Categoria: Curiosidades

  • O que acontece quando um clone é clonado repetidas vezes? Ciência finalmente tem a resposta

    Pesquisa de 20 anos indica que mutações no DNA se acumulam ao longo das gerações e reduzem a taxa de nascimento; reprodução sexual ajuda a “corrigir” esses erros. Entenda mais.

    Curiosidade – Uma dúvida antiga da ciência acaba de ganhar uma resposta mais clara: afinal, até onde dá para ir clonando um animal repetidamente?

    Um estudo publicado nesta terça-feira (24) na prestigiada revista científica “Nature Communications” mostra que esse processo tem limite, pelo menos em pequenos mamíferos roedores.

    Ao acompanhar camundongos clonados ao longo de 20 anos, pesquisadores japoneses descobriram que a clonagem sucessiva NÃO pode ser mantida indefinidamente em mamíferos

    Na prática, segundo o estudo, os clones continuam parecidos e até vivem normalmente por um bom tempo. Mas, aos poucos, algo sempre começa a dar errado

    O estudo produziu mais de 1.200 camundongos clonados a partir de um único animal doador ao longo das duas décadas.

    E a sua descoberta central é que essas mutações genéticas de grande escala se acumulam progressivamente a cada geração de clonagem, até um ponto em que os animais simplesmente deixam de nascer vivos.

    Embora cada mutação tenha pouco ou nenhum efeito no animal adulto, acreditamos que o acúmulo dessas mutações acabou ultrapassando um limite, levando à incapacidade de reprodução”.

    Como o experimento funcionou

    O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Yamanashi, no Japão.

    O grupo começou os experimentos em janeiro de 2005 com uma única camundonga doadora e foi clonando os animais sucessivamente, geração após geração, por quase duas décadas.

    A técnica usada se chama transferência nuclear de células somáticas.

    Nesse processo, o núcleo de uma célula comum do corpo (aquela que carrega o DNA) é retirado e inserido em um óvulo esvaziado. Esse óvulo reconstituído é então implantado no útero de uma fêmea receptora, que leva a gravidez até o fim.

     A cada nova geração, as células dos clones mais recentes eram usadas para gerar a geração seguinte.

    Nas primeiras gerações, tudo parecia correr bem. Os camundongos nasciam com peso normal, viviam em média dois anos (tempo esperado para a espécie) e a taxa de sucesso da clonagem chegou a 15,5% na 26ª geração.

    Por isso, os pesquisadores chegaram a acreditar, em um primeiro momento, que o processo poderia continuar indefinidamente.

    Contudo, a partir da 27ª geração, a taxa de nascimentos começou a cair. Na 57ª geração, apenas 2,2% dos embriões transferidos resultavam em filhotes vivos.

    Já na 58ª geração, todos os camundongos que nasceram morreram no dia seguinte.

    Para entender por quê, a equipe fez sequenciamento completo do genoma de animais de diferentes gerações, uma leitura detalhada de todo o material genético dos clones.

    O resultado mostrou que o problema não estava em erros na forma como os genes eram ativados ou silenciados, mas no DNA em si.

    Fonte: G1

  • O que significa quando o gato esfrega a cabeça na pessoa

    Curiosidade – Os comportamentos dos gatos domésticos despertam curiosidade entre tutores e pesquisadores de Comportamento Animal. Um gesto bastante comum ocorre quando o gato esfrega a cabeça na pessoa. Esse movimento, aparentemente simples, está ligado a comunicação, marcação de território e demonstração de vínculo social, elementos importantes para a interação entre felinos e seres humanos.

    Por que os gatos esfregam a cabeça nas pessoas?

    Quando um gato doméstico encosta ou esfrega a cabeça em alguém, ele utiliza glândulas localizadas na região da face para liberar feromônios. Essas substâncias químicas são usadas na comunicação felina e ajudam a identificar objetos, pessoas e ambientes considerados seguros dentro do território do animal.

    Esse comportamento também representa um sinal de confiança. Ao aproximar o rosto e encostar a cabeça, o gato demonstra conforto com a presença humana. Em ambientes domésticos, essa interação fortalece o vínculo entre tutor e animal, contribuindo para uma convivência mais tranquila e equilibrada.

    O gesto pode indicar afeto e vínculo social?

    Especialistas em Etologia, área científica que estuda o comportamento animal, observam que o contato físico entre gatos e humanos pode representar uma forma de interação social. Esfregar a cabeça funciona como um cumprimento felino, semelhante ao comportamento realizado entre gatos que convivem no mesmo ambiente.

    Esse gesto também indica que o animal reconhece a pessoa como parte do grupo social. O gato utiliza o contato para compartilhar odores familiares, criando uma sensação de pertencimento e segurança. Esse processo fortalece relações dentro do ambiente doméstico e reduz níveis de estresse comportamental.

    Quais sinais acompanham esse comportamento felino?

    O gesto de esfregar a cabeça costuma aparecer junto de outros comportamentos que reforçam a comunicação entre o gato doméstico e seu tutor. Observar esses sinais ajuda a interpretar melhor o estado emocional do animal e compreender a intenção por trás da aproximação física.

    Alguns comportamentos frequentemente observados durante esse tipo de interação incluem:

    • Ronronar, indicando relaxamento e conforto
    • Piscar lentamente, gesto associado a confiança
    • Levantar a cauda, sinal de interação amigável
    • Esfregar o corpo, ampliando a marcação de cheiro
    • Buscar proximidade, reforçando vínculo social

    O comportamento também envolve marcação de território?

    Além da demonstração de afeto, esfregar a cabeça faz parte do sistema de marcação territorial dos gatos. As glândulas localizadas na face liberam feromônios que ajudam o animal a identificar áreas e indivíduos familiares dentro do ambiente em que vive.

    Essa marcação não representa posse no sentido humano da palavra, mas sim uma forma de organizar o território. Ao compartilhar o próprio cheiro com objetos e pessoas, o gato cria um ambiente mais previsível, o que contribui para reduzir a ansiedade e reforçar a sensação de segurança.

    Se você quer entender melhor o comportamento dos gatos, este vídeo do canal Gatil Hauser – Gatos persas e exóticos, com 264 mil subscritores, foi escolhido especialmente para você. Ele explica por que os gatos se esfregam nas pessoas e dão “cabeçadas”, um gesto ligado a afeto, marcação de território e comunicação felina.

    Fonte: Correio Braziliense

  • Fechar os olhos para ouvir melhor pode ser um erro, diz estudo

    Pesquisadores descobriram que manter os olhos abertos e observar imagens ou vídeos relacionados ao som pode facilitar a percepção de sons fracos em meio ao ruído. Entenda como

    Curiosidade – Imagina esta situação: você está ao telefone em uma festa ou em um bar cheio, tentando entender o que alguém diz do outro lado da linha em meio ao barulho das conversas. Para se concentrar melhor na voz da pessoa, fecha os olhos por alguns segundos enquanto escuta.

    O gesto é comum quando alguém tenta prestar mais atenção a um som, seja uma conversa distante, um barulho discreto ou algo difícil de identificar.

    A lógica parece simples: sem estímulos visuais, o cérebro teria mais capacidade para se concentrar no que está ouvindo.

    Mas um novo estudo indica que, em ambientes barulhentos, essa estratégia pode ter justamente o efeito oposto.

    Pesquisadores da Shanghai Jiao Tong University, na China, testaram essa hipótese em um experimento que simulou situações com muito ruído de fundo.

    O trabalho foi publicado nesta terça-feira no periódico científico “The Journal of the Acoustical Society of America”, ligado à Sociedade Acústica da América (ASA, na sigla em inglês).

    No experimento, voluntários ouviram diferentes sons por meio de fones de ouvido enquanto um ruído constante tocava ao fundo.

    A tarefa era ajustar o volume desses sons até conseguir percebê-los, mesmo que muito discretamente, no meio do barulho.

    Os testes foram repetidos em quatro condições diferentes:

    • com os participantes de olhos fechados;
    • com os participantes de olhos abertos olhando para uma tela vazia;
    • observando uma imagem relacionada ao som;
    • e finalmente assistindo a um vídeo que correspondia ao som que estavam tentando identificar.

    O resultado surpreendeu os pesquisadores.

    Em outras palavras, quando os participantes podiam ver algo relacionado ao som — como um vídeo compatível com o que estavam ouvindo — eles conseguiam identificar ruídos mais fracos em comparação com quando estavam de olhos fechados.

    Para entender o que estava acontecendo no cérebro, os pesquisadores também monitoraram a atividade cerebral dos participantes usando eletroencefalografia (EEG), técnica que registra sinais elétricos do cérebro.

    A análise mostrou que fechar os olhos leva o cérebro a um estado em que ele filtra os sons de forma mais agressiva.

    Isso ajuda a reduzir distrações, mas também pode eliminar sons fracos, justamente aqueles que os participantes estavam tentando ouvir.

    Em um ambiente sonoro barulhento, o cérebro precisa separar ativamente o sinal do ruído de fundo”, explicou Huang. “Descobrimos que o foco interno promovido pelo fechamento dos olhos pode trabalhar contra você nesse contexto, levando a uma filtragem excessiva. Já o engajamento visual ajuda a ancorar o sistema auditivo no mundo externo.”

    Os pesquisadores ressaltam que o resultado vale principalmente para ambientes ruidosos. Em lugares mais silenciosos, fechar os olhos ainda pode ajudar a perceber sons fracos.

    Mesmo assim, os cientistas destacam que grande parte da vida cotidiana acontece cercada por ruídos — de trânsito, conversas, aparelhos eletrônicos ou música ambiente. Nessas situações, manter os olhos abertos e usar pistas visuais pode facilitar a compreensão do que se está ouvindo.

    A equipe agora pretende aprofundar os experimentos para entender melhor como visão e audição trabalham juntas.

    Uma das ideias é testar combinações que não correspondem entre si, por exemplo, ouvir o som de um tambor enquanto aparece a imagem de um pássaro.

    “Queremos saber se esse ganho vem apenas do fato de os olhos estarem abertos e processando mais informações visuais ou se o cérebro precisa que o que vemos e o que ouvimos combinem perfeitamente”, disse Huang. “Entender essa diferença vai ajudar a separar os efeitos gerais da atenção dos benefícios específicos da integração entre diferentes sentidos.”

    Fonte: G1

  • Por que as orelhas dos elefantes são tão grandes?

    Curiosidade – Os elefantes são realmente animais muito intrigantes: eles têm o que parece ser um quinto membro que funciona como um nariz gigante, com o qual são capazes até de pegar coisas do chão. Mas talvez a sua característica mais chamativa seja as orelhas gigantes que adornam a sua cabeça. 

    Por que elas são assim? Será que são exageradas ou essas orelhas que parecem leques servem para alguma coisa em específico? A seguir, esclarecemos todas as dúvidas sobre esse órgão incrível.

    Pertence a uma espécie de elefante a honra de portar as maiores orelhas de todo o mundo animal. O elefante africano, chamado de Loxodonta africana, é considerado o maior mamífero terrestre do mundo e tem as orelhas igualmente imensas. Elas são tão grandes que respondem por 20% da área de superfície total do seu corpo.

    A razão de terem orelhas tão grandes é funcional: preservar a temperatura do corpo. Esses elefantes andam diariamente por cerca de 25 quilômetros, mas podem viajar até 190 quilômetros se quiserem. Isso significa que eles circulam por uma diversidade de habitats, que vão de savanas e pastagens a florestas, até os mais quentes, que são o deserto e as regiões áridas.

    Por isso, o ideal é que mantenham sua temperatura corporal em 36 °C. E é aí que entram suas enormes orelhas. Estes animais evoluíram para que elas servissem para a manutenção da temperatura corporal quando as condições ambientais esquentam.

    Os benefícios de uma grande orelha

    Orelhas deste tamanho possuem muitos vasos sanguíneos que ficam em uma área mais fina da pele, tornando mais fácil que elas descarreguem calor. Observe, por exemplo, as orelhas de um urso polar, que possuem a característica oposta: por serem muito pequenininhas, elas conseguem conservar o calor. 

    Ter uma orelha grande e fina significa também que ela tem uma área de superfície maior, apresentando mais oportunidade de dissipar calor. Estima-se que elas consigam circular cerca de 12 litros de sangue por minuto, o que favorece o resfriamento. 

    Proporcionalmente, o elefante africano só perde em tamanho da orelha para um pequeno roedor chamado jerboa de orelhas longas. Esse animalzinho do deserto tem orelhas que são um terço maiores que sua cabeça.

    Nativo dos desertos do sul da Mongólia e noroeste da China, o jerboa de orelhas longas também usa suas orelhas gigantes para manter a temperatura corporal. Além disso, suas pernas também se adaptaram para poder viver neste habitat, e são longas como as dos cangurus.

    Fonte: Mega Curioso

  • Qual o significado psicológico da capacidade de dobrar a língua em forma de “U”?

    Curiosidade – Dobrar a língua em formato de U costuma ser vista como uma curiosidade genética, mas na psicologia comportamental esse detalhe desperta uma reflexão mais profunda sobre traços de personalidade, autocontrole e até padrões de comportamento habitual. A forma como reagimos a pequenas habilidades físicas pode revelar muito sobre nosso perfil comportamental, disciplina e organização doméstica, indicando como lidamos com planejamento, gestão do tempo e desafios cotidianos.

    O que a capacidade de dobrar a língua revela sobre traços de personalidade?

    A habilidade de dobrar a língua em U é frequentemente associada à genética, mas o significado psicológico surge na forma como cada pessoa interpreta essa característica. Alguns enxergam como um talento curioso, outros como algo irrelevante, e essa percepção já demonstra nuances importantes do perfil comportamental.

    Na psicologia comportamental, pequenas competências físicas podem refletir aspectos como autoconfiança, abertura a experiências e nível de autocontrole. A maneira como alguém reage ao descobrir que possui ou não essa habilidade pode indicar segurança interna, comparação social ou até necessidade de validação

    Quando observamos as reações mais comuns, percebemos padrões ligados a traços de personalidade específicos, que influenciam também hábitos cotidianos e comportamentos organizacionais:

    • Autoconfiança elevada, pessoas que encaram a habilidade como algo natural e não sentem necessidade de provar nada
    • Busca por validação, indivíduos que usam a curiosidade para chamar atenção e reforçar a própria imagem
    • Curiosidade e abertura, tendência a explorar outras habilidades e desafios
    • Comparação constante, comportamento associado a insegurança e necessidade de aprovação

    Existe relação entre essa habilidade e autocontrole?

    Dobrar a língua não exige planejamento complexo, mas envolve coordenação e consciência corporal. Pessoas que treinam para desenvolver essa habilidade, mesmo que inicialmente não consigam, demonstram persistência e disciplina, características fortemente associadas ao autocontrole.

    O autocontrole é um dos pilares da gestão do tempo e da organização doméstica. Quem se dedica a aprimorar pequenas capacidades tende a replicar esse comportamento em outras áreas da vida, fortalecendo padrões positivos e consistentes.

    Esse paralelo entre habilidade física e comportamento pode ser percebido em atitudes práticas do dia a dia, especialmente quando analisamos disciplina e comportamento habitual:

    • Persistência em tarefas domésticas, manter rotina de limpeza e organização mesmo sem motivação imediata
    • Planejamento antecipado, estruturar compromissos e prazos com clareza
    • Gestão eficiente do tempo, evitar procrastinação e priorizar atividades relevantes
    • Disciplina contínua, repetir hábitos saudáveis até que se tornem automáticos

    Como pequenas habilidades influenciam o comportamento habitual?

    O cérebro humano associa conquistas simples a sensações de recompensa. Quando alguém descobre que consegue dobrar a língua, pode experimentar um sentimento de capacidade que se estende para outras áreas. Esse mecanismo fortalece a percepção de competência pessoal.

    Na prática, essa sensação impacta o comportamento habitual. Pessoas que reconhecem pequenas vitórias tendem a estruturar melhor seus hábitos cotidianos, criando rotinas mais estáveis e eficientes dentro de casa e no trabalho.

    Fonte: Correio Braziliense

  • 6 perfumes árabes para chamar muita atenção à noite

    Com alta fixação e ingredientes nobres, as fragrâncias árabes viraram febre entre as apaixonadas pela perfumaria. Conheça as opções que se destacam no mercado

    Curiosidade – Os perfumes árabes são conhecidos pela alta potência, fixação e durabilidade. As formulações, mais oleosas e concentradas do que as fragrâncias ocidentais, ajudam a prolongar a presença do perfume na pele ao longo do dia. Além disso, seus ingredientes nobres, como oud, almíscar e especiarias, dão origem a aromas luxuosos. 

    Não por acaso, eles se tornaram fenômenos nas redes sociais. Desde que criadores de conteúdo passaram a compartilhar experiências com as fragrâncias, o interesse só cresceu.

    Vídeos acumulam milhões de visualizações, e consumidores querem testar e depois relatar a própria descoberta. Em 2024, o mercado registrou crescimento de 380% e movimentou mais de R$ 20 milhões, segundo dados da circana.

    Por serem marcantes, essas fragrâncias costumam ser associadas à noite, a eventos especiais ou a ocasiões em que se deseja causar impacto, como um encontro amoroso ou um jantar. Mas, para quem quer se aventurar nesse universo, a variedade pode gerar dúvidas. A seguir selecionamos 6 perfumes árabes que se destacam

    1° Yara by Lattafa

    2° Assala Prime Vanilla Latte

    3°Al Wataniah Sabah Al Ward

    4° Maison Alhambra Delilah

    5° Eclaire Lattafa

    6° Mawwal Halem Eau de Parfum

    Fonte: Lorraine Moreira

  • Amores secretos, herança bilionária: quem são as 2 mulheres que dizem ter sido companheiras da dona das Casas Pernambucanas

    Curiosidade – Série documental revela personagens que reivindicam papel de herdeiros e esposa de Anita. Batalha judicial de quase uma década envolve o patrimônio de R$ 2 bilhões da empresária, em coma desde 2016

    Duas mulheres travam uma disputa judicial pela herança bilionária de Anita Harley, herdeira de um império do varejo brasileiro, as Casas Pernambucanas. O caso virou palco de uma disputa judicial sem precedentes.

    Dona de uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, a empresária está em coma há quase 10 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em novembro de 2016.

    A batalha, que envolve o controle das Pernambucanas e a vida pessoal da empresária, é o foco da série documental “O Testamento – O Segredo de Anita Harley”, que estreou nesta segunda-feira (23) no Globoplay.

    Atualmente, Anita Harley encontra-se em um leito de UTI, em um estado descrito pela diretora do documentário “O Testamento”, Camila Appel, como um “grande pesadelo”:

    Um dos pontos centrais da briga na Justiça envolve Sônia Soares, conhecida como Suzuki, e Cristine Rodrigues.

    Um ano após a internação de Anita, Sônia entrou com uma ação alegando que as duas viviam em união estável havia 36 anos.

    As duas moravam em uma mansão de 96 cômodos e 37 banheiros na Aclimação, em São Paulo, imóvel doado a Sônia pela empresária e avaliado em R$ 50 milhões.

    • Pergunta do documentário: “Quanto tempo vocês moraram juntas?”
    • Sônia: “36 anos. Até o AVC.”
    • Pergunta: “Você ama ela?”
    • Sônia: “Muito.”

    Outro personagem chave nessa disputa judicial é Artur Miceli, filho biológico de Sônia. A Justiça decidiu que ele deve ser considerado filho socioafetivo de Anita Harley e, portanto, seu herdeiro.

    Artur afirma que a disputa o forçou a provar sua própria existência e seus laços familiares:

    Cristine Rodrigues contesta essa visão, afirmando que Anita era apenas generosa e pagava estudos e bens para muitos funcionários, mas nunca tratou Artur como filho.

    Fonte: G1

  • Você encararia viver e trabalhar na Antártida? As surpreendentes vagas no continente

    Há vagas no continente gelado para chefs, encanadores, carpinteiros e até cabeleireiros.

    Curiosidade – Tanto as bases de pesquisa do Reino Unido quanto as dos Estados Unidos na Antártida estão recrutando uma nova leva de profissionais para “ir para o sul”. 

    Não é preciso ser cientista. Há vagas que vão de carpinteiros e eletricistas a chefs e até cabeleireiros. Mas você suportaria o frio e o isolamento? 

    Desde que deixou sua cidade natal, Wigan, no norte da Inglaterra, aos 19 anos, Dan McKenzie trabalhou em diversos lugares remotos ao redor do mundo. 

    Hoje, aos 38, o ex-engenheiro naval ocupa o que descreve como o posto mais isolado e desafiador de sua trajetória: é chefe da estação Halley VI, na Antártida.

    A base é uma das cinco administradas pelo British Antarctic Survey (BAS), o instituto britânico de pesquisa polar. 

    “Eu sempre fui aventureiro e interessado em encontrar os lugares mais selvagens”, disse McKenzie à BBC, em entrevista por videochamada via satélite. “Eu era marinheiro e não queria continuar em navios; mas buscava fazer algo semelhante. Achei que isso combinava bem com as habilidades que tenho.”

    Enquanto McKenzie descreve o seu trabalho, é um dia de verão antártico, com temperatura de -15°C. Do lado de fora de sua janela, se vê uma imensidão branca que se estende até onde a vista alcança, sob um céu igualmente vasto e azul.

    “Essa temperatura é até boa aqui, de verdade”, afirma. “Menos cinco é o máximo que se chega. Pode cair até os -40°C, mas a média fica em torno de -20°C”.

    McKenzie é responsável por uma equipe de 40 pessoas na Halley VI durante a temporada de verão na Antártida, que vai de novembro até meados de fevereiro. 

    As estações do BAS monitoram diferentes aspectos da fauna e do ambiente. A Halley VI se dedica à coleta de dados espaciais e atmosféricos, no estudo da plataforma de gelo Brunt (uma extensa massa de gelo que se desprendeu do continente e flutua no oceano a um ritmo de 400 metros por ano), onde a base está instalada, próxima à costa, e no monitoramento do buraco na camada de ozônio da Terra.

    Além do frio extremo, o verão antártico impõe outro desafio: a luz do dia ininterrupta, que só termina com um pôr do sol que pode durar semanas.

    McKenzie chegou ao cargo de chefe de estação após concluir seu primeiro contrato “no gelo”, em 2019. Ele começou como engenheiro de manutenção mecânica na Estação de Pesquisa Rothera, do BAS, a cerca de 1.600 km da Halley VI. 

    Como líder da base, é responsável pela gestão de suprimentos, pelos protocolos de saúde e segurança e pelo treinamento da equipe. Ele também precisa oferecer apoio emocional quando o isolamento ou os conflitos interpessoais, em um ambiente de convivência intensa, se tornam difíceis de administrar.

    “As pessoas entram no seu escritório e dizem que não estão tendo um dia muito bom, ou que algo aconteceu em casa, e você precisa tentar ver como pode apoiá-las. É um trabalho bastante variado.”

    McKenzie integra o grupo de 120 funcionários do BAS que estiveram na Antártida durante a temporada de verão, agora em fase de encerramento. A maioria, incluindo ele, retornará ao Reino Unido até o fim de maio. Cerca de 50 permanecerão durante o inverno, quando o continente mergulha na escuridão.

    No restante do ano, McKenzie ficará baseado na sede do BAS, em Cambridge (Reino Unido). Ele já passou um inverno completo na Antártida. “Quando o inverno chega, você sente uma incrível sensação de liberdade, porque a maioria das pessoas vai embora”, afirma.

    O BAS recruta até 150 novos profissionais por ano para atuar na Antártida. Embora as funções científicas e de engenharia especializadas formem a espinha dorsal das equipes, cerca de 70% das vagas são operacionais, essenciais para manter as estações em funcionamento. 

    Além de eletricistas e chefs, o quadro inclui paramédicos, médicos e encanadores. Os salários começam em £ 31.244 por ano (cerca de R$ 218.000), com viagem, hospedagem, alimentação e equipamentos adequados às temperaturas extremas custeados pela instituição.

    No total, cerca de 5 mil pessoas trabalham na Antártida durante os meses de verão, distribuídas por 80 estações de pesquisa operadas por aproximadamente 30 países. 

    Tanto o BAS quanto seu equivalente americano, o United States Antarctic Program, divulgam vagas na internet. O BAS também promove um dia aberto ao público em março. 

    Quem se sente atraído pelo apelo da aventura, porém, deve ter clareza sobre as condições: alimentos frescos são escassos, o consumo de álcool é limitado e a acomodação nas bases do BAS é feita em dormitórios compartilhados. As equipes trabalham em escala de sete dias. 

    O processo seletivo do BAS inclui testes para avaliar a capacidade de lidar com conflitos e resolver problemas, seguidos de treinamento prévio rigoroso para os candidatos aprovados.

    Ainda assim, mais do que os desafios físicos e o frio, é a convivência constante com colegas e a rotina estruturada que costumam gerar mais dificuldades, afirma Mariella Giancola, diretora de Recursos Humanos do BAS. Ela compara a experiência a “voltar para a universidade”. 

    “Muita gente diz: ‘Não tenho problema em lidar com pessoas’. E depois percebe que não se sente confortável dividindo espaços com outras pessoas.” 

    “É preciso estar bem com o fato de que você não terá privacidade, porque as pessoas estão o tempo todo ao seu redor. Você sai da liberdade que tem em casa e passa a seguir as regras e os regulamentos definidos pelo chefe da estação. Um pequeno número de pessoas tem dificuldade com isso.”

    O psicólogo clínico Duncan Precious exerceu essa função nas Forças Armadas britânicas e australianas entre 2013 e 2020. Atualmente, é diretor clínico e consultor de resiliência na CDS Defence & Security, empresa de consultoria na área de defesa. 

    Embora o potencial de riscos físicos na Antártida seja elevado, Precious afirma que a dinâmica social pode se mostrar ainda mais problemática. Quando as relações se desgastam, as consequências podem ser difíceis de reparar e de controlar, diz. 

    No entanto, observa que o perfil de quem se sente atraído por viver e trabalhar na Antártida tende a prosperar sob o que chama de “estresse positivo” — de modo semelhante ao que ocorre com pessoas que optam pela carreira militar.

    FONTE:G1

  • Cocô e xixi de porcos podem virar água potável (e até mesmo cerveja) com sistema de tratamento; entenda

    Tecnologia desenvolvida pela Embrapa diminui até pela metade demanda por água nas granjas. Com reciclagem dos dejetos, criações podem reduzir poluição.

    Curiosidade – Um sistema de tratamento de dejetos consegue transformar fezes e urina de porcos em água potável. Já foi feito até mesmo um experimento usando a bebida na produção de cerveja artesanal.

    Mas calma, você não vai encontrar cerveja feita com isso no mercado. O objetivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que desenvolveu o sistema, é evitar que esses dejetos poluam os rios e diminuir o uso de novas águas na produção.

    O Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (Sistrates) já é adotada por alguns criadores de suínos. Nas fazendas, a água tratada não é destinada ao consumo humano. Ela é reaproveitada na faxina das instalações ou devolvida aos rios dentro dos padrões ambientais.

    A ideia de tornar o líquido em potável foi uma forma de demonstrar o potencial do sistema. O resultado foi positivo.

    No lote experimental de cerveja artesanal foram produzidos 40 litros. A bebida foi degustada em eventos científicos em 2024 e 2025.

    Para o mestre cervejeiro Fernando Cavassin, que provou a bebida, não há diferença no sabor causada pela água.

    O mundo entrou em um estágio de “falência hídrica”, segundo o Instituto da Universidade das Nações Unidas (ONU) para a Água, o Meio Ambiente e a Saúde. Isso significa que já foi ultrapassado o ponto das crises hídricas temporárias. Muitos sistemas não são mais capazes de retornar às suas condições naturais históricas.

    Em paralelo, a agricultura é responsável por cerca de 70% da captação de água doce de todo o planeta, de acordo com o Relatório Mundial de Desenvolvimento da Água da ONU.

    Preocupados com esse cenário, os pesquisadores da Embrapa decidiram desenvolver o Sistrates.

    “É uma lógica de nós diminuirmos a demanda por esses recursos hídricos de boa qualidade”, explica o pesquisador Airton Kunz.

    Com o uso do sistema, é possível reduzir de 40% a 50% o uso de água nova na produção.

    Além da água para reúso, o processo também gera fertilizantes e energia elétrica.

    Em contrapartida, quando o tratamento não é feito e os dejetos chegam aos rios, ocorre poluição. Por exemplo, pode haver proliferação de algas e bactérias, deixando a água esverdeada.

    O volume de excrementos varia de acordo com o porte do animal e o sistema de produção. Em granjas de engorda, cada suíno produz cerca de 7 litros por dia. Já nas de reprodução, o volume chega a 20 litros por fêmea.

    Fonte – G1