A população de Manaus enfrenta mais um dia de preocupação com a qualidade do ar nesta segunda-feira (12). A capital amazonense continua sob os efeitos da fumaça provocada por incêndios e queimadas no Amazonas, com registros de poluição atmosférica em níveis preocupantes.
De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, Manaus chegou a liderar o ranking das cidades mais poluídas do Brasil, com índice AQI⁺ US de 178. O monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também aponta concentrações elevadas de partículas finas em diferentes regiões da capital.
Segundo reportagem publicada pela CNN Brasil, a cidade enfrenta o quinto dia consecutivo de agravamento da qualidade do ar, com bairros classificados nas categorias ruim e péssima. A situação reforça a preocupação com os efeitos da fumaça sobre a saúde da população.
Fumaça representa riscos à saúde
A exposição à poluição atmosférica pode provocar irritação nos olhos e na garganta, tosse, dor de cabeça e dificuldade para respirar. As partículas finas, conhecidas como PM2,5, são especialmente preocupantes porque conseguem penetrar profundamente no sistema respiratório.
Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares precisam de atenção especial durante os períodos de maior concentração de fumaça.
Como se proteger?
Diante do cenário, algumas medidas podem ajudar a reduzir a exposição:
- Evitar atividades físicas ao ar livre enquanto a qualidade do ar estiver ruim ou péssima.
- Manter portas e janelas fechadas nos períodos de fumaça intensa, desde que o ambiente não fique excessivamente quente.
- Beber água regularmente.
- Se precisar sair, utilizar máscara PFF2 ou N95 bem ajustada ao rosto, que ajuda a filtrar partículas.
- Redobrar os cuidados com crianças pequenas e idosos.
- Procurar atendimento médico em caso de falta de ar, dor no peito ou agravamento dos sintomas respiratórios.
Situação exige atenção das autoridades
A recorrência de episódios de fumaça em Manaus levanta questionamentos sobre a prevenção e o combate às queimadas, além da necessidade de monitoramento contínuo da qualidade do ar e de informações acessíveis à população.
Embora ações de combate aos incêndios estejam em andamento, a melhora da qualidade do ar depende também da redução das emissões, das condições dos ventos e da dispersão da fumaça.
A recomendação é que os moradores acompanhem os boletins oficiais e evitem a exposição desnecessária até que os índices apresentem melhora consistente.
A qualidade do ar não é apenas uma questão ambiental: é também uma questão de saúde pública que exige prevenção, fiscalização e respostas efetivas.
Por: Débora Alcântara









