Categoria: Economia

  • Brasil começa a importar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE

    Cachaça e carnes bovina e de aves já são exportadas com alíquota zero.

    Economia – O Brasil começou a importar queijo com alíquotas reduzidas após a entrada em vigor do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE), em 1º de maio. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o país também passou a exportar carne bovina, carne de aves e cachaça com alíquota zero para o mercado europeu.

    O Brasil registrou as primeiras operações de importação de chocolates e tomates dentro das regras do acordo. Os pedidos fazem parte das primeiras licenças comerciais aprovadas pelo Ministério dentro das cotas tarifárias previstas no tratado.

    Segundo o Mdic, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) já autorizou seis licenças de importação para produtos europeus e oito licenças de exportação para mercadorias brasileiras desde o início da vigência do acordo.

    Produtos europeus

    Entre os produtos importados estão queijos, chocolates e tomates originários da União Europeia. No caso dos queijos, o acordo já garantiu redução tarifária imediata, com a alíquota caindo de 28% para 25,2% dentro da preferência negociada.

    Para chocolates e tomates, as reduções ocorrerão gradualmente a partir de 2027. Até lá, permanecem válidas as tarifas atualmente aplicadas no comércio entre os blocos.

    As operações seguem regras específicas de licenciamento e certificação por meio do Portal Único Siscomex, sistema utilizado para controle do comércio exterior brasileiro.

    Exportações liberadas

    Do lado brasileiro, as primeiras licenças contemplaram exportações de carne bovina fresca, carne bovina congelada, carne de aves desossada e cachaça.

    Segundo o MDIC, as exportações de carne de aves e cachaça passam a entrar no mercado europeu com tarifa zero dentro das cotas estabelecidas pelo acordo.

    No caso da carne bovina, o tratado ampliou o acesso do produto brasileiro ao mercado europeu. A chamada Cota Hilton, mecanismo existente antes do acordo, teve a tarifa reduzida de 20% para zero nos cortes nobres exportados pelo Brasil.

    Além disso, foi criada uma nova cota de 99 mil toneladas compartilhada entre os países do Mercosul, com redução tarifária nas vendas ao bloco europeu. Antes do acordo,  as exportações fora da Cota Hilton estavam sujeitas à tarifa de 12,8% mais 304,10 euros a cada 100 quilos. Agora, passam a pagar tarifa intracota de 7,5%.

    Comércio ampliado

    O governo afirma que a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia já opera sem restrições quantitativas e com redução ou eliminação de tarifas.

    Segundo o Mdic, mais de 5 mil linhas tarifárias (alíquotas de cada código numérico de produto) passaram a ter tarifa zero para exportações destinadas à União Europeia. No Mercosul, mais de 1 mil linhas tarifárias operam com isenção para produtos europeus.

    As cotas tarifárias representam parcela reduzida do comércio bilateral, equivalente a cerca de 4% das exportações brasileiras e 0,3% das importações.

    Sistema operacional

    As operações estão sendo executadas por meio do Portal Único Siscomex, que centraliza os pedidos de licença e certificação para empresas importadoras e exportadoras.

    De acordo com o governo, toda a regulamentação necessária para implementação das cotas foi concluída antes da entrada em vigor do acordo, garantindo o funcionamento pleno do sistema desde o primeiro dia de vigência do tratado.



    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Aplicação a partir de R$ 1, rendimento atrelado à Selic: como funciona o novo Tesouro Reserva

    Investimento do Tesouro Direto é lançado oficialmente nesta segunda-feira como alternativa à poupança, aos CDBs e às caixinhas digitais dos bancos. Entenda regras e como aplicar.

    Economia – Um novo tipo de investimento do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para aplicação em títulos públicos, já está disponível para investidores que buscam alternativas mais simples e com previsibilidade de rendimento.

    O Tesouro Reserva é lançado oficialmente nesta segunda-feira (11) como alternativa à poupança, aos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) e às caixinhas digitais dos bancos. O novo título permite aplicações a partir de R$ 1 e tem rentabilidade atrelada à taxa básica de juros, a Selic.

    Alguns clientes do Banco do Brasil (BB) já tiveram acesso ao investimento durante a fase de testes. A liberação integral para os correntistas começou na última quinta-feira (7). Hoje, ocorre o tradicional toque da campainha na B3, a bolsa de valores brasileira, dando início à oferta do título ao público geral.

    O que é o Tesouro Reserva?

    É um novo título de dívida pública do Tesouro Direto, plataforma do governo federal para investimentos em papéis públicos. Segundo o Ministério da Fazenda, o produto foi criado para formação de reserva financeira, “com foco em simplicidade e previsibilidade”.

    Quais as condições de aplicação e resgate?

    O Tesouro Reserva terá investimento mínimo de R$ 1. Segundo especialistas, isso democratiza e facilita o acesso por investidores iniciantes.

    O sistema permite investir e resgatar o dinheiro a qualquer hora do dia, todos os dias da semana, inclusive com possibilidade de transferência via PIX.

    O vencimento do papel será de 3 anos, mas o resgate pode ser feito a qualquer momento, sem descontos.

    Qual a rentabilidade e o risco?

    O novo título terá rendimento atrelado à Selic, a taxa básica de juros da economia, atualmente em 14,50% ao ano. Ainda não foi detalhado, porém, se a rentabilidade será equivalente a 100% da taxa.

    Por ser um título público de renda fixa emitido pelo governo federal, o investimento é considerado de baixo risco. Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o produto mira quem “quer rentabilidade, mas também quer segurança”.

    Onde e como investir?

    O investimento já está disponível para clientes do Banco do Brasil, que desenvolveu o produto em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional.

    Segundo o Ministério da Fazenda, a oferta do título em outras instituições financeiras dependerá da adesão e implementação por parte de cada banco.

    A pasta acrescenta que, para investir, o processo segue o fluxo tradicional do Tesouro Direto: o cliente do Banco do Brasil deve acessar a área do Tesouro Direto no aplicativo de investimentos, selecionar o Tesouro Reserva, definir o valor da aplicação e confirmar a operação.

    Nos demais bancos, a operação deverá funcionar de forma semelhante após a disponibilização do título.

    Por que concorre com CDBs?

    Por ser um investimento prático, com valor mínimo baixo, resgate a qualquer momento e rendimento atrelado à Selic, o Tesouro Reserva se torna uma alternativa interessante aos CDBs, às caixinhas digitais e à poupança, dizem especialistas

    Quais são as taxas e impostos?

    Como qualquer investimento do Tesouro Direto, o Tesouro Reserva também está sujeito à tabela regressiva do Imposto de Renda aplicada aos investimentos de renda fixa.

    Nesse modelo, a alíquota começa em 22,5% para aplicações de até 180 dias e cai gradualmente até 15% para investimentos mantidos por mais de dois anos.

    • Até 180 dias de investimento, 22,5%;
    • De 181 a 360 dias de investimento, 20%;
    • De 361 a 720 dias de investimento, 17,5%;
    • Acima de 720 dias, 15%.

    Além do IR, também há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em caso de resgate nos primeiros 30 dias da aplicação. Após esse período, o imposto deixa de ser aplicado.

    Além disso, o investimento tem taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano. No entanto, aplicações de até R$ 10 mil são isentas dessa cobrança.

    Fonte: G1

  • Brasil já alcançou 50% da cota de carne bovina na China

    Salvaguarda prevê a aplicação de uma tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira a partir do terceiro dia após as importações atingirem 100% da cota estipulada.

    Economia – A China informou no domingo (10) que as importações de carne bovina brasileira já atingiram 50% da cota prevista no mecanismo de salvaguarda estabelecido pelo Ministério do Comércio do país asiático. Segundo comunicado oficial, a marca foi alcançada no último sábado (9).

    De acordo com o governo chinês, o Anúncio nº 87 de 2025 prevê a aplicação de uma tarifa de 55% sobre a carne bovina brasileira a partir do terceiro dia após as importações atingirem 100% da cota estipulada.

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) afirmou à CNN que ainda não recebeu comunicação oficial sobre o avanço da utilização da cota, mas que o cenário já era esperado pelo setor.

    Segundo a entidade, a estimativa é de que a China já tenha recebido mais de 60% da cota de carne bovina brasileira neste ano.

    Dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostram que, entre janeiro e o fim de abril, o mercado chinês respondeu por 43,5% da carne bovina exportada pelo Brasil, configurando como principal destino.

    Na comparação com os quatro primeiros meses de 2025, o volume exportado para a China avançou 28,8%.

    Segundo a ABIEC, a contagem utilizada pelas autoridades chinesas difere dos dados brasileiros devido ao chamado “transit time”, período médio de cerca de 45 dias necessário para a chegada da carne brasileira ao mercado chinês.

    Para o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o comunicado reforça a expectativa de esgotamento da salvaguarda em meados de junho. Segundo ele, caso a cota seja atingida nesse período, “o Brasil vai conviver com as exportações bem mais discretas para a China a partir da metade de final de junho e isso vai se estender até meados de outubro”, quando o país asiático deverá retomar as compras com foco na composição da cota de 2027.

    De acordo com o analista, o período pode resultar em três meses de volumes mais baixos de exportação de carne bovina pelo Brasil.

    Procurado, o Ministério da Agricultura não respondeu até o fechamento da reportagem.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Após operação nacional, preços da gasolina e etanol recuam em Manaus

    Fiscalização da Operação Consumo Seguro pressiona postos e combustíveis registram queda de até R$ 0,70 na capital amazonense.

    Economia – Os preços da gasolina comum e do etanol apresentaram queda em Manaus após a deflagração da Operação Consumo Seguro, realizada em todo o país para fiscalizar possíveis abusos na comercialização de combustíveis. Na capital amazonense, a gasolina, que chegou a ser vendida a R$ 7,59, passou a ser encontrada por até R$ 6,89. Já o etanol caiu de R$ 5,59 para R$ 4,99 em alguns postos.

    A redução representa uma queda de R$ 0,70 no litro da gasolina e de R$ 0,60 no etanol, após dias de forte pressão sobre os preços e denúncias de aumentos considerados abusivos por consumidores e entidades do setor econômico.

    Operação mirou possíveis irregularidades

    A Operação Consumo Seguro foi coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, com apoio da Delegacia Especializada em Crimes contra o Consumidor (Decon), do Procon Amazonas e do Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas.

    Além da fiscalização de produtos vencidos e possíveis adulterações, a ação também analisou a evolução dos preços dos combustíveis nos últimos meses para identificar práticas abusivas contra consumidores.

    Alta histórica acendeu alerta

    Nesta semana, o preço da gasolina em Manaus atingiu o maior patamar desde 2022, durante o período mais crítico da pandemia. No interior do Amazonas, o combustível já se aproxima dos R$ 9 por litro em alguns municípios.

    O aumento gerou reação de vereadores, entidades empresariais e representantes do transporte coletivo. O Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Amazonas defenderam medidas emergenciais para conter os reajustes.

    Mercado ainda enfrenta falta de transparência

    Em Manaus, o abastecimento ocorre principalmente por meio da Refinaria da Amazônia e de combustíveis importados pelas distribuidoras.

    Segundo dados da refinaria, a gasolina sem tributos estava sendo comercializada a R$ 4,51 para distribuidoras. Já o etanol era vendido a cerca de R$ 5,28, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

    Especialistas apontam que a diferença entre os preços praticados pelas distribuidoras e os valores repassados aos consumidores finais dificulta a compreensão do mercado e abre espaço para distorções. Contratos diferentes entre postos e fornecedores também influenciam diretamente no preço final ao consumidor.

    Consumidor segue atento

    Apesar da redução observada após a operação, consumidores ainda demonstram preocupação com a instabilidade dos preços. A expectativa agora é que a fiscalização mantenha pressão sobre o setor para evitar novos aumentos considerados injustificados.

  • Renda recorde e desemprego baixo: por que o brasileiro segue endividado, mesmo ganhando mais?

    Resposta vai além do salário, da oferta de emprego ou de uma economia aquecida. Fatores como o custo de vida elevado, o crédito caro e a dependência de financiamentos explicam o fenômeno.

    Economia – Nesta semana, o governo federal lançou o Novo Desenrola Brasil, segunda edição de seu programa de renegociação de dívidas, voltado a aliviar a pressão financeira das famílias. A iniciativa prevê impactar até cerca de 20 milhões de pessoas, com a expectativa de renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas, entre débitos antigos e novos.

    O endividamento das famílias brasileiras — como financiamentos, cartões de crédito e empréstimos — segue em trajetória de alta e atingiu 80,9% em abril, o maior nível da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    A inadimplência (que são as dívidas em atraso) também permanece elevada, em 29,6% das famílias.

    O cenário de alto endividamento contrasta com indicadores econômicos que, à primeira vista, sugerem um quadro favorável: desemprego em mínima histórica, renda média em alta e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) pelo quinto ano consecutivo.

    No trimestre encerrado em março, o mercado de trabalho chegou a uma taxa de desemprego de 6,1% — o menor patamar para o período — e o rendimento médio mensal para acima de R$ 3.722, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A resposta vai além do salário, da oferta de emprego ou de uma economia aquecida. Fatores como o custo de vida elevado, o crédito caro e a dependência de financiamentos para sustentar o consumo ajudam a explicar o fenômeno.

    Aperto financeiro

    Após o impacto da pandemia na economia, o Brasil adotou juros historicamente baixos para estimular a economia. Em outubro de 2020, a taxa Selic chegou a 2% ao ano, o que facilitou o acesso ao crédito e ajudou a reaquecer a economia durante a crise.

    Mas, com a reabertura nos anos seguintes, entre 2021 e 2022, a inflação disparou. O Banco Central foi obrigado a mudar bruscamente de direção e subir os juros. A forma de conter os preços é encarecer novamente o crédito e reduzir o ímpeto de consumo do brasileiro.

    O ciclo de altas de juros foi agressivo, o que levou a Selic para 13,75% ao ano em agosto de 2022. Uma das heranças do incentivo ao consumo foi um maior endividamento das famílias

    Em maio de 2023, o governo federal lançou o primeiro Desenrola. O programa conseguiu reduzir temporariamente a inadimplência, com a renegociação de R$ 53,2 bilhões em dívidas de 15 milhões de brasileiros.

    A aposta era que, com a queda dos juros iniciada naquele momento (de 13,75% para cerca de 10,50% ao ano até meados de 2024), as famílias conseguiriam reorganizar as finanças.

    Mas esse alívio não se sustentou. Ao longo de 2024 e, principalmente, em 2025, as incertezas na economia global — como a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos — fizeram os preços subirem novamente.

    Resultado: o BC voltou a agir e a taxa básica de juros do país chegou a 15% ao ano em junho de 2025, o maior patamar desde 2006.

    Segundo o economista Flávio Ataliba, pesquisador do FGV Ibre, mesmo a melhora recente no mercado de trabalho não foi suficiente para aliviar o orçamento das famílias.

    Embora o desemprego tenha caído e a renda tenha crescido, o custo de vida continua maior que anos atrás e há o peso das dívidas. “É perfeitamente possível ter um mercado de trabalho aquecido e, ao mesmo tempo, famílias mais endividadas”, afirma.

    Muitas famílias ainda carregam dívidas acumuladas desde a pandemia. Dados do Banco Central indicam que o comprometimento da renda das famílias com dívidas, especialmente bancárias, chegou a 29,3% em janeiro deste ano, o maior nível da série histórica.

    Com mais dívidas a pagar, o orçamento continua apertado. Na prática, qualquer renda extra acaba sendo direcionada para despesas básicas, como alimentação, moradia, transporte e pagamento de dívidas acumuladas, sem gerar alívio financeiro.

    Dados de uma pesquisa Quaest apontam que 71% dos brasileiros dizem conseguir comprar menos do que há um ano, enquanto 11% afirmam comprar mais e 17% não veem diferença.

    “As famílias sentem a economia principalmente pelos itens mais frequentes do orçamento, sobretudo os alimentos”, afirma.

    Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, mostram esse cenário:

    • No início do Desenrola, em maio de 2023, a alta nos preços dos alimentos, considerando os 12 meses anteriores, acumulava 5,54%.
    • Depois, o índice seguiu em trajetória de aceleração com algumas quedas pontuais e chegou a 7,81% em abril de 2025.
    • No mesmo período, a inflação (a alta de preços em toda a economia) alcançou 5,53%, maior nível desde janeiro de 2023 (5,77%).

    Os dados do instituto também revelam forte volatilidade nos preços de vários alimentos básicos nos últimos anos, com alguns itens registrando picos de inflação muito acima da inflação geral.

    O arroz teve a maior alta, chegando a 74,14% no acumulado em 12 meses em janeiro de 2021, enquanto feijão, leite, frutas e hortaliças também registraram aumentos expressivos acima de 20% em diferentes períodos.

    Mais recentemente, as carnes passaram a liderar a inflação entre os alimentos básicos, com alta acumulada de 21,17% em janeiro de 2025.

    Além disso, os brasileiros estão com menos renda disponível após pagar pelas despesas básicas. Em março deste ano, os gastos com itens essenciais consumiam 41,8% do orçamento das famílias, pressionados principalmente por habitação, transportes, saúde, educação e alimentação, segundo dados do IBGE compilados pela Tendências Consultoria.

    Isso significa que uma parcela maior da renda das famílias está sendo usada para cobrir gastos básicos do dia a dia, sobrando menos dinheiro para consumo, lazer, poupança ou pagamento de dívidas.

    Com o orçamento mais pressionado, o poder de compra diminui e cresce a dificuldade para sair do endividamento.

    Além do cenário econômico, o comportamento financeiro também ajuda a explicar por que o endividamento segue alto no país, mesmo com sinais recentes de melhora no emprego e na renda.

    Para a economista Olívia Resende, especialista em finanças e economia comportamental, o chamado viés do presente ajuda a explicar por que o consumo segue forte mesmo diante de juros elevados.

    Fonte: G1

  • Preços globais dos alimentos sobem pelo terceiro mês consecutivo

    Índice da FAO registra alta de 1,6% em abril impulsionado por custos de energia e transporte.

    Economia – Os preços mundiais dos alimentos subiram pelo terceiro mês consecutivo em abril, segundo acompanhamento da FAO – Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. O índice da agência registrou 130,7 pontos no mês, o que representa um aumento de 1,6% em relação ao nível revisado de março e de 2% ante abril de 2025.

    Os aumentos foram causados principalmente pelos custos de energia e transporte relacionados à guerra no Oriente Médio.

    “Apesar das interrupções ligadas à crise no Estreito de Ormuz, os sistemas agroalimentares globais continuam demonstrando resiliência. Os preços dos cereais aumentaram apenas moderadamente até o momento, sustentados por estoques relativamente robustos e suprimentos adequados das safras anteriores. Os óleos vegetais, no entanto, estão experimentando aumentos de preços mais acentuados, impulsionados principalmente pelos preços mais altos do petróleo, que estão aumentando a demanda por biocombustíveis e exercendo pressão adicional sobre os mercados de óleos vegetais”, afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, em nota.

    O subíndice de cereais subiu 0,8% em relação a março e 0,4% em relação ao ano anterior, refletindo preços mais altos dos principais cereais, com exceção do sorgo e da cevada. O trigo subiu 0,8% e o milho, 0,7%, enquanto isso, o arroz teve alta de 1,9%.

    O indicador para óleos vegetais da FAO subiu 5,9% em abril, atingindo seu nível mais alto desde julho de 2022. A alta foi impulsionada pelos preços mais altos dos óleos de palma, soja, girassol e canola.

    O subíndice de carnes teve elevação de 1,2%, com pico de preços da carne bovina, impulsionados pela oferta limitada de gado pronto para abate no Brasil, refletindo a reconstrução contínua dos rebanhos, afirma a FAO.

    Na ponta contrária, o indicador para lácteos recuou 1,1% no mês e o de açúcar, 4,7%. Ambos foram relacionados a maior oferta global.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • ‘Ganhei na loteria e continuei devendo’: por que limpar o nome não basta para tirar os brasileiros das dívidas

    Programas de renegociação podem aliviar a inadimplência, mas histórias reais mostram que o crédito fácil e a falta de educação financeira seguem empurrando brasileiros para o vermelho.

    Economia – As sextas-feiras eram sagradas para o empresário Delano Zonta: dia de apostar na loteria. Segundo ele, o jogo era uma tentativa de aliviar um orçamento já sufocado por dívidas.

    Mais de uma vez, Zonta misturou contas pessoais com as da empresa, e chegou a sacar todo o dinheiro do negócio para comprar um carro novo. Mas foi o uso desenfreado do cartão de crédito que fez sua vida financeira sair do controle.

    “Eu gastava no cartão mais do que conseguia pagar. Quando a fatura vinha, entrava no cheque especial e dizia para mim mesmo que depois tentaria resolver”, diz.

    Com ajuda de um amigo gerente de banco, o empresário contratou novos empréstimos para quitar dívidas antigas. Assumiu parcelas maiores do que podia pagar e entrou em um novo ciclo de endividamento, somando cartão de crédito, cheque especial e novos empréstimos para cobrir os anteriores.

    Zonta já havia falido três vezes e acumulava mais de R$ 230 mil em dívidas. Até que a sorte bateu à porta do empresário: em um sábado, quando tinha apenas R$ 42 na conta, ganhou R$ 35 mil na quina da Mega-Sena.

    Com as contas zeradas, o empresário ainda devia mais de R$ 216 mil. “Aquele foi um dos piores dias da minha vida, com um sentimento enorme de fracasso. Mas também foi o dia em que decidi que não dava mais para continuar assim”, afirma.

    Naquela noite, Delano começou a estudar o funcionamento do sistema bancário. Separou as dívidas, organizou o orçamento e passou a cuidar melhor do dinheiro. A esposa foi fundamental no processo.

    Foram quase quatro anos até que Delano Zonta conseguisse honrar todos os seus compromissos: a última parcela, de R$ 316, foi paga em janeiro de 2020. No mesmo ano, o empresário iniciou a formação como planejador financeiro — e agora vive, justamente, de educação financeira.

    Zonta é um dos milhares de brasileiros que já ficaram endividados no país. Agora, como planejador financeiro, alerta: de nada adianta a renegociação para aqueles que continuam com os mesmos padrões de comportamento.

    “O problema do Brasil e do endividamento não é só a falta de crédito ou os juros altos. O problema é que as pessoas não aprendem ‘na base’ [quando crianças] a lidar com dinheiro, e isso se reflete na vida toda”, diz.

    O debate sobre o nível de endividamento do país voltou a ganhar força após o governo federal lançar, no início da semana, o Desenrola 2.0 — novo programa de renegociação de dívidas.

    O programa promete reduzir débitos atrasados e ajudar a limpar o nome de milhões de brasileiros. Dados recentes do Serasa, por exemplo, indicaram mais de 80 milhões de endividados no país.

    Mas, para quem já esteve muito endividado e conseguiu se reorganizar, uma medida como essa tem efeito limitado.

    Para uma minoria, pode até ser positivo, porque vai liquidar a dívida e evitar novas quedas no endividamento. Mas, do ponto de vista estrutural, é apenas enxugar gelo”, completa.

    A planejadora financeira Mônica Cardoso concorda e diz que as renegociações demandam alguma cautela por parte dos endividados, para que uma dívida resolvida agora não se transforme em outra no futuro.

    “Infelizmente, uma reserva não vai sanar o problema. É preciso cuidado para não se endividar de novo depois de um ou dois anos”, diz.

    Segundo Wagner Pagliato, coordenador do curso de ciências contábeis da Unicid, casos de endividamento crônico costumam estar ligado à falta de alinhamento nas decisões de consumo e à pressão social para manter um padrão de vida acima da renda.

    Esse “sufocamento” financeiro pode afetar até a saúde. “O endividamento pode gerar estresse, ansiedade, sensação de culpa e até negação da situação financeira. A dívida deixa de ser apenas uma questão financeira e passa a envolver comportamento, hábitos e saúde emocional”, completa.

    Fernanda* foi uma das vítimas de um imprevisto. Sua vida financeira mudou no fim de 2024, quando teve o celular roubado. Além de mais de R$ 40 mil em compras no cartão de crédito, criminosos também contrataram um empréstimo de R$ 150 mil em seu nome.

    Quando o empréstimo foi feito pelos criminosos, seu nome ficou negativado, e o banco usou todo o dinheiro disponível em conta para quitar parte da dívida.

    “Entrei no cheque especial e fui ficando cada vez mais no vermelho, principalmente por causa dos juros. Uma dívida de R$ 30 mil que eu tinha no cartão se transformou em R$ 112 mil”, conta.

    Fernanda afirma que avalia se inscrever no Desenrola 2.0 para tentar resolver o problema. “A verdade é que ninguém quer ficar com o nome sujo. Quero resolver essa situação”, comenta.

    Além de eventos imprevistos, especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o endividamento muitas vezes ocorre por motivos emocionais ou familiares.

    A secretária Tatiana*, por exemplo, conta que viu suas finanças entrarem em colapso após um relacionamento que terminou mal. Ao tentar ajudar o então parceiro, ela acabou comprometendo seu benefício do INSS e assumindo dívidas maiores do que podia pagar.

    Eu estava apaixonada e não percebi que fui induzida a pegar um empréstimo consignado para ajudá-lo a montar o negócio dele. Depois ainda fomos fazer uma viagem de cruzeiro em que eu acabei pagando tudo. Parcelei e fui me endividando”, conta ela.

    Apesar das dívidas no cartão de crédito, ela continuou tendo acesso ao crédito com facilidade. Pegou novos empréstimos para quitar débitos anteriores, com linhas de crédito pessoal e até um limite maior no cheque especial.

    Com uma dívida de quase R$ 100 mil, a secretária conta que precisou mudar hábitos de consumo e, com a ajuda de uma planejadora financeira, decidiu tirar as contas do débito automático. O objetivo era juntar recursos para tentar negociar melhores descontos com os bancos.

    Fonte: G1

  • Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 36 milhões nesta quinta-feira

    Apostas podem ser feitas até as 20h, horário de Brasília.

    Economia – As seis dezenas do concurso 3.005 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

    O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 36 milhões.

    As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa e pelo aplicativo da Caixa.

    O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

    Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

    O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.


    Fonte e Foto: Agência Brasil

  • Petróleo despenca 10% e fica abaixo de US$ 100 com negociações EUA-Irã

    Movimento ocorre após notícias indicarem que Estados Unidos e Irã estariam perto de um acordo para encerrar a guerra no Golfo.

    Economia – Os preços dos contratos futuros de petróleo despencam na manhã desta quarta-feira (6), após notícias indicarem que Estados Unidos e Irã estariam perto de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar a guerra no Golfo.

    A Informação veio através de uma fonte do Paquistão, mediador das negociações, familiarizada com as mesmas.

    Às 08h da manhã (pelo horário de Brasília), o barril Brent recuava 10,26%, cotado abaixo dos US$ 100, aos US$ 98,37.

    Segundo a Reuters, a fonte paquistanesa afirmou que uma reportagem anterior do veículo de mídia norte-americano Axios sobre o memorando proposto é precisa. A reportagem do Axios citou duas autoridades norte-americanas e outras duas fontes familiarizadas com as discussões.

    “Vamos fechar isso muito em breve. Estamos chegando perto”, declarou a fonte paquistanesa.

    O site Axios noticiou na quarta-feira que a Casa Branca acredita estar perto de um memorando de uma página para encerrar a guerra com o Irã, depois que o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu uma missão naval de três dias para reabrir o Estreito de Ormuz.

    Segundo a reportagem do Axios, os EUA esperam respostas iranianas sobre vários pontos-chave nas próximas 48 horas. O Departamento de Estado norte-americano e a Casa Branca não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

    Ainda nesta quarta, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã disse que o trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz será garantido com o fim das ameaças dos EUA e com a implantação de novos procedimentos.



    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • A Alquimia Chega a Manaus: Inauguração da SA Boutique Artesanal no dia 15 de Maio

    Prepare-se para uma experiência sensorial sem precedentes.

    Economia – No dia 15 de maio, a SA Boutique Artesanal abre oficialmente suas portas, trazendo ao mercado uma nova dimensão para a perfumaria, onde cada essência é transmutada em emoção pura. Com um conceito que funde arte, natureza e ciência, a boutique nasce dedicada a criar fragrâncias que transcendem o aroma, tornando-se um verdadeiro manifesto de personalidade e presença.

    Imagem: divulgação

    A Arte de Vestir Emoções
    Na SA Boutique Artesanal, o ato de se perfumar é reinterpretado: é vestir memórias e despertar sensações únicas. Cada frasco guarda segredos da natureza, combinando a delicadeza das flores, a força das madeiras, o mistério das resinas e o calor das especiarias para criar experiências inesquecíveis.
    Perfumaria como Identidade e Aura
    Um perfume com o selo SA não é apenas um cheiro; é identidade e arte viva na pele. Inspirada na alquimia, onde o comum se torna precioso, nossa curadoria transforma notas olfativas em uma expressão singular de quem você é. É a sua aura traduzida em fragrância.
    Conecte-se com a Essência
    A partir de 15 de maio, convidamos você a mergulhar nessa magia silenciosa.

    Imagem: divulgação

    Acompanhe os preparativos e as novidades exclusivas através do nosso Instagram @sa.boutiqueartesanal ou entre em contato direto pelo WhatsApp (92) 98639-2535.
    Assinaturas Olfativas Exclusivas
    Aqui, não existem fragrâncias comuns. Cada essência é uma assinatura — exclusiva, marcante e feita para durar na memória. Oferecemos um atendimento personalizado para garantir que a experiência de cada perfume seja tão única quanto a alma de quem o usa.
    Descubra como traduzir sua personalidade em essência. No dia 15 de maio, experimente a arte viva na pele com a SA Boutique Artesanal.
    Com carinho,
    SA Boutique Artesanal