Categoria: Economia

  • Governo prepara MP do diesel com subsídio bilionário para frear alta dos combustíveis

    Luiz Inácio Lula da Silva tenta fechar acordo com estados para dividir custo de R$ 1,20 por litro; medida pode sair ainda nesta semana.

    Economia – O governo federal deve publicar ainda nesta semana uma nova medida provisória para conter a disparada no preço do diesel, pressionado pela crise internacional do petróleo. A iniciativa prevê a criação de um subsídio de R$ 1,20 por litro do combustível importado, dividido entre União e estados.

    A proposta está em fase final de ajustes no Ministério da Fazenda e, segundo apuração, pode ser oficializada até a próxima terça-feira (7). Inicialmente prevista para a semana passada, a publicação foi adiada devido à agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fora de Brasília e às negociações em andamento com governadores.

    Governo busca consenso entre estados

    O principal desafio do Planalto é garantir a adesão dos 26 estados e do Distrito Federal, já que o custo da subvenção será dividido igualmente: R$ 0,60 por litro para cada lado.

    Embora parte dos governos estaduais já tenha sinalizado apoio, o Executivo ainda trabalha para alcançar unanimidade e dar mais força à medida.

    Segunda tentativa para conter preços

    Esta será a segunda ação do governo para tentar reduzir o impacto do diesel no bolso dos brasileiros. Em março, foi editada uma MP que:

    zerou PIS/Cofins sobre o combustível

    criou um subsídio inicial de R$ 0,32 por litro


    No entanto, a adesão limitada e a continuidade da alta de preços levaram à necessidade de um novo pacote mais robusto.

    Efeito em cadeia na economia

    O diesel é considerado estratégico por seu impacto direto no transporte de cargas e, consequentemente, nos preços de alimentos e outros produtos. A alta do combustível tem potencial de pressionar a inflação e afetar toda a economia.

    Aviação também entra no radar

    Além do diesel, o governo acompanha a disparada do querosene de aviação (QAV). Após reajuste de cerca de 54% anunciado pela Petrobras, a equipe econômica avalia zerar temporariamente o PIS/Cofins sobre o combustível.

    A medida, que pode ter validade de dois a três meses, busca aliviar o caixa das companhias aéreas. Ainda assim, o setor considera que o impacto será limitado.

    Entre as principais empresas — LATAM Airlines, Gol Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas — o gasto médio com combustível gira em torno de R$ 700 milhões por mês. Com o aumento recente, esse custo pode subir cerca de R$ 350 milhões mensais, enquanto a economia com impostos seria bem menor.

    Pressão internacional

    As medidas são uma resposta direta aos efeitos da instabilidade no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo no mercado global.

    Diante desse cenário, o governo aposta em uma combinação de subsídios, cortes de impostos e articulação política para tentar conter os impactos no Brasil — enquanto corre contra o tempo para evitar novos aumentos e possíveis reflexos na inflação.

    • Por jornalista Lília Marques
  • Etanol ou gasolina: especialista explica como saber qual opção é mais econômica

    Escolha entre combustíveis pode fazer diferença no fim do mês, e um cálculo simples ajuda a identificar qual opção compensa mais, segundo especialistas.

    Economia – Motoristas têm buscado alternativas mais econômicas para abastecer diante dos altos preços dos combustíveis. A escolha entre etanol e gasolina pode fazer diferença no fim do mês, e um cálculo simples ajuda a identificar qual opção compensa mais, segundo especialistas.

    O engenheiro mecânico Frederico Cesarino explica que para o motorista saber qual combustível é mais vantajoso economicamente, a conta é direta: basta dividir o preço do etanol pelo da gasolina.

    Em Manaus, o litro da gasolina custa, em média, R$ 7,59, enquanto o etanol é encontrado por cerca de R$ 5,59. Aplicando a fórmula, o resultado é 0,73. Ou seja, neste cenário, abastecer com etanol é mais econômico.

    Para quem depende do carro para trabalhar, essa diferença pesa no orçamento. É o caso da motorista de aplicativo Dora Nepomuceno, que há mais de cinco anos roda pelas ruas da cidade e já adaptou a rotina para economizar.

    Com a gasolina podendo atingir quase R$ 9 em municípios do interior do Amazonas, o etanol se mantém como uma alternativa mais acessível. A diferença de preço impacta diretamente no lucro de quem utiliza o veículo diariamente como fonte de renda.

    Mas além da escolha do combustível, a economia também depende da manutenção do veículo. Segundo o Frederico, cuidados básicos ajudam a reduzir o consumo e melhorar o desempenho.

    Após a redução anunciada no fim de março, a Refinaria da Amazônia (Ream) voltou a aumentar o preço do litro da gasolina vendido às distribuidoras no Amazonas. O novo valor entrou em vigor na sexta-feira (3) e chega a R$ 4,17 por litro, um aumento de R$ 0,21 em comparação ao valor anterior, segundo dados disponibilizados no site da refinaria.

    Com a nova alta, o preço da gasolina vendida à distribuidoras volta ao patamar acima dos R$ 4,00, após oscilações registradas ao longo de março. Este é o sexto reajuste seguido praticado pela Ream em 2026, marcado por sucessivas altas e quedas em curto intervalo de tempo. Veja o gráfico abaixo:

    Por meio de nota a Ream informou que, diante da escalada dos conflitos no Oriente Médio e da alta nos preços internacionais do petróleo e derivados, não atua de forma isolada no abastecimento nem na formação de preços dos combustíveis no Amazonas. A empresa responde por cerca de 30% do volume comercializado nos postos do estado e 5% na Região Norte, enquanto o restante é suprido por Petrobras, importadores e operadores logísticos

    A refinaria destacou que mantém suas operações para garantir o fornecimento e reduzir riscos de desabastecimento, mas lembrou que sua planta, construída na década de 1950, exige a importação de insumos para a formulação de gasolina e diesel dentro das especificações brasileiras.

    Segundo a REAM, tanto o petróleo refinado quanto os insumos importados são adquiridos em dólar e seguem indicadores internacionais, como o Brent. Desde o início dos conflitos, em 28 de fevereiro, os preços da gasolina e do diesel no mercado externo subiram 36% e 65%, respectivamente, enquanto o barril de petróleo avançou de US$ 73 para US$ 110.

    Fonte: G1

  • Nem todo ovo de Páscoa é chocolate: produtos com pouco cacau podem enganar consumidores

    Especialista alerta que ovos com menos de 25% de cacau têm baixa qualidade nutricional e podem concentrar mais açúcar e gordura.

    Saúde – Com a chegada da Páscoa, cresce o consumo de ovos de chocolate em todo o país. No entanto, nem todos os produtos vendidos como chocolate realmente atendem aos critérios de qualidade esperados. Ovos com menos de 25% de cacau, por exemplo, podem ter valor nutricional reduzido e maior presença de açúcares e gorduras.

    O tema ganhou destaque após a aprovação, na Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que estabelece regras mais claras para a composição e rotulagem de produtos derivados de cacau. A proposta define que o chamado “chocolate doce” deve conter pelo menos 25% de sólidos totais de cacau.

    Segundo especialistas, quanto menor o teor de cacau, maior tende a ser a adição de ingredientes como açúcar e gordura para melhorar o sabor e a textura. Isso torna o produto mais calórico e menos nutritivo.

    De acordo com a nutricionista Simone Spadaro, da Hospital Israelita Albert Einstein, chocolates com maior teor de cacau — acima de 50% ou 70% — costumam ser opções melhores.
    “Eles têm menos açúcar e proporcionam maior sensação de saciedade. Ainda assim, devem ser consumidos com moderação”, explica.

    Outro ponto de atenção é a rotulagem. Nem sempre as embalagens deixam claro o percentual real de cacau ou o tipo de gordura utilizada. Em alguns casos, a manteiga de cacau é substituída por gorduras vegetais mais baratas, enquanto diferentes tipos de açúcar aparecem com nomes menos conhecidos, como xarope de glicose ou maltodextrina.

    Para fazer escolhas mais saudáveis, a orientação é observar a lista de ingredientes. O ideal é que ela seja curta e que o cacau apareça como primeiro item. Também é importante evitar produtos que contenham “gordura vegetal” e ter cuidado com ovos recheados, que geralmente possuem maior quantidade de açúcar e aditivos.

    Termos como “premium”, “artesanal” ou “intenso” também exigem cautela, já que não garantem qualidade nutricional.

    Diante disso, especialistas reforçam que a melhor escolha não depende apenas da embalagem ou do preço, mas principalmente da composição do produto. Quanto maior o teor de cacau, maiores são as chances de consumir um chocolate de melhor qualidade — e não apenas um doce com aparência de chocolate.

  • Combustíveis em alta: governo reage à disparada de diesel, gás e querosene com pacote emergencial

    Luiz Inácio Lula da Silva aposta em corte de impostos, subsídios e pressão sobre estados para conter efeito da crise internacional nos preços.

    Economia – A escalada dos preços dos combustíveis no Brasil, impulsionada pelo conflito no Irã, colocou o governo federal em alerta máximo. Diesel, gás de cozinha e querosene de aviação (QAV) já acumulam fortes altas, levando o Palácio do Planalto a adotar uma série de medidas emergenciais para tentar conter os impactos na economia.

    O foco principal tem sido o diesel, considerado estratégico por seu efeito em cadeia sobre transporte, alimentos e inflação. Mas o avanço dos preços de outros combustíveis também já pressiona Brasília.

    Diesel no centro da crise

    Desde o início da tensão internacional, o diesel acumulou alta de cerca de 24%, com registros de preços próximos a R$ 10 em alguns postos, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    Para conter a disparada, o governo zerou PIS/Cofins sobre o combustível e lançou uma subvenção inicial de R$ 0,32 por litro — medida que teve baixa adesão das distribuidoras.

    Diante da pressão crescente, o Ministério da Fazenda passou a negociar uma nova proposta mais robusta: um subsídio de R$ 1,20 por litro, dividido igualmente entre União e estados.

    Segundo a equipe econômica, mais de 20 unidades federativas já sinalizaram adesão, mas o governo ainda tenta ampliar o apoio para garantir maior efetividade à medida.

    Pressão dos caminhoneiros

    O aumento do diesel reacendeu o risco de paralisações no transporte rodoviário. Após reajuste de R$ 0,38 anunciado pela Petrobras, caminhoneiros passaram a ameaçar greve.

    Como resposta, o governo editou uma medida provisória para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete e intensificou a fiscalização para evitar práticas abusivas no setor.

    QAV dispara e preocupa setor aéreo

    O querosene de aviação também entrou na lista de preocupações. A Petrobras anunciou reajuste de até 56,26% no combustível, elevando ainda mais os custos das companhias aéreas.

    De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o combustível já representa cerca de 45% dos custos operacionais do setor.

    Diante desse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos propôs ao governo medidas como:

    redução temporária de PIS/Cofins sobre o QAV

    diminuição do IOF em operações financeiras

    corte no imposto de renda sobre leasing de aeronaves


    As propostas ainda estão em análise pela equipe econômica.

    Gás de cozinha também entra no radar

    O gás de cozinha (GLP) é outro ponto sensível. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a anulação de um leilão da Petrobras que, segundo ele, resultou em preços até 100% superiores aos praticados pela estatal.

    A medida busca conter repasses excessivos ao consumidor final, especialmente em um item essencial para as famílias brasileiras.

    Além disso, Lula voltou a defender a recomposição do papel estatal no setor, incluindo a possibilidade de recomprar a BR Distribuidora no futuro, como forma de influenciar os preços no mercado interno.

    Estratégia para conter a crise

    O conjunto de ações mostra uma tentativa do governo de agir em várias frentes para reduzir os impactos da crise internacional no Brasil.

    Entre cortes de impostos, subsídios e articulações políticas com estados e setores econômicos, o desafio é evitar que a alta dos combustíveis pressione ainda mais a inflação e o custo de vida da população.

    Mesmo com as medidas, o cenário segue incerto e dependerá da evolução do conflito externo e do comportamento do mercado global de petróleo nos próximos meses.

  • Preço das passagens aéreas pode subir até 20% com alta do querosene de aviação, dizem especialistas

    Petrobras elevou em mais de 50% o preço médio do combustível, refletindo a alta do petróleo em meio à guerra no Oriente Médio. O aumento eleva os custos de operação das companhias.

    Economia – Os preços das passagens aéreas podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação (QAV), segundo especialistas ouvidos pelo g1.

    A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (1º) um aumento de mais de 50% no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir deste mês, o que impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas.

    A medida reflete o avanço do petróleo no mercado internacional, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que envolve Estados Unidos e Israel contra o Irã.

    Segundo o especialista, ainda não é possível dizer se os repasses serão imediatos ou ocorrerão de forma gradual, já que o processo depende da ocupação dos voos e da avaliação de cada companhia aérea.

    “Talvez elas tenham que cortar voos que não sejam rentáveis, porque o passageiro não consegue absorver esse aumento. Com isso, o número de passageiros pode cair, e aí passa a fazer sentido reduzir a oferta”, acrescenta.

    Maurício França, sócio da L.E.K. Consulting, projeta que, o impacto sobre as passagens aéreas pode ficar na faixa de 10% a 20%, sendo “algo próximo de 15%” o cenário mais provável.

    França acrescenta que, em viagens de lazer, a sensibilidade ao preço costuma ser um pouco maior, enquanto nas viagens de negócios, um pouco menor

    Em um cenário de alta de cerca de 15% nas passagens, é razoável esperar também uma retração da demanda em torno de 15%, o que seria bastante significativo para as empresas do setor”, avalia.

    A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou nesta quarta-feira que o reajuste no preço do querosene de aviação pode gerar “consequências severas” para o setor — sem mencionar eventual aumento nos preços das passagens.

    Segundo a entidade, a nova alta, somada ao reajuste de 9,4% aplicado desde 1º de março, faz com que o combustível passe a representar 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. Até então, a fatia superava 30%.

    A declaração ocorreu poucas horas após a confirmação oficial de que a Petrobras elevaria os preços às distribuidoras. Os ajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, conforme previsto em contrato.

    Ao todo, mais de 80% do querosene de aviação consumido no Brasil é produzido no país. Ainda assim, os preços seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações do barril de petróleo.

    • Desde o início da guerra, o preço do barril de petróleo saltou de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115.
    • Nesta quarta-feira, o preço do barril Brent caía 0,35%, a US$ 100,23. Ontem, o combustível fechou em US$ 103,97.

    Embora a Abear tenha citado os impactos dos choques externos sobre os custos das companhias aéreas, a associação não mencionou diretamente a possibilidade de um aumento nos preços das passagens aos consumidores.

    A Petrobras, por sua vez, anunciou em comunicado uma iniciativa para suavizar os efeitos do reajuste do querosene de aviação.

    A estatal afirmou que, em abril, as distribuidoras pagarão alta equivalente a 18%. A diferença até os cerca de 54% previstos em contrato será parcelada em seis vezes, a partir de julho.

    Diante do cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos enviou ao Ministério da Fazenda uma proposta com sugestões para reduzir a pressão sobre o setor aéreo.

    O documento, elaborado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), traz medidas como:

    • redução temporária de tributos sobre o querosene de aviação (QAV);
    • redução do IOF sobre operações financeiras das empresas aéreas;
    • redução do Imposto de Renda sobre operações de leasing de aeronaves.

    Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, as medidas preservariam a competitividade das empresas, evitariam repasses excessivos ao consumidor e manteriam a conectividade aérea do país.

    g1 apurou que outra medida em estudo é a criação de uma nova linha do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) para compra de QAV, em caráter temporário.

    Questionado pelo g1, o Ministério da Fazenda informou que acompanha de “forma permanente a evolução do cenário internacional, incluindo os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos sobre a economia brasileira”.

    “A pasta mantém monitoramento contínuo de variáveis relevantes, a fim de avaliar eventuais efeitos sobre o Brasil”, disse.

    Fonte: G1

  • Petróleo sobe mais de 7% após Trump dizer que EUA manterão ataques ao Irã

    Declaração aumentou os temores dos investidores sobre possíveis interrupções prolongadas no fornecimento do combustível.

    Economia – Os preços do petróleo subiam mais de 7% nesta quinta-feira (2), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país manteria os ataques ao Irã sem apresentar um cronograma para o fim da guerra.

    A declaração aumentou os temores dos investidores sobre possíveis interrupções prolongadas no fornecimento.

    A alta vinha após uma queda de mais de US$ 1 nos dois principais benchmarks, registrada antes do discurso televisionado de Trump à nação

    Segundo Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova, os mercados reagem à ausência de “qualquer menção clara a um cessar-fogo ou a iniciativas diplomáticas” no discurso.

    “Se as tensões se intensificarem ou os riscos no transporte marítimo aumentarem, o petróleo pode atingir novas altas, à medida que o mercado passa a considerar possíveis interrupções no fornecimento.”

    As ameaças ao tráfego marítimo têm aumentado com a intensificação do conflito na região. Na quarta-feira, um petroleiro fretado pela QatarEnergy foi atingido por um míssil de cruzeiro iraniano em águas do Catar, segundo o Ministério da Defesa do país.

    O chefe da Agência Internacional de Energia também alertou que eventuais interrupções no fornecimento devem começar a afetar a economia europeia a partir de abril. Até agora, o continente vinha sendo protegido por cargas contratadas antes do início da guerra.

    “Sem menção a um plano consistente de cessar-fogo ou a uma estratégia de saída, os mercados seguem assimilando as declarações do governo”, disse Claudio Galimberti, economista-chefe da Rystad Energy.

    As bolsas da China e de Hong Kong fecharam em baixa nesta quinta-feira, pressionadas pela cautela dos investidores após as falas de Donald Trump.

    No fechamento, o índice de Xangai caiu 0,74%, aos 3.919 pontos, enquanto o CSI300 recuou 1,04%, aos 4.478 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 0,70%, aos 25.116 pontos. Entre os destaques negativos, ações de semicondutores lideraram as perdas, refletindo a redução do apetite por risco.

    Na Ásia, o movimento foi generalizado: o Nikkei (Tóquio) caiu 2,28%, o Kospi (Seul) recuou 4,47%, o Taiex (Taiwan) perdeu 1,82%, o Straits Times (Cingapura) cedeu 0,70% e o S&P/ASX 200 (Sydney) caiu 1,06%

    Fonte: G1

  • Pix entra no radar do Imposto de Renda 2026? Veja o que realmente precisa ser declarado

    Transferências não são taxadas, mas valores recebidos devem constar na declaração; Receita Federal reforça fiscalização e alerta para golpes.

    Economia – O uso do Pix não gera cobrança direta de imposto, mas pode, sim, impactar a declaração do Imposto de Renda 2026. Isso porque o tributo incide sobre a renda total do contribuinte, independentemente da forma como o dinheiro foi recebido.

    Na prática, qualquer valor recebido via Pix — seja salário, aluguel, prestação de serviços ou outros rendimentos — deve ser informado na declaração, caso se enquadre nas regras da Receita Federal.

    Quem precisa declarar

    Estão obrigados a declarar os contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ao longo de 2025. Entram nesse cálculo:

    salários e férias

    horas extras

    aluguéis

    pensões e benefícios

    rendimentos de investimentos

    O prazo para envio da declaração vai até 29 de maio, com o sistema disponível desde 23 de março.

    Pix não é taxado, mas é monitorado

    A Constituição brasileira proíbe a tributação sobre movimentações financeiras. Ou seja, não importa se o dinheiro foi recebido via Pix, dinheiro vivo ou transferência bancária — o que conta é a origem da renda.

    Por outro lado, instituições financeiras informam à Receita movimentações relevantes. Em 2025, foram reportadas contas de pessoas físicas com movimentação mensal acima de R$ 2 mil e, no caso de empresas, acima de R$ 6 mil — incluindo operações via Pix.

    Risco de cair na malha fina

    A Receita cruza os dados informados pelos contribuintes com as informações enviadas por bancos. Qualquer divergência pode levar à chamada malha fina, exigindo correções e podendo gerar multas.

    Quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito a penalidades que variam de R$ 165,74 até 20% do imposto devido, além de possíveis restrições no CPF. Em casos mais graves, pode haver responsabilização por sonegação.

    Como evitar problemas

    A recomendação é manter todos os comprovantes organizados, como recibos de serviços, contratos de aluguel e registros de transferências. Esses documentos são fundamentais para comprovar a origem dos valores declarados.

    Atenção a golpes

    A Receita Federal também alerta para golpes envolvendo o Pix. Criminosos têm espalhado informações falsas sobre suposta taxação do sistema para enganar contribuintes por mensagens, redes sociais e ligações.

    A orientação é clara: não há imposto sobre o Pix, mas a renda recebida por qualquer meio deve ser corretamente declarada.

  • Páscoa mais amarga: chocolate sobe até 25% e pressiona orçamento das famílias

    Alta impulsionada pela crise global do cacau encarece ovos de Páscoa e força consumidores a buscar alternativas mais econômicas.

    Economia – A Páscoa de 2026 chega mais cara para os brasileiros. O preço do chocolate acumulou alta de até 25% nos últimos meses, segundo dados do IPCA-15, e transformou a tradicional compra de ovos em um desafio para o bolso das famílias.

    O principal fator por trás do encarecimento é a crise global do cacau, que elevou significativamente o custo da matéria-prima. Mesmo com uma recente queda nas cotações internacionais, o alívio ainda não chegou às prateleiras, já que os produtos vendidos nesta Páscoa foram fabricados com insumos adquiridos quando os preços estavam em níveis recordes.

    Tradição mais cara

    Com os valores elevados, manter a tradição ficou mais difícil. Em alguns casos, a compra de apenas dois ovos de tamanho médio já representa uma parcela relevante do salário mínimo, exigindo planejamento e mudanças de hábito por parte dos consumidores.

    A tendência, segundo especialistas, é de adaptação no consumo, com famílias optando por versões menores, barras de chocolate ou bombons como alternativas mais acessíveis.

    Indústria mantém otimismo

    Apesar do cenário desafiador, o setor demonstra confiança. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) indicam crescimento na produção total de chocolates, que passou de 806 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025.

    A fabricação de ovos de Páscoa também avançou, subindo de 45 milhões para 46 milhões de unidades em 2026, resultado de um planejamento industrial iniciado meses antes, geralmente ainda no segundo semestre do ano anterior.

    Por que os preços continuam altos?

    Mesmo com a recente queda no preço do cacau — que saiu de um pico de cerca de US$ 12,5 mil por tonelada em dezembro de 2024 para cerca de US$ 2,5 mil em março —, os efeitos ainda não foram repassados ao consumidor.

    Isso ocorre porque a indústria trabalha com estoques e contratos antecipados, o que faz com que os custos mais altos continuem refletidos nos produtos atuais.

    Além disso, outros fatores pressionam os preços:

    •aumento no custo de embalagens e brindes

    •alta nos combustíveis, que impacta o transporte

    •encarecimento geral da cadeia produtiva

    Crise do cacau no mundo

    A escalada dos preços da matéria-prima começou em 2022, impulsionada por problemas climáticos na África Ocidental, responsável por cerca de 70% da produção global. Países como Costa do Marfim e Gana enfrentaram ainda doenças nas lavouras, reduzindo a oferta mundial.

    Agora, a expectativa para a safra 2025/2026 é de recuperação, com possível excedente de cerca de 200 mil toneladas, o que pode ajudar a equilibrar os preços no futuro.

    Consumidor precisa se adaptar

    Até que esse cenário se normalize, a Páscoa seguirá mais cara. Para muitos brasileiros, o momento será de equilibrar tradição e orçamento, buscando alternativas para não abrir mão da celebração — mesmo que com menos chocolate na cesta.

  • Governo federal e estados fecham acordo para conceder apoio a importadores de diesel; medida valerá por até dois meses

    De acordo com a proposta, a subvenção no valor total será de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 custeado pela União e R$ 0,60 pelos estados.

    Economia – Para conter a alta do preço do diesel, o governo federal e os estados anunciaram um acordo para fornecer uma subvenção, ou seja, um apoio financeiro a importadores de diesel.

    A medida estabelece o incentivo de R$ 1,20 por litro de diesel importado, sendo R$ 0,60 custeado pela União e R$ 0,60 pelos estados.

    A contrapartida estadual, ainda de acordo com a nota, será proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação.

    • Prazo limitado: a subvenção vigorará pelo período de até dois meses para que a medida não se converta em passivo fiscal para os estados;
    • Definição de cotas: as cotas referentes aos estados que não aderirem à medida não serão redistribuídas aos estados participantes, preservando o equilíbrio federativo e a voluntariedade de adesão.

    A nota não diz quais estados aderiram à proposta, afirma apenas que “80% já sinalizaram positivamente com a adesão e parceria com o governo federal visando mitigar os efeitos do choque de preços do petróleo sobre a população dos seus respetivos estados”.

    Entre os estados estão Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão e Minas Gerais. Outros ainda não se manifestaram. O governo do Rio de Janeiro, por exemplo, informou que vai aguardar a publicação da medida provisória para decidir sobre a adesão à política de subvenção ao diesel.

    O governo federal chegou a propor que os estados isentassem sobre importação do diesel até o fim de maio. Nesse caso, metade das perdas de arrecadação seria compensada pela União.

    A isenção do ICMS na importação do diesel custaria R$ 3 bilhões por mês até o fim do período, dos quais o governo se compromete a ressarcir R$ 1, 5 bilhão por mês aos estados.

    A proposta encontrou resistências dos estados, que argumentaram que ainda estavam se recompondo do impacto de medida de 2022 que fixou um teto para o ICMS.

    Redução impostos federais sobre o diesel

    No dia 12 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel e também uma subvenção a importadores do combustível.

    As medidas representaram, segundo o governo, uma redução de R$ 0,32 por litro pela redução dos tributos. E outros R$ 0,32 por litro pela subvenção. Um impacto total, portanto, de R$ 0,64 por litro.

    Para compensar, o governo elevou o imposto de exportação sobre petróleo de zero para 12%. O impacto total da medida foi estimado em R$ 30 bilhões.

    Fonte: G1

  • Remédios ficam mais caros a partir desta terça no Brasil, com reajuste autorizado pelo governo

    Aumento pode chegar a 3,81%, mas média será a menor em quase 20 anos; impacto varia conforme concorrência e tipo de medicamento.

    Economia – Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil passam por reajuste a partir desta terça-feira (31), com aumentos que podem chegar a até 3,81%, conforme autorização publicada no Diário Oficial da União. A medida foi definida pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por estabelecer os limites de preços no país.

    Apesar do teto mais alto, o reajuste médio autorizado neste ano ficou em torno de 2,47%, o menor registrado em quase duas décadas e abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA.

    Como funciona o reajuste

    O aumento segue um modelo dividido em três faixas, que funcionam como limite máximo para os preços:

    Nível 1: até 3,81%

    Nível 2: até 2,47%

    Nível 3: até 1,13%

    A definição depende principalmente do nível de concorrência no mercado. Medicamentos com mais fabricantes, como genéricos, tendem a ter reajustes maiores autorizados, enquanto produtos com menos concorrência possuem limites mais baixos.

    Quais remédios podem subir mais

    Entre os medicamentos mais utilizados, os reajustes costumam seguir esse padrão:

    Alta concorrência: remédios para hipertensão, colesterol e diabetes, como diuréticos e metformina

    Concorrência intermediária: alguns antidepressivos e medicamentos de marca

    Baixa concorrência: produtos mais novos ou complexos, como determinadas insulinas

    Reajuste não é automático

    Apesar da autorização, o aumento não é obrigatório. As farmacêuticas podem optar por reajustar abaixo do teto ou até manter os preços, dependendo da estratégia comercial.

    Além disso, o repasse ao consumidor pode ocorrer de forma gradual ao longo dos próximos meses, o que significa que nem todos os medicamentos terão aumento imediato nas prateleiras.

    Como funciona o controle de preços

    O Brasil adota um sistema regulado para o setor farmacêutico. A CMED estabelece dois limites principais:

    Preço Fábrica (PF): valor máximo cobrado pelas indústrias

    Preço Máximo ao Consumidor (PMC): teto permitido nas farmácias

    Esses valores não podem ser ultrapassados e devem estar disponíveis ao público.

    Impacto no bolso

    O efeito do reajuste deve variar conforme o tipo de medicamento e a frequência de uso. Pacientes que dependem de tratamentos contínuos, como para diabetes ou hipertensão, tendem a sentir mais o impacto ao longo do tempo.

    Por outro lado, a ampla oferta de genéricos, além de descontos e programas de fidelidade, pode ajudar a amenizar o peso no orçamento.

    Na prática, embora o reajuste já esteja autorizado, o impacto no bolso do consumidor dependerá da concorrência entre marcas e da política de preços adotada por cada empresa.