Categoria: Economia

  • Whey: como o suplemento virou solução ambiental e reduziu emissões de CO2

    Pesquisa inédita no Brasil mapeou pela primeira vez as emissões de gases de efeito estufa do soro de leite ao longo de toda a cadeia produtiva e mostrou que 85% das emissões ocorrem no campo, o que muda o foco das estratégias de descarbonização do setor lácteo.

    Economia – Uma pesquisa da Embrapa Gado de Leite, em parceria com a Sooro Renner Nutrição e a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), obtida com exclusividade, mostrou que a transformação do soro de leite em whey powder reduziu a pegada de carbono da cadeia láctea brasileira. O que antes era descartado como resíduo industrial, com alto impacto direto em rios e ecossistemas, virou insumo estratégico e, no processo, deixou de ser um passivo ambiental.

    O soro de leite é subproduto direto da fabricação de queijos. Por ter altíssima carga orgânica, medida pela DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), seu descarte inadequado em rios provoca queda rápida nos níveis de oxigênio da água, mata peixes e desequilibra ecossistemas inteiros. Além disso, como é rico em lactose e proteínas, cada litro jogado fora representa desperdício de água, energia e terra já consumidos na produção do leite.

    A industrialização mudou esse quadro. Ao converter o soro em um ingrediente nobre, que está presente hoje desde suplementos esportivos até a indústria de panificação. Assim, o setor eliminou um passivo ambiental e ainda agregou valor econômico a um componente historicamente tratado como lixo.

    “A transformação desse subproduto em soro em pó (whey, em inglês) não é apenas uma estratégia de lucro, mas uma necessidade de sustentabilidade operacional”, afirma Thierry Ribeiro Tomich, pesquisador da Embrapa Gado de Leite.

    Para medir esse impacto com precisão, o estudo utilizou a ACV (Avaliação do Ciclo de Vida), metodologia que rastreia os impactos ambientais de um produto ao longo de toda a sua existência — do campo à saída da fábrica.

    A técnica é conhecida como análise “do berço ao túmulo” porque examina desde a extração das matérias-primas até o descarte final, passando por transporte e processamento industrial.

    É a primeira vez que essa abordagem é aplicada de forma integrada ao soro de leite no Brasil. Estudos anteriores analisavam os elos da cadeia de forma isolada. Desta vez, produção primária, transporte e processamento industrial foram avaliados juntos, o que permite identificar em qual etapa as emissões são maiores e onde as intervenções teriam maior efeito.

    Segundo os pesquisadores, diminuir o impacto ambiental na etapa inicial proporciona uma redução muito maior no impacto final do produto do que qualquer alteração na embalagem ou na matriz energética da indústria, uma vez que são a menor parcela da cadeia. Com a metodologia, foi possível comprovar que cerca de 85% das emissões totais da produção de soro de leite em pó ocorrem no campo.

    “Ao incluir os fluxos de transporte e as sucessivas transformações industriais, o projeto oferece um diagnóstico fiel do desempenho ambiental do setor. Assim é possível identificar onde estão os maiores gargalos de emissão de gases de efeito estufa”, afirma Tomich.

    A pesquisa

    A pesquisa foi dividida em duas etapas. Na primeira, foram mapeados os sistemas de produção de leite dos fornecedores da Sooro, com critérios de representatividade geográfica e tecnológica.

    Na segunda, o foco foi o processamento industrial — com levantamento de dados reais sobre consumo de energia, água, insumos e emissões nos laticínios parceiros da empresa, referentes ao ano de 2023.

    A analista da Embrapa Gado de Leite Vanessa Romário de Paula destaca o alcance da iniciativa. “A cadeia láctea brasileira acaba de dar um passo decisivo rumo à transparência ambiental e à eficiência produtiva”, afirma.

    Os dados gerados estão disponibilizados gratuitamente na SICV Brasil, plataforma do IBICT (Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia), para uso livre por pesquisadores, empresas e órgãos públicos.

    “Essa iniciativa permite que outros pesquisadores, indústrias e órgãos governamentais utilizem dados reais da produção brasileira para outros projetos de ACV, facilitando tomadas de decisão”, diz Thiago Oliveira Rodrigues, pesquisador do IBICT.

    A iniciativa também está alinhada a compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como o Compromisso Global de Metano, que prevê redução de 30% nas emissões do gás até 2030, e os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU (Organização das Nações Unidas).

    A parceria entre Embrapa, Sooro e UTFPR ainda prevê a entrega de um plano de ação com medidas concretas para reduzir os GEE (Gases de Efeito Estufa) em cada etapa da cadeia láctea — o que deve ajudar o setor a cumprir exigências de mercados externos e responder a um consumidor cada vez mais atento à origem e ao impacto ambiental do que consome.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Mercado eleva estimativa de inflação pela 10ª semana seguida em 2026 e vê espaço menor para corte de juros

    Projeções são divulgadas toda segunda-feira pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras. Recorte de agora faz referência à última semana.

    Economia – Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para a inflação em 2026. Esta é décima semana seguida de aumento.

    As expectativas fazem parte do “Boletim Focus”, divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

    Os economistas também passaram a ver um espaço menor para o corte de juros neste ano.

    A explicação é que a guerra no Oriente Médio fez disparar o preço do petróleo — que opera, nesta segunda, acima de US$ 110 — e, por isso, tem potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis).

    • Para 2026, a estimativa subiu de 4,91% para 4,92%;
    • Para 2027, a expectativa permaneceu em 4%;
    • Para 2028, a previsão subiu de 3,64% para 3,65%;
    • Para 2029, a estimativa permaneceu em 3,50%.

    Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros.

    Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano — após dois cortes neste ano.

    • Porém, a estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 subiu de 13% para 13,25% ao ano na última semana, embutindo uma redução menor no decorrer do ano.
    • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 11,25% ao ano.
    • Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

    Atividade econômica

    Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa do mercado continuou em 1,85%.

    O resultado oficial do PIB do ano passado foi uma expansão de 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Para 2027, a projeção de crescimento do PIB subiu de 1,76% para 1,77%.

    Taxa de câmbio

    O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar.

    Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27 por dólar.

    Fonte: G1

  • Mercadante diz que casos como o do Banco Master têm impacto relevante sobre a Selic

    O presidente do BNDES afirmou ainda que o crédito subsidiado concedido pela instituição não compromete a política monetária.

    Economia – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou no domingo (17) que o crédito subsidiado concedido pela instituição não compromete a política monetária brasileira. Segundo o executivo, problemas no sistema financeiro, como o caso envolvendo o Banco Master, têm impacto mais relevante sobre a taxa de juros.

    “O que estraga a queda da Selic é um Banco Master, que não foi fiscalizado e deu no que deu, um prejuízo de R$ 51 bilhões para o sistema financeiro”, afirmou Mercadante, em entrevista ao “Canal Livre”, da Band.

    O presidente do BNDES ressaltou ainda que apenas 23% da carteira do banco possui algum tipo de subsídio e classificou esse volume como “irrelevante diante do mercado total de crédito da economia brasileira”.

    Mercadante destacou a importância do crédito direcionado para setores considerados estratégicos, com destaque para o agronegócio, diante da alta do custo de insumos, como fertilizantes. “A agricultura precisa de subsídio. E, num momento como esse, necessita mais”, afirmou.

    O preço dos fertilizantes subiu cerca de 50% com as guerras entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio, segundo Mercadante. Diante desse cenário, o executivo afirmou que é necessário ampliar investimentos na produção nacional de fertilizantes para reduzir a dependência externa do país.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Preço do etanol despenca e diesel registra forte queda nos postos, aponta levantamento

    Pesquisa do IPTL mostra redução nos combustíveis na primeira quinzena de maio, com etanol liderando recuo de mais de 5% no país.

    Economia – Os preços dos combustíveis começaram maio em queda no Brasil, trazendo alívio para motoristas e transportadores. Segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o etanol e o diesel registraram recuos expressivos na primeira quinzena do mês em comparação com abril.

    O destaque ficou para o etanol, que teve a maior redução do período. O biocombustível caiu 5,52%, passando de R$ 4,89 para R$ 4,62 por litro na média nacional, consolidando-se como a alternativa mais vantajosa financeiramente para os consumidores em grande parte do país.

    Diesel também recua

    O diesel comum apresentou queda de 4,76%, saindo de R$ 7,56 para R$ 7,20 por litro. Já o diesel S-10 teve recuo de 4,54%, acompanhando o movimento de baixa observado nas bombas.

    A gasolina também ficou mais barata, embora em ritmo menor. O combustível caiu 1,30%, passando de R$ 6,92 para R$ 6,83 na média nacional. O levantamento considera preços anteriores às medidas anunciadas pelo governo federal para o setor de combustíveis.

    Segundo Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Mobilidade, a queda dos preços muda a dinâmica do mercado neste início de maio.

    “O etanol foi o grande destaque da quinzena e se tornou a opção mais vantajosa para abastecimento em muitas regiões do país”, afirmou.

    Centro-Oeste lidera quedas

    Regionalmente, o Centro-Oeste registrou os maiores recuos no diesel. Em Goiânia, os preços do diesel comum e do S-10 caíram 8,68%, chegando a cerca de R$ 7,05 por litro.

    Na contramão, a Região Norte manteve os combustíveis mais caros do Brasil. O diesel comum chegou a R$ 7,79 na média regional, enquanto em Roraima o valor alcançou R$ 8,46, o maior do país.

    Distrito Federal teve maior redução no etanol

    O Distrito Federal liderou a queda nos preços do etanol e da gasolina. O biocombustível caiu 10,63%, passando de R$ 5,27 para R$ 4,71. Já a gasolina teve recuo de 4,12%.

    Apesar da tendência nacional de baixa, alguns estados registraram alta. Em Sergipe, por exemplo, o etanol subiu 6,15%, enquanto a gasolina em Goiânia avançou 3,93%, contrariando o cenário geral.

    Mercado acompanha petróleo e política de preços

    A redução do etanol ocorre em meio ao debate sobre os preços dos combustíveis no Brasil. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou recentemente que a queda do biocombustível é um dos fatores que influenciam a cautela da estatal em reajustar a gasolina, mesmo diante da defasagem em relação ao mercado internacional.

    O IPTL utiliza dados de abastecimentos realizados em mais de 21 mil postos credenciados em todo o país, sendo um dos principais indicadores privados de acompanhamento do setor de combustíveis no Brasil.

  • Petróleo atinge maior nível em dez dias após reunião entre Trump e Xi

    Apesar do tom conciliador adotado por Donald Trump e Xi Jinping durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e Estados Unidos.

    Economia – Os preços do petróleo operavam em forte alta nesta sexta-feira (15), mesmo após o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim.

    O mercado segue preocupado com os riscos para o fornecimento global de energia diante das tensões no Oriente Médio e da situação no Estreito de Ormuz.

    Já o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,44%, para US$ 104,65. Por volta das 11h23, o Brent era cotado a US$ 108,45, em alta de 2,58%.

    Apesar do tom conciliador adotado por Trump e Xi durante a reunião, investidores continuam atentos aos impactos da crise envolvendo Irã e Estados Unidos.

    Em comunicado divulgado no encerramento da visita da comitiva americana à China, Pequim pediu uma trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas na região.

    O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia. O Estreito de Ormuz, citado nas conversas entre os líderes, é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

    Trump afirmou que ele e Xi concordam sobre a necessidade de manter o estreito aberto.

    Ainda assim, o encontro não foi suficiente para aliviar totalmente as preocupações do mercado com possíveis interrupções no fluxo global de petróleo. Paralelamente, temas sensíveis entre China e EUA continuam sem solução, com poucos acordos concretos.

    O governo iraniano deveria negociar enquanto o cessar-fogo ainda está em vigor.

    Trump também sugeriu que deseja obter o urânio enriquecido do Irã, tema central da guerra recente envolvendo Israel e o programa nuclear iraniano. Segundo ele, isso teria mais importância política e simbólica do que militar.

    Ao mesmo tempo, houve avanço nas conversas entre Israel e Líbano sobre a manutenção do cessar-fogo na fronteira entre os dois países. Autoridades americanas classificaram a primeira rodada de negociações como “positiva” e disseram que novas reuniões devem acontecer.

    Apesar disso, os confrontos continuam. Nesta sexta-feira (15), Israel pediu a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano e voltou a bombardear posições do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã. O governo israelense afirma que o Hezbollah violou o acordo de trégua.

    O cenário mantém a preocupação internacional sobre uma possível escalada do conflito na região e seus impactos na economia global, especialmente no mercado de petróleo

    Fonte: G1

  • STF começa a julgar validade de lei da igualdade salarial entre homem e mulher

    Após ouvir as partes, plenário inicia nesta quinta-feira (14) os votos sobre a norma de 2023 que exige relatórios de transparência e pune empresas por discriminação.

    Economia – O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou na quarta-feira (13) o julgamento sobre a constitucionalidade da lei que garantiu igualdade salarial entre homens e mulheres.

    O plenário analisa três ações: uma ação declaratória de constitucionalidade (ADC), protocolada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para garantir a aplicação da lei, e duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), impetradas pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) e o Partido Novo contra a norma.

    A sessão de quarta foi dedicada às sustentações das partes envolvidas nos processos. Os votos dos ministros serão proferidos na sessão desta quinta-feira (14).

    Em julho de 2023, o presidente Lula (PT) sancionou a Lei 14.611 para obrigar as empresas a garantir a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

    A norma alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para definir que as empresas deverão pagar multa de dez vezes o valor do salário em caso de discriminação por motivo de sexo, raça, etnia, origem ou idade.

    Além disso, a lei determina a divulgação semestral de relatórios de transparência salarial por empresas com mais de 100 empregados.

    Sustentações

    A advogada Camila Dias Lopes, representante do Instituto Nós por Elas, argumentou que as ações contra a lei são equivocadas.

    Segundo Camila, a obrigatoriedade de divulgação de relatórios de transparência salarial e a possibilidade de punição das empresas são ferramentas necessárias para concretizar os direitos fundamentais de igualdade e de não discriminação entre homens e mulheres.

    “É inconcebível que mulheres recebam 20% em média a menos que homens exercendo a mesma função. É inconcebível que esta Suprema Corte, em pleno 2026, seja provocada a afirmar o óbvio”, afirmou.

    Mádila Barros de Lima, advogada da Central Única dos Trabalhadores (CUT), disse que a desigualdade não é acidental e se perpetua pela história. Ela ressaltou que as desigualdades enfrentadas pelas mulheres produzem efeitos no mercado de trabalho.

    “Assim como as mulheres negras, outras mulheres enfrentam diariamente os atravessamentos do machismo, do etarismo, do capacitismo. Esses problemas refletem diretamente sobre as remunerações, oportunidades e sobre os sonhos”, completou.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Dólar dispara 2,3% e fecha a R$ 5 após vazamento de conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

    A moeda americana subiu 2,31%, cotada a R$ 5,0085. Já o principal índice da bolsa brasileira recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

    Economia – O dólar disparou e fechou em alta de 2,31% nesta quarta-feira (13), cotado a R$ 5,0085. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,80%, aos 177.098 pontos.

    O mercado reagiu ao vazamento de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As mensagens mostram que Vorcaro ajudou a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro e que Flávio pressionou o banqueiro pela liberação dos pagamentos.

    As informações foram reveladas nesta quarta-feira pelo portal Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens trocadas entre os dois e a um áudio enviado por Flávio ao banqueiro em setembro do ano passado. 

    A TV Globo confirmou com investigadores e pessoas com acesso às informações a existência do áudio e do conteúdo da reportagem.

    Segundo o Intercept, Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse” entre fevereiro e maio de 2025. O dinheiro, de acordo com o site, foi transferido para um fundo nos Estados Unidos de um aliado de outro filho do ex-presidente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

    Após a revelação do caso, Flávio confirmou ter pedido a Vorcaro que financiasse um filme sobre seu pai, mas negou irregularidades e afirmou que não tem “relações espúrias” com o dono do Banco Master.

    Mais cedo, nova pesquisa eleitoral mostrou que Lula voltou a aparecer numericamente à frente de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para um eventual segundo turno, embora os dois permaneçam em empate técnico.

    Lula aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 41%. Na sondagem anterior, divulgada em abril, o senador liderava, após ambos terem empatado com 41% em março.

    No cenário global, o encontro entre os presidentes Donald Trump, dos EUA, e Xi Jinping, da China, concentra as atenções do mercado financeiro. As conversas acontecem em meio a tensões entre as duas maiores economias do mundo, e a expectativa é que Trump pressione o governo chinês a abrir o país para empresas americanas.

    Encontro entre potências

    A viagem do presidente americano, Donald Trump, com um grupo de executivos para a China fica no centro das atenções dos mercados financeiros nesta quarta-feira. Esse é o primeiro encontro bilateral entre os dois países desde 2017.

    O encontro do republicano com o presidente chinês, Xi Jinping, acontece em meio a tensões ente as duas principais potências econômicas do mundo — incluindo acusações de Trump de que a China estaria realizando testes nucleares.

    O principal objetivo da visita, segundo já afirmou o presidente dos EUA, é tentar fazer com que a China abra mais seu mercado para empresas americanas, mas outros temas também devem ganhar destaque durante a estadia de Trump em Pequim

    Guerra no Oriente Médio segue na mira

    As chances de um cessar-fogo entre Irã e os EUA diminuíram após Donald Trump afirmar que a trégua está “respirando por aparelhos”.

    O Irã rejeitou a proposta americana para encerrar o conflito e exigiu o fim da guerra, compensações pelos danos e o fim do bloqueio naval dos EUA.

    • As tensões na região continuam a mexer com os preços do petróleo no mercado internacional: o barril do Brent ultrapassou US$ 107 com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás.

    Autoridades iranianas mantiveram o tom duro e afirmaram que o país pode ampliar seu programa nuclear caso volte a ser atacado.

    Enquanto isso, os EUA anunciaram novas sanções contra empresas e pessoas acusadas de ajudar o Irã a vender petróleo para a China.

    Eleições e taxa das blusinhas

    O cenário político brasileiro também fica no radar, em meio à proximidade cada vez maior das eleições presidenciais, que acontecem em outubro neste ano.

    Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada hoje, mostrou o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente em um cenário de 2º turno. Lula voltou a ficar à frente numericamente, com 42% das intenções de voto. Flávio tem 41%.

    Na pesquisa anterior da Quaest, de abril, era o senador quem aparecia à frente. Em março, eles estavam numericamente empatados, com 41% cada. O presidente tinha uma vantagem de dez pontos em dezembro, que depois caiu para sete pontos e janeiro e cinco em fevereiro.

    “É o terceiro mês consecutivo em que vemos um empate técnico entre Lula e Flávio. As movimentações acontecem todas na margem de erro, sugerindo um cenário bastante competitivo até aqui”, afirmou o diretor da Quaest, Felipe Nunes.

    Além disso, o presidente Lula anunciou, ontem, o fim da chamada taxa das blusinhas. O termo é utilizado para se referir ao imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, cobrado através do programa Remessa Conforme.

    A medida não muda regras do ICMS, um imposto estadual que também é cobrado nessas compras. Em abril, dez estados elevaram a alíquota do ICMS para essas compras de 17% para 20%.

    A cobrança foi iniciada em agosto de 2024, após aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, que foi sancionada por Lula. Empresas brasileiras que competem com os produtos importados defendiam a manutenção da taxa.

    A mudança foi vista como uma medida eleitoreira e coloca atenção ao quadro fiscal do país, uma vez que também representa uma perda de arrecadação para o governo.

    Mercados globais

    Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam sem direção única nesta quarta-feira (13), conforme investidores repercutiam novos dados de inflação ao produtor nos EUA.

    Os dados vieram acima do esperado e voltaram a reforçar a perspectiva de que o Federal reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve manter os juros elevados por mais tempo.

    O Dow Jones registrou queda de 0,14%, enquanto o S&P 500 subiu 0,5% e o Nasdaq avançou 1,20%.

    Já na Europa, as principais bolsas fecharam em alta. O índice alemão DAX subiu 0,76%, enquanto o francês CAC 40 avançou 0,35%. Já o FTSE 100, de Londres, avançou 0,58%.

    Na Ásia as ações de Xangai atingiram as máximas em 11 anos nesta quarta-feira, conforme investidores aproveitavam a queda antecipada do setor de tecnologia antes da reunião entre os líderes dos EUA e da China.

    O índice Shangai Composite subiu 0,7%, atingindo o nível mais alto desde julho de 2015. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,2%, e o japonês Nikkei teve ganhos de 0,8%.

    Fonte: G1

  • Produção de motos em Manaus cresce 10,6% e tem melhor início de ano desde 2008, aponta Abraciclo

    Segundo o levantamento, de janeiro a abril foram fabricadas 745,8 mil motocicletas em Manaus.

    Economia – A produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) cresceu 10,6% nos quatro primeiros meses de 2026 e registrou o melhor resultado para o período desde 2008. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

    Segundo o levantamento, de janeiro a abril foram fabricadas 745,8 mil motocicletas em Manaus. Apenas no mês de abril, a produção chegou a 184,3 mil unidades, maior volume registrado para o mês nos últimos 18 anos.

    Na comparação com abril de 2025, o crescimento foi de 6,4%. Já em relação a março deste ano, houve queda de 13,3%

    De acordo com o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, o recuo mensal ocorreu porque abril teve menos dias úteis. “Em abril tivemos dois dias úteis a menos em relação a março, impactando diretamente o resultado da produção”, afirmou.

    As motocicletas da categoria Street lideraram a fabricação no primeiro quadrimestre, com mais de 383 mil unidades produzidas. O segmento representa pouco mais da metade do total fabricado no período.

    As motos de baixa cilindrada concentraram 78% da produção total. Já os modelos de alta cilindrada tiveram o maior crescimento proporcional, com alta de 43,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

    As vendas também cresceram no período. Entre janeiro e abril, mais de 782 mil motocicletas foram licenciadas no país, aumento de 19,1% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2025.

    As exportações das motocicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus também avançaram. Nos quatro primeiros meses do ano, foram embarcadas 14,9 mil unidades, alta de 22,7% em relação ao ano anterior.

    Fonte: G1

  • Fim da “taxa das blusinhas” preocupa indústria; plataformas apoiam

    Setor defende isonomia e plataformas falam em volta do poder de compra.

    Economia – A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.

    A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.

    Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.

    A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.

    Em nota, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que a revogação amplia a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. A entidade alertou para o risco de redução nas vendas do varejo brasileiro, sobretudo entre pequenas e médias empresas, diante da concorrência com produtos importados. De acordo com o IDV, a medida pode provocar queda na reposição de estoques, afetar a indústria nacional e levar ao fechamento de fábricas ou transferência de produção para países vizinhos.

    Segundo a entidade, após a criação da tributação sobre compras internacionais, o varejo registrou a abertura de 107 mil empregos no primeiro ano, além de aumento de investimentos e produtividade. “O fim do Imposto de Importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores”, concluiu o instituto.

    A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.

    “É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.

    A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

    A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode “penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.

    A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.

    A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão.

    “Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

    Apoio das plataformas

    Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.

    A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E.

    Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.

    Fim da cobrança

    A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

    Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.

    No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Dinheiro esquecido: governo quer usar parte dos R$ 10,5 bilhões deixados em bancos para financiar Desenrola 2.0

    Bancos têm até terça para enviar ‘dinheiro esquecido’ de clientes ao governo. Recursos que não forem buscados pelos correntistas vão para fundo que cobrirá eventual calote de endividados.

    Economia – As instituições financeiras têm até esta terça-feira (12) para transferir a um fundo público os recursos esquecidos pelos correntistas em suas contas.

    A determinação consta em portaria publicada na última semana pelo governo para regulamentar o Desenrola 2.0.

    Balanço divulgado no mês passado pelo Banco Central mostra que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 10,55 bilhões em “recursos esquecidos” por 47 milhões de clientes. Deste total:

    • R$ 8,15 bilhões são recursos de 47 milhões de pessoas físicas;
    • R$ 2,4 bilhões são valores de 5,06 milhões de empresas.

    No começo deste mês, o governo informou que vai usar de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.

    Esse dinheiro irá para um fundo público, o FGO, para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

    O Ministério da Fazenda argumenta que esses recursos, que hoje estão nas tesourarias das instituições financeiras, “passarão a gerar benefícios para todo o sistema financeiro, em especial para as famílias que renegociarem suas dívidas”.

    Prazos para reaver o dinheiro

    De acordo com portaria publicada na última terça-feira (5), a transferência de recursos ao fundo público (FGO) será realizada pelas instituições financeiras em um prazo de cinco dias úteis, ou seja, até esta terça-feira (12).

    O governo também informou que será lançado um edital de chamamento público para os correntistas. Assim que publicado, o edital irá prever um prazo de 30 dias corridos para que clientes dos bancos possam contestar a transferência realizada. Eles deverão apresentar documentação necessária.

    Uma vez apresentada a contestação dos correntistas, os valores serão revertidos pelo fundo aos bancos, que farão a devolução dos recursos aos seus correntistas, em até 15 dias úteis. Esse valor será corrigido pelo IPCA-15.

    Fonte: G1