Categoria: Mundo

  • Tudo desabou’: Venezuela declara zona de desastre em cidade devastada pelo terremoto

    Catia la Mar foi uma das cidades mais afetadas pelo duplo terremoto que destruiu dezenas de edifícios no estado de La Guaira. Mais de 160 pessoas morreram e centenas ficaram feridas pelo país, segundo o governo venezuelano

    Mundo– “Foi terrível. Tudo, tudo desabou”, lamenta Yilsmaris Blanco enquanto observa, atônita, o desastre em que se transformou Catia la Mar, uma das cidades mais afetadas pelo duplo terremoto que arrasou dezenas de edifícios no estado venezuelano de La Guaira. O governo interino de Delcy Rodríguez declarou “zona de desastre” na região.

    Damos graças a Deus porque (…) estamos vivos, mas há pessoas que estão agora sofrendo com seus familiares soterrados, com seus familiares presos sob os escombros, que não conseguem tirar”, disse Yilsmaris, de 39 anos, à agência de notícias AFP.

    Yilsmaris e milhões de outros venezuelanos viram suas vidas passar diante de seus olhos por conta dos tremores consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, que sacudiram a Venezuela na noite de quarta-feira. Ao menos 164 pessoas morreram e centenas ficaram feridas, segundo o governo.

    Além desses, há uma grande quantidade de desaparecidos sob os escombros de edifícios que caíram em várias regiões do país. Equipes de resgate trabalham desde a noite de quarta para retirar as vítimas dos escombros dos edifícios.

    Ao norte, de frente para o Caribe, La Guaira, a 40 minutos de Caracas e onde se encontra o aeroporto internacional de Maiquetía, foi a região mais afetada.

    “Não temos nada, agora não temos nada, nem sequer forças, nem coragem para entrar ali, imagina só”, conta Larry Rojas, de 49 anos e um dos milhares de moradores afetados em uma área de Catia la Mar com quase 200 torres residenciais.

    Alguns desses prédios permanecem de pé como podem, com grandes rachaduras e paredes abertas visíveis do lado de fora, constatou uma equipe da AFP em um percurso pelo local.

    Dezenas de outros, no entanto, ficaram totalmente destruídos e reduzidos a escombros. Não há eletricidade em boa parte da área, e dezenas de moradores passam a noite na rua. Em meio a essa escuridão, temem que haja mais das mais de vinte réplicas que já sentiram.

    “Lá embaixo há sobreviventes”, alerta Lisbeth Vasquez, outra moradora que conseguiu sair com sua família de um dos prédios que desabaram.

    O que faz falta é ajuda’

    No meio da noite, dezenas de socorristas trabalhavam como podiam entre os escombros, enquanto as autoridades observavam de perto cidadãos que tentavam por conta própria encontrar seus parentes, gritando seus nomes.

    Jornalistas da AFP presenciaram familiares recuperando os corpos de um homem e de uma mulher e colocando-os na parte de trás de uma caminhonete

    Também viram uma conhecida farmácia de Catia La Mar com as portas de vidro destruídas e as prateleiras vazias, sem que as autoridades pudessem confirmar se houve saques após a emergência.

    “O que está faltando é ajuda, principalmente com os equipamentos técnicos, os equipamentos que estão em Caracas, que sabem quais (ferramentas) usar, que podem vir ajudar aqui em La Guaira, que venham”, pediu ofegante José Pacheco, chefe de operações do Grupo Rescate Unido de Venezuela.

    Você pode ver como estão as estruturas, como esta aqui, totalmente colapsada, e o que está faltando é ajuda”, acrescenta o socorrista de 52 anos, ao contar cerca de 14 estruturas afetadas ao seu redor.

    Pacheco, com três décadas de experiência, afirma que “nunca” viu “algo parecido”.

    Foi de repente’

    Antonio Bermúdez, 48 anos, morador de La Guaira, estava na sala de sua casa quando “de repente” o tremor começou. “Eu comecei a me mover, procurei refúgio debaixo de uma coluna. Estava entre meu quarto e o chuveiro. Tremia mais forte, tremia mais forte”, lembra.

    Eu me segurei na parede, me segurei na parede, me segurei na parede e o prédio começou a desabar”, explica, enquanto tenta ajeitar uma perna que não consegue mexer depois que uma “placa” caiu sobre ela enquanto tentava sair debaixo dos escombros.

    Diante da falta de luz, alguns moradores correm pelas ruas com lanternas, enquanto os veículos de emergência iluminam brevemente as ruas com suas sirenes e os sobreviventes procuram refúgio.

    Fonte: G1

  • Terremoto de 7,2 na Venezuela foi registrado no Observatório da UnB

    Observatório Sismológico, no DF, detectou um dos abalos, às 19h04, no horário de Brasília, com epicentro na costa no norte do país

    Mundo – O Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (SIS-UnB) registrou um dos terremotos que atingiram a Venezuela no fim da tarde dessa quarta-feira (24/6). O abalo de magnitude 7,2 foi detectado às 19h04, no horário de Brasília, com epicentro próximo à costa norte do país.

    Segundo os registros sísmicos, dois terremotos principais atingiram a Venezuela em um intervalo de apenas 39 segundos. O primeiro alcançou magnitude 7,2 e o segundo, 7,5. Os epicentros ficaram separados por cerca de 5 quilômetros de distância.

    Os tremores foram sentidos em diversas regiões venezuelanas, incluindo a capital Caracas, além de áreas da Colômbia, de outros países do Caribe e até do Brasil. Moradores de diversas áreas de Manaus (AM) relataram ter sentido um tremor de terra no início da noite desta quarta-feira (24/6). O fenômeno foi percebido em diferentes bairros da capital amazonense.

    O primeiro terremoto ocorreu nas proximidades da cidade de San Felipe, com profundidade de 21,9 quilômetros. Por ser considerado um abalo de baixa profundidade, seus efeitos puderam ser percebidos em uma área mais extensa.

    Pouco depois, um segundo terremoto, ainda mais forte, foi registrado próximo a Yumare, com magnitude 7,5.

    Dois terremotos em menos de um minuto

    • Os tremores ocorreram no fim da tarde desta quarta-feira.
    • Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou apenas um terremoto de magnitude 7,1.
    • Horas depois, o órgão atualizou os dados e confirmou a ocorrência de dois grandes abalos sísmicos.
    • O primeiro terremoto atingiu a região próxima à cidade de San Felipe, com magnitude 7,2 e profundidade de 21,9 quilômetros.
    • Apenas 39 segundos depois, um segundo tremor, ainda mais forte, foi registrado nas proximidades de Yumare, alcançando magnitude 7,5.
    • Por terem ocorrido em baixa profundidade, os terremotos foram sentidos em uma ampla área do norte da América do Sul e do Caribe.

    Mortos e feridos

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, informou que ao menos 32 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas em decorrência dos terremotos. O balanço foi divulgado na madrugada desta quinta-feira (25/6) e ainda não inclui dados de La Guaira, uma das regiões mais afetadas.

    Segundo Delcy, equipes de busca e resgate de diversos países, entre eles Estados Unidos, República Dominicana, El Salvador, México e Catar, devem chegar ao país nas próximas horas. Ela também agradeceu a oferta de ajuda feita pelo Brasil.

    “Obrigada aos que estenderam a mão ao país e peço a todas as igrejas e correntes de fé que se unam em uma só oração pelo nosso povo”, afirmou.

    O governo venezuelano decretou estado de emergência nacional. Durante pronunciamento, a presidente anunciou a suspensão das aulas e a paralisação de parte da infraestrutura de transporte, enquanto equipes de resgate atuam nas áreas mais afetadas.

    Uma projeção do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indica que os terremotos podem provocar um grande número de mortes e danos extensos. Em uma avaliação preliminar divulgada após os abalos, a agência estimou que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil

    “É provável que haja um alto número de vítimas e danos extensos, e é provável que o desastre seja generalizado”, informou a agência norte-americana em sua análise inicial.

    A projeção faz parte de um sistema automatizado utilizado pela agência para estimar os impactos iniciais de grandes terremotos. O cálculo considera fatores como magnitude, profundidade, localização do epicentro, densidade populacional e vulnerabilidade das construções.

    As estimativas poderão ser revisadas à medida que novas informações forem divulgadas pelas autoridades venezuelanas.

    Fonte: Metrópoles

  • Brasileiro capturado por militares russos pede perdão à mãe por ter voltado à Ucrânia

    Paraense Herik Ferreira Soares, de 23 anos, apareceu em um vídeo afirmando ter sido enganado por promessa de trabalho. Ele também pediu que brasileiros não se alistem em conflitos armados no exterior.

    Mundo – O paraense de Castanhal, no nordeste do Pará, capturado por militares russos na guerra da Ucrânia enviou um recado para a mãe, pedindo perdão por não ouvido conselhos da família antes de retornar à Ucrânia. Ele afirma ter passado um período no Brasil em 2025.

    “Mãe, me perdoe por não ter escutado o que senhora disse logo que cheguei ao Brasil no ano passado, e ter voltado aqui para esse inferno (…) para uma guerra que não é minha”.

    Ele também faz um alerta para que outras pessoas não aceitem ofertas ligadas à guerra em busca de dinheiro.

    Segundo o jovem, o pagamento prometido “não compensa os riscos do conflito nem o sofrimento imposto às famílias”.

    O caso de Herik Soares, de 23 anos, foi confirmado nesta quarta-feira (24) pelo Ministério das Relações Exteriores.

    Segundo o Itamaraty, a Embaixada do Brasil em Moscou está em contato com a família e também busca informações junto às autoridades russas.

    A repercussão começou após a divulgação de um vídeo em que o jovem aparece chorando e diz ter sido enganado por uma promessa de trabalho 

    Na gravação, ele também afirma que saiu do Brasil acreditando que faria uma função de apoio, longe da linha de frente, mas acabou levado para o combate.

    “De uma propaganda mentirosa da Ucrânia vim parar na Ucrânia no intuito de um serviço na retaguarda, de trabalhar em um local seguro, e eles mentiram para mim”.

    Relato de engano

    No vídeo, Herik afirma que foi enviado para um confronto intenso sem ter sido informado de que atuaria como combatente. Segundo ele, a promessa feita antes da viagem era de um trabalho diferente, e a realidade encontrada na Ucrânia foi outra.

    O paraense também demonstra arrependimento e diz que estrangeiros seriam tratados como “descartáveis” nas tropas.

    Alerta do governo

    O caso ocorre em meio a alertas feitos pelo governo brasileiro sobre recrutamento de cidadãos para guerras no exterior.

    Em comunicado divulgado em fevereiro deste ano, o Itamaraty recomendou que brasileiros recusem convites para integrar forças estrangeiras ou aceitar ofertas de trabalho relacionadas a conflitos armados.

    No aviso, o ministério destacou que pessoas alistadas podem enfrentar dificuldades para deixar os combates e que a assistência consular pode ser limitada pelas obrigações assumidas no momento do recrutamento.

    A orientação oficial também reforça que esse tipo de decisão pode trazer riscos graves e duradouros para quem aceita o recrutamento.

    O que diz o Itamaraty

    Em nota, o Itamaraty afirmou que “a atuação consular segue regras da legislação nacional e internacional” e que “não divulga informações pessoais de cidadãos que procuram os serviços consulares”.

    O órgão também informou que “mantém contato com a família do brasileiro e com as autoridades russas para obter mais detalhes”.

    Até a última atualização desta reportagem, o ministério não havia informado em que condições Herik está detido nem se há tratativas para eventual repatriação. O caso segue sob acompanhamento da diplomacia brasileira.

    Veja Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZ-tyQ3htpb/?igsh=YTA2NXZjYno0MTY1

    Fonte: G1

  • Quem era a amiga que morreu em despedida de solteira de noiva de jogador da NBA

    Makenzi Kern tinha 26 anos e estava em viagem com os amigos no Caribe

    Mundo – A despedida de solteira de Jade Jones no Caribe, noiva do jogador de basquete da NBA Tyrese Haliburton, do Indiana Pacers, terminou com uma tragédia: a morte de sua amiga Makenzi Kern, de 26 anos, conhecida como “Kenz”.

    Ao site TMZ, fontes relataram que a jovem faleceu inesperadamente devido a complicações de saúde, e que a família não suspeita de crime, drogas ou álcool. Outros detalhes sobre a morte não foram divulgados.

    Nascida em Council Bluffs, cidade em Iowa (EUA), Makenzi era amiga de Jade desde a faculdade. Elas eram colegas de equipe no time de líderes de torcida da Iowa State University, e permaneceram próximas ao longo dos anos. Foi na faculdade que Jade também conheceu o jogador Haliburton, que era uma estrela dos Cyclones antes de ir para a NBA em 2020.

    Em 2022, Makenzi concluiu sua graduação em Desenvolvimento Humano e Estudos da Família. Conforme pessoas próximas, ela “viveu a vida intensamente; era divertida, engraçada e contagiava a todos com sua alegria”.

    A jovem faleceu no dia 8 de junho, dois dias após seu aniversário e na época que o grupo que foi para a despedida de solteira deveria retornar aos Estados Unidos.

    Antes da morte, Jade compartilhou uma série de fotos da viagem dizendo que embarcou em um voo para o paraíso. A noiva, Haliburton e outras pessoas do grupo ainda não se manifestaram sobre a perda.

    Fonte: Terra

  • Papa Leão XIV celebra acordo EUA-Irã e pede diálogo na Ucrânia

    “Espero que este acordo contribua para fortalecer a confiança mútua, a segurança e a estabilidade no Oriente Médio”, disse.

    Mundo – O papa Leão XIV elogiou nesta quarta-feira (17) o acordo para a paz anunciado por Estados Unidos e Irã como o resultado de um “encorajador trabalho de diálogo e negociação”.

    As duas partes, que contaram com a mediação do Paquistão, anunciaram nesta semana um memorando de entendimento para acabar com o conflito no Oriente Médio. O pontífice expressou sua “gratidão” aos que ajudaram nas negociações.

    “Espero que este acordo contribua para fortalecer a confiança mútua, a segurança e a estabilidade no Oriente Médio, ao promover caminhos de diálogo e cooperação entre os povos”, disse o bispo de Roma durante sua audiência semanal no Vaticano.

    O pontífice mencionou também a “dolorosa” guerra na Ucrânia e pediu a abertura de “caminhos de diálogo que propiciem uma paz justa e duradoura”.

    A invasão russa da Ucrânia, em curso desde fevereiro de 2022, é o conflito mais violento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e já dura mais que a Primeira Guerra Mundial.

    “Tantas vítimas inocentes e socorristas mortos, tantas igrejas e tanto patrimônio cultural devastado pelas chamas”, disse Leão XIV, poucos dias após o incêndio em uma famosa catedral ortodoxa ucraniana em Kiev, consequência de um ataque russo.

    “Estou próximo daqueles que observam luto por seus entes queridos, estou com os feridos e com aqueles que, em meio à violência, continuam servindo à vida com coragem”, acrescentou o líder da Igreja Católica.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Torcida da Argentina protagoniza confusão em Nova Iorque antes de partida e vídeo viraliza nas redes sociais

    Registro mostra momento de tensão entre grupos de torcedores em uma rua movimentada da cidade, chamando a atenção de quem passava pelo local.

    Mundo – Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma confusão envolvendo torcedores argentinos em Nova Iorque, nos Estados Unidos. As imagens registram uma briga em via pública, com troca de agressões e muita correria, atraindo a atenção de moradores e turistas que estavam na região.

    Ainda não há informações confirmadas sobre o que motivou o desentendimento, mas o episódio rapidamente ganhou repercussão na internet e gerou debates sobre o comportamento de parte das torcidas durante grandes eventos esportivos.

    As autoridades locais não divulgaram detalhes sobre possíveis detenções ou feridos relacionados ao caso. Enquanto isso, o vídeo continua sendo compartilhado nas plataformas digitais e repercute entre os amantes do futebol às vésperas da partida da seleção argentina.

    Veja Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZqMJLvByj2/?igsh=ejI0OTNhbWVwa3Bi

    Por Débora Alcântara

  • INSÓLITA SITUAÇÃO EM VIÑA DEL MAR: HOMEM INTERROMPE O TRÂNSITO POR MAIS DE 25 MINUTOS


    Mundo – Um episódio inusitado chamou a atenção de moradores e motoristas em Viña del Mar, no Chile. Um homem teria permanecido no meio da via por mais de 25 minutos, bloqueando o fluxo de veículos e causando congestionamento na região da 15 Norte.


    Imagens que circulam nas redes sociais mostram a movimentação no local e indicam que passageiros e até o motorista de um ônibus da linha 304 desceram para tentar controlar a situação e liberar a pista.


    Até o momento, não há informações oficiais sobre pessoas feridas ou detidas em decorrência do ocorrido.

    O caso segue repercutindo nas redes sociais pela forma incomum como aconteceu e pelas cenas registradas por quem passava pelo local.

    Veja Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZp9dpmBK3q/?igsh=azhuMXJiNXhvNWF5
  • Reabertura de Ormuz e capacidade nuclear do Irã alimentam dúvidas sobre acordo com EUA

    Uma cerimônia de assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irã está marcada para sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça. Mas o conteúdo do documento deixa mais questões em aberto do que certezas, um dia após a chegada do presidente americano, Donald Trump, a Évian-les-Bains, na França, onde participa da reunião do G7.

    Mundo – Trump desembarcou no encontro proclamando vitória, declarando que a medida garante “segurança em toda a região” e que o “petróleo vai correr livremente”, segundo suas palavras. No entanto, ainda há divergências entre Washington e Teerã sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos falam em reabertura completa, enquanto o Irã ainda espera poder cobrar taxas por serviços marítimos.

    O pesquisador David Rigoulet-Roze, do Instituto francês de Análise Estratégica e editor-chefe da revista Orient Stratégique, ressaltou em entrevista à RFI que ainda precisam ser definidas as modalidades de reabertura do estreito, com ou sem pedágio.

    No fundo, isso coloca em evidência um problema que compromete o princípio de livre circulação inerente à Convenção do Direito do Mar de 1982. Portanto, isso constituiria um precedente muito prejudicial. E até mesmo um país como a China, aliás, apelou abertamente pelo restabelecimento da livre circulação”, observa.

    Questões em aberto sobre o programa nuclear


    Outro ponto sensível do compromisso diz respeito à capacidade nuclear do Irã. Embora o texto completo do protocolo não tenha sido divulgado, ele não mencionaria diretamente o programa balístico iraniano nem como agir diante de possíveis represálias de aliados de Teerã, como o grupo libanês Hezbollah, os rebeldes houthis do Iêmen ou o grupo palestino Hamas.

    Para Rigoulet-Roze, muitos destes pontos serão discutidos e definidos na reunião do G7, sobretudo no que diz respeito aos países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Catar, Omã e o Bahrein, alvo de tiros iranianos nos últimos três meses.

    “Há uma grande cautela por parte desses países, de fato, porque eles fazem um balanço do que aconteceu. Eles constatam que foram alvo de maneira significativa – às vezes até mais do que Israel, no caso de países como os Emirados Árabes Unidos. E isso não é por acaso, já que os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein participam da dinâmica dos Acordos de Abraão desde o primeiro mandato de Donald Trump”, diz

    respostas dos Estados Unidos. “Todos esses países, de um jeito ou de outro, se viram alvo por abrigarem bases americanas que supostamente deveriam lhes garantir uma espécie de seguro multirriscos”, destaca.

    Rigoulet-Roze reconhece que muitos dos ataques foram barrados pelos sistemas antimísseis. “Mas o problema é que o modelo econômico de segurança associado a essas petromonarquias, especialmente modelos como o de Dubai, foi profundamente abalado. Assim, haverá uma reavaliação da situação em relação ao seu grande vizinho, que é o Irã”, prevê.

    Fonte: Terra

  • Trump diz durante o G7 que ‘não haveria Israel’ sem os Estados Unidos

    Presidente norte-americano pontuou que premiê israelense, Benjamin Netanyahu, deve ser mais ‘responsável’.

    Mundo – Na França para a Cúpula do G7, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (16), durante reunião bilateral com emir do Catar, Sheikh Tamim, que “não haveria Israel sem os Estados Unidos”, estendendo críticas ao comportamento do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, sobre a condução de operações militares no Líbano.

    Trump afirmou que, se não fosse por ele, Israel não existiria, pois “não houve presidente que estivesse disposto” a tomar as ações que foram realizadas pelo seu governo. Além disso, o presidente dos EUA pontuou que Netanyahu deveria ser mais responsável em respeito à questão libanesa, visto que o confronto já se “prolonga por muito tempo”.

    “Não é preciso demolir um apartamento toda vez que se procura alguém, porque há muita gente nesses prédios — e nem todos são memnbros do Hezbollah”, disse o presidente americano.”Sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser sincero, acho que eles fariam um trabalho melhor”, acrescentou Trump.

    Apesar das declarações fortes, Trump fez questão de pontuar que cultiva um “ótimo relacionamento” com Benjamin Netanyahu, e minimizou o tópico das recentes operações militares das Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla em inglês) em Beirute, que podem afetar diretamente a negociação de paz norte-americana com o Irã: “Considero essa uma guerra menor. O Irã é o grande problema, mas temos aquele pequeno foco de atenção que constantemente ressurge, que é o Hezbollah”.

    Vale lembrar que o Irã advertiu os Estados Unidos de que qualquer novo ataque israelense contra o Líbano ou a continuidade da ocupação de territórios libaneses poderá ser considerada uma violação do acordo provisório firmado entre Teerã e Washington.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • EUA afirmam já ter assinado acordo com Irã; Trump diz que texto será divulgado após cerimônia presencial na sexta

    Documento foi assinado eletronicamente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, por seu vice, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Qalibaf.

    Mundo – Os Estados Unidos e o Irã já assinaram o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio, segundo disse uma fonte do governo dos EUA à agência de notícias Reuters

    A assinatura ocorreu de forma eletrônica nesta segunda-feira (15), disse o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, à rede norte-americana NBC News.

    Segundo a Reuters, assinaram o documento o presidente dos EUA, Donald Trump, J.D. Vance, e o presidente do Parlamento do Irã, Mohammed Qalibaf, líder da comitiva iraniana de negociadores e figura central do governo do país. O governo Trump entende que Qalibaf está autorizado pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, a negociar e assinar o documento em seu nome.

    Uma cerimônia para a assinatura presencial do acordo foi marcada para esta sexta-feira (19) em Genebra, na Suíça. Trump afirmou que Vance irá ao país europeu para assinar o documento presencialmente. Ainda não se sabe, no entanto, quais outras autoridades norte-americanas e iranianas comparecerão ao evento.

    Segundo a Reuters, o acordo de paz prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã. O tratado também prevê o alívio de sanções e descongelamento de bens de Teerã, porém isso ainda não ocorreu. Segundo a Reuters, os EUA estão prontos para fazer isso, porém aguardarão para ver a postura dos iranianos. Trump disse em coletiva que não aliviará nada para o Irã “até que façam o que devem fazer”.

    De acordo com os EUA e o Irã, discussões técnicas para aprofundar o tratado entre os dois países serão iniciadas mais tarde nesta semana.

    Acordo de paz

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista ao jornal “The New York Times” que o acordo assinado entre EUA e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. No entanto, o Irã disse nesta segunda (15) que passará a cobrar uma “taxa por serviço” de navios que cruzarem a via marítima.

    O acordo foi anunciado no domingo (14) após mais de três meses de guerra, e será assinado na sexta-feira (19), em uma cerimônia em Genebra, na Suíça, segundo o Paquistão, que mediou nas negociações.

    Em entrevista ao “New York Times” logo após o anúncio, Trump disse que o acordo prevê a isenção permanente de qualquer pedágio em Ormuz, como o Irã havia sugerido durante o conflito.

    Nesta segunda, no entanto, o Ministério das Relações Exteriores iraniano anunciou que haverá “taxas de serviço marítimo”.

    Trump diz ter salvado Israel ‘de ataque nuclear’

    Na entrevista ao “New York Times”, Trump afirmou ainda que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, ajudaram na resolução do acordo de paz com o Irã.

    Ele agradeceu aos líderes dos dois países, mas criticou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    Trump afirmou que, “apesar das objeções do primeiro-ministro israelense ao acordo, salvei Israel da destruição nuclear” — o norte-americano tem mostrado sinais de irritação com Netanayhu por conta dos ataques de Israel ao Líbano e disse que os dois, inclusive, chegaram a travar uma discussão acalorada ao telefone na semana passada.

    O presidente norte-americano disse ainda que, caso o Irã não assinasse um acordo, ele se tornaria uma espécie de “guardião do Oriente Médio”, capturando 20% das receitas geradas na região.

    Fonte: G1