Categoria: Brasil

  • Americanas escondia rombo gigantesco e fraude foi atribuída a executivos; relembre o caso

    Dívida de R$ 20 bi revelada em 2023 estaria ligada a registros contábeis fraudulentos, e nova fase de operação da PF pode revelar envolvimento de acionistas; envolvidos não responderam, Americanas dizem não ser alvo de operação e bancos afirmam cooperar

    Brasil – O ano de 2023 começou bem antes do Carnaval no mercado de capitais: a rede varejista Lojas Americanas veio a público dizer que tinha dívidas não reconhecidas de nada menos do que R$ 20 bilhões. Era 11 de janeiro e os papéis da empresa despencaram 77% em um único dia. Pouco mais de uma semana após o anúncio, com as dívidas reais recalculadas em mais de R$ 40 bilhões, a Americanas pediu recuperação judicial para evitar a falência imediata.

    A explicação para a fraude contábil, à época, era de que a Americanas pegava empréstimos com bancos para pagar fornecedores antecipadamente. Em vez de registrar esses empréstimos como dívida bancária (o que aumentaria o endividamento visível), a diretoria reduzia a conta de “fornecedores”, escondendo o passivo real. Era o chamado risco sacado, que escondia as “inconsistências contábeis”.

    Contratos de Verba de Propaganda Cooperada (descontos e incentivos comerciais de fornecedores) eram criados artificialmente. Eles eram lançados no balanço sem lastro econômico real para inflar os lucros operacionais da varejista.

    Com os balanços adulterados demonstrando falsos lucros, a cúpula executiva recebia bônus milionários por metas atingidas de forma fraudulenta. Além disso, diretores venderam mais de R$ 200 milhões em ações da empresa meses antes do escândalo vir à tona, configurando o uso de informação privilegiada (o chamado insider trading).

    Com a deflagração da nova fase da Operação Disclosure, a Polícia Federal ampliou o escopo da investigação. Se até então as figuras centrais eram o ex-CEO Miguel Gutierrez e a ex-diretora Anna Saicali, agora as investigações miram pessoas ligadas aos acionistas de referência. Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estão o empresário Beto Sicupira e Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Paulo Lemann. Procurados, eles não responderam a pedidos de entrevista. As Americanas dizem não ser alvo da investigação e que continua colaborando com as investigações.

    A operação também atinge executivos dos bancos Itaú, Bradesco e Santander, além de ex-integrantes do conselho de administração da companhia. A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de até R$ 54 bilhões em bens dos investigados. Itaú e Santander dizem cooperar com as investigações (leia posicionamento completo abaixo). O Bradesco afirmou acompanhar e estar à disposição das autoridades.

    Na prática, enquanto o início do escândalo tratava a fraude como uma ação isolada da diretoria executiva, a nova fase das investigações muda o patamar da crise ao apontar para a possível cumplicidade de quem estava no topo da pirâmide e do sistema financeiro.

    O que os bancos dizem
    O Santander afirmou, em nota, que está “ao lado das partes prejudicadas na apuração das fraudes envolvendo a Americanas e segue colaborando com as autoridades competentes, como tem feito desde o início das apurações”. “A instituição reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações.”

    Já o Itaú Unibanco disse que, embora não seja investigado, “colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas”.

    O banco, que sofreu perdas bilionárias com o episódio, já comprovou a lisura de sua conduta e da atuação de seus funcionários por meio de documentos apresentados à Justiça. Os registros deixam claro, por exemplo, que o Itaú recusou pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços. A instituição reitera que sempre atuou com rigor ético e regulatório, apoiando e confiando no trabalho das autoridades para a elucidação definitiva das irregularidades praticadas pela antiga administração da varejista.

    Fonte: Terra

  • Chimarrão ganha cores da bandeira do Brasil e entra no espírito da Copa. Veja Video

    A bebida símbolo da cultura gaúcha e dos países do Cone Sul, ficou com um toque temático

    Brasil – Todos estão contagiados pelo espírito da Copa do Mundo de 2026 e encontrando maneiras divertidas de torcer pela Seleção brasileira. A empresária Bruna Cândido, de Gramado, decidiu inovar cirando um chimarrão com a bandeira do Brasil.

    Por meio das redes sociais, Bruna, que é embaixadora de uma marca de Mate, compartilhou o preparo do chimarrão decorado com açúcar colorido que reproduz as cores da bandeira brasileira.

    A bebida, que é uma das maneiras de tomar a infusão da erva-mate e símbolo da cultura gaúcha e dos países do Cone Sul, ficou com um toque temático nas cores verde, amarelo, azul e branco.

    A combinação entre tradição e futebol conquistou os internautas.eja Vídeo ‘

    Veja Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZ-d29_Bdbq/?igsh=bTl4aDBheWl4ajQy

    Fonte: D24am

  • Brasil tem cenário alarmante de ataques digitais, diz pesquisador

    Número de incidentes em órgãos do governo dobra entre 2021 e 2025, mostram dados do GSI; é preciso treinar funcionários, diz professor.

    Brasil – O número de incidentes de segurança cibernética em órgãos do governo, como o ataque ao sistema de alertas da Defesa Civil no último fim de semana, dobrou em quatro anos no Brasil, mostram dados do Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov). Em 2021, foram registrados 4.903 ataques digitais; no ano passado, 10.387. Apenas nos primeiros cinco meses deste ano, já foram contabilizados 6.774 casos.

    Os dados se referem a órgãos federais, estaduais e municipais dos Três Poderes que integram a Rede Federal de Gestão de Incidentes Cibernéticos.

    Para Diego Aranha, doutor em Ciência da Computação e professor da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, o volume de incidentes na casa dos 10 mil por ano representa um cenário de “números alarmantes”.

    “Se esses números alarmantes são apenas para sistemas públicos, é urgente que os entes públicos sejam mais proativos na colaboração com especialistas independentes para aprimorar a segurança dos sistemas e da infraestrutura computacional”, afirmou.

    “Isso passa por uma mudança de paradigma focada na redução da dependência tecnológica no setor público, o que pode ser viabilizado por meio de transparência e código aberto.”
    Diego Aranha, doutor em Ciência da Computação.

    Obtenção de dados pessoais responde por metade dos ataques

    Entre os 6.774 incidentes registrados em 2026, praticamente metade (49%) correspondeu a casos de engenharia social, técnica utilizada por criminosos para obter dados pessoais e senhas de acesso por meio da manipulação dos usuários. Geralmente, isso ocorre quando a vítima é induzida a clicar em links maliciosos enviados por aplicativos de mensagens ou correio eletrônico.

    Outros 47% dos casos foram classificados como “conteúdo abusivo”, categoria que inclui vazamentos de dados.

    Para Aranha, esse cenário exige uma resposta do Estado voltada ao treinamento de servidores públicos.

    “Campanhas de conscientização com esse enfoque são necessárias. Também seria possível exigir conhecimentos básicos de segurança da informação como requisito para o exercício de funções em órgãos públicos”, afirma o pesquisador. “A causa é a falta de treinamento e de uma cultura interna de segurança nas instituições.”

    Ainda em 2026, foram registradas 146 intrusões, o equivalente a apenas 2% do total. Trata-se de tentativas ou acessos maliciosos a redes e sistemas internos, capazes de provocar desfiguração de sites governamentais, vazamento de dados ou indisponibilidade dos serviços para outros usuários.

    Os números de 2026 tendem a aumentar porque o CTIR Gov firmou novos acordos com parceiros externos para ampliar a obtenção de informações sobre incidentes e vulnerabilidades em sistemas.

    “Houve um aumento substancial na quantidade de feeds de segurança consumidos pelo CTIR Gov, o que resulta, de forma natural, em uma elevação no número de notificações encaminhadas aos órgãos”, informou o Centro em comunicado.

    A assessoria do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou ao Metrópoles que, além dos órgãos federais, os parceiros externos incluem instituições estaduais e municipais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que aderiram à rede de gestão de incidentes de segurança.


    Fonte e Foto: Metrópoles

  • Homem tenta acender foguete sentado e acaba atingido durante a brincadeira

    Acidente aconteceu enquanto o homem tentava soltar um foguete sentado; imagens mostram o artefato retornando e atingindo sua região abdominal.

    Brasil – Um vídeo que circula intensamente nas redes sociais mostra o momento em que um homem é atingido por um foguete durante uma tentativa de soltura que terminou de forma inesperada.

    Nas imagens, ele aparece sentado enquanto manuseia o artefato pirotécnico, aparentemente sem os cuidados de segurança recomendados.


    Poucos segundos após ser aceso, o foguete não segue a trajetória esperada e acaba retornando em direção ao homem, atingindo sua região abdominal. O impacto provoca dor imediata e assusta as pessoas que acompanhavam a cena.


    O vídeo rapidamente ganhou repercussão na internet, gerando comentários sobre os riscos do manuseio inadequado de fogos de artifício.

    Especialistas alertam que esse tipo de material deve ser utilizado apenas em locais abertos, seguindo rigorosamente as orientações de segurança para evitar acidentes graves.


    Até o momento, não há informações confirmadas sobre o local exato da ocorrência nem sobre o estado de saúde do homem após o incidente.

    O caso serve como alerta para os perigos envolvidos no uso imprudente de artefatos explosivos.

    Veja Vídeo:

  • Pinguim surpreende turistas ao aparecer em praia de Arraial do Cabo

    Ave marinha típica das regiões frias da América do Sul foi vista na Praia Grande e chamou a atenção de banhistas durante a temporada de migração

    Brasil – Um pinguim-de-Magalhães surpreendeu turistas e moradores ao surgir na Praia Grande, em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O animal foi avistado próximo à faixa de areia e rapidamente virou atração entre os frequentadores da praia, que registraram imagens e vídeos do encontro inusitado.


    De acordo com informações divulgadas por órgãos de monitoramento ambiental, a presença desses pinguins no litoral brasileiro ocorre durante o período de migração da espécie. Originários das regiões costeiras da Argentina e do Chile, os pinguins-de-Magalhães viajam milhares de quilômetros em busca de alimento e podem ser encontrados entre os meses de março e setembro nas águas do Sul e Sudeste do Brasil.


    Especialistas alertam que, ao encontrar um pinguim na praia, a população deve evitar tocar ou tentar devolvê-lo ao mar. Muitos desses animais chegam debilitados, desidratados ou com baixo peso, necessitando de avaliação e cuidados veterinários adequados.


    O aparecimento do pinguim reforça a rica biodiversidade marinha de Arraial do Cabo, destino conhecido pelas águas cristalinas e pelos frequentes avistamentos de espécies como golfinhos, baleias e tartarugas.

    O episódio encantou turistas e serviu como lembrete da importância da preservação da fauna marinha brasileira

    Veja Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZ5yo88BnW4/?igsh=MW44MjRkNTh6M2VkbQ==
  • Criminoso tenta levar bebê durante assalto em São Paulo e espalha pânico entre moradores

    Mulher correu para proteger criança de 1 ano após suspeito exigir o celular e tentar arrancar o menino de seus braços durante abordagem na Vila Matilde.

    Brasil – Uma tentativa de sequestro durante um assalto provocou momentos de desespero na manhã do último domingo (21), na Vila Matilde, Zona Leste de São Paulo. Uma mulher que caminhava com o sobrinho de apenas 1 ano foi surpreendida por um criminoso que, além de anunciar o roubo, tentou levar a criança.

    O caso aconteceu por volta das 11h54, nas proximidades da esquina das ruas Nelson Pannain e Juvenal Ferreira. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança instaladas na região.

    Segundo o relato da vítima, o suspeito se aproximou em uma motocicleta e anunciou o assalto. Durante a abordagem, ele exigiu que a mulher entregasse o celular e, em seguida, passou a exigir também a criança que ela carregava.

    Diante da ameaça, a mulher entrou em pânico e decidiu fugir para proteger o sobrinho. Mesmo sob forte tensão, ela conseguiu correr levando o bebê nos braços e impedir que o criminoso concretizasse a tentativa de sequestro.

    Sem conseguir capturar a criança, o suspeito fugiu do local. Apesar do enorme susto, a mulher e o bebê não sofreram ferimentos.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DZ498mPh1GL/?igsh=bXh6bDJwNHZudzV1

    As imagens das câmeras de monitoramento mostram parte da movimentação e deverão auxiliar as autoridades na identificação do responsável pela ação criminosa.

    Moradores da região afirmam que a Rua Juvenal Ferreira já é conhecida pelos frequentes registros de roubos, especialmente nas proximidades de pontos de ônibus e áreas de grande circulação de pedestres.

    Após o ocorrido, moradores voltaram a cobrar reforço no policiamento e medidas mais eficazes de segurança pública para o bairro. Segundo relatos, a sensação de insegurança tem aumentado devido à repetição de crimes semelhantes na região.

    O caso deve ser investigado pelas autoridades policiais, que buscam identificar o suspeito e esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência. Até o momento, não havia informações sobre a prisão do criminoso.

    A tentativa de levar uma criança durante uma ação criminosa causou indignação entre moradores e reacendeu o alerta sobre a importância da vigilância e da rápida comunicação às forças de segurança em situações de risco.

  • Mãe de Maria Eduarda faz novo desabafo após uma semana da tragédia do rope jump; veja

    Jovem de 21 anos morreu após cair de cerca de 40 metros durante atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo.

    Brasil – A mãe de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, voltou a emocionar as redes sociais ao compartilhar uma homenagem à filha, que morreu após um acidente durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.

    No último domingo (21), Valdenia Rodrigues publicou uma reflexão sobre o luto e a dor da perda em seu perfil no Instagram. A mensagem rapidamente repercutiu entre amigos, familiares e pessoas que acompanham o caso.

    “A dor da perda”

    Na publicação, a mãe da jovem descreveu o sofrimento enfrentado desde a morte da filha.

    “Me perguntaram qual foi a dor mais difícil que já enfrentei. E eu nem precisei pensar muito: foi a dor da perda. Aquela que ninguém vê, mas machuca todos os dias. Aquela que te rouba o brilho, o sono, a paz. E, ainda assim, dizem que é exagero. Sangra, e nem o tempo estanca. Uma lembrança já é suficiente para tudo doer outra vez”, escreveu.

    A mensagem recebeu diversas manifestações de apoio e solidariedade de seguidores e pessoas próximas à família.

    Relembre a tragédia do rope jump

    Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto. Segundo as investigações, a jovem foi lançada da plataforma sem estar conectada ao sistema de segurança responsável por sustentar o praticante durante o salto.

    Ela sofreu uma queda de aproximadamente 40 metros e não resistiu aos ferimentos.

    Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento em que a vítima é levada por funcionários até a plataforma de salto. Segundos após ela ser lançada, é possível ouvir gritos de desespero.

    “A corda!”, gritam pessoas que acompanhavam a atividade.

    Três instrutores seguem presos

    De acordo com a Polícia Civil, seis pessoas chegaram a ser conduzidas para prestar esclarecimentos após o acidente. Ao final das diligências, três homens foram presos em flagrante e indiciados por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar a morte.

    Os investigados são:

    Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos;

    Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos;

    Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.

    Já no último sábado (20), mais três pessoas foram presas, sob suspeita de envolvimento no caso. Os três integravam a equipe responsável pela organização e execução da atividade:

    Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos, no Rio de Janeiro (RJ). Responsável pela empresa informal que realizava os saltos;

    um homem de 25 anos, de Limeira;

    um homem de 27 anos, de Indaiatuba (SP);

    Os três são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes ao esclarecimento do caso e de desaparecer com a câmera que gravava o salto e que estava presa em Maria Eduarda, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) em nota.

    Ponte foi interditada após morte de Maria Eduarda

    A interdição da Ponte do Esqueleto foi definida após reuniões envolvendo representantes do governo federal, da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis.

    Além do bloqueio dos acessos, o governo federal anunciou a instalação de barreiras físicas e placas informando que a entrada no local é proibida.

    Demolição está prevista

    Segundo informações já confirmadas  pela vereadora Bruna Magalhães, a Ponte do Esqueleto deverá ser demolida.

    A estrutura foi incorporada ao patrimônio da União em maio deste ano e, de acordo com a Secretaria de Patrimônio da União, nenhuma atividade esportiva realizada no local possuía autorização federal.

    O objetivo da demolição é impedir novos acessos e evitar que acidentes semelhantes voltem a acontecer.


    Fonte e Foto: BalançoGeral

  • Brasil tem 25,2 milhões de apostadores em bets ilegais; 1 em cada 4 joga todo dia

    Ministério da Justiça estima que apostas em jogos on-line custam cerca de R$ 38,8 bilhões ao país, em perdas econômicas e sociais

    Brasil – Dados divulgados pelo Ministério da Fazenda nesta sexta-feira (19/6) apontam que uma em cada quatro pessoas que fazem apostas on-line jogam todos os dias em bets ilegais. De acordo com a pasta, o Brasil tem cerca de 25,2 milhões desses apostadores.

    Ainda segundo a pasta, desse total, mais da metade joga pelo menos uma vez por semana — dados que mostram uma recorrência dessas apostas entre a população.

    O governo federal também estima que as apostas, de uma forma geral, custam R$ 38,8 bilhões por ano em perdas econômicas e sociais, e cerca de 80% em danos à própria saúde.

    Os dados traçam ainda um perfil desses apostadores. De acordo com o Ministério da Fazenda, a maioria é jovem de baixa renda: 69% deles têm entre 18 e 29 anos, e 63% têm renda familiar de até dois salários mínimos.

    Tudo isso evidencia o relevo da nossa iniciativa. Não é trivial esse esforço do governo federal – pelo contrário, ele é muito robusto e complementar a outras medidas que estão sendo adotadas“, reforçou o ministro Wellington Lima, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

    Os índices foram divulgados durante evento que anunciou um pacote de medidas do governo federal contra o mercado ilegal de apostas. Ainda nesta sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou um decreto para bloquear recursos de bets ilegais e enviar os valores ao Fundo de Segurança Pública.

    O governo defende que os mecanismos se assemelham aos aplicados na asfixia financeira ao crime organizado. Entre eles, o “perdimento de bens” das empresas que operavam essas bets ilegais.

    Fonte: Metrópoles

  • Analfabetismo no Brasil cai para 4,9% e atinge menor taxa de série histórica, diz IBGE

    Taxa de analfabetismo ficou abaixo de 5% pela primeira vez na série histórica da PNAD Contínua Educação. Apesar da queda, Nordeste ainda concentra mais da metade das pessoas que não sabem ler e escrever no país.

    Educação – 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não sabiam ler e escrever no Brasil em 2025, segundo dados da PNAD Contínua Educação, divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (19).

    O número corresponde a uma taxa de analfabetismo de 4,9%, a menor desde o início da série histórica da pesquisa, em 2016.

    É a primeira vez que o índice fica abaixo de 5%. Em 2024, a taxa era de 5,3%.

    Com isso, o país teve uma redução de cerca de 592 mil pessoas analfabetas em um ano. Em 2016, no primeiro ano da série, o percentual era de 6,7%.

    Apesar da queda, os dados mostram que o analfabetismo ainda é marcado por fortes desigualdades regionais, etárias e raciais.

    Mais da metade dos analfabetos do país estão no Nordeste: 4,8 milhões de pessoas na região, o equivalente a 57,4% do total nacional. A taxa nordestina ficou em 10,6%, mais que o dobro da média do Brasil.

    O Norte também fica acima da média nacional, com uma taxa de 5,7%. Já os menores percentuais foram registrados no Sul, com 2,4%, e no Sudeste, com 2,3%. No Centro-Oeste, o índice foi de 3,3%.

    A pesquisa mostra ainda que o analfabetismo segue mais concentrado entre os idosos. Em 2025, pessoas com 60 anos ou mais representavam 58% de todos os analfabetos do país. Eram 4,8 milhões de idosos que não sabiam ler e escrever um bilhete simples.

    Nesse grupo, a taxa de analfabetismo foi de 13,8%, bem acima da registrada entre pessoas de 15 a 59 anos, que ficou em 2,6%.

    Entre os idosos, a PNAD também registrou uma mudança inédita: pela primeira vez, a taxa de analfabetismo das mulheres com 60 anos ou mais ficou abaixo da dos homens. O percentual foi de 13,7% entre elas e de 14,1% entre eles.

    As desigualdades raciais continuam expressivas. Entre pessoas de 15 anos ou mais, 2,8% dos brancos eram analfabetos em 2025, contra 6,5% dos pretos ou pardos.

    Na população com 60 anos ou mais, a distância é ainda maior: a taxa foi de 7,3% entre brancos e de 20,6% entre pretos ou pardos, quase três vezes mais.

    Escolaridade sobe, mas desigualdades seguem

    A PNAD também aponta avanço no nível de escolaridade da população adulta. Pela primeira vez, mais da metade das pessoas pretas ou pardas com 25 anos ou mais tinha concluído ao menos o ensino médio.

    O percentual chegou a 51,3% em 2025. Entre as pessoas brancas, a proporção era de 64,9%.

    No total da população com 25 anos ou mais, 57,4% tinham terminado a educação básica obrigatória, ou seja, concluído pelo menos o ensino médio.

    Em 2016, essa parcela era de 46%. O percentual de pessoas com ensino superior completo também cresceu e chegou a 21,4% em 2025.

    Outros dados da pesquisa mostram que:

    • a média de anos de estudo da população com 25 anos ou mais chegou a 10,2 anos em 2025, contra 9,1 anos em 2016;
    • as mulheres seguiram com escolaridade média maior que a dos homens: 10,4 anos, contra 10 anos;
    • pessoas brancas tinham, em média, 11,1 anos de estudo, e pessoas pretas ou pardas, 9,5 anos;
    • 41,7% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam escola ou creche, percentual ainda abaixo da meta do Plano Nacional de Educação, que previa ao menos 50% até 2024;
    • no Norte, 35,2% dos bebês de 0 a 1 ano e 44,5% das crianças de 2 a 3 anos estavam fora da creche por falta de unidade, de vaga ou porque a matrícula não foi aceita por causa da idade;
    • entre crianças de 6 a 14 anos, a proporção na etapa ideal do ensino fundamental foi de 96,1%, atingindo a meta do PNE, mas ainda sem voltar ao patamar anterior à pandemia;
    • o abandono escolar se concentrou principalmente a partir dos 16 anos: 18,5% deixaram a escola nessa idade, 20% aos 17 anos e 17,6% aos 18;
    • um em cada quatro jovens de 14 a 29 anos que não concluíram o ensino médio disse não ter interesse em estudar;
    • entre as mulheres, os principais motivos para abandonar os estudos foram trabalho, citado por 26,2%, e gravidez, apontada por 24,7%.

    A pesquisa mostra ainda queda no grupo de jovens que não trabalhavam, não estudavam e não faziam curso de qualificação profissional. Em 2025, o Brasil tinha 46,6 milhões de pessoas de 15 a 29 anos, e 17,5% delas estavam nessa condição. Em 2019, eram 22,4%.

    Em números absolutos, o total de jovens nessa situação caiu de 11 milhões, em 2019, para 8,2 milhões, em 2025. Na comparação com 2024, quando havia 8,6 milhões, a queda foi de 4,8%.

    Mesmo com a melhora, a desigualdade permanece. Entre as mulheres jovens, 22,8% não estavam ocupadas, nem estudavam ou se qualificavam. Entre os homens, o percentual foi quase a metade: 12,4%.

    O recorte por cor ou raça também mostra diferença: 19,8% dos jovens pretos ou pardos estavam nessa condição, contra 14% dos jovens brancos.

    A PNAD aponta ainda que 24,8 milhões de pessoas com 14 anos ou mais frequentavam algum curso de qualificação profissional em 2025, o equivalente a 14,2% da população nessa faixa etária.

    Fonte: G1

  • Copa do Mundo 2026: empresa é obrigada a liberar funcionários para ver jogos? Entenda

    Seleção brasileira fará dois jogos em dias úteis na fase de grupos. Pesquisa mostra que maioria das empresas pretende flexibilizar a rotina durante as partidas.

    Esportes – O primeiro jogo do Brasil em dia útil acontece nesta sexta-feira (19), e empresas de todo o país já se prepararam para mudanças na rotina de trabalho durante os jogos.

    As partidas da seleção reacendem dúvidas frequentes entre trabalhadores e empregadores: empresas são obrigadas a liberar funcionários? É permitido assistir aos jogos durante o expediente? As horas podem ser compensadas?

    Além do jogo de hoje, o Brasil fará mais um jogo da fase de grupos em dia útil, mas ambos são à noite, no horário de Brasília. Caso a seleção avance no torneio, novas partidas podem voltar a coincidir com o horário de trabalho.

    Embora seja comum que empresas flexibilizem horários ou reduzam o expediente durante a Copa, a legislação trabalhista não prevê folga obrigatória em dias de jogo.

    Uma pesquisa da Catho, realizada com 420 empresas, mostra que apenas 5% pretendem manter o expediente normal durante os jogos da seleção brasileira. A maioria afirma que deve adotar algum tipo de flexibilização para os colaboradores.

    Segundo o levantamento, 76% das empresas dizem que a Copa impacta, ao menos em parte, a rotina corporativa.

    Além disso, 60% afirmam que os jogos coincidem com o horário de trabalho — cenário que tende a afetar principalmente setores com operação noturna, como supermercados, shoppings, padarias, varejo, alimentação e prestação de serviços.

    Entre as medidas mais adotadas, 26% das empresas afirmam que irão transmitir os jogos no próprio ambiente de trabalho, enquanto 24% pretendem liberar os funcionários antes das partidas.

    Para Patricia Suzuki, diretora de RH da Redarbor Brasil, grupo responsável pela Catho, a tendência é que as empresas busquem equilibrar produtividade e experiência do colaborador durante eventos de grande interesse coletivo.

    Folga durante a Copa é obrigatória?

    Apesar da tradição em anos de Mundial, dias de jogo da seleção brasileira não são feriados. A legislação trabalhista não prevê nenhuma regra específica para a Copa do Mundo e, por isso, a jornada normal de trabalho continua valendo.

    Na prática, isso significa que a empresa não é obrigada a liberar funcionários, reduzir expediente ou flexibilizar horários por causa dos jogos. Quando a liberação ocorre, a decisão parte exclusivamente do empregador.

    Algumas empresas optam por liberar os funcionários sem desconto salarial, enquanto outras permitem que os trabalhadores assistam às partidas no próprio ambiente de trabalho. Há ainda empresas que mantêm o expediente normalmente.

    Quando a dispensa ocorre sem desconto no salário, a folga é considerada remunerada. Em outros casos, as horas podem ser compensadas posteriormente.

    O advogado trabalhista Marcel Zangiácomo, sócio do escritório Galvão Villani, Navarro, Zangiácomo e Bardella Advogados, explica que a compensação pode ser exigida quando a empresa decide liberar parcial ou totalmente os funcionários durante o expediente.

    Segundo ele, a compensação precisa ser previamente combinada e respeitar os limites previstos na legislação trabalhista

    De acordo com o advogado, a compensação pode ocorrer em até um ano, desde que seja firmado o tipo adequado de acordo — individual verbal, individual escrito ou coletivo, dependendo do caso.

    Já a falta injustificada em dias de jogo continua sendo tratada como uma ausência comum. O trabalhador pode sofrer desconto salarial e até perder o descanso semanal remunerado.

    Advertências e suspensões também podem ocorrer em casos de reincidência. Ainda assim, especialistas ressaltam que faltar apenas para assistir a uma partida, sem aviso ou negociação prévia, não configura motivo automático para justa causa.

    Para profissionais que atuam em regime de escala ou em setores essenciais — como saúde, transporte, segurança e atendimento ao público — as regras tendem a ser mãos rígidas.

    Nesses casos, acordos individuais costumam ser mais frequentes, com avaliação das condições operacionais de cada equipe.

    O advogado também alerta que assistir aos jogos sem autorização, mesmo dentro do ambiente de trabalho, pode ser interpretado como indisciplina.

    Especialistas destacam que, diante da ausência de uma regra única, o diálogo entre empresa e trabalhador é a melhor alternativa para evitar conflitos e garantir segurança para ambos os lados.

    Fonte: G1