Categoria: Economia

  • Governo prepara nova alta do etanol na gasolina para reduzir impacto da crise do petróleo

    Proposta prevê aumento da mistura de etanol de 30% para 32% e busca diminuir a dependência do Brasil da gasolina importada diante da volatilidade do mercado internacional.

    Economia – O governo federal pretende ampliar novamente a participação do etanol na gasolina comercializada no Brasil como estratégia para enfrentar os efeitos da disparada do petróleo no mercado internacional e reduzir a dependência de combustíveis importados.

    A proposta, apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prevê elevar o percentual da mistura obrigatória de etanol na gasolina dos atuais 30% para 32%. A medida ainda será analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas.

    Se aprovada, a mudança passará a valer automaticamente em todo o país, já que a adição do biocombustível é realizada pelas distribuidoras durante o processo de abastecimento do mercado.

    A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do governo para fortalecer a segurança energética nacional em meio às incertezas provocadas pelos conflitos no Oriente Médio e pela alta do preço do barril de petróleo, que têm pressionado os custos dos combustíveis em diversos países.


    Menos dependência do mercado externo

    De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o aumento da mistura pode evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina, reduzindo a exposição do Brasil às oscilações do mercado internacional.

    Embora o país seja um dos maiores produtores de petróleo do mundo, ainda depende da importação de parte dos derivados consumidos internamente. Nesse contexto, ampliar o uso do etanol surge como alternativa para diminuir essa vulnerabilidade e estimular a cadeia produtiva do setor sucroenergético.

    O tema foi discutido durante reunião no Palácio do Planalto que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, integrantes da equipe econômica e representantes da indústria do etanol.


    Impactos ambientais e econômicos

    Na avaliação do governo, a medida pode trazer benefícios que vão além da redução da dependência externa. Por ser um combustível renovável, o etanol contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa quando comparado aos combustíveis fósseis.

    Além disso, a menor necessidade de importação de gasolina pode liberar parte da estrutura logística atualmente utilizada para esse fim, permitindo maior eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel, cuja demanda segue elevada no país.

    Biodiesel fica para depois

    Enquanto avança com a proposta envolvendo o etanol, o governo decidiu adiar o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel. A previsão era elevar o percentual de 15% para 16%, mas a mudança foi suspensa temporariamente até a conclusão de estudos técnicos sobre os impactos em diferentes tipos de motores.

    Para acelerar essas análises, cerca de R$ 30 milhões serão destinados a pesquisas e testes envolvendo o uso ampliado de biocombustíveis. Os recursos virão de fundos ligados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com participação do setor privado.

    Parte desse investimento também será utilizada para reforçar as ações de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com o objetivo de garantir a qualidade dos combustíveis comercializados no país.

    Caso receba o aval do CNPE, o aumento da mistura de etanol representará mais um passo da política do governo para ampliar o protagonismo dos biocombustíveis na matriz energética brasileira e reduzir os efeitos das turbulências internacionais sobre o bolso dos consumidores.

  • Cartão e senha não bastam: STJ anula empréstimos feitos por uma pessoa analfabeta em caixa eletrônico

    Especialista explica o que muda e como o consumidor nessas condições deve se proteger.

    Economia – Contratar empréstimo apertando alguns botões no caixa eletrônico virou rotina para milhões de brasileiros. Mas, para quem não sabe ler nem escrever, esse caminho automático pode esconder uma armadilha — e a Justiça acaba de reconhecer isso. A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que contratos bancários firmados em nome de pessoa analfabeta em terminais de autoatendimento são nulos.

    No julgamento, os ministros foram além: entenderam que o uso de cartão e senha, assim como o simples recebimento do dinheiro, não substituem as formalidades previstas no artigo 595 do Código Civil para a validade de contratos particulares assinados por analfabetos.

    Com base nesse entendimento, a turma declarou a nulidade de empréstimos contratados por um homem analfabeto e determinou a devolução dos valores descontados de sua conta, incluindo anuidade de cartão de crédito e débito, tarifa de contratação de cartão e tarifa de disponibilização de cheque especial.

    Tudo começou quando o autor da ação percebeu descontos indevidos no seu benefício previdenciário. Ao verificar, descobriu que o banco vinha retirando valores ligados a contratos que ele afirma não ter celebrado de forma válida. Diante disso, foi à Justiça para anular as contratações, pedir a devolução do que foi descontado e ser indenizado por danos morais.

    Em primeiro grau, os pedidos foram parcialmente atendidos. Mas o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reformou a decisão e validou as operações feitas nos canais digitais. Por maioria, o tribunal estadual considerou que as contratações foram realizadas com cartão dotado de chip e mediante senha pessoal e intransferível — algo que, para os desembargadores, equivaleria à assinatura digital do correntista. O fato de o cliente ser analfabeto, segundo o TJMG, não invalidaria os contratos, já que o caixa eletrônico exige autenticação por senha no sistema do banco.

    O consumidor, então, recorreu ao STJ, sustentando que os contratos eram nulos por terem sido firmados sem as formalidades exigidas para analfabetos. Para ele, a contratação por caixa eletrônico não garantia nem a manifestação válida de vontade, nem a compreensão das cláusulas.

    Decisão do STJ

    O relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, lembrou que a pessoa analfabeta tem plena capacidade para praticar os atos da vida civil. Para a validade de contratos escritos, porém, a lei exige formalidades específicas — como a assinatura a rogo e a presença de duas testemunhas — justamente para garantir que o contratante entenda o que está assinando e manifeste sua vontade de forma segura.

    Segundo o ministro, essas exigências não desaparecem só porque o negócio foi feito no ambiente digital. Anular os contratos, a seu ver, é um ato de responsabilidade institucional, que preserva a coerência do sistema jurídico num cenário em que esses instrumentos são cada vez mais produzidos de forma automatizada, sem mediação humana efetiva.

    Ainda que a tecnologia atenda à demanda por eficiência, ressaltou o relator, é indispensável preservar as garantias legais criadas em favor de grupos minoritários vulneráveis.

    Cueva também afastou o argumento de que o uso do dinheiro validaria o negócio. A autorização para movimentar a conta no dia a dia, observou, não autoriza automaticamente a contratação de empréstimos e outros serviços. Reconhecer eficácia a contratos nulos apenas porque produziram efeitos na prática seria incompatível com as regras do direito civil. Ao dar provimento ao recurso, o ministro determinou a devolução dos valores cobrados, com repetição simples e compensação com as quantias que o banco efetivamente disponibilizou ao cliente.

    A assinatura a rogo e as testemunhas

    Para entender o alcance da decisão, o advogado Fernando Viggiano, especialista em Direito do Consumidor, explica os mecanismos que a lei reserva a quem não sabe ler ou escrever.

    A chamada assinatura a rogo, segundo ele, é o instrumento que permite a uma pessoa analfabeta formalizar validamente um contrato escrito.

    — O analfabeto manifesta sua vontade e pede que outra pessoa assine o documento em seu lugar. Por isso a expressão ‘a rogo’, ou seja, a pedido do interessado — esclarece.

    O explica explica que não é preciso que esse terceiro seja representante legal, procurador ou alguém com autorização específica em lei:

    — O que se exige é que seja um terceiro atuando em nome do analfabeto para formalizar a vontade que ele já externou.

    O STJ, acrescenta o advogado, tem entendimento consolidado de que essa assinatura, acompanhada de duas testemunhas, é garantia essencial para assegurar que o consumidor analfabeto compreendeu o conteúdo do contrato e realmente quis contratar.

    Quanto às testemunhas, o especialista é direto: a lei não exige formação, autorização estatal ou qualificação profissional.

    — Recomenda-se que sejam pessoas capazes, identificáveis e que efetivamente tenham presenciado o ato. A função delas é justamente servir como elemento de confirmação da regularidade da contratação, reduzindo o risco de fraudes, abusos ou contratações realizadas sem a plena compreensão do consumidor — diz.

    Para Viggiano, não se trata de mera burocracia.

    — É um mecanismo de proteção destinado a compensar a vulnerabilidade de quem não consegue ler o conteúdo do contrato”, resume o advogado.

    Como o consumidor analfabeto deve se proteger

    O advogado lista alguns cuidados práticos para quem não sabe ler ou escrever e precisa contratar serviços financeiros:

    Nunca contratar sozinho. O primeiro passo é jamais fechar negócio sem a presença de uma pessoa de absoluta confiança, capaz de ler o contrato por inteiro, esclarecer as cláusulas e acompanhar todo o procedimento;

    Exigir cópia do contrato e pedir explicações detalhadas sobre taxas, juros, parcelas e encargos;

    Evitar contratações por impulso ou feitas exclusivamente por meios eletrônicos, sem qualquer assistência humana;

    Observar as formalidades. Em empréstimos, financiamentos e outros serviços bancários, o ideal é formalizar a contratação com assinatura a rogo e duas testemunhas, evitando discussões futuras sobre a validade do negócio.

    — A decisão do STJ reforça um ponto importante: o simples uso de cartão, senha ou caixa eletrônico não substitui as garantias legais criadas para proteger pessoas analfabetas — observa Viggiano. — A tecnologia facilita as operações do dia a dia, mas não elimina as formalidades exigidas para a celebração válida de contratos que geram obrigações financeiras relevantes.

    O que fazer quando uma cobrança é indevida

    Identificar um desconto que não se reconhece — em fatura, conta ou, como no caso julgado, em benefício previdenciário — é o primeiro passo para reagir. Segundo o Código de Defesa do Consumidor, quem é cobrado em quantia indevida tem direito à devolução, em regra em dobro e com correção e juros, salvo engano justificável da empresa.

    Veja o caminho recomendado por órgãos de defesa do consumidor:

    Confira a fatura ou o extrato linha por linha, comparando com contratos, recibos e comprovantes de pagamento.

    Entre em contato com a empresa ou o banco e peça o cancelamento da cobrança, guardando todos os números de protocolo.

    Reúna provas: faturas, comprovantes, prints e protocolos de atendimento.

    Registre reclamação no Procon do seu município ou no site consumidor.gov.br caso a empresa não resolva. Havendo suspeita de golpe, registre um boletim de ocorrência.

    Recorra à Justiça se o problema persistir. Em causas de até 20 salários mínimos, é possível ingressar no Juizado Especial Cível, que não exige a contratação de advogado.

    Nos casos mais complexos — como o de contratos firmados sem as formalidades legais exigidas para pessoas analfabetas —, vale procurar orientação jurídica especializada para avaliar a anulação do negócio e a devolução dos valores. Foi esse o caminho seguido no caso analisado pelo STJ.




    Fonte e Foto: Jornal Extra

  • 37% dos brasileiros deixaram de pagar contas no último mês, diz PoderData

    Pesquisa conversou com 2.500 pessoas nas 27 unidades da Federação, e questionou também avaliação do Novo Desenrola Brasil.

    Economia – Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (9) aponta que 37% dos brasileiros não pagaram todas as contas que deviam no último mês. Outros 61% afirmam que nem eles ou ou alguém da família deixou de pagar alguma conta.

    O levantamento foi produzido pelo Poder Data, e ouviu 2.500 pessoas em 166 municípios das 27 unidades da Federação.

    Ainda de acordo com a pesquisa, em um recorte por faixa etária, a maior parte dos inadimplentes 43%, tem 60 anos ou mais. A faixa dos 16 aos 24 anos tem o menor número de pessoas que não honraram compromissos financeiros, com 30%.

    Já em um recorte por nível escolaridade, a maior parte dos inadimplentes nunca foi à escola, 64%, ou tem apenas o ensino fundamental, 52%. Além disso, por nível de renda, 66% desse grupo afirmou que ganha até dois salários-minimos.

    A maior parte das pessoas que não pagaram todas as contas no último mês se encontra na região Norte, onde 54% dos entrevistados afirmaram não ter honrado esses compromissos. Outros 45% afirmam estarem adimplentes com as contas. Em seguida, vem a região Nordeste, onde 49% dizem que não pagaram todas as contas, e 49% afirmam que pagaram. Outros preferiram não responder.

    Desenrola

    Os dados compilados também questionaram sobre a avaliação do programa Novo Desenrola Brasil, para os entrevistados que deixaram de pagar alguma conta. 42% dos participantes apontam que o programa ajudou, sendo muito ou pouco.

    Outross 33% apontam que o programa de renegociação de dívidas não ajudou, 19% responderam que não conhecem no programa, e outros 6% peferiram não responder.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Bancarização: 74% enxergam papel de fintechs em inclusão financeira

    Levantamento da 99Pay ainda revela que apenas 26% consideram que a população de menor renda já possuía acesso a esses serviços antes da chegada dos bancos digitais.

    Economia – A bancarização da população brasileira segue avançando e, na avaliação da maioria dos brasileiros que possuem conta bancária, os bancos digitais e as fintechs têm desempenhado papel fundamental nesse processo.

    Pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pela 99Pay, mostra que 74% dos entrevistados acreditam que pessoas de menor renda passaram a ter mais acesso a serviços financeiros graças à expansão dessas instituições no país.

    O levantamento, realizado com 1,8 mil brasileiros bancarizados entre 18 e 65 anos, revela que apenas 26% consideram que a população de menor renda já possuía acesso a esses serviços antes da chegada dos bancos digitais e fintechs.

    A percepção é ainda mais forte entre clientes que têm sua conta principal em instituições digitais. Nesse grupo, 80% afirmam que as fintechs ampliaram o acesso aos serviços financeiros.

    Entre os clientes de bancos tradicionais, o índice cai para 68%.

    Os dados também apontam diferenças por gênero. Entre as mulheres, 77% reconhecem que bancos digitais e fintechs contribuíram para ampliar a inclusão financeira das camadas de menor renda. Entre os homens, o percentual é de 71%.

    Na avaliação regional, o Centro-Oeste lidera a percepção positiva sobre o impacto dessas instituições, com 79% dos entrevistados concordando que elas facilitaram o acesso da população de baixa renda aos serviços financeiros.

    Em seguida aparecem Sul e Nordeste, ambos com 75%, Sudeste com 73% e Norte com 70%.

    A ampliação da bancarização está ligada à capacidade das instituições digitais de reduzir barreiras de acesso, segundo Marina Beer, diretora de Marketing da 99Pay.

    “A democratização do acesso a serviços financeiros passa, necessariamente, pela simplificação de processos e adaptação das soluções às necessidades mais latentes dos brasileiros. Bancos digitais e fintechs têm desempenhado um papel importante nesse processo por serem instituições capazes de reduzir barreiras e tornar esses serviços acessíveis de forma prática, sem burocracia e melhor custo-benefício para o cliente final”, afirma.

    A executiva destaca ainda o impacto sobre a inclusão financeira das mulheres.

    “Quando olhamos para os números, vemos que a inclusão financeira feminina vem se expandindo. Ao ampliar o acesso a serviços financeiros para mulheres de menor renda, bancos digitais e fintechs desempenham um papel fundamental na promoção da autonomia e na redução da desigualdade econômica de gênero”, diz.

    Nos últimos anos, o crescimento das contas digitais, aliado à popularização de ferramentas como Pix, carteiras digitais e serviços financeiros oferecidos por aplicativos, tem ampliado o alcance do sistema financeiro a públicos historicamente menos atendidos.

    A pesquisa sugere que essa transformação já é percebida pela maior parte da população bancarizada do país.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Justiça condena envolvidos em esquema de corrupção na Petrobras a penas que chegam a 14 anos de prisão

    Seis executivos e operadores financeiros foram sentenciados por corrupção e lavagem de dinheiro em ação ligada aos contratos fraudados investigados pela Operação Lava Jato.

    Economia – A Justiça Federal do Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros por participação em um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a contratos da Petrobras. As penas chegam a 14 anos e sete meses de prisão e fazem parte de uma ação remanescente da Operação Lava Jato, investigação que revelou um amplo cartel de empreiteiras e o pagamento de propinas envolvendo contratos da estatal.

    A decisão foi proferida pela 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, considerada o berço da Lava Jato. Segundo a sentença, os condenados participaram de práticas ilícitas que incluíam fraude em licitações, pagamento de vantagens indevidas e ocultação de recursos obtidos de forma ilegal em contratos firmados com a Petrobras.

    A estatal atuou no processo como assistente da acusação, na condição de vítima dos prejuízos causados pelo esquema investigado.

    Entre os condenados, a maior pena foi aplicada a Jesús de Oliveira Ferreira Filho, sentenciado a 14 anos, sete meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Ricardo Teixeira Fontes recebeu pena de 13 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, também em regime fechado, enquanto Carlos Maurício Lima de Paula Barros foi condenado a 12 anos, dois meses e sete dias de reclusão.

    Outros três réus — Flávio Henrique de Oliveira Macedo, Eduardo Aparecido de Meira e Igor Belan — foram condenados por lavagem de dinheiro. Cada um recebeu pena de sete anos, seis meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto.

    A sentença foi assinada pelo juiz Guilherme Roman Borges e possui mais de 100 páginas. O magistrado acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, que apontou a atuação coordenada de ex-executivos de empresas de engenharia e operadores financeiros para movimentar recursos provenientes do esquema criminoso.

    As irregularidades investigadas fazem parte do conjunto de contratos celebrados entre empreiteiras e a Petrobras durante o período analisado pela Lava Jato, que apurou desvios bilionários envolvendo grandes obras e contratos da estatal entre 2004 e 2014.

    As defesas dos condenados ainda podem recorrer da decisão às instâncias superiores. O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa um dos réus condenados, já informou que pretende apresentar recurso para contestar a sentença.

    Mesmo após o encerramento formal da Operação Lava Jato, processos derivados das investigações continuam tramitando na Justiça e resultando em novas decisões relacionadas aos casos de corrupção revelados ao longo da última década.



    Por jornalista Lília Marques

  • Dólar ganha força após criação de empregos acima dos esperado nos EUA

    Departamento do Trabalho dos EUA informou que foram gerados 172 mil postos de trabalho em maio

    Economia – ‌O dólar registrou leves ganhos ante o real nesta manhã de sexta-feira, 5, após dados mostrarem geração de empregos acima do esperado em maio nos EUA, sendo que no exterior a moeda norte-americana também ganhou força ⁠ante as demais divisas após a divulgação.

    Já mais perto ‌da estabilidade, às 9h47 o dólar à vista subia 0,11%, aos R$5,0719 na venda

    dos 85 mil projetados por economistas ouvidos pela Reuters. O número deu força à ‌percepção de que o Federal Reserve tende a trabalhar ‌com taxas de ⁠juros mais ⁠elevadas, ainda mais em um contexto de guerra no Oriente Médio, ⁠o que impulsionou os ‌rendimentos dos Treasuries.

    Nos ‌mercados de moedas, o dólar também ganhava força ante as demais divisas — incluindo o real, que exibiu leves ganhos logo após a divulgação, chegando a ⁠ser cotado em R$5,0816 (+0,31%).

    Na quarta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou com alta de 1,12% no Brasil, aos R$5,0661, mas na quinta-feira o mercado brasileiro permaneceu fechado em função ‌do feriado de Corpus Christi.

    Nesta volta do feriado, as atenções também seguem voltadas para o Oriente Médio, após ⁠o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, ter rejeitado na quinta-feira um novo cessar-fogo no Líbano, enquanto Israel disse que não iria retirar as tropas do país.

    Essas decisões minam um possível entendimento entre Teerã e Washington, já que o Irã vem considerando o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah como requisito para um acordo de paz com os EUA.

    Às 9h50, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,04%, a 99,468.

    Fonte- Camila Moreira / Terra

  • Preços globais dos alimentos ficam estáveis em maio

    Índice da FAO registrou leve queda de 0,2% no mês, mas ainda permanece próximo a máxima dos últimos três anos.

    Economia – Os preços mundiais dos alimentos ficaram praticamente estáveis em maio, segundo acompanhamento da FAO (Agência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). O índice da entidade – que mede a variação de preços de uma gama de produtos – registrou 130,8 pontos no mês, uma queda de 0,2 pontos (0,2%) em relação ao nível revisado de abril.

    Os aumentos nos preços de cereais e açúcar foram compensados por quedas nos preços de óleos vegetais e laticínios, enquanto o índice de proteínas permaneceu quase inalterado.

    Em comparação com os níveis históricos, o indicador em maio ficou 3,7 pontos (2,9%) acima do registrado um ano antes, mas ainda permanece 29,4 pontos (18,4%) abaixo do pico atingido em março de 2022.

    Maiores altas 

    Entre as maiores altas no mês, os preços dos cereais subiram 2,9 pontos (2,6%) em relação a abril e de 5,3 pontos (4,9%) em comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Os preços mundiais do trigo subiram pelo quarto mês consecutivo em maio, impulsionados por safras menores previstas nos principais países exportadores, incluindo os Estados Unidos. No caso do milho, a menor oferta no Brasil e EUA e o aumento da demanda foram responsáveis pela alta.

    O açúcar, por sua vez, teve alta de 6,6 pontos (7,5%) em relação a abril, marcando o nível mais alto desde outubro de 2025, mas permanecendo 14,3 pontos (13,1%) abaixo do nível de um ano atrás. Conforme a FAO, o aumento foi impulsionado por preocupações com a oferta global.

    “Nas principais regiões produtoras do Brasil, dados que mostram uma menor participação da cana-de-açúcar destinada à produção de açúcar e isso eleva as expectativas de maior direcionamento para o etanol, sustentando os preços mundiais do adoçante”, escreveu a FAO, em relatório.

    Principais baixas

    Entre as baixas do mês, os óleos vegetais registraram uma queda de 9,0 pontos (4,6%) em relação a abril, marcando o primeiro declínio mensal desde o início de 2026.

    Após cinco meses consecutivos de alta, os preços internacionais do óleo de palma recuaram, refletindo as expectativas de menor demanda global por importações e a incerteza nos mercados de petróleo bruto. Já os preços mundiais do óleo de soja apresentaram tendências mistas, com o aumento sazonal da oferta exportável pressionando os preços na América do Sul, enquanto a demanda firme por biocombustíveis sustentou os valores nos Estados Unidos.

    No que diz respeito aos lácteos, a FAO registra uma queda de 0,5 ponto (0,5%) em relação a abril e 34,5 pontos (22,4%) abaixo do nível registrado um ano antes.

    Os preços internacionais da manteiga continuaram a cair tanto na Europa quanto na Oceania, devido à melhoria na oferta de gordura do leite. Os preços do queijo recuaram apenas marginalmente, enquanto os valores do leite em pó desnatado aumentaram ainda mais, principalmente na Europa. A FAO também afirma que os preços do leite em pó integral apresentaram desenvolvimentos mistos.

    Por fim, as carnes subiram 0,1% em relação ao valor revisado de abril e 7,7 pontos (6,3%) acima do nível de um ano antes. As cotações mais altas para carne bovina e ovina, juntamente com um modesto aumento nos preços da carne de aves, foram quase totalmente compensadas por uma queda nos preços da carne suína.

    Segundo a FAO, a demanda chinesa mantém as cotações da carne bovina. Ao mesmo tempo, a reconstrução contínua dos rebanhos em vários dos principais países produtores.

    “Os preços da carne de aves subiram ligeiramente, com os preços mais altos no Brasil, sustentados pela forte demanda global. Em contrapartida, os preços da carne suína caíram, principalmente devido aos preços mais baixos na União Europeia, em meio à oferta abundante e à demanda de importações moderada”, conclui a FAO.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Brasil sofre mais um revés após governo Trump propor nova tarifa por trabalho forçado

    Escritório de Comércio concluiu que o país falhou em proibir a entrada de mercadorias produzidas com mão de obra escrava.

    Mundo – O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs na terça-feira (2) a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. A decisão é resultado de uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que concluiu que o Brasil e outras 59 economias falharam em impor e fiscalizar a proibição de importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

    Este é o segundo revés comercial enfrentado pelo Brasil perante o governo norte-americano em um curto período. Na segunda-feira (1º), o USTR concluiu uma investigação que classifica políticas e práticas do governo brasileiro como irrazoáveis. Como resultado, o governo americano propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre mercadorias do Brasil, alegando que as ações brasileiras oneram e restringem o comércio dos EUA.

    De acordo com o relatório do USTR de terça-feira, o Brasil faz parte de um grupo de 54 nações que não adotaram medidas efetivas para impedir a entrada de bens ligados à exploração laboral em seus territórios. O órgão determinou que essa omissão é “irrazoável e sobrecarrega ou restringe o comércio dos EUA”.

    Como resposta, o governo norte-americano propôs taxas adicionais de 12,5% sobre produtos provenientes de países que não possuem regimes de proibição ao trabalho forçado, categoria na qual o Brasil foi incluído. Para economias que já possuem algum nível de restrição ou acordos de reciprocidade, a tarifa proposta é de 10%.

    O embaixador Jamieson Greer afirmou que a falta de ação dos parceiros comerciais cria uma competição desleal. “A falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica onde os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em um campo de jogo desigual”, disse.

    O relatório aponta ainda que a ausência de fiscalização por parte das economias investigadas “distorce as condições de mercado para empresas que não utilizam trabalho forçado” e contribui para a continuidade dessa prática globalmente.

    Greer reforçou a postura dos EUA: “Não toleraremos mais esta disparidade. Cada um de nossos parceiros comerciais deve fazer mais para garantir que o comércio não encoraje e consolide perversamente o trabalho forçado em todo o mundo”.

    O USTR abriu um período de consulta pública para as medidas propostas. Interessados podem enviar comentários por escrito até o dia 6 de julho de 2026. Além disso, o órgão realizará audiências públicas sobre as novas tarifas no dia 7 de julho. Caso as taxas sejam confirmadas, elas incidirão sobre todos os produtos das economias investigadas, com exceção de itens específicos que serão listados em anexo no registro oficial.

    Irregularidades em seis áreas

    A decisão de segunda-feira foi tomada com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O relatório final apontou irregularidades em seis áreas principais: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais desleais, aplicação de medidas anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.

    No âmbito digital, a investigação citou ordens judiciais brasileiras para remoção de conteúdo e suspensão de perfis em redes sociais americanas, além de restrições a sistemas de pagamentos.

    Quanto ao etanol, o texto afirma que o Brasil não oferece tratamento tarifário recíproco desde 2017. O documento menciona ainda que, apesar de possuir leis contra o desmatamento, o Brasil falha na aplicação eficaz dessas normas.

    O embaixador Jamieson Greer declarou que a investigação foi iniciada a pedido do presidente Donald Trump para abordar preocupações comerciais persistentes. Greer afirmou que, embora tenham ocorrido reuniões entre Trump e o presidente Lula (PT) nos últimos meses, permanecem divergências substanciais entre as nações.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Bolsa sobe 1,16%, e dólar cai para R$ 5, apesar de medida dos EUA

    Mercado ignora tarifaço e acompanha cenário externo favorável.

    Economia – A bolsa brasileira fechou em alta, e o dólar recuou na terça-feira (2), mesmo em meio ao aumento da tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos. O Ibovespa avançou 1,16%, aos 174.197 pontos, enquanto a moeda americana caiu 0,24%, encerrando o dia cotada a R$ 5,009.

    O desempenho dos ativos brasileiros ocorreu apesar da proposta do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. A medida integra uma investigação sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais pelos americanos.

    Apesar das ameaças do governo de Donald Trump, o mercado concentrou atenção no ambiente externo mais favorável ao risco, deixando as preocupações comerciais em segundo plano.

    Recuperação da bolsa

    Após cinco sessões consecutivas de queda, o Ibovespa voltou a subir impulsionado principalmente por ações de bancos e mineradoras..

    No acumulado da semana, a bolsa registra ganho de 0,24%. Em 2026, a valorização chega a 8,11%.

    O cenário político também permaneceu no radar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que as negociações com Washington sejam conduzidas pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    O governo brasileiro classificou como injusta a proposta americana de elevar tarifas sobre produtos nacionais.

    Câmbio

    No mercado de câmbio, o dólar comercial acompanhou o movimento global de enfraquecimento da moeda frente a divisas de países emergentes.

    A cotação oscilou entre R$ 5,0003 e R$ 5,0245 durante o dia, mas encerrou próxima da estabilidade, pouco acima do nível de R$ 5.

    No acumulado de 2026, a moeda estadunidense registra queda superior a 8% em relação ao real. Parte da valorização da moeda brasileira foi provocada pelo fluxo de recursos para a bolsa e pelos juros altos do país na comparação com outras economias.

    As negociações entre Estados Unidos e Irã também influenciaram os mercados globais, com investidores acompanhando possíveis avanços para uma solução diplomática no Oriente Médio.

    Petróleo avança

    Os preços do petróleo encerraram o dia em alta diante da cautela dos investidores sobre as conversas entre Washington e Teerã.

    O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,07%, fechando a US$ 96. O WTI, do Texas, avançou 1,74%, para US$ 93,76.

    O mercado segue monitorando a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A ausência de sinais concretos de avanço nas negociações mantém preocupações com a oferta da commodity e sustenta os preços em patamares elevados.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Tarifa de 25%: Trump deu o Pix de bandeja para Lula deitar e rolar

    O Pix começou a ser criado sob Temer, foi lançado por Bolsonaro, mas Trump imprime a marca de Lula no Pix ao anunciar a nova tarifa de 25%

    Economia – Depois de designar CV e PCC como grupos terroristas, os Estados Unidos anunciaram que vão impor tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil, à exceção daqueles essenciais para manter abastecido o mercado americano.

    A primeira medida ajudou Flávio Bolsonaro a mudar de assunto do caso Dark Horse, apesar do lance de ontem de mandar a polícia para cima da produtora do filme, naquele timing perfeito do Estado de Direito nacional.

    A segunda medida tem potencial de prejudicar o candidato bolsonarista, uma vez que o peso negativo recairá sobre os ombros dele e da sua família, assim como o tarifaço do ano passado.

    Não importa se o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos elencou motivos pertinentes ou não para retaliar o Brasil, alguns deles bem antigos, como a falta de proteção à propriedade intelectual.

    No jogo da política, o conteúdo não faz muita diferença, é o embrulho que determina a percepção geral.

    O governo Lula, espertamente, já propala o caráter político-eleitoral da decisão americana, contra a qual ainda cabe recurso.

    Temos à frente do coro o mini-me de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda, esse ideológico Dario Durigan, que entrou em modo de ofensiva midiática há coisa de quinze dias.

    Ele disse que “é inaceitável que a gente receba esse tipo de pressão, de intimidação, perto do período eleitoral, a pretexto de dizer que está se preocupando com o Brasil ou com a higidez do nosso comércio. Porque quem está, de fato, preocupado somos nós mesmos com isso”.

    Há muito tempo o governo brasileiro deixou o terreno do aceitável também, pondere-se, haja vista o tamanho do buraco nas contas que o menino Durigan relativiza com aquela seriedade preconizada pela teoria do medalhão e a regulamentação censória das redes sociais feita sob medida para calar a boca de oponentes incômodos.

    Com o anúncio da nova tarifa de 25%, o governo Trump deu a defesa do Pix de bandeja para Lula e os seus acólitos deitarem e rolarem.

    Os petistas já haviam tentado colocar o Pix no meio do rolo da designação de CV e PCC como grupos terroristas, espalhando aos quatro ventos que os Estados Unidos poderiam sancionar o Brasil por causa de um meio de pagamento que facilita a lavagem de dinheiro.

    Não colou, mas eis que o Escritório do Representante Comercial fez o serviço ao incluir no seu cesto de reclamações a facilidade que revolucionou a vida dos brasileiros.

    A acusação é a de que o Pix implica concorrência estatal desleal contra os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos., as operadoras de cartão de crédito que atuam no Brasil.

    O Pix começou a ser criado oficialmente no governo Temer, foi lançado no governo Bolsonaro, mas Trump imprime a marca de Lula nele.

    A partir de agora, Flávio terá de negar continuamente que, se eleito, acabará com o Pix. Não há garantia de convencimento geral.

    O presidente americano está mesmo mais para cabo eleitoral do chefão petista do que para amigo dos Bolsonaro.

    Fonte: Metrópoles