Categoria: Tecnologia

  • Meta anuncia demissões em massa e deve cortar cerca de 8 mil funcionários ainda em maio

    Dona do Facebook e Instagram inicia nova reestruturação global focada em inteligência artificial e eficiência operacional.

    Mundo – A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, prepara uma nova rodada de demissões em massa que deve começar em 20 de maio. A expectativa é que cerca de 10% da força de trabalho global, o equivalente a aproximadamente 8 mil funcionários, sejam desligados nesta primeira fase.

    De acordo com informações de bastidores, a empresa, que contava com cerca de 79 mil empregados no fim do último ano, ainda planeja novos cortes ao longo do segundo semestre, embora detalhes sobre datas e масшures ainda não tenham sido definidos.

    A medida faz parte de uma ampla reestruturação interna, impulsionada por investimentos bilionários em inteligência artificial (IA). A Meta busca transformar sua operação para se tornar mais enxuta e eficiente, acompanhando uma tendência crescente entre gigantes da tecnologia nos Estados Unidos.

    Essa será a maior onda de demissões desde o chamado “ano da eficiência”, entre 2022 e 2023, quando a empresa eliminou cerca de 21 mil postos de trabalho em meio a uma crise de crescimento pós-pandemia.

    Diferente daquele período, a companhia agora se encontra em uma posição financeira mais estável. Ainda assim, executivos avaliam que o futuro da empresa exige menos camadas de gestão e maior automação, com o uso de ferramentas avançadas de IA capazes de executar tarefas complexas e até desenvolver códigos.

    Nos últimos meses, a Meta já iniciou mudanças estruturais, incluindo a reorganização da divisão Reality Labs e a criação de uma nova área focada em “IA aplicada”, responsável por acelerar o desenvolvimento de tecnologias autônomas. Parte dos funcionários também deve ser realocada para novas unidades, como a Meta Small Business, criada recentemente.

    A empresa não comentou oficialmente o plano de cortes, mas o movimento reforça o momento de transformação no setor de tecnologia, onde eficiência e inteligência artificial se tornaram prioridades estratégicas.

  • Google começa a liberar mudanças em endereços do Gmail; veja como vai funcionar

    Novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada aos poucos para todos os usuários. Usuários que escolherem um novo endereço ainda terão direito sobre endereço antigo.

    Tecnologia– O Google começou a permitir mudanças em endereços do Gmail (o trecho antes de “@gmail.com”). A novidade ainda está disponível apenas nos Estados Unidos, mas será liberada gradualmente para todos os usuários.

    A alteração foi liberada mais de 20 anos após o Google criar seu serviço de e-mail e foi comemorada pelo CEO da empresa, Sundar Pichai. “2004 foi um bom ano, mas seu endereço do Gmail não precisa ficar preso a ele”, escreveu.

    Usuários que fizerem a mudança no endereço de Gmail também alteram o meio de acessar serviços como Google Fotos e Google Drive, caso a conta também seja usada para usar essas ferramentas.

    Outra opção oferecida pelo Google é alterar como o seu nome é exibido para pessoas que veem seus e-mails. Esse recurso está disponível há mais tempo e pode ser alterado no Gmai

    Para conferir se você pode mudar seu endereço do Gmail, acesse myaccount.google.com/google-account-email pelo computador. Em um teste do g1, o Google informou que ainda “não é possível mudar essa configuração para sua conta”.

    Quando a alteração estiver disponível no Brasil, a página exibirá um botão “Mudar e-mail da Conta do Google”. Após selecionar a opção, será preciso inserir um endereço que ainda não é usado por ninguém, clicar em “Mudar e-mail” e seguir as instruções na tela.

    Você ainda terá direito sobre seu antigo e-mail, que funcionará como um endereço alternativo e ainda poderá ser usado para acessar a sua conta.

    O Google informa ainda que após a mudança, você receberá e-mails enviados para os dois endereços e não poderá criar um novo e-mail terminado em “@gmail.com” para a conta durante 12 meses.

    1. Acesse o Gmail pelo computador;
    2. Clique em “Configurações” (símbolo de engrenagem no canto superior direito);
    3. Clique em “Ver todas as configurações“;
    4. Selecione “Contas e importação” ou “Contas“;
    5. Em “Enviar e-mail como”, selecione “Editar informações“;
    6. Em “Nome”, escreva como você deseja se apresentar no Gmail;
    7. Clique em “Salvar alterações“.

    Fonte: G1

  • Meta é condenada a pagar US$ 375 milhões por falhas na proteção de crianças

    Júri dos EUA aponta que dona do Facebook e Instagram ignorou riscos e criou ambiente favorável à exploração infantil; empresa diz que vai recorrer.

    Tecnologia – A gigante de tecnologia Meta foi condenada a pagar US$ 375 milhões após um júri do estado do Novo México concluir que a empresa falhou em proteger crianças contra exploração sexual em suas plataformas. A decisão, considerada histórica, intensifica a pressão global sobre redes sociais quanto à segurança de usuários jovens.

    O processo foi movido em 2023 pelo procurador-geral Raúl Torrez, que acusou a empresa de criar um ambiente propício para a atuação de predadores no Facebook e no Instagram. O júri considerou a Meta culpada por práticas comerciais “injustas, enganosas e inconscientes”, além de não alertar adequadamente os usuários sobre os riscos.

    Em resposta, a empresa afirmou que “respeitosamente discorda” da decisão e anunciou que pretende recorrer.

    Investigação revelou contato com predadores

    Durante o julgamento, que durou seis semanas, promotores apresentaram provas de uma investigação conduzida com perfis falsos que se passavam por menores de idade. Segundo a acusação, essas contas receberam rapidamente abordagens de adultos com propostas de conteúdo sexual.

    O caso levou à prisão de três homens em 2024, dois deles detidos em um motel após acreditarem que encontrariam uma menina de 12 anos.

    Ex-funcionários da Meta também prestaram depoimento. O ex-diretor de engenharia Arturo Bejar afirmou que alertou a empresa após sua própria filha, então com 14 anos, receber solicitações sexuais no Instagram. Segundo ele, os algoritmos da plataforma, projetados para conectar usuários com interesses semelhantes, podem acabar facilitando o contato entre predadores e vítimas.

    Segurança em xeque

    Outro ex-executivo, Brian Boland, declarou que não via a segurança como prioridade dentro da empresa. Já o chefe do Instagram, Adam Mosseri, defendeu que a Meta implementou ferramentas de proteção, mesmo com impacto negativo no crescimento das plataformas.

    A empresa afirma que mantém cerca de 40 mil funcionários dedicados à segurança e investe continuamente em tecnologias para identificar conteúdos nocivos. Ainda assim, o júri entendeu que as medidas foram insuficientes.

    Pressão global sobre redes sociais

    O caso faz parte de uma onda crescente de processos contra gigantes da tecnologia. Além desta ação, tribunais nos Estados Unidos analisam outras denúncias contra plataformas digitais, incluindo acusações de que recursos viciantes prejudicam a saúde mental de jovens.

    A decisão também pode ter novos desdobramentos. Uma etapa adicional do processo, que será analisada por um juiz, pode obrigar a Meta a adotar mudanças estruturais em seus sistemas e até pagar multas adicionais.

    Para o procurador-geral Raúl Torrez, o veredito representa um marco. “É uma vitória para todas as crianças e famílias que pagaram o preço por decisões que colocaram o lucro acima da segurança”, afirmou.

    Enquanto isso, o caso reacende um debate urgente: até que ponto as redes sociais estão preparadas para proteger seus usuários mais vulneráveis em um ambiente cada vez mais conectado — e, ao mesmo tempo, mais exposto a riscos.

  • Smartwatches agora detectam doenças durante o sono e transformam noites em dados de saúde

    Relógios e anéis inteligentes monitoram batimentos, oxigenação e movimentos para identificar distúrbios como apneia — mas especialistas alertam: não substituem exames médicos.

    Tecnologia – Dormir nunca foi tão monitorado. A nova geração de dispositivos vestíveis está transformando o sono em uma poderosa fonte de dados sobre a saúde, com capacidade de identificar sinais de doenças enquanto o usuário descansa.

    Relógios inteligentes e anéis como o Galaxy Ring utilizam sensores avançados para medir batimentos cardíacos, níveis de oxigênio no sangue e padrões de movimento ao longo da noite. A partir dessas informações, os aparelhos conseguem mapear as fases do sono e detectar possíveis irregularidades.

    Segundo o especialista em tecnologia Gabriel Rimi, o funcionamento é baseado na análise contínua do corpo durante o repouso. “Os sensores monitoram a oxigenação e os batimentos cardíacos, e essas variações indicam em que estágio do sono a pessoa está”, explica.

    Como a tecnologia identifica doenças

    Durante o sono, o corpo passa por diferentes fases, cada uma com características específicas. Os dispositivos conseguem reconhecer esses ciclos ao analisar o ritmo cardíaco — que tende a desacelerar em fases mais profundas e acelerar em momentos de sono leve ou vigília.

    Além disso, a combinação entre oxigenação e movimentação corporal pode revelar sinais de distúrbios como a apneia do sono, condição em que a respiração sofre interrupções repetidas ao longo da noite.

    Outro destaque é a pulseira Whoop, popular nos Estados Unidos, que aposta em uma abordagem mais discreta: sem tela ou notificações, o foco é exclusivamente na coleta de dados, sem interferir no descanso do usuário.

    Opções para todos os perfis — e bolsos

    O mercado oferece alternativas variadas, tanto em funcionalidades quanto em preço. Modelos mais completos, como o Apple Watch, custam em média R$ 3 mil. Já o Galaxy Watch pode ser encontrado entre R$ 1.200 e R$ 1.500.

    Para quem prefere algo mais discreto, o próprio Galaxy Ring aparece como opção intermediária, custando cerca de R$ 2 mil. Já dispositivos mais simples, como a Huawei Band 10, entregam monitoramento básico por menos de R$ 200.

    Apesar das diferenças, até os modelos mais acessíveis conseguem fornecer dados importantes, como tempo de sono, frequência respiratória e qualidade do descanso.

    Tecnologia que alerta, mas não substitui médicos

    Embora alguns dispositivos tenham certificações e ofereçam medições cada vez mais precisas, especialistas reforçam que eles não substituem exames clínicos.

    Procedimentos como a polissonografia — exame completo que analisa inclusive as ondas cerebrais — ainda são indispensáveis para diagnósticos definitivos.

    Os vestíveis, no entanto, cumprem um papel importante: identificar sinais de alerta precocemente e incentivar o usuário a procurar ajuda médica.

    Em um cenário onde a tecnologia se torna cada vez mais integrada ao corpo, o sono deixa de ser apenas descanso — e passa a ser uma janela estratégica para monitorar a saúde em tempo real.

  • Unicamp revela banco de dados inédito sobre desinformação antivacina

    Projeto do Recod.ai reúne milhões de mensagens do Telegram para combater narrativas falsas em saúde pública.

    Saúde – Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) desenvolveram um banco de dados inédito para combater a desinformação antivacina.

    O laboratório de inteligência artificial Recod.ai coletou quatro milhões de postagens e 1,4 milhão de arquivos multimídia do Telegram, abrangendo o período de janeiro de 2020 a junho de 2025. O objetivo é oferecer uma ferramenta para valorizar informações baseadas em evidências no campo da saúde pública.

    A iniciativa busca suprir uma lacuna na disponibilidade de informações abertas e sistematizadas sobre a infodemia no Brasil.

    “Os dados mostram que a desinformação vai além da saúde e envolve disputas políticas, crenças e desconfiança nas instituições com impactos reais, como a queda da cobertura vacinal”, afirma o texto do material de divulgação do laboratório.

    A análise do Recod.ai focou no período da pandemia de Covid-19 e nos anos seguintes, marcados pela intensa circulação de conteúdos desinformativos sobre tratamentos e vacinas.

    Os padrões de propagação dessas narrativas foram identificados. “Queremos entender melhor as motivações e estratégias de propagação da desinformação, mais precisamente na questão da vacinação”, disse Leopoldo Lusquino Filho, colaborador do Recod.ai e docente da Unesp.

    Para ele, o tipo de comunicação que sobrevive, ganha força e se propaga nesse meio tem muita semelhança com os mecanismos de seleção natural que vemos na natureza.

    A equipe de pesquisa também constatou uma estrutura organizada por trás da disseminação. “Nós fizemos uma análise e conseguimos identificar que existem canais que só disseminam desinformação, outros que apenas a compartilham, e os que fazem as duas coisas. Existe uma estratégia por trás disso”, afirma Lusquino Filho.

    Ele também aponta a influência de eventos externos, como eleições, que “geram um efeito dominó nessas redes”, e a presença de mensagens compartilhadas por robôs.

    A doutoranda Michelle Diniz Lopes, integrante da equipe, ressalta o impacto social do trabalho. “Analisamos as reais motivações das pessoas que consomem informação negacionista na área de saúde, principalmente no que diz respeito à questão vacinal, e quais são as estratégias eficientes para propagação dessa desinformação.”

    A pesquisa identificou nichos como desconfiança institucional, crenças injustificadas, visões de mundo e política, preocupações religiosas e fobias.

    Banco de dados

    O banco de dados, com 5,5 terabytes de armazenamento, reúne conteúdos de 71.672 usuários em 119 grupos do Telegram, incluindo 407.723 mensagens especificamente antivacina.

    Ele está disponível gratuitamente no Repositório de Dados da Unicamp para uso não comercial. O projeto contou com o apoio da Maritaca.ai, que forneceu o modelo Sabiá para auxiliar na identificação das postagens, e garantiu a anonimização dos dados dos usuários para proteger a privacidade.

    Christiane Versuti, pós-doutoranda que acompanhou grupos do Telegram, afirmou que a falta de letramento midiático torna tudo ainda mais hostil. “As pessoas não têm o hábito de checar as fontes ou só compartilhar algo quando têm certeza do conteúdo.”

    Ela também mencionou a influência da religião e a desconfiança na imprensa, onde “os jornalistas só são considerados sérios quando falam o que a pessoa defende”.

    Em uma próxima etapa, os pesquisadores buscarão compreender as motivações que levam as pessoas a aderirem a esse tipo de conteúdo.

    Outras redes sociais

    O Recod.ai planeja disponibilizar bases de dados semelhantes para Instagram, YouTube e X ainda este ano. Representantes do laboratório devem se reunir com o Ministério da Saúde para oferecer a ferramenta como subsídio para futuras políticas públicas.

    O projeto recebeu apoio financeiro da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e do Ministério da Saúde, por meio do Projeto Aletheia, que utiliza inteligência artificial e linguística computacional no combate à desinformação em saúde.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • “Golpe do chocolate” se espalha nas redes e engana usuários com promessa de prêmios

    Fraude virtual usa páginas falsas e links compartilháveis para roubar dados pessoais; especialista alerta para sinais clássicos de phishing.

    Tecnologia -;A promessa de ganhar chocolates ou até prêmios de alto valor tem sido usada por criminosos virtuais para aplicar um novo tipo de fraude digital que vem se espalhando pelas redes sociais: o chamado “golpe do chocolate”. A estratégia consiste em atrair vítimas com promoções falsas e levá-las a compartilhar links ou preencher formulários que acabam roubando dados pessoais.

    A influenciadora Carolina Portaluppi, de 31 anos, revelou recentemente que caiu nesse tipo de golpe. Segundo ela, um site que se apresentava como uma conhecida marca de chocolates prometia cerca de R$ 1 mil em produtos para quem compartilhasse um link com pelo menos 20 amigos.

    Na prática, a página fazia parte de um esquema de phishing — técnica usada por criminosos para enganar usuários e coletar informações confidenciais, como senhas, dados bancários ou números de cartão de crédito.

    Como funciona o golpe

    Nesse tipo de fraude, os criminosos criam páginas que imitam sites oficiais de empresas ou promoções aparentemente legítimas. A vítima é incentivada a clicar em um link, compartilhar a mensagem ou preencher um cadastro.

    Ao fazer isso, ela pode acabar fornecendo informações pessoais ou instalando programas maliciosos no dispositivo. Esses softwares, conhecidos como malware, permitem que golpistas monitorem atividades ou roubem dados armazenados no celular ou computador.

    Dados divulgados pela empresa de segurança digital Kaspersky mostram que mais de 85% dos ataques de phishing registrados entre janeiro e setembro de 2025 tiveram como objetivo roubar credenciais de contas online. Outros 9,5% buscavam capturar informações pessoais, como nome completo, endereço e data de nascimento.

    Sinais de alerta

    Embora algumas fraudes sejam sofisticadas, há sinais que podem indicar uma tentativa de golpe. Mensagens que prometem recompensas muito vantajosas, como prêmios em dinheiro ou produtos gratuitos, devem sempre levantar suspeitas.

    Também é importante verificar cuidadosamente quem enviou a mensagem ou o e-mail. Endereços estranhos, erros de ortografia, gramática ou formatação costumam ser indícios de conteúdo falso.

    Links suspeitos e anexos desconhecidos devem ser evitados, pois podem direcionar para páginas fraudulentas ou instalar programas maliciosos no aparelho.

    Como se proteger

    Especialistas recomendam adotar algumas práticas básicas para reduzir o risco de cair em golpes virtuais:

    Desconfie de promoções ou ofertas que pareçam boas demais para ser verdade;

    Confira sempre o endereço do site antes de inserir qualquer informação;

    Evite clicar em links recebidos por mensagens ou redes sociais sem verificar a origem;

    Utilize senhas fortes e diferentes para cada conta;

    Ative a autenticação em dois fatores, preferencialmente por aplicativos autenticadores.

    Com o aumento das fraudes digitais, a principal defesa continua sendo a atenção do usuário. Golpistas apostam justamente na curiosidade ou na promessa de vantagens rápidas para conquistar a confiança das vítimas.

  • Chip da Qualcomm inaugura era de dispositivos sem tela e acelera corrida por vestíveis com IA

    Novo Snapdragon Wear Elite aposta em pingentes, broches e óculos inteligentes como próxima fronteira tecnológica — mas avanço reacende debate sobre privacidade e gravações invisíveis.

    Tecnologia – A próxima revolução tecnológica pode não caber na palma da mão — e talvez nem tenha tela. A aposta agora é em dispositivos quase invisíveis, integrados ao vestuário e alimentados por inteligência artificial, capazes de gravar, interpretar e responder ao ambiente em tempo real.

    De olho nessa tendência, a Qualcomm anunciou o lançamento do chip Snapdragon Wear Elite, desenvolvido para equipar uma nova geração de acessórios discretos, como pingentes, broches e óculos inteligentes. A empresa, que já fornece processadores para gigantes como Samsung, Motorola e Meta, sinaliza com o novo investimento que o futuro da tecnologia pode estar menos nos smartphones e mais no corpo do usuário.

    Dispositivos que “enxergam” e “ouvem” por você

    Segundo Ziad Asghar, responsável pela divisão de vestíveis e IA pessoal da companhia, a demanda crescente por dispositivos inteligentes levou ao desenvolvimento de um chip capaz de rodar modelos de inteligência artificial com baixo consumo de energia, mesmo em aparelhos que captam áudio e vídeo continuamente.

    O movimento ocorre em meio ao avanço expressivo dos óculos inteligentes. Dados da Counterpoint Research indicam que as remessas globais desse tipo de produto cresceram 139% no segundo semestre de 2025 em comparação com o ano anterior — um salto que reforçou a confiança do setor.

    Empresas como Google e Samsung já demonstram interesse na nova plataforma. A corrida envolve ainda nomes como Amazon, Apple e OpenAI, que desenvolvem ou estudam lançar seus próprios dispositivos vestíveis com IA embarcada.

    A promessa é executar tarefas que hoje dependem do celular, mas de forma mais fluida. Traduções simultâneas exibidas no campo de visão, respostas por áudio direto no ouvido e análise contextual do ambiente são alguns exemplos. Diferentemente do smartphone guardado no bolso, os vestíveis podem captar continuamente imagens, sons e movimentos, ampliando a capacidade de personalização das respostas.

    O desafio de convencer o consumidor

    Apesar do entusiasmo da indústria, transformar a tendência em sucesso comercial ainda é um desafio. A startup Humane, criada por ex-executivos da Apple, tentou popularizar um “Pin de IA”, mas acabou vendendo parte do negócio à HP após baixa adesão do público.

    A principal pergunta que paira sobre o setor é se esses dispositivos realmente oferecem uma experiência superior ou apenas replicam funções já disponíveis nos celulares.

    Para executivos do Google, qualquer nova categoria precisará provar que entrega algo que os produtos atuais não conseguem fazer. A lembrança do fracasso do Google Glass — descontinuado após críticas relacionadas à privacidade — ainda pesa no setor.

    Privacidade no centro do debate

    Se por um lado os vestíveis prometem praticidade, por outro ampliam as preocupações com gravações não autorizadas. Óculos inteligentes da Meta e pulseiras com gravação de voz da Amazon contam com luzes indicadoras de captação ativa, mas relatos de uso indevido mostram que a tecnologia pode ser facilmente questionada do ponto de vista ético.

    Especialistas apontam que, quanto mais invisível o dispositivo, maior a responsabilidade das empresas em estabelecer protocolos claros de transparência e proteção de dados.

    A próxima grande virada?

    A indústria de tecnologia vive uma corrida semelhante à que antecedeu a popularização dos smartphones, impulsionados pela internet móvel. Agora, a inteligência artificial é o motor da transformação.

    Se os vestíveis com IA substituirão ou apenas complementarão os celulares ainda é incerto. Mas o lançamento do novo chip da Qualcomm deixa claro que a próxima geração de dispositivos pode estar menos na tela e mais integrada ao cotidiano — quase imperceptível, porém cada vez mais presente.

  • WhatsApp restringe perfis de menores de idade no Brasil; entenda

    Atualização limita visibilidade de dados de adolescentes para reforçar proteção prevista na legislação nacional.

    Tecnologia – O WhatsApp começou a liberar, no Brasil, novas configurações mais rígidas voltadas a usuários com menos de 18 anos. A mudança afeta principalmente quem pode visualizar determinadas informações do perfil.

    A partir da atualização, contas de adolescentes não poderão mais definir como “Todos” as opções de privacidade de “Última vez visto”, “Sobre” e “Links”. Permanecem disponíveis apenas “Ninguém”, “Meus contatos” e “Meus contatos, exceto…”.

    Na prática, isso impede que qualquer pessoa fora da lista de contatos visualize quando o jovem esteve online pela última vez, leia a descrição dele ou acesse links adicionados ao perfil, como redes sociais. A medida reduz a exposição pública de dados pessoais.

    Caso a configuração “Todos” estivesse ativa antes da mudança, o aplicativo faz o ajuste automático para “Meus contatos”. Além disso, um aviso é exibido informando que as alterações foram aplicadas por causa da legislação brasileira.

    A atualização está alinhada ao chamado ECA Digital, que determina que plataformas online adotem, por padrão, níveis elevados de proteção para crianças e adolescentes. Assim, o aplicativo passa a oferecer configurações mais restritivas automaticamente para esse público.

    A novidade foi identificada inicialmente na versão 2.26.8.7 do WhatsApp Beta para Android e está sendo liberada gradualmente para testadores. Por enquanto, não há data oficial para a chegada à versão estável para todos os usuários no país.

    Apesar disso, como o recurso já saiu da fase de desenvolvimento e entrou em testes públicos, a expectativa é que a implementação ampla aconteça em breve.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Instagram alertará pais sobre pesquisas de adolescentes sobre suicídio

    Plataforma está sob pressão após a Austrália proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

    Tecnologia – O Instagram afirmou que notificará os pais caso seus filhos adolescentes pesquisem repetidamente termos relacionados a suicídio ou automutilação em um curto período, à medida que aumenta a pressão para que os governos sigam a proibição da Austrália quanto ao uso de redes sociais por menores de 16 anos.

    O Reino Unido disse em janeiro que estava considerando restrições para proteger as crianças online, após a medida da Austrália em dezembro. Espanha, Grécia e Eslovênia disseram nas últimas semanas que também estão pensando em limitar o acesso.

    O Instagram, de propriedade da Meta, afirmou nesta quinta-feira que começará a alertar os pais que se inscreveram em sua configuração opcional de supervisão se seus filhos tentassem acessar conteúdo relacionado a suicídio ou automutilação.

    “Esses alertas se baseiam em nosso trabalho existente para ajudar a proteger os adolescentes de conteúdo potencialmente prejudicial no Instagram”, disse a plataforma em um comunicado. “Temos políticas rígidas contra conteúdo que promova ou glorifique o suicídio ou a automutilação.”

    A política existente é bloquear essas pesquisas e redirecionar as pessoas para recursos de apoio, afirmou o Instagram, acrescentando que começará a enviar os alertas a partir da próxima semana para aqueles que se inscreveram nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá.

    Os governos estão cada vez mais buscando proteger as crianças contra danos online, especialmente após as preocupações com o chatbot de IA Grok, que gerou imagens sexualizadas não consensuais.

    No Reino Unido, medidas destinadas a impedir o acesso de crianças a sites pornográficos tiveram implicações para a privacidade dos adultos e levaram a tensões com os EUA sobre os limites da liberdade de expressão e o alcance regulatório.

    As “contas para adolescentes” do Instagram para menores de 16 anos precisam da permissão dos pais para alterar as configurações, enquanto os pais podem selecionar uma camada extra de monitoramento com o consentimento de seus filhos adolescentes.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • América Latina acelera uso de IA móvel, com brasileiros na linha de frente

    Região hiperconectada vê consumidores adotarem inteligência artificial para otimizar rotinas e aumentar a eficiência.

    Tecnologia – A América Latina se consolida como uma das regiões mais engajadas no uso de inteligência artificial em smartphones, refletindo o avanço da conectividade e a rápida adoção de novas tecnologias no cotidiano. O mercado de dispositivos conectados cresceu 27%, em um cenário que reforça o papel do Brasil como principal motor regional desse movimento.

    Os dados fazem parte de um levantamento recente divulgado pela Samsung Electronics sobre o comportamento dos consumidores latino-americanos diante da inteligência artificial móvel.

    A inteligência artificial já é vista pelos consumidores como uma ferramenta prática para otimizar tarefas e aumentar a produtividade. Dados recentes do setor mostram que 99% dos usuários latino-americanos afirmam perceber benefícios no uso da tecnologia. Para 65%, o principal ganho é a economia de tempo e o aumento da eficiência em atividades diárias.

    Outros 63% destacam melhorias automáticas em imagens, enquanto 61% apontam a redução de barreiras linguísticas como um avanço relevante. Além disso, 60% afirmam que a tecnologia torna o uso do celular mais simples, e 58% dizem que os recursos ajudam a manter o foco em tarefas mais importantes e apoiar a criatividade.

    O avanço ocorre em um ambiente de forte conectividade. Atualmente, quase a metade dos dispositivos vendidos na América Latina já possuem Wi-Fi integrado, consolidando a inteligência artificial como parte da experiência digital – especialmente no Brasil, maior mercado da região e um dos que mais impulsionam essa transformação.

    Galaxy Unpacked 2026

    O Galaxy Unpacked 2026 será realizado no dia 25 de fevereiro, a partir das 15h (horário de Brasília). O evento, que pretende anunciar as novidades da marca para o próximo ano, será transmitido ao vivo no canal do YouTube da Samsung.

    O portal acompanha de perto, em San Francisco, nos Estados Unidos, os anúncios que devem marcar a próxima etapa dessa evolução tecnológica.


    Fonte e Foto: CNN Brasil