Categoria: Economia

  • Novo Desenrola começa a valer nesta terça-feira

    Programa busca ajudar famílias a pagar dívidas e recuperar crédito.

    Economia – Começa a valer nesta terça-feira (5) o Novo Desenrola Brasil, programa que busca ajudar a população a renegociar dívidas e recuperar crédito.

    A medida Provisória n° 1.355, que prevê a iniciativa, está publicada na edição de hoje Diário Oficial da União. Veja aqui o texto completo.

    A nova medida destina-se a pessoas físicas que atendam aos seguintes requisitos:

    ter renda mensal igual ou inferior a cinco salários mínimos (R$ 8.105); 

    possuir contratos de operações de crédito celebrados até 31 de janeiro de 2026 e estar com parcelas em atraso entre 91 e 720 dias até ontem, nas seguintes modalidades:
    1. cartão de crédito, nas modalidades parcelada e rotativa;
    2. cheque especial com utilização de limite de crédito em conta-corrente; 
    3. crédito pessoal sem consignação em folha, inclusive empréstimos pessoais decorrentes de consolidação de dívida.

    De acordo com a MP, serão usadas informações de renda declaradas ao Sistema de Informações de Créditos do Banco Central do Brasil, confirmadas pelas próprias instituições financeiras com as quais os beneficiários mantêm vínculo.

    Os descontos devem chegar a 90%, com juros reduzidos e possibilidade de uso do FGTS para abatimento dos débitos.

    O texto foi assinado nessa segunda-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, não é razoável que restrições de crédito ocorram por débitos de baixo valor.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Governo lança novo Desenrola Brasil para renegociação de dívidas; veja os detalhes

    Nova versão do programa, que tem o objetivo de ajudar famílias endividadas, prevê juros reduzidos, descontos em dívidas e uso do FGTS para quitar débitos.

    Economia – O Governo Federal lança nesta segunda-feira (04) uma nova etapa do programa Desenrola Brasil, com o objetivo de reduzir o alto nível de endividamento das famílias no país.

    De acordo com o Banco Central do Brasil, mais de 100 milhões de brasileiros possuem algum tipo de dívida com instituições financeiras, o que motivou a criação do pacote.

    Quem pode participar

    O programa deve contemplar pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o que corresponde a cerca de R$ 8 mil por mês. A proposta foi construída após negociações entre o governo e representantes do setor financeiro.

    Quais dívidas podem ser renegociadas

    Entre os débitos incluídos estão:

    Cartão de crédito

    Cheque especial

    Crédito rotativo

    Empréstimos pessoais

    Financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies)

    Juros e descontos

    O programa prevê ainda:

    Juros de até 1,99% ao mês

    Descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor das dívidas

    Uso do FGTS

    Uma das novidades é a possibilidade de utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortizar dívidas. Nesse modelo, a Caixa Econômica Federal fará a transferência do valor diretamente para a instituição credora, mediante autorização do trabalhador.

    Restrição para apostas online

    Quem aderir ao programa ficará impedido, por um período de um ano, de acessar plataformas de apostas online. A medida, segundo o governo, busca evitar que o consumidor volte a se endividar.

    Objetivo do programa

    O novo pacote busca aliviar o orçamento das famílias e estimular a reorganização financeira dos brasileiros, diante do alto índice de inadimplência registrado no país.

    Em março, o percentual de famílias brasileiras endividadas atingiu o maior nível da série histórica, com 80,4%. O número registrou um crescimento de 0,2% em relação a fevereiro, de acordo com os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    Segundo a CNC, os números são alarmantes devido ao cenário global, que envolve conflitos internacionais que podem causar impactos no bolso do consumidor, como os reflexos do preço do petróleo.

    O lançamento do programa, no entanto, causou controvérsia devido uso da pauta durante o período das eleições presidenciais, que devem acontecer em outubro deste ano, com possibilidade de uso eleitoreiro.



    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Acordo entre União Europeia e Mercosul pode transformar economia da Amazônia, avalia embaixadora

    Em entrevista exclusiva a Rede Amazônica, embaixadora da União Europeia, Marian Schuegraf, afirma que tratado pode impulsionar bioeconomia e valorizar floresta em pé.

    Economia – Entrou em vigor, nesta sexta-feira (1º), o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE), considerado um dos mais amplos tratados comerciais negociados pelos dois blocos. Além de ampliar o acesso a mercados, ainda que de forma gradual, o pacto deve impactar diretamente a Amazônia ao incentivar atividades econômicas sustentáveis e aumentar a pressão internacional por preservação ambiental, avalia a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf.

    O acordo elimina as tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários que a UE compra do Mercosul. A redução será gradual, em prazos que vão variar de quatro a 10 anos, a depender do produto.

    Em entrevista à Rede Amazônica, a embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que o acordo pode transformar a inserção da Amazônia no comércio internacional, hoje ainda concentrada em poucos produtos.

    Segundo ela, o tratado abre caminho para a ampliação de exportações ligadas à sociobiodiversidade, com maior valor agregado, como frutas amazônicas, cacau, pescado e itens da bioeconomia, produtos que encontram demanda crescente no mercado europeu, especialmente por atenderem critérios de sustentabilidade e rastreabilidade.

    A embaixadora destaca que a redução de barreiras regulatórias deve facilitar o acesso desses produtos à Europa, com impacto direto sobre micro, pequenas e médias empresas, além de cooperativas e produtores locais.

    O acordo também tende a estimular investimentos na região, especialmente em atividades que agreguem valor à produção. A expectativa é de avanço em áreas como transformação industrial, pesquisa e inovação, reduzindo a dependência da exportação de produtos primários.

    Além do impacto econômico, o tratado pode gerar efeitos sociais relevantes. O fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis amplia oportunidades para comunidades tradicionais e mulheres empreendedoras, além de favorecer a inserção internacional de produtos com identidade cultural, como o artesanato.

    Para a União Europeia, o acordo tem ainda um papel estratégico na preservação ambiental da Amazônia, ao criar incentivos econômicos para a conservação.

    Esse eixo está alinhado a compromissos internacionais como o Acordo de Paris, que estabelece metas para redução de emissões e combate às mudanças climáticas. A bioeconomia aparece como um dos principais vetores de desenvolvimento nesse cenário. O tratado pode impulsionar cadeias ligadas à biodiversidade, como ingredientes naturais, cosméticos, alimentos e soluções biotecnológicas, que dependem diretamente da preservação da floresta.

    Além disso, o acordo prevê cooperação entre Mercosul e União Europeia em temas como combate ao desmatamento e uso sustentável dos recursos naturais, o que pode resultar em iniciativas conjuntas de apoio às populações locais. A implementação do tratado também deve ampliar as exigências por rastreabilidade e conformidade ambiental, aumentando a pressão sobre o Brasil para fortalecer políticas de controle do desmatamento.

    Fonte: G1

  • Sinal do Copom muda jogo e mercado já prevê fim antecipado dos cortes de juros

    Comunicado do Comitê de Política Monetária indica cenário mais duro, e projeções já apontam Selic mais alta ao final do ciclo.

    Economia – A mais recente decisão do Comitê de Política Monetária, ligado ao Banco Central do Brasil, provocou uma reviravolta nas expectativas do mercado financeiro sobre o futuro dos juros no país. Mesmo com o corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica, a inclusão do termo “extensão” no comunicado acendeu um alerta: o ciclo de queda pode estar mais próximo do fim — e em um patamar mais elevado do que o previsto anteriormente.

    A mudança de tom foi suficiente para analistas revisarem rapidamente seus cenários. Parte relevante das instituições já abandonou a projeção de uma Selic em 13% ao final do ciclo. Agora, o consenso começa a migrar para níveis mais altos, refletindo um ambiente econômico mais desafiador.

    Projeções sobem e cenário fica mais incerto

    A SulAmérica Investimentos passou a estimar a taxa básica em 14%, citando dificuldades na convergência da inflação à meta. Já o Itaú Unibanco revisou sua projeção para 13,25% em 2026, diante da deterioração das expectativas e do avanço de pressões inflacionárias.

    Entre os fatores que sustentam essa revisão estão:

    Alta nos preços de combustíveis e alimentos

    Atividade econômica ainda resiliente

    Incertezas externas, especialmente ligadas ao cenário no Oriente Médio

    Efeitos indiretos entram no radar

    Um dos pontos centrais do debate é o risco dos chamados “efeitos de segunda ordem”, quando aumentos pontuais — como combustíveis e alimentos — começam a se espalhar por outros setores da economia.

    Embora esses impactos ainda não apareçam de forma disseminada nos indicadores, economistas alertam que o risco permanece no radar da autoridade monetária. Caso essa contaminação ocorra, o controle da inflação pode se tornar mais difícil, reduzindo ainda mais o espaço para novos cortes na Selic.

    Instituições como o Santander Brasil classificaram o comunicado como mais duro, destacando a piora no balanço de riscos e a sinalização de maior cautela na condução da política monetária.

    Ritmo menor ou pausa à frente

    Apesar do tom mais conservador, parte do mercado ainda vê espaço para novos cortes, porém em ritmo mais lento, de 0,25 ponto percentual por reunião.

    O ponto de convergência entre os analistas é claro: a trajetória dos juros no Brasil ficou mais incerta e dependerá diretamente da evolução da inflação e do cenário internacional nos próximos meses.

    Na prática, o recado do Banco Central é direto: o ciclo de queda continua, mas pode durar menos — e terminar com juros mais altos do que o mercado esperava.

  • Trabalhadores poderão usar 20% do FGTS para pagar dívidas; governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do fundo

    Trabalhadores poderão usar 20% do FGTS para pagar dívidas; governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do fundo

    Economia – O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), disse nesta quarta-feira (29), que devem ser liberados cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas.

    Marinho afirmou que será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS para pagar débitos. O ministro afirmou que haverá um limite máximo de R$ 8 bilhões a ser resgatado do FGTS para essa finalidade. No entanto, o ministro calcula que serão efetivamente utilizados os cerca de R$ 4,5 bilhões.

    Essa medida faz parte do pacote que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende lançar nos próximos dias para reduzir o endividamento das famílias e empresas do país. Um dos pilares do pacote será a renegociação de dívidas que a população tem com bancos.

    Essa medida que envolve o FGTS deverá atender a quem recebe até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil por mês.

    Além disso, para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos – isso depois que a renegociação for feita e o trabalhador autorizar o repasse

    A liberação deverá ser feita enquanto durar o programa, o que, de acordo com ele, pode ser por um período de três meses.

    Segundo Marinho, isso não compromete as atividades do fundo, pois ele tem um patrimônio de mais de R$ 700 bilhões

    Desconto nas dívidas

    No caso da renegociação direta com os bancos, o governo diz que haverá um desconto de, no mínimo, 40% do valor devido. E que isso poderá chegar a 90%

    O ministro também afirma que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online. O governo já havia lançado um programa semelhante, o Desenrola, para reduzir o endividamento da população, mas os débitos voltaram a subir.

    Para que as condições dessa renegociação sejam favoráveis, o governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos renegociadores.

    Integrantes do governo trabalham nos ajustes finais para que as ações sejam apresentadas, inicialmente, pelo presidente Lula em um pronunciamento na quinta-feira (30), véspera do 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador.

    No entanto, se ainda for necessário um prazo para que bancos e órgãos públicos se alinhem para colocar as medidas em prática, o presidente deverá manter a menção ao programa contra o endividamento no discurso.

    Mas o detalhamento do plano só ocorrerá na segunda-feira (4) de maio, ou posteriormente.

    Impacto eleitoral

    Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, como informou o blog do jornalista Valdo Cruz.

    O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda para levantar medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros.

    A medida têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros.

    Lula não quer inflação em alta durante a campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês.

    Fonte: G1

  • Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,75% para 14,5% ao ano

    É a segunda redução consecutiva da Selic. Taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para lidar com pressões inflacionárias, como a causada pela guerra no Oriente Médio.

    Economia – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50% ao ano.

    O novo corte da Selic acontece em meio à guerra no Oriente Médio, que está gerando pressão inflacionária ao redor do mundo.

    A disparada do petróleo já está impulsionando os preços dos combustíveis no Brasil. Por conta disso, há analistas que defendem uma parada no ciclo de corte dos juros.

    Copom

    O Copom é formado pelo presidente do BC e por oito diretores da autarquia.

    Em 2025, os diretores indicados pelo presidente Lula formaram maioria no colegiado, ou seja, eles são responsáveis diretamente pela decisão tomada.

    Na reunião desta semana, o Diretor de Administração, Rodrigo Alves Teixeira, não participou

    Como as decisões são tomadas

    Para definir os juros, o Banco Central atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.

    Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.

    Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.

    Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia. Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o ano de 2027 fechado.

    Para o próximo ano, o mercado financeiro estimou, na semana passada, que o IPCA ficará em 4%, ou seja, acima da meta central de 3%.

    Fonte: G1

  • Copom decide Selic em meio a guerra e inflação acelerando

    Analistas de mercado acreditam na segunda redução seguida de juros.

    Economia – Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz nesta quarta-feira (29) a terceira reunião do ano. Mesmo com a alta do petróleo, os analistas de mercado acreditam na segunda redução seguida de juros.

    Atualmente em 14,75% ao ano, a Selic ficou em 15%, no maior nível em quase 20 anos, de junho de 2025 a março deste ano.

    A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta. O Copom estará desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

    Na reunião deste mês, haverá mais um desfalque. Na terça-feira (28), o Banco Central anunciou que o diretor de Administração, Rodrigo Teixeira, se ausentará por falecimento de um parente de primeiro grau.

    Na ata da reunião de março, o Copom deixou de indicar se continuará a cortar os juros. Com a Guerra no Oriente Médio,  o BC afirmou que a magnitude e o “ciclo de calibração” (para cima ou para baixo) da Selic serão determinados “ao longo do tempo”, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

    Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. 

    Inflação

    O comportamento da inflação continua uma incógnita. A prévia da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou para 0,89% em abril, pressionada por combustíveis e alimentos. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou para 4,37%, contra 3,9% em março.

    Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,86%, por causa do conflito no Oriente Médio. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Oficialmente, a meta está em 3%, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

    Taxa Selic

    A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Ao reduzir a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

    O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

    Meta contínua

    Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro de 2025, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

    No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em abril de 2026, a inflação desde maio de 2025 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em maio de 2026, o procedimento se repete, com apuração a partir de junho de 2025. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano.

    No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária elevou de 3,5% para 3,6% a previsão para o IPCA em 2026, mas a estimativa deve ser revista se a guerra no Oriente Médio se prolongar. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de junho.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Cade investiga alinhamento de preços de passagens aéreas após indícios de atuação coordenada entre Latam e Gol

    Apuração vai examinar “indícios de possível alinhamento de preços”; empresas negam irregularidades. Decisão sobre andamento da investigação caberá ao Tribunal do Cade

    Economia – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou nesta terça-feira (28) que instaurou um processo administrativo para apurar possíveis condutas anticoncorrenciais no mercado brasileiro de transporte aéreo doméstico de passageiros, envolvendo a Gol e a Latam.

    Segundo o órgão, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a apuração vai examinar “indícios de possível alinhamento de preços em rotas de elevada relevância comercial”.

    O Cade afirmou que a análise buscou verificar se o comportamento dos preços dessas empresas era compatível com dinâmica da concorrência ou refletia mecanismos das empresas para manipular o mercado com o uso de algoritmos e compartilhamento de dados.

    Em nota, a Gol afirmou que apresentou “todas as informações solicitadas pelo Cade e que continua à disposição do órgão”.

    A Latam afirmou que “sempre atua em conformidade com as melhores práticas de compliance, transparência e integridade

    A Superintendência-Geral também analisou contratos firmados por Latam e Gol com empresas que:

    • fornecem serviços de inteligência tarifária,
    • distribuem conteúdo; e
    • fornecem soluções de precificação dinâmica.

    Segundo o Cade, essas ferramentas trazem “riscos de troca de informações comercialmente sensíveis, reduzindo a incerteza concorrencial e ampliando a capacidade coordenação”.

    Com a instauração do processo administrativo, as empresas serão notificadas para apresentar defesa e indicar as provas que entenderem cabíveis.

    Fonte: G1

  • INSS restringe pedidos de aposentadoria, pensão e BPC para reduzir fila; entenda a nova regra

    Segundo o instituto, a medida tem como objetivo evitar múltiplos pedidos idênticos para o mesmo CPF e reduzir a fila de análise de benefícios, que hoje acumula 2,7 milhões de solicitações.

    Economia – O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a proibir novos pedidos de aposentadoria, pensão e Benefício de Prestação Continuada (BPC) para o mesmo tipo de benefício enquanto houver um processo em análise ou dentro do prazo de recurso administrativo.

    A medida foi oficializada pela Instrução Normativa nº 203, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (24), e já está em vigor.

    A nova regra altera procedimentos da norma anterior que regula a concessão de benefícios previdenciários e estabelece que o segurado não poderá fazer um novo pedido para o mesmo tipo de benefício enquanto o anterior ainda estiver pendente.

    Com isso, era possível fazer um novo pedido mesmo com o anterior ainda em andamento — seja para corrigir erros, incluir documentos ou tentar acelerar a análise.

    A partir de agora, será considerado “processo em curso” aquele cujo prazo para apresentação de recurso administrativo ainda não tenha terminado.

    Ou seja, após uma negativa do INSS, o segurado terá que aguardar o prazo de recurso — geralmente de 30 dias — antes de fazer um novo pedido do mesmo benefício.

    Em nota, o INSS afirmou que “a medida tem como objetivo aprimorar os fluxos de análise e tornar mais eficiente o atendimento aos segurados”.

    “Na prática, ela busca evitar a multiplicidade de pedidos idênticos para o mesmo CPF — o que gera retrabalho administrativo e impacta negativamente o tempo de análise de todos os requerimentos.”

    Segundo o instituto, há um “desequilíbrio estrutural relevante” na fila de pedidos, apesar do esforço contínuo para ampliar a capacidade de análise, além de um “volume crescente de solicitações duplicadas”.

    Dados internos do INSS mostram que, do total de pedidos, 41,41% são reapresentados entre 1 e 30 dias após a conclusão do primeiro processo — e 22,47% entre 91 e 180 dias. Em categorias como salário-maternidade urbano, a taxa de reincidência no mesmo dia chega a 8,45%.

    A medida ocorre em meio aos esforços do governo para reduzir a fila de análise de benefícios, que hoje acumula milhões de pedidos.

    Segundo os dados mais recentes divulgados pelo instituto, a fila de espera para benefícios como aposentadorias, pensões e o BPC recuou de 3,1 milhões para 2,7 milhões em março deste ano.

    A pressão sobre o tema levou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a trocar o comando do órgão, com a saída de Gilberto Waller e a nomeação da servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira.

    Segundo o blog de Valdo Cruz, o presidente Lula decidiu pela demissão de Waller porque as filas do INSS estavam desgastando a imagem do governo e devem ser exploradas na campanha eleitoral.

    Gilberto Waller teve papel importante na reorganização do INSS após o escândalo de desvios em aposentadorias e pensões. No entanto, na avaliação de Lula, não conseguiu avançar de forma suficiente na redução das filas, um dos principais compromissos da atual gestão.

    Durante a campanha de 2022, Lula prometeu zerar a fila do INSS, mas o volume de pedidos continuou elevado.

    A nova presidente, Ana Cristina Silveira, é vista como alguém com experiência técnica para agilizar os processos. Antes de assumir o cargo, ela atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

    Fonte: G1

  • Petrobras pode aumentar preço da gasolina nas refinarias se houver redução de tributos, diz CEO

    Economia – A Petrobras poderia aumentar os preços da gasolina nas refinarias caso o projeto do governo para reduzir tributos de combustíveis seja aprovado pelo Congresso Nacional, afirmou a presidente da companhia, Magda Chambriard, nesta terça-feira (28).

    Segundo Chambriard, a companhia ainda não sofre pressão imediata para reajustar os preços da gasolina porque o país produz grande parte do volume consumido internamente, sem depender de importações — o que tende a reduzir os impactos da alta do petróleo por aqui.

    O país importa volumes comparativamente maiores de diesel, em relação à gasolina. Nos combustíveis do ciclo Otto, o Brasil conta ainda com a oferta de etanol, que complementa a oferta tanto pelo combustível hidratado, usado diretamente nos carros flex, como pelo anidro, utilizado na mistura com o combustível fóssil.

    O governo anunciou na semana passada projeto de lei complementar para permitir que a arrecadação de receitas extraordinárias com o preço do petróleo mais alto seja usada para reduzir tributos sobre combustíveis, como PIS/Cofins.

    Segundo ela, se for aprovada a proposta do governo, haveria margem para reajuste de preços da Petrobras, evitando ainda impactos para os consumidores, uma preocupação da administração federal em ano de eleição.

    “Acreditamos que a isenção de PIS e Cofins é suficiente para nós darmos respostas ao nosso investidor público e privado. (O projeto) abre margem para o reajuste de preços da Petrobras, mas não para o consumidor, porque quando você reduz o PIS e Cofins tem espaço para produtores e importadores aumentarem preço de gasolina sem que isso chegue às distribuidoras”, explicou.

    Questionada se a Petrobras poderia aumentar o preço da gasolina, Magda disse que “se o Congresso Nacional assim entender, sim (pode haver aumento no preço da gasolina)”.

    Ela reiterou que a empresa não vai transferir ao consumidor brasileiro a “ansiedade” do momento e “todas as declarações do presidente norte-americano”, Donald Trump.

    O conflito no Irã, contudo, está completando dois meses.

    Fonte: G1