Categoria: Economia

  • Novos limites de renda e financiamento do MCMV começam nesta quarta (22)

    Mudanças aprovadas por unanimidade no Conselho Curador do FGTS devem atingir mais de 88 mil famílias com redução de juros e novas faixas de financiamento.

    Economia – As novas condições do programa de habitação MCMV (Minha Casa, Minha Vida) para limites de renda e financiamento passam a valer a partir desta quarta-feira (22).

    As mudanças passaram pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), que anunciou a aprovação unânime há pouco menos de um mês.

    Após passar pela regulamentação do Ministério das Cidades, famílias de classe média que ganham até R$ 13 mil passam a fazer parte do MCMV. Outras faixas de renda também tiveram aumento nos limites, entre R$ 300 e R$ 1 mil.

    Ao vigorar, o limite de renda familiar mensal das faixas fica da seguinte forma:

    Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200.

    Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000

    Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600

    Faixa 4: Voltada à classe média e criada no ano passado, houve aumento de R$ 12.000 para R$ 13.000.

    Ademais, os limites nos valores dos imóveis foram elevados em 14% na Faixa 3, de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Na Faixa 4, passaram de R$ 500 mil para R$ 600 mil, um aumento de 20%.

    As Faixas 1 e 2 seguem com limite de R$ 275 mil, definido por porte de município, enquanto os juros das parcelas para a faixa de menor renda foram reduzidos para 4,50%.

    “Com a atualização do programa, temos mais alternativas para quem busca conquistar a casa própria, ao mesmo tempo que o programa preserva seu caráter social com condições diferenciadas de financiamento e taxas de juros favoráveis para as famílias de menor renda”, afirmou Carlos Vieira, presidente da Caixa.

    A estimativa é que, com as mudanças, mais de 8 mil famílias de classe média sejam integradas ao programa, além de beneficiar 87,9 mil famílias de baixa renda com as taxas de juros reduzidas.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • BRB anuncia acordo com gestora para vender R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

    Transação com a Quadra Capital prevê a criação de um fundo de investimento e tem como objetivo fortalecer o caixa e a estrutura de capital da instituição.

    Economia – O Banco de Brasília (BRB) anunciou na segunda-feira (20) um acordo com a gestora de recursos Quadra Capital para a venda de R$ 15 bilhões em ativos ligados a operações recebidas do Banco Master. A decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração do banco e comunicada ao mercado por meio de um Fato Relevante.

    O negócio foi formalizado através de um memorando de entendimento (MoU) e prevê a estruturação de um fundo de investimento específico. Esse fundo receberá e vai gerenciar os ativos que hoje pertencem ao BRB.

    De acordo com o anúncio, o valor de referência de R$ 15 bilhões não será pago integralmente em dinheiro de uma só vez. A operação foi dividida em duas frentes:

    Parcela à vista: O BRB receberá uma injeção de dinheiro imediata estimada entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões;

    Parcela em cotas (fundo): O valor restante, calculado entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, será convertido em “cotas subordinadas” do novo fundo de investimento que será criado pela Quadra Capital para gerir esses ativos. Na prática, o banco continuará tendo participação no rendimento futuro dessa carteira.

    Objetivo da operação

    O anúncio informou que a principal meta com a venda é “fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez“. O banco busca reforçar o dinheiro em caixa, melhorar a saúde financeira da instituição e organizar melhor o seu patrimônio. Ainda de acordo com o documento, a transação é uma “etapa relevante no processo de readequação da Companhia”.

    Para que a venda seja concluída de forma definitiva, as duas partes ainda precisam cumprir uma série de condições técnicas previstas no acordo inicial.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Dólar cai e fecha a R$ 4,97 em meio a incertezas sobre acordo entre EUA e Irã; Ibovespa avança

    A moeda americana recuou 0,17%, a R$ 4,9746 — menor valor desde março de 2024. O principal índice da bolsa de valores subiu 0,20%, aos 196.132 pontos.

    Economia – O dólar fechou em queda de 0,17% nesta segunda-feira (20), cotado a R$ 4,9746 — menor valor em mais de dois anos. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,20%, aos 196.132 pontos.

    O movimento ocorre em meio a sinais contraditórios sobre os rumos da guerra no Oriente Médio. De um lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo com o Irã deve acontecer “relativamente rápido”. De outro, o país disse ver dificuldades nas negociações diplomáticas.

    A dois dias do fim do frágil cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que “contínuas violações”, além de “comportamentos ilegais e posições contraditórias” dos EUA, representam um “grande obstáculo” à continuidade do processo diplomático.

    No domingo, os EUA interceptaram e atacaram um navio cargueiro iranianoSegundo Donald Trump, a embarcação tentou furar um bloqueio naval americano no Golfo de Omã.

    Em meio à escalada das tensões, Teerã prometeu retaliar e colocou em dúvida a participação na nova rodada de negociações de paz, prevista para começar nesta segunda-feira. Poucas horas depois, o Paquistão disse à Reuters que recebeu sinal positivo do Irã sobre participação nas tratativas.

    Trump negou estar sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou avanço nas negociações. “Não estou sob pressão alguma, embora tudo vá acontecer relativamente rápido”, escreveu em rede social.

    Segundo fontes do canal Al Jazeera, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, deve desembarcar no Paquistão nesta terça-feira (21) para participar de negociações relacionadas ao conflito.

    No Brasil, agentes do mercado financeiro elevaram as projeções de inflação e de juros para 2026, em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio.

    De olho nas negociações

    O presidente Donald Trump afirmou nesta segunda-feira que não está sob pressão para fechar um acordo com o Irã, mas indicou que as negociações devem avançar em breve.

    Segundo ele, “o tempo não é meu adversário” e é preciso corrigir “a bagunça” deixada por governos anteriores na condução das relações com o Irã.

    O republicano também afirmou que o acordo que pretende firmar será “muito melhor” do que o JCPOA, conhecido como acordo nuclear iraniano, fechado durante os governos de Barack Obama e Joe Biden.

    Do lado do Irã, o Paquistão afirmou estar confiante de que conseguirá fazer com que o país participe de negociações com os EUA, disse à Reuters nesta segunda-feira (20) uma autoridade sênior do governo paquistanês.

    Com a intensificação da guerra no Oriente Médio, analistas do mercado financeiro elevaram novamente a projeção para a inflação em 2026 e passaram a prever juros mais altos.

    De acordo com a pesquisa do BC, o mercado passou a projetar que a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,80% neste ano, contra a projeção anterior de 4,71%.

    As expectativas fazem parte do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras.

    • Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%.
    • Em 4,80% para este ano, a projeção do mercado financeiro supera o teto do sistema de metas — que é de 4,5%.
    • O boletim anterior foi o primeiro, desde maio do ano passado, que o mercado estimou o estouro da meta de inflação em 2026.

    Se confirmada a projeção, o IPCA ficará abaixo do registrado no último ano — quando somou 4,26%.

    • ➡️ Para 2027, a expectativa subiu de 3,91% para 3,99%;
    • ➡️ Para 2028, a previsão permaneceu em 3,60%.
    • ➡️ Para 2029, a estimativa continuou em 3,50%.

    Corte dos juros

    Mesmo com aumento da projeção de inflação neste ano e nos próximos, o mercado financeiro continuou projetando queda dos juros. Contudo, comparativamente à semana passada, a queda projetada foi menor.

    Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano — após o primeiro corte em quase dois anos (autorizado na semana passada pelo BC).

    • Para o fim de 2026, a estimativa do mercado para a taxa Selic passou de 12,50% para 13% ao ano na última semana.
    • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado passou para 11% ao ano.
    • Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10% ao ano.

    Mercados globais

    Os mercados globais tiveram desempenho misto nesta segunda-feira. Nos EUA, os principais índices de Wall Street fecharam em queda.

    O Dow Jones recuou 0,01%, aos 49.442,69 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,22%, aos 7.110,22 pontos, e o Nasdaq teve perda de 0,26%, aos 24.404,39 pontos.

    Na Europa, as bolsas também fecharam no vermelho. O índice pan-europeu STOXX 600 terminou o dia com queda de 0,8%.

    Entre os principais mercados da região, as perdas foram mais fortes na França e na Alemanha, onde os índices CAC e DAX recuaram cerca de 1,1%. Em Londres, o FTSE registrou baixa de 0,55%.

    Na Ásia o cenário foi diferente, com a maioria dos mercados encerrando o pregão em alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,77%, enquanto em Xangai o SSEC avançou 0,76%.

    O Nikkei, em Tóquio, ganhou 0,6%, e o Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 0,44%.

    Fonte: G1

  • TRF-2 derruba decisão que impedia cobrança de imposto sobre exportação de petróleo

    Presidente do tribunal acatou um pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Governo sustenta que tributo foi instituído para compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel.

    Economia – O presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, suspendeu, nesta sexta-feira (17), uma decisão liminar que impedia a cobrança de um imposto sobre as exportações de petróleo bruto para as petroleiras TotalEnergies, Repsol Sinopec, Petrogal (da Galp), Shell e Equinor.

    O presidente acatou um pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que apresentou recurso ao tribunal. O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel.

    Na decisão, o tribunal considerou que barrar a cobrança do imposto poderia enfraquecer as medidas do governo para conter os impactos da alta do petróleo na economia.

    No recurso, a PGFN afirmou que a decisão o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que concedeu a liminar que suspendeu o imposto de exportação de petróleo bruto citou um trecho de uma medida provisória (MP) que não existe.

    Segundo a Procuradoria, a decisão que atendeu um pedido das empresas Equinor, TotalEnergies, Petrogal, Shell e Repsol-Sinopec se baseou em um trecho de norma que não existe na legislação vigente.

    De acordo com a PGFN, o magistrado fundamentou a concessão da liminar em um suposto artigo da MP da subvenção do diesel, que vincularia a arrecadação do imposto de exportação ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da União.

    Em resposta à alegação de que a decisão usa um trecho da MP que não existe, o juiz admite que a decisão levou em conta “três parágrafos que não integram o texto da referida medida provisória. Porém, não reviu a decisão. O caso deve ir para análise colegiada no tribunal.

    A desembargadora havia mantido a decisão de Sampaio e direcionado o assunto para referendo em um orgão colegiado do TRF2. Nesta sexta-feira (10), Arruda enviou o tema para “correção de erro material”. O que suspende a análise da decisão na turma que vai julgar o caso.

    Nos bastidores do governo, a avaliação de integrantes é de que a decisão foi tomada com base em um texto falso. Para a PGFN, esse equívoco compromete a base da decisão e evidência uma “fragilidade jurídica” na concessão da liminar.

    Segundo esses relatos, o governo suspeitava que o erro teria sido causado com a anexação de uma versão modificada da MP por parte das petroleiras, e que o juiz não teria conferido a autenticidade do documento antes de utilizá-lo como fundamento.

    Entretanto, a petição inicial das empresas no processo, à qual o g1 teve acesso, não menciona os trechos citados pelo juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio que não fazem parte do texto da MP.

    A decisão

    O governo federal sustenta que o tributo foi instituído como forma de compensar o subsídio de R$ 1,20 concedido ao diesel.

    A decisão afirma que o imposto de 12%, instituído há cerca de um mês após o salto nos preços do petróleo devido à guerra entre Estados Unidos-Israel e o Irã, pode ser inconstitucional.

    O magistrado também destacou que o próprio governo reconheceu que a cobrança tinha objetivo arrecadatório, o que, segundo ele, caracteriza um “verdadeiro desvio de finalidade”.

    A isenção pode criar um problema para o governo, uma vez que a taxa visava cobrir perdas de arrecadação decorrentes de cortes de impostos sobre combustíveis. A estatal brasileira Petrobras, maior exportadora de petróleo do país, não é afetada pela decisão.

    Críticas do setor

    As críticas ao imposto ganharam força nesta quarta-feira (8). Segundo a Reuters, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), que representa o setor, afirmou que a cobrança pode se tornar um obstáculo a novos investimentos no país.

    Executivos das grandes petroleiras também reforçaram a necessidade de maior previsibilidade, defendendo que o Brasil mantenha estabilidade fiscal e regulatória para atrair capital ao setor.

    O Ministério de Minas e Energia do Brasil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. No início da quarta-feira, o ministro Alexandre Silveira defendeu o imposto como uma medida excepcional devido ao impacto do conflito no Oriente Médio nos preços dos combustíveis no Brasil.

    No mesmo evento em que o IBP e as petrolíferas criticaram o imposto, Silveira disse que as empresas estão lucrando com o conflito no Oriente Médio e podem “pagar um pouco mais” para ajudar o governo a subsidiar o combustível.

    Fonte: G1

  • Dólar cai a R$ 4,97 com reabertura do Estreito de Ormuz; Ibovespa recua

    Na véspera, a moeda americana avançou 0,02%, a R$ 4,9928. Já o principal índice da bolsa de valores recuou 0,46%, aos 196.819 pontos

    Economia – O dólar opera com queda nesta sexta-feira (17), recuando 0,17% por volta das 14h40, cotado a R$ 4,9842. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha baixa de 0,34%, aos 196.158 pontos.

    Os mercados acompanham novos desdobramentos no cenário geopolítico e econômico global. No Oriente Médio, o Irã anunciou a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos.

    Ainda no Oriente Médio, Israel e Líbano iniciaram na quinta-feira um cessar-fogo de 10 dias, segundo o Departamento de Estado dos EUA. A trégua busca abrir espaço para negociações de um acordo permanente de segurança e paz e pode ser estendida por consenso.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, classificou as negociações diretas com Israel como “delicadas e cruciais”. Ele disse que a prioridade agora é garantir o cumprimento da trégua — embora o país já tenha acusado Israel de violá-la nesta sexta-feira.

    Na Europa, líderes da França e do Reino Unido reuniram dezenas de países em Paris para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz. Sem a presença dos EUA, a reunião faz parte de um esforço de países que não participam diretamente do conflito para reduzir os impactos econômicos globais da guerra.

    Na agenda econômica dos Estados Unidos, dirigentes do Federal Reserve participam de eventos ao longo do dia. A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, fala em um encontro, e o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, participa de evento durante a tarde.

    Reabertura de Ormuz

    O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os EUA. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países.

    Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo despencou.

    “A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.

    As negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio avançaram nos últimos dias após Israel e o Líbano concordarem com uma trégua temporária.

    O acordo entrou em vigor na quinta-feira e estabelece uma pausa inicial de 10 dias nos confrontos, com o objetivo de abrir espaço para conversas que possam levar a um entendimento mais duradouro de segurança e paz entre os dois países.

    A informação foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA. Segundo o órgão, o prazo da trégua pode ser ampliado caso haja acordo entre as partes durante as negociações.

    No Líbano, o governo também reconhece a sensibilidade das conversas em curso. O presidente do país, Joseph Aoun, afirmou nesta sexta-feira (17) que as negociações diretas com Israel são “delicadas e cruciais”.

    Segundo ele, a prioridade imediata das autoridades libanesas é garantir que o cessar-fogo seja respeitado.

    Um pouco antes das 9h (horário de Brasília), os contratos futuros do Dow Jones subiam 0,32%. Os do S&P 500 avançavam 0,19%, enquanto o Nasdaq registrava uma alta mais moderada, de 0,1%.

    Na Europa, o desempenho das bolsas era misto. No mesmo horário, o índice pan-europeu STOXX 600 subia levemente, com alta de 0,08%, aos 617,48 pontos.

    Entre os principais mercados da região, o francês CAC 40 avançava 0,4% e o alemão DAX tinha ganho de 0,6%. Já o britânico FTSE 100 seguia na direção oposta, com queda de 0,2%.

    Na Ásia, a maioria das bolsas fechou o dia em baixa.

    Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,9%, para 26.160,33 pontos, enquanto o índice de Xangai também terminou o pregão em leve queda, de 0,1%.

    No Japão, o Nikkei caiu 1,8%, para 58.475,90 pontos, um dia depois de ter alcançado um recorde histórico. Já na Coreia do Sul, o índice Kospi também encerrou o pregão em baixa, com recuo de 0,6%.

    Fonte: G1

  • Preço do petróleo cai mais de 10% após reabertura do Estreito de Ormuz

    Queda acompanha a trégua no Oriente Médio e a liberação da principal rota marítima do combustível após acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano

    Economia – O preço do petróleo caía mais de 10% nesta sexta-feira (17). A queda dos preços vinha após o anúncio, pelo Irã, da reabertura total do Estreito de Ormuz para a passagem de embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos. Mais cedo, a commodity chegou ao menor patamar em mais de um mês. 

    Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente pela passagem no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22).

    Perto das 14h50h, o preço do petróleo tipo Brent (referência internacional) tinha queda de 9,20%, cotado a US$ 90,25 o barril. Mais cedo, chegou a alcançar US$ 86,41, batendo o menor valor desde 10 de março deste ano, quando estava a US$ 87,80.

    Já o barril de West Texas Intermediate (WTI), equivalente americano, caía 11,41% no mesmo horário, a US$ 83,89.

    Mesmo com a queda vista nesta sexta-feira, no entanto, os preços do petróleo continuavam elevados em relação aos observados no início do ano. 

    A reabertura do Estreito é um dos pontos críticos da guerra e é o primeiro grande aceno do Irã em direção a um acordo pelo fim do conflito.

    A volta do trânsito pelo canal, por onde passa mais de 20% de todo o comércio global de petróleo, é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações travadas pelas duas partes — o que explica o reflexo direto nos preços da commodity nesta sexta-feira

    Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu ao Irã pela reabertura, mas disse que o bloqueio naval que os EUA fazem na mesma região — já no Golfo de Omã, após a saída do estreito — seguirá em vigor.

    “O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a livre passagem. Obrigado!”, disse na Truth Social, destacando que o país concordou em “nunca mais voltar a fechar” o canal.

    Cessar-fogo entre Israel e Líbano

    A reabertura do Estreito de Ormuz ocorre em meio a uma tentativa de redução das tensões no Oriente Médio, após o anúncio de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    O acordo envolve indiretamente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e ainda enfrenta incertezas sobre sua implementação.

    Nesse cenário, a liberação da principal rota de escoamento de petróleo do mundo sinaliza um alívio temporário nas preocupações com o fornecimento global de energia.

    Nos últimos dias, restrições e tensões envolvendo o Irã e os Estados Unidos haviam elevado o risco de interrupções no tráfego marítimo, afetando diretamente os mercados internacionais de petróleo.

    A passagem de um primeiro petroleiro pelo estreito desde o início do bloqueio reforça a percepção de normalização parcial das operações, embora analistas apontem que a situação permanece frágil e dependente da manutenção da trégua na região.

    O Estreito de Ormuz é uma faixa estreita de mar que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã — e, consequentemente, ao oceano aberto.

    Ele é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo porque por ali passa uma grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos.

    A região funciona como um “corredor” obrigatório para navios petroleiros: qualquer bloqueio ou tensão na região pode afetar diretamente o preço do petróleo e a economia global.

    Fonte: G1

  • Decisão nega pedido de credores para barrar venda de fatia da Oi na V.T

    AHC é grupo um credores da empresa em recuperação judicial liderado pela PIMCO, SC Lowy e Ashmore.

    Economia – A Oi disse que um tribunal nos EUA indeferiu um pedido do Ad Hoc Group para impedir alienação da Unidade Produtiva Isolada V.tal, o veículo que reúne a participação remanescente da Oi na V.tal, segundo comunicado enviado na quinta-feira (16) à noite.

    O AHC é grupo um credores da empresa em recuperação judicial liderado pela PIMCO, SC Lowy e Ashmore.

    No início de abril, a Oi informou que um tribunal do Rio de Janeiro autorizou a proposta da BTG Pactual de R$ 4,5 bilhões para comprar a totalidade da participação detida pela Oi na V.tal.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Caso Master: o que fazia o advogado apontado como ‘operador técnico’ para o BRB

    Daniel Lopes Monteiro é investigado por criar empresas de fachada e contratos falsos para esconder propina milionária e viabilizar fraude bilionária no banco público.

    Economia – A nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (16) e que resultou na prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa, revelou detalhes sobre o papel do advogado Daniel Lopes Monteiro no esquema. Ele, que também foi preso na ação, é apontado pela PF e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como o “operador técnico e estrutural” de uma ação que misturava fraudes bancárias e corrupção.

    Segundo a decisão do ministro do STF e relator do Caso Master na Corte, André Mendonça, Daniel Monteiro não atuava apenas como um defensor jurídico comum, mas como uma peça-chave para dar uma aparência de legalidade a negócios criminosos.

    O papel de Monteiro era dividido em duas frentes principais. Na primeira, ele era responsável por criar a arquitetura financeira e societária utilizada para esconder o pagamento de propina a Paulo Henrique Costa. O ex-presidente do BRB teria recebido cerca de R$ 146,5 milhões em imóveis de luxo em São Paulo e Brasília como recompensa por facilitar negócios com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

    Para ocultar quem era o verdadeiro dono desses imóveis, Daniel Monteiro teria providenciado:

    A criação de empresas com nomes como Allora e Milano, que inicialmente tinham quase nenhum dinheiro e depois recebiam aportes milionários para comprar os apartamentos;

    O uso de diretores de fachada para essas empresas, incluindo seu próprio cunhado, para evitar que o nome do presidente do BRB aparecesse nos papéis;

    A guarda de escrituras em seu escritório, sem registrá-las em cartório, para evitar que a polícia descobrisse o esquema;

    Em mensagens obtidas pela polícia, Daniel Monteiro aparece combinando com os envolvidos como “montar a estrutura” para que os bens fossem transferidos em segredo. Por esse trabalho, estima-se que o próprio advogado tenha obtido um proveito econômico de mais de R$ 86 milhões.

    Contratos falsos

    Além de esconder o patrimônio ilícito, o advogado é acusado de atuar como um “compliance paralelo”. Na prática, ele ajudava a validar a venda de carteiras de crédito fictícias do Banco Master para o BRB.

    Essas carteiras eram, em grande parte, “fabricadas”. O esquema usava planilhas e documentos forjados para simular empréstimos que não existiam de verdade. O prejuízo estimado para o banco público distrital chega a R$ 12,2 bilhões em ativos falsos adquiridos. Daniel Monteiro participava da elaboração e ajuste desses contratos e procurações que davam um rosto legítimo a esses ativos sem lastro.

    ‘Trava tudo’

    A atuação do advogado foi tão direta que, quando o grupo percebeu que estava sendo investigado pelo Ministério Público Federal em maio de 2025, a ordem dada pelos líderes do esquema foi clara: Daniel Monteiro deveria “travar tudo”. Ele então interrompeu os pagamentos e a formalização dos imóveis para tentar apagar os rastros.

    Ao decretar a prisão preventiva de Monteiro, o ministro André Mendonça destacou que o advogado transbordou os limites da profissão. Para o magistrado, os indícios mostram que ele não estava apenas exercendo o direito de defesa de clientes, mas sim participando ativamente da organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro.

    “Uma realidade é a do advogado que patrocina, no exercício legítimo de sua missão constitucional, a defesa de pessoas investigadas ou acusadas da prática de crimes; realidade inteiramente diversa é a daquele profissional que, em comunhão de desígnios com clientes ou terceiros, ingressa na própria tessitura da atividade criminosa, dela tornando-se partícipe”, diz Mendonça na decisão.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Gasolina ou etanol: qual combustível rende mais no calor do verão?

    Análise técnica sobre evaporação, poder calorífico e rendimento de cada combustível em altas temperaturas.

    Economia – A chegada do verão e das altas temperaturas traz uma dúvida recorrente para motoristas de carros flex: gasolina ou etanol, qual combustível rende mais no calor intenso? A escolha, que normalmente se baseia na famosa “regra dos 70%”, pode ser influenciada por fatores técnicos que se intensificam com o aumento da temperatura. Este artigo apresenta uma análise detalhada das propriedades de cada combustível e seu comportamento sob o calor, para ajudar você a tomar a decisão mais eficiente para o seu veículo e para o seu bolso.

    Propriedades fundamentais: gasolina vs. etanol

    Para entender qual a melhor opção, é preciso primeiro conhecer as características físico-químicas de cada combustível, que determinam seu rendimento e comportamento no motor.

    Gasolina (Comum e Aditivada)

    Poder Calorífico: A gasolina possui um poder calorífico superior, de aproximadamente 32 MJ/L (megajoules por litro). Isso significa que cada litro de gasolina armazena mais energia, o que se traduz, na prática, em maior autonomia (quilômetros por litro).

    Volatilidade: É menos volátil que o etanol. Sua taxa de evaporação é mais baixa, uma característica importante quando o tanque de combustível é aquecido pela temperatura ambiente elevada.

    Densidade: Ligeiramente menos densa que o etanol.

    Etanol Hidratado

    Poder Calorífico: O etanol tem um poder calorífico inferior, cerca de 22,7 MJ/L. Por essa razão, o consumo do veículo é naturalmente maior com etanol, exigindo que o sistema de injeção forneça um volume maior de combustível para gerar a mesma energia que a gasolina.

    Volatilidade: É um combustível altamente volátil. Evapora com muito mais facilidade, especialmente sob calor, o que pode levar a perdas significativas antes mesmo da queima no motor.

    Calor Latente de Vaporização: O etanol tem um alto calor latente de vaporização. Ao passar do estado líquido para o gasoso dentro do coletor de admissão, ele “rouba” calor do ar, resfriando a mistura ar-combustível.

    O impacto do calor no rendimento e no motor

    As altas temperaturas afetam diretamente o comportamento dos combustíveis, desde o armazenamento no tanque até a queima nos cilindros. O calor intenso do verão expõe as vantagens e desvantagens de cada um.

    O principal vilão do rendimento no calor é a evaporação. O sistema de alimentação de um carro moderno conta com um cânister, um filtro de carvão ativado que absorve os vapores de combustível para queimá-los posteriormente no motor, evitando que sejam liberados na atmosfera. No entanto, em dias de calor extremo, a taxa de evaporação do etanol pode sobrecarregar a capacidade do cânister, resultando em perdas reais de combustível por evaporação. A gasolina, por ser menos volátil, sofre menos com este problema.

    Por outro lado, a propriedade do etanol de resfriar a mistura ar-combustível se torna uma vantagem em dias quentes. Uma mistura mais fria é mais densa, permitindo que mais oxigênio entre na câmara de combustão. Isso pode resultar em uma queima mais eficiente e um leve ganho de performance, além de ajudar a prevenir a pré-ignição, conhecida como “batida de pino”. Motores com alta taxa de compressão, especialmente os turboalimentados, podem se beneficiar desse efeito.

    Análise de custo-benefício: a regra dos 70% no verão

    A regra padrão para decidir entre gasolina e etanol é simples: se o preço do litro do etanol custar até 70% do preço do litro da gasolina, o álcool é financeiramente mais vantajoso. Este cálculo se baseia na diferença de poder calorífico entre os dois. Contudo, o fator de evaporação no calor intenso pode alterar essa matemática.

    Como o etanol evapora mais facilmente, parte do combustível que você coloca no tanque é perdida antes de ser utilizada. Essa perda não é contabilizada na bomba de combustível nem no computador de bordo. Portanto, para uma análise mais precisa no verão, pode ser prudente ajustar o cálculo.

    Gasolina

    Prós: Maior rendimento por litro e menor perda por evaporação em altas temperaturas.

    Contras: Preço por litro mais elevado.

    Etanol

    Prós: Preço por litro mais baixo e potencial de melhor performance devido à refrigeração da admissão.

    Contras: Maior consumo e perdas significativas por evaporação no calor, que reduzem o rendimento real.

    Considerando as perdas por evaporação, a paridade de 70% pode não ser suficiente para garantir a vantagem do etanol no calor extremo. Uma margem de segurança, utilizando um fator de 65% a 68%, pode oferecer um reflexo mais fiel do custo-benefício real durante os meses mais quentes do ano.

    Para a maioria dos motoristas focados em máxima autonomia e previsibilidade de custos, a gasolina tende a ser a escolha mais racional durante o calor intenso. As perdas por evaporação do etanol podem anular a economia obtida na bomba. Já para quem busca extrair a máxima performance do motor e não se preocupa tanto com pequenas variações de consumo, o etanol pode continuar sendo uma opção interessante, especialmente se seu preço estiver bem abaixo do limite de 70% em relação à gasolina. A decisão final deve ponderar o preço na bomba, seu estilo de condução e as prioridades de uso do veículo.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Cesta básica fica mais barata em Manaus e registra queda de quase 5% em abril

    Levantamento do Procon Manaus aponta redução nos preços e diferença de mais de R$ 80 entre supermercados.

    Manaus – O custo da cesta básica em Manaus apresentou alívio no bolso do consumidor em abril. Pesquisa divulgada pelo Procon Manaus revelou uma queda de 4,70% no valor médio, que passou de R$ 285,91 em março para R$ 272,47 neste mês.

    O levantamento foi realizado no dia 6 de abril em dez supermercados distribuídos pela capital amazonense e analisou 39 itens essenciais, com base em critérios do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

    Diferença de preços chama atenção

    Um dos principais destaques da pesquisa foi a variação significativa entre os estabelecimentos. O menor valor encontrado foi de R$ 233,79, enquanto o maior chegou a R$ 315,86, gerando uma diferença de R$ 82,07 para o mesmo conjunto de produtos.

    O resultado reforça a importância da pesquisa de preços antes das compras, especialmente em um cenário de variações expressivas entre supermercados.

    Produtos com queda e alta

    Entre os itens que contribuíram para a redução da cesta básica, destacam-se:

    Mamão: queda de 23,27%

    Macaxeira: redução de 15,05%

    Por outro lado, alguns produtos apresentaram alta:

    Cebola: aumento de 14,56%

    Sal refinado: alta de 9,22%

    As variações refletem fatores como oferta, sazonalidade e custos logísticos.

    Ferramenta para o consumidor

    Segundo a presidente do Procon Manaus, Onilda Abreu, a pesquisa tem como objetivo ampliar a transparência e ajudar o consumidor a tomar decisões mais conscientes.

    O órgão reforça que os preços podem variar ao longo do mês, devido a promoções e disponibilidade dos produtos, e orienta que os consumidores comparem valores antes de comprar.

    Mesmo com a queda registrada em abril, o custo da cesta básica ainda exige planejamento, especialmente para famílias de menor renda, que sentem mais diretamente o impacto das oscilações nos preços dos alimentos.