esses relatos não devem ser ignorados. Isso porque os medicamentos da classe GLP-1 atuam em mecanismos complexos do organismo, envolvendo não apenas o metabolismo, mas também áreas do cérebro ligadas ao prazer, à recompensa e à motivação.

    O fenômeno tem chamado a atenção de médicos e pesquisadores em diversos países. Enquanto alguns pacientes relatam aumento do desejo sexual e melhora da vida íntima após perder peso, outros descrevem exatamente o contrário: diminuição da libido, menor interesse por relações afetivas e uma sensação de redução dos impulsos ligados ao prazer.

    Uma das explicações está na própria relação entre obesidade e saúde sexual. O excesso de peso está associado a alterações hormonais, resistência à insulina, inflamação crônica, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares, fatores que podem comprometer a libido e o desempenho sexual.

    Quando ocorre uma perda significativa de peso, muitas dessas alterações tendem a melhorar. Nos homens, a redução da gordura abdominal pode favorecer o aumento dos níveis de testosterona e melhorar a função erétil. Nas mulheres, o equilíbrio metabólico pode contribuir para mais disposição, bem-estar e satisfação com a própria imagem.

    Além das mudanças fisiológicas, existe um componente emocional importante. Muitos pacientes relatam aumento da autoestima, maior confiança e melhora na percepção corporal após o emagrecimento, fatores que costumam impactar positivamente a vida sexual.

    Por outro lado, a transformação física acelerada também pode gerar desafios emocionais. Mudanças na aparência, na identidade pessoal e nas relações afetivas podem desencadear sentimentos complexos, influenciando diretamente o desejo e o comportamento.

    Outro aspecto que desperta interesse da comunidade científica é a ação dos medicamentos sobre o sistema de recompensa cerebral. Os receptores de GLP-1 estão presentes em regiões do cérebro responsáveis por controlar não apenas a fome, mas também impulsos relacionados ao prazer, à compulsão e à motivação.

    Pesquisas recentes já investigam se esses medicamentos podem reduzir comportamentos compulsivos ligados ao consumo de álcool, cigarro e alimentação excessiva. A partir dessas observações, surgiu a hipótese de que eles também possam influenciar outros impulsos humanos, incluindo o desejo sexual.

    Especialistas ressaltam, porém, que ainda não existem estudos conclusivos capazes de afirmar que medicamentos como semaglutida e tirzepatida aumentam ou reduzem diretamente a libido. Grande parte das informações disponíveis atualmente vem de relatos clínicos e observações realizadas durante o acompanhamento de pacientes.

    O que já se sabe é que a sexualidade está profundamente conectada à saúde física, hormonal e emocional. Por isso, quando o organismo passa por mudanças intensas provocadas pelo emagrecimento e pela ação de medicamentos que atuam no cérebro, é natural que aspectos ligados ao desejo, ao prazer e aos relacionamentos também sejam impactados.

    À medida que novas pesquisas avançam, médicos esperam compreender melhor como esses medicamentos influenciam o comportamento humano. Enquanto isso, especialistas recomendam que pacientes conversem abertamente com seus profissionais de saúde sobre qualquer mudança percebida durante o tratamento, inclusive aquelas relacionadas à vida sexual e emocional.



    Por jornalista Lília Marques

  • Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave crescem em todos os estados

    Todas as faixas etárias apresentaram aumento de casos e hospitalizações, sobretudo crianças menores de 2 anos.

    Saúde – Novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) na última quarta-feira (3), evidencia aumento de casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em todo o território brasileiro. O aumento se deve à maior incidência de influenza A, rinovírus e VSR (vírus sincicial respiratório).

    O levantamento indica que todas as unidades federativas atingiram níveis de alerta de risco ou alto risco, além de projeção de crescimento de casos nas próximas semanas. Desde o início de 2026, já foram notificados 77.153 casos de SRAG, sendo 37.153 (48,2%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 27.841 (36,1%) negativos e cerca de 6.934 (9%) aguardando resultado laboratorial.

    Para casos de SRAG ligados à influenza, o estudo aponta que crianças menores de dois anos são o principal grupo afetado, mas a mortalidade é maior entre a população com mais de 65 anos. Nas quatro últimas semanas, do número total de óbitos, 49% foram em decorrência de influenza A e 8,2% de influenza B. Em casos ligados às outras doenças, a proporção foi de 16,6% de VSR, 16,9% de rinovírus e 9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

    Especialistas alertam que a vacinação é o principal meio de prevenção da síndrome

    A vacinação é apontada por especialistas como principal profilaxia para as doenças causadas por VSR. Eles ressaltam que é importante que, principalmente grupos de risco, como idosos, crianças pequenas e pessoas com comorbidades, sejam prioridade e se atentem à atualização das doses de vacinas para doenças como Influenza e Covid-19.

    “A principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos pelos principais vírus respiratórios que causam SRAG, como VSR, influenza e Covid-19, é a vacinação. Portanto, é essencial que a população de maior risco receba os imunizantes”, defende a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.

    “A vacina contra o VSR é aplicada em gestantes para que elas produzam e transmitam anticorpos ao bebê, garantindo proteção contra o vírus nos seus primeiros seis meses de vida”, acrescenta.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Tontura não é sempre labirintite: diagnóstico ignorado pode estar por trás de anos de sofrimento

    Especialistas alertam que grande parte dos casos atribuídos à “labirintite crônica” pode, na verdade, ser enxaqueca vestibular, uma condição neurológica frequentemente subdiagnosticada.

    Saúde – Sentir tontura de forma recorrente e receber o diagnóstico de “labirintite” tornou-se algo comum no Brasil. O problema é que, na maioria das vezes, essa explicação não corresponde à verdadeira causa dos sintomas. Especialistas alertam que muitos pacientes convivem durante anos com tratamentos inadequados porque sofrem, na realidade, de enxaqueca vestibular, uma doença neurológica que ainda é pouco conhecida pela população.

    A confusão começa pelo próprio uso popular do termo “labirintite”, que passou a ser empregado para descrever praticamente qualquer episódio de tontura, vertigem ou desequilíbrio. Na medicina, porém, a labirintite verdadeira é uma inflamação do labirinto — estrutura localizada no ouvido interno responsável pelo equilíbrio — e geralmente ocorre de forma aguda, sendo uma condição temporária.

    Por isso, quando as crises persistem por meses ou anos, é necessário investigar outras causas.

    Entre elas, a enxaqueca vestibular desponta como uma das mais frequentes. Apesar do nome, a doença nem sempre provoca dor de cabeça intensa, o que dificulta sua identificação. Em muitos pacientes, os sintomas predominantes são vertigem, sensação de instabilidade, desequilíbrio ao caminhar, tontura ao movimentar a cabeça e até desconforto diante de luzes, sons ou ambientes movimentados.

    As crises podem durar poucos minutos, várias horas ou até dias, comprometendo atividades simples do cotidiano, como dirigir, trabalhar ou realizar tarefas domésticas.

    Outro fator que contribui para o diagnóstico equivocado é que os sintomas costumam ser desencadeados por fatores comuns da rotina, como estresse, noites mal dormidas, alterações hormonais, jejum prolongado e determinados alimentos.

    Enquanto os problemas do ouvido interno geralmente exigem medicamentos específicos e reabilitação vestibular, a enxaqueca vestibular necessita de uma abordagem diferente, com controle dos gatilhos, mudanças de hábitos e, em alguns casos, tratamento preventivo orientado por neurologistas.

    Segundo especialistas, o diagnóstico correto pode representar uma mudança significativa na qualidade de vida. Muitos pacientes relatam melhora importante após anos convivendo com sintomas incapacitantes e tratamentos que não apresentavam resultados.

    O alerta dos médicos é claro: tontura persistente não deve ser encarada como algo normal nem ser automaticamente classificada como “labirintite”. A investigação adequada é fundamental para identificar a verdadeira origem do problema e iniciar o tratamento mais eficaz.

    Mais do que uma simples sensação de desequilíbrio, a tontura recorrente pode ser um sinal de que o cérebro — e não o ouvido — está por trás dos sintomas. E reconhecer essa diferença pode ser o primeiro passo para recuperar a saúde e a qualidade de vida.

  • Esponja de cozinha libera microplásticos a cada lavagem, afirma estudo

    Pesquisa mostra que o desgaste da esponja durante a limpeza da louça libera partículas plásticas que podem chegar ao meio ambiente

    Saúde – A esponja usada diariamente para lavar pratos, copos e panelas pode ser uma fonte pouco conhecida de microplásticos. Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Bonn, na Alemanha, mostrou que o atrito gerado durante a lavagem da louça desgasta o material da esponja e libera pequenas partículas de plástico na água.

    A pesquisa foi publicada em 3 de março na revista científica Environmental Advances. Os cientistas avaliaram três tipos de esponjas de cozinha para medir quanto material era perdido durante o uso e qual poderia ser o impacto ambiental provocado pelo desgaste.

    Ao esfregar panelas, pratos e talheres, a superfície da esponja vai se degradando. Com o tempo, pequenas partículas se desprendem do material e seguem pelo ralo junto com a água utilizada na limpeza.

    Para entender melhor o fenômeno, os pesquisadores combinaram experimentos de laboratório com testes realizados por voluntários em suas próprias casas. O objetivo foi reproduzir condições reais de uso e calcular a quantidade de microplásticos liberada ao longo do tempo.

    Os resultados mostraram que todas as esponjas analisadas liberaram microplásticos durante a lavagem da louça. Segundo os cálculos da equipe, o uso regular dos produtos pode resultar na liberação de 0,682 a 4,212 gramas de microplásticos por pessoa ao ano.

    Microplásticos são partículas de plástico com menos de 5 milímetros de tamanho. Elas podem ser geradas pela degradação e pelo desgaste de diversos produtos utilizados no dia a dia.

    Nem todas as esponja é igual

    A quantidade de microplásticos liberada variou de acordo com a composição de cada esponja. Segundo os autores, a escolha de esponjas com menor teor de plástico pode ajudar a reduzir a quantidade de partículas liberadas para o ambiente

    Embora a quantidade liberada por uma única pessoa pareça pequena, os pesquisadores destacam que o cenário muda quando o cálculo é ampliado para toda a população.

    O estudo estimou que, caso um único modelo de esponja fosse utilizado em todos os domicílios da Alemanha, a liberação anual poderia chegar a 355 toneladas de microplásticos. Parte dessas partículas é retida nas estações de tratamento de esgoto. Ainda assim, uma parcela pode alcançar rios, lagos, mares e o solo.

    Os pesquisadores observaram que os microplásticos representam apenas uma parte do impacto ambiental associado à lavagem manual da louça.

    A análise também mostrou que o consumo de água respondeu por cerca de 85% a 97% dos danos ambientais avaliados no estudo. Por isso, além de optar por esponjas com menos plástico, evitar o desperdício de água também é uma medida importante para reduzir os impactos da atividade.

    Para os autores, os resultados ajudam a chamar atenção para uma fonte de microplásticos que costuma passar despercebida dentro de casa. Embora não seja uma das maiores fontes de poluição plástica, a esponja de cozinha contribui para a liberação contínua dessas partículas no ambiente ao longo do tempo.

    Fonte: Metrópoles