Categoria: Tecnologia

  • CEO da Microsoft vai depor sobre seu papel na fundação da OpenAI

    Bilionário acusa a OpenAI de abandonar missão sem fins lucrativos; julgamento pode impactar planos de abertura de capital da empresa e corrida global da IA.

    Tecnologia – O CEO da Microsoft, Satya Nadella, foi convocado a depor nesta segunda-feira (11) no julgamento nos Estados Unidos contra a OpenAI e a explicar se sua empresa financiou a transformação da desenvolvedora do ChatGPT em uma gigante da inteligência artificial com fins lucrativos.

    O depoimento de Nadella precederá o do CEO da OpenAI, Sam Altman, cujo interrogatório – provavelmente na terça-feira ou na quarta-feira – será uma das etapas finais de um julgamento diante de um júri federal na Califórnia.

    Elon Musk processou a OpenAI, acusando a empresa de trair sua missão original e de desviar suas doações, de 38 milhões de dólares (R$ 188,9 milhões), para construir um império avaliado em mais de 850 bilhões de dólares (R$ 4,23 trilhões).

    O processo expôs disputas internas entre engenheiros, investidores e executivos do Vale do Silício nos anos anteriores ao lançamento do ChatGPT, em 2022.

    O fundador da Tesla e da SpaceX exige que a OpenAI retorne a seu status original de organização sem fins lucrativos. Se isso acontecer, a medida afetaria sua posição na corrida global de inteligência artificial contra Anthropic, Google e a chinesa DeepSeek.

    A OpenAI afirma que Musk se retirou voluntariamente após não conseguir o controle majoritário da empresa. Depois, ele se tornou concorrente direto da companhia por meio da xAI, com a qual desenvolveu a IA Grok.

    A juíza Yvonne González Rogers dará a decisão definitiva sobre a responsabilidade e eventuais indenizações, após o veredicto de um júri “consultivo”. Se ela decidir a favor de Musk, a abertura de capital da OpenAI, planejada para este ano, ficaria em dúvida.

    Nesta segunda-feira, os advogados de Musk tentarão convencer o júri de que a Microsoft, ao investir na OpenAI em 2019, sabia que contribuía para desviar uma fundação sem fins lucrativos de seu propósito original.

    Para isso, eles usarão e-mails da Microsoft de 2018, revelados recentemente, para demonstrar que a gigante de tecnologia só investiu quando vislumbrou a possibilidade de obter retornos.

    Nos e-mails, Nadella consultou seus executivos sobre um desconto concedido à OpenAI para usar a potência computacional do Azure, plataforma de computação em nuvem da Microsoft.

    Naquele momento predominava o ceticismo, e o diretor de tecnologia da Microsoft, Kevin Scott, temia que a OpenAI pudesse “ir irritada para a Amazon”.

    Em 2019, um ano e meio depois de ter virado as costas para a startup, a Microsoft finalmente investiu 1 bilhão de dólares (R$ 4,97 bilhões).

    No fim, injetaria um total de 13 bilhões de dólares (R$ 64,62 bilhões), uma participação agora avaliada em 228 bilhões de dólares (R$ 1,13 trilhão).

    Fonte: G1

  • Redes sociais podem intensificar sensação de solidão entre adultos, revela estudo

    Pesquisa aponta que conexões virtuais não substituem amizades presenciais e alerta para impactos emocionais do uso excessivo das plataformas.

    Tecnologia – As redes sociais prometem aproximação instantânea, mas um novo estudo sugere que o efeito pode ser justamente o contrário. Pesquisa publicada na revista Public Health Reports indica que o uso frequente dessas plataformas pode aumentar a sensação de solidão entre adultos — especialmente quando grande parte das interações ocorre com pessoas desconhecidas fora da vida real.

    O levantamento analisou mais de 1.500 adultos americanos entre 30 e 70 anos e concluiu que usuários com maior número de conexões exclusivamente virtuais apresentavam níveis mais elevados de solidão.

    Segundo o principal autor do estudo, o professor Brian Primack, da Oregon State University, o contato digital não produz os mesmos efeitos emocionais das relações presenciais.

    Conexões online não substituem convivência real

    A pesquisa também revelou que ter muitos amigos próximos nas redes sociais não necessariamente reduz o sentimento de isolamento. Para os pesquisadores, isso reforça a diferença entre interação virtual e convivência presencial.

    Primack comparou a experiência a consumir um cereal com sabor artificial de maçã em vez da fruta de verdade: pode até parecer semelhante, mas não oferece os mesmos benefícios essenciais.

    A conclusão ajuda a explicar um cenário preocupante. Dados do relatório do U.S. Surgeon General, divulgado em 2023, apontam que cerca de metade dos adultos norte-americanos relata sentimentos frequentes de solidão. O documento classificou o problema como uma “epidemia” moderna e alertou que o isolamento social pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar até 15 cigarros por dia.

    O impacto do uso passivo das redes

    Especialistas destacam que a forma como as redes são utilizadas faz diferença. A psicóloga Melissa Greenberg, do Princeton Psychotherapy Center, explica que o chamado “uso passivo” — apenas rolar a tela e consumir conteúdos sem interação — está mais associado a quadros de ansiedade e depressão.

    Isso acontece porque o consumo contínuo de publicações tende a estimular comparações sociais, aumentando sentimentos de inadequação e distanciamento emocional.

    Já o uso mais ativo, como trocar mensagens, comentar publicações ou interagir diretamente com amigos e familiares, costuma causar menos impacto negativo.

    Como combater a solidão

    Especialistas recomendam fortalecer conexões fora do ambiente digital. Participar de clubes de leitura, atividades esportivas, grupos religiosos, cursos ou ações voluntárias pode ampliar as oportunidades de interação presencial.

    Outro conselho importante é reduzir o uso do celular durante encontros e momentos sociais. A atenção dividida entre a conversa e a tela dificulta vínculos mais profundos.

    Pequenas atitudes também podem ajudar na criação de novas amizades, como fazer perguntas abertas, demonstrar interesse genuíno e compartilhar experiências pessoais de forma mais espontânea.

    A busca por conexões reais

    Embora as redes sociais continuem sendo ferramentas importantes de comunicação, o estudo reforça que curtidas, mensagens e interações digitais não substituem o impacto emocional do contato humano presencial.

    Em um cenário cada vez mais conectado virtualmente, especialistas alertam que a verdadeira sensação de pertencimento ainda depende da convivência real — aquela construída olho no olho, fora das telas.

  • Privacidade do Instagram desligada: o que isso significa para as suas DMs

    A plataforma disse que vai remover as mensagens com criptografia de ponta a ponta, em uma grande mudança de posição da Meta, dona do Instagram.

    Tecnologia – A rede social Instagram desativou o recurso que permitia aos usuários enviar mensagens com alto nível de privacidade. A partir desta sexta-feira (8), o Instagram poderá acessar todo o conteúdo das mensagens diretas, incluindo imagens, vídeos e mensagens de voz.

    A remoção da chamada criptografia de ponta a ponta (E2EE, na sigla em inglês), em que somente o remetente e o destinatário podem ver o conteúdo, representa uma grande guinada da Meta, empresa responsável pelo Instagram.

    A criptografia de ponta a ponta é considerada por especialistas a forma mais segura de troca de mensagens na internet.

    Mas esse tipo de criptografia enfrenta há muito tempo a oposição de grupos que afirmam que ela facilita a disseminação de conteúdo considerado extremo (incluindo crimes) sem que autoridades consigam agir.

    Por isso, a decisão da Meta de remover esse tipo de criptografia de ponta a ponta do Instagram foi comemorada por grupos como organizações de proteção à infância, mas condenada por defensores da privacidade.

    A Sociedade Nacional de Proteção de Crianças Contra Crueldade (NSPCC, na sigla em inglês), uma das principais organizações sem fins lucrativos do Reino Unido, alerta há anos que a criptografia de ponta a ponta poderia expor crianças a riscos.

    “Estamos realmente satisfeitos”, disse Rani Govender, do NSPCC, acrescentando que a criptografia de ponta a ponta “pode permitir que autores de crimes deixem de ser detectados, o que faz com que o aliciamento e o abuso infantil passem despercebidos”.

    Por outro lado, defensores da privacidade afirmam que a medida representa um retrocesso.

    Maya Thomas, da Big Brother Watch, ONG britânica de defesa da privacidade e dos direitos civis, disse estar “decepcionada” com a decisão e afirmou que a criptografia de ponta a ponta era “uma das principais formas de crianças protegerem seus dados na internet”. Thomas acrescenta haver preocupação de que a Meta esteja cedendo à pressão de governos.

    Antes, a Meta defendia a criptografia de ponta a ponta como o modelo mais seguro de privacidade para os usuários. Em 2019, a Meta prometeu implementar a tecnologia nas plataformas de mensagens do Facebook e do Instagram, afirmando que “o futuro é privado”.

    A empresa concluiu a implementação dessa criptografia no Facebook Messenger em 2023 e depois tornou o recurso opcional no Instagram, com planos de torná-lo padrão.

    Mas, após sete anos, a Meta desistiu de ampliar o recurso no Instagram, que agora oferece apenas criptografia padrão.

    Na criptografia padrão, que substituiu a criptografia de ponta a ponta, um provedor de serviços de internet pode acessar conteúdo privado, se necessário. Esse é o sistema mais comum nos principais serviços online, como o Gmail, do Google.

    Desde 2019, a Meta defendia seus planos de ampliar a criptografia de ponta a ponta, enquanto tentava superar os desafios técnicos para levar a tecnologia ao Facebook e ao Instagram.

    A empresa não anunciou publicamente a decisão de abandonar a implementação da ferramenta no Instagram.

    Em vez disso, atualizou discretamente os termos e condições do aplicativo em março.

    “As mensagens com criptografia de ponta a ponta no Instagram deixarão de ser compatíveis após 8 de maio de 2026. Se você tiver conversas afetadas por essa mudança, verá instruções sobre como baixar mídias ou mensagens que deseje guardar”, informou a empresa.

    A Meta disse a jornalistas que a decisão foi tomada porque poucos usuários aderiram ao recurso.

    Mas especialistas afirmam que as ferramentas opcionais costumam ter baixa adesão, já que exigir que usuários ativem um recurso manualmente cria etapas extras no uso da plataforma.

    Alguns analistas, entre eles a especialista em cibersegurança Victoria Baines, acreditam que a decisão reflete uma mudança na postura da Meta em relação à privacidade.

    “As plataformas de redes sociais monetizam nossas comunicações, publicações, curtidas e mensagens, para direcionar publicidade segmentada”, afirmou.

    O Instagram já afirmou anteriormente que mensagens diretas não são usadas para treinar sistemas de IA.

    A empresa se recusou a comentar mais detalhadamente a decisão de recuar na política de privacidade, e o chefe do Instagram, Adam Mosseri, recusou pedidos de entrevista.

    No mês passado, a Meta informou aos funcionários que cliques e atividades em dispositivos de trabalho passariam a ser coletados como dados de treinamento para os modelos de IA da empresa.

    Grupos como a ONG Big Brother Watch afirmam que a decisão da Meta pode influenciar toda a indústria de redes sociais.

    Até recentemente, a expansão da criptografia de ponta a ponta era vista como a direção natural do setor.

    • Esse tipo de criptografia é padrão no Signal, no WhatsApp, no Facebook Messenger, no iMessage, da Apple, e no Google Messages
    • O Telegram oferece o recurso como opcional, mas não de forma padrão
    • O X, antigo Twitter, oferece um sistema semelhante para mensagens diretas, embora críticos afirmam que ele não atende aos padrões de segurança da indústria
    • O Snapchat usa a tecnologia para fotos e vídeos enviados por mensagens diretas e já afirmou que pretende expandi-la para mensagens de texto.
    • O Discord planeja tornar chamadas de voz e vídeo protegidas por criptografia de ponta a ponta de forma padrão.

    O TikTok disse à BBC em março que não tinha planos de implementar a tecnologia em mensagens diretas.

    Analistas, entre eles a especialista em cibersegurança Baines, acreditam que essas decisões podem desacelerar a disseminação da criptografia de ponta a ponta, fazendo com que ela fique restrita, no futuro, principalmente a aplicativos dedicados a mensagens.

    Fonte: G1

  • Instagram e Facebook vão analisar estrutura óssea para verificar idade de menores no Brasil

    Meta diz que sistema não fará reconhecimento facial e analisará fotos, vídeos e informações do perfil para identificar usuários com menos de 13 anos no Instagram e no Facebook.

    Tecnologia – A Meta anunciou na terça-feira (5) que vai usar IA para analisar imagens de usuários e verificar se eles são menores de idade no Instagram e no Facebook. A tecnologia vai “ler” características como altura e estrutura óssea para identificar contas de pessoas com menos de 13 anos. A novidade chega ao Brasil, nos EUA e na União Europeia.

    A Meta afirma que é preciso ter ao menos 13 anos para criar uma conta no Instagram e no Facebook.

    Segundo a empresa, o sistema não fará reconhecimento facial, ao contrário de outras redes que usam esse tipo de tecnologia para verificar a idade dos usuários. Muitas plataformas passaram a exigir selfies ou documentos de identificação em meio à pressão por medidas que reforcem a segurança de crianças e adolescentes online.

    A Meta explica que a IA fará uma análise do perfil do usuário “em busca de pistas contextuais”. Como exemplo, a empresa cita publicações sobre aniversários e até menções a notas escolares.

    “Buscamos esses sinais em vários formatos, como postagens, comentários, biografias e legendas, e continuamos expandindo essa tecnologia para partes adicionais dos nossos aplicativos como Instagram Reels, Instagram Live e grupos do Facebook”, explicou.

    A companhia diz que saber a idade de alguém no ambiente online ” é um desafio complexo e de toda a indústria” e cita casos em que alguns menores informam um aniversário de adulto ao criar uma conta em rede social. Por isso, diz estar usando tecnologia sofisticada para identificar essas pessoas.

    Fonte: G1

  • Autenticidade calculada: por que “parecer natural” virou a nova estratégia nas redes

    Conteúdos espontâneos dominam plataformas digitais, mas especialistas apontam que a naturalidade atual é resultado de escolhas conscientes e timing preciso.

    Tecnologia – A era das fotos perfeitas e vídeos altamente produzidos está dando lugar a uma estética mais crua, cotidiana e aparentemente improvisada. Nas redes sociais, o que antes era visto como espontâneo agora se consolida como uma estratégia sofisticada de comunicação — onde parecer natural exige, paradoxalmente, planejamento.

    Plataformas como Instagram e TikTok impulsionaram essa transformação ao priorizar conteúdos que geram identificação imediata. Vídeos sem edição evidente, relatos pessoais e cenas do dia a dia passaram a ter mais alcance do que produções excessivamente polidas. O público, mais atento e crítico, começou a valorizar o que soa real — mesmo sabendo que há intenção por trás.

    A estética do improviso

    A chamada “estética do improviso” se tornou dominante. Trata-se de conteúdos que simulam casualidade: uma fala direta para a câmera, um desabafo inesperado, uma rotina aparentemente comum. Mas, na prática, esses elementos são cuidadosamente construídos.

    Segundo o estrategista Rafael Oliveira, essa mudança não representa uma ruptura, mas um refinamento na forma de se comunicar. A espontaneidade continua sendo valorizada, mas agora precisa parecer invisível. Ou seja, a intenção existe — só não pode ser percebida.

    Vulnerabilidade como conexão

    Outro elemento central dessa nova linguagem é a vulnerabilidade. Criadores e influenciadores passaram a compartilhar inseguranças, dilemas pessoais e momentos de fragilidade como forma de criar proximidade com o público.

    Esse movimento fortalece a conexão emocional, mas também levanta um ponto importante: até que ponto essa exposição é genuína? Na maioria dos casos, há uma curadoria silenciosa sobre o que será mostrado, o que será omitido e, principalmente, quando publicar.

    O tempo também comunica

    Mais do que o conteúdo em si, o ritmo de publicação se tornou parte da estratégia. Pausas, sumiços e retornos são usados como ferramentas narrativas.

    Ficar offline por um período pode gerar expectativa, enquanto voltar com um novo posicionamento ou tom mais pessoal pode reforçar a sensação de autenticidade. Nesse cenário, o silêncio também comunica — e muitas vezes diz tanto quanto um post.

    O risco da previsibilidade

    À medida que a naturalidade se transforma em padrão, surge um novo desafio: evitar que ela pareça artificial. O público, cada vez mais acostumado com essa linguagem, começa a identificar repetições e fórmulas.

    Quando o “espontâneo” vira previsível, a conexão se enfraquece. A sensação de proximidade dá lugar à desconfiança — e o conteúdo perde força.

    Uma nova definição de autenticidade

    O que está em curso é uma redefinição do conceito de autenticidade nas redes sociais. Não se trata mais de ausência de estratégia, mas de coerência ao longo do tempo.

    Hoje, ser autêntico não significa expor tudo, e sim manter consistência entre discurso, comportamento e presença digital. A credibilidade passa a ser construída menos pelo impacto imediato e mais pela continuidade.

    No fim, a naturalidade deixou de ser apenas um traço espontâneo para se tornar uma linguagem — e, cada vez mais, uma das estratégias mais eficazes na disputa por atenção no ambiente digital.

  • Coinbase anuncia demissão de 14% da equipe em plano para reduzir custos e focar em IA

    Corretora de criptomoedas anuncia corte de cerca de 700 funcionários em meio à volatilidade do setor e aposta em inteligência artificial para reduzir custos e tornar a operação mais enxuta

    Tecnologia – A Coinbase anunciou nesta terça-feira (5) que vai cortar cerca de 700 postos de trabalho, o equivalente a aproximadamente 14% da sua equipe global. A medida faz parte de um plano de reorganização para reduzir custos e adaptar a empresa ao uso crescente de inteligência artificial.

    O movimento ocorre em um momento de instabilidade no mercado de criptomoedas, marcado por fortes oscilações. No início do ano, outras empresas dos Estados Unidos também adotaram cortes de gastos e mudanças internas para se ajustar a esse cenário e ao avanço da tecnologia.

    Após o anúncio, as ações da Coinbase subiam cerca de 4% nas negociações antes da abertura do mercado. A empresa espera concluir a maior parte dessas mudanças até o segundo trimestre de 2026.

    Segundo a companhia, apesar de ter uma posição financeira considerada sólida e potencial de crescimento no longo prazo, o cenário atual exige uma operação mais enxuta e eficiente para atravessar este momento e se preparar para um novo ciclo do mercado.

    O presidente-executivo, Brian Armstrong, destacou que o avanço da inteligência artificial tem permitido automatizar tarefas e reduzir a necessidade de equipes maiores, inclusive em atividades que antes exigiam conhecimento técnico especializado.

    A Coinbase estima gastar entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões com a reestruturação, principalmente com indenizações e benefícios pagos aos funcionários desligados. A maior parte desses custos deve ser registrada no segundo trimestre, embora a empresa não descarte despesas adicionais.

    Essa não é a primeira vez que a companhia reduz seu quadro de funcionários. Em momentos anteriores de queda no mercado de criptomoedas, a empresa já adotou medidas semelhantes, o que mostra como o setor é sensível às mudanças no cenário econômico e ao comportamento dos investidores.

    Fonte: G1

  • Facebook e Instagram devem bloquear acesso de menores de 13 anos, diz UE

    Reguladores do bloco europeu afirmaram que plataformas violaram regras tecnológicas históricas.

    Tecnologia – O Facebook e o Instagram, da Meta Platforms, foram acusados nesta quarta-feira (29) de violar regras tecnológicas históricas da União Europeia, disseram reguladores do bloco, acrescentando que as plataformas devem fazer mais para impedir que crianças menores de 13 anos acessem as redes sociais.

    As acusações (ou conclusões preliminares) ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais surgiram após uma investigação de dois anos conduzida pela Comissão Europeia. A legislação exige que as grandes empresas de tecnologia façam mais para combater o conteúdo ilegal e prejudicial nas suas plataformas.

    A Meta, que afirmou discordar das conclusões preliminares, pode responder às acusações e tomar medidas antes que a Comissão emita uma decisão final. As violações da DSA podem custar às empresas multas de até 6% do seu faturamento anual global.

    A medida da União Europeia surge em meio a crescentes preocupações mundiais sobre o impacto das redes sociais em crianças, empresas e governos, o que leva a apelos para que as grandes empresas de tecnologia sejam mais proativas e tomem medidas mais eficazes.

    A autoridade tecnológica da União Europeia afirmou que a Meta não fez o suficiente para aplicar as restrições impostas a crianças menores de 13 anos no uso do Facebook e do Instagram, e que as medidas para identificá-las e removê-las quando acessam os serviços são inadequadas.

    O estudo apontou que entre 10% e 12% das crianças menores de 13 anos na Europa usam o Facebook e o Instagram.

    “Nossos resultados preliminares mostram que o Instagram e o Facebook estão fazendo muito pouco para impedir que crianças menores de 18 anos acessem seus serviços”, disse a chefe de tecnologia da União Europeia, Henna Virkkunen, em um comunicado.

    “Os termos e condições não devem ser meras declarações escritas, mas sim a base para ações concretas que visem proteger os usuários, incluindo crianças”, afirmou ela.

    A Meta afirma ter medidas em vigor para detectar e remover contas de crianças menores de 13 anos e que anunciará medidas adicionais na próxima semana.

    “Compreender a questão da idade é um desafio para toda a indústria, que exige uma solução para toda a indústria, e continuaremos a dialogar construtivamente com a Comissão Europeia sobre esta importante questão”, disse um porta-voz da Meta.

    A Comissão afirmou que ambas as plataformas devem alterar a sua metodologia de avaliação de risco e reforçar as medidas para prevenir, detetar e remover menores dos seus serviços.

    Se os reguladores considerarem que ainda não estão a fazer o suficiente para os satisfazer, podem continuar a impor uma multa, embora esta medida só demore muitos meses a tomar.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Salão de Pequim: grupo Chery mostra robôs humanoides de R$ 210 mil;

    Os modelos podem ser adquiridos por qualquer pessoa e são voltados para entretenimento, tarefas gerais e até para atuação em concessionárias do próprio grupo Chery.

    Tecnologia – Além dos carros da própria marca, a Chery levou ao Salão do Automóvel de Pequim alguns robôs humanoides Mornine M1. Eles já estão à venda na China por 285.800 yuans, o equivalente a cerca de R$ 210 mil, e foram desenvolvidos para atender pessoas nas lojas da empresa.

    Os robôs foram desenvolvidos pela Aimoga Robotics, empresa chinesa ligada à Chery, fabricante conhecida pelos modelos Tiggo e também pelas marcas Omoda e Jaecoo, que chegaram recentemente ao Brasil.

    Anunciados para uso em empresas, entretenimento, trabalho e revenda, os robôs — com aparência inspirada em um corpo feminino — foram projetados para interagir com pessoas de maneira mais natural, seja de forma autônoma ou com controle remoto, em concessionárias e lojas.

    Durante o salão, apenas a interação com controle remoto estava disponível. Ela era feita por funcionários da Chery, que operavam os robôs a partir de um aplicativo em celulares Android, posicionados atrás de uma pilastra.

    Os robôs dançavam, cantavam em inglês e falavam em mandarim para chamar a atenção do público que passava em frente ao estande.

    No modo autônomo, a Mornine usa inteligência artificial para tomar decisões, tanto sobre a interação com pessoas quanto sobre as tarefas para as quais foi programada.

    Segundo a fabricante, os robôs pesam 70 quilos e têm 1,68 metro de altura. Apesar de terem peso e tamanho semelhantes aos de um humano, a caminhada produzia um som pesado ao tocar o chão de madeira.

    Ao todo, são 40 articulações, que permitem caminhar a uma velocidade de até um metro por segundo e levantar objetos com peso de até 1,5 quilo.

    A bateria garante cerca de duas horas de funcionamento por carga e precisa de mais duas horas na tomada para que o robô possa ser usado novamente.

    A Aimoga afirma que, em 2025, já enviou 300 robôs para mais de 30 países ao redor do mundo. A lista inclui nações da Europa, mas a empresa não informa quais são.

    Fonte: G1

  • Cade reabre investigação contra Google por uso de conteúdo produzido por IA

    Conselho instaurou processo administrativo para investigar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. Julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica

    Tecnologia – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta quinta-feira (23), por unanimidade, reabrir um processo para investigar o Google por suposto uso em excesso de notícias produzidas por ferramentas de inteligência artificial (IA).

    O caso teve origem no próprio Cade, que viu a necessidade de aprofundar as apurações das condições concorrenciais do mercado de busca e da utilização pelo Google de conteúdos produzidos por IA.

    O processo administrativo reaberto nesta quinta vai investigar a conduta da empresa e o impacto de sua atuação no mercado jornalístico. O julgamento pode resultar em sanções administrativas por infração econômica.

    O tema começou a ser analisado pelo tribunal do Cade no ano passado

    A Superintendência-Geral chegou a concluir pela “ausência de indícios suficientes de infração à ordem econômica e recomendou o arquivamento do feito”.

    O caso foi avocado pelo Tribunal e posteriormente distribuído à relatoria do ex-conselheiro e presidente Gustavo Augusto, que chegou a votar pelo arquivamento do processo.

    O julgamento foi retomado em 8 de março com o voto do conselheiro Diogo Thomson, que defendeu a investigação por haver indícios robustos a respeito da atuação da empresa.

    Após o voto de Thomson, Augusto ajustou sua posição anterior e concordou com a apuração sobre o uso de notícias em IA.

    A conselheira Camila Cabral retomou a sessão com seu voto a favor da abertura do processo. Segundo a conselheira, o Google usa sem autorização prévia das empresas que produzem conteúdo jornalístico.

    Segundo a conselheira, o “problema, portanto, alcança também a forma pela qual a plataforma dominante administra a arquitetura da intermediação informacional e transforma conteúdo de terceiros em insumo para retenção de atenção, coleta de dados e reforço de seu próprio poder de coordenação”.

    Fonte: G1

  • Ofcom abre investigação contra Telegram por suspeita de abuso infantil

    Autoridade britânica apura possível falha da plataforma em conter conteúdo ilegal; governo pressiona redes por mais responsabilidade na proteção de menores.

    Tecnologia – O aplicativo de mensagens Telegram entrou no centro de uma nova crise internacional após a Ofcom, agência reguladora do Reino Unido, abrir uma investigação sobre a possível circulação de material de abuso sexual infantil na plataforma.

    A apuração foi anunciada nesta terça-feira (21) e faz parte de um movimento mais amplo do governo britânico para reforçar o controle sobre conteúdos nocivos na internet, especialmente aqueles que atingem crianças e adolescentes.

    Segundo a Ofcom, a decisão foi tomada após o recebimento de evidências fornecidas pelo Canadian Centre for Child Protection, além de uma análise própria conduzida pela agência. O objetivo é verificar se o Telegram descumpriu obrigações legais relacionadas à remoção de conteúdo ilegal e à proteção de usuários vulneráveis.

    Pressão crescente sobre plataformas digitais

    A investigação ocorre em meio à implementação da Online Safety Act 2023, legislação que estabelece regras mais rígidas para empresas de tecnologia. O governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, tem cobrado medidas ainda mais duras das plataformas digitais.

    Entre as propostas em discussão está até mesmo a possibilidade de restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais — um indicativo do nível de preocupação das autoridades com a segurança online.

    Além do Telegram, outras plataformas como Teen Chat e Chat Avenue também estão sendo investigadas por possíveis falhas na proteção de crianças contra aliciamento.

    Defesa do Telegram

    Em resposta, o Telegram negou “categoricamente” as acusações e afirmou que vem combatendo esse tipo de conteúdo há anos. A empresa destacou que, desde 2018, implementa sistemas automatizados para detectar e remover material ilegal, alegando ter praticamente eliminado a disseminação pública desse tipo de conteúdo.

    A companhia também sugeriu que a investigação pode fazer parte de uma ofensiva mais ampla contra plataformas que defendem a privacidade e a liberdade de expressão.

    Histórico de questionamentos

    Não é a primeira vez que o Telegram enfrenta problemas com autoridades reguladoras. Em fevereiro, a plataforma foi multada por um órgão de segurança online da Austrália por demora em responder questionamentos sobre medidas de combate a conteúdos extremistas e de abuso infantil.

    Para a diretora de fiscalização da Ofcom, Suzanne Cater, o recado é direto: empresas que operam no ambiente digital precisam fazer mais para proteger crianças ou enfrentarão consequências legais severas.

    Debate global sobre segurança digital

    O caso reforça um debate cada vez mais urgente em todo o mundo: como equilibrar liberdade digital, privacidade e segurança, especialmente quando se trata de usuários mais vulneráveis.

    Com o avanço das tecnologias e a expansão das redes sociais, governos e empresas enfrentam o desafio de criar ambientes digitais mais seguros — sem comprometer direitos fundamentais.

    A investigação no Reino Unido pode se tornar um marco nesse processo, com potencial para influenciar regulações em outros países e redefinir os limites de responsabilidade das plataformas digitais.