Categoria: Economia

  • Mercado esperava Selic em 14% no fim de 2026 em questionário do Copom

    Documento mostra que a maior parte dos agentes de mercado esperava que a autarquia cortaria a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da semana ⁠passada do Copom, a 14,25% ​ao ano

    Economia – O mercado financeiro esperava, antes da reunião da semana passada do Copom (Comitê de Política Monetária), que a Selic encerraria 2026 em 14,00% e 2027 em 12,00%, mostrou nesta quarta-feira (24) a mediana do Questionário Pré-Copom, que foi usado pelo BC para avaliar possíveis trajetórias para os juros.

    O documento mostra que a maior parte dos agentes de mercado esperava que a autarquia cortaria a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual na reunião da semana ⁠passada do Copom, a 14,25% ao ano, em linha com o que foi feito e também alinhado com o que os participantes da pesquisa acreditavam ser necessário fazer.

    Após esse corte, ⁠a maior parte dos respondentes previa uma ⁠manutenção da Selic pelo BC nas duas reuniões seguintes, em agosto ​e ‌setembro, movimento que eles também apontaram na pesquisa considerar ser o mais adequado.

    Enviado ⁠a instituições financeiras no início do mês, com prazo de resposta até a semana anterior à reunião do Copom, o questionário apresenta projeções dos agentes sobre indicadores econômicos e análises ‌sobre ⁠a condução da ‌política monetária, colaborando para subsidiar a decisão de juros do BC.

    Ao tomar a decisão da semana passada, a autarquia considerou “mais adequadas” trajetórias da Selic menos discrepantes às apontadas ⁠pelo mercado no boletim Focus, no questionário ⁠pré-Copom e na precificação da política monetária, destacando que elas levariam a inflação ao alvo no primeiro ‌trimestre de 2028 e afastariam “volatilidade excessiva” no mercado e na economia.

    O BC alertou na ata da reunião que uma eventual tentativa de atingir a meta de inflação de 3% no último trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, ‌demandaria “variações abruptas de direção e de grande magnitude na Selic”.

    O boletim Focus anterior à reunião do Copom da semana passada apontava para mais um corte de 0,25 ⁠ponto percentual da Selic em agosto e outro equivalente em dezembro, fechando 2026 em 13,75% ao ano, mas instituições já começavam a apontar para um ciclo menor, com as projeções dos últimos cinco dias de respostas apontando para a taxa de 14% ao final do ano.

    Na ata da reunião, a autoridade monetária disse que essas trajetórias consideradas mais adequadas “contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração” dos juros.

    Fonte: CNN Brasil

  • Eletroeletrônicos registram alta nas vendas, mas ar-condicionado perde força

    Os dados foram apresentados na abertura da Eletrolar Show All Connected, que ocorre no Distrito do Anhembi até quinta-feira.

    Economia – O presidente executivo da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento Júnior, informou que o setor comercializou 54 milhões de unidades entre janeiro e maio de 2026, um crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a venda de condicionadores de ar teve uma queda de 17%.

    Os dados foram apresentados na abertura da Eletrolar Show All Connected, que ocorre no Distrito do Anhembi até quinta-feira.

    produzidos no Polo Industrial de Manaus (PIM), segundo os dados divulgados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

    A autarquia federal informou que o polo já faturou mais de R$ 78 bilhões entre janeiro e abril de 2026, além de manter uma média superior a 130 mil empregos diretos. O segmento de Duas Rodas liderou a participação no faturamento, com uma fatia de 20,9%. As informações da Suframa apontam que foram produzidas mais de 800 mil unidades nos primeiros meses do ano.

    “As próprias características da motocicleta fazem com que, cada vez mais, o consumidor opte pelo veículo. Entre os diversos fatores, podemos destacar o preço mais acessível, a economia de combustível, o baixo custo de manutenção, a agilidade nos deslocamentos urbanos e o crescimento da utilização profissional. Com isso, a motocicleta se torna uma solução mais econômica e acessível de transporte para as diferentes regiões do Brasil”, disse o diretor da Abraciclo.

    Sergio Oliveira destacou que o aumento não se limita aos centros urbanos nacionais e que o uso das motocicletas tem se expandido para todo o país. É importante destacar que os dados da Suframa tratam apenas de janeiro a abril. Segundo as informações divulgadas pela Abraciclo até maio, a produção de motocicletas já passa de 932,5 mil, volume 10,1% maior que o mesmo período de 2025.

    Para o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, os indicadores de desempenho do polo industriam mostram que o ambiente de negócios da região segue fortalecido e atrativo para novos investidores. Na quinta-feira, o Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) aprovou uma pauta de R$ 2,68 bilhões, com previsão de instalação de 35 novas empresas no PIM.

    LINHA DE CRÉDITO

    Questionado sobre o programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp, lançado pelo governo federal para conceder crédito a motociclistas profissionais e entregadores, Sergio Oliveira avaliou a iniciativa como positiva, já que oferece aos trabalhadores “novas opções de financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas elétricas fabricadas no Brasil”.

    “A entidade aguarda a publicação da Portaria do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio (MDIC) que habilitará as empresas fabricantes, bem como as listas das marcas e modelos elegíveis às linhas de financiamento”, completou.

    O programa foi lançado no dia 12 de junho e é voltado para profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista. A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil, cujo polo produtor está na ZFM.

    Fonte: Acrítica.com

  • Fim da escala 6×1 geraria queda do PIB e informalidade, dizem especialistas

    Diante do cenário ainda incerto em relação a aprovação da pauta, estudo indica que a mudança na escala pode provocar, ao longo de dez anos, uma redução de até 16% da economia nacional.

    Economia – Especialistas projetam impactos econômicos relevantes com o avanço dos projetos sobre o fim da escala de trabalho 6×1 no Congresso Nacional.

    Atualmente, a Câmara dos Deputados analisa o PL (Projeto de Lei) proposto pelo governo federal sobre o tema, enquanto a PEC (Proposto de Emenda à Constituição) que promove a reforma está travada no Senado desde 28 de maio, quando foi aprovada pela outra Casa.

    Diante do cenário ainda incerto em relação a aprovação da pauta, um estudo elaborado pela Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) indica que a mudança na escala pode provocar, ao longo de dez anos, uma redução de até 16% no PIB (Produto Interno Bruto) e a perda de 18 milhões de postos de trabalho.

    Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg, explicou que a alteração proposta diz respeito ao limite constitucional da jornada de trabalho, atualmente fixado em 44 horas semanais, que passaria para 40 horas.

    Segundo ela, qualquer regulamentação específica sobre o tema deveria vir apenas após a aprovação de uma PEC.

    Sobre os efeitos da medida na economia, Ribas citou os pequenos negócios como exemplo. Segundo a gerente trabalhista da Fiemg, empresas como padarias teriam de ampliar suas equipes para manter o mesmo nível de operação, o que elevaria os custos e impactaria o preço final dos produtos.

    “O pãozinho do dia a dia vai ficar mais caro”, afirmou.

    A especialista também observou que os reflexos da mudança não ficariam restritos à iniciativa privada. Na avaliação dela, hospitais e demais serviços públicos que necessitassem ampliar o número de funcionários para preservar o atendimento à população também enfrentariam aumento de despesas.

    Pressão pela aprovação e redução de empregos

    Daniel Duque, pesquisador associado do FGV Ibre, indicou que o governo tem priorizado a implementação da reforma sem demonstrar interesse em debater mecanismos de transição, buscando resultados políticos.

    Ao comentar possíveis consequências da proposta, Duque apontou que o aumento dos custos do trabalho e a maior rigidez na distribuição das horas trabalhadas podem resultar em redução dos empregos formais.

    O pesquisador destacou três alternativas que poderiam ser adotadas pelas empresas diante desse cenário: redução do quadro de funcionários, investimento em automação e tecnologia ou transferência de trabalhadores para a informalidade, inclusive por meio do registro como MEI, como forma de se adequar às novas regras.

    De acordo com Duque, em setores com grande utilização de mão de obra, o aumento dos custos tende a ser repassado ao consumidor final. Para ele, quando há elevação das despesas relacionadas ao emprego, a alternativa disponível para muitas empresas é reajustar os preços cobrados pelos serviços ou produtos.

    Questionado sobre a forma mais adequada de implementar a redução da jornada, o pesquisador defendeu uma transição gradual e segmentada. Segundo sua avaliação, a medida poderia ser aplicada inicialmente a determinados setores ou grupos de empresas e ampliada progressivamente, permitindo a análise dos impactos antes de uma adoção mais ampla.

    Governo retira urgência de PL

    A retirada de urgência do PL do governo sobre o fim da escala de trabalho 6×1 destravou a pauta do plenário da Câmara nessa terça-feira (16).

    O Planalto atendeu ao apelo do presidente da Casa Baixa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e agora os deputados podem voltar a deliberar projetos que estavam parados desde o final de maio.

    Motta já calculava que os trabalhos seriam desobstruídos nesta semana. Isso porque, caso o governo não retirasse a urgência, o PL do fim da 6×1 seria votado nesta terça com um texto idêntico ao da PEC.

    O próprio relator designado para o novo projeto de lei, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), também relatou a PEC e divulgou agora um relatório semelhante ao apresentado na proposta de emenda. A retirada da urgência foi formalizada durante a reunião de líderes.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Brasil tem pior retorno à população entre países com maior carga tributária

    País ocupa última posição do ranking pelo 15º ano consecutivo, mostra levantamento com 30 nações.

    Economia – O Brasil continua sendo o país que menos transforma arrecadação de impostos em qualidade de vida entre as 30 nações com maior carga tributária do mundo.

    É o que mostra a 15ª edição do IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), elaborada pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) e obtida em primeira mão.

    Segundo o levantamento, que considera dados de carga tributária e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) referentes a 2024, o Brasil ocupa a última posição do ranking pelo 15º ano consecutivo.

    O estudo avalia a relação entre o volume de tributos arrecadados e o retorno desses recursos à população por meio de serviços públicos e qualidade de vida. Para isso, o índice atribui peso de 15% à carga tributária e de 85% ao IDH.

    A carga tributária brasileira correspondeu a 32,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, percentual semelhante ao de países desenvolvidos. No entanto, o IDH de 0,760, resultou em um IRBES de 142,46 pontos, o menor entre os países analisados.

    Na avaliação do IBPT, o desempenho brasileiro indica que os recursos arrecadados continuam sendo aplicados de forma ineficiente.

    “Apesar de termos uma carga tributária alta, digna de países desenvolvidos, como Reino Unido, França e Alemanha, o IDH nacional reflete um desenvolvimento humano muito precário”, afirma o estudo.

    A Irlanda lidera o ranking pelo sétimo ano consecutivo, com um IRBES de 170,37 pontos. O país é seguido por Suíça, Coreia do Sul – que apresentou uma melhora no resultado em comparação com a edição anterior -, Estados Unidos e Autrália.

    Entre os países sul-americanos presentes na lista, o Uruguai aparece na oitava posição, e a Argentina ocupa o 13º lugar.

    De acordo com o IBPT, o resultado reforça a necessidade de ampliar a eficiência dos gastos públicos e a transparência na aplicação dos recursos arrecadados.

    “Certamente, se existisse uma melhor aplicação das receitas públicas oriundas dos tributos, isso se refletiria em um bem-estar social muito mais elevado”, conclui o instituto.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Novo tarifaço dos EUA pode atingir um terço das exportações brasileiras, alerta CNI

    Caso medidas propostas pelos Estados Unidos sejam aprovadas, produtos brasileiros poderão enfrentar tarifas de até 37,5%, elevando custos e reduzindo a competitividade no mercado americano.

    Economia – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acendeu um sinal de alerta para os impactos de um possível endurecimento das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Segundo projeções da entidade, cerca de um terço das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderá ser atingido por tarifas que somam até 37,5%.

    O percentual representa um aumento de 27,5 pontos percentuais em relação à tarifa atualmente aplicada, de 10%. Outros 3,6% dos produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos poderão ser afetados por uma sobretaxa adicional de 2,5%.

    As medidas foram propostas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e ainda estão em fase de discussão. Caso sejam aprovadas, poderão afetar diversos setores da economia brasileira.

    Entenda o novo tarifaço

    No início deste mês, o USTR propôs uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros que não estejam enquadrados nas categorias classificadas como sujeitas às chamadas “tarifas de segurança nacional”.

    Segundo o órgão norte-americano, a iniciativa decorre de investigações relacionadas a temas como políticas brasileiras de comércio digital, determinadas tarifas aplicadas pelo país e questões ligadas ao combate ao desmatamento ilegal. As apurações foram conduzidas com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, instrumento utilizado para investigar práticas consideradas injustas nas relações comerciais internacionais.

    Paralelamente, outra investigação conduzida pelas autoridades americanas avaliou a atuação de quase 90 países em relação ao combate ao trabalho forçado. O Brasil está entre as nações analisadas sob a alegação de não adotar ou fiscalizar de maneira suficientemente rigorosa restrições à importação de produtos fabricados nessas condições.

    Nesse caso específico, a proposta prevê uma tarifa adicional de 12,5%.

    Taxa pode chegar a 37,5%

    Quando as duas medidas incidem simultaneamente sobre determinados produtos brasileiros, a sobretaxa total pode alcançar 37,5%.

    Na avaliação da CNI, a adoção dessas tarifas teria consequências negativas tanto para exportadores brasileiros quanto para empresas norte-americanas que dependem desses insumos.

    “A eventual imposição de novas tarifas não beneficia nenhum dos lados. Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos. O caminho mais eficiente é o diálogo”, afirmou o presidente da entidade, Ricardo Alban.

    Produtos mais afetados

    Segundo levantamento da CNI, alguns dos principais produtos brasileiros que poderão ser atingidos pela tarifa total de 37,5% são:

    – Ferro-gusa não ligado;
    – Açúcar de cana em forma sólida;
    – Sebo não comestível;
    – Álcool etílico não desnaturado;
    – Molduras de madeira padrão de pinho.

    Já entre os produtos que poderão sofrer uma tarifa adicional de 12,5% estão:

    – Minério de ferro e concentrados, incluindo pelotas aglomeradas;
    – Lajes de quartzito;
    – Óleos essenciais de frutas cítricas de laranja;
    – Silício;
    – Pasta química de madeira utilizada para dissolução.

    Medidas ainda não são definitivas

    Apesar da preocupação do setor produtivo, as novas tarifas ainda não foram oficializadas.

    Nos dias 6 e 7 de julho, o USTR realizará audiências públicas para discutir as investigações e receber contribuições de empresas, associações empresariais, governos e demais partes interessadas.

    A expectativa é que o período de debates possa abrir espaço para negociações diplomáticas e comerciais capazes de evitar a adoção das sobretaxas ou reduzir seus impactos sobre o comércio entre Brasil e Estados Unidos.

    Até que haja uma decisão definitiva, exportadores brasileiros seguem acompanhando com cautela os desdobramentos das discussões em Washington, diante do risco de perda de competitividade em um dos principais mercados consumidores do mundo.

  • Mais de 75% dos adolescentes que trabalham estão em situação irregular, aponta estudo

    Levantamento da Fundação Abrinq indica que 77% dos jovens ocupados entre 14 e 17 anos exerciam atividades classificadas como trabalho infantil no início de 2026.

    Economia – Um levantamento da Fundação Abrinq revelou que 77% dos adolescentes entre 14 e 17 anos que exerciam alguma atividade profissional no primeiro trimestre de 2026 estavam em situações consideradas trabalho infantil. O estudo foi elaborado com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

    Segundo a pesquisa, apesar da taxa de desocupação ter atingido 6,1% no período — o menor índice da série histórica trimestral — a inserção dos adolescentes no mercado de trabalho continua marcada por atividades irregulares, insalubres, perigosas ou incompatíveis com a legislação.

    O levantamento também mostra que a participação dos adolescentes no mercado de trabalho voltou a crescer desde 2024, alcançando níveis semelhantes aos observados entre 2012 e 2016. No entanto, a redução do trabalho infantil segue ocorrendo de forma lenta.

    De acordo com a legislação brasileira, o trabalho é proibido para menores de 14 anos. Entre 14 e 16 anos, a contratação é permitida apenas na condição de aprendiz. Já a partir dos 16 anos, adolescentes podem trabalhar formalmente, desde que não exerçam atividades noturnas, perigosas ou insalubres.

    A Fundação Abrinq destaca que o número de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil caiu de cerca de 9 milhões na década de 1990 para aproximadamente 1,5 milhão atualmente. Ainda assim, a entidade defende o fortalecimento de políticas públicas, da educação e dos programas de aprendizagem para ampliar a proteção aos jovens e reduzir os casos de irregularidade.

    Especialistas ouvidos na reportagem afirmam que a erradicação do trabalho infantil depende de medidas de longo prazo, incluindo educação de qualidade, transferência de renda para famílias vulneráveis e mecanismos eficazes de denúncia e fiscalização.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Corrida da IA: SpaceX investe bilhões para concorrer com OpenAI e Anthropic

    Empresa espacial de Elon Musk saiu na frente, mas demais empresas também têm planos de abrir capital

    Economia – A empresa espacial de Elon Musk, SpaceX, passou a ser uma das companhias listadas na Nasdaq, bolsa de Nova York, nesta sexta-feira (12). O anúncio do IPO (oferta pública inicial) foi divulgado no fim do mês passado e conseguiu captar R$ 75 bilhões com a venda de cerca de 556 milhões de ações a investidores institucionais na tarde de ontem.

    O preço-alvo das ações estava previsto para US$ 135, mas a forte demanda pelos papéis já aponta que a abertura de capital pode elevar, neste primeiro momento, o valor em 30%, para US$ 175.

    Se ontem a SpaceX já era considerada a empresa mais valiosa do mundo, com quase US$ 2 trilhões em valuation, o aumento no valor das ações após o início das negociações pode renovar o recorde

    Apesar de ser conhecida como a empresa de serviços espaciais de Elon Musk, a SpaceX atua em diversas outras áreas. Após fundir com a Starlink em 2021, a SpaceX passou a operar também nos serviços de internet via satélite. 

    Posteriormente, Elon Musk adquiriu, por US$ 44 bilhões, o aplicativo Twitter (hoje conhecido como X), em 2022. Quatro anos depois, o passo para a expansão e fusão da empresa espacial e de satélites com a startup de inteligência artificial de Musk, a xAI, foi dado.

    O movimento alavancou o valor de negócio da SpaceX para US$ 1 trilhão. A empresa de IA também é desenvolvedora do chatbot Grok, disponível no X, avaliada em US$ 250 bilhões.

    Nesse processo, os gastos com IA ultrapassaram US$ 12 bilhões em 2025, em comparação com cerca de US$ 4 bilhões em projetos espaciais e outros US$ 4 bilhões em conectividade. Analistas da corretora de valores Oppenheimer estimam que os gastos da SpaceX com IA ultrapassarão US$ 49 bilhões este ano.

    Com essas expansões, a empresa de Musk deixou de ser uma empresa de foguetes para se tornar uma das empresas mais requisitadas do mundo pelos seus serviços de IA. No entanto, também é considerada a aposta mais arriscada de todas.

    No ano passado, a SpaceX perdeu cerca de US$ 6,4 bilhões, com uma receita de apenas US$ 3,2 bilhões. O caminho para a lucratividade com a aquisição da xAI ainda não é claro, e a concorrência de outros players de peso, como a OpenAI e a Anthropic, é um ponto de atenção para os investidores.

    A SpaceX saiu na frente, mas as outras duas – já mais maduras no ramo – têm planos de abrir capital ainda este ano.

    Contudo, os argumentos da empresa sobre seus diferenciais parecem ter convencido os compradores das 556 milhões de ações. Em documento oficial do roadshow, momento em que companhias que desejam  abrir capital “vendem” suas ações a grandes investidores, a SpaceX cita que é “a primeira a construir um cluster de treinamento de IA em escala de gigawatt, o maior supercomputador coerente do mundo, e a realizar instalação de baterias Megapack em escala de gigawatt”.

    Além disso, segundo o documento, a SpaceX é a única empresa capaz de construir capacidade computacional de IA orbital em grande escala. De acordo com a empresa, a mesma já atua em um mercado de aplicações de IA estimado em US$ 3,8 trilhões.

    Dentro desse último segmento, destacam-se a infraestrutura de IA (US$ 2,4 trilhões), assinaturas para consumidores (US$ 760 bilhões) e publicidade digital (US$ 600 bilhões). Ainda segundo o documento, a inclusão de aplicações corporativas de IA acrescentaria uma oportunidade estimada em US$ 22,7 trilhões.

    SpaceX é 8ª empresa mais valiosa do mundo; veja top 10

    A abertura de capital da empresa de Musk é considerada a maior da história. A distribuição de ações da companhia elevou o valor de mercado da empresa a quase US$ 2 trilhões, tornando a empresa a oitava empresa mais valiosa do mundo. Confira a lista completa:

    • NVIDIA – US$ 4,962 trilhões
    • Alphabet (Google) – US$ 4,348 trilhões
    • Apple – US$ 4,342 trilhões
    • Microsoft – US$ 2,899 trilhões
    • Amazon – US$ 2,597 trilhões
    • TSMC – US$ 2,183 trilhões
    • Broadcom – US$ 1,834 trilhão
    • SpaceX – US$ 1,765 trilhão
    • Saudi Aramco – US$ 1,751 trilhão
    • Tesla – US$ 1,499 trilhão

    Com a avaliação projetada, cerca de 4.400 funcionários atuais e antigos se tornarão milionários por terem recebido parte desses papéis. Desse total, cerca de 400 estão prestes a se tornarem “centimilionários”, com participações avaliadas em mais de US$ 100 milhões.

    Fonte: CNN Brasil

  • FGTS, Bolsa Família e Caixa Tem em um só lugar: Caixa prepara aplicativo que promete revolucionar a vida dos brasileiros

    Novo Super App da Caixa deve reunir benefícios sociais, serviços bancários e programas do governo em uma única plataforma ainda em 2026.

    Economia – A Caixa Econômica Federal anunciou o desenvolvimento de uma plataforma digital que promete transformar a forma como milhões de brasileiros acessam benefícios sociais e serviços bancários. Batizado de Super App da Caixa, o novo sistema deverá substituir os 14 aplicativos atualmente mantidos pela instituição.

    A novidade foi confirmada pelo presidente da Caixa, Carlos Vieira, durante participação no podcast Direto de Brasília. Segundo ele, a expectativa é que a nova ferramenta seja disponibilizada ao público ainda em 2026.

    A proposta é simples: concentrar em um único aplicativo diversos serviços que hoje exigem o uso de plataformas diferentes, tornando o acesso mais rápido, prático e intuitivo para os usuários.

    O que é o Super App da Caixa?

    O Super App da Caixa foi criado para integrar as principais funcionalidades oferecidas pelo banco em um único ambiente digital.

    Atualmente, os clientes precisam alternar entre diferentes aplicativos para consultar o FGTS, movimentar recursos do Caixa Tem, acessar informações sobre benefícios sociais, realizar operações bancárias ou acompanhar financiamentos habitacionais.

    Com a nova plataforma, todos esses serviços deverão ficar reunidos em apenas um aplicativo, reduzindo a burocracia e simplificando a experiência dos usuários.

    Quais serviços estarão disponíveis?

    Embora a Caixa ainda não tenha divulgado a lista definitiva de funcionalidades, a expectativa é que o Super App reúna serviços como:

    – Consulta e movimentação do FGTS;
    – Acesso às funcionalidades do Caixa Tem;
    – Informações e acompanhamento do Bolsa Família;
    – Transferências bancárias;
    – Pagamento de contas;
    – Operações via Pix;
    – Solicitação e acompanhamento de financiamentos;
    – Contratação de produtos de crédito;
    – Abertura e gerenciamento de contas;
    – Acesso a programas sociais administrados pelo governo federal.

    O que muda para os usuários?

    A principal mudança será a centralização dos serviços. Em vez de manter vários aplicativos instalados no celular, o cliente poderá resolver diferentes demandas em um único ambiente digital.

    Entre os benefícios apontados pela instituição estão:

    Mais praticidade: acesso simplificado a serviços bancários e benefícios sociais.

    Menos aplicativos no celular: redução do espaço ocupado na memória dos aparelhos.

    Navegação mais intuitiva: interface integrada para facilitar o uso, especialmente para quem tem menos familiaridade com tecnologia.

    Agilidade nas operações: pagamentos, transferências e consultas poderão ser feitos sem a necessidade de alternar entre plataformas diferentes.

    Quando o novo aplicativo será lançado?

    Segundo a Caixa Econômica Federal, o Super App ainda está em fase de desenvolvimento. A previsão é que a ferramenta seja disponibilizada ao público ao longo de 2026.

    Até o momento, o banco não informou uma data oficial para o lançamento nem detalhou como será o processo de migração dos usuários que atualmente utilizam os aplicativos separados.

    A expectativa é que novos detalhes sobre o funcionamento da plataforma sejam divulgados nos próximos meses. Se o cronograma for mantido, a iniciativa poderá representar uma das maiores mudanças na forma de acesso aos serviços da Caixa, impactando diretamente milhões de brasileiros que dependem diariamente de benefícios sociais e operações financeiras realizadas pelo banco.


    Por jornalista Lília Marques

  • Salários diminuem pobreza em 22 regiões metropolitanas

    Taxa foi de 18,4% em 2025, a menor da série histórica.

    Economia – Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

    Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.

    “Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.

    Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”

    Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.

    Renda domiciliar mensal

    Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.

    No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.

    Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.

    O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.

    10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres

    O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.

    Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”

    Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”

    Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”

    Desigualdade no mapa

    Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).

    As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).

    As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Análise: Mudança acelerada da 6×1 impactará inflação; entenda

    A analista de Economia  Lucinda Pinto aponta que mudança abrupta no regime de trabalho pressiona custos e deteriora expectativas de juros.

    Economia – A proposta de extinção da escala de trabalho 6×1 tem gerado preocupações no mercado financeiro além do debate trabalhista.

    Para a analista de Economia da CNN Lucinda Pinto, o cenário inflacionário já fragilizado torna ainda mais arriscada uma mudança acelerada nas regras de trabalho no Brasil.

    Segundo Lucinda, empresários têm sinalizado que uma alteração abrupta no regime de trabalho trará efeitos concretos sobre preços de produtos e serviços.

    “A questão realmente é essa pressa de se tomar a decisão, no momento em que o cenário de inflação está bastante fragilizado”, afirmou a analista.

    Pressão sobre custos e juros futuros

    A analista destacou que o mercado de trabalho já opera de forma bastante apertada, com empresários enfrentando dificuldades para contratar profissionais mais especializados.

    Nesse contexto, um ajuste muito rápido na jornada de trabalho poderia gerar uma pressão adicional sobre os custos das empresas, contribuindo para deteriorar as expectativas, inclusive em relação à taxa de juros.

    Lucinda apontou que essa percepção tem influenciado diretamente os juros de longo prazo.

    “Essa afirmação, essa percepção tem ajudado os juros futuros a subirem em resposta a esse fator também”, explicou.

    Ela ressaltou, no entanto, que a questão da escala 6×1 é apenas um dos elementos de preocupação do mercado, que também acompanha de perto os efeitos da crise do petróleo e os estímulos fiscais que mantêm o consumo aquecido.

    Mercados sob pressão: Ibovespa cai e dólar se mantém elevado

    Além das discussões sobre o regime de trabalho, Lucinda comentou que os mercados financeiros também reagiram negativamente no dia às declarações de Donald Trump sobre um possível ataque ao Irã.

    “A notícia quente do dia realmente foi a fala do Trump e essa preocupação com o agravamento do conflito”, disse a analista.

    O Ibovespa registrou mais um pregão negativo, encerrando abaixo dos 169 mil pontos.

    O dólar recuou levemente, mas permaneceu na casa dos R$ 5,17.

    Para Lucinda, a instabilidade nos mercados reflete um conjunto de fatores que continuam guiando os investidores, sem movimentos abruptos, mas com uma volatilidade persistente.



    Fonte e Foto: CNN Brasil