Categoria: Tecnologia

  • Aviação começa a usar inteligência artificial para pilotar aviões; entenda

    Startup americana testa piloto artificial em Cessna Caravan enquanto setor aéreo enfrenta escassez de pilotos e pressão sobre controle de tráfego.

    Tecnologia – O pequeno Cessna Caravan acelera pela pista e decola, enquanto o piloto ao meu lado mantém as mãos longe dos controles.

    “Vamos ver aquelas mãos livres”, brinca Tim Burns, diretor de tecnologia da startup Merlin Labs, pelo intercomunicador do avião, de um assento traseiro.

    Neste voo, o piloto de testes Matt Diamond, sentado à esquerda ao meu lado, não está controlando o avião de forma alguma. Grande parte das tarefas normais de pilotagem está sendo realizada por inteligência artificial.

    Eu sou, juridicamente falando, um sujeito de teste — até o avião está rotulado como “experimental”. O sistema Merlin Pilot faz muito mais do que um piloto automático tradicional, utilizando um modelo de processamento de linguagem natural para ouvir instruções de um controlador de tráfego aéreo simulado e respondendo pelo rádio com uma voz feminina computadorizada. O piloto de testes Diamond diz “Authorize” e o avião começa a virar em direção a um novo curso.

    Como piloto — e, admito, um tanto perfeccionista — ceder o controle a um computador não foi algo natural. Mas a demonstração é importante, uma vez que cada vez mais empresas de aviação estão recorrendo à IA para inaugurar uma nova evolução no transporte aéreo, utilizando-a para automatizar tarefas dos pilotos e, talvez um dia, possibilitar voos totalmente autônomos.

    Nosso voo ocorre em um momento em que as companhias aéreas de todo o mundo enfrentam uma crescente escassez de pilotos. A Boeing estima que as transportadoras precisarão de mais de 600.000 novos pilotos nas próximas duas décadas. Ao mesmo tempo, as autoridades de segurança da aviação lidam com uma pressão crescente sobre um sistema de controle de tráfego aéreo já sobrecarregado, após uma série de quase colisões de grande repercussão e acidentes fatais nos últimos anos.

    O avanço em direção à aviação assistida por IA também está ganhando apoio em Washington. O secretário de Transportes Sean Duffy tem promovido ferramentas de inteligência artificial como parte do esforço mais amplo do governo Trump para modernizar o envelhecido sistema de controle de tráfego aéreo do país.

    “Nunca vamos terceirizar o espaço aéreo nacional para ferramentas de IA”, disse Duffy em entrevista recente. “Os controladores vão controlar o espaço aéreo, mas podemos tornar o trabalho deles mais fácil.”

    Duffy afirmou que o governo vê a IA como uma forma de reduzir a carga de trabalho dos controladores e melhorar a eficiência em um espaço aéreo cada vez mais congestionado.

    A Merlin argumenta que a inteligência artificial poderia eventualmente ajudar a resolver alguns dos mesmos problemas na cabine de comando. “Oitenta por cento dos acidentes na aviação ainda são causados por erro humano”, disse Matthew George, CEO da Merlin. “Se pudermos reduzir isso, é uma forma bastante útil de empregar nosso tempo.”

    A ideia permanece controversa. A aviação comercial tem incorporado automação de forma constante ao longo de décadas, chegando aos atuais sistemas fly-by-wire, nos quais computadores interpretam os comandos dos pilotos mesmo durante o voo manual.

    “As cabines modernas já contam com bastante automação, mas essa automação está dentro de um escopo estritamente definido”, disse Mykel Kochenderfer, cujas pesquisas na Stanford University se concentram em sistemas autônomos e segurança na aviação. Kochenderfer afirmou que os sistemas mais recentes com assistência de IA são projetados para lidar com uma gama mais ampla de situações inesperadas do que a automação tradicional baseada em regras.

    “Nossa experiência mostra que essa pode ser uma forma muito promissora de aumentar a segurança”, disse ele, “mas a indústria ainda tem um longo caminho a percorrer para aprimorar ainda mais a tecnologia e estabelecer a confiança necessária para sua aceitação.”

    Mudar a mentalidade dos pilotos pode não ser tarefa fácil. Os sistemas de automação de voo atuais colocam o piloto no centro, permitindo que ele intervenha quando necessário. O Capitão Jason Ambrosi, presidente da Air Line Pilots Association, que representa mais de 79.000 pilotos nos Estados Unidos e no Canadá, afirma que a automação e a IA devem apoiar os pilotos, e não substituí-los.

    Enquanto o sistema da Merlin nos alinha na aproximação final, ele inicia uma descida gradual em direção à pista 34 e manobra os controles para se manter na trajetória de voo, apesar de um leve vento cruzado, até o toque na pista.

    “É um problema desafiador para a automação”, diz-me o piloto de testes Diamond enquanto taxiamos de volta ao hangar da Merlin. “Mas, uma vez que você o resolve, as coisas ficam muito mais fáceis para o piloto.”


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Suprema Corte dos EUA rejeita recurso da Meta e mantém processo sobre vício no Instagram

    Ação movida pelo procurador-geral de Vermont, nos EUA, acusa a empresa de projetar o Instagram para viciar jovens e faz parte de uma onda de processos contra redes sociais.

    Tecnologia – A Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou, nesta terça-feira (26), a analisar um pedido da Meta Platforms para barrar um processo que acusa a empresa de projetar o Instagram para ser viciante para jovens.

    O processo é movido pelo procurador-geral de Vermont, e acontece em um momento em que grandes empresas de tecnologia enfrentam grandes riscos legais relacionados à segurança de crianças e adolescentes.

    Os juízes rejeitaram o recurso da Meta contra a decisão de um tribunal inferior que permitiu o avanço do processo e também descartaram o argumento da empresa de que os tribunais de Vermont não têm jurisdição sobre a disputa.

    O caso faz parte de uma onda de ações movidas por indivíduos, municípios, estados e distritos escolares em todo os EUA, em meio a uma reação global contra os efeitos das redes sociais sobre os jovens, com processos focados na forma como as empresas projetam e operam suas plataformas.

    A Meta afirmou que o Instagram não foi desenvolvido em Vermont e disse que não há evidências de que informações enganosas sobre sua segurança ou potencial viciante tenham sido divulgadas no estado.

    Em depoimento em fevereiro, durante um julgamento na Califórnia sobre vício em redes sociais entre jovens, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, negou que o Instagram tenha crianças como alvos.

    A procuradora-geral de Vermont, Charity Clark, processou a Meta em 2023 em um tribunal estadual com base na lei de proteção ao consumidor, alegando que o aplicativo de fotos chegou a estudar vulnerabilidades neurológicas, cognitivas e psicológicas de adolescentes para incentivá-los a usar o aplicativo de forma compulsiva e excessiva, prejudicando sua saúde mental.

    O processo faz parte de um esforço coordenado envolvendo 42 procuradores-gerais estaduais, que entraram com ações em tribunais estaduais e federais em todo o país.

    A Meta pediu o arquivamento do processo em Vermont. A empresa argumentou que permitir o avanço do caso no estado seria injusto e violaria seu direito ao devido processo legal, garantido pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA, já que poderia abrir caminho para ações semelhantes nos 50 estados.

    Em 2025, a Suprema Corte de Vermont rejeitou esse argumento, afirmando que, como o estado processou a Meta por supostamente adotar um design prejudicial e enganar os usuários — coletando dados pessoais e gerando receita com isso —, não há violação do devido processo legal.

    O recurso da Meta à Suprema Corte dos EUA ocorre após decisões desfavoráveis recentes para a empresa em tribunais estaduais.

    Em abril, o tribunal superior de Massachusetts decidiu que a Meta deve enfrentar um processo semelhante sobre vício em jovens, movido pelo procurador-geral do estado.

    Em março, um júri determinou que a Meta pagasse US$ 375 milhões (R$ 1,9 bilhão) em multas civis em um processo movido pelo procurador-geral do Novo México, que acusou a empresa de enganar usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir exploração sexual infantil nessas plataformas

    Também em março, um júri em Los Angeles considerou a Meta e o Google, da Alphabet, negligentes por projetarem plataformas prejudiciais aos jovens e concedeu um total de US$ 6 milhões (R$ 30 milhões) a uma jovem de 20 anos que afirmou ter se tornado viciada em redes sociais ainda criança.

    Em maio, a Meta encerrou um processo movido por um distrito escolar no Kentucky, um entre milhares que buscam obrigar empresas de mídia social a cobrir custos que escolas afirmam ter tido para enfrentar uma crise de saúde mental supostamente ligada às plataformas.

    Fonte: G1

  • Presidente do Irã manda restabelecer internet internacional após bloqueio durante protestos

    País ficou 87 dias com acesso severamente restrito à rede; governo iraniano costuma adotar apagões digitais em períodos de protestos e conflitos.

    Tecnologia – Após quase três meses de restrições, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a reabertura do acesso internacional à internet no país, segundo informou a mídia estatal iraniana nesta segunda-feira (25).

    A decisão foi confirmada pelo chefe de relações públicas do Ministério das Comunicações do Irã, segundo a imprensa estatal.

    Segundo o observatório de monitoramento digital NetBlocks, a maior parte da população iraniana estava sem acesso à internet havia 87 dias. Apenas alguns cidadãos conseguiam acessar a rede por meio de VPNs consideradas mais avançadas e de alto custo, usadas para contornar as restrições impostas pelo governo.

    As limitações no acesso à internet no Irã vêm sendo alvo de críticas de organizações internacionais e de defensores da liberdade digital, especialmente em momentos de tensão política e social no país.

    Até o momento, não há informações quando o serviço deve ser totalmente restabelecido nem se haverá limitações parciais de acesso.

    Histórico do Irã com a internet

    O bloqueio geral da internet no Irã começou em 8 de janeiro, em meio a protestos contra o regime iraniano que tomaram as ruas do país desde o fim de dezembro.

    Na época, o NetBlocks informou que o nível de conectividade havia caído para cerca de 1% do padrão normal no país, que tem cerca de 90 milhões de habitantes.

    Bloqueios de internet e apagões digitais não são novidade no Irã. O regime teocrático costuma restringir o acesso à rede durante protestos antigoverno ou períodos de tensão militar e política.

    Em fevereiro, no início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o governo iraniano voltou a restringir o acesso à rede. Na época, o NetBlocks contabilizou mais de uma semana ininterrupta de apagão digital, com a conectividade estagnada em torno de 1% dos níveis normais.

    Com a interrupção, tarefas simples como usar o Google Maps ou acessar sites internacionais se tornaram impossíveis. Apenas a intranet local, controlada pelo governo e com funcionalidades limitadas, permaneceu disponível.

    O bloqueio também afetou iranianos que vivem fora do país e tentavam contato com familiares.

    Relatos publicados pela agência Deutsche Welle mostraram que chamadas telefônicas para celulares e telefones fixos no Irã quase não conseguiam ser completadas durante o apagão.

    Apesar das restrições, alguns iranianos recorreram a ferramentas para burlar a censura, como VPNs, a plataforma Psiphon e conexões ilegais da Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk.

    Esta foi a terceira vez que o Irã promoveu um bloqueio geral de internet

    As outras ocorreram em 2019, durante protestos contra o aumento do preço dos combustíveis, e em 2022, após a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente usar o véu islâmico de forma inadequada.

    Em 2025, o governo iraniano também acusou o WhatsApp de espionar usuários do país e colaborar com Israel. A Meta negou as acusações e afirmou que as mensagens do aplicativo são protegidas por criptografia.

    Bloqueio Starkink

    Até mesmo a Starlink foi parcialmente afetada. Segundo Amir Rashidi, diretor da organização Miaan Group, o governo iraniano utilizou jammers — equipamentos que geram interferência em sinais — próximos às antenas da empresa para bloquear o funcionamento do serviço.

    Na ocasião, a Proton VPN afirmou que as conexões a partir do Irã estavam diminuindo porque “a internet foi completamente desligada”. O NetBlocks também relatou que a população estava praticamente isolada do mundo exterior

    Especialistas ouvidos anteriormente pelo g1 explicaram que governos conseguem interromper o acesso à internet ao obrigar operadoras a suspenderem sinais enviados por cabos e antenas.

    No caso da internet via satélite, porém, o bloqueio é mais complexo porque as empresas responsáveis pelo serviço podem operar sem infraestrutura física dentro do país.

    Segundo Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, a alternativa encontrada pelo Irã foi investir em técnicas de jamming para embaralhar os sinais emitidos entre satélites e antenas de usuários.

    Pesquisadores e ativistas também alertaram que o apagão digital dificulta a organização de protestos, restringe a circulação de informações independentes e favorece a disseminação de narrativas pró-governo.

    Além disso, durante ataques militares, o bloqueio da internet pode impedir que civis recebam alertas de evacuação e avisos de segurança em tempo real.

    Fonte: G1

  • EUA investirão US$ 2 bi na IBM e em outras empresas de computação quântica

    Governo Trump quer fortalecer produção de tecnologia avançada nos EUA e reduzir dependência da China com aportes bilionários em empresas do setor.

    Tecnologia – O governo dos Estados Unidos anunciou um pacote de US$ 2 bilhões em investimentos em empresas ligadas à computação quântica, tecnologia considerada estratégica na disputa global por inovação e liderança industrial.

    Os recursos serão direcionados a novos projetos de companhias como IBM, GlobalFoundries, D-Wave, Rigetti Computing, Infleqtion e Diraq.

    A iniciativa faz parte dos esforços do governo Donald Trump para fortalecer a produção de tecnologia dentro do país e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, especialmente da China.

    A computação quântica é vista como uma nova geração de computadores capazes de resolver problemas complexos muito mais rapidamente do que os sistemas atuais.

    Entre as aplicações esperadas estão o desenvolvimento de medicamentos, sistemas de segurança digital, inteligência artificial e análises financeiras.

    Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, a IBM receberá US$ 1 bilhão para criar uma empresa voltada à fabricação de chips para computadores quânticos. Já a GlobalFoundries deve receber US$ 375 milhões para construir uma fábrica destinada à produção de componentes usados nesse tipo de tecnologia.

    Outras empresas do setor também serão beneficiadas. D-Wave, Rigetti Computing e Infleqtion receberão cerca de US$ 100 milhões cada. Já a Diraq poderá receber até US$ 38 milhões para desenvolver soluções voltadas aos principais desafios técnicos da computação quântica.

    Parte das empresas contempladas possui ligação com integrantes do governo americano. Emil Michael, principal autoridade de tecnologia do Pentágono, participou da abertura de capital da D-Wave em 2022. Já a PsiQuantum anunciou no ano passado um investimento de US$ 1 bilhão vindo de grupos que incluem o braço de venture capital da Nvidia e a 1789 Capital, apoiada por Donald Trump Jr.

    Após o anúncio, as ações das empresas envolvidas registraram altas entre 6% e 31%.

    Os investimentos fazem parte do CHIPS and Science Act, programa aprovado durante o governo do ex-presidente Joe Biden para ampliar a produção de tecnologia e semicondutores nos EUA.

    Fonte: G1

  • Meta fecha acordo nos EUA por custos escolares associados ao vício em redes sociais

    Processos se multiplicam após condenações que associam redes sociais ao agravamento de depressão e ideação suicida.

    Tecnologia – A Meta, dona do Facebook e do Instagram, chegou nesta quinta-feira (21) a um acordo judicial nos Estados Unidos em um caso que buscava obrigar plataformas a cobrir custos de escolas com uma crise de saúde mental causada por redes sociais.

    Pelo acordo, que segue outros semelhantes com YouTube e Snapchat, as empresas responsáveis pelas redes sociais vão assumir despesas que vinham sendo pagas por escolas do condado de Breathitt, no estado do Kentucky.

    A ação pedia mais de US$ 60 milhões para cobrir esses custos, mas o acordo encerrou o julgamento que estava marcado para 15 de junho em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia

    Segundo a agência, outros 1,2 mil distritos escolares buscam solução semelhante para o mesmo problema: o vício em redes sociais.

    Acordo acontece após decisão histórica

    Em março, um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, considerou Google (da Alphabet) e Meta responsáveis por contribuir para uma crise de saúde mental entre adolescentes por meio do Instagram e do YouTube, em um processo histórico sobre vício em redes sociais.

    O júri condenou a Meta a pagar indenizações de US$ 4,2 milhões (R$ 22 milhões) e o Google, de US$ 1,8 milhão (R$ 9,4 milhões).

    O processo foi movido por uma jovem de 20 anos, que afirmou ter desenvolvido vício nas plataformas ainda menor de idade, por causa dos recursos dos aplicativos, que incentivam o uso contínuo. Ela afirma que o uso intensivo agravou sua depressão e gerou pensamentos suicidas. Por isso, pediu que as empresas sejam responsabilizadas.

    Snapchat e TikTok também eram réus no processo. Ambos fizeram um acordo com a autora antes do início do julgamento.

    Críticas crescentes

    Nos últimos 10 anos, as grandes empresas de tecnologia dos EUA enfrentam críticas crescentes sobre a segurança de crianças e adolescentes.

    O debate agora chegou aos tribunais e aos governos estaduais. O Congresso americano, porém, não aprovou uma legislação abrangente para regular as redes sociais.

    Pelo menos 20 estados americanos aprovaram leis no ano passado sobre o uso de redes sociais por crianças, segundo a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais (NCSL), organização apartidária que monitora legislações estaduais.

    As leis incluem regras sobre o uso de celulares nas escolas e exigem que usuários comprovem a idade para abrir contas em redes sociais. A NetChoice, associação apoiada por empresas como Meta e Google, tenta derrubar na Justiça as exigências de verificação de idade.

    Outro julgamento estadual está previsto para começar em julho, em Los Angeles, disse Matthew Bergman, um dos advogados que lideram os casos. O caso envolverá Instagram, YouTube, TikTok e Snapchat.

    Em outro caso, um júri do Novo México considerou, na terça-feira, que a Meta violou a lei estadual em um processo movido pelo procurador-geral. A acusação é de que a empresa enganou usuários sobre a segurança de Facebook, Instagram e WhatsApp e permitiu exploração sexual infantil nessas plataformas.

    Fonte: G1

  • ‘Olimpíadas dos Esteroides’: a competição onde o doping é permitido

    Os Enhanced Games que acontecem neste fim de semana em Las Vegas estão forçando o esporte a enfrentar algumas questões difíceis sobre o uso de substâncias proibidas.

    Saúde – Na famosa Strip de Las Vegas — uma cidade conhecida por ultrapassar limites na busca por entretenimento e lucro — um dos eventos mais polêmicos da história do esporte está prestes a assumir o centro das atenções.

    Com atletas que utilizaram substâncias proibidas para melhorar o desempenho em competições convencionais, a edição inaugural dos Enhanced Games (Jogos Aprimorados, em tradução livre) acontecerá neste final de semana, provocando tanto consternação quanto intriga.

    Para muitos críticos, a “Cidade do Pecado” é um local apropriado para o que consideram um espetáculo perturbador, que, segundo eles, normaliza o doping, enfraquece a longa luta contra fraudes no esporte e coloca em risco a saúde dos participantes.

    Os responsáveis pelo que está sendo chamado de “Jogos Olímpicos dos Esteroides” insistem que o evento irá recompensar a excelência atlética, celebrar a inovação científica e explorar o potencial humano.

    Mas que forças estão por trás dos Enhanced Games? Isso é um prenúncio do futuro do esporte?

    Dinheiro e recordes

    Três meses se passaram desde que um grupo de cerca de 40 atletas dos Enhanced Games, representando corrida de velocidade, natação e levantamento de peso, se reuniu em Abu Dhabi para participar com todas as despesas pagas de um campo de treinamento em um resort de luxo com instalações esportivas de última geração.

    E, além disso, havia substâncias proibidas podendo ser usadas.

    Em um hospital a cerca de 20 minutos de carro, nos arredores da cidade, os atletas receberam programas personalizados de “protocolos de aprimoramento” — substâncias estritamente proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada), mas permitidas ali.

    Embora os concorrentes ainda não tenham declarado exatamente o que cada um tomou, sabe-se que os medicamentos para melhorar o desempenho (PEDs, na sigla em inglês) administrados incluem testosterona, esteroides anabolizantes (como metenolona e nandrolona), hormônios e fatores de crescimento (incluindo HGH e EPO), moduladores metabólicos e estimulantes.

    A BBC não teve acesso ao hospital durante a visita ao campo de treinamento dos Enhanced Games em fevereiro. Mas os organizadores enfatizaram que todas essas substâncias foram aprovadas pela Food and Drug Administration dos EUA (FDA, em inglês — agência americana de saúde pública) e administradas como parte de um ensaio clínico sob rigorosa supervisão médica, com todos os participantes sob monitoramento.

    Desde o seu lançamento, no entanto, o projeto tem sido condenado por entidades esportivas e autoridades antidoping.

    Diante da repercussão negativa, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Wada o classificaram como “imoral” e “um conceito perigoso e irresponsável” em uma declaração conjunta no ano passado. Sebastian Coe, presidente da World Athletics, a associação internacional de atletismo, disse que qualquer um que participar do evento é um “idiota”. E a World Aquatics, órgão internacional de esportes aquáticos, tornou-se a primeira entidade reguladora a banir qualquer pessoa envolvida nos Enhanced Games de seus eventos.

    Fonte G1

  • Meta demite 8 mil funcionários para priorizar gastos com IA

    Funcionários começaram a receber notificações de demissão nesta quarta-feira (20), após semanas de tensão interna na empresa.

    Tecnologia – A Meta (dona de Facebook, Instagram e WhatsApp) começou a demitir cerca de 8 mil funcionários nesta quarta-feira (20) como parte de uma reestruturação para priorizar investimentos em IA, segundo a agência Bloomberg.

    A informação também foi confirmada ao g1 por um funcionário da Meta que pediu para não ser identificado. Segundo ele, desta vez, seu cargo não foi afetado. O g1 entrou em contato com a Meta para obter mais detalhes e aguarda retorno.

    A big tech tinha 78.865 funcionários em dezembro de 2025, segundo a agência France Presse. Os desligamentos anunciados nesta quarta representam cerca de 10% da força total de trabalho da empresa.

    Ainda não se sabe se funcionários da Meta no Brasil também foram impactados.

    De acordo com a Bloomberg, as notificações de demissão começaram a ser enviadas a funcionários da Ásia a partir das 4h no horário de Singapura. Segundo um memorando interno, trabalhadores dos Estados Unidos também seriam informados na sequência.

    Na segunda-feira (18), a Meta já havia informado que cerca de 7 mil funcionários seriam realocados para iniciativas ligadas à inteligência artificial. A informação também foi confirmada anteriormente ao g1 pelo mesmo funcionário da empresa, que afirmou que a mudança não era opcional.

    Segundo ele, o clima na empresa já era ruim, já que a Meta havia avisado internamente que faria desligamentos nas próximas semanas, o que acabou se concretizando agora.

    Em nota interna, a diretora de recursos humanos, Janelle Gale, afirmou que a decisão faz parte dos esforços da Meta para “gerir a empresa de forma mais eficiente e compensar os investimentos” do grupo na corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial.

    A Meta planeja investir entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões (cerca de R$ 570 bilhões a R$ 670 bilhões) em 2026, principalmente para garantir infraestrutura para IA de chips a centros de dados.

    No fim de fevereiro, a Meta anunciou um acordo com a AMD para a compra de milhões de chips por ao menos 60 bilhões de dólares (R$ 297 bilhões).

    Fonte: G1

  • Lentes de contato inteligentes conseguem tratar depressão sem remédios nem cirurgia

    Tecnologia criada por cientistas sul-coreanos estimula o cérebro pela retina e apresentou resultados comparáveis ao Prozac em testes com animais.

    Tecnologia – Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Yonsei University pode transformar o tratamento de transtornos mentais no futuro. Cientistas criaram lentes de contato bioeletrônicas capazes de estimular áreas do cérebro ligadas ao humor — sem uso de medicamentos, cirurgias ou implantes invasivos.

    O estudo, publicado na revista Cell Reports Physical Science, mostrou que o dispositivo apresentou resultados semelhantes aos da fluoxetina, princípio ativo do Prozac, em testes realizados com camundongos.

    Como as lentes funcionam

    A tecnologia utiliza a retina como uma espécie de “porta de entrada” para o cérebro. Como o tecido ocular é considerado uma extensão do sistema nervoso central, os pesquisadores conseguiram enviar estímulos elétricos capazes de alcançar regiões cerebrais associadas à regulação emocional, como o hipocampo e o córtex pré-frontal.

    As lentes operam por meio de um princípio chamado interferência temporal. Na prática, dois sinais elétricos de alta frequência atravessam a retina e, ao se encontrarem, geram um campo de baixa frequência que ativa neurônios específicos no cérebro.

    Toda a estrutura foi desenvolvida com materiais ultrafinos e transparentes, como óxido de gálio e platina, permitindo que a lente permaneça flexível e confortável sem comprometer a visão.

    Resultados animadores em testes



    Para avaliar a eficácia da tecnologia, os pesquisadores induziram sintomas semelhantes à depressão em camundongos utilizando corticosterona, hormônio relacionado ao estresse.

    Os animais foram divididos em grupos: um saudável, um sem tratamento, um tratado com as lentes e outro tratado com fluoxetina. Após três semanas de sessões diárias de estimulação elétrica de 30 minutos, os resultados chamaram atenção.

    Os camundongos que utilizaram as lentes apresentaram aumento significativo na movimentação e redução dos comportamentos associados à depressão, como imobilidade e isolamento.

    Além das mudanças comportamentais, exames biológicos revelaram melhora expressiva nos níveis de serotonina e redução do hormônio do estresse. Os pesquisadores também observaram recuperação da proteína BDNF, fundamental para a plasticidade cerebral e funcionamento das conexões neurais.

    Inteligência artificial ajudou na análise

    A equipe utilizou técnicas de machine learning para cruzar dados comportamentais, elétricos e biológicos dos animais. O sistema classificou os camundongos tratados com as lentes no mesmo grupo dos saudáveis, separando-os claramente dos animais deprimidos sem tratamento.

    Outro achado considerado relevante foi a recuperação da comunicação entre o hipocampo e o córtex pré-frontal — circuito frequentemente afetado em pessoas com depressão.

    Futuro da tecnologia



    Os cientistas acreditam que a tecnologia poderá ser adaptada futuramente para tratar outras condições neurológicas e psiquiátricas, como ansiedade, dependência química e declínio cognitivo.

    Segundo o pesquisador Jang-Ung Park, líder do estudo, o próximo passo será desenvolver uma versão totalmente sem fio, ampliar os testes em animais maiores e avançar para estudos clínicos em humanos.

    Apesar dos resultados promissores, os especialistas ressaltam que a tecnologia ainda está em fase experimental e não substitui tratamentos médicos convencionais neste momento.

    Ainda assim, a pesquisa abre caminho para uma nova geração de terapias bioeletrônicas capazes de tratar doenças cerebrais de forma menos invasiva — e possivelmente mais personalizada.

  • Novo foguete da SpaceX, de Elon Musk, encara voo crucial antes de estreia na bolsa

    Nova versão do maior foguete já construído poderá decolar nesta semana no Texas. Teste é visto como etapa importante para missões à Lua e a Marte e para a abertura de capital da SpaceX, prevista para o próximo mês.

    Tecnologia – A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, foguete de nova geração da empresa.

    Será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante tanto para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial quanto para a aguardada chegada da empresa à bolsa de valores.

    A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas para futuras missões à Lua e a Marte. Por isso, o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações), processo em que uma empresa passa a ter ações negociadas na bolsa de valores.

    O foguete é peça central da estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas. Esses planos sustentam a avaliação de mercado estimada em US$ 1,75 trilhão para a empresa no IPO.

    Para um IPO que depende tanto de narrativa e simbolismo, acreditamos que este voo é o catalisador pré-IPO mais importante que resta no calendário da SpaceX”, afirmou Franco Granda, analista sênior da PitchBook.

    A decolagem poderá ocorrer já na quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas, às margens do Golfo do México. Além de marcar a estreia da Starship V3, o teste será o primeiro realizado em uma nova plataforma de lançamento, construída para suportar um foguete mais potente

    O que mudou na nova versão

    A Starship é formada por duas partes principais: a nave superior, projetada para transportar astronautas e cargas, e o foguete propulsor Super Heavy, responsável por impulsionar o conjunto nos primeiros minutos de voo.

    Uma das principais mudanças está no Super Heavy, que teve os 33 motores Raptor redesenhados para gerar mais potência com uma estrutura mais leve.

    A parte superior da nave também foi aprimorada para missões de longa duração. Entre as novidades estão sistemas que permitirão o acoplamento entre espaçonaves, o reabastecimento em órbita e maior capacidade de manobra.

    A SpaceX informou que não tentará pousar nem recuperar nenhuma das duas partes do foguete nesta missão. Ainda assim, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes da queda dos estágios no mar.

    O Super Heavy deverá amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem. Já a Starship deve concluir o voo aproximadamente uma hora depois, com queda prevista no Oceano Índico.

    Antes da reentrada na atmosfera, a nave deverá liberar 20 simuladores de satélites Starlink e dois satélites reais adaptados para inspecionar o escudo térmico da espaçonave e transmitir dados para os operadores em solo.

    Teste é acompanhado de perto por investidores

    A cultura de engenharia da SpaceX se baseia em realizar testes frequentes, mesmo com risco de falhas, e usar os resultados para aperfeiçoar rapidamente os veículos.

    Por isso, o mercado acompanhará com atenção o desempenho da Starship V3. Um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está cada vez mais próximo de entrar em operação comercial.

    Lua, Marte e a nova corrida espacial

    Elon Musk afirmou, há um ano, que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte no fim de 2026.

    O foguete também faz parte de um contrato superior a US$ 3 bilhões firmado com a NASA no programa Artemis, que pretende levar astronautas de volta à superfície lunar ainda nesta década.

    Esses planos colocam a Starship no centro de uma nova corrida espacial com a China, que pretende realizar o próprio pouso tripulado na Lua em 2030.

    Fonte: G1

  • Elon Musk perde processo contra a OpenAI

    A ação movida pelo bilionário acusava a dona do ChatGPT de ter se afastado de sua missão original. Julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial.

    Tecnologia – Um júri dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira (18) contra Elon Musk no processo em que o bilionário acusava a OpenAI, dona da inteligência artificial ChatGPT, de ter se afastado de sua missão original.

    Os jurados concluíram que a empresa não pode ser responsabilizada pelas acusações de Musk de ter visado ao lucro e deixado de priorizar o desenvolvimento da IA para o benefício da humanidade.

    O julgamento começou em 28 de abril e foi visto como um momento importante para o futuro da OpenAI e da inteligência artificial de forma geral, especialmente no debate sobre como essa tecnologia deve ser usada e quem deve lucrar com ela.

    Atualmente, a inteligência artificial é utilizada em diversas áreas, como educação, reconhecimento facial, consultoria financeira, jornalismo, pesquisas jurídicas, diagnósticos médicos e até na criação de vídeos falsos conhecidos como “deepfakes”.

    Ao mesmo tempo, a tecnologia desperta desconfiança e preocupação, principalmente pelo temor de que substitua empregos.

    O veredicto foi anunciado após 11 dias de depoimentos e debates no tribunal, marcados por questionamentos sobre a credibilidade tanto de Musk quanto de Sam Altman, dono da OpenAI.

    Os dois lados se acusaram mutuamente de priorizar interesses financeiros em vez do benefício público.

    Na fase final do julgamento, o advogado de Musk, Steven Molo, afirmou aos jurados que várias testemunhas colocaram em dúvida a sinceridade de Altman ou chegaram a chamá-lo de mentiroso.

    Ele também destacou que Musk evitou afirmar, durante o julgamento, que era totalmente confiável.

    “A credibilidade de Sam Altman está diretamente em jogo”, disse Molo. “Se vocês não acreditarem nele, eles não podem vencer.”

    Musk acusou a OpenAI de tentar enriquecer investidores e pessoas ligadas à organização às custas da missão original da empresa, além de não dar prioridade à segurança da inteligência artificial.

    Segundo ele, a Microsoft sabia desde o início que a OpenAI estava mais focada em lucro do que em altruísmo.

    A OpenAI rebateu dizendo que Musk demorou demais para alegar quebra do acordo original e afirmou que foi o próprio empresário quem passou a demonstrar maior interesse financeiro no setor de IA.

    A OpenAI disputa espaço no mercado de IA com empresas como a Anthropic e a xAI e se prepara para uma possível abertura de capital que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 7,2 trilhões).

    Um executivo da Microsoft afirmou no julgamento que a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.

    Já a xAI, de Musk, agora integra a SpaceX, que também prepara uma abertura de capital que pode superar a da OpenAI em tamanho.

    Fonte: G1