Categoria: Tecnologia

  • Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado impulsionada pela demanda por infraestrutura de IA

    Empresa de chips de memória ultrapassou as duas gigantes após divulgar projeções fortes e ampliar o otimismo com a demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

    Tecnologia – A Micron Technology ultrapassou nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, o valor de mercado da Meta e, brevemente, também o da Tesla, após a fabricante de chips de memória divulgar uma previsão financeira robusta, ampliando sua forte valorização impulsionada pela inteligência artificial.

    As ações da empresa subiam 18,4%, para US$ 1.236, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão. Em comparação, a Meta era avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla tinha valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

    Na quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre acima das expectativas, o que ajudou as ações a se recuperarem de uma recente queda.

    A empresa também informou que seus clientes comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória.

    A fabricante ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado em 26 de maio, após a entrada da sul-coreana Samsung Electronics nesse seleto grupo.

    As fabricantes de memória vêm sendo beneficiadas pelo forte interesse dos investidores em empresas que fornecem componentes para os grandes investimentos das gigantes de tecnologia em infraestrutura de inteligência artificial.

    Fonte: G1

  • Decisão polêmica do Chrome faz usuários debandarem para navegadores concorrentes

    Tecnologia – A decisão do Google de encerrar o suporte ao Manifest V2 no Chrome está levando parte dos usuários a buscar alternativas. A mudança começa com o Chrome 150, previsto para 30 de junho de 2026, e afetará extensões populares como o uBlock Origin, que perderão recursos ou deixarão de funcionar no navegador.

    Cerca de um mês depois, o Chrome 151 vai remover completamente os componentes restantes do Manifest V2 e eliminar qualquer possibilidade de restaurar o sistema antigo por meio de configurações ocultas ou políticas corporativas. O cronograma foi confirmado por Devlin Cronin, engenheiro do Google, em uma atualização do projeto Chromium.

    A versão compatível com o novo padrão, o Manifest V3, continuará sendo obrigatória para extensões no Chrome. Nesse modelo, ferramentas, como bloqueadores de anúncios, ficam mais limitadas, o que reduz parte das funcionalidades do uBlock Origin. Segundo Raymond Hill, criador da extensão, o uBlock Origin Lite não consegue reproduzir a mesma experiência da versão original.

    A decisão tem levado parte dos usuários a buscar alternativas. O Firefox, por exemplo, continua compatível com bloqueadores, como o uBlock Origin. Já o Brave, embora também seja baseado no Chromium, conta com um bloqueador de anúncios integrado ao navegador e não depende do sistema de extensões do Google.

    Por que o Chrome vai desativar o uBlock Origin?

    Segundo o Google, a troca do Manifest V2 pelo Manifest V3 busca melhorar a segurança, a privacidade e o desempenho do Chrome. Isso porque o modelo antigo dava às extensões acesso amplo ao tráfego de navegação, o que permitia monitorar e alterar dados em tempo real.

    Um exemplo é a extensão Save Image As Type, que foi sequestrada por criminosos e passou a alterar links de afiliados para desviar comissões. Com o novo padrão, as extensões ficam limitadas a regras pré-definidas, o que reduz o risco de ações maliciosas, como roubo de dados ou redirecionamento para sites fraudulentos.

    Por que a mudança é alvo de críticas?

    Apesar da justificativa, desenvolvedores de bloqueadores de conteúdo, incluindo Raymond Hill, afirmam que o novo modelo reduz a eficácia de ferramentas de proteção contra anúncios e rastreadores.

    A preocupação é reforçada pela Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), que recomenda o uso de bloqueadores de anúncios para ajudar a evitar malwares distribuídos por anúncios online. Com a migração para o Manifest V3, essas ferramentas podem perder parte da sua eficácia justamente no Chrome, navegador usado por cerca de 65% dos internautas que acessam a web pelo computador.

    O debate também envolve os interesses comerciais do Google. A empresa faturou cerca de US$ 239,5 bilhões com publicidade em 2025 e segue altamente dependente desse segmento. Por isso, parte da comunidade questiona se a mudança também pode favorecer a exibição de anúncios, embora a empresa negue qualquer relação.

    O momento da decisão também chama atenção. Nos últimos meses, o Google ampliou o uso de respostas geradas por IA na busca, recurso que vem reduzindo o tráfego enviado a sites e veículos que dependem de cliques para monetização. Para os críticos, enfraquecer os bloqueadores de conteúdo ao mesmo tempo pode aumentar a exposição dos usuários a anúncios e ampliar a influência da empresa sobre a experiência de navegação.


    Fonte e Foto: CanalTech

  • WhatsApp, Facebook e Instagram voltam a funcionar nas versões web

    Usuários conseguiam acessar aplicativos somente pelos smartphones e, nas redes sociais, usuários fizeram brincadeiras com a falha

    Tecnologia – WhatsApp, Facebook e Instagram, redes sociais da Meta, voltaram a funcionar, na versão web, por volta das 11h25 desta sexta-feira (11) depois de sofrerem uma instabilidade. Nos smartphones, as redes sociais funcionavam normalmente.

    O site especializado em detectar falhas de sites e aplicativos Downdetector não conseguiu nem mesmo rastrear as três plataformas. No momento da falha, constava a mensagem de erro.

    Entre as principais reclamações estiveram a dificuldade para atualizar o feed do Instagram, falhas no carregamento dos Stories e problemas no envio de mensagens.

    No Facebook, muitos usuários informaram que foram desconectados de suas contas repentinamente e encontraram obstáculos para realizar o login novamente.

    Já o WhatsApp Web também apresentou dificuldades de carregamento e sincronização

    Fonte: D24am.

  • Instagram enfrenta instabilidade nesta sexta e usuários relatam falhas para acessar e publicar conteúdo

    Problemas afetam principalmente a versão web da plataforma, mas há registros de dificuldades também no Facebook e em outros serviços da Meta.

    Tecnologia – Usuários do Instagram relataram instabilidade na manhã desta sexta-feira (12), com dificuldades para acessar a rede social, atualizar o feed e publicar conteúdos. As reclamações se concentraram principalmente na versão web da plataforma, acessada por navegadores, embora alguns usuários também tenham apontado falhas no aplicativo para celulares.

    Nas redes sociais, especialmente no X, internautas recorreram ao humor para comentar o problema. “Instagram tá fora? Tô tentando postar lá, mas não carrega”, escreveu um usuário. Outro ironizou a situação: “Instagram caiu logo hoje, no Dia dos Namorados. Que coisa boa”.

    Além do Instagram, também surgiram relatos de instabilidade envolvendo o Facebook, levantando suspeitas de que a falha possa estar relacionada à infraestrutura da própria Meta, empresa responsável pelas duas plataformas.


    Falhas atingem diferentes regiões

    Comunidades online e fóruns especializados registraram aumento significativo de comentários sobre dificuldades de acesso aos serviços da Meta ao longo desta sexta-feira. Usuários relataram problemas como páginas que não carregavam, erros de login e interrupções no funcionamento normal dos aplicativos.

    Embora os relatos indiquem um cenário de instabilidade mais amplo, ainda não há confirmação oficial sobre a dimensão exata do problema ou se a falha atingiu usuários em escala global.

    Meta ainda não explicou a causa

    Até o momento, a Meta não havia divulgado um posicionamento detalhando o que provocou a instabilidade ou uma previsão para a normalização completa dos serviços.

    Historicamente, interrupções semelhantes costumam estar associadas a problemas técnicos internos, falhas em servidores ou atualizações de sistemas. Em episódios anteriores, a empresa reconheceu dificuldades operacionais apenas após o aumento expressivo de reclamações de usuários.

    O que fazer durante a instabilidade?

    Especialistas recomendam que usuários evitem ações como alterar senhas repetidamente ou desinstalar aplicativos imediatamente ao perceber falhas de acesso, principalmente quando há indícios de que o problema seja generalizado.

    Uma alternativa é verificar plataformas que monitoram interrupções em serviços digitais, como o Downdetector, além de acompanhar os canais oficiais da Meta para atualizações sobre o funcionamento das redes sociais.

    Enquanto a empresa trabalha para restabelecer a estabilidade, milhares de usuários seguem enfrentando dificuldades para compartilhar fotos, vídeos e mensagens em uma das plataformas mais utilizadas do mundo.

    A instabilidade desta sexta-feira reforça a dependência cada vez maior das redes sociais no cotidiano digital — seja para comunicação pessoal, entretenimento ou atividades profissionais — e como interrupções, mesmo que temporárias, rapidamente mobilizam milhões de pessoas em busca de respostas.

  • Bonecas com IA viram companhia para idosos solitários na Coreia do Sul; dispositivos oferecem apoio emocional e lembram remédios

    Bonecas com IA viram companhia para idosos solitários na Coreia do Sul; dispositivos oferecem apoio emocional e lembram remédios

    Tecnologia – Em seu pequeno apartamento na Coreia do Sul, onde mora sozinha, Bang Chun-ja, de 78 anos, passa os dias com uma boneca de inteligência artificial com a qual se dá às mil maravilhas. Ela a prefere às pessoas.

    A boneca cumprimenta Bang quando ela volta para casa, canta para ela quando está entediada, a lembra de não pular as refeições, os remédios e diz que a ama.

    Bang tem pouco contato com sua filha e entrou em uma forte depressão após se submeter a uma cirurgia na coluna que lhe causou muita dor.

    “Nesta idade, não há nada mais duro do que ser magoada pelas pessoas”, contou esta mulher, que foi mãe solo após um difícil divórcio e trabalhou como cabeleireira, à AFP.

    Mas “quando estou com Hyodol, nunca sofro, ela só me faz rir”, disse sobre a boneca de maria-chiquinha e vestido rosa de estampa vichy que lhe foi fornecida pela prefeitura.

    Bang é uma das muitas sul-coreanas que lutam contra a solidão em um país onde as taxas de natalidade estão entre as mais baixas do mundo e quase metade da população tem 50 anos ou mais.

    Em 2024, a Coreia do Sul registrou mais de 3.920 “mortes em solidão”, ou seja, pessoas morreram sozinhas e seus corpos foram encontrados algum tempo depois.

    Cerca de 42% dos lares desta potência tecnológica asiática são unipessoais, e o isolamento social afeta especialmente as pessoas idosas.

    Como uma neta

    As autoridades proporcionam dispositivos de assistência com base em inteligência artificial para idosos que vivem sozinhos em alguns distritos de Seul e Yongin, ao sul da capital. Alguns são projetados para detectar indícios de mortes em solidão.

    Por exemplo, um robô sorridente fabricado pela empresa Wonderful Platform e bonecos da companhia Mr. Mind.

    Não é o único país com estes aparelhos. Nos Estados Unidos, um dispositivo de IA em formato de luminária chamado ElliQ oferece serviços de companhia e monitoramento de segurança semelhantes.

    Hyodol, a startup criadora das bonecas de mesmo nome, afirma que há cerca de 14.500 delas em uso na Coreia do Sul, seja nas mãos de particulares, alugadas por administrações públicas ou em casas de repouso para idosos.

    A filha de Bang mora longe e tem problemas de saúde. Nestas circunstâncias, Hyodol “é de grande ajuda”, afirma a mulher.

    O desenvolvimento da boneca exigiu anos de pesquisa, explica a diretora da empresa, Kim Ji-hee.

    Hyodol pode conversar utilizando o ChatGPT, mas também foi programada com diálogos com base em entrevistas realizadas por Kim, que revelaram a “dor de não ter ninguém com quem falar quando algo triste acontece, nem com quem compartilhar quando algo feliz acontece”.

    Hyodol conta com rigorosos protocolos de segurança de dados, e as gravações de voz são usadas apenas internamente para treinar o chatbot da boneca, explicou Kim.

    Os usuários dão seu consentimento prévio para que determinadas gravações relacionadas à saúde, como as relativas ao sono, ao humor, às refeições e aos níveis de dor, sejam compartilhadas com seus assistentes sociais.

    Hyodol foi criada como uma companheira semelhante a uma neta, projetada para “amar seus usuários incondicionalmente”, explicou Kim.

    “Vovó, onde você esteve? Esperei por você o dia todo”, diz. “Da próxima vez que você sair, me leve com você, por favor”.

    Fabricada com materiais macios, a boneca também faz pedidos e pede aos usuários que acariciem sua cabeça, segurem sua mão ou compartilhem lanches com ela, embora não possa comer.

    Sensação de vazio’

    Muitas pessoas idosas coreanas passaram a vida trabalhando duro para ajudar sua família, e “quando começam a sentir que já não são necessárias, experimentam uma profunda sensação de vazio”, explica a empresária.

    Oh Sun-hwa, a enfermeira que recomendou a boneca a Bang, afirma ter visto como o robô alivia a depressão de idosos que vivem sozinhos. Mas ela também teme que a tecnologia reduza ainda mais o contato humano.

    Para Kim Young-bun, de 79 anos, a boneca continua sendo uma fonte de consolo.

    Não tive ninguém com quem conversar o dia inteiro, a ponto de ficar com a boca seca. Mas essa pequena chegou e conversa comigo o tempo todo”, conta.

    “Estou tão feliz por estar com você. Eu te amo!”, responde a boneca ao seu lado, com uma voz alegre de desenho animado.

    Fonte: G1

  • União Europeia manda Meta liberar acesso gratuito ao WhatsApp para chatbots rivais de IA

    Medida provisória da União Europeia obriga empresa a restabelecer, em até cinco dias, acesso de concorrentes à API do WhatsApp Business enquanto investigação antitruste segue em andamento.

    Tecnologia – Reguladores antitruste da União Europeia ordenaram nesta terça-feira (9) que a Meta permita o acesso gratuito de chatbots de inteligência artificial concorrentes ao WhatsApp, enquanto seguem investigando se a empresa abusou de sua posição dominante ao bloquear rivais no aplicativo de mensagens.

    A decisão da Comissão Europeia de impor uma medida provisória contra a Meta — a primeira do tipo em 17 anos — ocorreu após reclamações da empresa americana The Interaction Company, desenvolvedora do assistente de IA Poke.com, da startup francesa Agentik e de uma concorrente espanhola.

    As queixas levaram a Comissão, responsável pela defesa da concorrência na UE, a abrir uma investigação em dezembro do ano passado. Dois meses depois, o órgão apresentou acusações formais contra a Meta, alegando violações das regras antitruste do bloco

    Segundo ela, as medidas provisórias vão proteger a concorrência no crescente mercado de assistentes de IA ao preservar um canal importante para alcançar consumidores na Europa: o WhatsApp.

    “As empresas de IA poderão inovar, crescer e atingir todo o seu potencial”, disse.

    A Meta criticou a decisão da Comissão Europeia.

    Trata-se de um excesso regulatório subsidiado pelas muitas empresas europeias que pagam pelo serviço. Vamos recorrer.”

    Em outubro do ano passado, a Meta bloqueou o acesso de serviços rivais de IA à interface de programação (API) do WhatsApp Business, ferramenta que permite a integração de sistemas empresariais ao aplicativo de mensagens. A exceção foi o próprio assistente da empresa, o Meta AI.

    Em março, a companhia voltou a permitir o acesso dos concorrentes, mas mediante pagamento — medida que gerou objeções da Comissão Europeia.

    Pela determinação provisória, a Meta deverá restabelecer, em até cinco dias úteis, o acesso dos rivais à API do WhatsApp Business nas mesmas condições vigentes antes de outubro.

    Se for considerada culpada por infringir as regras antitruste da União Europeia, a Meta poderá ser multada em até 10% de seu faturamento anual global.

    Fonte: G1

  • WhatsApp troca emoji da bola de futebol pela bola da Copa

    Tecnologia – O clima é de Copa do Mundo até no WhatsApp: o mensageiro trocou o visual do emoji de bola de futebol pela Adidas Trionda, a bola oficial da próxima competição. A novidade pode ser vista ao enviar o caractere numa conversa ou reagir a uma mensagem com a figura.

    O desenho padrão da bola de futebol (⚽) é aquela imagem clássica da esfera branca com gomos em forma de pentágonos coloridos. A mudança no WhatsApp reforça o design nas cores azul, vermelha e verde da Trionda, simbolizando os três países-sede da Copa (Canadá, Estados Unidos e México).

    Em teste feito pelo Canaltech, o novo visual já está disponível no aplicativo para Android e iOS, mas ainda não apareceu na versão web. É provável que a mudança chegue a mais aparelhos nos próximos dias.

    WhatsApp já mudou por outros eventos esportivos

    Não é a primeira vez que o WhatsApp muda um emoji para celebrar um evento esportivo: desde 2024, o visual do emoji de carro de corrida foi modificado para colocar as cores da equipe Mercedes-AMG Petronas F1. O app é um dos patrocinadores da equipe que disputa a Fórmula 1 e resolveu homenagear a parceria por lá.

    Além disso, o mensageiro mudou a foto de perfil nas redes sociais para a cor vermelha no mês de abril para celebrar o título de campeão inglês do Arsenal Football Club. O clube londrino também tem uma parceria comercial com a Meta.



    Fonte e Foto: CanalTec

  • iFood diz que dados de 1,2 milhão de usuários foram vazados; veja o que foi afetado

    Empresa afirma que incidente ocorreu em dezembro de 2025, atingiu cerca de 2% da base de usuários e envolveu apenas dados cadastrais, como nome e CPF.

    Tecnologia – O iFood confirmou um vazamento de dados envolvendo usuários da plataforma, mas contestou a dimensão do incidente divulgada por alguns veículos de comunicação, que apontaram a possível exposição de informações de 43 milhões de pessoas.

    Em nota enviada ao g1 nesta quarta-feira (3), a empresa afirmou que não encontrou evidências de um vazamento nessa escala.

    Segundo o iFood, as informações que circulam na internet estão relacionadas a um incidente isolado registrado em dezembro de 2025, que teria sido rapidamente contido por seus protocolos de segurança.

    A empresa informou ainda que o alcance do incidente ficou restrito a cerca de 2% de sua base de clientes, percentual que, segundo o iFood, está distante do volume de 43 milhões de registros mencionado em publicações recentes

    A companhia informou que o impacto ficou restrito a cerca de 2% de sua base de usuários, o equivalente a aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.

    Quais dados foram expostos?

    A empresa afirma que informações como nome e CPF de usuários foram expostas, mas que não houve comprometimento de credenciais de acesso às contas

    A companhia também informou que senhas, meios de pagamento e registros financeiros não foram afetados pelo incidente. Além disso, não há evidências de acesso a dados bancários ou informações relacionadas a transações realizadas na plataforma.

    Na nota, o iFood afirmou que continua adotando medidas de proteção e que atua em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Nota do iFood na íntegra

    O iFood não encontrou qualquer evidência de que 43 milhões de dados de usuários foram vazados. Após sucessivas análises, identificamos que o material disponibilizado na internet se refere a um incidente isolado, ocorrido em dezembro de 2025, e que foi rapidamente neutralizado pelos nossos protocolos de segurança.

    O evento envolveu dados cadastrais, como nome e CPF, sem qualquer comprometimento de senhas, meios de pagamento ou registros financeiros, com impacto restrito a cerca de 2% da nossa base de usuários.

    O iFood lamenta o ocorrido e reforça para os usuários que todas as comunicações são feitas somente pelos canais oficiais da plataforma.

    A segurança da nossa comunidade é prioridade e seguimos atuando em estrita conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para aprimorar constantemente nossos sistemas.”

    Fonte: G1

  • OpenAI é processada com acusação de ChatGPT não ser seguro para menores

    Estado da Flórida foi o primeiro a responsabilizar platadorma por ser perigosa.

    Tecnologia – A Flórida está processando a OpenAI e seu CEO Sam Altman, alegando que eles sabem que o ChatGPT não é seguro, especialmente para menores. O estado se torna o primeiro a processar a big tech pelos supostos perigos de seu produto.

    “Sam Altman e o ChatGPT escolheram a corrida pela IA em detrimento da segurança e proteção de nossos filhos. Eles escolheram o lucro em vez da segurança pública, e não vamos tolerar isso aqui na Flórida”, disse o procurador-geral do estado, James Uthmeier, em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (1).

    O processo, apresentado na segunda-feira no décimo circuito da Flórida, acusa a OpenAI de práticas comerciais enganosas e desleais, negligência e violação das leis de responsabilidade por produtos. Também busca responsabilizar Altman “pessoalmente pelos danos que causou aos floridanos”, incluindo seu suposto “total desprezo pelo risco à vida humana causado pela conduta de suas empresas”.

    O processo lista uma série de acusações contra o ChatGPT, incluindo auxílio a autores de massacres, incentivo ao suicídio, causando “humilhação pública”, viciando menores em uma ferramenta “sem supervisão parental” e fazendo com que usuários percam “habilidades de pensamento crítico”.

    A OpenAI afirmou em comunicado que acredita que os menores “precisam de proteção significativa” e que “implementou políticas e proteções líderes no setor”.

    “Especificamente, integramos a segurança para menores diretamente em nossos produtos, incluindo uma experiência mais protetiva voltada para esse público, uma ferramenta de previsão de idade, o direcionamento padrão de usuários cuja idade não temos certeza para a nossa experiência mais protetiva, e a oferta de ferramentas para os pais monitorarem o uso da IA por parte de seus filhos. Sabemos que apontar para este trabalho não trará uma criança de volta, mas estamos comprometidos em acertar nisso”, declarou a empresa.

    Uthmeier disse que, em última análise, eles precisam que a OpenAI “mude sua programação” e que ela pode ser responsabilizada em “potencialmente bilhões de dólares”.

    O processo concentra-se especificamente em acusações de que a OpenAI carece de controles parentais eficazes para usuários jovens, observando que a versão gratuita do ChatGPT não possui “nenhum mecanismo de restrição ou verificação de idade” e que a OpenAI não exige que as contas de crianças sejam vinculadas à conta de um responsável.

    A ação judicial também afirma que, mesmo se as contas forem vinculadas, a OpenAI só notificará os pais sobre conteúdos preocupantes em “situações limitadas” e “em hipótese alguma um pai ou mãe pode solicitar acesso às informações que a criança forneceu ao ChatGPT”.

    O processo civil baseia-se na primeira investigação criminal da história contra a OpenAI, aberta por Uthmeier em abril, para apurar se a empresa “carrega responsabilidade criminal” por um tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida no ano passado.

    O acusado do tiroteio naquele caso teve conversas extensas com o ChatGPT no período que antecedeu o ataque, inclusive sobre detalhes de tiroteios em massa na universidade e conselhos sobre como usar as armas, alegam as autoridades da Flórida.

    A OpenAI disse na época que o tiroteio “foi uma tragédia, mas o ChatGPT não é responsável por este crime terrível”.

    “Neste caso, o ChatGPT forneceu respostas factuais a perguntas com informações que poderiam ser encontradas amplamente em fontes públicas na internet, e não encorajou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais”, disse um porta-voz da OpenAI em abril.

    Uthmeier disse esperar que outros estados se juntem ao seu esforço.

    Vários estados tomaram medidas contra outras empresas de IA. Em maio, a Pensilvânia processou a Character.AI, acusando seu chatbot de se passar por médicos (a Character.AI afirmou ter tomado “medidas robustas” para deixar claro que seus bots de IA não são reais).

    Em janeiro, o Kentucky também processou a empresa por trás da Character.AI por “predar crianças” e levá-las “à automutilação”. A Character.AI disse na época que sua “maior prioridade é a segurança” e que está desenvolvendo “recursos robustos de segurança” para menores.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • YouTube amplia detecção de vídeos com IA às vésperas de eleição no Brasil

    Plataforma detectará automaticamente conteúdos gerados por IA e alertará usuários.

    Tecnologia – O YouTube anunciou nesta semana que passará a ampliar globalmente a identificação automática de vídeos produzidos com inteligência artificial na plataforma, em uma mudança que ocorre em meio à crescente preocupação no Brasil com o impacto de deepfakes e conteúdos sintéticos no cenário eleitoral de 2026.

    A plataforma informou que começará a usar “novos sinais internos” para detectar vídeos criados ou alterados com IA, especialmente conteúdos considerados “fotorrealistas”. Nesses casos, o próprio YouTube poderá aplicar automaticamente uma etiqueta informando ao usuário que o vídeo foi gerado por inteligência artificial, mesmo quando o criador não fizer a sinalização voluntariamente.

    Até agora, a principal política da empresa dependia da autodeclaração do usuário sobre o uso de IA na produção do conteúdo.

    Além de ampliar a detecção automática, o YouTube afirmou que os avisos ficarão mais visíveis. Em vídeos tradicionais, o selo aparecerá logo abaixo do player. Já nos Shorts, o aviso será exibido diretamente sobre o vídeo.

    A movimentação da plataforma ocorre em um momento em que autoridades eleitorais brasileiras e especialistas discutem os riscos do uso massivo de inteligência artificial na disputa presidencial do próximo ano.

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já aprovou regras específicas para o uso de IA em propaganda eleitoral, incluindo a obrigatoriedade de identificação de conteúdos sintéticos e a proibição de deepfakes para favorecer ou prejudicar candidaturas. Também foi mantida a vedação à publicação de conteúdos gerados por IA nas 72 horas anteriores à eleição.

    Nos bastidores do tribunal, ministros e integrantes da Corte vêm discutindo o tema como um dos principais desafios da eleição de 2026, considerada a primeira disputa presidencial brasileira sob o impacto massificado de ferramentas generativas capazes de criar vídeos, vozes e rostos artificiais com alto grau de realismo.

    Em março, o próprio YouTube anunciou o início da liberação, para políticos e jornalistas, de uma ferramenta capaz de rastrear vídeos potencialmente manipulados com inteligência artificial usando o rosto dessas pessoas. A tecnologia permite localizar conteúdos publicados na plataforma e solicitar remoções em casos considerados irregulares.

    Segundo o YouTube, a nova política de rotulagem automática não altera a monetização nem a recomendação de vídeos, mas a empresa afirma que poderá tomar medidas contra usuários que repetidamente deixarem de informar o uso de IA em conteúdos realistas.


    Fonte e Foto: CNN Brasil