A jornalista e candidata ao Governo Regional de Áncash, no Peru, Susy Isabel Aponte Polo, conhecida como “La China Polo”, foi assassinada durante uma atividade de campanha no sábado (19), na cidade de Caraz, na província de Huaylas. O ataque ocorreu enquanto ela participava de uma ação política próxima a um mercado da região.
Susy, que concorria pelo movimento Socios por Áncash, estava acompanhada de integrantes de sua equipe e apoiadores quando foi surpreendida pelo ataque. Cinco pessoas que estavam próximas também foram atingidas e receberam atendimento médico.
Veja ao vídeo
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O caso provocou uma mobilização das forças de segurança e dos serviços de emergência. A candidata não resistiu aos ferimentos, enquanto os demais atingidos foram encaminhados para atendimento hospitalar.
Investigação muda de rumo
Inicialmente, o caso chegou a ser investigado sob a hipótese de feminicídio. No entanto, a Segunda Fiscalía Provincial Penal Corporativa de Huaylas posteriormente reclassificou a investigação como presunto sicariato, ou seja, um possível homicídio cometido por encomenda.
As autoridades ainda tentam determinar quem teria planejado o crime, qual seria a motivação e qual foi a participação de cada um dos suspeitos.
Entre as diligências estão a análise de câmeras de segurança, depoimentos das pessoas feridas, exames periciais e outras medidas destinadas a reconstruir a dinâmica do ataque.
Suspeitos foram detidos
Um dos detidos é Luis Iván Obispo Díaz, cidadão venezuelano apontado pelas autoridades como suspeito de participação direta no ataque. Uma arma foi apreendida durante a intervenção policial. Posteriormente, a investigação identificou que a pistola havia sido registrada como roubada de um policial em Lima, em 2023.
Outro homem, Ronald José Toro Artila, também foi detido durante as primeiras diligências. Fontes posteriores informaram ainda sobre uma terceira prisão relacionada ao caso. As autoridades investigam a possível participação de diferentes pessoas na execução e na organização do crime.
Candidata havia relatado ameaças
Antes de ser assassinada, Susy Aponte havia afirmado publicamente que vinha recebendo ameaças. Segundo reportagens locais, a jornalista relatou ter recebido ligações intimidatórias e chegou a dizer que temia um atentado contra sua vida.
As autoridades ainda não estabeleceram oficialmente se essas ameaças têm relação com o assassinato.
Aponte havia se tornado conhecida também por reportagens e denúncias envolvendo supostas irregularidades e corrupção em instituições públicas. Sua morte ocorreu em meio ao período de campanha para as eleições regionais e municipais do Peru.
A investigação continua para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar todos os envolvidos. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o mandante ou sobre a motivação do crime.









