Categoria: Economia

  • Prefeitura de Manaus alerta sobre multas para quem vende veículo sem fazer a transferência

    IMMU registra crescimento de recursos de motoristas que venderam veículos, mas continuam legalmente responsáveis por infrações.

    Manaus – O aumento expressivo de recursos de multas apresentados por cidadãos que alegam não serem mais proprietários dos veículos autuados acendeu um alerta em Manaus. Segundo o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), grande parte dos pedidos envolve veículos vendidos sem que a transferência de propriedade tenha sido formalizada junto ao Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) ou comunicada em cartório.

    Na prática, o antigo dono entrega o veículo ao comprador, mas deixa de cumprir etapas obrigatórias previstas na legislação de trânsito, o que faz com que o sistema continue apontando o vendedor como responsável legal pelo automóvel.

    Multas continuam vinculadas ao antigo proprietário
    De acordo com a legislação vigente, todas as infrações de trânsito são vinculadas ao proprietário do veículo registrado nos sistemas oficiais. Isso significa que, enquanto a transferência não for concluída, multas, pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e demais penalidades administrativas permanecem sob responsabilidade do antigo dono.

    Mesmo que o veículo já esteja circulando com outra pessoa, o poder público só reconhece a mudança de propriedade após o registro formal. Sem isso, não há respaldo legal para redirecionar penalidades ao comprador.

    Falta de comunicação de venda agrava o problema
    O IMMU aponta que o principal erro ocorre quando o vendedor não realiza a comunicação de venda, procedimento obrigatório previsto no artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro. Além disso, muitos deixam de preencher e reconhecer firma do Certificado de Registro do Veículo (CRV) ou da Autorização para Transferência de Propriedade do Veículo em meio digital (ATPV-e).

    Sem esses registros, o sistema nacional de trânsito mantém os dados antigos, impossibilitando qualquer alteração por parte do órgão municipal de trânsito.

    Alegação verbal não é aceita como defesa
    Diante do aumento de recursos administrativos, o IMMU reforça que não pode acatar defesas baseadas apenas em declarações verbais de que o veículo foi vendido. Para que um recurso seja analisado, é indispensável comprovação documental de que a transferência ou a comunicação de venda foi registrada no Detran dentro do prazo legal.

    O órgão municipal esclarece ainda que não possui competência para alterar dados de propriedade veicular. Sua atuação se baseia exclusivamente nas informações oficiais constantes nos sistemas nacionais de trânsito.

    Responsabilidade é do vendedor

    O IMMU destaca que a responsabilidade pela regularização da venda do veículo é do vendedor. A comunicação imediata da transação é a única forma de se resguardar de futuras infrações cometidas pelo novo condutor.

    A ausência desse procedimento transfere ao antigo proprietário o ônus das penalidades aplicadas enquanto o veículo continuar registrado em seu nome, o que pode resultar em acúmulo de multas, pontos na CNH e até restrições administrativas.

    Orientação para evitar prejuízos
    Para evitar transtornos, o IMMU orienta que a venda de veículos seja sempre acompanhada da comunicação imediata ao Detran-AM e do correto preenchimento da documentação exigida. O cuidado no momento da negociação é essencial para garantir segurança jurídica e evitar prejuízos futuros.

    O alerta serve como um lembrete direto: vender o carro sem transferir é assumir o risco de pagar a conta depois.

    Fonte: AM POST

  • Preço da cesta básica cai em todas as capitais do país no 2º semestre de 2025

    Economia – O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

    Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

    Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro – R$ 60,69 menor.

    A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos. Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

    As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

    Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

    No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

    Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

    “Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.

    Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

    “Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • IPVA: saiba se seu veículo está isento do imposto

    Regras variam de acordo com o estado e o tipo de veículo; carros antigos, híbridos e elétricos estão entre os beneficiados.

    Economia – Venceu no último 16 de janeiro a primeira parcela do IPVA 2026. No entanto, nem todos os proprietários de veículos precisam arcar com o imposto. A legislação brasileira prevê diferentes hipóteses de isenção, que variam conforme o tipo de veículo, o ano de fabricação e, principalmente, as regras estabelecidas por cada estado.

    Carros antigos: isenção a partir de 20 anos

    Uma decisão do Congresso Nacional, aprovada no fim do ano passado, garantiu isenção do IPVA para veículos com mais de 20 anos de fabricação. A medida tem abrangência nacional, mas impactou diretamente estados que possuíam regras mais rígidas.

    Antes da mudança, as regras eram diferentes em cada local. Veja como funcionava:

    Alagoas: isenção a partir de 23 anos de fabricação

    Minas Gerais: apenas veículos com placa preta

    Pernambuco: não havia isenção

    Santa Catarina: isenção a partir de 30 anos

    Tocantins: isenção a partir de 30 anos

    Com a nova regra, veículos fabricados até 2005 já estão automaticamente isentos em todo o país.

    Isenção para carros híbridos: regras restritas

    Alguns veículos híbridos também podem contar com isenção total ou parcial do IPVA, mas o benefício é bastante limitado e depende do estado.

    Atualmente, estados como Minas Gerais, Amapá, Distrito Federal e São Paulo oferecem algum tipo de isenção. No entanto, poucos modelos se enquadram.

    Minas Gerais: apenas Fiat Pulse Hybrid e Fiat Fastback Hybrid

    São Paulo: somente Toyota Corolla sedã e Corolla Cross, dentro de critérios específicos

    Carros elétricos: quem não paga IPVA em 2026

    A isenção total do IPVA para veículos 100% elétricos é realidade em diversos estados. Em outros, há cobrança reduzida ou regras específicas.

    Estados com isenção total do IPVA em 2026:

    Distrito Federal (DF) – Elétricos e híbridos isentos

    Maranhão (MA) – Isenção para veículos 100% elétricos

    Pará (PA) – Elétricos não pagam IPVA

    Paraíba (PB) – Elétricos isentos; híbridos com redução

    Pernambuco (PE) – Isenção para elétricos

    Rio Grande do Norte (RN) – Elétricos isentos

    Rio Grande do Sul (RS) – Isenção integral para elétricos

    Acre (AC) – Elétricos e híbridos isentos

    Bahia (BA) – Isenção para elétricos dentro do teto de valor definido pelo estado

    Estados com desconto ou regras específicas

    Em alguns estados, os veículos eletrificados não têm isenção total, mas contam com alíquotas reduzidas ou benefícios temporários:

    Alagoas (AL) – Isenção no primeiro ano para veículos novos

    Ceará (CE) – Tributação progressiva ao longo dos anos

    Espírito Santo (ES) – Alíquotas reduzidas

    Minas Gerais (MG) – Benefício apenas para veículos produzidos no estado

    Piauí (PI) – IPVA menor para elétricos

    Rio de Janeiro (RJ) – Alíquota simbólica para elétricos e redução para híbridos

    Paraná (PR) – Isenção automática extinta; discussão sobre redução em 2026

    Mato Grosso do Sul (MS) – Apesar de previsão legal, imposto segue integral

    São Paulo (SP) – Benefício restrito a híbridos flex ou a etanol; elétricos pagam alíquota cheia.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Focus: projeção de inflação para 2026 recua a 4,02%; PIB e dólar mantêm estabilidade

    Mercado financeiro evidencia estimativa de crescimento da economia em 1,80% e câmbio a R$ 5,50; mediana para a taxa Selic no fim do ano segue em 12,25%.

    Economia – A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,80%, pela 6ª semana seguida. Considerando apenas as 39 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa caiu de 1,87% para 1,78%.

    O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

    A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 também seguiu em 1,80%. Um mês antes, era de 1,81%. Considerando só as 30 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, permaneceu em 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 97ª e pela 44ª semana seguida, respectivamente.

    Dólar no fim de 2026 continua em R$ 5,50, projeta Focus

    A mediana do Focus para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,50 pela 14ª semana consecutiva. A projeção para a moeda no fim de 2027 também continuou em R$ 5,50 pela 12ª leitura seguida.

    Para o fim de 2028, se manteve em R$ 5,52. Um mês antes, era de R$ 5,51. Já para 2029, seguiu em R$ 5,57. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,56.

    A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

    A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

    Mediana de IPCA 2026 passa de 4,05% para 4,02%, abaixo do teto da meta de inflação

    A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 caiu de 4,05% para 4,02%. A taxa está 0,48 ponto porcentual abaixo do teto da meta contínua de inflação, de 4,50%. Há um mês, era de 4,06%. Considerando apenas as 51 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 4,00% para 4,02%.

    A projeção para o IPCA de 2027 permaneceu em 3,80%, pela 11ª semana seguida. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida também seguiu em 3,80%.

    O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,5% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no segundo trimestre de 2027.

    A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

    Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo. Isso aconteceu após a divulgação do IPCA de junho. Em novembro, a inflação acumulada em 12 meses caiu a 4,46%, abaixo do teto. No último Relatório de Política Monetária (RPM), o BC reafirmou seu compromisso com a convergência da inflação ao centro da meta, de 3%.

    “O reenquadramento da inflação dentro dos limites estabelecidos para a faixa de tolerância é uma etapa natural do processo de convergência à meta”, diz o texto.

    No Focus desta segunda-feira (19), as projeções para o IPCA de 2028 e 2029 permaneceram em 3,50%, pela 11ª e pela 20ª semana consecutiva, respectivamente.

    Projeção de Selic 2026 atualizada nos últimos 5 dias úteis segue em 12%

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%, pela quarta semana seguida. Considerando só as 51 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana seguiu em 12,00%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 49ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 subiu de 9,88% para 10,00%. Há um mês, estava em 9,75%.

    Para o fim de 2029, a mediana permaneceu em 9,50%, pela 12ª semana consecutiva.

    Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quarta vez seguida. A decisão veio em linha com a mediana do Focus para a Selic no fim de 2025, que permaneceu estável nesse nível por 24 semanas seguidas.

    Na ata, o colegiado afirmou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Juros altos travam crédito para 80% das indústrias, revela pesquisa

    CNI aponta dificuldade maior no financiamento de longo prazo.

    Economia – De cada dez empresas industriais, oito enfrentaram dificuldades para obter crédito. Elas apontam os juros elevados como o principal obstáculo ao financiamento no país. O dado faz parte de pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com apoio da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE).

    Segundo a Sondagem Especial: Condições de Acesso ao Crédito em 2025, 80% dos empresários que tiveram problemas para acessar crédito de curto ou médio prazo (até 5 anos) citaram os juros altos como o maior entrave. Em seguida aparecem a exigência de garantias reais, como imóveis ou máquinas (32%), e a falta de linhas de crédito adequadas às necessidades das empresas (17%).

    O cenário se repete no crédito de longo prazo, acima de 5 anos. Nesse caso, 71% dos industriais atribuíram as dificuldades aos juros elevados, enquanto 31% mencionaram a exigência de garantias e 17% a ausência de linhas compatíveis com seus projetos de investimento.

    “A atual política monetária é bastante restritiva e encarece o crédito. Com a Selic em 15% ao ano e juros reais em torno de 10%, o financiamento fica mais caro e desestimula investimentos em expansão e inovação”, explica Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.

    Selic alta reduziu a busca por crédito

    54% das empresas não buscaram crédito de longo prazo nos seis meses anteriores à pesquisa

    49% não procuraram crédito de curto ou médio prazo no mesmo período 

    apenas 26% contrataram ou renovaram crédito de curto prazo

    no crédito de longo prazo, o percentual caiu para 17%

    Dificuldade maior no crédito de longo prazo

    Quase um terço das empresas que tentaram crédito de longo prazo não teve sucesso

    Cerca de 20% das que buscaram crédito de curto ou médio prazo também não conseguiram

    Crédito de curto ou médio prazo

    Médias: 26% não obtiveram crédito

    Pequenas: 21%

    Grandes: 16%

    Crédito de longo prazo

    Médias empresas: 43% não obtiveram crédito

    Pequenas empresas: 37%

    Grandes empresas: 27%

    Condições de crédito pioraram

    35% das empresas avaliaram que as condições de crédito de curto ou médio prazo pioraram

    33% fizeram a mesma avaliação para o crédito de longo prazo

    Para 47%, as condições permaneceram semelhantes

    Apenas 14% relataram melhora no curto ou médio prazo

    No longo prazo, o índice cai para 12%

    Baixa adesão ao risco sacado

    Apenas 13% das indústrias contrataram operações de risco sacado nos últimos 12 meses

    Outros 5% pretendiam contratar

    54% não contrataram nem pretendiam contratar

    29% não souberam ou preferiram não responder

    O risco sacado é uma modalidade de antecipação de recebíveis em que o fornecedor recebe o pagamento antecipado de uma instituição financeira, enquanto o comprador assume o compromisso de quitar o valor na data acordada.

    A Sondagem Especial ouviu 1.789 empresas industriais de 1º a 12 de agosto do ano passado. Desse total, 713 são de pequeno porte, 637 de médio porte e 439 de grande porte.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Selic nas alturas: onde investir para proteger seu dinheiro da inflação e aumentar os ganhos

    Com juros elevados, renda fixa ganha protagonismo, mas estratégia equilibrada pode unir segurança, rentabilidade e oportunidades no longo prazo.

    Economia – O cenário de juros elevados no Brasil, marcado por uma taxa Selic em patamares altos, exige atenção redobrada de quem deseja preservar o poder de compra e, ao mesmo tempo, buscar melhores rendimentos. Embora o aumento da taxa básica seja uma medida adotada pelo Banco Central para conter a inflação, ele também redesenha o mapa de oportunidades para investidores, tornando algumas aplicações mais atrativas do que outras.

    Entender a relação entre Selic, inflação e retorno real é o primeiro passo para decisões mais eficientes. A Selic influencia diretamente o custo do crédito e o rendimento de grande parte dos investimentos. Já a inflação, medida pelo IPCA, corrói o valor do dinheiro ao longo do tempo. O que realmente importa para o investidor é o chamado juro real — a diferença entre o rendimento nominal e a inflação. Em períodos de juros altos, o desafio é aproveitar aplicações que garantam ganhos reais positivos.

    Nesse contexto, os investimentos em renda fixa ganham destaque. O Tesouro Selic se consolida como uma opção segura e líquida, ideal para reserva de emergência, já que acompanha a taxa básica de juros e apresenta baixo risco. Para quem busca previsibilidade, o Tesouro Prefixado permite travar uma taxa atrativa, desde que o investimento seja mantido até o vencimento. Já o Tesouro IPCA+ é visto como uma das principais ferramentas de proteção contra a inflação no médio e longo prazo, pois assegura rendimento real acima da variação dos preços.

    Outras alternativas bastante procuradas são os títulos bancários, como CDBs, LCIs e LCAs. Os CDBs costumam oferecer rentabilidade atrelada ao CDI, que acompanha de perto a Selic, enquanto LCIs e LCAs chamam atenção pela isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas. Esses produtos contam ainda com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), dentro dos limites estabelecidos.

    Apesar do protagonismo da renda fixa, a renda variável não deve ser descartada. Juros altos costumam pressionar o mercado de ações no curto prazo, mas também podem abrir oportunidades para investidores de perfil mais paciente, interessados em empresas sólidas negociadas a preços mais baixos. Fundos imobiliários, especialmente os atrelados a títulos de crédito indexados à inflação ou ao CDI, também podem se beneficiar desse ambiente econômico.

    A melhor estratégia em um cenário de Selic elevada passa pela diversificação e pelo alinhamento ao perfil do investidor. Enquanto a renda fixa oferece estabilidade e proteção contra a inflação, a renda variável pode complementar a carteira com potencial de valorização no longo prazo. Monitorar os indicadores econômicos e revisar periodicamente a alocação dos recursos é essencial para atravessar períodos de juros altos com segurança e eficiência financeira.

  • Volta às aulas: compra coletiva de material escolar ajuda a aliviar o orçamento das famílias

    “Unindo Forças, a Compra Coletiva como Solução para Reduzir os Gastos com Materiais Escolares”

    Economia – Janeiro é tradicionalmente um dos meses mais desafiadores para o orçamento das famílias brasileiras. Além das despesas como impostos e mensalidades do início do ano, os pais e responsáveis ainda precisam lidar com uma extensa lista de materiais escolares exigida no início do ano letivo. Cadernos, livros, mochilas, canetas e outros itens básicos geram um impacto significativo no orçamento das famílias, especialmente diante da alta constante dos preços.
    Diante desse cenário, a compra coletiva de material escolar tem sido uma alternativa eficiente. A ideia é unir grupos para negociar diretamente com fornecedores, garantindo melhores condições de preço, pagamento e praticidade em comparação às compras individuais.
    A diretora Administrativa e de Pessoas do Grupo Sabin, Marly Vidal, conta que a iniciativa já faz parte da cultura organizacional da instituição há mais de 17 anos. “A compra coletiva possibilita uma economia significativa de tempo e dinheiro, além de trazer mais tranquilidade às famílias em um momento que já envolve muitas decisões e gastos”, explica.
    Segundo a executiva, a área de Gestão de Pessoas do Grupo Sabin estabelece parcerias com papelarias e fornecedores para facilitar o acesso dos colaboradores ao benefício. Os interessados podem encaminhar a lista de materiais à empresa ou realizar a compra diretamente nas papelarias parceiras, utilizando as condições negociadas pelo grupo. “Um diferencial é a possibilidade de parcelar o valor total da compra em até quatro vezes, sem juros, com desconto direto em folha”, afirma.
    Para Marly Vidal, iniciativas como essa reforçam o cuidado do Sabin com o bem-estar de seus profissionais. “O propósito do Sabin é inspirar pessoas a cuidar de pessoas. Quando o colaborador se sente apoiado também em suas necessidades familiares, há mais engajamento, satisfação e equilíbrio no dia a dia”, completa.

    Foto: Freepik

    Por Agência de Comunicação Repercussão

  • Manaus tem os combustíveis mais caros do Brasil, aponta levantamento da ANP

    Capital amazonense lidera o ranking nacional tanto no preço da gasolina comum, quanto no etanol hidratado, com valores que ultrapassam R$ 7 por litro.

    Manaus – Manaus encerrou a primeira semana de janeiro de 2026 com os maiores preços médios de combustíveis entre todas as capitais brasileiras, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A cidade lidera o ranking nacional tanto no preço da gasolina comum, quanto no etanol hidratado, com valores que ultrapassam R$ 7 por litro.

    O estudo da ANP analisou os preços em centenas de postos de combustíveis em todo o país entre os dias 4 e 10 de janeiro. A alta nos preços em Manaus é atribuída a fatores logísticos, como o transporte fluvial, a distância dos centros de distribuição e a carga tributária estadual.

    “Antes eu abastecia com etanol porque era mais barato, agora não compensa mais”, afirma a professora Carla Souza, que utiliza o carro para ir ao trabalho todos os dias.



    📊 Ranking das cidades com gasolina comum mais cara

    Manaus (AM) – R$ 7,09

    Boa Vista (RR) – R$ 6,98

    Rio Branco (AC) – R$ 6,94

    Belém (PA) – R$ 6,89

    Porto Velho (RO) – R$ 6,85

    A diferença entre Manaus e Vitória (ES), que registrou um dos menores preços médios do país (R$ 6,31), chega a R$ 0,78 por litro.

    📊 Ranking das cidades com etanol mais caro

    Manaus (AM) – R$ 6,29

    Rio Branco (AC) – R$ 6,09

    Boa Vista (RR) – R$ 5,99

    Belém (PA) – R$ 5,85

    Porto Velho (RO) – R$ 5,79

    A diferença entre Manaus e cidades do Sudeste chega a quase R$ 2 por litro no caso do etanol, tornando o combustível menos competitivo em relação à gasolina na capital amazonense.

    Postos de Manaus suspeitos de formar cartel

    Em outubro de 2025, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) entrou com 33 ações civis públicas contra postos de combustíveis de Manaus suspeitos de formar cartel e combinar os preços da gasolina na capital. As ações foram protocoladas pela 51ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon) após a conclusão de um inquérito civil que investigava a prática desde 2023.

    O Ministério Público não divulgou os nomes dos postos nem os endereços dos estabelecimentos envolvidos nas ações. Segundo o MP, os estabelecimentos teriam ajustado os valores de forma simultânea, mantendo preços muito próximos em diferentes regiões da cidade, o que configura possível infração à ordem econômica.

    As investigações começaram após denúncias de consumidores e acompanhamento das variações de preços feitas pela Prodecon, que identificou reajustes semelhantes em vários postos, mesmo sem justificativa econômica, como aumento de tributos ou custos operacionais.



    Fonte e Foto: G1 Amazonas

  • Preços ao produtor no Brasil caem 0,37% em novembro, mostra IBGE

    Resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma deflação de 3,38%.

    Economia – Os preços ao produtor no Brasil caíram em novembro pela 10ª vez seguida, a uma taxa de 0,37%, impactados principalmente pelas indústrias extrativas, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (16).

    O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma deflação de 3,38%.

    Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 12 registraram variação negativa em novembro, sendo que as indústrias extrativas sofreram uma das maiores quedas, com recuo de 3,43%.

    “Este é um setor que acompanha bem de perto o movimento internacional, o que não foi diferente em novembro. Os produtos da extração de petróleo e gás e os da extração de minerais ferrosos acompanharam o movimento de recuo dos preços”, explicou Alexandre Brandão, gerente de análise e metodologia do IBGE.

    Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital registraram variação negativa de preços de 0,01% em novembro, bens intermediários caíram 0,75% e bens de consumo avançaram 0,09%.

    O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Venda de motocicletas em 2025 é a maior dos últimos 22 anos

    Setor estima mercado ainda mais aquecido em 2026.

    Economia – A venda de motocicletas no país em 2025 foi a maior registrada desde 2003. Foram comercializadas 2.197.851 unidades no ano passado, uma alta de 17,1% em relação a 2024 (1.876.427 unidades).

    O segundo ano com mais vendas foi 2011 (1.940.543 unidades) e o terceiro, 2008 (1.925.558 unidades).

    Os dados, divulgados na quinta-feira (15), são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

    “O desempenho do setor reflete a demanda aquecida por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, destaca o presidente da entidade, Marcos Bento.

    No ano passado, 1.980.538 motocicletas foram produzidas nas linhas de montagem das fabricantes instaladas em Manaus, volume 13,3% superior ao registrado em 2024. Esse foi o melhor desempenho do setor desde 2011 e o terceiro maior da história da indústria motociclística nacional, desde 2003.

    As exportações encerraram 2025 com 43.117 motocicletas embarcadas, volume 39,1% superior ao registrado no ano anterior. 

    Projeções para 2026

    A Abraciclo estima que a produção em 2026 deverá ser de aproximadamente 2.070.000 motocicletas, volume 4,5% superior às 1.980.538 unidades fabricadas em 2025.

    A previsão da entidade é que sejam vendidas no país, neste ano, 2.300.000 motocicletas, um avanço de 4,6% em relação às 2.197.851 unidades comercializadas no ano passado.

    As exportações, segundo a Abraciclo, também devem apresentar elevação. A entidade estima que 45.000 motocicletas sejam destinadas ao mercado externo em 2026, crescimento de 4,4% na comparação com 2025.

    “As projeções indicam o crescimento consolidado do segmento no Brasil e reforçam o papel estratégico do Polo Industrial de Manaus, o maior polo de produção de duas rodas fora do eixo asiático”, afirma o presidente da Abraciclo.


    Fonte e Foto: Agência Brasil