Categoria: Saúde

  • Norma Regulamentadora amplia atenção à saúde mental no ambiente de trabalho

    FVS-RCP reforça medidas de prevenção à saúde do trabalhador

    Saúde – Com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01), que torna obrigatória a inclusão dos fatores psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) das empresas, a saúde mental passa a ocupar lugar de destaque nos ambientes de trabalho. Diante disso, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto, por meio do Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest), reforça, nesta quinta-feira (28/05), a importância da prevenção e da promoção da saúde mental dos trabalhadores.

    A atualização da norma, promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, estabelece que empresas passem a identificar, avaliar e adotar medidas preventivas relacionadas a riscos que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores, como assédio, pressão excessiva por produtividade e violência no ambiente laboral.

    De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a medida reforça a importância do cuidado com a saúde mental no ambiente profissional. “É preciso fortalecer as medidas preventivas e identificar os problemas para minimizar ou eliminar os riscos dentro dos ambientes profissional”, salienta.

    A coordenadora do Cerest-AM da FVS-RCP, Cinthia Santos, explica que as ações de vigilância são contínuas. “O Cerest atua de forma permanente na identificação dos riscos psicossociais, verificando situações relacionadas a assédio, cobranças excessivas por produtividade e episódios de violência no ambiente de trabalho”, ressalta.

    A atualização da Norma Regulamentadora nº 01 entrou em vigor em 26 de maio de 2026, e passou a exigir que as empresas incluam os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A medida foi definida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

    O que muda na prática

    A Norma Regulamentadora nº 01 estabelece que: Empresas devem identificar e avaliar fatores que possam afetar a saúde mental dos trabalhadores; Situações como assédio moral, sobrecarga, pressão excessiva, metas abusivas e jornadas exaustivas passam a integrar oficialmente a gestão de riscos ocupacionais; Os riscos psicossociais precisam constar no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR); As organizações devem adotar medidas preventivas e ações de acompanhamento; A fiscalização pode exigir comprovação das medidas implementadas pelas empresas.

    As inspeções nos ambientes e processos de trabalho fazem parte das atribuições da vigilância em saúde do trabalhador desenvolvida pelo Cerest-AM. O objetivo é identificar situações de risco e orientar empresas sobre adequações necessárias para promover ambientes laborais mais seguros e saudáveis.

     Foto e FonteDivulgação/FVS-RCP

  • Risco cardíaco dobra para pacientes com doença de Chagas após cirurgia

    Estudo é de pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.

    Saúde – Portadores de doença de Chagas que apresentam arritmias graves têm mais risco de mortalidade do que outros grupos com doenças do coração. A informação é uma das conclusões de estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP.

    O estudo, que revisou dados de atendimento a pacientes com doença de Chagas que precisaram passar por cirurgias cardíacas no Hospital das Clínicas, em São Paulo, encontrou um padrão preocupante: o risco de morte após as cirurgias é muito maior, cerca de 2,4 vezes, para esse público do que para portadores de outras doenças cardíacas em pós-operatório. Entre esse grupo a mortalidade geral, após a cirurgia, é de 36%.

    “O estudo reflete que é necessário melhorar o cuidado em saúde do paciente com doença de Chagas de uma forma geral, considerando que a grande maioria dessa população é atendida no Sistema Único de Saúde (SUS)”, destaca Rodrigo Melo Kulchetscki, um dos autores do estudo e doutorando em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP.

    A equipe destacou que o acompanhamento rigoroso da insuficiência cardíaca e de outras comorbidades após a alta hospitalar tem grande importância.

    Isso indica, para os pesquisadores, que há necessidade de se pensar em procedimentos específicos de acompanhamento para esse grupo. O que aumenta esse risco, porém, não são as próprias arritmias. Ele até pode acontecer, mas sua incidência não é maior do que aquela que aparece para outras doenças cardíacas.

    O aumento ocorre pelo que os pesquisadores destacaram como fatores não cardíacos, e tem relação com a complexidade da cirurgia.

    A doença de Chagas é uma condição crônica causada por infecção pelo protozoário Trypanosoma cruzi, principalmente pelo contato com fluídos ou fezes do inseto barbeiro, que se alimenta do sangue de mamíferos, inclusive humanos, e é o reservatório natural do parasita. A infecção sobrecarrega órgãos internos, principalmente o coração e os intestinos, e pode causar lesões neles.

    Com as lesões, o coração tem risco de funcionar mal, as arritmias graves, que podem ser fatais. A condição pode ser revertida com cirurgias que “queimam” as lesões. Esse processo é a chamada ablação por cateter e também é um procedimento usado para outras doenças cardíacas que levam a lesões no órgão.

    Segundo o estudo, as operações para os pacientes com Chagas exigem normalmente o acesso à camada externa do coração, que é mais difícil. Isso se dá em quase 80% dos casos. Numa comparação, portadores de cardiopatia isquêmica, outra doença relevante, precisam desse tipo de intervenção em 15% dos casos. Como a intervenção é mais difícil, aumentam consideravelmente os riscos de complicações durante a operação e de instabilidade clínica, e por isso a mortalidade aumenta.

    Os detalhes do estudo, que acompanhou 378 procedimentos cirúrgicos em 288 pacientes, ocorridos no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) entre 2011 e 2020, foram publicados na revista The Lancet Regional Health – Americas.

    Os pesquisadores destacaram ainda que o estudo tem limites relacionados à própria estrutura do hospital: não foi possível realizar um número de acompanhamentos capaz de garantir fidelidade estatística em associações modestas, ou seja, não “enxerga”  situações específicas para esses pacientes; alguns exames, como o mapeamento eletroanatômico, não foram realizados em todos os pacientes, por restrições orçamentárias; não houve  acompanhamento da rotina de medicamentos dos pacientes ao longo da pesquisa, que durou cerca de oito anos para cada paciente. O protocolo de acompanhamento após as cirurgias também variou entre os casos, por fatores além do clínico.

    “A retenção no período pós-alta foi alta em todos os grupos; no entanto, a duração do acompanhamento variou, o que reduz a precisão em momentos posteriores e pode subestimar a detecção de eventos tardios, principalmente entre pacientes de regiões remotas que enfrentam barreiras socioeconômicas e logísticas para o cuidado a longo prazo”, pondera o estudo, em tradução livre.

    Doença de Chagas ainda atinge milhões

    Atualmente, a estimativa é de que 7 milhões de pessoas tenham a doença de Chagas e de que outras 100 milhões residam em áreas de risco. Há de 30 a 40 mil novos casos por ano e menos de 10% dos infectados foram diagnosticados, normalmente aqueles que têm as versões mais agressivas do mal, presente em 21 países da América Latina e, de forma pontual, na América do Norte, Europa, Japão e Austrália.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • FVS-RCP fortalece rede de enfrentamento à esporotricose em Barcelos

    Equipe técnica atua na reorganização dos serviços e na construção de estratégias integradas de prevenção, vigilância e assistência no município

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) realiza, nesta quarta-feira (27/05), uma agenda técnica para o fortalecimento das ações de enfrentamento da esporotricose, doença infecciosa causada por fungos e que pode acometer humanos e animais, em Barcelos, (a 399 quilômetro de Manaus).

    A iniciativa acontece até sexta-feira (29/05), conduzida por profissionais da Gerência de Zoonoses e do Núcleo de Educação em Saúde da FVS-RCP, com a participação de equipes da vigilância em saúde, assistência e parceiros institucionais. A ação tem como foco discutir a reorganização dos serviços, analisar o cenário epidemiológico local e construir estratégias integradas para prevenção e manejo da doença no município.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, explica que a atuação integrada entre diferentes setores é fundamental para ampliar as ações de vigilância e prevenção no território.

    “A presença da equipe técnica em Barcelos reforça o esforço da FVS-RCP em apoiar os municípios na construção de respostas mais organizadas e efetivas para o enfrentamento da esporotricose. Estamos fortalecendo o diálogo entre vigilância, assistência e instituições parceiras para promover estratégias alinhadas à realidade local e ampliar as ações de prevenção e cuidado à população”, afirma a diretora-presidente.

    De acordo com a gerente de Zoonoses da FVS-RCP, Erica Chagas, a agenda técnica busca construir soluções conjuntas e identificar caminhos para fortalecer o enfrentamento da doença no município.

    “Nosso objetivo é discutir e dialogar com as equipes de saúde e também com outras instituições que tenham interface com a prevenção da esporotricose. Queremos estabelecer parcerias, identificar a situação atual do município e apoiar a construção de um plano de prevenção e enfrentamento da doença, avaliando de que forma a FVS-RCP pode contribuir nesse processo”, ressalta Erika Chagas.

    No território

    A programação inclui, ainda, a capacitação de profissionais de saúde para o atendimento profilático da raiva, além de reuniões técnicas, alinhamentos com as equipes de saúde e diálogo com instituições que possuem interface com o tema.

    A ação integra as estratégias da FVS-RCP para o fortalecimento da vigilância de zoonoses no Amazonas, promovendo apoio técnico aos municípios e incentivando ações intersetoriais voltadas à prevenção, ao diagnóstico oportuno e ao manejo adequado da esporotricose e de outras zoonoses.

    Fonte: FVS-RCP

  • Dor de cabeça frequente: veja o que a causa e como tratar o problema

    Saúde – Sentir dor de cabeça de vez em quando é algo comum, mas quando o sintoma se repete várias vezes na semana pode comprometer o trabalho, o sono e até as relações pessoais.

    A boa notícia é que, na maioria dos casos, há causas identificáveis e tratáveis. Entre os principais gatilhos estão estresse, alimentação inadequada, sono ruim, alterações hormonais e até o uso excessivo de analgésicos. Entender o tipo da sua dor é o primeiro passo para tratá-la de forma eficaz e evitar que se torne crônica.

    Quais são os tipos mais comuns de dor de cabeça?

    As cefaleias são divididas em primárias, quando a dor é a própria doença, e secundárias, quando surgem como sintoma de outra condição. As primárias respondem pela grande maioria dos casos no consultório.

    Entre as mais comuns estão a cefaleia tensional, ligada a tensão muscular e estresse, a enxaqueca, com dor pulsátil e sensibilidade à luz e ao som, e a cefaleia em salvas, intensa e localizada ao redor de um dos olhos.

    O que causa a dor de cabeça frequente?

    Diversos fatores podem desencadear crises recorrentes, e identificar os gatilhos pessoais ajuda a reduzir a frequência. Muitas vezes, vários elementos atuam combinados.

    Os principais gatilhos incluem noites mal dormidas, jejum prolongado, desidratação, consumo excessivo de cafeína, álcool, queijos amarelos, embutidos, alterações hormonais, ansiedade e uso frequente de analgésicos sem orientação médica, situação que pode gerar a chamada cefaleia por abuso de medicação.

    O que diz o estudo científico sobre cefaleias

    Pesquisas globais mostram a real dimensão do problema e ajudam a entender por que tantas pessoas convivem com o sintoma. Segundo o estudo Carga global, regional e nacional de enxaqueca e cefaleia tensional, 1990–2016: uma análise sistemática para o Estudo da Carga Global de Doenças de 2016, publicado na revista científica The Lancet Neurology e indexado no PubMed Central, foram analisados dados da carga global das doenças entre 1990 e 2016.

    Os pesquisadores estimaram que quase 3 bilhões de pessoas convivem com enxaqueca ou cefaleia tensional no mundo, sendo a enxaqueca uma das principais causas de incapacidade em adultos jovens. O dado reforça a importância de não banalizar o sintoma e de buscar diagnóstico adequado para um tratamento direcionado.

    Como tratar e prevenir a dor de cabeça no dia a dia?

    O tratamento varia conforme o tipo da cefaleia, mas alguns ajustes simples costumam reduzir a frequência das crises na maioria das pessoas. A combinação de hábitos saudáveis e acompanhamento é o caminho mais eficaz.

    • Manter horários regulare,s de sono, dormindo entre 7 e 9 horas por noite.
    • Hidratar-se ao longo do dia, evitando longos períodos sem beber água.
    • Não pular refeições e evitar excesso de cafeína e álcool.
    • Praticar atividade física regular, ao menos 150 minutos por semana.
    • Identificar e anotar gatilhos pessoais em um diário de dor.
    • Reduzir o estresse com técnicas de respiração, meditação ou terapia.
    • Evitar o uso de analgésicos por conta própria mais de 2 a 3 vezes por semana

    Quando procurar avaliação neurológica?

    Alguns sinais de alerta indicam a necessidade de investigação mais detalhada com um neurologista. Procurar ajuda precocemente evita complicações e melhora o controle das crises.

    Fonte: Tua Saúde

  • Glaucoma segue sendo a principal causa de cegueira irreversível no Brasil

    Procedimentos cirúrgicos e exames cresceram no SUS, mas diagnóstico tardio e desigualdade no acesso ao cuidado mantêm a doença como ameaça à visão.

    Saúde – O glaucoma ainda é a principal causa de cegueira irreversível no Brasil. Aproximadamente 350 mil brasileiros tratam a doença anualmente com colírios distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO). Aliado a procedimentos cirúrgicos, o tratamento tem avançado, mas os desafios persistem e mantêm a condição como uma ameaça à saúde ocular.

    Trata-se de uma doença progressiva, causada na maioria dos casos pelo aumento da pressão intraocular quando há alterações na circulação ou entupimentos dos canais de drenagem do fluido ocular. Ao longo do tempo, esses processos danificam o nervo óptico e comprometem a visão. Embora não tenha cura, o glaucoma é controlável se o diagnóstico e o acompanhamento médico forem feitos corretamente.

    Mas a realidade mostra que o controle é complexo. Um estudo conduzido por pesquisadores do Einstein Hospital Israelita e publicado em abril na revista científica Clinical Epidemiology and Global Health analisou dados de realização da cirurgia de glaucoma no SUS. A investigação identificou que o número de procedimentos saltou de 18,5 mil em 2009 para 45,2 mil em 2024, um aumento de 144%.

    Esse crescimento, porém, é desigual. “A cobertura da demanda nacional ainda apresenta desafios significativos”, afirma a oftalmologista Carolina Engelbrecht, uma das autoras do artigo e pesquisadora do Centro de Estudo e Promoção de Políticas de Saúde (CEPPS), do Einstein. “Nosso estudo mostra que a distribuição regional dos procedimentos é desigual, com o Sudeste e o Norte apresentando os maiores volumes proporcionais de atendimento que outras regiões.”

    Além disso, há déficits do ponto de vista tecnológico. “Vemos a persistência de um número considerável de trabeculectomias, a cirurgia convencional, que aumentou de 10,6 mil em 2009 para 18,6 mil em 2024”, observa Engelbrecht. Hoje, porém, já há métodos que permitem procedimentos minimamente invasivos.

    “Em países desenvolvidos, o que temos visto é uma redução do volume de trabeculectomias e um aumento dos procedimentos minimamente invasivos, os quais apresentam menos risco de complicações”, relata a oftalmologista.

    Para além da cirurgia, os avanços recentes mudaram o perfil do tratamento. Há colírios, por exemplo, desenvolvidos para causar menos irritação ocular e combinar mais de um componente de tratamento em uma mesma solução.

    Métodos a laser também alteraram a dinâmica de combate à doença por permitirem um tratamento com procedimentos menos invasivos, que podem ser realizados em consultório.

    “Em comparação a 20 anos atrás, as técnicas e os tratamentos atuais são mais eficazes e seguros. A adesão ao tratamento, porém, permanece um desafio central para os profissionais de saúde”, afirma a médica e pesquisadora do CEPPS.

    Aos poucos, contudo, o Brasil avança. Segundo o CBO, o número total de exames de glaucoma realizados no país saltou de 1,37 milhão, em 2019, para 2,26 milhões em 2025, um crescimento de 65%. Contudo, a evolução não foi homogênea: o Sudeste liderou com um aumento de 115%, enquanto o Nordeste registrou o menor crescimento dos últimos cinco anos, 36%. As disparidades são tantas que Pernambuco registra 7 mil exames para cada 100 mil habitantes, enquanto no Distrito Federal são apenas 265 testes.

    “A forma mais comum de glaucoma ocorre de maneira lenta e gradual. Nesses casos, o paciente normalmente não tem sintomas e isso não o faz procurar atendimento oftalmológico”, pontua o oftalmologista Diego Monteiro Verginassi, também do Einstein. “Em um país com desigualdades no acesso aos serviços médicos e especialistas, muitas vezes o diagnóstico vem tardiamente.”

    Para a presidente do CBO, a oftalmologista Maria Auxiliadora Frazão, a mudança desse panorama deveria envolver autoridades, gestores, médicos e formadores de opinião. “Não basta conscientizar sobre o risco, é preciso dar acesso aos exames. E não só acesso; é preciso, após o diagnóstico, formar uma rede que ofereça o tratamento no momento certo e com o acompanhamento correto”, frisa.

    Fatores de risco e prevenção

    O ideal é, após os 40 anos, incluir nos exames de rotina a investigação para glaucoma. O risco é aumentado para pessoas que tenham histórico da doença na família, idade avançada, pressão ocular alta, miopia alta ou que tenham feito uso prolongado de corticoides.

    Um dos fatores de risco menos conhecidos é a ascendência africana. “Na população negra, o glaucoma primário de ângulo aberto é mais prevalente, seu início é mais precoce, além de a progressão da doença ser mais rápida e mais resistente a tratamentos”, indica Verginassi. Nesses casos, é ainda mais importante manter uma agenda periódica de check-ups.

    Quanto antes for feito o diagnóstico, maior a chance de preservação total da visão. “Avaliar a pressão ocular e o fundo de olho são exames que nos fornecem informações importantes. O fundamental é fazer seus testes”, orienta o médico.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Nova semaglutida da EMS custará 30% menos que Ozempic e deve chegar às farmácias em 30 dias

    Ozivy é a primeira versão nacional da substância aprovada após o fim da patente; farmacêutica fala em valor 30% mais baixo do que remédio da Novo Nordisk

    Saúde – A EMS afirmou nesta terça-feira (26) que o Ozivy, sua nova caneta de semaglutida aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), chegará às farmácias brasileiras em até 30 dias com preço cerca de 30% inferior ao do Ozempic.

    A previsão foi anunciada pelo vice-presidente da companhia, Marcus Sanchez, durante coletiva realizada após a publicação do registro do medicamento no Diário Oficial da União. Segundo ele, a farmacêutica também prepara um programa de adesão ao tratamento, com descontos, para ampliar o acesso dos pacientes.

    O Ozivy é a primeira semaglutida aprovada no país desde o fim da patente da Novo Nordisk, encerrada em março deste ano. A substância é a mesma utilizada nos medicamentos Ozempic e Wegovy, indicados para diabetes tipo 2 e obesidade.

    Apesar da popularidade da semaglutida no tratamento da obesidade, a EMS informou que, neste primeiro momento, o Ozivy poderá ser divulgado apenas para diabetes, seguindo as indicações atualmente aprovadas em bula. A empresa já apresentou à Anvisa um pedido para ampliação das indicações do medicamento.

    Segundo a EMS, o desenvolvimento da plataforma utilizada para produzir a semaglutida começou anos antes da expiração da patente da Novo Nordisk.

    O processo regulatório teve início em 2020, quando a unidade produtiva recebeu o primeiro Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF). O registro da liraglutida, primeiro medicamento desenvolvido na plataforma, foi aprovado em 2024. Já o aval para a semaglutida foi concedido nesta terça-feira.

    De acordo com a companhia, foram cerca de seis anos entre as primeiras autorizações regulatórias da fábrica e a aprovação do Ozivy.

    Corrida por um mercado bilionário

    A aprovação abre um novo capítulo na disputa pelo mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida.

    Com o fim da patente, diversas farmacêuticas passaram a disputar espaço em um segmento que cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado pela procura por tratamentos para diabetes e obesidade.

    A EMS avalia que ainda existe uma demanda reprimida significativa e aposta que a combinação entre preço mais baixo e maior oferta pode acelerar a expansão desse mercado.

    Segundo Sanchez, a companhia vê espaço para ampliar o acesso ao tratamento e ganhar participação em um setor que, até recentemente, era dominado por um único fabricante.

    O que foi aprovado

    Segundo a resolução publicada pela Anvisa, o Ozivy recebeu registro válido até junho de 2036 e foi aprovado em quatro apresentações injetáveis, acompanhadas de canetas aplicadoras e agulhas:

    • solução injetável de 1,34 mg/ml em cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora;
    • solução injetável de 1,34 mg/ml em dois cartuchos de 1,5 ml;
    • solução injetável de 1,34 mg/ml em cartucho de 3 ml;
    • solução injetável de 1,34 mg/ml em dois cartuchos de 3 ml.

    Pode chegar ao SUS?

    Questionado sobre uma eventual incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS), Sanchez afirmou que o governo acompanha com atenção o potencial dessa classe de medicamentos, mas reconheceu que o custo continua sendo um dos principais obstáculos para sua adoção em larga escala na rede pública.

    Segundo ele, existem discussões sobre formas de ampliar o acesso a esses tratamentos no futuro, mas não há qualquer acordo ou definição envolvendo o Ozivy.

    EMS mira próxima geração de medicamentos

    Durante a coletiva, Sanchez também afirmou que a empresa já investe no desenvolvimento de uma versão da tirzepatida, substância usada no Mounjaro, da Eli Lilly.

    Segundo o executivo, a EMS já protocolou pedidos regulatórios relacionados ao produto nos Estados Unidos e pretende disputar esse mercado quando a proteção patentária permitir a entrada de novos concorrentes.

    Atualmente, a tirzepatida é considerada a principal concorrente da semaglutida no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.

    Fonte: G1

  • Quando a Ozivy, concorrente do Ozempic feita no Brasil, deve ser lançada e quanto ela deve custar

    Anvisa aprovou nesta terça-feira (26/5) o registro da primeira caneta emagrecedora à base de semaglutida feita no Brasil. Produção será feita pela EMS, no interior de São Paulo.

    Saúde – A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (26/5) o registro da Ozivy, a primeira caneta emagrecedora brasileira feita com semaglutida, o mesmo princípio ativo do Ozempic.

    Isso significa que o medicamento tem autorização para ser comercializado. Ele não deve chegar às prateleiras agora, no entanto. A EMS, laboratório responsável pela fabricação, prevê que isso aconteça em dois ou três meses — isto é, até agosto.

    A estimativa tem sido divulgada por Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, em entrevistas desde que a patente da semaglutida, que pertencia à empresa dinamarquesa Novo Nordisk, expirou no Brasil, em março.

    A EMS, que produzirá a Ozivy em Hortolândia, cidade a cerca de 120 quilômetros de São Paulo, marcou uma entrevista coletiva com jornalistas para a tarde desta terça-feira a fim de esclarecer seus próximos passos.

    O preço do medicamento, porém, ainda não foi definido.

    Um estudo do Itaú BBA, setor do banco voltado a investidores, estima que a queda de preços das canetas nacionais, em relação às estrangeiras como o Ozempic, poderá ser de 50% em cinco anos, mas, por hora, não deve ultrapassar os 30%.

    Considerando que o Ozempic hoje é vendido por cerca de R$ 1.300, é possível que a Ozivy custe algo em torno de R$ 1.039.

    Não é incomum achar o Ozempic por R$ 999 nas prateleiras, mas isso se deve a um desconto do laboratório, que pode ser reduzido sem aviso nem justificativa, diferentemente do preço de tabela, que não pode ter altas sem autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

    As canetas brasileiras em análise pela Anvisa serão em sua maioria similares, não genéricas, o que tem efeito direto na precificação dos medicamentos.

    A primeira categoria imporia aos laboratórios a obrigação de oferecer um desconto de ao menos 35% em relação ao medicamento de referência, mas a Ozivy se trata de um produto similar. Essa classe permite que a farmacêutica conceda um desconto mais baixo, de cerca de 20%.

    Ambos têm o mesmo princípio ativo. A diferença é que o genérico não tem marca comercial e é identificado pelo nome da substância, enquanto o similar tem nome próprio e embalagem personalizada.

    Para estabelecer os preços tanto de similares quanto de genéricos, vale lembrar, são levados em consideração os preços máximos de tabela do medicamento original.

    Quando a Ozivy começar a ser vendida, a Novo Nordisk pode oferecer descontos maiores na tentativa de frear a concorrência brasileira, que, por sua vez, também poderia baixar mais ainda os preços para se manter competitiva.

    Baixa concorrência deve frear redução de preços

    Mais de uma dezena pedidos para produção e importação de semaglutida são avaliados pela Anvisa, que concederá no máximo três autorizações por semestre — um trabalho, portanto, que deve se estender até o fim de 2027.

    Isso significa que, embora outros laboratórios brasileiros queiram lançar suas canetas à base de semaglutida, elas não devem chegar todas de uma vez às farmácias, o que deve levar anos para acontecer.

    Isso se deve não só à celeridade da Anvisa e suas aprovações, mas à necessidade de uma infraestrutura que pode custar bilhões para que as empresas sejam capazes de fabricar as versões nacionais das canetas.

    As fábricas de injetáveis enfrentam exigências mais rigorosas do que as que produzem comprimidos, cápsulas ou soluções líquidas não injetáveis.

    Além de cuidados com envase e monitoramento ambiental e microbiológico, para garantir a esterilidade de lote a lote, as canetas passam por uma série de testes para que possam ser transportadas em condições mais adversas do que as do laboratório sem perder qualidade. O transporte, aliás, é um desafio à parte, por exigir refrigeração constante.

    Poucos laboratórios são aptos para esse tipo de produção no Brasil. Entre as exceções estão a Biomm e a EMS, que diz ter investido R$ 1,2 bilhão na construção de sua planta fabril em Hortolândia.

    A maioria dos laboratórios brasileiros deve se unir a empresas estrangeiras. É o caso do Aché, da Hypera e da Cimed, que alardeou a ideia de produzir suas canetas no Brasil, mas desistiu devido ao custo.

    Em geral, as parcerias são com farmacêuticas da Ásia, principalmente as indianas, conhecidas por produzir insumos a custos competitivos.

    São duas alternativas: importar o medicamento já pronto e reembalá-lo para a revenda no Brasil — prática conhecida como licenciamento — ou contratar um laboratório estrangeiro para terceirizar a produção de uma versão própria.

    Ambas as opções, no entanto, implicam importar as canetas, o que pode submeter essas empresas a impostos capazes de comprometer sua competitividade. A taxação dos insumos para produção nacional está em discussão.

    O que é semaglutida?

    A semaglutida, que teve sua patente no Brasil expirada em março, é o princípio ativo do Ozempic. É considerada a segunda geração das canetas emagrecedoras, que levam à perda de até 15% do peso corporal.

    Já foi superada, no entanto, pela tirzepatida, fármaco por trás do Mounjaro, da farmacêutica americana Eli Lilly, que pode levar à redução de até 22,5% do peso.

    A liraglutida, princípio ativo da primeira geração, leva à redução de até 8% do peso. Revolucionária quando lançada, logo ela foi ultrapassada pela semaglutida, mas ainda é indicada para alguns pacientes — e, no Brasil, já tem versões nacionais e mais baratas (Oliri e Lirux, que também são da EMS).

    Isso significa que a Ozivy não é a primeira caneta emagrecedora brasileira, mas a primeira feita à base de semaglutida, um fármaco mais potente do que a liraglutida.

    A terceira geração das canetas, à base de tirzepatida, não deve ter versões nacionais tão cedo — no Brasil, sua patente, que pertence à Eli Lilly, cai em 2036.

    Fonte: G1

  • Líquen escleroso vulvar: o que é e como tratar

    Doença crônica causa coceira, dor e alterações na pele genital; entenda sintomas, riscos e as opções de tratamento indicadas por especialistas.

    Saúde – O líquen escleroso vulvar é uma doença de pele crônica e inflamatória que afeta principalmente a região genital, causando coceira intensa, dor, manchas esbranquiçadas e afinamento da pele. Embora seja mais comum em mulheres após a menopausa, também pode ocorrer em homens e em pessoas de qualquer idade, incluindo crianças.

    A condição não é contagiosa e ainda não possui uma causa completamente esclarecida, mas fatores autoimunes, hormonais e genéticos podem ter relação.

    “Na minha prática clínica vejo uma forte associação a fatores imunológicos. Observamos essa patologia associada a outras patologias imunológicas como lúpus, doença de crown e outras dermatites, assim como fatores hormonais, já que observamos uma maior prevalência em pacientes na menopausa. Outras causas menos comuns que poderíamos sugerir como causa seriam traumas ou procedimentos na região específica e alterações no metabolismo”, detalha Jardel Pereira Soares, ginecologista e obstetra.

    Os sintomas, segundo os especialistas, costumam surgir de forma gradual e, em muitos casos, a coceira persistente leva a lesões e fissuras na pele, tornando as relações sexuais dolorosas e aumentando o risco de infecções locais.

    Em quadros mais avançados, o líquen escleroso pode causar cicatrizes, alterações anatômicas e estreitamento da abertura vaginal. Especialistas alertam que, sem tratamento, há um risco aumentado de desenvolvimento de câncer de vulva em uma pequena parcela dos casos.

    “Estudos mostram que, quando a paciente é acompanhada, o risco diminui muito. Geralmente, o risco de transformação para o câncer ocorre em aproximadamente 5% dos casos de líquido escleroso. Então, uma coisa importante é que o tratamento ajuda a diminuir o risco de evoluir para o câncer”, explica Adriana Bittencourt Campaner, presidente da Comissão Nacional Especializada em Trato Genital Inferior da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações em Ginecologia e Obstetrícia).

    O diagnóstico é feito por um ginecologista ou dermatologista, geralmente com base na avaliação clínica e, em algumas situações, na biópsia da área afetada. O tratamento envolve o uso de corticoides tópicos, indicados para reduzir a inflamação e controlar os sintomas.

    Além disso, é essencial manter uma rotina de cuidados com a pele da região, como evitar sabonetes agressivos, usar roupas íntimas de algodão e evitar fricção excessiva.

    “O líquen escleroso não tem cura, mas a gente consegue controlar bastante. Mesmo que os sintomas melhorem, geralmente mantemos o uso de corticóide uma vez por semana eternamente, porque a gente precisa manter essa paciente para evitar o risco de evoluir para o câncer”, acrescenta Campaner.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Vacinação contra VSR supera 80% de cobertura entre gestantes no Amazonas, informa FVS-RCP

    Estratégia fortalece proteção materna e neonatal e amplia prevenção de casos graves em bebês no estado

    Saúde – Buscando ampliar a proteção de gestantes e recém-nascidos contra complicações respiratórias, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulga, nesta segunda-feira (25/05), o balanço parcial da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no estado.

    Até o momento, o Amazonas registra 19.128 doses aplicadas, alcançando 80,84% de cobertura vacinal do público estimado. A estratégia contempla gestantes a partir da 28ª semana de gestação e fortalece a prevenção de casos graves em bebês nos primeiros meses de vida.

    De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o desempenho da campanha demonstra o avanço das ações de imunização no estado. “Os dados refletem o fortalecimento da vacinação como estratégia de prevenção, ampliando a proteção de gestantes e bebês e contribuindo para a redução de casos graves associados ao VSR”, destaca.

    A gerente estadual de imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, reforça a importância do acompanhamento pré-natal e da atualização da caderneta vacinal. “A imunização durante a gestação amplia a proteção materna e neonatal. Por isso, manter o calendário vacinal atualizado é fundamental para reduzir riscos e fortalecer o cuidado preventivo”, afirma.

    Calendário vacinal da gestante

    A FVS-RCP também chama atenção para a necessidade de ampliar a cobertura de outras vacinas previstas para gestantes. Atualmente, a cobertura da vacina dTpa alcança 80,64%, enquanto a vacinação contra a Covid-19 registra 67,62% no estado.

    Fonte Cristina Silva/ FVS-RCP

    Foto: Divulgação / FVS-RCP

  • Anvisa aprova medicamento para pacientes com Parkinson avançado que não respondem mais a comprimidos

    Medicamento é a primeira terapia baseada em infusão contínua subcutânea de levodopa aprovada no país e foi indicado para pacientes em estágio avançado da doença.

    Saúde – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento para pacientes com doença de Parkinson avançada no Brasil. A autorização foi publicada nesta segunda-feira (25) no Diário Oficial da União.

    O tratamento combina foscarbidopa e foslevodopa, substâncias derivadas da levodopa —principal medicamento usado contra os sintomas motores da doença— e será comercializado pela AbbVie com o nome Vyalev.

    Segundo a farmacêutica, trata-se da primeira e única terapia aprovada pela Anvisa baseada em infusão subcutânea contínua de levodopa por 24 horas. A proposta é manter níveis mais estáveis da medicação no organismo, reduzindo oscilações motoras comuns nas fases mais avançadas da doença.

    Alternância de períodos ON e OFF

    Com a progressão do Parkinson, pacientes costumam alternar períodos em que os sintomas ficam controlados —chamados de momentos “on”— com fases em que os efeitos do remédio diminuem e os tremores, rigidez e dificuldades motoras retornam de forma intensa, os chamados períodos “off”.

    A nova terapia é indicada para pacientes que já não respondem adequadamente aos comprimidos tradicionais de levodopa.

    “O Vyalev utiliza uma pequena bomba de infusão portátil, semelhante às bombas de insulina, que libera o medicamento continuamente no tecido subcutâneo, isto é, abaixo da pele. Isso permite manter níveis mais estáveis de levodopa e dopamina, reduzindo as oscilações do tratamento e diminuindo os períodos off”, explica Picarelli.

    Alternativa para pacientes que não podem fazer cirurgia

    Segundo a AbbVie, o medicamento também surge como alternativa para pacientes que não podem ou não desejam passar pela estimulação cerebral profunda, cirurgia usada em casos avançados da doença.

    A farmacêutica afirma que até 60% dos pacientes têm contraindicações para o procedimento por causa de condições como demência, alterações graves de marcha ou instabilidade postural. Outros 45% recusariam a cirurgia por considerá-la invasiva.

    Estudo mostrou redução das flutuações motoras

    A aprovação da Anvisa foi baseada em um estudo de fase 3 com cerca de 130 pacientes com Parkinson avançado, acompanhados durante 12 semanas.

    Segundo os dados apresentados pela empresa, os pacientes que receberam a infusão contínua tiveram aumento do tempo em que permaneceram sem sintomas motores incapacitantes e redução dos períodos “off” em comparação com a levodopa oral tradicional.

    Os pesquisadores observaram melhora já na primeira semana de tratamento. Em média, os pacientes tratados com a nova terapia ganharam 2,72 horas adicionais de tempo “on” sem discinesia problemática, contra 0,97 hora no grupo controle.

    Entre os efeitos adversos mais relatados estiveram reações no local da infusão, movimentos involuntários e alucinações. Segundo a empresa, a maioria dos casos foi considerada leve ou moderada.

    A doença de Parkinson é a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo e afeta cerca de 220 mil pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.

    Fonte: G1