Categoria: Saúde

  • Por que o cérebro prefere gastar hoje e economizar depois? Entenda o ‘viés do presente’

    No g1 Explica, a repórter Renata Ribeiro explica e simplifica os temas que dominam o noticiário econômico e mexem diretamente com o nosso bolso.

    Economia – A economia comportamental explica um hábito que se vê muito por aí: decidir economizar e, pouco depois, parcelar uma compra. O comportamento é chamado de “viés do presente”, quando o cérebro dá mais valor ao benefício imediato do que a ganhos maiores no futuro.

    Na prática, muita gente prefere receber R$ 100 hoje a esperar um mês para ganhar R$ 120. Mas, quando a decisão é deixada para o futuro, esperar se torna mais fácil. Segundo especialistas, o problema não está no valor, mas na distância do tempo.

    O mecanismo ajuda a explicar decisões como entrar no rotativo do cartão, parcelar compras sem necessidade e adiar escolhas importantes. O prazer imediato costuma pesar mais do que o custo futuro.

    Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

    Fonte: G1

  • SUS adota novo exame para detectar câncer de intestino antes dos sintomas

    Ministério da Saúde vai anunciar protocolo inédito que prevê uso do teste FIT para homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas. Exame é menos invasivo e pode ampliar diagnóstico precoce no país.

    Saúde – O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A partir da medida, o chamado Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) passa a ser o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

    O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda em Lyon, na França.

    Segundo a Pasta, a estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção e à detecção precoce da doença, considerada hoje o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma.

    A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de 53,8 mil novos casos por ano no país entre 2026 e 2028.

    Como funciona o exame

    O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem ser sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino.

    Diferentemente dos exames antigos de sangue oculto nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do teste.

    O paciente recebe um kit para coleta em casa e precisa retirar uma pequena amostra das fezes com uma haste própria, colocada em um tubo coletor. Depois, o material é enviado para análise laboratorial.

    Entre as principais vantagens do exame estão:

    • não exige preparo intestinal;
    • não precisa de dieta restritiva antes da coleta;
    • pode ser feito com apenas uma amostra;
    • é menos invasivo;
    • tem maior adesão da população.

    Segundo o Ministério da Saúde, o teste apresenta sensibilidade entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações.

    O oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, afirma que o exame já é utilizado em programas internacionais de rastreamento e ajuda a reduzir a mortalidade por câncer de intestino ao ampliar o diagnóstico precoce.

    Segundo ele, o FIT também é mais conveniente e mais barato para rastreamento populacional do que a realização de colonoscopia em toda a população assintomática.

    O que acontece se o teste der positivo?

    Quando o resultado aponta presença de sangue oculto, o paciente é encaminhado para exames complementares.

    A colonoscopia é considerada o padrão-ouro para avaliação do intestino porque permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de retirar pólipos durante o procedimento, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

    Stefani ressalta ainda que um resultado positivo não significa necessariamente câncer. Hemorroidas, inflamações intestinais e outras condições benignas também podem causar sangramentos detectados pelo exame.

    Por outro lado, um resultado negativo também não elimina completamente o risco da doença, já que algumas lesões pré-malignas podem não sangrar naquele momento.

    Por isso, diretrizes internacionais recomendam repetir o rastreamento periodicamente —em geral todos os anos ou a cada dois anos, dependendo da idade e do histórico familiar.

    Desafio será garantir atendimento após resultado alterado

    O especialista afirma que a eficácia do rastreamento depende não apenas da oferta do teste, mas também da capacidade do sistema de saúde de investigar e tratar rapidamente os casos suspeitos.

    Segundo ele, o impacto na mortalidade ocorre quando pacientes com exames alterados conseguem acesso ágil à colonoscopia, cirurgia e tratamento adequado.

    Quem deve fazer o rastreamento

    O novo protocolo vale para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos.

    Pacientes com sinais de alerta —como sangue nas fezes, perda de peso inexplicada, anemia, alteração persistente do hábito intestinal ou dor abdominal— devem procurar atendimento médico independentemente da idade.

    Pessoas com histórico familiar da doença, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas também podem precisar iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica.

    Segundo Stefani, nesses casos, a estratégia de acompanhamento costuma ser individualizada e pode incluir colonoscopia antes da faixa etária prevista para a população geral.

    Fonte: G1

  • Como funcionam anticorpos monoclonais, usados para tratar médico com Ebola

    Tratamento funciona como “mísseis” que se ligam a alvos específicos como o vírus.

    Saúde – Um médico americano infectado com Ebola está recebendo tratamento com anticorpos monoclonais na Alemanha, cerca de quatro dias após o primeiro teste positivo para o vírus.

    O doutor Peter Stafford apresenta sintomas como febre, tontura, vertigem e náusea. Ele estava em um hospital na República Democrática do Congo quando a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou emergência de saúde pública no domingo (17).

    Mas o que são os anticorpos monoclonais, usados para tratar doenças graves como o vírus Ebola?

    Os anticorpos monoclonais (mAbs) são uma classe de profiláticos feitos a partir de diferentes tecnologias que identificam o sequenciamento genético de doenças infecciosas. Eles são, basicamente, cópias idênticas de um anticorpo criadas em laboratório, injetadas na corrente sanguínea.

    O tratamento não oferece grandes efeitos colaterais e se destaca pela segurança, sobretudo no que diz respeito à precisão ao eliminar o agente infeccioso do organismo. Ele “marca” o vírus e ajuda os mecanismos de defesa do próprio corpo a combaterem a doença.

    “Um anticorpo monoclonal existe quando a gente consegue em laboratório, por alguns métodos, cultivar uma célula produtora de um único anticorpo e reproduzi-lo em quantidades ilimitadas”, esclarece Ana Maria Moro, diretora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Imunobiológicos (CeRDI) e do Laboratório de Biofármacos do Instituto Butantan.

    Diferente das vacinas, que são consideradas um tipo de imunização ativa, os anticorpos monoclonais são passivos: ensinam o corpo a produzir a própria defesa. Eles bloqueiam os receptores celulares que permitem que o vírus continue se multiplicando e são capazes de diminuir a carga viral em pouco tempo.

    Além de doenças virais, o tratamento demonstrou grande eficácia contra doenças autoimunes como artrite reumatoide, esclerose múltipla, doença de Crohn e psoríase, além de cânceres. No Brasil, o Instituto Butantan é pioneiro no desenvolvimento dos anticorpos, conduzindo estudos de medicamentos já certificados para serem oferecidos como tratamento no SUS (Sistema Único de Saúde).



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Baixa adesão à vacinação na gestação acende alerta; veja importância

    Um levantamento realizado com mais de 500 gestantes no país, mostra que apenas 58% sabem da existência de um calendário vacinal na gravidez.

    Saúde – O mês das mães, celebrado em maio, é um período de homenagens, mas também um convite à atenção com a saúde de quem gera a vida, especialmente durante a gestação. Nesse período, que exige cuidados redobrados, manter o cartão de vacinação atualizado é uma das principais medidas para garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

    Infelizmente, ainda há muito desconhecimento sobre o tema. Um levantamento do Instituto Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), realizado com mais de 500 gestantes no país, mostra que apenas 58% sabem da existência de um calendário vacinal específico para a gravidez. Outros 41% desconhecem essa orientação, evidenciando a necessidade de ampliar o acesso à informação durante o pré-natal.

    “É fundamental que as gestantes tenham acesso à informação e sejam orientadas sobre a importância da vacinação durante o pré-natal”, destaca a bioquímica Gélida Pessoa, responsável pelo setor de vacinas do Sabin Diagnóstico e Saúde, em Manaus. “Os profissionais da área têm um papel essencial nesse processo, esclarecendo dúvidas e reforçando a necessidade de manter a caderneta de vacinação atualizada”.

    Recomendações

    De acordo com o  Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, a imunização é um cuidado essencial para garantir ao bebê um desenvolvimento saudável, especialmente nos primeiros mil dias de vida. Por isso, ao confirmar a gravidez, a mulher deve buscar orientação para atualizar o esquema vacinal conforme seu histórico.

    Entre as vacinas recomendadas estão a de hepatite B, com três doses; a dT (difteria e tétano), também em três aplicações; a influenza trivalente, indicada uma vez por temporada; e a vacina contra a covid-19, recomendada a cada gestação para reduzir o risco de formas graves da doença.

    Também fazem parte das orientações a vacina dTpa — que protege contra difteria, tétano e coqueluche — e a imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Ambas contribuem para proteger o bebê nos primeiros meses de vida por meio da transferência de anticorpos maternos.

    “A vacina Dtpa é realizada na paciente a partir da 20ª semana de gestação, enquanto a vacina contra VSR deve ser realizada a partir da 28ª semana de gestação. A Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) orienta que, se o parto ocorrer com menos de 14 dias da vacinação materna, o bebê não estará protegido, pois não houve tempo necessário para a transferência de anticorpos para ele. Nessa situação, o pediatra deve considerar a administração de anticorpo monoclonal no bebê”, explica Gélida.

    Em situações específicas, como em casos de viagem ou residência em áreas de risco, a vacina contra febre amarela pode ser indicada, sempre após avaliação médica criteriosa do risco-benefício.

    Acesso facilitado

    Nos últimos anos, o acesso às vacinas tem se ampliado no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada, o que contribui para aumentar a cobertura vacinal sem comprometer a segurança dos imunizantes.

    Na rede privada, por exemplo, há maior variedade de vacinas e facilidades que favorecem a adesão ao cuidado preventivo, como agendamento prévio, compra online e até serviços de vacinação domiciliar ou em ambientes corporativos. Essas alternativas ampliam a comodidade, especialmente em um período em que a gestante precisa conciliar consultas, exames e rotina pessoal.

    Outros cuidados

    A vacinação integra um conjunto de ações fundamentais do pré-natal, que deve começar assim que a gravidez for confirmada — preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Esse acompanhamento permite monitorar a saúde da mãe e do bebê e prevenir complicações ao longo de todo o período gestacional.

    O cuidado inclui consultas periódicas, exames laboratoriais e de imagem, além de um calendário de atendimentos que se intensifica conforme a gestação avança: mensal até a 28ª semana, quinzenal até a 36ª e semanal até o parto.

    Mais do que uma recomendação médica, manter a vacinação atualizada durante a gestação é uma forma de cuidado que atravessa gerações — e que ganha ainda mais significado no mês dedicado às mães, ao reforçar a importância da prevenção desde os primeiros momentos da vida.

    Fonte: D24am

  • Edema na panturrilha: o que é problema que deve deixar Neymar fora dos gramados até a Copa

    Condição acontece quando há um acúmulo de líquido em determinada parte do corpo. Previsão é que o jogador trate o problema no CT Rei Pelé, com acompanhamento da CBF, mas o problema não preocupa a longo prazo, segundo os médicos.

    Saúde – Apesar da convocação para a Copa do Mundo na última segunda-feira (18), Neymar deve ficar fora dos gramados até a competição por conta de um novo problema físico: um edema na panturrilha direita.

    O edema muscular é um inchaço que acontece pelo acúmulo de líquidos em determinada parte do corpo. No caso de lesões esportivas, em geral ele é causado por pancadas diretas ou estiramento das fibras musculares.

    “Nesses casos, há um processo inflamatório dentro da musculatura, geralmente causado por sobrecarga, trauma ou uma pequena lesão muscular”, detalha Eduardo Ramalho, médico ortopedista e especialista em trauma do esporte.

    Neymar sentiu a panturrilha no último confronto do Santos, no domingo (17), contra o Coritiba. A previsão é que o jogador trate o problema no CT Rei Pelé, com acompanhamento da CBF, mas o problema não preocupa a longo prazo, segundo os médicos.

    O atacante deve ficar à disposição do Santos até 26 de maio, mas ele não deve realizar mais jogos oficiais antes do Mundial.

    Como acontece um edema muscular?

    Um edema muscular acontece quando há um acúmulo anormal de líquido ao redor do músculo. Esse tipo de problema é muito comum no futebol e indica uma resposta inflamatória do corpo a pequenas lesões na região afetada.

    Ramalho explica que não necessariamente o termo edema, sozinho define a gravidade do caso.

    Ele ainda acrescenta que, no futebol, a panturrilha acaba sendo um foco frequente desse tipo de problema porque ela está envolvida em praticamente todos os movimentos explosivos.

    Segundo os especialistas, o edema muscular tem algumas principais causas no esporte:

    O ortopedista ressalta que no caso de Neymar, o histórico recente tem papel importante nesse diagnóstico.

    Os sintomas do edema muscular mais comuns incluem:

    • Dor localizada
    • Sensação de endurecimento muscular
    • Perda de potência
    • Dificuldade para acelerar

    No caso de lesões mais graves, o atleta pode ter dificuldade para apoiar o pé, dor para correr, limitação nos movimentos e até hematoma local.

    Tratamento e prazo de retorno

    De forma geral, o tratamento foca em evitar que o inchaço cause uma compressão dos nervos e agrave o quadro e depende diretamente da gravidade da lesão.

    Ele inclui repouso, com um período sem atividade física, aplicação de compressas de gelo, especialmente logo após a lesão e fisioterapia em caso de dores persistentes.

    Quando se trata apenas de um edema ou uma sobrecarga leve, o retorno pode acontecer em poucos dias. Já pequenas lesões musculares normalmente exigem algumas semanas.

    “O mais importante é que o atleta não volte apenas sem dor, mas com capacidade muscular suficiente para suportar a intensidade do jogo. A panturrilha é uma região com alto risco de nova lesão quando o retorno acontece cedo demais”, alerta o ortopedista.

    Fonte: G1

  • Pessoas que vão viajar para assistir à Copa do Mundo devem atualizar vacinas nos postos de Saúde

    Saúde – A secretaria Municipal de Saúde reforça alerta para que as pessoas com viagem marcada para assistir à Copa do Mundo da Fifa 2026 procurem uma das salas de vacina da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para atualizar a proteção contra doenças preveníveis. A atualização vacinal é indicada, principalmente, no caso do sarampo, que tem surtos ativos nos Estados Unidos, Canadá e México, países-sede do Mundial, previsto para iniciar em 11 de junho.

    A gerente de Imunização da Semsa, Isabel Hernandes, enfatiza que as pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto contra o sarampo são mais suscetíveis a contrair a doença quando expostas ao vírus. O risco é mais alto, ela aponta, devido à intensa circulação de pessoas de diferentes países e continentes, no período da competição.

    “Os países-sede da Copa, hoje, têm surtos ativos, isto é, há transmissão contínua do vírus. Ele se dissemina pelo ar e é altamente contagioso, sendo que uma só pessoa doente pode infectar nove em cada dez pessoas próximas não imunes, ao tossir, espirrar, falar ou respirar”, adverte a gerente.

    Isabel orienta os viajantes a fazer a atualização vacinal o quanto antes, a fim de que o organismo possa produzir anticorpos e garantir proteção adequada contra as doenças. “Para o sarampo, o ideal é que a pessoa complete suas doses ao menos 15 dias antes de viajar. Se não for possível, a recomendação é que ela receba, ao menos, uma dose, até o dia do embarque”, indica.

    Para imunização contra o sarampo, informa a gerente, são ofertadas gratuitamente, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias devem tomar a dose zero da vacina, e adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose de rotina. Crianças de 12 meses a adultos até 29 anos devem receber duas doses, com intervalo de 30 dias.

    “A rede municipal tem mais de 170 salas de vacina, distribuídas por toda a cidade, que ofertam doses contra o sarampo e demais doenças incluídas no calendário nacional. Basta comparecer com documento de identidade, CPF ou cartão do SUS, para receber as doses indicadas”, orienta Isabel.

    A lista de pontos de vacinação gerenciados pela Semsa, com endereços e horários de funcionamento, pode ser consultada on-line, por meio do link bit.ly/vacinassemsa.

    Certificado para viagens

    A Semsa alerta os torcedores a caminho do Mundial de Futebol da Fifa também com relação à emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). O documento atesta a vacinação contra a febre amarela e é exigido para entrada em mais de 120 países, entre eles alguns que estão na rota de voos internacionais para os países-sede da Copa, como Colômbia e Panamá.

    “O CIVP só é válido após 10 dias da aplicação da dose contra a febre amarela. Quem não recebeu a vacina e tem viagem com escala ou conexão em um desses destinos precisa se apressar para se imunizar e emitir o documento antes do embarque”, pontua Isabel Hernandes.

    O certificado, conforme a gerente, pode ser emitido por meio do “Meu SUS Digital” (meususdigital.saude.gov.br). Pessoas já imunizadas que tenham dificuldade em obter o documento podem levar o comprovante de vacinação a uma das unidades da Semsa para registro no sistema, depois do que ele poderá ser emitido normalmente.

    A vacinação contra a febre amarela é indicada para todas as pessoas, dos 9 meses aos 59 anos de idade, sendo especialmente recomendada para pessoas que vivem ou transitam pela região amazônica, onde a doença é endêmica, e por áreas de risco, como florestas e regiões rurais.

    “A vacina é a principal forma de prevenção da doença, e uma só dose assegura proteção para a vida toda”, conclui Isabel.

    Fonte – Jony Clay Borges / Semsa

    Fotos – Divulgação / Semsa

  • Lentes de contato inteligentes conseguem tratar depressão sem remédios nem cirurgia

    Tecnologia criada por cientistas sul-coreanos estimula o cérebro pela retina e apresentou resultados comparáveis ao Prozac em testes com animais.

    Tecnologia – Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Yonsei University pode transformar o tratamento de transtornos mentais no futuro. Cientistas criaram lentes de contato bioeletrônicas capazes de estimular áreas do cérebro ligadas ao humor — sem uso de medicamentos, cirurgias ou implantes invasivos.

    O estudo, publicado na revista Cell Reports Physical Science, mostrou que o dispositivo apresentou resultados semelhantes aos da fluoxetina, princípio ativo do Prozac, em testes realizados com camundongos.

    Como as lentes funcionam

    A tecnologia utiliza a retina como uma espécie de “porta de entrada” para o cérebro. Como o tecido ocular é considerado uma extensão do sistema nervoso central, os pesquisadores conseguiram enviar estímulos elétricos capazes de alcançar regiões cerebrais associadas à regulação emocional, como o hipocampo e o córtex pré-frontal.

    As lentes operam por meio de um princípio chamado interferência temporal. Na prática, dois sinais elétricos de alta frequência atravessam a retina e, ao se encontrarem, geram um campo de baixa frequência que ativa neurônios específicos no cérebro.

    Toda a estrutura foi desenvolvida com materiais ultrafinos e transparentes, como óxido de gálio e platina, permitindo que a lente permaneça flexível e confortável sem comprometer a visão.

    Resultados animadores em testes



    Para avaliar a eficácia da tecnologia, os pesquisadores induziram sintomas semelhantes à depressão em camundongos utilizando corticosterona, hormônio relacionado ao estresse.

    Os animais foram divididos em grupos: um saudável, um sem tratamento, um tratado com as lentes e outro tratado com fluoxetina. Após três semanas de sessões diárias de estimulação elétrica de 30 minutos, os resultados chamaram atenção.

    Os camundongos que utilizaram as lentes apresentaram aumento significativo na movimentação e redução dos comportamentos associados à depressão, como imobilidade e isolamento.

    Além das mudanças comportamentais, exames biológicos revelaram melhora expressiva nos níveis de serotonina e redução do hormônio do estresse. Os pesquisadores também observaram recuperação da proteína BDNF, fundamental para a plasticidade cerebral e funcionamento das conexões neurais.

    Inteligência artificial ajudou na análise

    A equipe utilizou técnicas de machine learning para cruzar dados comportamentais, elétricos e biológicos dos animais. O sistema classificou os camundongos tratados com as lentes no mesmo grupo dos saudáveis, separando-os claramente dos animais deprimidos sem tratamento.

    Outro achado considerado relevante foi a recuperação da comunicação entre o hipocampo e o córtex pré-frontal — circuito frequentemente afetado em pessoas com depressão.

    Futuro da tecnologia



    Os cientistas acreditam que a tecnologia poderá ser adaptada futuramente para tratar outras condições neurológicas e psiquiátricas, como ansiedade, dependência química e declínio cognitivo.

    Segundo o pesquisador Jang-Ung Park, líder do estudo, o próximo passo será desenvolver uma versão totalmente sem fio, ampliar os testes em animais maiores e avançar para estudos clínicos em humanos.

    Apesar dos resultados promissores, os especialistas ressaltam que a tecnologia ainda está em fase experimental e não substitui tratamentos médicos convencionais neste momento.

    Ainda assim, a pesquisa abre caminho para uma nova geração de terapias bioeletrônicas capazes de tratar doenças cerebrais de forma menos invasiva — e possivelmente mais personalizada.

  • Psilocibina e ketamina: os tratamentos que estão mudando a psiquiatria

    O psiquiatra Wilson Gonzaga explica por que substâncias antes vistas com desconfiança hoje despontam como esperança para casos graves de depressão resistente.

    Saúde – A depressão resistente é hoje um dos maiores desafios da psiquiatria moderna. Milhões de pessoas passam anos experimentando diferentes antidepressivos sem alcançar melhora significativa. Em muitos casos, os sintomas persistem apesar de múltiplas tentativas terapêuticas, comprometendo trabalho, relacionamentos e o próprio sentido da vida.

    Nesse cenário, substâncias como a psilocibina e a ketamina vêm despertando crescente interesse da comunidade científica por apresentarem resultados rápidos e promissores em pacientes que não responderam aos tratamentos convencionais.

    Resultados rápidos chamam atenção da ciência

    Os antidepressivos tradicionais costumam levar semanas para produzir efeito clínico. Já a ketamina pode reduzir sintomas depressivos e ideação suicida em poucas horas ou dias, algo particularmente relevante em situações graves.

    A psilocibina, substância presente em determinados cogumelos, também vem demonstrando importante potencial terapêutico. Estudos conduzidos em universidades como Johns Hopkins University e Imperial College London sugerem benefícios significativos em casos de depressão resistente, ansiedade associada a doenças graves e sofrimento existencial.

    Além da rapidez de ação, essas substâncias parecem atuar estimulando mecanismos ligados à neuroplasticidade – capacidade do cérebro de criar novas conexões neurais e reorganizar padrões emocionais rígidos. Em outras palavras, podem ajudar o paciente a sair de circuitos repetitivos de sofrimento, desesperança e ruminação mental.

    Outro aspecto que chama atenção é que os efeitos terapêuticos não parecem depender apenas da química cerebral, mas também da experiência subjetiva vivida durante o tratamento. Muitos pacientes relatam experiências de profunda reconexão emocional, revisão de traumas e mudança de perspectiva sobre si mesmos e sobre a vida.

    O que já é realidade – e o que ainda está em estudo

    A ketamina já é utilizada clinicamente no Brasil, especialmente em casos de depressão resistente, sob protocolos médicos específicos. Sua versão derivada, a Escetamina, possui aprovação regulatória para determinados quadros depressivos.

    Já a psilocibina permanece em fase experimental na maior parte do mundo, embora os estudos avancem rapidamente. Os resultados mais promissores aparecem em pesquisas envolvendo depressão resistente, transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade relacionada ao câncer e dependência química.

    Apesar do entusiasmo crescente, é fundamental evitar simplificações. Nem ketamina nem psilocibina devem ser vistas como “cura milagrosa” ou utilizadas sem acompanhamento especializado. Essas substâncias podem produzir efeitos psicológicos intensos e não são indicadas para todos os pacientes, exigindo avaliação médica rigorosa e ambiente terapêutico adequado.

    Uma nova forma de compreender o sofrimento mental

    A psiquiatria contemporânea começa a reconhecer que saúde mental não envolve apenas suprimir sintomas, mas também restaurar significado, conexão e flexibilidade emocional. Nesse contexto, psilocibina e ketamina talvez representem não apenas novas medicações, mas o início de uma transformação mais profunda na forma de compreender o sofrimento psíquico.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Amazonas registra queda de 69% nos casos de hepatites virais, entre janeiro e abril deste ano

    Vigilância em saúde sanitária alerta para formas silenciosas da doença

    Saúde – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulga, nesta terça-feira (19/05), dados do monitoramento epidemiológico que apontam uma redução de aproximadamente 69% nos casos de hepatites virais no Amazonas. Entre janeiro e abril de 2025, foram registrados 356 casos da doença. No mesmo período de 2026, o número caiu para 111 notificações.

    Mesmo com a redução dos casos, a FVS-RCP alerta que a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado seguem fundamentais para reduzir a transmissão e evitar complicações causadas pelas hepatites virais.

    A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça que o fortalecimento das ações de vigilância em saúde, aliado às estratégias de prevenção e ampliação do acesso ao diagnóstico, tem contribuído para o enfrentamento das hepatites virais no Amazonas. “A conscientização da população sobre a importância da testagem, da vacinação e do acompanhamento em saúde é fundamental para reduzir os casos e prevenir formas graves da doença”, salienta.

    A coordenadora do Programa Estadual de Hepatites Virais da FVS-RCP, Vanieli Cappellesso, ressalta que muitas pessoas podem ser portadoras do vírus das hepatites B ou C sem apresentar sintomas. “Quando não diagnosticadas precocemente, as hepatites virais podem evoluir para formas crônicas e causar complicações mais graves, como cirrose e câncer de fígado. Por isso, é importante realizar consultas médicas regularmente, fazer os exames de rotina e manter a vacinação contra as hepatites A e B em dia”, enfatiza.

    Principais Sintomas

    Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus da hepatite não apresenta sintomas. Quando ocorrem, os sinais incluem cansaço, febre, mal-estar, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

    Em caso de sintomas ou contato com casos confirmados, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

    Hepatites virais

    A hepatite viral é uma doença infecciosa causada por cinco vírus diferentes, além de ser silenciosa e sem sintomas aparentes. As manifestações clínicas costumam surgir apenas quando a doença hepática está no estágio avançado, o que dificulta o tratamento adequado.

    A doença é transmitida por contato com sangue contaminado, relação sexual desprotegida ou de mãe para filho. O diagnóstico precoce é fundamental para não evoluir para cirrose e câncer do fígado.

    A prevenção inclui o não compartilhamento de agulhas, alicates de unha, lâminas e seringas; vacinação contra hepatite A e B disponível no SUS; e uso de preservativos em relação sexual, além da testagem regular de detecção da doença.

    Fonte: Aline Reis / FVS-RCP

    Foto: Girlene Medeiros/ FVS-RCP

  • Escassez de testes atrasa combate ao Ebola no Congo, diz autoridade da OMS

    Variante rara do vírus já deixou ao menos 130 mortos suspeitos; especialistas discutem nesta terça uso emergencial de vacinas e ampliação da capacidade de diagnóstico

    Saúde – A falta de testes específicos para detectar a variante Bundibugyo do Ebola está atrasando a resposta ao surto que avança no leste da República Democrática do Congo, afirmou nesta terça-feira (19) a representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no país, Anne Ancia.

    Segundo a OMS, já foram registrados mais de 500 casos suspeitos e ao menos 130 mortes suspeitas ligadas ao surto, que também se espalhou para Uganda, onde dois casos confirmados foram identificados.

    De acordo com Ancia, a região afetada consegue realizar apenas seis testes por hora para identificar a cepa Bundibugyo — uma variante rara do Ebola para a qual não existem vacinas ou tratamentos aprovados.

    O problema, segundo ela, ajudou a atrasar a identificação da epidemia.

    A representante da OMS afirmou ainda que existe “grande incerteza” sobre o tamanho real da epidemia e que a capacidade de vigilância epidemiológica e investigação é limitada.

    OMS envia toneladas de suprimentos

    Segundo a organização, 12 toneladas de materiais médicos já foram enviadas ao Congo e outras seis toneladas devem chegar ao país nesta terça-feira.

    Os carregamentos incluem:

    • equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde;
    • materiais para coleta de amostras;
    • insumos laboratoriais;
    • itens usados no rastreamento de contatos.

    As autoridades sanitárias tentam ampliar a vigilância epidemiológica, os testes e o monitoramento de pessoas que tiveram contato com pacientes infectados.

    Especialistas discutem vacinas e tratamentos

    Em meio à escalada dos casos, especialistas participam nesta semana de uma série de encontros técnicos liderados pela Organização Mundial da Saúde durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, realizada entre os dias 18 e 23 de maio em Genebra, na Suíça.

    As discussões ocorrem enquanto autoridades sanitárias tentam definir se vacinas desenvolvidas para outras variantes do Ebola podem ser usadas de forma emergencial contra a cepa Bundibugyo.

    Entre os temas debatidos estão:

    • o uso emergencial de vacinas já existentes;
    • possíveis estudos clínicos para novos imunizantes;
    • tratamentos experimentais;
    • ampliação da capacidade de diagnóstico;
    • estratégias de vigilância e rastreamento de contatos.

    Hoje, não existe vacina aprovada especificamente para a variante Bundibugyo. Especialistas avaliam, porém, a possibilidade de usar a vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, aprovada contra a cepa Zaire do Ebola e que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos com animais.

    A decisão final sobre eventual uso emergencial de vacinas caberá aos governos do Congo e de Uganda.

    A aliança internacional Gavi informou que já mantém 2 mil doses de vacinas contra Ebola no Congo caso os especialistas recomendem iniciar testes ou campanhas emergenciais.

    Empresa amplia produção de testes

    A BioFire Defense, ligada à empresa francesa bioMérieux, afirmou que está ampliando a produção de um teste aprovado pela agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) capaz de detectar diferentes variantes do Ebola, incluindo a Bundibugyo.

    Segundo a companhia, o teste — chamado BioFire Global Fever Special Pathogens Panel — consegue identificar múltiplas espécies do vírus.

    “A BioFire Defense está em contato ativo com autoridades de saúde pública e parceiros internacionais para monitorar a evolução do surto e avaliar possíveis necessidades de apoio”, afirmou um porta-voz da empresa.

    Falta de dinheiro preocupa OMS

    A OMS também alertou para dificuldades financeiras na resposta ao surto.

    Segundo Anne Ancia, a redução global de recursos para saúde teve impacto direto nas operações da organização no Congo.

    Ela citou a saída oficial dos Estados Unidos da OMS em janeiro e os cortes em financiamento internacional promovidos pelo governo do presidente Donald Trump.

    Apesar disso, a representante afirmou que a cooperação técnica entre os EUA e a OMS continua funcionando

    O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) informou ter recebido apenas 34% dos R$ 7,9 bilhões (US$ 1,4 bilhão) solicitados para ações humanitárias no Congo neste ano. Segundo o órgão, mais da metade dos recursos recebidos veio de Washington.

    Variante rara dificulta resposta rápida

    Especialistas afirmam que surtos causados pela variante Bundibugyo são incomuns e imprevisíveis, o que dificulta o desenvolvimento de vacinas específicas e protocolos rápidos de resposta.

    Além disso, pesquisadores alertam que a situação de segurança no leste do Congo — marcada por conflitos armados e dificuldades logísticas — pode dificultar tanto a contenção da doença quanto a realização de estudos clínicos.

    Fonte: G1