Categoria: Economia

  • Análise: Dívida das famílias é banho de água fria para o governo Lula

    Ministério da Fazenda estrutura resgate do Desenrola em versão com uso do FGTS e restrição para beneficiados apostarem em bets.

    Economia – O governo Lula (PT) deve lançar a nova versão do programa Desenrola, para o refinanciamento de dívidas das famílias brasileiras, no feriado de Primeiro de Maio, quando se celebra o Dia Mundial do Trabalho.

    O Palácio do Planalto corre para que o programa esteja na rua a tempo de a população sentir um alívio econômico antes da eleição, enquanto a inflação mais contida e o mercado de trabalho aquecido não impedem que a renda do brasileiro seja cada vez mais consumida por dívidas e que a inadimplência pare de crescer.

    Em fevereiro, o equivalente a 29,7% da renda das famílias brasileiras estava comprometida com o pagamento de dívidas, segundo relatório do Banco Central. O número representa um recorde na série histórica.

    A busca do governo para reverter a insatisfação econômica antes da eleição presidencial, em outubro, foi tema de análise no WW desta segunda-feira (27).

    Murillo de Aragão, cientista político e CEO da Arko Advice: Lula é o favorito porque ele é o presidente e é melhor candidato do que presidente – pelo menos neste último mandato. Tem gente que pode se sentir aliviada e ser grata ao Lula, mas todos esses programas assistenciais já foram uma grande novidade eleitoral. Hoje em dia, existem outras preocupações que também podem influenciar. Isso atende a um eleitorado mais ligado ao universo dos programas sociais – como sempre -, então é mais ou menos chover no molhado. Para Lula consolidar um favoritismo que ele ainda tem de forma precária, tem que mostrar mais do que isso.

    Thais Herédia, analista de Economia: Se passou os últimos anos com o Banco Central puxando o freio de mão, e o governo federal acelerando. A taxa de juros continuou sendo extremamente elevada, e com um incentivo muito forte ao consumo. Nós temos as duas fontes de crescimento hoje no Brasil ligadas ou ao consumo das famílias, ou do próprio governo, com elevação de gastos. O Desenrola tem a cara de que vai provocar o mesmo alívio de 2023, mas não vai resolver o problema estrutural: um crédito com custo de intermediação cara, e com o governo ainda voltado para uma política de incentivo ao consumo das famílias.

    Daniel Rittner, diretor editorial em Brasília: Vem mais bondade por aí. Uma delas sai nesta terça-feira de manhã: o perdão a multas aplicadas por evasão dos pedágios eletrônicos – o freeflow, que virou uma pedra no sapato do governo federal e de governadores. O Ministério dos Transportes vai lançar uma suspensão dessas 3 milhões de multas. Vai ser dado um prazo de 200 dias para que motoristas penalizados, ao invés de pagarem R$ 195 de multa, paguem os R$ 2, R$ 3, R$ 5, R$ 8 de pedágio. Só se não pagar é que é aplicada a multa, mas isso tem até meados de novembro para acontecer – e o que tem entre agora e meados de novembro…


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Dólar cai pelo 3º dia seguido e fecha a R$ 4,98 em meio a impasse entre EUA e Irã; Ibovespa recua

    A moeda americana caiu 0,31% nesta segunda-feira (27), a R$ 4,9823. Já o principal índice da bolsa brasileira encerrou com perdas de 0,61%, aos 189.579 pontos.

    Economia – O dólar emplacou o terceiro dia seguido de queda nesta segunda-feira (27) e fechou cotado a R$ 4,9823, um recuo de 0,31%. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou com perdas de 0,61%, aos 189.579 pontos.

    O recuo da moeda americana acompanha o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio ao impasse nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. A falta de avanço em um acordo definitivo e o frágil cessar-fogo em vigor ainda seguem na mira dos investidores e trouxeram cautela aos mercados globais nesta segunda-feira.

    Nesta segunda-feira, o Irã ofereceu uma nova proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz. Mais tarde, a Casa Branca afirmou que avalia a oferta, mas reiterou que as exigências dos EUA já estão claras.

    Apesar do cessar-fogo anunciado, a relação volúvel entre os dois países ainda dificulta a travessia de petroleiros pela rota estratégica do Golfo Pérsico e traz preocupações sobre o avanço das negociações. No sábado, Trump cancelou a visita de enviados ao Paquistão, reduzindo as expectativas de avanço nas negociações.

    No Brasil, o Boletim Focus mostrou nova alta nas projeções de inflação para 2026 — a sétima semana consecutiva de revisão para cima. A estimativa subiu de 4,8% para 4,86%, refletindo a pressão do petróleo, que nesta segunda-feira opera acima de US$ 100 após a escalada do conflito no Oriente Médio.

    • Acumulado da semana: ,61-0%;
    • Acumulado do mês: +1,13%;
    • Acumulado do ano: +17,66%.

    Negociações no Oriente Médio

    As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos mercados globais. Mesmo após um cessar-fogo ter reduzido os combates iniciados há cerca de dois meses, as negociações de paz entre EUA e Irã ainda enfrentam dificuldades.

    No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump cancelou a viagem de enviados americanos que participariam das conversas e afirmou que o Irã deveria procurar Washington quando estivesse pronto para um acordo.

    Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores iraniano viajou à Rússia para se reunir com Vladimir Putin, aliado do governo de Teerã. Segundo fontes do Paquistão, país que atua como mediador, as tentativas de diálogo continuam.

    Diante desse cenário, investidores acompanham de perto a situação no Estreito de Ormuz, passagem usada para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico.

    A região permanece com pouco movimento de navios, o que levanta preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento de energia. Com isso, os preços do petróleo avançam.

    Nesta segunda-feira, o barril do Brent — referência internacional — subia pouco mais de 1%, a US$ 106,47 por volta das 8h30, depois de ter alcançado cerca de US$ 108,50 no início da sessão.

    As projeções do mercado financeiro voltaram a indicar pressão maior sobre a inflação nos próximos anos, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira.

    Para 2026, a expectativa de inflação subiu de 4,80% para 4,86%. Já para 2027, a projeção passou de 3,99% para 4%.

    Mesmo com essa revisão, o mercado manteve a previsão de queda dos juros ao longo dos próximos anos. A estimativa para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano, o que indica expectativa de redução no decorrer daquele ano.

    O relatório também trouxe ajustes em outras previsões. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 caiu levemente, de 1,86% para 1,85%. Já a estimativa para o dólar ao fim deste ano recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25.

    Mercados globais

    Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com investidores atentos ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã.

    O S&P 500 subiu 0,12%, para 7.173,93 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,20%, aos 24.887,10 pontos. Já o Dow Jones, por sua vez, fechou em queda de 0,13%, aos 49.167,79 pontos.

    Na Europa, os principais mercados acionários começaram a semana em baixa. O STOXX 600 encerrou o pregão em queda de 0,3%, aos 608,84 pontos.

    Entre as principais bolsas do continente, o DAX, da Alemanha, recuou 0,19%, para 24.083,53 pontos. Em Paris, o CAC 40 caiu 0,19%, aos 8.141,92 pontos, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, registrou baixa de 0,56%, para 10.321,09 pontos.

    Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única.

    Em Xangai, o Shanghai Composite subiu 0,16%, enquanto o CSI 300 avançou 0,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,20%.

    No Japão, o Nikkei teve alta de 1,38%, e, na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 2,15%.

    Fonte: G1

  • Especialistas veem riscos com uso de receita para baratear combustíveis

    Tributaristas e analistas do setor de óleo e gás apontam incertezas sobre mecanismo proposto, previsibilidade do setor e gestão das contas públicas.

    Economia – Em mais uma cartada contra a pressão gerada pela guerra no preço dos combustíveis, o governo federal anunciou que irá utilizar as receitas extras geradas pela alta do petróleo para reduzir tributos aplicados ao diesel, gasolina, etanol e biodiesel, como a Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) e o PIS/Cofins.

    Considerando o preço médio do barril de petróleo em US$ 73,09, o Executivo projeta uma arrecadação adicional de R$ 16,7 bilhões com exploração de recursos naturais.

    Com a produção e comercialização da commodity no país, a União fatura royalties, participação especial e impostos sobre o lucro das petroleiras. Tendo o barril do petróleo estabilizando em cerca de US$ 95, a Febrafite (Associação Nacional dos Auditores Fiscais dos Estados e do DF) estima que a disparada do petróleo pode render cerca de R$ 100 bilhões extras aos cofres públicos.

    Mas é exatamente por depender de uma variável incerta e fora do controle do governo que tributaristas e analistas do setor de óleo e gás questionam a eficácia e garantia da medida.

    “O problema é que essa receita adicional é volátil, depende do preço internacional do barril e do câmbio, e por isso não é uma política sólida permanente”, pontua Maria Aparecida Lacerda Meloni, presidente da Febrafite.

    “Quando o governo usa esse tipo de ganho para reduzir tributos sobre consumo corrente, ele suaviza o choque no curto prazo, mas corre o risco de transformar uma receita temporária em pressão permanente por desoneração”.

    Ademais, apontam incertezas em relação ao mecanismo proposto, ao impacto que ele gera sobre a previsibilidade do setor e à gestão das contas públicas.

    Receitas incertas e risco às contas públicas

    Segundo relatório de política fiscal da Warren Investimentos, é estimado um custo de R$ 4 bilhões mensais caso a desoneração seja integral.

    “As receitas extraordinárias são bastante incertas. Elas dependem de uma série de fatores, a começar pela evolução do preço do barril de petróleo. Uma eventual redução mais significativa de preço afetará a receita extra, mas não o custo mensal da desoneração tributária”, diz a Warren.

    Para Allan Teixeira, diretor de óleo e gás da consultoria BIP, a lógica econômica é defensável considerando o cenário de exceção gerado pela guerra no Oriente Médio. Contudo, destaca pontas soltas deixadas pelo projeto.

    “O problema da proposta apresentada é que está mais para uma autorização fiscal de desoneração temporária do que um mecanismo plenamente automático e estrutural. O texto não define uma fórmula objetiva de gatilho, teto por combustível, curva de redução, governança de repasse ao consumidor ou conta segregada de estabilização”, observa.

    “A principal questão é que isso reduz a previsibilidade, o que, para um setor como o de O&G – especialmente produtores, refinadores, importadores e distribuidores -, a combinação de imposto de exportação, subsídios, desonerações e revisões bimestrais pode criar incerteza regulatória”, pontua.

    Do ponto de vista de política pública, Teixeira defende que o ideal seria criar um mecanismo permanente, transparente e anticíclico, como uma conta ou fundo de estabilização com regras claras.

    “Funciona bem como medida emergencial, mas deveríamos mirar numa solução estrutural. O uso mais inteligente das receitas extraordinárias deveria combinar três objetivos: amortecer choque de curto prazo, preservar disciplina fiscal e investir parte da renda extraordinária em transição energética, infraestrutura logística e produtividade. Usar tudo para desoneração de combustível alivia o presente, mas não necessariamente melhora a resiliência futura”, ressalta.

    Adriano Pires, diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), reforça que as receitas adicionais, que são fruto de uma questão pontual, deveriam ser usadas para reduzir o déficit fiscal.

    O especialista compara a receita de petróleo incerta a um cheque em branco sem fundo, prometendo cortar impostos com algo que não está garantido. Desse modo, avalia que o movimento não é a melhor maneira de lidar com as receitas adicionais, uma vez que fere a lei da responsabilidade fiscal.

    O cenário fiscal também é destaque na análise da Warren Investimentos.

    “Em um contexto de receitas extraordinárias, o governo deveria aproveitar a oportunidade de ampliação da arrecadação e buscar o centro da meta fiscal e não o intervalo inferior como tem feito. […] O desejável é que o governo seja bastante parcimonioso no uso de medidas destinadas a conter os preços dos combustíveis. A receita extraordinária é incerta e a situação fiscal delicada”, reforça o relatório.

    Ademais, a medida também implica em renúncia arrecadatória, destaca Tatiana Migiyama, professora do núcleo tributário e contábil da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

    “O ponto central continua sendo fiscal. Trata-se de uma medida que implica redução de arrecadação em um cenário já pressionado, com impacto relevante, na ordem de R$ 31 bilhões, além de depender de receitas voláteis e não recorrentes”, argumenta.

    Eficiência limitada

    Porém, reduzir tributo na origem não garante combustível mais barato direto na bomba, indica Allan Teixeira, da consultoria BIP.

    “Precisamos considerar estoques, margens de distribuição, revenda, frete, mistura obrigatória, ICMS estadual e dinâmica competitiva local. Sem fiscalização e transparência de formação de preços, parte do benefício tende a ser absorvida ao longo da cadeia”, explica o diretor de O&G da consultoria BIP.

    Desse modo, os especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a medida pode ser eficiente, mas de forma limitada e temporária.

    “Alternativas como subsídios diretos ou estabilizadores de preços seriam mais previsíveis, evitando renúncia fiscal sem garantia de benefício ao consumidor final”, defende Carlos Pinto, diretor do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).

    “A proposta anunciada é ineficiente porque não obriga repasse aos postos e distribuidores, como visto em medidas anteriores de zero PIS/Cofins no diesel, onde estados rejeitaram cortes no ICMS por falta de impacto real”, conclui.

    Considerando o momento de muita incerteza e volatilidade, o repasse se torna ainda mais lento, segundo Adriano Birle, economista responsável pelas análises de combustíveis e resinas plásticas da GEP Brasil.

    Além disso, os especialistas relembram que para o diesel – combustível que mais vem sofrendo com a guerra – o efeito incremental tende a ser ainda menor, uma vez que o governo já zerou PIS/Cofins e adotou subvenções à importação em medidas anteriores.

    “Ela pode gerar algum alívio adicional, mas o efeito sobre o preço final/consumidor é parcial. Diesel já está com PIS/Cofins zerados, de modo que o espaço adicional está mais concentrado em gasolina e etanol. Isso significa que a proposta pode conter a alta, mas dificilmente neutralizar, porque o preço final continua dependente de outros fatores”, indaga Maria Aparecida Lacerda Meloni.

    Outra condição no caso do diesel, cerca de 25% a 30% do produto é importado, de modo que o combustível trabalha com uma dinâmica de preços internacionais, segundo Bruno Cordeiro, especialista em inteligência de mercado da Stonex.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Feira de logística em Manaus movimenta R$ 520 milhões em negócios

    Além dos resultados financeiros, a feira reuniu representantes do governo, agências reguladoras, empresas, universidades e entidades do setor.

    Economia – Manaus recebeu a NN Logística, maior feira da indústria fluvial da América Latina. O evento, realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques, atraiu mais de 9 mil visitantes e movimentou cerca de R$ 520 milhões em negócios, segundo os organizadores.

    Além dos resultados financeiros, a feira reuniu representantes do governo, agências reguladoras, empresas, universidades e entidades do setor. O objetivo foi discutir o futuro da navegação interior e da infraestrutura logística no Brasil.

    Segundo o organizador David Semeghini, os números mostram a maturidade do setor e o papel cada vez maior da região Norte na logística nacional.

    A próxima edição está marcada para abril de 2027, também em Manaus, com previsão de crescimento.

    Nos debates institucionais, os Diálogos Hidroviáveis reuniram autoridades e especialistas em Manaus. O encontro apontou consensos para o avanço da logística nacional, com foco nas hidrovias.

    Adalberto Tokarski, presidente da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação (ADECON), afirmou que o evento definiu diretrizes claras para o setor.

    Ele destacou ainda o avanço da indústria naval, impulsionado por recursos do Fundo da Marinha Mercante. “Foram aprovados R$ 80 bilhões, com R$ 16 bilhões já aplicados. No Amazonas, estaleiros ampliaram em mais de 300% sua mão de obra qualificada.”

    “A demanda por embarcações fluviais cresceu e os estaleiros estão com baixa ociosidade, o que mostra a força da indústria naval na região”, avaliou Rosângela Vieira, diretora da NN Logística.

    “O evento cresceu desde a primeira edição e, em 2026, ampliou em 30% a área de exposição. Foram mais de 9 mil visitantes e R$ 520 milhões em negócios, o que comprova a força da indústria naval da região Norte”, disse Marcos Godoy Perez, diretor da feira.

    Perez afirmou que a edição de 2027 já tem contratos renovados, pedidos de ampliação de estandes e interesse de novas empresas.

    Fonte: G1

  • Governo desiste de uso do FGTS para pagar débitos de endividados e foca em nova fase do Desenrola

    Economia – Depois de semanas de discussão, o governo federal desistiu da proposta de permitir o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a população abater dívidas e deve apostar em uma nova fase do programa Desenrola.

    O governo encontrou dificuldades jurídicas para viabilizar o uso do FGTS para quitação ou redução de dívidas. (veja aqui como o assunto impacta a eleição)

    A decisão está em fase final de discussão dentro da área técnica do governo e pode ser fechada na próxima segunda-feira (27), quando o ministro da Fazenda, Dario Duringan, se reúne com representantes dos principais bancos em São Paulo.

    Uma nova fase do programa que permitiu renegociação de dívidas seria uma forma de ajudar famílias endividadas por conta dos juros altos e dívidas que se avolumam

    Pesquisa do instituto de pesquisas Datafolha mostrou que o endividamento atinge dois em cada três brasileiros.

    O desenrola foi promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022 e é considerado um programa importante do início do atual governo

    Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, como informou o blog do jornalista Valdo Cruz.

    O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda para levantar medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros.

    A medida têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros.

    Lula não quer inflação em alta durante a campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês.

    Fonte: G1

  • Ministro de Minas e Energia diz que aumento do teor de etanol na gasolina será discutido em maio

    Aumento de 30% para 32% será proposto em reunião do Conselho Nacional de Política Energética. Medida seria temporária, com duração inicial de 180 dias.

    Economia – O ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira, anunciou, nesta sexta-feira (24), que o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% será analisado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para maio.

    De acordo com o governo, a medida pode reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para eliminar a dependência externa do país no abastecimento do combustível, colocando o Brasil em condição de autossuficiência.

    O ministro informou, ainda, que a iniciativa terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada por igual período mediante decisão do CNPE.

    Segundo o ministério, a proposta deve melhorar a logística do setor, ao liberar infraestrutura atualmente utilizada para importação de gasolina. Isso pode aumentar a eficiência na distribuição de outros derivados, como o diesel.

    A proposta faz parte das diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, marco regulatório que busca ampliar o uso de energias renováveis e reduzir emissões no setor de transportes. Em agosto de 2025, a mesma diretriz ampliou o teor de etanol na gasolina de 27,5% para os atuais 30%.

    Desta vez, em particular, a mudança acontece em um momento sensível do mercado internacional de combustíveis. A guerra no Oriente Médio afetou diretamente o preço do petróleo e deixou a gasolina mais cara em todo o mundo. O governo tem adotado medidas emergenciais para conter os efeitos dessa instabilidade, incluindo redução de impostos e concessão de subsídios. A mistura de 32% será o próximo passo.

    Fonte: G1

  • Conta de luz: com menos chuvas, Aneel define bandeira tarifária amarela em maio

    Categoria significa que há condições menos favoráveis de geração de energia, com cobrança adicional na tarifa. Aneel registra menos chuvas e acionamento de termelétricas.

    Economia – A bandeira tarifária para o mês de maio será amarela, anunciou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta sexta-feira (24). Isso representa um adicional de R$ 1,88 a cada 100kWh na tarifa.

    Entre janeiro e abril, a bandeira tarifária foi mantida na cor verde, devido a índices considerados satisfatórios nos reservatórios das usinas hidrelétricas

    Em nota, a agência destacou que “os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.

     O sistema de cores da Aneel sinaliza as condições de geração de energia. Se chove pouco e as hidrelétricas geram menos, é preciso acionar usinas termelétricas, que são mais caras.

    Para pagar por essas usinas, a Aneel aciona as bandeiras amarela, vermelha 1 ou vermelha 2, com taxas extras na conta de luz.

    Cada bandeira tarifária acionada pela Aneel pode gerar um custo extra ao consumidor:

    • 🟩bandeira verde (condições favoráveis de geração de energia) – sem custo extra;
    • 🟨bandeira amarela (condições menos favoráveis) – R$ 18,85 por MWh (megawatt-hora) utilizado (ou R$ 1,88 a cada 100kWh);
    • 🟥bandeira vermelha patamar 1 (condições desfavoráveis) – R$ 44,63 por MWh utilizado (ou R$ 4,46 a cada 100 kWh);
    • 🟥bandeira vermelha patamar 2 (condições muito desfavoráveis) – R$ 78,77 por MWh utilizado (ou R$ 7,87 a cada 100 kWh).

    Fonte: G1

  • Aneel aprova reajuste na conta de luz para nove estados

    Cerca de 21,95 milhões de unidades consumidoras serão impactadas com a recomposição tarifária.

    Economia – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou na quarta-feira (22) reajuste nas tarifas de distribuidoras de energia elétrica de nove estados do Brasil. Com a recomposição tarifária, cerca de 21,95 milhões de unidades consumidoras terão aumento na conta de luz.

    A maior alta média foi autorizada para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Santa Cruz, que atende aproximadamente 527 mil imóveis em 45 municípios de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Para unidades de alta tensão, como indústrias, o reajuste é de 9,71%, enquanto para baixa tensão, como residências, o aumento é de 17,86%.

    A Energisa Mato Grosso do Sul (MS) registrou a segunda maior recomposição média. A companhia fornece energia elétrica a cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras no estado. O aumento de alta tensão é de 12,39% e de baixa tensão é de 11,98%.

    Para a CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de imóveis em 234 municípios de São Paulo, foi autorizada a correção tarifária de 18,75% para alta tensão e 9,25% para baixa tensão.

    A Energisa recebeu aval para aumentar a tarifa em 10,42% para alta tensão e em 5,27% para baixa tensão em Mato Grosso, onde é responsável pelo fornecimento de energia a mais de 1,7 milhão de imóveis. Já em Sergipe, onde a companhia atende mais de 919 unidades consumidoras, a elevação é de 12,36% para alta tensão, e de 5,24% para baixa tensão.

    Encarregada pela distribuição de energia a cerca de 6,92 milhões de imóveis na Bahia, a Neoenergia Coelba foi autorizada a recompor a tarifa em 10,21% para alta tensão e em 4,19% para baixa tensão.

    Enel Distribuição Ceará, responsável pelo fornecimento a mais de 4,11 milhões de unidades no estado, tem aval para elevar tarifa em 9,61% para alta tensão e em 4,67% para baixa tensão.

    À Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia Cosern), que atende mais de 1,6 milhão de imóveis em 167 municípios do estado, foi autorizado aumento de 10,90% para alta tensão e de 3,74% para baixa tensão.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Novas regras do Minha Casa, Minha Vida passam a valer nesta quarta; veja o que muda

    Operações serão feitas pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Mudanças nas faixas do programa favorecem principalmente a classe média e facilitam o acesso à casa própria.

    Economia – A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começam, nesta quarta-feira (22), a financiar imóveis com as novas regras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance do programa para imóveis de até R$ 600 mil e para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

    Na prática, também elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas do programa, facilitando a compra de unidades maiores ou melhor localizadas, com juros abaixo dos praticados no mercado.

    Especialistas consultadas pelo g1 afirmam que as novas regras devem favorecer principalmente a classe média, permitindo que uma parcela significativa volte a buscar e financiar imóveis. Até então, esse grupo enfrentava restrições maiores, diante de juros elevados e das limitações do MCMV.

    Segundo o governo federal, ao menos 87,5 mil famílias brasileiras devem ser beneficiadas com taxas mais baixas.

    Entenda as mudanças — e como ampliam o acesso aos imóveis

    💰 1. Novos limites de renda por faixa

    • Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200
    • Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000
    • Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600
    • Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000

    Os juros cobrados nos financiamentos dentro do programa aumentam gradualmente conforme a faixa de renda. Dessa forma, a ampliação dos limites beneficiou diretamente famílias que estavam próximas das faixas de corte e que passam a ter acesso a juros menores.

    • 🏠 EXEMPLO 1: Quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e se enquadrava na faixa 3 passa agora para a faixa 2. Esse grupo tinha acesso a juros de 8,16% ao ano. Agora, passa a ter taxas de 7% ao ano, explica a advogada Daniele Akamine, especialista em mercado imobiliário.
    • 🏘️ EXEMPLO 2: Quem tinha renda entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600 e se enquadrava na faixa 4 passa agora para a faixa 3. Esse grupo tinha acesso a juros de cerca de 10% ao ano. Agora, passa a ter taxas de até 8,16% ao ano.

    🏢 2. Novos valores máximos dos imóveis

    • Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade;
    • Faixa 3: de até R$ 350 mil para até R$ 400 mil;
    • Faixa 4: de até R$ 500 mil para até R$ 600 mil.

    O valor máximo dos imóveis financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também aumentou, o que permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas.

    • EXEMPLO 1: Quem se enquadra na faixa 3 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 400 mil dentro do programa, um aumento de R$ 50 mil em relação ao limite anterior. Na prática, isso amplia o leque de opções a uma nova prateleira de imóveis.
    • 🏘️ EXEMPLO 2: Quem se enquadra na faixa 4 passa a ter acesso a imóveis de até R$ 600 mil dentro do MCMV, um acréscimo de R$ 100 mil em comparação com o limite anterior. O efeito, nesse caso, é semelhante: amplia o acesso a imóveis de padrão mais elevado.

    Na prática, as novas regras ampliam a capacidade de compra das famílias, afirma a advogada Daniele Akamine. Antes da atualização, os limites não acompanhavam a alta dos preços dos imóveis.

    Quais são os efeitos das mudanças?

    Segundo o governo, a atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 do programa e outras 8,2 mil na faixa 4.

    Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos de Construção do FGV Ibre, afirma que o movimento ocorre em meio a um cenário desafiador para parte da classe média.

    Até abril de 2025, o MCMV alcançava, no máximo, famílias da faixa 3, com renda de até R$ 8 mil — limite ampliado para R$ 8,6 mil naquele mês. Em maio, foi criada a faixa 4, estendendo o programa a famílias com renda de até R$ 12 mil, com juros mais altos, mas ainda abaixo dos praticados no mercado.

    As mudanças de abril de 2026 ampliaram o alcance do MCMV para rendas de até R$ 13 mil. Na prática, o teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano.

    No entanto, a renda média fora do programa sofreu bastante, porque as taxas de financiamento ficaram mais altas.”

    Dados do Ministério das Cidades, compilados por Ana Castelo, mostram que as contratações da faixa 3 dispararam nos últimos anos e ganharam mais relevância dentro do programa.

    Fonte: G1

  • Feira reúne destaques do setor fluvial e prevê investimentos em Manaus

    NN Logística acontece entre 22 e 23 de abril, em Manaus, e deve reunir mais de 7 mil visitantes, 100 expositores e cerca de 400 marcas para discutir o desenvolvimento da navegação interior e inovações.

    Manaus – Manaus recebe, entre os dias 22 e 24 de abril, a NN Logística, maior feira da indústria fluvial da América Latina. O evento será realizado no Centro de Convenções Vasco Vasques e deve reunir mais de 7 mil visitantes, 100 expositores e cerca de 400 marcas. A proposta é discutir o desenvolvimento da navegação interior, inovação e investimentos no setor logístico.

    A programação inclui o “Diálogos Hidroviáveis”, nos dias 22 e 23, que reúne representantes do setor público, empresários e especialistas para debater soluções para as hidrovias no Brasil. O encontro tem curadoria da Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação e da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior.

    Entre os temas discutidos estão políticas públicas, modernização da frota, transição energética, impactos climáticos e o papel da indústria naval no desenvolvimento regional. A abertura contará com representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Infra S.A.

    Entre os destaques da feira está a empresa Super Terminais, patrocinadora master do evento, que anunciou investimento de R$ 400 milhões em 2026. O plano inclui modernização de operações e projetos de transição energética.

    Um dos principais projetos é a implantação de uma usina de gás natural para operações portuárias na região Norte, com investimento de R$ 30 milhões. A iniciativa pode reduzir cerca de 17 mil toneladas de CO₂ por ano.

    A empresa também avança na construção de um novo porto em Itacoatiara, com foco no escoamento da produção agrícola.

    A feira contará com a participação de grandes empresas internacionais. A AkzoNobel vai apresentar soluções em revestimentos navais, incluindo um novo produto anticorrosivo.

    Já a Yanmar destaca crescimento no setor marítimo e deve apresentar motores voltados às operações na Amazônia.

    Outras empresas confirmadas incluem Caterpillar, Cummins, Mitsubishi e Volvo Penta.


    Fonte e Foto: G1 Amazonas