Categoria: Economia

  • Análise da nova tabela do IR 2026: projeções, faixas e cálculo de alíquotas

    Ajustes na tributação sobre a renda visam corrigir a defasagem inflacionária e alterar a progressividade das alíquotas para os contribuintes.

    Economia – O Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é um dos principais instrumentos de política fiscal e arrecadação no Brasil. A estrutura de cobrança baseia-se na capacidade contributiva, utilizando uma tabela progressiva onde quem aufere maior renda paga alíquotas mais altas. Para o ano-calendário referente a 2026 (ou exercícios que impactam o planejamento tributário até lá), a atualização das faixas de isenção e das alíquotas é um tema central no debate econômico, impactando diretamente o poder de compra das famílias e a receita da União.

    Entender a dinâmica da nova tabela é essencial para o planejamento financeiro. Alterações nas faixas não apenas determinam quem deve pagar o imposto, mas também modificam a alíquota efetiva — a porcentagem real da renda que é tributada após as deduções legais. Neste contexto, a busca por ferramentas de cálculo torna-se recorrente, exigindo compreensão sobre como as variáveis de renda bruta, deduções e alíquotas interagem no cálculo final.

    Como funciona a simulação e o cálculo do imposto

    Para compreender a lógica por trás de um simulador da nova tabela do imposto de renda 2026 com faixas atualizadas e alíquotas, é necessário dissecar a metodologia de cálculo progressivo utilizada pela Receita Federal. O imposto não incide sobre o valor total da renda bruta de forma linear; ele é aplicado em fatias (faixas), cada uma com uma alíquota específica.

    A base de cálculo é encontrada subtraindo-se da renda bruta as deduções legais (como previdência oficial, dependentes, despesas médicas e educacionais) ou utilizando o desconto simplificado, quando este for mais vantajoso.

    A lógica da progressividade e parcela a deduzir

    O cálculo segue o princípio de que a alíquota incide apenas sobre o montante que excede o limite da faixa anterior. Para facilitar essa conta matemática, utiliza-se a “parcela a deduzir”. A fórmula padrão utilizada em qualquer simulação fidedigna é:

    Imposto Devido = (Base de Cálculo × Alíquota) – Parcela a Deduzir

    As faixas projetadas seguem a tendência de ampliação da isenção. Embora os valores exatos dependam de aprovação legislativa final para o exercício de 2026, a estrutura analítica mantém-se dividida em níveis de renda, geralmente escalonados da seguinte forma (valores hipotéticos baseados em projeções de correção):

    Faixa 1 (Isenção): Até o limite estabelecido (ex: dois salários mínimos ou teto específico). Alíquota de 0%.

    Faixa 2: Renda que excede a isenção até o limite intermediário. Alíquota de 7,5%.

    Faixa 3: Renda intermediária. Alíquota de 15%.

    Faixa 4: Renda média-alta. Alíquota de 22,5%.

    Faixa 5: Renda superior ao teto da faixa 4. Alíquota de 27,5%.

    Ao utilizar um simulador, o contribuinte deve inserir a renda bruta mensal e o sistema aplica automaticamente a dedução simplificada (atualmente fixada para garantir a isenção de quem ganha até determinado piso) ou as deduções legais para encontrar a base de cálculo real.

    Fatores de influência na definição das faixas

    A construção e atualização da tabela do Imposto de Renda não são arbitrárias; elas respondem a indicadores macroeconômicos e pressões fiscais.

    Correção inflacionária e defasagem

    O principal vetor de pressão para a atualização da tabela é a inflação, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Quando a tabela não é corrigida no mesmo ritmo da inflação, ocorre um aumento da carga tributária disfarçado, fenômeno conhecido como “fiscal drag”. Isso faz com que contribuintes que tiveram apenas reajustes salariais para repor a inflação (sem aumento real de poder de compra) mudem de faixa e passem a pagar mais imposto ou deixem de ser isentos.

    Política de salário mínimo

    A política de valorização do salário mínimo impacta diretamente a primeira faixa da tabela. Historicamente, o objetivo é manter quem ganha até uma certa quantidade de salários mínimos (recentemente ajustado para dois salários) fora da base de tributação. Se o mínimo sobe e a tabela congela, a tributação atinge as camadas de menor renda.

    Responsabilidade fiscal

    Qualquer alteração na tabela que gere renúncia fiscal (arrecadar menos) precisa ser compensada, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Portanto, para ampliar a isenção em 2026, o governo precisa apresentar fontes alternativas de receita, como a taxação de lucros e dividendos, fundos exclusivos ou offshores, equilibrando a equação orçamentária.

    Cenário atual e projeções econômicas

    O cenário para o Imposto de Renda em 2026 está atrelado às promessas de reforma tributária sobre a renda e o patrimônio. O governo federal tem reiterado o objetivo de isentar contribuintes com renda de até R$ 5.000,00 até o final do mandato.

    Atualmente, observam-se as seguintes tendências nos dados:

    Ampliação gradual da isenção: Medidas recentes elevaram a faixa de isenção para contemplar quem ganha até dois salários mínimos, utilizando um mecanismo de desconto simplificado mensal.

    Tributação dos super-ricos: Para viabilizar as novas faixas e alíquotas em 2026 que favoreçam a classe média e baixa, há um movimento legislativo para aumentar a carga sobre rendimentos de capital e grandes patrimônios.

    Alíquota efetiva vs. Nominal: A análise técnica mostra que, mesmo com a alíquota nominal máxima de 27,5%, a alíquota efetiva (o que realmente sai do bolso) costuma ser menor devido à progressividade. As projeções para 2026 indicam uma tentativa de tornar a curva de progressividade mais suave para as rendas intermediárias.

    É fundamental que o contribuinte acompanhe as medidas provisórias e leis sancionadas, pois o “simulador” oficial da Receita Federal é atualizado apenas após a promulgação das regras vigentes para o ano-calendário.

    Perguntas frequentes

    1. Quando a nova tabela do IR 2026 será oficializada?
    As regras para o Imposto de Renda geralmente são definidas no ano anterior ao da declaração. Para o ano-calendário de 2026 (declaração em 2027) ou para a retenção na fonte durante 2026, as leis precisam ser aprovadas pelo Congresso e sancionadas, geralmente entrando em vigor no dia 1º de janeiro.

    2. O simulador da nova tabela do imposto de renda 2026 com faixas atualizadas e alíquotas já existe?
    Oficialmente, a Receita Federal disponibiliza o simulador com base na legislação vigente no momento. Simuladores de terceiros baseiam-se em propostas de lei ou promessas de governo para estimar o imposto futuro, mas servem apenas como referência aproximada até a sanção da lei.

    3. A isenção de R$ 5.000,00

    Esta é uma meta de política econômica do governo atual. A implementação depende da aprovação de reformas no Congresso Nacional que compensem a perda de arrecadação. O cenário base indica uma transição gradual em direção a esse valor.

    4. Como a atualização afeta a Restituição?
    Se a tabela for atualizada acima da inflação, a tendência é que o imposto retido na fonte diminua ou que a base de cálculo seja menor, podendo resultar em restituições maiores ou menor imposto a pagar no ajuste anual, dependendo das deduções do contribuinte.

    A atualização da tabela do Imposto de Renda para 2026 representa um ajuste necessário para a manutenção do poder de compra dos contribuintes diante do cenário inflacionário. As simulações atuais, baseadas nas propostas econômicas vigentes, apontam para uma estrutura que visa desonerar as camadas de renda mais baixa, transferindo parte da carga para rendimentos de capital. No entanto, a efetivação dessas faixas e alíquotas depende diretamente do equilíbrio fiscal e da aprovação legislativa das medidas compensatórias.




    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 144 milhões

    Apostadores não acertaram as seis dezenas do concurso 2.968.

    Economia – O prêmio do concurso 2.968 da Mega-Sena acumulou na terça-feira (3).

    A estimativa de prêmio do próximo concurso, que será realizado no dia 5 de fevereiro, é de R$ 144 milhões.

    Nenhum apostador acertou as seis dezenas: 10 – 11 – 22 – 26 – 36 – 46

    Oitenta e duas apostas ganharam a quinta, cada uma no valor de R$ 52.559,29.

    Outras 6.705 apostas levaram a quadra, alcançando R$ 1.059,53 cada.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Banco Central sinaliza início de corte da Selic, mas indica juros altos por mais tempo

    Ata do Copom aponta que redução deve começar na próxima reunião, porém com manutenção de política monetária restritiva.

    Economia – O Banco Central confirmou nesta terça-feira (3) que pretende iniciar o ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No entanto, a autoridade monetária deixou claro, na ata divulgada hoje, que ainda vê necessidade de manter os juros em patamar restritivo por um período prolongado.

    “O Comitê julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros em sua próxima reunião. Ao mesmo tempo, de maneira unânime, o Comitê reafirma a necessidade da manutenção do patamar de juros em níveis restritivos, até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas à meta”, afirma o comunicado.

    Na última reunião, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Segundo o Banco Central, a magnitude e a duração do ciclo de aperto monetário serão definidas ao longo do tempo, conforme novas informações econômicas forem incorporadas às análises do colegiado.

    Cenário atual

    De acordo com a avaliação do Comitê, o cenário atual apresenta sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica, o que dificulta a identificação de tendências claras. Por isso, o início do ciclo de queda da Selic, combinado com a manutenção de uma política contracionista, é visto como compatível com o momento da economia.

    “Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”, diz o texto.

    O Copom também destacou que as expectativas de inflação, embora estejam em trajetória de queda, ainda permanecem acima da meta em todos os horizontes avaliados. Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, abaixo do teto da meta de 4,5%. Mesmo assim, o Comitê reforçou que o cenário de expectativas ainda desancoradas exige uma postura mais dura da política monetária.

    “A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”, afirma o documento.

    Taxa de juros neutra

    Além disso, o Copom voltou a chamar atenção para riscos fiscais e estruturais. Segundo o Comitê, o enfraquecimento das reformas, a perda de disciplina fiscal, o aumento do crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública podem elevar a chamada taxa de juros neutra da economia, que serve como referência para a política monetária.

    Nesse contexto, o Banco Central avalia que a elevação dessa taxa pode reduzir a potência da Selic e aumentar o custo do processo de desinflação em termos de atividade econômica.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Câmara aprova MP do programa Gás do Povo

    Gratuidade do botijão deve chegar a 15 milhões de famílias.

    Economia – A Câmara dos Deputados aprovou na segunda-feira (2) a Medida Provisória (MP) que instituiu o programa Gás do Povo, que assegura gratuidade no botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg) a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), e desde que tenha renda per capita de até meio salário mínimo.

    Foram 415 votos a favor e 29 contra. A MP, cuja validade termina em 11 de fevereiro, segue agora para votação no Senado.

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o Gás do Povo deve estar em pleno funcionamento em março, quando 15 milhões de famílias serão beneficiadas. O programa pretende combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de uma família em ter acesso a serviços de energia essenciais e modernos, como iluminação, aquecimento, refrigeração e energia para cozinhar. Atualmente, o programa está instalado em todas as capitais.

    O Auxílio Gás, benefício atual que permite a compra de um botijão de 13 kg a cada dois meses por cerca de 4,4 milhões de famílias de baixa renda, será substituído. Em seu lugar, o Gás do Povo consolida a gratuidade do botijão em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo país.

    “O Gás do Povo promove dignidade, desaperta o orçamento das famílias, garante segurança e inclusão energética”, afirmou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanas-PB), durante a sessão de votação.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda

    INSS, seguro-desemprego e contribuições têm novos valores.

    Economia – O novo salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago nesta segunda-feira (2) aos trabalhadores. O valor pode ser conferido no contracheque referente a janeiro.

    O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

    Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começaram a receber o novo salário mínimo no último dia 26. O pagamento segue até sexta-feira (6), conforme o número final do cartão, sem considerar o dígito verificador.

    Quanto vale o mínimo em 2026

    •    Mensal: R$ 1.621;

    •    Diário: R$ 54,04;

    •    Hora: R$ 7,37.

    Como foi calculado

    •    Inflação pelo INPC: 4,18%;

    •    Somada ao crescimento real do PIB: 3,4%;

    •    Adicional de 3,4% limitado a 2,5% pelo arcabouço fiscal;

    •    Reajuste total: 6,79%.

    Impactos

    Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

    O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.

    Além de afetar diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional, o novo valor serve como referência para uma série de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas, como aposentadorias do INSS, pensões, seguro-desemprego e salário-família.

    Confira como ficam os benefícios e as contribuições atreladas ao salário-mínimo:

    INSS

    •    Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral de 6,79%, para R$ 1.621

    •    Acima do piso: reajuste de 3,90% (INPC de 2025)

    •    Teto do INSS: R$ 8.475,55

    Contribuições ao INSS (CLT)

    •    Até R$ 1.621: 7,5%

    •    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84: 9%

    •    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27: 12%

    •    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55: 14%

    Autônomos, facultativos e MEI

    •    Plano normal (20%): R$ 324,20

    •    Plano simplificado (11%): R$ 178,31

    •    Baixa renda (5%): R$ 81,05

    •    MEI (5%): R$ 81,05

    Seguro-desemprego

    •    Reajustado pelo INPC (3,90%), com vigência desde 11 de janeiro

    •    Parcela mínima: R$ 1.621

    •    Parcela máxima: R$ 2.518,65

    •    Valor varia conforme salário médio dos últimos meses.

    Salário-família

    •    Salário-família: R$ 67,54 por dependente

    •    Pago a quem recebe até R$ 1.980,38 mensais


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Ano de 2025 termina com recorde de carteira assinada e renda.

    Economia – O Brasil registrou, no trimestre encerrado em dezembro, taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

    Observando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também a menor já registrada. O número de ocupados chegou a 103 milhões.

    O ano passado também registrou recorde na renda média mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024.

    O número de carteira assinada no ano também foi o mais alto já registrado: 38,9 milhões de pessoas, expansão de 1 milhão na comparação com o ano anterior.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Destaques de 2025

    Na taxa anual, o Brasil registrou os seguintes contingentes:

    Desocupados: 6,2 milhões de pessoas, queda de cerca de 1 milhão (-14,5%) na comparação com 2024

    Empregados da iniciativa privada sem carteira assinada: 13,8 milhões (queda de 0,8% ante 2024);

    Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões (-4,4%);

    Conta própria: 26,1 milhões – o maior já registrado.

    A taxa anual de informalidade passou de 39%, em 2024, para 38,1% em 2025. De acordo com a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, esse percentual é “valor relevante”, e reflete característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro.

    “A composição e dinâmica da população ocupada ainda é bastante dependente da informalidade, sobretudo, devido à grande participação de trabalhadores no comércio e em segmentos de serviços mesmos complexos”, avalia.

    Pnad

    A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.

    Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

    A maior taxa de desocupação já registrada na série iniciada em 2012 foi de 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

    Caged

    A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

    De acordo com o Caged, dezembro apresentou saldo negativo de 618 mil vagas formais. No entanto, no consolidado de 2025, o balanço ficou positivo em quase 1,28 milhões de postos com carteira assinada.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Pequenos negócios podem renegociar dívidas com a União até esta sexta

    Iniciativa permite obter descontos em juros, multas e encargos.

    Economia – Microempreendedores individuais (MEI), microempresas e empresas de pequeno porte têm até esta sexta-feira (30) para aderir às condições especiais de renegociação de débitos inscritos na dívida ativa da União. No ano passado, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou o Edital nº 11/2025, que trata da transação tributária e cujo prazo de adesão acabaria em 30 de setembro.

    A iniciativa permite regularizar pendências fiscais com descontos que podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, além de prazos ampliados para parcelamento. As condições variam conforme a situação da dívida e a capacidade de pagamento do contribuinte.

    Quem pode aderir

    Microempreendedores individuais (MEI);

    Microempresas;

    Empresas de pequeno porte.

    Modalidades disponíveis

    O edital prevê diferentes formas de transação, entre elas:

    Transação conforme a capacidade de pagamento do contribuinte;

    Débitos considerados irrecuperáveis;

    Transação de pequeno valor, para dívidas de até 60 salários mínimos, com regras específicas para MEI;

    Débitos garantidos por seguro garantia ou carta fiança.

    Como aderir

    A consulta às pendências e a formalização da adesão devem ser feitas pelos canais oficiais da PGFN. A prorrogação do prazo amplia o alcance da medida e busca estimular a regularização fiscal como forma de apoiar a recuperação dos pequenos negócios.

    A PGFN reforça que a renegociação de dívidas não se confunde com o pedido de reenquadramento no Simples Nacional, que ocorre no início de cada ano. Cada procedimento tem regras próprias e deve ser feito separadamente.

    Atenção aos prazos

    30 de janeiro: prazo exclusivo para aderir às modalidades de renegociação da dívida ativa da União;

    31 de janeiro: prazo distinto para pedir retorno ao Simples Nacional por MEIs desenquadrados do regime.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Skaf diz que manutenção de Selic em 15% gera quadro de ‘asfixia’: ‘Brasil atingiu um limite exaustivo’

    Em carta direcionada ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Skaf se diz preocupado com os ‘rumos do Brasil’ e se coloca à disposição para ajudar no desenvolvimento do País.

    Economia – Paulo Skaf, Presidente da Fiesp (Federação das Indústrias, se diz preocupado com “os rumos do Brasil” após o anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em manter a taxa Selic em 15% ano pela quinta vez seguida.

    “A manutenção de juros tão elevados impõe um prejuízo ao povo brasileiro. […] No atual contexto, o prolongado período da taxa Selic neste nível gera um quadro de asfixia.”, diz Skaf, em uma carta direcionada ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. “É forçoso reconhecer que o Brasil atingiu um limite exaustivo. […] É preciso observar, ainda, que o mercado e as famílias não operam sob a taxa básica”, acrescenta.

    Na quarta-feira (28), o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% pela quinta reunião seguida, contudo, adiantou que pode reduzir em março, na próxima reunião.

    Na carta, Skaf também destaca a inflação no Brasil, onde questiona, como em um cenário de estabilização que visa ao equilíbrio entre controle inflacionário e viabilidade, “somos praticamente um dos únicos países a manter uma inflação próxima de 5% com uma taxa real que ronda os 10%?”.

    As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,0% e 3,8%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2 % no cenário de referência.

    “Nossa inflação não é fruto de excesso de consumo. Ao contrário, o que assistimos é uma punição ao setor produtivo. Com o custo de capital mais alto do mundo”, diz a carta. Segundo o presidente da Fiesp, “o ajuste fiscal corre o risco de tornar-se uma ficção contábil, enquanto o crescimento real e a geração de empregos são sacrificados”.

    Na carta, Skaf se coloca à disposição para um encontro institucional. “Seria um prazer reencontrá-lo e de grande valia debater os rumos do Brasil e contribuir com a visão de setores produtivos para o desenvolvimento do País”, disse.

    Taxa de juros a 15% ao ano

    Pela quinta vez seguinda, o Banco Central manteve a taxa de juros em 15% ao ano. A Selic está em seu maior patamar em quase 20 anos, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Selic estava em 15,25% ao ano. A decisão desta quarta já era esperada.

    Na decisão, o Comitê explica que o “Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz a decisão da primeira reunião do ano.

    Contudo, afirmou que, se mantendo o cenário esperado, vai “iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Dólar cai na abertura e mercado fica atento às decisões de juros da Superquarta

    Decisões do Copom e do Fed concentram atenções, com inflação abaixo do esperado no Brasil e cautela diante de pressões políticas nos EUA.

    Economia – O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (28) em queda. Na abertura, recuava 0,22%, cotado a R$ 5,1944. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começa a operar às 10h.

    A primeira Superquarta de 2026 concentra as atenções do mercado financeiro. Investidores acompanham as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A expectativa majoritária é de manutenção das taxas nos dois países.

    Nos Estados Unidos, a decisão ocorre em meio à pressão política do presidente Donald Trump por cortes mais agressivos. O consenso do mercado aponta para a manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75%. As sinalizações futuras do Fed estão no centro das atenções.

    As declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também estarão no radar. Esta será sua primeira entrevista coletiva desde a revelação de uma investigação criminal movida pelo governo Trump.

    No Brasil, o mercado também espera a manutenção da Selic em 15%. Ainda assim, investidores analisam o comunicado do Copom em busca de pistas sobre o início do ciclo de cortes. Parte dos analistas vê espaço para sinalizações mais claras a partir de março.

    Na véspera, o dólar fechou em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,2056. Esse foi o menor nível desde maio de 2024. O movimento ocorreu após a divulgação do IPCA-15 de janeiro, abaixo das projeções.

    Dólar
    Acumulado da semana: -1,41%
    Acumulado do mês: -5,16%
    Acumulado do ano: -5,16%

    Ibovespa
    Acumulado da semana: +1,71%
    Acumulado do mês: +12,91%
    Acumulado do ano: +12,91%

    Inflação menor do que o esperado

    O IPCA-15 subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE. O resultado ficou levemente abaixo da expectativa do mercado, que era de alta de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,50%.

    As maiores altas vieram dos grupos de saúde e cuidados pessoais, como planos de saúde e produtos de higiene. O setor de comunicação também pressionou o índice, com aumento nos preços de celulares.

    A alimentação voltou a subir. O avanço foi puxado por tomate, batata, frutas e carnes. Em contrapartida, itens como leite, arroz e café ficaram mais baratos. A inflação foi atenuada pela queda nas passagens aéreas e por medidas como a tarifa zero em algumas cidades.

    De olho nos juros

    A prévia da inflação foi divulgada em meio às expectativas pela primeira decisão de juros do ano. O mercado projeta que o Copom mantenha a Selic nesta semana. A expectativa, porém, é de início dos cortes ainda no primeiro trimestre de 2026.

    Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26), a Selic deve encerrar 2026 em 12,25% ao ano. A projeção representa uma queda de 2,75 pontos percentuais em relação ao nível atual, de 15%.

    A pesquisa reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras. A decisão do Copom ocorre no mesmo dia da reunião do Federal Reserve, caracterizando a Superquarta. Nos EUA, também é esperada a manutenção das taxas.

    A principal preocupação do mercado envolve os embates entre Donald Trump e o Fed. O presidente americano voltou a atacar Jerome Powell recentemente. Trump ameaçou indiciá-lo por declarações feitas ao Congresso sobre a reforma de um edifício.

    Além disso, Trump tem reforçado que pretende indicar um novo presidente para o Fed. O cenário aumenta a cautela dos investidores, que temem interferência política na condução da política monetária americana. O mandato de Powell termina em maio.

    Tensões geopolíticas e acordos comerciais

    As tensões geopolíticas seguem no radar. Nesta segunda-feira, Trump elevou de 15% para 25% as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, como carros, madeira e medicamentos.

    Segundo o presidente dos EUA, a decisão ocorreu porque o Parlamento sul-coreano não cumpriu um acordo comercial firmado no ano passado. A Coreia do Sul afirmou que tentará negociar.

    A China, por sua vez, anunciou que pretende aprofundar a cooperação com a Rússia. O objetivo é enfrentar riscos externos, sobretudo após a divulgação de uma nova estratégia de defesa dos EUA.

    Outro destaque foi o novo acordo comercial entre a União Europeia e a Índia, firmado nesta terça-feira (27). O tratado reduz tarifas em diversos setores e deve ampliar o comércio bilateral.

    A UE estima economizar até 4 bilhões de euros por ano. Já a Índia busca ampliar exportações de têxteis, joias e produtos de couro. Entre os cortes, estão impostos sobre carros europeus, vinho e alimentos como massas e chocolates.

    O acordo também prevê cooperação em tecnologia, investimentos, mobilidade de trabalhadores, educação, segurança e defesa. Em um cenário global instável, UE e Índia buscam reduzir a dependência de grandes potências.

    Bolsas globais

    Em Wall Street, os índices fecharam sem direção única nesta terça-feira. O mercado aguarda a decisão de juros do Fed.
    O S&P 500 subiu 0,42%, enquanto o Nasdaq avançou 0,91%. Já o Dow Jones caiu 0,83%.

    Na Europa, a maioria das bolsas fechou em alta. O movimento foi impulsionado por resultados corporativos positivos. O índice STOXX 600 subiu 0,6% e atingiu o maior nível em uma semana.

    Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,58%. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,27%. Já o DAX, da Alemanha, recuou 0,15%.

    As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta. O movimento foi puxado por sinais de melhora nos lucros das empresas chinesas. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,35%, com destaque para ações de tecnologia.

    No Japão, o Nikkei subiu 0,85%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve alta expressiva de 2,73%. Taiwan, Cingapura e Austrália também encerraram o dia no positivo.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Pagamento antecipado do IPTU 2026 pelo carnê digital garante até 12% de desconto

    Maior abatimento vale para contribuintes que quitarem a cota única até 30 de janeiro.

    Economia – Os contribuintes de Manaus que optarem pelo pagamento antecipado da cota única do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) 2026, por meio do carnê digital do aplicativo Manaus Atende, podem garantir maiores descontos. O maior desconto oferecido neste exercício, de 12%, é válido para aqueles que pagarem sua parcela única até o dia 30/1.

    Além do desconto máximo, o pagamento pelo aplicativo ainda garante 11% de desconto para quitação em cota única até o dia 27/2 e 10% até o dia 16/3. O benefício é exclusivo para quem gerar o boleto e efetuar o pagamento diretamente pelo aplicativo, disponível para download nas lojas de aplicativos para os sistemas iOS e Android.

    Conforme reforçou o subsecretário da Receita em exercício, da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), Armando Simões, para ter direito aos descontos diferenciados, é obrigatório que o pagamento seja realizado por meio do boleto gerado dentro do aplicativo Manaus Atende Digital. “Além disso, é importante que o contribuinte mantenha o aplicativo sempre atualizado, já que a Semef continuará disponibilizando novos serviços por meio da plataforma digital”, explicou.

    Outra vantagem do carnê digital é o desconto para quem optar pelo parcelamento. Cada parcela paga até a data de vencimento terá abatimento de 2%, benefício que não é concedido para pagamentos feitos pelo carnê físico ou pelo portal de serviços.

    O pagamento do IPTU pode ser realizado em qualquer banco, inclusive nos bancos digitais, e, em caso de dúvidas, os contribuintes podem entrar em contato com a Central de Atendimento pelo telefone 156, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

    Carnê Físico
    Para quem optar pelo pagamento por meio do carnê físico entregue pelos Correios ou portal Manaus Atende (manausatende.manaus.am.gov.br), o desconto para pagamento em cota única será de 8%, com vencimento em 16/3, mesma data da primeira parcela para quem escolher o parcelamento, sem concessão de desconto nas parcelas nessas modalidades. Os carnês físicos começarão a ser distribuídos pelos Correios a partir da última semana de janeiro e durante o mês de fevereiro.

    IPTU Premiado
    Além dos descontos, os contribuintes que quitarem o IPTU em cota única até o dia 16/3, também participarão da campanha IPTU Premiado, que seguirá com sorteios ao longo deste ano, com prêmios de até R$ 1 milhão para os pagantes da cota única, além de premiações mensais de até R$ 40 mil, reforçando o incentivo à adimplência.

    Neste ano, a Semef lançou 574,8 mil cadastros imobiliários em sua base do IPTU, dos quais 515,2 mil são contribuintes tributáveis, totalizando lançamento de R$ 740,3 milhões, cerca de 7% a mais que no ano anterior, crescimento que se deve, sobretudo, à atualização da inflação, que influencia no cálculo da Unidade Fiscal do Município (UFM).

    Fonte: AM POST