Categoria: Curiosidades

  • 7 dicas para conquistar a confiança do seu gato 

    Pequenas mudanças na rotina e atitudes simples podem ajudar a criar uma relação mais próxima, tranquila e cheia de carinho

    Curiosidade – Os gatos são animais conhecidos pela independência, personalidade forte e comportamento, muitas vezes, reservado. Apesar disso, criar um vínculo próximo com o felino é possível e pode trazer benefícios tanto para o animal quanto para o tutor. Afinal, quando o gato se sente seguro, tende a ficar mais relaxado, sociável e confortável dentro de casa.

    Por natureza, muitos gatos são desconfiados, principalmente quando chegam a um novo ambiente, mudam de rotina ou passam por processos como adoção. Nesses casos, ganhar a confiança do animal exige tempo, paciência e respeito aos limites dele. Algumas atitudes simples no dia a dia podem fazer toda a diferença para fortalecer essa relação.

    1 abraçar ou interagir excessivamente logo nos primeiros dias.

    O ideal é permitir que o animal explore a casa no próprio ritmo, observando o ambiente e escolhendo quando deseja interagir. Forçar contato pode gerar medo e fazer com que o pet se afaste ainda mais. 

    1. Crie uma rotina previsível 
      Os gatos costumam se sentir mais seguros quando sabem o que esperar do ambiente ao redor. Manter horários relativamente fixos para alimentação, brincadeiras, limpeza da caixa de areia e momentos de interação ajuda o animal a entender a dinâmica da casa. Mudanças constantes podem gerar insegurança e aumentar o estresse. 
    2. Use petiscos e reforço positivo 
      Associar a presença humana a experiências agradáveis ajuda bastante na construção da confiança. Oferecer petiscos, brinquedos ou carinho quando o gato se aproxima voluntariamente faz com que ele associe aquele momento a algo positivo. O reforço positivo costuma funcionar melhor do que qualquer tentativa de correção ou punição. Com o tempo, o felino começa a buscar mais proximidade porque entende que a interação traz segurança e conforto.
    1. Evite movimentos bruscos e barulhos excessivos 
      Gatos possuem audição extremamente sensível e costumam perceber rapidamente mudanças no ambiente. Gritos, sons altos, movimentos repentinos ou tentativas rápidas de pegá-los podem assustar o animal e prejudicar o vínculo. Falar em tom calmo, caminhar sem movimentos abruptos e permitir aproximações lentas costuma gerar melhores resultados.
    1. Aprenda a linguagem corporal felina 
      Entender os sinais emitidos pelo gato ajuda a evitar situações desconfortáveis. Orelhas para trás, cauda agitada, pupilas muito dilatadas e corpo enrijecido podem indicar medo ou desconforto. Já piscar lentamente, esfregar a cabeça, ronronar e permanecer próximo costumam ser sinais positivos. 
    2. Brinque diariamente com o felino 
      As brincadeiras funcionam como uma excelente ferramenta para fortalecer vínculos. Além de estimular os instintos de caça, correr, perseguir e capturar objetos ajuda o gato a liberar energia acumulada e reduzir o estresse. Brinquedos interativos, varinhas, bolinhas e circuitos simples costumam funcionar bem. 
    3. Ofereça esconderijos e locais seguros 
      Um gato dificilmente confiará em um ambiente onde sente que não pode se proteger. Caixas, nichos, caminhas elevadas, prateleiras e espaços tranquilos permitem que ele observe o ambiente sem se sentir vulnerável. Esses locais funcionam como refúgios importantes, especialmente nos primeiros dias em casa ou durante visitas e mudanças

    Fonte: Terra

  • Por que não pode pular nas águas das Cataratas do Iguaçu? Entenda os riscos

    Após brasileiro se arriscar para buscar um celular perdido, administração do parque reforça que acesso às águas é proibido

    Curiosidades – As águas das Cataratas do Iguaçu atraem milhões de visitantes todos os anos, mas entrar no rio em áreas próximas às quedas é uma atitude proibida e considerada de alto risco. Além de correntezas fortes, o local possui trechos de difícil acesso e pontos que podem colocar em perigo tanto os turistas quanto as equipes responsáveis por eventuais operações de resgate.

    O tema ganhou destaque neste fim de semana após um turista brasileiro se pendurar em uma passarela e entrar no Rio Iguaçu para recuperar um celular que havia caído na água. O episódio ocorreu na manhã de sábado, 6, e repercutiu nas redes sociais.

    Segundo a concessionária responsável pela visitação no lado brasileiro, a situação foi rapidamente controlada pelos bombeiros civis que atuam no parque. Ainda conforme o comunicado, os profissionais orientaram o visitante sobre os procedimentos de segurança e o acompanharam até o fim do passeio. Em seguida, ele foi retirado do parque.

    Segundo a concessionária responsável pela visitação no lado brasileiro, a situação foi rapidamente controlada pelos bombeiros civis que atuam no parque. Ainda conforme o comunicado, os profissionais orientaram o visitante sobre os procedimentos de segurança e o acompanharam até o fim do passeio. Em seguida, ele foi retirado do parque.

    Embora a cena tenha sido encarada por muitos internautas como uma atitude impulsiva para recuperar um aparelho celular, o Rio Iguaçu possui correnteza forte e volume de água capaz de transformar um simples descuido em uma situação de alto risco.

    As Cataratas do Iguaçu formam um conjunto de aproximadamente 275 quedas d’água distribuídas ao longo de 2,7 quilômetros. Algumas delas chegam a mais de 80 metros de altura, como a famosa Garganta do Diabo, principal atração do parque.

    A vazão média das Cataratas gira em torno de 1.500 metros cúbicos por segundo, podendo atingir volumes muito maiores em períodos de chuva intensa. Em eventos extremos, o fluxo já ultrapassou 24 milhões de litros de água por segundo, levando inclusive ao fechamento de passarelas por questões de segurança.

    Somente na região da Garganta do Diabo, a vazão média é de cerca de 1.800 metros cúbicos por segundo, com quedas superiores a 80 metros de altura.

    Regras existem para evitar acidentes
    Ao Terra, a concessionária Urbia Cataratas, que atua no lado brasileiro do parque, destaca que os visitantes recebem orientações de segurança durante todo o passeio, por meio de placas informativas e também das equipes que atuam permanentemente no local.

    No local, é expressamente proibido ultrapassar grades, sentar-se nos guarda-corpos ou acessar áreas restritas, seja para tirar fotos ou recuperar objetos.

    A concessionária mantém bombeiros civis realizando monitoramento constante nas trilhas e na passarela que leva à Garganta do Diabo, um dos pontos mais visitados das Cataratas.

    “Em casos de perda de pertences que venham a cair no rio ou nas encostas, a equipe de bombeiros poderá ser acionada para avaliar a possibilidade de resgate, de forma imediata ou em momento posterior, conforme as condições de segurança. O trabalho é realizado de forma integrada entre bombeiros, equipes de segurança e, quando necessário, com o apoio da Polícia Militar”, destaca a administração do parque.

    Risco também para as equipes de resgate
    Além do perigo para quem entra em áreas restritas, atitudes como a registrada no sábado podem colocar em risco os profissionais que eventualmente precisem atuar em operações de resgate.

    Por esse motivo, a administração reforça que as normas de segurança existem para proteger não apenas os visitantes, mas também os trabalhadores responsáveis pela operação do parque. “Essa medida é fundamental para preservar a integridade dos profissionais envolvidos nas operações de resgate e garantir a segurança dos demais visitantes”, acrescenta a concessionária.

    Fonte: Terra

  • Entenda como leão-das-cavernas da era do gelo se tornou único na história

    Pesquisadores compararam os genomas de 12 leões-das-cavernas que viveram entre 17.000 e 148.000 anos atrás em locais como a Rússia, a Áustria e o território de Yukon, no Canadá, com os genomas de 20 leões modernos

    Curiosidades – O leão-das-cavernas foi um dos maiores felinos que já existiram, percorrendo uma vasta extensão de território desde a Europa Ocidental, passando pela Sibéria e chegando à América do Norte, caçando grandes presas (e talvez até mesmo pessoas) antes de ser extinto por volta do final da Era do Gelo.

    Uma nova pesquisa genômica revela o que tornou esse grande felino único e como ele diferia do leão moderno, seu primo menor, embora as duas espécies tenham se cruzado esporadicamente. O leão-das-cavernas, cujo nome científico é Panthera spelaea, foi extinto há aproximadamente 14.000 anos.

    Os pesquisadores compararam os genomas de 12 leões-das-cavernas que viveram entre 17.000 e 148.000 anos atrás em locais como a Rússia, a Áustria e o território de Yukon, no Canadá, com os genomas de 20 leões modernos. O DNA dos leões-das-cavernas foi extraído principalmente de ossos e dentes, mas também de tecido mole de filhotes congelados e bem preservados da Sibéria, onde as condições de frio ajudaram a preservar o material genético antigo. Uma dessas fêmeas, chamada Sparta, está entre os melhores espécimes da Era do Gelo já encontrados.

    Mostramos que os leões das cavernas não eram simplesmente versões da Era do Gelo dos leões modernos, mas sim representavam uma linhagem evolutiva altamente distinta”, disse o geneticista evolucionista Love Dalén, do Centro de Paleogenética, uma colaboração entre a Universidade de Estocolmo e o Museu Sueco de História Natural, autor sênior do estudo publicado na revista Cell

    O estudo mostrou que as linhagens evolutivas das duas espécies divergiram provavelmente há cerca de 1,7 milhão de anos, durante o Pleistoceno. Cada espécie possuía variantes genéticas únicas que provavelmente as adaptaram a seus diferentes habitats e comportamentos. Essas diferenças genéticas estavam relacionadas ao crescimento, à visão, à função cerebral e ao desenvolvimento do sistema circulatório.

    O leão-das-cavernas, que apesar do nome não vivia em cavernas, era significativamente maior e mais robusto que o leão moderno. Habitava climas mais frios, preferindo as pradarias abertas e tundras do norte da Eurásia e do noroeste da América do Norte. Esse ecossistema extinto, chamado de estepe mamute em homenagem ao seu habitante mais proeminente, assemelhava-se à savana africana atual, mas com temperaturas gélidas.

    “O leão-das-cavernas era, sem dúvida, um predador de topo e, como tal, desempenhava um papel ecológico incrivelmente importante e impactante”, disse o geneticista evolucionista e autor principal do estudo, David Stanton, da Universidade de Cardiff, no País de Gales. “Eles foram um dos carnívoros mais disseminados que já existiram.”

    Entre suas prováveis ​​presas estavam mamutes-lanosos — muito provavelmente indivíduos jovens ou idosos — bem como rinocerontes-lanosos, antílopes, renas, cavalos e bisontes. Os humanos também habitaram essas regiões nos estágios finais da Era do Gelo.

    Embora não haja provas claras de que os leões-das-cavernas atacassem humanos, parece muito provável que o fizessem ocasionalmente. Pinturas rupestres mostram que os povos da Era do Gelo estavam bastante familiarizados com esses animais. Eles são frequentemente retratados com notável precisão e geralmente são mostrados sem a grande juba característica dos leões machos modernos”, disse Dalén.

    Outros predadores que compartilhavam a paisagem incluíam lobos, hienas-das-cavernas, ursos-pardos, ursos-das-cavernas e o tigre-dentes-de-sabre Homotherium. O poderoso tigre-dentes-de-sabre Smilodon era uma espécie mais meridional, mas pode ter entrado em contato com leões-das-cavernas nas regiões do Yukon e do Alasca durante breves períodos de aquecimento climático do Pleistoceno.

    O leão moderno não se aventurou tão ao norte quanto o domínio habitual do leão-das-cavernas. Mas o estudo mostrou que as duas espécies entraram em contato em períodos da Era do Gelo, quando o crescimento das calotas polares continentais e a expansão da tundra estepes levaram os leões-das-cavernas para o sul, fazendo com que seus territórios se sobrepusessem.

    “O clima parece ditar o nível de cruzamento que observamos entre essas espécies”, disse Stanton.

    Os pesquisadores afirmaram que esse cruzamento pode ter ocorrido em locais como o atual Irã. Essa região já abrigou uma população considerável de leões modernos, embora eles agora estejam em grande parte restritos à África

    O aquecimento no final da Era do Gelo contribuiu para a extinção de muitos dos grandes animais do Pleistoceno, ou megafauna, sendo a caça humana outro fator desestabilizador.

    “Os leões-das-cavernas, assim como o restante da megafauna no final do Pleistoceno, estavam sob enorme pressão devido às rápidas mudanças climáticas combinadas com o aumento da densidade populacional humana. A extinção dos leões-das-cavernas se encaixa no padrão geral que observamos de extinção em massa da megafauna nessa época, mas por razões que ainda não compreendemos completamente”, disse Stanton.

    Fonte: CNN Brasil

  • Hospital das mulas do tráfico: como é a rotina do centro médico que possui uma ala exclusiva para atender esses pacientes?

    Presos no aeroporto de Guarulhos são encaminhados para lá, quem trabalha lá, já viu de tudo; de casos simples aos mais graves

    Curiosidade – O vai e vem de pacientes no Hospital Geral de Guarulhos (HGG), na região metropolitana de São Paulo, é intenso. Entre atendimentos de rotina e procedimentos complexos, a equipe médica também lida com uma realidade paralela: a de pessoas que chegam à unidade com cápsulas de drogas dentro do corpo — as chamadas mulas do tráfico.

    de rompimento”, relatou, em entrevista exclusiva ao Terra.

    Localizado a menos de 4,9 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), o HGG virou um ponto estratégico de apoio a ocorrências com passageiros suspeitos de transportar drogas no corpo. Nos últimos anos, aliás, a Polícia Federal inaugurou uma ala exclusiva para esses pacientes no local, com direito a grades, escolta sob demanda e estrutura adaptada – quem passa pelo corredor, sem dificuldade, assemelha o cômodo a uma cela de prisão.

    Construído para atender à população do município, por causa da proximidade do aeroporto e pela cela exclusiva construída para as mulas do tráfico, o centro médico ganhou, no decorrer do tempo, um apelido que chama atenção: “Hospital das Mulas”.  Pode soar exagerada, principalmente se você levar em consideração que os atendimentos deste tipo representam uma quantidade mínima anual – menos que 1% – comparado aos demais serviços prestados. Porém, ainda assim, reflete uma realidade específica da unidade. 

    No hospital, a rotina desses pacientes segue um protocolo específico. Todos eles chegam escoltados pela Polícia Federal após serem interceptados no Aeroporto Internacional de Guarulhos. A entrada ocorre pelo pronto-socorro, onde começa a avaliação clínica. “Como nós estamos próximos, o HGG é referência para o aeroporto para casos que necessitem de um auxílio médico. No caso desses pacientes, eles chegam acompanhados pela Polícia Federal, passam pela triagem e seguem para a ala, que foi criada para que possam ter a presença de uma escolta armada durante todo o processo até receber alta”, explicou ele.

    Apesar da gravidade potencial, o diretor revela que o estado clínico inicial dos pacientes costuma ser estável. “O estado geral dessas pessoas costuma ser bom. Veja bem, eles são presos prestes a embarcar em um aeroporto, então, na maioria das vezes, são pessoas que estão saudáveis. A maioria deles são jovens, uma faixa etária bem mais jovem, eu diria”.

    Após a admissão, os pacientes passam por exames de imagem para confirmar a presença de cápsulas. “Quando são apreendidos no aeroporto, com suspeitas de terem ingerido drogas, é preciso confirmar a presença de cápsulas e depois que são cápsulas de drogas. Para isso, nós fazemos uma tomografia computadorizada. Nela, você consegue trabalhar a imagem, você subtrai os músculos, os órgãos e fica somente o esqueleto. Com isso, como o material das cápsulas é radiopaco, aparece no exame e isso permite que a gente conte quantas cápsulas foram ingeridas, inclusive até medir o tamanho”, falou Afonso Machado.

    Uma vez confirmada a presença do material no corpo, as mulas do tráfico seguem para a cela exclusiva no hospital, onde ficam encarceradas, sentadas em uma poltrona de enfermaria enquanto aguarda os remédios laxativos fazerem efeito. Na hora certa, eles têm acesso a um banheiro anexo à cela, onde também há grades – com objetivo de minimizar as fugas – e uma peneira adaptada, disponibilizada para que ele coloque na privada. Desta forma, ao dar descarga, ele descarta as fezes sem perder as cápsulas. Em caso de escassez desta peneira, o hospital disponibiliza algumas comadres ao paciente em questão. 

    A escassez dos itens, bem como a presença dessas pessoas no hospital, não é diária, mas os dados e a equipe não negam, há recorrência. “Não é todo dia que atendemos este tipo de caso, mas às vezes a PF chega com 10 pessoas de uma vez”, disse uma funcionária do complexo hospitalar.

    O contingente de policiais para cuidar da cela improvisada no meio do hospital também costuma mudar de acordo com a demanda de mulas. Se há uma pessoa no local, são dois policiais. Se há dois presos, são quatro agentes. Ainda nessa equação, o gênero dos policiais escalados muda conforme os detidos. “Hoje, por exemplo, estamos aqui com uma mulher [presa], então temos eu e a oficial feminina”, falou o agente da PF que fazia guarda no dia que a reportagem foi ao HGG.

    Conforme funcionários da enfermagem, que não terão seu nomes revelados, os pacientes são submetidos a exames de imagem a cada duas horas para que a equipe médica possa acompanhar se as cápsulas estão progredindo ‘bem’ no trato digestivo ou se estão ‘presas’. Segundo eles, a recorrência dos exames é importante, caso o quadro não evolua para evacuação das drogas, a pessoa precisa ser encaminhada para laparotomia para retirada do conteúdo visando reduzir as chances das capsulas romperem no organismo.

    O tempo de permanência no hospital pode variar conforme o quadro clínico. Quando os sinais vitais estão estáveis – como de costume –, o tratamento é feito só com laxantes para que o próprio organismo elimine as cápsulas — um processo que pode durar de algumas horas até no máximo dois dias. Vez ou outra, a equipe ainda conta com colaboração dos próprios pacientes. “Eles falam que, antes de fazer a  viagem, passam por um treino para ingerir isso e, na hora de evacuar, não costumam ser hostis conosco. Ao contrário, eles até fazem ‘exercícios’ que ajudam a expelir, até porque, se chegassem ao destino teriam que fazer isso mesmo”, disse outro profissional que já lidou com casos de mulas do tráfico.

    Uma vez eliminadas todas essas cápsulas com segurança, é feita a contagem delas com base no exame de imagem e elas são entregues para a Polícia Federal, que faz um teste para comprovar que se trata de entorpecente. “Após análise da Polícia Científica, essas cápsulas são eliminadas e a gente faz uma nova tomografia, agora comparando as imagens de entrada e de saída, confirmando que não existe mais nenhuma cápsula no organismo da pessoa. Depois, eles têm alta e estão sob total responsabilidade da Polícia Federal”, acrescentou Afonso César Machado, médico e diretor do Hospital Geral de Guarulhos.

    Apesar do protocolo bem definido, os riscos são altos. Caso uma cápsula se rompa dentro do organismo, o paciente pode sofrer intoxicação grave, com risco de morte, o que exige intervenção imediata, pois, devido ao alto número de cápsulas, as chances de sobrevivência são quase nulas. “Tem pessoas que engolem 40, 50; já vi exames com mais de 100. As mulheres ainda ingerem, colocam na vagina, já vimos paciente até com cápsula no ânus”, comentou outro dos funcionários que lida diretamente com esses pacientes.

    Ainda assim, segundo o diretor Afonso César Machado, situações mais críticas são raras. “Eu me lembro somente de um caso nos últimos anos, de uma pessoa que teve que ser operada, porque era uma cápsula de um tamanho maior, e aquilo ficou preso no estômago, não saía, tentamos retirar por endoscopia, mas também havia o risco e apreensão de aquela cápsula se romper e agravar o quadro”, lembrou o diretor do HGG.

    Em 2022, por exemplo, foram registrados 600 detenções de ‘mulas do tráfico’ em aeroportos brasileiros, tendo crescimento de casos em 2023, que foi 769; até chegar ao pico histórico de 2024, 965. Em 2025, pela primeira vez em quatro anos, o número apresentou recuo, batendo 689 ocorrências. Ao todo, nesses quatro anos, foram 3.023 casos registrados de casos de ‘mulas do tráfico’ em aeroportos de solo nacional. 

    Fonte: Terra

  • Alterações no comportamento podem ser sinal de verminoses intestinais em gatos

    Especialistas alertam que sintomas como apatia, perda de apetite e irritabilidade podem indicar a presença de parasitas e exigem atenção dos tutores.

    Curiosidade – Os gatos costumam esconder sinais de desconforto, o que pode dificultar a identificação de problemas de saúde pelos tutores. Entre as condições que exigem atenção estão as infecções causadas por vermes intestinais, que podem evoluir silenciosamente no organismo dos animais.

    Alterações no apetite, episódios frequentes de vômito, mudanças intestinais e comportamento mais retraído estão entre os principais sinais que podem indicar a presença de parasitas. Em alguns casos, os vermes também podem aparecer nas fezes ou no vômito, embora isso nem sempre aconteça.

    Especialistas alertam que muitos gatos continuam aparentando normalidade mesmo infectados, o que reforça a importância de observar mudanças persistentes na rotina do animal

    Segundo orientações veterinárias divulgadas pelo site Infobae, a forma mais segura de confirmar a presença de parasitas é por meio do exame laboratorial de fezes. A análise permite identificar ovos e outros sinais da infestação, inclusive quando os vermes não são visíveis externamente.

    Além de alterações digestivas, perda ou aumento incomum do apetite e mudanças de peso também podem servir de alerta. Em situações mais avançadas, os parasitas podem comprometer a saúde intestinal e afetar o bem-estar geral do animal.

    Veterinários recomendam acompanhamento regular e atenção ao comportamento dos gatos para que o diagnóstico seja feito precocemente e o tratamento iniciado o quanto antes.

    O que fazer ?

    Se um gato apresentar mudanças de comportamento que possam indicar vermes intestinais, o ideal é agir rapidamente para evitar complicações. Algumas medidas importantes são:


    Observar sintomas como perda de apetite, vômito, diarreia, barriga inchada, emagrecimento, coceira na região anal e apatia;


    Levar o animal ao médico-veterinário para avaliação e indicação do vermífugo adequado;


    Evitar medicar por conta própria, já que diferentes parasitas exigem tratamentos específicos;


    Manter a vacinação e a vermifugação em dia;


    Higienizar corretamente a caixa de areia, potes de comida e os ambientes onde o gato circula;


    Garantir alimentação adequada e água limpa para fortalecer a saúde do animal.
    Filhotes e gatos idosos merecem atenção redobrada, pois podem sofrer mais com os efeitos das verminoses.

    Com acompanhamento veterinário e cuidados preventivos, as verminoses intestinais podem ser controladas e evitadas.

    A atenção dos tutores aos primeiros sinais apresentados pelos gatos é fundamental para garantir diagnóstico precoce, tratamento adequado e mais qualidade de vida aos animais.

  • Vitrine das cobras gigantes: como MS virou refúgio das sucuris e ajuda a derrubar mitos sobre espécie

    Em Bonito e no Pantanal, encontros com sucuris fazem parte do turismo e revelam comportamento tranquilo dos animais perto de humanos, ajudando a desmistificar o estigma de espécie agressiva.

    Curiosidade – Águas transparentes, encontros próximos com turistas e flagrantes de sucuris em rios de Bonito e do Pantanal transformam Mato Grosso do Sul em uma vitrine da espécie no Brasil. Registros publicados nos últimos meses mostram desde serpentes gigantes nadando perto de visitantes até cenas raras de predação e acasalamento — situações que ajudam a derrubar o estigma de animal agressivo associado à espécie

    Segundo especialistas, a imagem negativa das sucuris foi construída ao longo dos anos pelo tamanho da serpente e pelo medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos nas redes sociais também ajudaram a reforçar essa percepção. Contudo, biólogos afirmam que a espécie tem comportamento tranquilo, evita humanos e raramente representa risco.

    Das quatro espécies de sucuri existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde (Eunectes murinus), considerada a maior e mais pesada serpente do mundo, podendo pesar até 200 kg e chegar a 7 metros de comprimento; e a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), comum no Pantanal, cuja fêmea pode chegar a 4 metros.

    Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas e até grandes serpentes a poucos metros de distância durante atividades de flutuação e contemplação. A combinação entre rios cristalinos, turismo de natureza e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência de encontros com sucuris no estado.

    Guias locais relatam que muitos visitantes chegam com medo, mas se surpreendem ao perceber o comportamento calmo dos animais. Em muitos casos, as sucuris permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem qualquer interação com humanos

    Flagrantes recentes chamam atenção

    Registros publicados nas redes sociais por guias e turistas em diferentes pontos de Mato Grosso do Sul mostram sucuris em situações variadas.

    Em Bonito, no dia 29 de abril, o guia Ronis Souza Nunes flagrou uma cena rara durante um passeio no Rio Sucuri: uma serpente de grande porte predando um porco-do-mato diante de turistas portugueses.

    No Pantanal, no dia 8 de abril, o guia turístico Fagner Roque de Almeida também registrou uma sucuri durante um safári na fazenda Caiman. No vídeo, ele aparece a cerca de um metro do animal.

    Em março, também em Bonito, o guia de pesca Isaque Uchoa flagrou uma sucuri de grande porte tomando sol sobre um galho no Rio Miranda, durante um passeio de barco. Ele contou ainda que avistou outra serpente no mesmo rio, mas não conseguiu filmar o momento

    Comportamento real é diferente da imagem criada nas redes

    Os registros recentes ajudam especialistas a explicar por que o comportamento atribuído às sucuris na internet e no imaginário popular nem sempre corresponde à realidade observada na natureza.

    Apesar da convivência considerada tranquila em áreas turísticas, vídeos produzidos com inteligência artificial têm viralizado ao mostrar ataques irreais de “sucuris gigantes” contra pessoas.

    As imagens acumulam milhões de visualizações e reforçam a ideia de que as serpentes são agressivas, apontam biólogos.

    As imagens foram submetidas à plataforma Hive Moderation, que detecta conteúdos produzidos com inteligência artificial. O resultado apontou alto índice de geração por IA, ou seja, 100%.

    Especialistas afirmam que esses conteúdos ainda confundem diferentes espécies e criam uma percepção distorcida da fauna brasileira.

    Diferentemente das serpentes peçonhentas, as sucuris não entram como categoria específica nos sistemas nacionais de vigilância epidemiológica, o que dificulta a consolidação de números oficiais sobre ataques envolvendo a espécie.

    Os especialistas explicam que ataques podem acontecer, mas são considerados raros. As sucuris usam o bote para segurar as presas e, em seguida, realizam a constrição, enrolando o corpo no animal. Entre as presas naturais da espécie estão capivaras, jacarés, aves e roedores.

    Além disso, eles alertam que o problema dos vídeos vai além da desinformação, podendo influenciar diretamente na forma como as pessoas enxergam os animais.

    Na visão dela, esse tipo de conteúdo pode prejudicar a conservação das serpentes. “Isso pode fazer com que a pessoa mate o animal simplesmente porque ele apareceu.”

    Símbolo da biodiversidade local

    Excelentes nadadoras, as sucuris passam grande parte do tempo debaixo d’água e podem demorar semanas para digerir as presas. Em todas as espécies, as fêmeas são significativamente maiores que os machos.

    Na natureza, evitam contato com humanos e preferem fugir quando se sentem ameaçadas. Em Mato Grosso do Sul, especialmente no Pantanal e em Bonito, elas fazem parte da paisagem natural e se consolidaram como um dos símbolos da biodiversidade brasileira.

    A presença das sucuris em diferentes cenários sul-mato-grossenses também inclui casos incomuns, como o da chamada “Sucuri do buraco”, em Jardim. A serpente vive no Buraco das Araras, formação rochosa milenar localizada em uma grande dolina natural da região, que abriga também centenas de araras-vermelhas.

    Fonte: G1

  • A história dos golfinhos suicidas treinados na União Soviética que o Irã comprou da Ucrânia

    A imprensa americana especulou a possibilidade de que a República Islâmica possa utilizar animais adestrados para atacar navios de guerra dos Estados Unidos, tentando romper o bloqueio naval imposto por Washington.

    Curiosidade – Uma pergunta curiosa surgiu na entrevista coletiva do Pentágono no último dia 5 de maio, em meio às questões habituais sobre a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã:

    “O Irã está usando golfinhos suicidas?”

    Um repórter do jornal americano The Daily Wire pediu ao secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, que explicasse os “relatos sobre o uso de golfinhos kamikazes” no conflito.

    Não posso confirmar nem desmentir a existência dos nossos próprios golfinhos suicidas, mas posso confirmar que eles não têm nenhum”, declarou Hegseth.

    O general Dan Kaine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, também se pronunciou a este respeito.

    “Parece a história dos tubarões equipados com raios laser, não?”, respondeu ele.

    Os comentários faziam referência a uma reportagem publicada cinco dias antes pelo jornal americano The Wall Street Journal, com o título “Irã busca desesperadamente uma solução para o bloqueio americano que não consegue romper”.

    A publicação destaca que o bloqueio naval americano ao estreito de Ormuz deixou claras as deficiências da estratégia iraniana para controlar aquela importante rota marítima e que o Irã buscava uma forma de superá-las.

    “Autoridades iranianas afirmaram que Teerã poderia utilizar armas nunca antes empregadas, de submarinos até golfinhos equipados com minas para atacar os navios de guerra americanos”, segundo a reportagem.

    Longo histórico

    O uso militar dos golfinhos pode parecer absurdo, mas é uma prática que existe há décadas.

    A BBC noticiou, 26 anos atrás, que o Irã havia comprado golfinhos suicidas da Ucrânia.

    A reportagem informava que Teerã havia adquirido animais treinados por membros da extinta marinha soviética. Mas, naquele no momento, não se sabia ao certo o que eles fariam no Golfo Pérsico.

    Especialistas russos haviam adestrado os golfinhos e outros mamíferos aquáticos para atacar barcos e mergulhadores inimigos. Mas, devido aos cortes orçamentários verificados após o colapso da União Soviética (1922-1991), muitos deles foram transferidos para uma coleção particular, a fim de realizar espetáculos para os turistas.

    Seu principal instrutor, tanto militar quanto civil, se chamava Boris Zhurid. Ele começou sua carreira como oficial de submarinos e se formou posteriormente em uma escola de medicina.

    Naquela época, afirmava-se que ele teria vendido todos os animais aquáticos para o Irã porque não poderia custear sua alimentação e manutenção.

    Seus remédios custam milhares de dólares e já se esgotaram”, explicou ele. “E não temos mais peixes, nem suplementos alimentares.”

    Uma reportagem daquela época, publicada pela BBC, afirmava que um total de 27 animais foram transportados de Sebastopol para o Golfo Pérsico em um avião de transporte. Eles incluíam botos, leões-marinhos, focas e uma baleia beluga, além de golfinhos.

    Zhurid treinou quatro golfinhos e uma beluga em uma base naval no oceano Pacífico, até que eles foram transportados para a Crimeia, em 1991. Os animais foram treinados para atacar mergulhadores inimigos com arpões presos ao lombo ou arrastá-los até a superfície para que fossem capturados.

    Os golfinhos também podiam atacar navios inimigos com ataques suicidas, carregando minas que explodiam com o impacto contra o casco. Conta-se que esses golfinhos sabiam diferenciar os submarinos soviéticos dos estrangeiros, pelo som das suas respectivas hélices.

    O Komsomolskaya Pravda noticiou, na época, que a pesquisa de Zhurid era essencialmente de caráter militar e descreveu os golfinhos como “mercenários”.

    A publicação também registrou que, no passado, os Estados Unidos haviam se oposto a vendas militares russas para o Irã.

    Zhurdi declarou, na época, que desconhecia a missão a ser desempenhada pelos seus golfinhos, mas afirmou que “seguiria Deus ou até mesmo o diabo, desde que meus animais ficassem bem”.

    Além da Rússia, o único outro país conhecido por treinar golfinhos com fins militares são os Estados Unidos, que administram um programa de mamíferos marinhos em San Diego, no Estado da Califórnia.

    Mas, nos últimos anos, foram relatados extraoficialmente programas parecidos em alguns países, como a Coreia do Norte.

    Imagens de satélite mostram a existência de aquários para golfinhos no país, o que gerou especulações sobre a possibilidade de que Pyongyang esteja realizando um programa similar.

    Mas a Rússia e os Estados Unidos continuam contando com os programas mais antigos e avançados de uso militar de mamíferos marinhos.

    Desde a invasão da Ucrânia, a Rússia aumentou o uso de golfinhos militares no porto de Sebastopol, para combater os mergulhadores inimigos e proteger sua frota naval no mar Negro.

    Obedecem ordens, a não ser quando o assunto é música’

    O ex-presidente do Irã Akbar Hashemi Rafsanjani (1934-2019) governou o país entre 1989 e 1997.

    Em suas memórias, Reformas em Tempos de Crise, ele descreveu uma visita realizada em 1990 ao local para onde foram levados os animais trazidos da extinta União Soviética.

    “Visitamos o parque hoteleiro do senhor Hossein Sabet, no sudeste da ilha [de Kish]”, conta Rafsanjani. “As obras de acondicionamento das suas zonas verdes avançam satisfatoriamente.”

    Um grupo de ucranianos que costumavam cuidar daqueles animais os acompanham, para preparar e treinar os iranianos. Durante a visita às piscinas, o cuidador de cada animal nos mostrou as habilidades que eles haviam aprendido; foi muito interessante”, relata o ex-presidente.

    Rafsanjani negou nas suas memórias as acusações de uso militar dos mamíferos marinhos.

    Ele acrescentou que havíamos apresentado uma denúncia na Justiça, que tomaria medidas em breve. E explicou que a maioria costuma viver cerca de 40 anos e que eles têm várias crias ao longo da vida. Sua dieta consiste de peixes, camarões e outros animais marinhos.”

    Rafsanjani destacou que “os elefantes-marinhos pesam até duas toneladas, os leões-marinhos até uma tonelada e as baleias, até três toneladas. E eles são inofensivos para os seres humanos.”

    “A maioria foi trazida das frias águas do oceano Ártico e é preciso esfriar a água das piscinas no verão”, prossegue o ex-presidente. “O peixe-gato raspava constantemente o corpo com suas barbatanas.”

    Nos seus últimos anos de vida, Rafsanjani ocupou diversos cargos, como a presidência da Assembleia de Peritos, que é a instância responsável pela eleição do líder supremo do país.

    Fonte:G1

  • Você sabia que o passaporte tem um chip? Entenda para que serve

    Dispositivo armazena as principais informações do documento. Saiba o que fazer caso o seu esteja danificado.

    Curiosidade – Você já reparou que tem o desenho de um tipo de retângulo na capa do seu passaporte? Ele é símbolo internacional do Passaporte Eletrônico (E-Passport), indicando que o documento tem um chip contendo as principais informações impressas

    Conhecido como passaporte eletrônico, esse modelo permite a comparação automática com os dados impressos. Ele torna mais rápido o controle migratório nos postos de fronteira e nos aeroportos, já que as informações do chip são lidas assim que o documento é colocado na leitora.

    Além disso, ele é considerado mais seguro, uma vez que os dados ficam protegidos por um Certificado Digital e pelo protocolo de autenticação EAC (Extended Access Control).

    Quais informações estão no chip?

    Adotado em 2010, o chip possui as seguintes informações:

    • foto do dono do documento;
    • impressões digitais;
    • dados pessoas impressos na página de identificação do passaporte, como o nome completo.

    O que fazer se o chip for danificado?

    O dispositivo fica posicionado no interior da capa traseira do documento e, por causa disso, a capa não pode ser dobrada, perfurada, nem exposta a temperaturas elevadas, umidade ou luz excessiva, bem como campos eletromagnéticos intensos ou substâncias químicas.

    Cada passaporte tem seu chip testado pela Casa da Moeda antes do envio para o posto da Polícia Federal (PF).

    Segundo o órgão, é raro que o chip seja danificado durante o transporte. Por esta razão, caso ocorra falha na leitura durante o primeiro uso do passaporte, pode não significar que houve dano.

    Confira abaixo o que fazer caso o passaporte apresente falhas, segundo recomendação da PF.

    Primeiro, teste no seu celular se o chip realmente está sem funcionar. Isso é possível por meio de aplicativos Read ID – NFC Passport Reader, disponíveis para Android e iOS.

    Caso o celular não tenha a funcionalidade de NFC, ou se o aplicativo indicar perda de integridade do chip, é preciso levar o documento ao posto de emissão, para que haja uma verificação oficial.

    Sendo identificado o dano, existem duas possibilidades:

    • se for o primeiro uso e o defeito foi causado antes da entrega do passaporte, será emitido um novo documento sem custos;
    • se o problema foi causado com o passaporte em posse do titular, será necessário pagar pela emissão de nova impressão.

    Fonte: G1

  • O caso incomum da colombiana que ficou grávida de dois homens ao mesmo tempo

    Até hoje, apenas vinte casos como este foram relatados em artigos científicos.

    Curiosidade – Em 2018, uma mulher compareceu ao Laboratório de Genética de Populações e Identificação da Universidade Nacional da Colômbia com um pedido: ela teve dois filhos gêmeos dois anos antes e gostaria de confirmar sua paternidade.

    O teste de rotina foi feito e repetido em seguida. O resultado foi tão surpreendente que era preciso ter certeza: os gêmeos eram filhos da mesma mãe, mas de pais diferentes.

    Este é um fenômeno extremamente incomum, conhecido como superfecundação heteropaternal. Foram relatados cerca de vinte casos como este em artigos científicos, a nível mundial.

    Os especialistas da universidade sabiam que era possível, mas nunca haviam presenciado um caso destes — o que, naturalmente, despertou seu interesse científico.

    Para determinar a paternidade de qualquer pessoa, os cientistas do Laboratório de Genética de Populações e Identificação da Universidade Nacional da Colômbia utilizam uma tecnologia conhecida como “marcadores microssatélites”.

    A técnica consiste, resumidamente, na análise e comparação de minúsculos fragmentos de DNA da criança, da mãe e do suposto pai.

    “Nós pegamos o DNA de cada um deles, observamos de 15 a 22 pontos, conhecidos como microssatélites, e os comparamos um a um”, explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o professor William Usaquén, diretor do laboratório.

    Mas este não é um processo simples, como colocar o DNA sob um potente microscópio e observá-lo.

    Depois de retirar as amostras de sangue com uma picada no dedo, os cientistas realizam um procedimento químico para isolar o DNA, que é extremamente pequeno, e colocá-lo em um equipamento especializado para amplificá-lo.

    O líquido resultante é misturado com elementos fluorescentes, para marcar os 15 a 22 microssatélites que se deseja observar.

    Ele é, então, passado por outra máquina, capaz de ler os microssatélites em cada uma das amostras e convertê-los em uma sequência numérica. Este processo é conhecido como eletroforese.

    Por fim, com as sequências numéricas em mãos, os pesquisadores realizam a análise probabilística para descartar ou não que o homem seja o pai do bebê.

    Quando a metade do perfil genético da criança coincide com o da mãe e a outra, com o do suposto pai, a paternidade é confirmada.

    No caso dos gêmeos de pais diferentes descobertos em 2018, os cientistas do Instituto de Genética da Universidade Nacional da Colômbia analisaram 17 microssatélites do DNA da mãe, dos dois bebês e do suposto pai que se apresentou para o teste.

    Eles concluíram que o DNA do suposto pai coincidia com um dos meninos, mas não com o outro. Era um resultado extraordinário sob todos os aspectos.

    “Sou diretor do laboratório há 26 anos e este é o primeiro caso que presenciamos”, destaca Usaquén. “E, até agora, o único.”

    “Havíamos lido em outros relatos que estes casos são observados com muito pouca frequência pelo mundo”, afirma a especialista em genética Andrea Casas, pesquisadora do instituto.

    Seguindo o protocolo, eles repetiram o teste desde o princípio para descartar que fosse um erro de processo ou uma confusão nas amostras. E chegaram ao mesmo resultado da primeira vez.

    Um artigo de 2014, publicado por cientistas de um laboratório de Baltimore, nos Estados Unidos, destacou que, em uma base de dados com informações sobre 39 mil testes de paternidade, foram encontrados apenas três casos de superfecundação heteropaternal (gêmeos de pais diferentes).

    O professor William Usaquén explica o motivo por que este evento biológico ocorre com tão pouca frequência.

    “Em primeiro lugar, a mãe deve ter dois parceiros sexuais. Ela também precisa ter relações com os dois homens em um breve espaço de tempo.”

    “É preciso ainda ocorrer uma poliovulação, ou seja, a liberação de dois ou mais óvulos em um mesmo ciclo menstrual. E, por fim, ela precisa ser fecundada nas duas vezes.”

    “Trata-se de um evento raro, somado a outro evento raro, mais um e mais outro evento raro. Infelizmente, não jogamos na loteria”, brinca Usaquén.

    É preciso esclarecer que os gêmeos de pais diferentes nunca podem ser gêmeos idênticos, que se desenvolvem a partir de um único óvulo e apenas um espermatozoide.

    Geralmente, quando a mulher libera mais de um óvulo e apenas um é fecundado, os demais envelhecem e morrem rapidamente.

    Este é mais um motivo para que a superfecundação seja rara, já que a segunda fecundação precisa ocorrer antes da morte do óvulo excedente.

    Os cientistas do Instituto de Genética calculam que as duas fecundações precisam ocorrer em um intervalo de 24 a 36 horas, que é o tempo em que os óvulos permanecem viáveis depois de serem liberados.

    Mas Andrea Casas explica que “os dois óvulos podem não sair necessariamente ao mesmo tempo”.

    “Às vezes, uma trompa libera um óvulo e, depois de dois ou três dias, libera o outro”, segundo ela. “Isso aumenta a probabilidade de ocorrerem as fecundações em dois momentos distintos.”

    É claro que outro motivo por que são conhecidos tão poucos casos de gêmeos de pais diferentes é que a imensa maioria das pessoas não faz teste de paternidade.

    A literatura científica já indicou que, no futuro, este deixará de ser um fenômeno tão atípico “devido à disponibilidade atual de métodos moleculares e à popularidade e ao número cada vez maior de testes de paternidade”, como destacam os cientistas da Universidade Nacional da Colômbia, no seu artigo relatando o caso que eles conseguiram comprovar.

    Apesar do possível interesse biológico dos acadêmicos em conhecer as circunstâncias que levaram à superfecundação heteropaternal, a ética científica os impede de questionar a vida íntima das pessoas que comparecem aos testes.

    “Os testes de filiação sempre são realizados respeitando a integridade e a intimidade das pessoas”, explica Usaquén.

    Fonte: G1

  • Como avião fabricado na extinta União Soviética foi parar no interior de SP e virou sucata após 20 anos

    Aeronave com capacidade para 40 passageiros foi apreendido pela Receita Federal no início dos anos 2000 e está deteriorado. USP ganhou direito de uso da aeronave, mas não tem recursos para remoção, segundo professor da universidade.

    Curiosidade – Um avião de pequeno porte fabricado nos anos 1960 na extinta União Soviética e apontado por especialistas como único no Brasil, está abandonado há mais de 20 anos em uma área dentro do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP).

    Utilizada por um clube náutico de Belo Horizonte (MG) para voos fretados de associados pelo Brasil entre 2001 e 2002, a aeronave foi apreendida em 2002 após um pouso de emergência no interior de São Paulo por descumprimento de normas para o transporte no país e, desde então, nunca mais foi retirada da cidade.

    O avião foi destinado pelo governo federal em 2007 à Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, para fins educacionais, mas nunca foi retirado devido ao alto custo, segundo James Rojas Waterhouse, professor de engenharia aeronáutica da USP São Carlos.

    Segundo ele, a operação para transportar a aeronave até a universidade custaria entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, já que seria necessário desmontar o avião. O objetivo seria utilizar a estrutura em aulas práticas, mas as peças estão em situação precária, destruídas pelo tempo.

    O jato modelo Yakovlev Yak-40 tem capacidade para 40 passageiros, autonomia de três horas de voo e foi muito utilizado na extinta União Soviética para o transporte regional de passageiros. “Ele é uma espécie de laboratório vivo para mostrar aos alunos tanto turbinas quanto sistemas hidráulicos”, diz Waterhouse.

    Em 2001, a aeronave foi adquirida de São Tomé e Príncipe, no continente africano, por um clube náutico de Belo Horizonte. Com ele, a entidade operou até 2002 voos para destinos como Búzios (RJ) e Foz do Iguaçu (PR) com a matrícula estrangeira “Sierra 9 Bravo Alfa Papa”, referente ao país onde estava inscrito até então.

    Em agosto de 2002, em uma dessas viagens, o avião fez um pouso não programado em Ribeirão Preto, ocasião em que o antigo Departamento de Aviação Civil (DAC) identificou irregularidades, o que resultaria na apreensão definitiva pela Receita Federal.

    O motivo alegado foi o descumprimento de normas que permitiam o exercício de transporte em território nacional.

    Em 2007, após a apreensão, a Receita Federal determinou a destinação do jato à Escola de Engenharia de São Carlos, da USP, mas a questão ficou pendente até 2014, porque os donos do avião tentaram reaver o bem na Justiça.

    A decisão final foi favorável ao clube, que ganhou o direito a uma indenização, porque a Justiça considerou irregular a ação de apreensão. A reportagem da EPTV, afiliada da TV Globo, tentou falar com um advogado do clube, mas não conseguiu fazer contato na terça-feira (21).

    Mesmo com a possibilidade de ser utilizada pela USP de São Carlos, a aeronave permanece há mais de 20 anos em uma área atrás da base do Corpo de Bombeiros, no Aeroporto Leite Lopes e teve a estrutura desgastada pela exposição e pela ação do tempo, perdendo valor comercial.

    Fonte: G1