Categoria: Economia

  • Conta de luz deve ficar mais cara; entenda o motivo

    Considerando a possível adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano, o aumento estimado varia entre 3,9% e 4,7%.

    Economia – Os brasileiros devem iniciar 2026 com um peso extra no orçamento. A conta de energia elétrica pode ficar mais cara, com um reajuste próximo de 5%. Considerando a possível adoção de bandeiras tarifárias ao longo do ano, o aumento estimado varia entre 3,9% e 4,7%.

    De acordo com a CNN, um levantamento traçou dois cenários para o próximo ano: um mais conservador e outro mais pessimista, que prevê maior incidência da bandeira vermelha. Essa modalidade é aplicada em períodos de escassez na geração de energia, como em épocas de estiagem ou quando há necessidade de acionar usinas termelétricas.

    Os cálculos foram realizados pela TR Soluções. Caso não haja períodos com bandeira verde, quando não há cobrança adicional, a tarifa pode chegar a uma alta de até 5,4%.

    “Essa projeção é superior à estimativa que leva em conta as bandeiras, pois a taxa extra tende a ser menor em 2026 do que foi em 2025, reduzindo o impacto tarifário”, explica Helder Sousa, diretor de Regulação da TR.

    Já a empresa Ampere aponta o seguinte cenário provável para o Brasil em 2026:

    Janeiro: bandeira verde (confirmada)

    Fevereiro a julho: bandeira verde

    Agosto e setembro: bandeira vermelha 1

    Outubro e novembro: bandeira vermelha 2

    Dezembro: indefinido

    Expectativa de chuvas

    O estudo também analisa o comportamento das chuvas até o fim de novembro. Para dezembro, há indicação de condições pluviométricas mais favoráveis ao setor elétrico.

    “Vale destacar que, ao final do período úmido, a partir de maio, quando normalmente haveria mudança para bandeiras amarela ou vermelha, as previsões meteorológicas apontam para volumes expressivos de chuva na Região Sul”, afirma Guilherme Ramalho de Oliveira, sócio e consultor da Ampere.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Volta do petróleo da Venezuela exige estabilidade e bilhões de dólares

    Donald Trump não esconde interesse na exploração do óleo por empresas dos EUA, mas caminho é árduo e custoso, afirmam especialistas.

    Economia – Um dos principais fatores por trás da pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela é o petróleo presente em solo do país sul-americano.

    O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a diplomacia americana já admitiram esse interesse em diversas declarações públicas.

    A Venezuela detém a maior reserva de petróleo do mundo, mas está parcialmente fora do mercado internacional há anos em razão das sanções impostas pelos Estados Unidos, sobretudo a partir de 2019, e do colapso operacional de sua indústria petrolífera.

    Na prática, as sanções restringem a capacidade do país de exportar petróleo livremente, acessar financiamento internacional, importar alguns equipamentos e atrair grandes empresas globais.

    Hoje, refinarias independentes na China absorvem a maior parte do petróleo venezuelano, muitas vezes por meio de intermediários, com descontos elevados e fora dos fluxos tradicionais do mercado global.

    Mesmo em um cenário de retirada das sanções americanas, a volta da Venezuela como um player relevante no mercado internacional não seria imediata.

    Trata-se de um processo de médio a longo prazo, que exigiria investimentos bilionários e uma reestruturação profunda da indústria.

    Um relatório da consultoria Wood Mackenzie aponta que o impacto combinado da má gestão interna e das sanções internacionais reduziu a produção venezuelana de mais de 3 milhões de barris por dia no início dos anos 2000 para cerca de 2 milhões de barris/dia em 2017 e aproximadamente 900 mil barris/dia em 2025.

    As relações entre Venezuela e Estados Unidos no setor de petróleo são marcadas por idas e vindas.

    Em 2022, após o petróleo Brent ultrapassar US$ 120 por barril, o governo Joe Biden concedeu à Chevron uma licença para produzir e exportar petróleo venezuelano.

    Em fevereiro, o presidente Donald Trump anunciou que a autorização seria revogada, mas a licença acabou sendo renovada em julho, com restrições. Neste ano, a Chevron respondeu por cerca de um quarto da produção total da Venezuela.

    Segundo a Wood Mackenzie, a indústria de exploração e produção do país precisa urgentemente de apoio operacional e financeiro. Caso as sanções sejam suspensas e esse suporte se torne viável, o impacto na produção poderia ser relevante já no curto prazo.

    “Melhorias operacionais e investimentos modestos na região de petróleo pesado da Faixa do Orinoco poderiam elevar a produção da Venezuela de volta aos níveis de meados da década de 2010, em torno de 2 milhões de barris por dia, em um a dois anos, dadas condições favoráveis”, afirma o relatório.

    Avançar além desse patamar, porém, exigiria investimentos muito mais expressivos.

    A Wood Mackenzie estima que as joint ventures da Faixa do Orinoco entre a estatal PDVSA e empresas internacionais precisariam de US$ 15 bilhões a US$ 20 bilhões em investimentos ao longo de dez anos para adicionar cerca de 500 mil barris por dia à produção.

    A consultoria Argus traça um cenário semelhante.

    Segundo a empresa, investimentos significativos de companhias internacionais no médio e longo prazo seriam necessários para que a produção venezuelana retornasse aos níveis anteriores às sanções dos EUA, de 1,2 milhão de barris por dia em 2018 ou mais.

    “Isso exigiria o fim das sanções e mudanças profundas no ambiente legal e empresarial da Venezuela — uma perspectiva duvidosa diante da provável instabilidade após a deposição de Maduro”, afirma Gustavo Vasquez, gerente de petróleo e GLP da Argus.

    O consenso entre os analistas é de que, no momento, petróleo venezuelano pode até começar a ganhar espaço no mercado global caso haja alívio das sanções, mas uma retomada robusta e sustentável dependerá de estabilidade política, segurança jurídica e investimentos de longo prazo, fatores que seguem cercados de incerteza.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Brasil vislumbra aumentar venda de petróleo bruto à China

    Brasil vislumbra aumentar venda de petróleo bruto à China

    Maior comprador do produto venezuelano, país asiático deve procurar novos fornecedores.

    Economia – O governo brasileiro vislumbra a oportunidade de aumentar a venda de petróleo à China com a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos.

    Atualmente, a China é o maior comprador do petróleo venezuelano, representando 45% do total exportado pelo país sul-americano.

    Com a possibilidade de os Estados Unidos ocuparem o espaço da China, assessores do Itamaraty avaliam que existe a possibilidade de o Brasil compensar uma eventual queda no comércio.

    A China é hoje o principal comprador do petróleo bruto brasileiro, mesmo tipo de produto importado da Venezuela pela potência econômica asiática. Os Estados Unidos, por sua vez, são o segundo maior comprador do Brasil de derivados de petróleo, como diesel e querosene, atrás apenas de Cingapura.

    A participação dos norte-americanos, porém, tem apresentado tendência de queda nos últimos trimestres e pode cair ainda mais diante do aumento do comércio com a Venezuela.

    Por isso, a avaliação é de que, assim como ocorrido no tarifaço de Donald Trump, a invasão da Venezuela pode ser uma oportunidade para o Brasil diversificar o mercado e aumentar as suas vendas.

    Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda apontam que o petróleo da Foz do Amazonas, embora ainda sem data para início de extração, pode potencializar o mercado brasileiro junto à China.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Preço do petróleo cai após intervenção dos EUA na Venezuela

    Preço do petróleo cai após intervenção dos EUA na Venezuela

    Mercado reage à captura de Nicolás Maduro e à sinalização de Washington de que pretende explorar os recursos petrolíferos venezuelanos.

    Economia – Os preços do petróleo caíram nesta segunda-feira(5) após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela para capturar seu presidente, Nicolás Maduro, e o anúncio de Washington de que pretende explorar os recursos petrolíferos do país.

    Por volta das 9h05 GMT (6h05 em Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em março, recuava 1,12%, para 60,07 dólares (330 reais).

    Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em fevereiro, caía 1,22%, para 56,62 dólares (307 reais).

    Após a captura de Maduro, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse estar pronta para trabalhar com o governo Trump e defendeu no domingo uma relação equilibrada e respeitosa com os Estados Unidos.

    “Isto reduz o risco de um embargo prolongado às exportações de petróleo venezuelano, que em breve poderá circular livremente fora da Venezuela”, afirmou Bjarne Schieldrop, analista da SEB.

    Embora a Venezuela detenha as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, a produção do país é baixa, de aproximadamente um milhão de barris por dia.

    Mas, segundo Arne Lohmann Rasmussen, analista na Global Risk Management, para aumentar a produção “as necessidades de investimento são enormes” e serão necessários “anos”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Entenda mudanças na aposentadoria em 2026

    Entenda mudanças na aposentadoria em 2026

    Reforma da Previdência estabelece regras automáticas de transição.

    Economia – Quem está prestes a se aposentar precisa estar atento. A reforma da Previdência, promulgada em 2019, estabeleceu regras automáticas de transição, que mudam a concessão de benefícios a cada ano.

    A pontuação para a aposentadoria por tempo de contribuição e por idade sofreu alterações. Confira abaixo as mudanças que começam a vigorar neste ano.

    Aposentadoria por tempo de contribuição

    A reforma da Previdência estabeleceu quatro regras de transição, das quais duas previram modificações na virada de 2025 para 2026. Na primeira regra, que estabelece um cronograma de transição para a regra 86/96, a pontuação composta pela soma da idade e dos anos de contribuição subiu em janeiro: para 93 pontos (mulheres) e 103 pontos (homens).

    Os servidores públicos estão submetidos à mesma regra de pontuação, com a diferença de que é necessário ter 62 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens), 57 anos de idade e 30 anos (mulheres). Para ambos os sexos, é necessário ter 20 anos no serviço público e cinco anos no cargo.

    Na segunda regra, que prevê idade mínima mais baixa para quem tem longo tempo de contribuição, a idade mínima para requerer o benefício passou para 59 anos e meio (mulheres) e 64 anos e meio (homens). A reforma da Previdência acrescenta seis meses às idades mínimas a cada ano até atingirem 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) em 2031. Nos dois casos, o tempo mínimo de contribuição exigido é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens.

    Professores

    Em relação aos professores, que obedecem a uma regra de transição com base no tempo de contribuição na função de magistério combinada com a idade mínima, as mulheres passam a se aposentar aos 54 anos e meio, e os homens, aos 59 anos e meio. A idade é acrescida seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, em 2031.

    O tempo de contribuição mínimo para obter a aposentadoria como professor corresponde a 25 anos para as mulheres e a 30 anos para os homens. A regra vale para os professores da iniciativa privada, das instituições federais de ensino e de pequenos municípios. Os professores estaduais e de grandes municípios obedecem às regras dos regimes próprios de previdência.

    Aposentadoria por idade

    Desde 2023, está plenamente em vigor a regra para a aposentadoria por idade, destinada a trabalhadores de baixa renda que contribuíram pouco para a Previdência Social e se aposentariam por idade na regra antiga.

    Para homens, a idade mínima está fixada em 65 anos desde 2019. Para as mulheres, a idade de transição está em 62 anos desde 2023. Para ambos os sexos, o tempo mínimo de contribuição exigido para se aposentar por idade está em 15 anos.

    Na promulgação da reforma da Previdência, em novembro de 2019, a idade mínima para as mulheres estava em 60 anos, passando a aumentar seis meses por ano nos quatro anos seguintes. Subiu para 60 anos e meio em janeiro de 2020, para 61 anos em janeiro de 2021, 61 anos e meio em 2022 e 62 anos em 2023.

    Simulações

    O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) permite simulações da aposentadoria no computador e no celular.

    Simulação no computador

    Entre no site meu.inss.gov.br e digite seu CPF e senha. Caso não tenha senha, cadastre uma;

    Vá em “Serviços” e clique em “Simular Aposentadoria”;

    Confira as informações que aparecerão na tela. O site vai mostrar sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de quanto tempo falta para aposentadoria, segundo cada uma das regras em vigor.

    Simulação no celular

    Baixe o aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS);

    Se necessário, clique no botão “Entrar com gov.br” e digite seu CPF e senha. Caso não tenha senha, cadastre uma;

    Abra o menu lateral (na parte superior esquerda) e clique em “Simular Aposentadoria”;

    Cheque as informações que aparecerão na tela. O site vai mostrar sua idade, sexo e tempo de contribuição, além de quanto tempo falta para a aposentadoria, conforme as regras em vigor;

    Caso precise corrigir algum dado pessoal basta clicar no ícone de lápis (à direita).

    O segurado pode salvar o documento com todos os dados das simulações. Basta clicar em “Baixar PDF”.

    Regras de transição já cumpridas

    Por já ter sido cumprida, a regra do pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição não mudará no setor privado. Quem tem mais de 57 anos de idade e 30 anos de contribuição (mulheres) ou 60 anos de idade e 35 anos de contribuição (homens) pode se aposentar. A regra estabelecia que o segurado tinha de cumprir o dobro do período que faltava para se aposentar na promulgação da reforma, em 2019.

    No serviço público, o pedágio também foi cumprido. Além da idade e do tempo de contribuição mínimos exigidos dos trabalhadores da iniciativa privada, é necessário ter 20 anos de serviço público e cinco anos no cargo.

    A reforma tinha outra regra de pedágio, desta vez para o setor privado. Quem estava a até dois anos da aposentadoria em 2019 tinha de cumprir 50% a mais em relação ao tempo que faltava para se aposentar. No entanto, essa regra de transição foi integralmente cumprida e não beneficiará mais ninguém em 2026.

    No cenário mais abrangente, quem trabalharia por mais dois anos em 2019 teve de trabalhar um ano extra, totalizando três anos. No fim de 2022, todos os que estavam enquadrados na regra do pedágio de 50% já se aposentaram.



    Fonte e Foto: Agência Brasil