Categoria: Economia

  • Correios fecham 1º trimestre com déficit de R$ 3,1 bilhões

    Último ano em que Correios tiveram resultado positivo no 1º trimestre foi 2022. Déficit ocorre quando as saídas de dinheiro superam entradas.

    Economia – Os Correios encerraram o primeiro trimestre deste ano com um déficit de R$ 3,1 bilhões, de acordo com informações divulgadas pela companhia no último sábado (30/5). O déficit ocorre quando as saídas de dinheiro superam as entradas em determinado período.

    O resultado do período entre janeiro e março de 2026 representa um crescimento de 82,35% em relação ao déficit registrado no primeiro trimestre de 2025, que foi de R$ 1,7 bilhão.

    No ano passado, o rombo nos Correios atingiu R$ 8,5 bilhões – mais que o triplo do prejuízo registrado em 2024, de R$ 2,6 bilhões.

    O último ano em que os Correios tiveram resultado positivo em um primeiro trimestre foi 2022.

    Desde então, os Correios registraram déficits de R$ 328 milhões (no primeiro trimestre de 2023), R$ 801 milhões (2024), R$ 1,7 bilhão (2025) e R$ 3,1 bilhões (2026).

    O que diz a empresa

    Em nota que acompanhou a divulgação dos resultados, no fim de semana, os Correios afirmaram que “o déficit registrado, de R$ 3,1 bilhões, ficou abaixo da projeção originalmente prevista para o trimestre, evidenciando evolução nas ações voltadas à recuperação do equilíbrio econômico-financeiro da estatal”.

    “A gestão rigorosa dos custos e a otimização das despesas operacionais contribuíram diretamente para a redução do déficit projetado, em linha com as diretrizes do plano, que prevê melhoria progressiva dos indicadores econômico-financeiros ao longo dos próximos exercícios”, afirma a estatal.

    Os Correios dizem ainda que “seguem avançando na implementação das ações estruturantes previstas no Plano de Reestruturação, incluindo medidas voltadas ao fortalecimento da saúde financeira da empresa, à modernização tecnológica da malha logística e à capacitação da força de trabalho”.

    “O objetivo é assegurar que a empresa retome o equilíbrio econômico-financeiro e volte a apresentar resultado líquido positivo ao final de 2027, consolidando a transformação dos Correios em uma plataforma de serviços moderna, ágil e integrada à economia digital, a serviço da população brasileira”, completou a companhia.

    Entenda a situação dos Correios

    Nos últimos anos, a estatal passou por uma queda de receitas em segmentos tradicionais, aumento de custos operacionais e perdas logísticas.

    O crescimento do e-commerce ajudou parcialmente na demanda, mas não foi suficiente para compensar gargalos estruturais, investimentos não realizados e a expansão da concorrência privada. Agora, a empresa busca um plano de reestruturação sólido para se recuperar.

    No fim do ano passado, a empresa apresentou um plano de reestruturação de três fases. A primeira etapa prevê que a estatal deve recuperar a liquidez do saldo da empresa a partir do empréstimo de R$ 12 bilhões firmado com cinco instituições financeiras.

    A segunda fase acontecerá entre 2026 e 2027 e terá reorganização e modernização da companhia. Entre as medidas anunciadas, estão o Programa de Demissão Voluntária (PDV) de 10 mil funcionários, o fechamento de cerca de mil unidades dos Correios em todo o país e a revisão dos cargos de média e alta remuneração em unidades táticas e estratégicas e dos planos de saúde e previdência.

    Já a terceira e última fase será focada em modernização e deve se estender ao longo de 2027. A estatal vai buscar consolidar um novo modelo de negócios focado em inovação, parcerias e novas fontes de receita.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • BC aprimora regras contra uso do FGC por bancos para captar recursos

    Novas regras disciplinam o ativo de referência e aprimoram o cálculo do valor e patrimônio líquido

    Economia – O Banco Central publicou nesta sexta-feira (29) resolução para regulamentar conceitos relacionados a informações de instituições financeiras associadas ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

    A autarquia informou em nota que foi disciplinado o AR (Ativo de Referência), além de ter sido feito aprimoramento na forma de cálculo do VR (Valor de Referência) e do Patrimônio Líquido Ajustado das instituições.

    “As alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos”, disse o BC.

    Fonte: CNN Brasil

  • Petrobras implementa desconto no diesel a partir desta segunda-feira

    Preço médio de venda para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro; redução faz parte da subvenção econômica instituída pelo governo federal.

    Economia – A Petrobras informou, em nota divulgada no domingo (31), que a partir desta segunda-feira (1º) implementará um desconto de R$ 0,3515 por litro nos preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário.

    O desconto aplicado faz parte da subvenção econômica instituída pelo governo federal e é equivalente ao valor fixado pelo Ministério da Fazenda.

    O preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro. Este valor é 37,4% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, considerando a inflação no período.

    Para o consumidor final, de acordo com a Petrobras, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica neutralizará a rexoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir desta segunda-feira.

    A subvenção econômica foi autorizada pelo governo federal no sábado (30), por meio da Medida Provisória nº 1.363/2026, aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo de estabilizar preço e oferta, de modo a garantir o abastecimento de diesel.

    Em nota, a Petrobras afirmou que está avaliando os termos da nova subvenção: “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Guerra no Oriente Médio: Governo prorroga medidas para combustíveis

    Medidas aliviam diesel, gás de cozinha, biodiesel e querosene de aviação até 31 de julho

    Economia – Para frear a alta dos combustíveis em função da guerra no Oriente Médio, o governo federal decidiu prorrogar uma série de medidas. Uma delas é uma subvenção de R$ 1,12 por litro de óleo diesel às refinarias nacionais e aos importadores do combustível, que entra em vigor nesta segunda-feira (01).

    Custeada com recursos federais, a medida substituirá duas subvenções que se encerram neste domingo (31): a que concedia subsídio de R$ 0,32 por litro de diesel desde 12 de março. E outra, criada em abril, cujo auxílio era de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país e de R$ 1,20 por litro para o combustível importado, sendo metade financiada pelo governo federal e metade pelos estados e pelo Distrito Federal.

    Também a partir de segunda-feira (01) passa a valer uma nova subvenção de R$ 0,35 por litro ao óleo diesel A de uso rodoviário. Na prática, o benefício substitui a desoneração de PIS/Cofins sobre o combustível, que tem o mesmo valor e perde a validade neste domingo

    Segundo o governo, a medida funciona como uma espécie de “cashback” para compensar a retomada da cobrança dos tributos federais sobre o diesel. Com o fim da alíquota reduzida, produtores e importadores voltarão a recolher os impostos, mas receberão uma subvenção equivalente ao valor da tributação.

    A estratégia foi adotada após o Congresso Nacional não avançar na análise de um projeto de lei complementar enviado pelo Executivo em abril. A proposta autorizava o uso de receitas extraordinárias geradas pela alta do petróleo para compensar a redução de tributos sobre combustíveis.

    Diante da demora na tramitação da matéria, o governo editou, em 13 de maio, uma medida provisória autorizando a concessão de subvenções econômicas a produtores e importadores de combustíveis em valor equivalente aos benefícios tributários que deixariam de vigorar. A iniciativa começou pela gasolina e agora é ampliada para o diesel.

    GLP

    O governo também prorrogou até 31 de julho a subvenção destinada aos produtores e importadores de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Os recursos federais para a medida foram ampliados de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões.

    Segundo o Executivo, o montante permitirá conceder um benefício equivalente a R$ 11 por botijão de 13 quilos comercializado no período.

    Biodiesel e querosene de aviação

    A desoneração dos tributos federais sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel também foram prorrogadas até o dia 31 de julho. 

    Fonte: G1

  • Preço do petróleo cai 17% em maio com expectativa pelo acordo EUA-Irã

    Brent cedeu cerca de US$ 19 no mês, maior queda mensal em dólares desde março de 2020

    Economia – Os preços do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (29), com o Brent chegando a operar abaixo de US$ 90 por barril pela primeira vez desde março, em meio a notícias de que Estados Unidos e Irã estariam nas etapas finais para anunciar um acordo que encerraria a guerra no Oriente Médio.

    Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em queda de 1,73% (US$ 1,54), a US$ 87,36. Já o Brent para agosto recuou 1,7% (US$ 1,58), a US$ 91,12 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

    Na semana WTI caiu 9,56% e o Brent recuou 12%. No mês, a queda foi de 16,8% e 17,4%, respectivamente.

    O Brent cedeu cerca de US$ 19 em maio, a sua maior queda mensal em dólares desde março de 2020, segundo dados da Dow Jones Market Data. O WTI, com baixa de US$ 17, registrou sua maior queda em dólares desde novembro de 2021.

    O mercado também está otimista de que os EUA e o Irã estejam se aproximando de um acordo.

    Caso seja acordado, o memorando de entendimento (MoU) provisório entre Teerã e Washington suspenderia os bloqueios paralelos no Estreito de Ormuz e garantiria a livre navegação. O documento também daria início a um período de espera de 60 dias para superar os principais obstáculos a uma resolução de paz definitiva – nomeadamente, o destino do arsenal nuclear iraniano.

    Caso seja acordado, o memorando de entendimento (MoU) provisório entre Teerã e Washington suspenderia os bloqueios paralelos no Estreito de Ormuz e garantiria a livre navegação. O documento também daria início a um período de espera de 60 dias para superar os principais obstáculos a uma resolução de paz definitiva – nomeadamente, o destino do arsenal nuclear iraniano.

    Na quinta-feira (28), autoridades americanas disseram à CNN que Estados Unidos e Irã alcançaram um acordo provisório para a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias e desbloqueio do Estreito de Ormuz, mas o presidente Donald Trump ainda precisa aprová-lo.

    No entanto, a agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte próxima à equipe de negociação, disse que o texto de um possível memorando de entendimento entre os países ainda não havia sido finalizado ou confirmado.

    “Essas manchetes contribuíram para uma forte queda no preço do petróleo ontem”, afirmou o Deutsche Bank em nota.

    No geral, os preços do petróleo caíram mais de 18% em maio, a maior queda mensal desde o início da pandemia de Covid-19 em março de 2020, acrescentou o Deutsche Bank.

    Mohit Kumar, economista-chefe para a Europa da empresa de investimentos Jefferies, afirmou que ainda existem riscos na execução de qualquer acordo e que “não está claro se há uma frente unida no Irã para tomar decisões”.

    “Mas estamos otimistas de que conseguiremos um acordo que abra o Estreito e alivie a pressão sobre os preços do petróleo e a economia mundial”, acrescentou Kumar.

    Fonte: CNN Brasil

  • Imposto de Renda 2026: Prazo para declarar acaba hoje

    Contribuintes poderão entregar informes ao Fisco até 23h59 desta sexta-feira (29).

    Economia – Faltam apenas algumas horas para o fim da temporada do Imposto de Renda de 2026. Os contribuintes que ainda não entregaram suas declarações têm até 23h59 desta sexta-feira (29) para prestar contas.

    A expectativa para este ano é que 44 milhões de brasileiros entreguem informes ao Fisco. Para agilizar o processo daqueles que ainda não entregaram, a Receita Federal recomenda que os cidadãos obrigados a declarar renda utilizem a modalidade pré-preenchida.

    Nela, as informações de rendimentos, deduções, bens, direitos, dívidas e ônus reais são importadas da declaração do ano anterior, do carnê-leão e das declarações de terceiros – o que pode tornar a entrega mais rápida e evitar atrasos desnecessários.

    Postergar a entrega pode resultar em multa multa a partir de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

    Além disso, a cobrança deve ser paga em um prazo de até 30 dias após a entrega em atraso, e o CPF (Cadastro de Pessoa Física) pode ficar irregular, resultando em maiores dificuldades para tirar documentos e certidões.

    Por isso, mesmo com o tempo apertado, a melhor estratégia neste momento é entregar a declaração, ainda que incompleta. A seguir, entenda quem é obrigado a declarar e como entregar os informes ao Fisco neste último dia de prazo.

    Quem é obrigado a declarar e como entregar

    Algumas regras mudaram neste ano de 2026, incluindo as pessoas que são obrigadas a declarar. As regras levam em conta o ano-base de 2025. Portanto, devem declarar os contribuintes que, ao longo do último ano:

    Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00;

    Obtiveram rendimentos isentos acima de R$ 200 mil;

    Realizaram operações em bolsa de valores;

    Possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;

    Obtiveram ganho de capital na venda de bens;

    Tiveram rendimentos no exterior ou aplicações financeiras internacionais.

    É válido ressaltar que, mesmo perdendo o prazo, as condições acima continuam sendo requisitos para entregar a declaração.

    Após identificar a obrigatoriedade de declaração, um dos pontos cruciais é reunir os principais documentos e comprovantes para prestar contas de forma clara.

    Inconsistências na declaração podem resultar em malha fina e travar o pagamento da restituição do imposto cobrado indevidamente ao longo de 2025.

    Portanto, separe os seguintes documentos:

    Informe de rendimentos;

    Comprovantes bancários;

    Dados de investimentos;

    Recibos médicos e despesas educacionais;

    Documentos de bens, imóveis e veículos;

    Informações sobre previdência privada e dependentes.

    Com isso em mãos, basta declarar o IR por meio do Programa de Imposto de Renda para Pessoa Física, disponível online ou em download para Windows, Linux ou Mac; ou pelo portal e-CAC na aba “Meu Imposto de Renda”.

    Em cada um dos programas, ao fazer login com sua conta gov.br, o declarante poderá escolher entre fazer declarações pré-preenchidas, completas ou simplificadas.

    Utilizar a pré-preenchida facilitará o caminho para os outros tipos de declaração, pois já constará parte dos informes necessários.

    Contudo, a opção pré-preenchida está disponível apenas para usuários gov.br dos níveis prata ou ouro. Caso não tenha direito a essa modalidade, basta declarar do zero.

    Quando recebo minha restituição?

    Após entregar os informes, aqueles que tiverem direito à restituição do imposto cobrado indevidamente em 2025 receberão o pagamento a partir de 29 de maio, mesmo dia em que se encerra o prazo para declaração de IR 2026.

    O pagamento será feito em quatro lotes e respeitará a ordem de prioridade:

    Primeiro lote: em 29 de maio de 2026

    Segundo lote:  em 30 de junho de 2026

    Terceiro lote: em 31 de julho de 2026

    Quarto lote: em 28 de agosto de 2026

    Terão prioridade no recebimento da restituição os idosos com mais de 80 anos, seguidos pelos idosos com 60 anos ou mais, além de contribuintes com deficiência física ou mental ou portadores de moléstia grave. Também entram na lista aqueles cuja maior fonte de renda seja o magistério.

    Na sequência, terão preferência os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix.

    Depois, aparecem aqueles que adotarem apenas uma dessas opções, seja a declaração pré-preenchida ou o recebimento via Pix. Por fim, serão contemplados os demais contribuintes.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Petrobras aumenta gasolina, mas subsídio reduz alta a R$ 0,04 por litro

    Ajuste de preços passa a valer a partir desta sexta-feira (29)

    Economia – A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) que aumentará o preço da gasolina vendida a distribuidoras em R$ 0,48 por litro a partir de sexta-feira (29), alta que será aliviada com a oferta de um desconto de R$ 0,44 por litro por conta da subvenção econômica instituída pelo governo federal, segundo comunicado da estatal.

    Com isso, para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A da Petrobras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento de R$ 0,04 por litro, afirmou a companhia.

    Desde que o governo definiu o valor da subvenção, como forma de limitar os impactos da alta do petróleo decorrente da guerra no Irã, o reajuste da Petrobras era amplamente aguardado.

    O combustível da empresa estava com uma defasagem de R$1,37/litro, ou 55%, em relação ao preço internacional, antes do reajuste, segundo cálculos da associação de importadores de combustíveis Abicom.

    A gasolina da Petrobras não tinha uma alta de preços para as distribuidoras desde julho de 2024.

    A Petrobras afirmou que, para o consumidor, considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$1,80 para R$1,83 por litro, “um aumento residual de no máximo R$0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas”.

    A estatal afirmou ainda que este valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022.

    Fonte: CNN Brasil

  • R$ 5 bilhões esquecidos em bancos podem pagar dívidas do governo; veja como sacar

    Parte do dinheiro parado em instituições financeiras já foi direcionada ao programa de renegociação de dívidas, mas quase R$ 5 bilhões seguem disponíveis para resgate por cidadãos e empresas.

    Economia – Mesmo após parte dos valores esquecidos em instituições financeiras ter sido destinada ao programa Desenrola 2.0, milhões de brasileiros ainda têm dinheiro disponível para resgate.

    De acordo com informações do Ministério da Fazenda, cerca de R$ 5,7 bilhões já foram direcionados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado pelo governo para apoiar a renegociação de dívidas da população.

    Apesar disso, os clientes ainda podem recuperar aproximadamente R$ 4,9 bilhões que continuam parados em bancos e instituições financeiras. Os dados mais recentes divulgados pelo Banco Central apontam que, em março, o total de recursos esquecidos chegava a R$ 10,6 bilhões.

    Segundo o levantamento, a maior parte desse montante pertence a pessoas físicas. Cerca de R$ 8,13 bilhões estão vinculados a mais de 45 milhões de brasileiros. Já as empresas possuem aproximadamente R$ 2,43 bilhões disponíveis para resgate, distribuídos entre pouco mais de 5 milhões de CNPJs.

    O sistema de valores a receber segue disponível para consultas e saques por meio das plataformas oficiais do Banco Central.

    Governo usa parte do dinheiro esquecido

    O governo federal confirmou que parte dos valores esquecidos em bancos já começou a ser utilizada para financiar o Desenrola 2.0, programa criado para ampliar a renegociação de dívidas no país.

    Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo que servirá como garantia para os bancos em caso de inadimplência dos contratos renegociados.

    A medida faz parte da estratégia anunciada no início do mês, quando o governo informou que poderia direcionar entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões dos recursos parados nas instituições financeiras para fortalecer o programa.

    Ainda assim, conforme o último levantamento divulgado pelo Banco Central, quase R$ 5 bilhões seguem disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber (SVR).

    Edital vai permitir contestação dos valores

    O Ministério da Fazenda também informou que será publicado um edital de chamamento público voltado aos correntistas que desejarem reivindicar os valores já transferidos ao fundo do Desenrola 2.0.

    Após a publicação, os clientes terão um prazo de 30 dias para contestar a movimentação dos recursos. Caso não haja solicitação dentro do período estipulado, o dinheiro será incorporado definitivamente ao FGO.

    Enquanto isso, o governo reforça que os cidadãos não precisam esperar pelo edital para consultar e solicitar os valores que ainda permanecem disponíveis no sistema do Banco Central. A futura publicação deverá apenas trazer orientações adicionais e regras específicas para os recursos já direcionados ao fundo público.

    Para a equipe econômica, a utilização desse dinheiro pode beneficiar o sistema financeiro e facilitar acordos de renegociação para famílias endividadas, ampliando o alcance do programa de recuperação de crédito.

    Saiba como consultar

    A verificação dos valores esquecidos pode ser realizada sem custos por meio da plataforma oficial do Sistema de Valores a Receber (SVR), disponibilizada pelo Banco Central. Para consultar e solicitar o resgate do dinheiro, o cidadão precisa possuir uma conta Gov.br com nível prata ou ouro, além de manter a autenticação em duas etapas ativada.

    Se houver quantias disponíveis vinculadas ao CPF ou CNPJ consultado, o usuário poderá seguir as orientações indicadas na própria plataforma para efetuar a solicitação do saque junto à instituição financeira responsável.

    Acesse o site oficial do SVR;

    Clique em “Consulte valores a receber”;

    Informe CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou abertura da empresa;

    Faça login com conta Gov.br nível prata ou ouro;

    Acesse a área “Meus Valores a Receber”;

    Informe uma chave Pix para receber o dinheiro;

    Caso não tenha chave Pix, entre em contato com a instituição financeira para combinar a devolução.

    O Banco Central também oferece a opção de resgate automático dos valores esquecidos. Com a funcionalidade ativada, qualquer quantia futura identificada no sistema poderá ser depositada diretamente na conta bancária do titular, sem necessidade de novos pedidos manuais.

    A modalidade é válida apenas para pessoas físicas que possuam chave Pix cadastrada com o CPF e conta Gov.br com autenticação em duas etapas habilitada. A medida busca facilitar o acesso aos recursos e tornar o processo de devolução mais rápido e prático para os cidadãos.

    Veja quem tem direito

    O Sistema de Valores a Receber (SVR) reúne recursos esquecidos por pessoas físicas e empresas em bancos, cooperativas de crédito e outras instituições financeiras. Entre os valores disponíveis estão saldos de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente, cotas de cooperativas, parcelas de consórcios e outros créditos que não foram retirados pelos titulares.

    Contas encerradas com saldo;

    Tarifas cobradas indevidamente;

    Recursos de consórcios encerrados;

    Cotas de cooperativas de crédito;

    Saldos em corretoras;

    Parcelas cobradas indevidamente em operações de crédito.

    Além dos próprios correntistas, herdeiros, inventariantes e representantes legais também têm autorização para solicitar o saque de quantias pertencentes a pessoas falecidas. Nesses casos, é necessário apresentar os documentos exigidos pelo sistema e assinar um termo de responsabilidade para dar continuidade ao processo de liberação dos recursos.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Ibovespa fecha em queda com guerra e IPCA-15 no radar; dólar sobe a R$ 5,06

    Investidores estão atentos ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio e digerindo os dados de inflação de maio

    Economia – O Ibovespa fechou no negativo nesta quarta-feira (27), após oscilar sem uma tendência firme no início do pregão, com as ações da Petrobras entre as maiores pressões.

    Os investidores analisaram os novos dados de inflação divulgados no Brasil e permanecem atentos ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio, em meio ao declínio dos preços do petróleo no exterior com expectativa pelo acordo entre EUA e Irã.

    O Ibovespa encerrou o dia com baixa de 0,48%, aos 175.744,37 pontos.

    Já o dólar à vista fechou com alta de 0,68%, cotado a R$ 5,0616 na venda. No ano, passou a acumular baixa de 7,79% ante o real

    No exterior, os preços do petróleo fecharam em queda, em meio a expectativas de progresso nas negociações para encerrar o conflito que começou no Oriente Médio no final de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

    A TV estatal iraniana divulgou mais cedo que Teerã obteve um esboço de uma estrutura inicial não oficial para um memorando de entendimento com os EUA. Pela estrutura do esboço, o Irã restauraria o transporte comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês, enquanto os EUA retirariam as forças militares das proximidades do país e suspenderiam o bloqueio naval.

    A Casa Branca, porém, afirmou que a reportagem não é “verdade” e que o memorando citado é “uma fabricação completa”.

    No início da tarde, Donald Trump disse que os EUA ainda não estão satisfeitos na negociação com Irã.

    O presidente americano disse ainda que o Estreito de Ormuz estará aberto a todos e não será controlado por nenhum país em qualquer acordo fechado com o Irã.

    Em paralelo, dados de rastreamento de navios também mostraram na véspera que três petroleiros com gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, rumo ao Paquistão, China e Índia, além de um superpetroleiro com petróleo bruto iraquiano para a China, o que corroborou esperanças de que a hidrovia possa ter o fluxo normalizado, ampliando a oferta global.

    Na cena corporativa, Copasa figurou entre os destaques negativos, após indicar que fará mudanças em sua oferta de ações que deve privatizar a companhia, após propostas de potenciais investidores de referência ficarem aquém do pretendido pelo Estado de Minas Gerais.

    Prévia da inflação

    O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerada a prévia da inflação no Brasil, teve alta de 0,62% durante o mês de maio. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta quarta-feira (27).

    Em abril, o índice registrou alta de 0,89%. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,53% para o período.

    Os dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE mostraram ainda que, nos 12 meses até maio, o índice passou a acumular alta de 4,64%, de 4,37% no mês anterior e expectativa de 4,55%.

    Com isso, a taxa supera o teto da meta perseguida pelo BC – 3,0% medido pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual – pela primeira vez no ano. Em janeiro, o IPCA-15 subiu exatamente 4,5% no acumulado em 12 meses.

    Fonte: CNN Brasil

  • Vazamento de dados no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos

    Segundo Dataprev, 98% das informações eram de pessoas mortas.

    Economia – O recente vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atingiu 2,8 milhões de Cadastro de Pessoas Físicas (CPFs), informou na terça-feira (26) a Dataprev, estatal responsável pelo processamento de informações da Previdência Social.

    As informações foram divulgadas na reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS).

    Segundo a empresa, cerca de 98% dos dados acessados pertenciam a pessoas já falecidas. Ainda assim, aproximadamente 52 mil segurados vivos tiveram informações expostas durante o incidente de segurança ocorrido em abril.

    O número divulgado agora é superior à estimativa inicial apresentada por técnicos do Instituto Nacional do Seguro Social, que mencionava cerca de 2 milhões de registros afetados.

    Dados vazados

    De acordo com a Dataprev, os acessos indevidos envolveram CPFs e datas de nascimento de segurados.

    A estatal explicou que um mesmo CPF pode ter sido consultado mais de uma vez, o que ajuda a explicar o volume elevado de acessos registrados.

    Segundo a empresa, não houve liberação indevida de benefícios nem contratação automática de empréstimos consignados.

    Falha no sistema

    A investigação preliminar aponta que o problema ocorreu por causa de uma falha no sistema do aplicativo Meu INSS.

    Segundo Edmar dos Santos Ferreira Junior, representante da Dataprev no CNPS, uma área que deveria exigir login estava acessível sem autenticação.

    “Era uma consulta que estava dentro de uma interface logada, mas ela aceitava uma resposta para quando você estivesse em um ambiente público”, afirmou. O incidente, segundo ele, durou apenas um dia.

    Correção imediata

    A Dataprev informou que o erro foi corrigido assim que identificado. A empresa afirmou ainda que desenvolve novas barreiras de segurança para impedir consultas simultâneas em massa.

    “Como medida de proteção adicional, a Dataprev implementou novos controles de segurança com limites de acesso”, informou a estatal.

    Em nota, o INSS informou que a concessão de benefícios possui diferentes etapas de validação e segurança.

    “A concessão de qualquer benefício possui uma série de travas de segurança. O INSS tem reforçado seus controles internos a fim de oferecer maior segurança à análise de seus benefícios”, afirmou a autarquia.

    Caso revelado

    O vazamento foi identificado em 22 de abril, mas tornou-se público apenas na semana passada. Segundo a Dataprev e o INSS, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi acionada logo após a descoberta do problema.

    O caso levantou preocupação entre especialistas em segurança digital por causa da quantidade de dados expostos.

    Risco de fraude

    Embora o governo afirme que não houve concessão irregular de benefícios, especialistas alertam que informações vazadas podem ser usadas em golpes e fraudes financeiras.

    O banco de dados do INSS reúne informações pessoais de aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais, incluindo vínculos empregatícios e dados cadastrais.

    Histórico recente

    Essa não é a primeira falha de segurança envolvendo sistemas do INSS.

    Em 2024, o instituto confirmou outro incidente que expôs informações sigilosas de aposentados e beneficiários de programas assistenciais.

    Na ocasião, o governo também afirmou ter reforçado os mecanismos de proteção dos sistemas previdenciários.



    Fonte e Foto: Agência Brasil