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  • Melatonina ganha espaço entre os milhões brasileiros que sofrem com problemas do sono

    Suplemento viralizou nas redes sociais em meio ao aumento de queixas de insônia e noites mal dormidas

    Saúde – Dormir mal se tornou parte da rotina de milhões de brasileiros. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de pessoas no país sofrem com problemas relacionados ao descanso, enquanto a média nacional de sono é de apenas 6,4 horas por noite — abaixo das 7 a 9 horas recomendadas para adultos pela Fundação Nacional do Sono, dos Estados Unidos. Em meio ao aumento das queixas de insônia, cansaço e dificuldade para manter uma rotina saudável, a melatonina ganhou popularidade como alternativa para ajudar na regulação do sono.
    Produzida naturalmente pela glândula pineal, a melatonina é o hormônio responsável por sinalizar ao organismo quando é hora de dormir. Ela atua diretamente no ritmo circadiano, conhecido como “relógio biológico”, que regula os ciclos de vigília e descanso ao longo de 24 horas.
    A popularização do suplemento cresceu especialmente nas redes sociais, onde a melatonina passou a ser associada à melhora da qualidade do sono e da disposição diária. O interesse maior ocorre entre pessoas expostas excessivamente às telas, trabalhadores em turnos alternados e quem enfrenta alterações frequentes de rotina ou de fuso horário.
    “O papel da melatonina é mais de organização do que de indução. Ela avisa ao corpo que é noite, facilitando o início do sono de forma mais fisiológica”, afirma o supervisor farmacêutico da rede Santo Remédio, Jhonata Vasconcelos.
    O profissional explica que a produção natural do hormônio está diretamente ligada à luminosidade. Durante a noite, os níveis de melatonina aumentam, enquanto a exposição à luz artificial — principalmente de celulares, computadores e televisores — pode inibir essa liberação e dificultar o descanso.
    Ao contrário dos medicamentos sedativos, a melatonina não provoca o sono diretamente. Sua principal função é preparar o organismo para dormir, ajudando na sincronização do relógio biológico. Por isso, especialistas ressaltam que o suplemento tende a apresentar melhores resultados quando associado a hábitos saudáveis.
    No mercado brasileiro, a melatonina pode ser encontrada em diferentes apresentações, como comprimidos, cápsulas e soluções líquidas. Um exemplo é a linha Animativ Melatonina, disponível em gotas e cápsulas. “A versão líquida, com 30 ml, tem absorção mais rápida e pode ser ajustada com maior precisão de dose, enquanto a apresentação em comprimidos, com 120 unidades, tende a ser mais prática para uso contínuo”, explica o farmacêutico.

    Cuidados necessários
    Apesar da popularização e da facilidade de acesso, o uso indiscriminado da melatonina pode trazer efeitos indesejados. Doses inadequadas, horários incorretos de ingestão e o uso prolongado sem acompanhamento podem comprometer a eficácia do suplemento e até agravar distúrbios do sono.
    Entre os possíveis efeitos adversos estão sonolência residual durante o dia, dores de cabeça, irritabilidade e alterações no ritmo biológico natural. Além disso, dificuldades frequentes para dormir podem estar relacionadas a problemas como ansiedade, estresse, depressão e outras condições de saúde que exigem avaliação médica.
    “O suplemento pode ser um aliado importante, mas não resolve a causa do problema sozinho. Higiene do sono, redução de estímulos noturnos e regularidade de horários continuam sendo fundamentais”, diz Jhonata Vasconcelos.
    Entre as recomendações mais indicadas pelos especialistas estão reduzir o uso de telas antes de dormir, manter o quarto escuro e silencioso, evitar cafeína no período noturno e estabelecer horários regulares para dormir e acordar. A prática de exercícios físicos e a exposição à luz natural ao longo do dia também ajudam a regular o relógio biológico.
    Quando as dificuldades para dormir começam a afetar a produtividade, o humor e outras atividades do cotidiano, a orientação é buscar acompanhamento médico para investigar as causas e definir o tratamento mais adequado.

    Foto: Magnific

    Por Agência de comunicação Repercussão

  • Semana da Enfermagem terá vacinação e serviços gratuitos em Manaus

    Além de imunizantes, a programação do evento no Centec inclui testes rápidos e blitz da saúde abertas à comunidade

    Saúde- A população de Manaus poderá acessar gratuitamente serviços como vacinação, testes rápidos, aferição de pressão arterial e glicemia capilar durante a Semana da Enfermagem 2026 do Centro de Ensino Técnico (Centec), que acontece entre os dias 18 e 21 de maio. A programação reúne ações voltadas tanto à formação prática dos estudantes quanto à promoção da saúde da comunidade.
    Entre os destaques está a ação de saúde pública prevista para o dia 20 de maio, das 8h às 12h, com oferta de vacinação do calendário vacinal adulto, testes rápidos e distribuição de preservativos. Já no dia 21, será realizada uma blitz da saúde em frente ao Centec 01, com aferição de pressão arterial e testes de glicemia.
    A programação é comemorativa ao Dia do Técnico de Enfermagem, celebrado em 20 de maio, mas a proposta da instituição vai além da comemoração simbólica da data. Segundo o Centec, a ideia é aproximar os estudantes da realidade do atendimento à população e estimular ações preventivas de saúde.
    “A enfermagem está diretamente ligada ao cuidado e à prevenção. Quando promovemos atividades abertas à comunidade, conseguimos fortalecer a formação prática dos alunos e, ao mesmo tempo, ampliar o acesso da população a serviços básicos de saúde”, afirma a diretora-presidente do Centec, Eliana Cássia de Souza.
    Além das ações voltadas ao público externo, a Semana da Enfermagem contará com palestras, oficinas práticas e salas temáticas conduzidas por profissionais da área da saúde. Entre os temas abordados estão saúde mental no ambiente de trabalho, ética profissional, responsabilidade no uso de contraste em exames de imagem e técnicas de punção venosa.
    Para a diretora da instituição, atividades práticas ajudam os estudantes a desenvolver competências exigidas no mercado de trabalho, especialmente em áreas ligadas à atenção básica e ao atendimento humanizado.
    “Os alunos precisam vivenciar situações próximas da rotina profissional desde a formação. Isso contribui para que cheguem ao mercado mais preparados tecnicamente e mais conscientes sobre a responsabilidade social da profissão”, destaca Eliana.

    Saúde preventiva
    A vacinação e os testes rápidos ofertados durante a programação ganham relevância em um momento em que especialistas reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento básico de saúde. A atualização da caderneta vacinal, por exemplo, ajuda a reduzir riscos de doenças transmissíveis e evita complicações futuras.
    Já serviços simples, como aferição de pressão e testes de glicemia, podem auxiliar na identificação precoce de problemas silenciosos, como hipertensão e diabetes, que muitas vezes evoluem sem sintomas aparentes.
    Segundo a programação oficial do evento, as ações abertas à comunidade fazem parte da proposta de integrar teoria e prática durante a formação dos estudantes do curso técnico em enfermagem.

    Programação prática
    A Semana da Enfermagem também terá oficinas de punção venosa em laboratório, com número limitado de participantes, além de palestras sobre ética, saúde pública e cuidados em enfermagem.
    De acordo com o projeto do evento, a expectativa é ampliar o conhecimento técnico-científico dos estudantes, fortalecer habilidades práticas e aumentar a integração entre instituição, alunos e comunidade.
    A programação será realizada presencialmente no Centec, com atividades nos turnos da manhã e da noite.

    Foto: divulgação

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Alergias atingem até 40% da população e impactam mais os centros urbanos

    Poluição, estilo de vida urbano e subdiagnóstico impulsionam avanço das doenças alérgicas no Brasil e no mundo

    Saúde- As doenças alérgicas atingem entre 30% e 40% da população mundial e já são consideradas um desafio crescente de saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que cerca de 30% da população tenha rinite alérgica e 10%, asma —quadros que tendem a se agravar nos centros urbanos, impulsionados pela poluição e pelo estilo de vida.
    Dados do Atlas Global de Alergia da Academia Europeia de Alergia e Imunologia Clínica (EAACI) indicam que, até 2050, metade da população mundial poderá ter algum tipo de alergia. No entanto, especialistas alertam que o tratamento ainda é frequentemente focado apenas no alívio dos sintomas, sem investigar os gatilhos das crises.
    “O subdiagnóstico ainda é um problema importante. Muitos pacientes convivem por anos com sintomas recorrentes, como coceira, tosse, dermatite e desconfortos gastrointestinais, sem chegar à causa real”, afirma Leonardo Abreu, médico de família e comunidade e coordenador técnico da Amparo Saúde, empresa de Atenção Primária à Saúde do Grupo Sabin.
    Segundo ele, isso leva ao uso frequente de medicações que aliviam momentaneamente os sintomas, mas não resolvem o problema de base.

    Avanços diagnósticos
    Atualmente, a medicina diagnóstica dispõe de exames de alta precisão para identificar os agentes causadores das alergias, como a IgE específica, os painéis de alérgenos e o diagnóstico molecular por componentes (CRD). Esse último é capaz de identificar qual molécula (proteína) causa a alergia e diferenciar alergias verdadeiras de reações cruzadas.
    “Esses exames ajudam a sair do campo da suspeita e trazer mais objetividade para o diagnóstico”, explica Abreu. Feitos a partir de uma coleta de sangue, os testes permitem mapear a quais substâncias o paciente está sensibilizado, como ácaros, pólens, alimentos ou pelos de animais.
    Nas grandes cidades, os principais desencadeadores de alergias costumam ser ácaros, poluição do ar, mofo, pólen, pelos de animais e, em alguns casos, alimentos ultraprocessados. “O estilo de vida urbano contribui bastante: ambientes fechados, pouca ventilação, maior exposição à poluição e mudanças no padrão alimentar”, analisa o médico.
    Além desses fatores, ele cita a chamada “hipótese da higiene”, que relaciona a menor exposição a microrganismos ao longo da vida ao desenvolvimento de alergias, como uma possível explicação para o aumento desses quadros nos centros urbanos.

    Tratamento personalizado
    Uma vez identificado com precisão o gatilho das alergias, é possível instituir um tratamento personalizado, atuando na raiz do problema. “Em vez de apenas controlar sintomas, passamos a adotar medidas de prevenção mais direcionadas, com ajustes ambientais, orientação alimentar ou até imunoterapia em alguns casos”, destaca Abreu.
    Com isso, é possível reduzir crises, evitar uso contínuo de medicamentos e melhorar a qualidade de vida — especialmente nos casos crônicos. “A pessoa passa a entender melhor o próprio quadro e ganha mais previsibilidade no dia a dia, o que faz bastante diferença, principalmente nos casos crônicos”, complementa o médico.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • O que a cor da urina diz sobre a sua saúde e quando buscar exames médicos

    “A Cor da Urina: Um Indicador Crítico da Sua Saúde e Sinais de Alerta para Exames Médicos”

    Saúde – Alterações na cor da urina costumam passar despercebidas na rotina, mas podem ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem no organismo. De um amarelo bem claro, associado à boa hidratação, até tons escuros, avermelhados ou esbranquiçados, essas mudanças podem revelar desde variações na alimentação até infecções, problemas renais ou doenças hepáticas. Por isso, observar essas variações e saber quando procurar orientação médica pode fazer toda diferença no diagnóstico precoce de várias condições.
    Segundo o infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde, Marcelo Cordeiro, a cor da urina pode ser um alerta clínico inicial, mas não deve ser interpretada isoladamente. “A urina funciona como um bioindicador, mas nenhuma alteração de cor confirma um diagnóstico de forma isolada. Ela serve como um alerta que pode indicar patologias”, explica.

    Sinais
    Entre as mudanças que mais chamam atenção está a urina muito escura. Quando o líquido apresenta coloração semelhante à de chá preto, por exemplo, pode haver presença de pigmentos biliares na urina, condição chamada de colúria. Nesses casos, o quadro pode estar relacionado a alterações no fígado ou nas vias biliares, como hepatites infecciosas ou obstruções.
    Outra coloração que exige atenção é a que se caracteriza pelo tom escuro, com aspecto de vinho, o que pode indicar mioglobinúria. O quadro ocorre quando há lesão muscular grave e proteínas do músculo passam a circular no sangue até serem filtradas pelos rins. Situações como traumas, exercícios físicos extremos ou algumas infecções sistêmicas podem desencadear esse processo.
    Mudanças na aparência também podem indicar infecções. Urina turva ou com aspecto esbranquiçado pode sinalizar a presença de pus, sugerindo infecção bacteriana. Já a urina avermelhada pode indicar hematúria, ou seja, presença de sangue, que pode estar associada a infecção urinária, cálculos ou doenças renais.
    Essas alterações merecem atenção porque problemas urinários são bastante comuns. Alguns estudos afirmam que a infecção do trato urinário é responsável por 7 milhões de idas ao consultório anualmente e um milhão de atendimentos em serviços de urgência.
    Além disso, a condição é mais frequente no sexo feminino: cerca de 80% das mulheres apresentam ao menos um episódio ao longo da vida, em grande parte devido a fatores anatômicos.

    Exames
    Embora a mudança na cor da urina possa chamar atenção, o diagnóstico depende de exames laboratoriais. O primeiro passo geralmente é a análise da urina tipo 1, também conhecida como EAS (Elementos Anormais e Sedimento), que permite visualizar células, bactérias ou substâncias anormais presentes no líquido.
    “Nos casos em que houver suspeita clínica associada à cor da urina, o médico também pode solicitar o exame de urocultura”, diz Marcelo Cordeiro. O procedimento é considerado o principal meio para identificação do agente causador da infecção, auxiliando a indicação de um tratamento mais assertivo.
    Seja pelo exame de urina tipo 1 ou urocultura, a investigação é importante porque diversos fatores do cotidiano podem alterar temporariamente a cor da urina. A desidratação, por exemplo, deixa o líquido mais concentrado e escuro. Alimentos como beterraba ou o uso de vitaminas e alguns analgésicos também podem causar coloração rosada ou alaranjada.
    “Se a cor não normaliza após hidratação adequada ou após a suspensão de alimentos e medicamentos que possam interferir, é sinal de que o problema pode estar relacionado a uma condição de saúde e deve ser investigado”, orienta o especialista.
    A mudança na cor da urina exige atenção redobrada quando aparece acompanhada de sintomas como febre, calafrios, dor lombar ou ardência ao urinar. Nesses casos, pode indicar que a infecção atingiu os rins ou que o quadro está evoluindo para uma infecção mais grave, o que exige avaliação médica imediata.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Abril Azul: como é e para que serve o tratamento medicamentoso para crianças autistas

    Desmistificando o Tratamento Medicamentoso para Crianças com Autismo e Seu Papel Essencial na Qualidade de Vida”

    O mês de abril marca, no Brasil e no mundo, a campanha de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). O ‘Abril Azul’ reforça a necessidade de informação qualificada sobre o tema, sobretudo sobre um dos pontos que mais geram dúvidas entre famílias: quando e por que um médico pode indicar medicamentos para crianças autistas.
    Uma das dúvidas iniciais sobre o uso de medicamentos é se o autismo “tem cura”. A condição não é uma doença, mas um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por alterações na comunicação social e no comportamento. O tratamento, portanto, não visa “curar” o paciente, mas sim auxiliar no controle de sintomas associados que prejudicam o desenvolvimento, a aprendizagem e a qualidade de vida.
    O Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou 2,4 milhões de pessoas com o diagnóstico, o que corresponde a 1,2% da população brasileira. Entre crianças e adolescentes de até 14 anos, o número chega a aproximadamente 636 mil.

    Quando medicar
    Farmacêutica da rede FarmaBem, Jéssica Cardeal diz que o tratamento é indicado quando sintomas como irritabilidade intensa, agressividade, ansiedade, hiperatividade, distúrbios do sono e dificuldades de atenção comprometem de forma significativa a rotina da criança. Ela ressalta que a medicação entra como suporte, não como substituto das demais intervenções.
    “O medicamento nunca age sozinho. Ele é parte de um conjunto que envolve terapia, acompanhamento pedagógico e suporte familiar. O objetivo é reduzir barreiras que impedem a criança de aproveitar ao máximo as outras formas de tratamento”, afirma.
    Entre os fármacos mais utilizados estão os antipsicóticos atípicos, como risperidona e aripiprazol, aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso em crianças com TEA. Eles atuam sobre receptores de dopamina e serotonina, neurotransmissores, que são substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre células nervosas, e ajudam a reduzir comportamentos de automutilação e crises de agressividade.
    Para casos com hiperatividade e déficit de atenção associados, médicos podem indicar metilfenidato, substância amplamente utilizada no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), e que auxilia no controle dos impulsos.

    Acompanhamento
    O uso de qualquer medicação em crianças exige monitoramento contínuo. Jéssica Cardeal ressalta que a adesão correta ao tratamento e a comunicação com o profissional de saúde são determinantes para o resultado.
    “Os pais precisam observar e relatar qualquer mudança no comportamento ou no sono da criança. Alguns efeitos adversos, como ganho de peso ou sonolência excessiva, precisam ser comunicados ao médico imediatamente para que a dose seja ajustada ou o medicamento seja substituído”, diz a farmacêutica.
    A automedicação é um risco grave nesse contexto. Substâncias como benzodiazepínicos, usados para ansiedade e insônia, e anticonvulsivantes, indicados para controle de crises epilépticas, frequentemente associadas ao TEA, têm janela terapêutica estreita, o que significa que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica é pequena. O uso sem prescrição pode agravar quadros comportamentais e causar dependência.
    O acompanhamento multidisciplinar, com médico, farmacêutico, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo, continua essencial. “A farmácia tem papel ativo nesse processo. Orientar sobre posologia, interações medicamentosas e armazenamento correto faz parte do suporte que oferecemos às famílias”, conclui Jéssica Cardeal.

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    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Longevidade feminina: o desafio de viver mais e melhor na maturidade

    Medicina preventiva e combate às desigualdades sociais são cruciais para garantir autonomia e qualidade de vida para as mulheres idosas

    Saúde – O Brasil está envelhecendo rapidamente. Projeções do IBGE indicam que, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Nesse panorama, as mulheres são a face mais visível da longevidade, com uma expectativa de vida, em média, sete anos superior à dos homens. Contudo, por trás dos números, esconde-se um paradoxo: ao mesmo tempo em que vivem mais, as mulheres idosas enfrentam uma série de vulnerabilidades biológicas e sociais que podem comprometer severamente sua qualidade de vida.
    Após a menopausa, o corpo feminino passa por alterações hormonais que aumentam o risco de doenças silenciosas como osteoporose, hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares. Sem um acompanhamento próximo, essas condições podem evoluir e limitar a autonomia, transformando os anos extras de vida em um período de dependência e fragilidade.

    Uma vida de cuidado sem ser cuidada
    Para Josie Velani Scaranari, clínica geral do check-up executivo do Sabin Diagnóstico e Saúde, as dificuldades da velhice feminina são, em grande parte, o reflexo de desigualdades acumuladas ao longo da vida.
    “Historicamente, as mulheres cuidam quando jovens, mas não são cuidadas quando envelhecem”, ressalta a especialista. A divisão desigual das tarefas domésticas e do cuidado com filhos e pais idosos resulta em interrupções na carreira e menor participação no mercado de trabalho formal. “Essa dinâmica leva a aposentadorias mais baixas e menor segurança financeira, justamente na fase em que o suporte é mais necessário”, explica Josie.
    Essa vulnerabilidade econômica e social tem um impacto direto na saúde. Mulheres idosas vivem mais frequentemente sozinhas e, com a saúde fragilizada, encontram mais barreiras para o autocuidado. “Para envelhecer bem, é preciso uma estrutura que viabilize autonomia. Quando essa base não existe, a prevenção fica em segundo plano, e a qualidade de vida é drasticamente reduzida”, completa.

    Medicina diagnóstica como ferramenta de conhecimento e autonomia
    Nesse cenário complexo, a medicina diagnóstica surge como uma aliada indispensável para quebrar o ciclo de vulnerabilidade. Acompanhamentos regulares e exames preventivos permitem que a mulher, junto ao seu médico, assuma o controle de sua saúde, identificando riscos antes que eles se tornem doenças graves.
    Um check-up personalizado e direcionado para a maturidade feminina deve ser definido pelo médico que atende a paciente ao longo da vida e pode incluir:
    • Saúde Óssea: A densitometria óssea é crucial para o diagnóstico precoce da osteoporose, condição que afeta uma em cada três mulheres com mais de 50 anos e é a principal causa de fraturas na terceira idade.
    • Risco Cardiovascular: Exames como perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos) e proteína C-reativa ultrassensível ajudam a monitorar a saúde do coração e avaliar o risco de infartos e AVCs, principais causas de morte no Brasil, inclusive de mulheres.
    • Metabolismo e Hormônios: A dosagem de glicemia de jejum, hemoglobina glicada e hormônios tireoidianos (TSH e T4 livre) é fundamental para o controle do diabetes e de disfunções da tireoide, comuns nessa fase da vida.
    • Prevenção de Câncer: A realização periódica de mamografia e do exame molecular DNA-HPV, que hoje substitui o Papanicolau, continua sendo vital para a detecção precoce do câncer de mama e de colo do útero, aumentando exponencialmente as chances de cura.

    Facilitando a jornada de prevenção
    O Sabin oferece pacotes de exames pensados para as diferentes fases da vida da mulher, abrangendo desde a saúde ginecológica e hormonal até o monitoramento de riscos cardiovasculares e metabólicos na maturidade. De forma a simplificar a jornada de prevenção e facilitar a conversa com o médico.
    E por ter um portfólio completo e integrado, a mulher pode realizar desde exames de rotina (sangue, urina) até diagnósticos por imagem e testes genéticos avançados em uma mesma unidade do Sabin. Otimizando o tempo, centralizando o histórico de saúde e facilitando o acompanhamento médico a longo prazo.
    Para questões mais complexas, como risco de câncer hereditário ou investigação de doenças raras, o Sabin Diagnóstico e Saúde oferece painéis genéticos de ponta. Permitindo que a mulher entenda seus riscos genéticos e adote estratégias preventivas personalizadas e altamente eficazes.

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    Por Agência de comunicação Repercussão

  • Menopausa altera pele, cabelos e unhas; entenda os cuidados essenciais

    Transformações na Menopausa e os cuidados para Manter a Beleza e o Bem-estar

    Saúde – A menopausa vai além das ondas de calor e das mudanças no ciclo menstrual. A queda dos hormônios femininos provoca transformações visíveis no corpo, especialmente na pele, nos cabelos e nas unhas, afetando diretamente a autoestima e o bem-estar das mulheres. Ressecamento, perda de elasticidade, fios mais frágeis e unhas quebradiças passam a fazer parte da rotina de muitas pacientes a partir dessa fase da vida.
    Essas alterações estão ligadas, principalmente, à redução do estrogênio, hormônio responsável por manter a hidratação e a renovação celular dos tecidos. Com menos estrogênio circulando, a pele tende a ficar mais fina e opaca, os cabelos podem perder densidade e brilho, e as unhas se tornam mais suscetíveis a quebras e descamações.
    Embora o processo seja gradual, seus efeitos tornam-se mais perceptíveis ao longo dos anos. Por isso, além de acompanhamento médico e reposição hormonal (nos casos indicados), muitas mulheres também buscam a suplementação vitamínica focada na saúde da pele, dos cabelos e das unhas.
    “Os suplementos têm como objetivo complementar a ingestão de nutrientes quando a alimentação não é suficiente ou quando há aumento das necessidades nutricionais, como ocorre em fases específicas da vida, a exemplo da menopausa”, explica a farmacêutica da rede Santo Remédio, Rute do Vale.
    A orientação profissional é fundamental para definir quais nutrientes são realmente necessários em cada caso. Vitaminas do complexo B, vitamina D, zinco, selênio e colágeno estão entre os mais procurados. Existem também produtos que já reúnem todos os nutrientes voltados para “pele e unhas”, como a linha de suplementos Animativ que leva esse nome.

    Cuidados
    Embora os suplementos nutricionais sejam amplamente utilizados para complementar a alimentação, eles não são isentos de riscos. Assim como medicamentos, podem apresentar contraindicações, interações e efeitos adversos, especialmente quando utilizados sem orientação profissional.
    Rute alerta que esses produtos devem ser utilizados com acompanhamento adequado “para garantir segurança, eficácia e uso racional”. Nesse contexto, a farmácia torna-se um espaço seguro para tirar dúvidas sobre possíveis interações entre suplementos e medicamentos em uso, além de contraindicações.
    A farmacêutica reforça que a menopausa é uma fase natural da vida da mulher, e que o cuidado com a saúde neste período deve ser realizado de maneira integrada. Isso inclui adotar uma alimentação balanceada, prática regular de atividade física, hidratação adequada e acompanhamento profissional.

    Sobre a menopausa
    Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem aproximadamente 17 milhões de mulheres na faixa etária do climatério, entre 40 e 65 anos. Desse total, cerca de 9,2 milhões estão na idade em que a menopausa é mais comum, entre 50 e 65 anos.
    Além da faixa etária normalmente associada a essa fase da vida, estima-se que cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil sejam afetadas pela menopausa precoce. A condição ocorre quando a mulher perde a função dos ovários antes dos 40 anos, antecipando alterações hormonais típicas da menopausa.
    A menopausa é caracterizada pelo fim definitivo dos ciclos menstruais, resultado da redução progressiva da produção dos hormônios ovarianos, especialmente estrogênio e progesterona. A confirmação ocorre após 12 meses consecutivos sem menstruação, podendo provocar mudanças físicas, emocionais e metabólicas.

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    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Especialista dá dicas para reduzir a resistência das crianças na hora do remédio

    Orientações simples, como adaptar a forma de oferecer o medicamento e criar uma rotina acolhedora, podem ajudar famílias a vencer aversão dos pequenos

    Saúde – Só quem tem criança sabe o desafio que pode ser a administração de medicamentos quando os pequenos estão doentes. Aspectos como o sabor, a textura ou até o cheiro podem se tornar entraves, mas especialistas apontam estratégias que ajudam a tornar o processo mais tranquilo, garantindo que o tratamento seja eficaz e seguro.
    Esse desafio é especialmente comum na infância, período em que o paladar é mais sensível e a compreensão sobre a necessidade do tratamento ainda é limitada. Um estudo publicado em 2025 na Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, com análise de 156 medicamentos indicados para 77 doenças, identificou o sabor amargo como um dos fatores decisivos para a recusa das crianças.
    Segundo a farmacêutica Daniela Reis, da rede FarmaBem, o primeiro passo para ter sucesso na administração dos medicamentos é transformar o momento do remédio em uma situação menos tensa. “Disfarçar o gosto e adaptar a forma de administração ajuda muito. Por exemplo, é possível misturar o medicamento com suco ou iogurte, desde que haja orientação profissional”, afirma.
    Ela destaca que nem todos os medicamentos podem ser combinados com alimentos, pois algumas substâncias interagem com nutrientes e perdem eficácia. Além disso, existe o risco de a criança não consumir todo o conteúdo, comprometendo a dose correta. Por isso, buscar orientação médica ou farmacêutica antes de qualquer adaptação é fundamental.
    Outro cuidado importante é a escolha da forma de administração. Sempre que possível, deve-se optar pelas versões líquidas, mais fáceis de engolir. O uso de seringa dosadora em vez da colher também contribui para a precisão da quantidade. “O ideal é administrar o remédio pela lateral da boca, nunca diretamente sobre a língua, e manter a criança em posição semi-ereta para evitar engasgos”, orienta Daniela.
    Em bebês e crianças muito pequenas, a atenção deve ser redobrada. A dose precisa ser conferida com cuidado e a administração deve ser lenta, evitando sustos ou movimentos bruscos. Após o uso, a seringa deve ser higienizada corretamente para evitar contaminações.

    Paciência
    Criar uma rotina previsível e envolver a criança no processo também contribui para reduzir a resistência. Permitir que ela escolha o suco ou o iogurte que será usado, quando isso for autorizado, ajuda a dar sensação de controle e diminui a rejeição. Recompensas simples, como adesivos ou elogios, funcionam como estímulo positivo.
    Para Daniela, a paciência é tão importante quanto a técnica. “Sempre manter a calma é essencial. Se a criança cuspir ou vomitar, pode ser necessário repetir a dose, mas com outra abordagem — como mudar a forma de oferecer ou transformar o momento em um jogo”, explica.
    Especialistas alertam ainda que forçar a ingestão pode gerar traumas e tornar as próximas tentativas ainda mais difíceis. A construção de uma experiência mais acolhedora para as crianças faz parte do próprio tratamento, especialmente em terapias prolongadas.

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    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Diagnóstico precoce amplia qualidade de vida de meninas com síndrome de Turner

    Atendimento multidisciplinar e intervenções oportunas ampliam as possibilidades de desenvolvimento e bem-estar das pacientes

    Saúde – No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o debate sobre saúde feminina também chama atenção para doenças raras ainda pouco conhecidas por essa população. A síndrome de Turner é uma delas. Considerada a condição genética mais comum entre meninas e mulheres, está associada à ausência total ou parcial de um dos dois cromossomos X e pode comprometer o desenvolvimento físico, reprodutivo e metabólico ao longo da vida.
    Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome ocorre em 1 a cada 1.500 a 2.500 nascidas vivas. Os primeiros indícios costumam surgir ainda na infância ou adolescência. A geneticista e consultora médica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Benício, explica que os sinais clínicos mais frequentes incluem “baixa estatura, excesso de pele na região do pescoço e inchaço em extremidades do corpo”.
    Outros achados podem incluir alterações cardíacas estruturais, anomalias renais, perda auditiva e ausência do desenvolvimento puberal, como a falta da primeira menstruação. “Esses achados costumam levar à solicitação de exames diagnósticos, passo fundamental para iniciar o tratamento e melhorar a qualidade de vida das pacientes”, afirma a médica.

    Diagnóstico
    A confirmação da síndrome de Turner é feita por meio do cariótipo, exame que analisa os cromossomos e identifica diferentes alterações no cromossomo X, inclusive o mosaicismo, quando há mais de uma linhagem celular. Além dele, podem ser utilizados testes de triagem genética, como o teste pré-natal não invasivo (NIPT) e o Teste Genético da Bochechinha, além de exames laboratoriais e de imagem para rastreamento de alterações hormonais e anomalias congênitas associadas à condição.
    A geneticista explica que, em alguns casos, a suspeita pode surgir ainda durante a gravidez. “Achados como aumento da translucência nucal (aumento de líquido na nuca do bebê), que pode decorrer da presença de higroma cístico (malformação caracterizada por ‘bolsas’ de líquido, geralmente próximo ao pescoço) e alterações cardíacas podem ser observados na ultrassonografia obstétrica”, comenta.
    Segundo a médica, o NIPT pode apontar alterações genéticas sugestivas da síndrome e indicar a necessidade de testes adicionais. No entanto, o cariótipo permanece essencial, devendo também ser realizado após o nascimento da criança. “O diagnóstico precoce permite que a família se prepare e inicie o acompanhamento o quanto antes, visando rastrear e identificar potenciais complicações”, explica a especialista.

    Tratamento
    Após a confirmação, o acompanhamento médico é fundamental, especialmente com um endocrinologista pediátrico e um geneticista. Esses profissionais avaliam a necessidade de exames adicionais para mapear riscos futuros e garantir a qualidade de vida da paciente.
    Podem ser solicitados exames como ecocardiograma, ultrassonografia dos rins e vias urinárias, radiografias e avaliação laboratorial. Entre eles, estão o lipidograma, que mede os níveis de colesterol e triglicerídeos, e a dosagem hormonal, que auxilia na avaliação do sistema endócrino. Outro exame importante e que pode estar indicado em alguns casos é a pesquisa de material do cromossomo Y, cuja presença pode indicar necessidade de avaliações e procedimentos adicionais.
    “Meninas com diagnóstico de síndrome de Turner podem receber tratamentos que incluem reposição de hormônio de crescimento, medida comprovadamente eficaz, bem como reposição de hormônios sexuais, que podem assegurar o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários e evitar diversas complicações associadas à síndrome”, explica a médica, que complementa, “esses tratamentos hormonais devem ocorrer em momentos específicos da vida, sendo necessário o acompanhamento clínico para identificar o período ótimo para iniciá-los”.
    Além disso, o acompanhamento médico regular visa identificar outras possíveis alterações, como as relacionadas ao sistema cardiovascular, permitindo intervenções em momento precoce. Em conjunto, essas medidas contribuem para um desenvolvimento mais adequado e uma melhor qualidade de vida, reduzindo comorbidades associadas à síndrome.

    Foto: divulgação/IA

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Doenças raras: quando a investigação genética pode fazer a diferença no diagnóstico

    A Importância da Genética no Diagnóstico de Doenças Raras: Superando Desafios e Oportunidades na Busca por Respostas

    Saúde – O Dia Mundial das Doenças Raras, celebrado em 28 de fevereiro, é uma oportunidade para ampliar o entendimento sobre condições que afetam cerca de 13 milhões de brasileiros, segundo a Rede Nacional de Doenças Raras (Raras). Embora pouco frequentes de forma isolada, essas doenças impõem um desafio comum: saber quando a investigação genética deve ser considerada, já que nem sempre os sintomas são associados primeiramente a elas, especialmente na infância.
    O Brasil considera como doenças raras aquelas que afetam até 65 a cada 100 mil pessoas, proporção que pode variar em outros países. Mundialmente, a estimativa é que existam cerca de 6 mil a 8 mil doenças raras descritas. Dois exemplos mais conhecidos são a fibrose cística, doença genética congênita que afeta o sistema respiratório e o aparelho digestivo, e a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doença progressiva que destrói os neurônios motores, impedindo a comunicação entre cérebro e músculos.
    A médica geneticista e consultora do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Benício, afirma que a investigação genética passa a fazer diferença, sobretudo, quando o quadro clínico do paciente não se explica por causas comuns ou apresenta múltiplas manifestações ao longo do tempo.
    “Podem ser alterações do neurodesenvolvimento, como atraso do desenvolvimento, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista, questões relacionadas ao crescimento, como baixa ou alta estatura, macrocrania (crânio maior) e alterações esqueléticas, além de manifestações neurológicas, oftalmológicas, surdez precoce, anomalias congênitas e até múltiplos diagnósticos de câncer no indivíduo ou na família”, complementa.
    Na prática clínica, esses sinais costumam surgir de forma fragmentada, levando o paciente a percorrer diferentes especialidades médicas sem que haja, inicialmente, uma conexão clara entre os sintomas. Esse percurso, conhecido como “odisseia diagnóstica”, é comum entre pessoas com doenças raras.
    “É importante reforçar que não existe uma única característica que indique ou afaste a necessidade de encaminhamento ao médico geneticista”, explica Rosenelle. “O que chama atenção é um conjunto de achados. Muitas vezes, o paciente está sendo acompanhado por múltiplas especialidades por alterações aparentemente não relacionadas, ou há histórico familiar das mesmas manifestações, além de situações como consanguinidade parental.”

    Diagnóstico
    Quando indicada, a investigação genética pode representar uma mudança significativa no cuidado. O diagnóstico precoce permite encerrar uma longa fase de incertezas e direcionar o acompanhamento de forma mais assertiva, com impacto direto no tratamento e na qualidade de vida.
    “O diagnóstico genético precoce pode permitir ao paciente e à família encerrar essa etapa inicial de investigação, trazendo a identificação da condição e a adoção das medidas indicadas em cada caso”, afirma a geneticista. “Além disso, ele auxilia a orientar o tratamento adequado, que frequentemente é interdisciplinar.”
    A confirmação diagnóstica também tem implicações que vão além do indivíduo. Ao identificar a causa genética de uma doença, é possível avaliar o risco de recorrência na família e oferecer informações mais precisas sobre a evolução do quadro. “Essas informações são valiosas para o paciente e para seus familiares, tanto do ponto de vista médico quanto no planejamento de vida”, comenta a especialista.

    Tecnologia
    Um ponto a considerar nos exames genéticos é que os avanços tecnológicos da última década têm tornado essas avaliações mais rápidas, acessíveis e precisas para os pacientes. Um exemplo são os testes baseados em Sequenciamento de Nova Geração (NGS), um método de sequenciação do DNA que forma vários fragmentos de leitura simultâneos que serão alinhados ao genoma humano de referência. A partir dos dados, é realizada uma análise criteriosa em busca de variantes genéticas que possam estar relacionadas a condições clínicas.
    “A disponibilidade das tecnologias de sequenciamento massivo paralelo levou a uma verdadeira revolução nos exames genéticos”, explica Rosenelle. Ela ressalta, no entanto, que em alguns casos o teste não aponta uma alteração genética conclusiva. Nesses cenários, é essencial que o exame seja bem indicado e que o resultado passe por interpretação especializada, capaz de avaliar o significado do achado e orientar de forma adequada os próximos passos da investigação.

    Foto: Freepik

    Por – Agência de Comunicação repercussão