Categoria: Economia

  • Fed divulga taxa de juros dos EUA nesta quarta em meio pressão de Trump

    Reunião, primeira de 2026, começou às 10h locais (12h de Brasília), segundo um porta-voz da instituição, e será concluída na quarta-feira. Os mercados esperam que as taxas sejam mantidas entre 3,50% e 3,75%.

    Economia – O Comitê de Política Monetária do Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed, banco central) iniciou na terça-feira (27) sua primeira reunião de 2026, após a qual se espera que mantenha as taxas de juros inalteradas, contrariando os desejos do presidente Donald Trump, defensor de uma redução dos juros.

    A reunião começou às 10h locais (12h de Brasília), segundo um porta-voz da instituição, e será concluída na quarta-feira (28). Os mercados esperam que as taxas sejam mantidas entre 3,50% e 3,75%. O encontro é marcado pela recente abertura de uma investigação penal contra o presidente do Fed, Jerome Powell, por parte do Departamento de Justiça.

    A investigação, segundo revelou Powell, está relacionada à sua ida ao Congresso para explicar a reforma da sede da instituição. Ele, porém, denuncia que se trata de uma tentativa de intimidação do governo por ignorar “as recomendações do presidente” dos Estados Unidos em matéria de política monetária.

    Desde seu retorno ao poder há um ano, Trump vem exigindo constantemente uma forte redução das taxas de juros para incentivar o crescimento da economia e do mercado de trabalho. O Fed manteve os juros nos três primeiros trimestres de 2025, preocupado com o risco de a inflação disparar em razão das tarifas generalizadas impostas por Trump.

    A partir de setembro, iniciou uma série de cortes diante da apatia do mercado de trabalho americano. Mas as divisões cresceram entre os membros do Fed, já que a inflação continuou aumentando (2,8% em termos anuais em novembro), acima da meta de 2% estabelecida pela instituição.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Governo prorroga até março prazo para pedido de ressarcimento do INSS

    Prazo de devolução de descontos indevidos acabaria em 14 de fevereiro.

    Economia – O governo federal decidiu prorrogar até 20 de março o prazo para que aposentados e pensionistas possam solicitar o ressarcimento de valores descontados indevidamente de seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o órgão, a decisão pretende garantir o amplo direito dos beneficiários que, desde a última segunda-feira (19), enfrentam instabilidades no Meu INSS.

    O prazo original se encerraria em 14 de fevereiro. Em nota, o INSS informou que mantém contato diário com a Dataprev, estatal responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social, cobrando explicações e providências.

    A Dataprev comunicou ao INSS que fará uma manutenção que deixará os sistemas indisponíveis a partir desta terça-feira (27) até domingo, 1º de fevereiro.

    De acordo com o balanço mais recente do INSS, cerca de 4,2 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões, de um total de R$ 6,2 milhões de contestações de cobranças. O governo estima, no entanto, que ainda existam 850 mil aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

    O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.

    A prorrogação busca assegurar que todos os lesados pelo esquema possam recuperar os valores de forma simplificada e sem necessidade de ação judicial.

    Como pedir a devolução

    Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:

    Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br;

    Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;

    Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Banco Master: veja quais são os próximos passos do caso que tramita no STF

    Oitivas começaram nesta segunda-feira (26) e se estendem até terça-feira (27); ao todo, oito executivos devem depor.

    Economia – O STF (Supremo Tribunal Federal) retomou os depoimentos do inquérito que investiga as fraudes do Banco Master nesta segunda-feira (26). As oitivas se estendem até esta terça-feira (27).

    As datas foram autorizadas pelo ministro relator do caso, Dias Toffoli. Ao todo, oito executivos devem depor. Parte deles irá presencialmente ao STF, outra parte falará por videoconferência.

    Dentre os ouvidos estão sócios do Banco Master, executivos do BRB e um diretor de empresa ligada ao esquema.

    Os depoimentos serão colhidos em apenas dois dias, após Toffoli reduzir o prazo pedido pela PF (Polícia Federal). Essa decisão representou um novo desgaste na relação institucional com a corporação.

    A perícia do material apreendido na mais recente fase da Operação Compliance Zero, por exemplo, será realizada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Quatro peritos da PF foram designados por Toffoli para acompanhar o processo. Os nomes não foram sugeridos pela corporação, mas escolhidos de forma independente pelo ministro.

    Os depoimentos fazem parte da investigação da Polícia Federal que, no prazo de 60 dias, se não houver pedido de adiamento, deverá entregar um relatório com as provas colhidas e nomes indiciados.

    Toffoli já avalia devolver a investigação para a primeira instância da Justiça, onde o caso tramitava até o final do ano passado. O processo só chegou ao STF e às mãos do ministro devido ao suposto envolvimento do deputado nas fraudes, já que ele possui foro privilegiado.

    Desde dezembro, ordens do ministro têm gerado incômodo na Polícia Federal e nos próprios integrantes do STF, que passaram a discutir nos bastidores maneiras de evitar maiores desgastes à imagem da Corte.

    O que dizem as investigações?

    A PGR afirmou ao STF que há indícios consistentes de que o Banco Master teria utilizado “vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização” para desviar bilhões de reais em benefício de seus controladores, especialmente o empresário Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele.

    Segundo a investigação da Polícia Federal, acolhida pela PGR, o Banco Master captava recursos no mercado por meio da emissão de CDBs e os direcionava a fundos dos quais ele próprio era cotista único. Esses fundos, por sua vez, adquiriam notas comerciais e direitos creditórios de empresas vinculadas a sócios do banco ou a pessoas próximas, sem lastro econômico real.

    Veja abaixo quem deve depor ao STF

    26 de janeiro

    Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB (Banco de Brasília) – videoconferência;

    André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada no esquema – videoconferência;

    Henrique Souza e Silva Peretto, empresário – videoconferência;

    Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master – videoconferência.

    27 de janeiro

    Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB – presencial;

    Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, RH e tecnologia do Banco Master – presencial;

    Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master – videoconferência;

    Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master – presencial.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Agências do INSS fecham de quarta a sexta-feira desta semana

    Canais remotos de atendimento, no entanto, funcionarão normalmente.

    Economia – As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país estarão fechadas de quarta (28) a sexta-feira (30) para atendimento presencial em razão de melhorias programadas nos sistemas previdenciários da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social.

    Vale lembrar que os canais remotos de atendimento, como o Meu INSS (site e aplicativo ) e a central telefônica 135, funcionarão normalmente até o dia 27, com mais de 100 serviços disponíveis.

    O INSS alerta ainda que, a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro, o Meu INSS (site e aplicativo) e a central telefônica 135 ficarão indisponíveis.

    A medida, segundo o instituto, é necessária para a modernização dos sistemas, de modo a assegurar maior estabilidade, segurança e eficiência dos serviços.

    Para reduzir os impactos aos cidadãos, o INSS realizou atendimento extra no último final de semana, “com o objetivo de antecipar agendamentos e compensar a suspensão temporária do serviço presencial”.

    O instituto informou ainda que garantiu o reencaixe nos casos em que o beneficiário preferiu receber atendimento presencial em dia útil.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Caso Banco Master: Vorcaro nega crimes, critica Banco Central e diz ser vítima de perseguição

    Em depoimento à Polícia Federal, ex-controlador do Master afirma que operações não geraram prejuízo, descarta tráfico de influência e atribui liquidação do banco a disputas internas no BC.

    Economia – O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal no dia 30 de dezembro no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades financeiras e gestão temerária na instituição. Durante a oitiva, ele negou a prática de crimes, defendeu a legalidade das operações investigadas e classificou a liquidação do banco como resultado de uma “guerra interna” dentro do Banco Central.

    Preso preventivamente na Operação Compliance Zero, Vorcaro sustentou que não houve prejuízo ao sistema financeiro nem vantagem indevida em nenhuma das operações questionadas, especialmente naquelas envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Segundo ele, as acusações se baseiam em interpretações equivocadas e em pressões externas.

    Operações com o BRB e negativa de fraude

    Um dos principais pontos do depoimento foi a emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) vinculadas a carteiras da empresa Tirreno. Vorcaro afirmou que a operação não chegou a ser efetivada e que os recursos permaneceram retidos, o que, segundo ele, inviabiliza qualquer caracterização de crime.

    “Para existir fraude, alguém precisa ter vantagem e alguém precisa ter prejuízo. Nesse caso, ninguém teve prejuízo e o Banco Master não teve qualquer benefício”, afirmou o banqueiro à PF. Ele reforçou que a transação foi desfeita antes de ser concluída e evitou classificar as carteiras como falsas, alegando que o negócio simplesmente não se concretizou.

    Relação com o governador do DF

    Vorcaro também confirmou encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), mas negou que as reuniões tivessem como objetivo obter facilitação política para a venda do banco ao BRB. Segundo ele, os contatos foram pontuais e não tiveram relação com as operações investigadas.

    O banqueiro citou a própria prisão como argumento para afastar suspeitas de tráfico de influência. “Se eu tivesse o apoio político que dizem que eu tenho, não estaria preso, usando tornozeleira e com a operação negada”, declarou.

    Críticas ao Banco Central

    Outro ponto central do depoimento foi a crítica à atuação do Banco Central. Vorcaro afirmou que a autarquia acompanhava de perto a situação do Master e que havia divergências internas sobre a melhor solução para o caso. Na sua versão, setores do BC defenderiam uma saída de mercado, enquanto outros teriam optado pela intervenção e liquidação.

    Segundo ele, a decisão interrompeu um processo que poderia resultar em um desfecho positivo para o sistema financeiro. “Havia uma solução que beneficiaria todo o sistema, e ela foi interrompida”, disse.

    Viagem a Dubai e suspeita de fuga

    Questionado sobre a viagem a Dubai, marcada para o dia seguinte à deflagração da operação policial, Vorcaro classificou a suspeita de tentativa de fuga como infundada. Ele afirmou que a viagem era de negócios e que o Banco Central havia sido previamente informado.

    O banqueiro disse ainda que não tinha qualquer expectativa de ser preso. “Nunca imaginei, nem nos piores cenários, que isso pudesse acontecer”, afirmou.

    Apelo final aos investigadores

    Ao encerrar o depoimento, Vorcaro pediu que o caso seja analisado sem a influência da repercussão midiática. Segundo ele, não há vítimas, prejuízos ou fraude bilionária, como apontado nas investigações.

    “Peço apenas o benefício da dúvida. Não existe fraude de R$ 12 bilhões e não existe ninguém prejudicado”, concluiu.

  • Receita Federal desmente boato e garante: reajuste do piso não aumenta imposto para professores

    Órgão afirma que novas regras do Imposto de Renda ampliam isenção, reduzem descontos e elevam salário líquido da categoria.

    Economia – A Receita Federal negou, na noite desta quinta-feira (22), que professores passarão a pagar mais Imposto de Renda após o reajuste do piso salarial do magistério. A manifestação ocorre depois da circulação de informações falsas nas redes sociais, que associavam o aumento salarial a uma elevação automática da carga tributária para os profissionais da educação.

    Os boatos surgiram após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmar, na quarta-feira (21), o reajuste do piso nacional por meio de medida provisória. Segundo a Receita, as publicações ignoram as regras legais de apuração do Imposto de Renda e induzem a uma interpretação equivocada sobre o impacto do reajuste no salário líquido dos professores.

    Em nota oficial, o órgão destacou que a reforma do Imposto de Renda, sancionada no fim de 2025, ampliou a faixa de isenção e reduziu o imposto devido para milhões de brasileiros, incluindo diretamente os profissionais da educação. A Lei nº 15.270/2025 garante isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês e concede redução progressiva do imposto para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

    “Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são beneficiados diretamente pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025”, afirmou a Receita Federal.

    Para exemplificar, o órgão informou que, em 2025, com o piso salarial fixado em R$ 4.867,77, um professor tinha desconto médio de R$ 283,14 mensais de Imposto de Renda na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, o valor do imposto cai significativamente, para cerca de R$ 46,78 por mês.

    De acordo com a Receita, a combinação entre o aumento do piso salarial e a redução da carga tributária resulta em ganho real no salário líquido dos professores, além de contribuir para a correção de distorções históricas na tributação da renda da categoria.

  • Ex-CEO comandou fraude na Americanas, diz Comissão de Valores Mobiliários

    A apuração da autarquia apontou que, dos 41 investigados, 31 estavam envolvidos no esquema bilionário revelado em 2023.

    Economia – A apuração conduzida na Superintendência de Processos Sancionadores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que o ex-diretor-executivo Miguel Gutierrez liderou o esquema de fraude contábil de R$ 25 bilhões na Americanas. O conluio foi revelado em janeiro de 2023. As informações são do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

    Desde 2023, Gutierrez mora em Madri, na Espanha. Em junho do ano seguinte, ele chegou a ser preso após entrar para a lista de procurados da Interpol, mas foi liberado depois de prestar depoimento.

    A apuração foi concluída no fim de 2025. A CVM aponta que, dos 41 investigados, 31 estavam envolvidos no esquema. Segundo a autarquia, diretores, gestores e colaboradores de diversas áreas da empresa atuaram sem o conhecimento do conselho de administração e dos comitês da Americanas.

    A investigação agora está na fase de defesa dos citados. Com a etapa concluída, os acusados podem apresentar propostas para tentar encerrar os processos abertos na CVM. Depois, o colegiado julgará o caso, o que pode levar até um ano.

    A Americanas também foi acusada sob a justificativa de que, se não for punida, ficará o exemplo a outras empresas de que “basta atribuir a diretores não estatuários a responsabilidade pelas assinaturas para eximir-se de qualquer responsabilidade”. “Ademais, as vítimas foram os acionistas, debenturistas e outros detentores de valores mobiliários, os representantes legais da companhia eram os seus diretores estatuários e a fraude foi cometida por vários deles”, argumentou a CVM em relatório.

    A autarquia estima que o esquema já funcionava em 2013. Os técnicos não conseguiram concluir com exatidão o início das fraudes. Além de Gutierrez, participaram do conluio, segundo a CVM, os ex-diretores Anna Saicali, José Timóteo de Barros, Márcio Cruz Meirelles, Fábio Abrate. Eles são considerados o principal núcleo de articulação da fraude.

    Em nota, a Americanas reafirmou que a fraude “foi realizada pelos ex-executivos da companhia denunciados nas investigações em curso”. De acordo com a empresa, eles eram os “responsáveis pela divulgação dos resultados contábeis inconsistentes e por todas as operações decorrentes”. A varejista ainda acrescentou que “continuará cooperando de forma incondicional com todas as frentes de investigação e dedicando todos os esforços para buscar a condenação dos responsáveis e o ressarcimento dos prejuízos”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Aumento dos professores deve causar impacto de até R$ 8 bilhões

    Economia – A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que o reajuste do piso dos professores cause impacto de até R$ 8 bilhões aos cofres municipais. Por meio de nota, a entidade “manifestou inconformidade” com a Medida Provisória (MP) assinada na quarta-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que determina aumento de 5,4% na remuneração de profissionais da rede básica de ensino público de todo país.

    A entidade argumentou que a medida tem fins “oportunistas e eleitoreiros”. “É inaceitável que, após anos de silêncio diante de reajustes elevados e ilegais, agora, quando o índice sinaliza 0,37%, o governo federal se mobiliza para editar uma MP sob argumento de ‘injustiça’ no cálculo, essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável e evidência o uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”, declarou a CNM.

    Segundo a confederação, devido as “condições fiscais e orçamentárias” de cada local, a correção do piso salarial “deve ser negociado” entre os municípios e os seus professores. A CNM ainda reiterou a “posição histórica” para que as discussões de reajuste dos salários tenham como base a inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Como começar a investir do zero: um guia seguro com pouco dinheiro

    Uma análise dos princípios, veículos de investimento e estratégias para iniciar com segurança e capital limitado.

    Economia – Iniciar no mundo dos investimentos é um passo fundamental para a construção de patrimônio e a busca por estabilidade financeira a longo prazo. Contrariamente à percepção comum, não é uma atividade restrita a especialistas ou a quem dispõe de grandes volumes de capital. O processo de como começar a investir do zero com pouco dinheiro de forma segura para iniciantes fundamenta-se em organização financeira, aquisição de conhecimento e disciplina. Este artigo detalha os pilares essenciais para dar os primeiros passos, desde a preparação do terreno financeiro até a escolha dos primeiros ativos, com foco na gestão de risco e na consistência.

    Fundamentos essenciais antes do primeiro investimento

    Antes de alocar qualquer recurso, é imperativo construir uma base financeira sólida. A negligência desta etapa é uma das principais fontes de risco para o investidor iniciante, pois pode forçar o resgate prematuro de investimentos em momentos desfavoráveis. Os pilares dessa preparação são:

    Organização do orçamento: Conhecer as receitas e despesas é o primeiro passo. Sem um controle orçamentário claro, não é possível definir uma capacidade de poupança e, consequentemente, de investimento regular.

    Reserva de emergência: Este é um montante equivalente a, no mínimo, seis meses do seu custo de vida mensal. Deve ser alocado em um investimento de baixíssimo risco e alta liquidez (facilidade de resgate), como o Tesouro Selic ou um CDB com liquidez diária que pague 100% do CDI. Sua finalidade é cobrir despesas imprevistas, evitando que você precise vender seus investimentos de longo prazo.

    Definição de objetivos financeiros: Onde você quer chegar com seus investimentos? Comprar um imóvel, garantir a aposentadoria, ou fazer uma viagem? Definir metas claras, com prazos e valores, direciona a escolha dos ativos mais adequados para cada objetivo.

    Identificação do perfil de investidor: Instituições financeiras são obrigadas a aplicar um questionário (suitability) para classificar o investidor como conservador, moderado ou arrojado. Essa análise mede sua tolerância ao risco e é crucial para montar uma carteira de investimentos compatível com suas expectativas e seu conforto com a volatilidade do mercado.

    Veículos de investimento para iniciantes com capital limitado

    Com a base financeira estabelecida, o próximo passo é analisar os produtos de investimento mais acessíveis e seguros para quem está começando. A renda fixa é, geralmente, a porta de entrada por sua previsibilidade e menor exposição ao risco.

    Tesouro Direto: São títulos públicos federais, considerados os investimentos de menor risco do mercado brasileiro, pois são garantidos pelo Tesouro Nacional. Permitem aportes a partir de aproximadamente R$ 30.

    Tesouro Selic: Pós-fixado, seu rendimento acompanha a taxa básica de juros (Selic). É o mais indicado para a reserva de emergência devido à sua baixa volatilidade e liquidez diária.

    Tesouro IPCA+: Híbrido, paga uma taxa de juros prefixada mais a variação da inflação (IPCA). Protege o poder de compra do dinheiro no longo prazo, sendo ideal para objetivos como a aposentadoria.

    CDB (Certificado de Depósito Bancário): São títulos emitidos por bancos para captar recursos. A segurança é reforçada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que protege o investidor em até R$ 250 mil por CPF e por instituição em caso de quebra do banco. Para iniciantes, CDBs pós-fixados que rendem no mínimo 100% do CDI e possuem liquidez diária são excelentes alternativas ao Tesouro Selic.

    Fundos de Renda Fixa Simples: São fundos de investimento que alocam no mínimo 95% de seu patrimônio em títulos públicos federais ou privados de baixo risco. Oferecem diversificação e gestão profissional, sendo uma opção prática para quem busca simplicidade. É fundamental atentar-se à taxa de administração, que deve ser a menor possível.

    Estratégias de alocação e gestão de risco para o longo prazo

    Investir não se resume a escolher um produto; é um processo contínuo que exige estratégia e disciplina. Para o iniciante, focar no longo prazo e em práticas consistentes é mais importante do que tentar prever os movimentos do mercado.

    Aportes regulares: A prática de investir uma quantia fixa todos os meses, independentemente das condições do mercado, é uma das estratégias mais eficazes. Ela permite a construção de um patrimônio de forma gradual e se beneficia do conceito de preço médio, que dilui o risco de comprar ativos em momentos de alta.

    O poder dos juros compostos: Ao reinvestir os rendimentos gerados por seus investimentos, você aciona o efeito dos “juros sobre juros”. Albert Einstein supostamente os chamou de a oitava maravilha do mundo, pois seu impacto no crescimento patrimonial ao longo de décadas é exponencial.

    Diversificação: Mesmo na renda fixa, é possível diversificar. Alocar recursos em diferentes tipos de títulos (pós-fixados, prefixados, atrelados à inflação) e emissores (governo, bancos de diferentes portes) ajuda a mitigar riscos específicos e a otimizar o retorno da carteira.

    A jornada do investidor iniciante deve ser pautada pela cautela, educação contínua e consistência. Começar com pouco dinheiro é plenamente viável através de produtos de renda fixa de baixo risco, como o Tesouro Direto e CDBs com garantia do FGC. A disciplina de realizar aportes regulares e o foco no longo prazo são os verdadeiros motores para a multiplicação do capital. A compreensão de que investir é uma maratona, e não uma corrida de curta distância, é o que distingue o sucesso financeiro sustentável da especulação arriscada. Para aprofundar o conhecimento, portais educacionais de instituições como a B3 e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) são fontes de informação confiáveis.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • INSS atualiza benefícios, libera consulta e define nova faixa de isenção do IR

    Aposentados e pensionistas já podem conferir valores reajustados; pagamentos começam em 26 de janeiro.

    Economia – Aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem consultar os valores atualizados dos benefícios referentes a este mês. A liberação da consulta começou nesta quarta-feira (21), e os pagamentos terão início no dia 26 de janeiro, seguindo até 6 de fevereiro, já com reajustes aplicados e novas regras de isenção do Imposto de Renda.

    Os valores foram corrigidos de acordo com o tipo de benefício. Quem recebe um salário mínimo teve reajuste de 6,79%, acompanhando a política de valorização do piso nacional. Já os benefícios acima do mínimo foram atualizados em 3,90%, percentual correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025.

    Com a atualização, o piso previdenciário passou de R$ 1.519 para R$ 1.621, enquanto o teto do INSS subiu de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Para segurados que começaram a receber o benefício a partir de 1º de janeiro de 2025, o reajuste será aplicado de forma proporcional ao tempo de concessão.

    A consulta aos valores pode ser feita de forma simples pelos canais oficiais do INSS. Pelo site ou aplicativo Meu INSS, basta acessar a plataforma, fazer login com CPF e senha e clicar na opção “Extrato de Pagamento”. Também é possível obter informações pelo telefone 135, mediante confirmação de dados pessoais. O atendimento funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.

    Além do reajuste, entra em vigor a nova faixa de isenção do Imposto de Renda. A partir deste pagamento, ficam totalmente isentos os beneficiários que recebem até R$ 5.000 por mês. Rendimentos entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão isenção parcial, com desconto progressivo, enquanto valores acima desse limite seguem as regras tradicionais de tributação.

    As mudanças buscam garantir a reposição do poder de compra dos beneficiários e ampliar a proteção da renda, especialmente em um cenário de inflação e ajustes econômicos.