Categoria: Mundo

  • Casa Branca defende não concessão de vistos a árbitro somali e a iranianos: ‘Razões muito boas’

    Andrew Giuliani, chefe da Força-Tarefa, declarou que nenhum jogador e treinador foram afetados.

    Mundo – Andrew Giuliani, chefe da Força-Tarefa da Casa Branca, para a Copa do Mundo de 2026 defendeu na terça-feira (9) a decisão dos Estados Unidos de não conceder vistos a um árbitro somali e a parte da delegação da seleção iraniana.

    — Até este momento, tivemos 35 equipes que vieram aos Estados Unidos — declarou Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa, em um evento organizado pelo Atlantic Council em Washington.

    — Não foi negada a entrada a nenhum jogador nem a nenhum treinador — acrescentou. — Houve alguns dirigentes aos quais a entrada foi negada, e por razões muito boas.

    — Estamos buscando esse equilíbrio entre garantir que qualquer agente mal-intencionado que tente entrar no país sob o pretexto da Copa do Mundo não tenha acesso aos Estados Unidos — explicou.

    Giuliani, filho do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, foi questionado especificamente sobre a decisão de proibir a entrada no país do árbitro somali Omar Artan.

    ‘Por razões muito boas’

    Omar Artan, de 34 anos, que foi eleito árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, deveria ser o primeiro somali a apitar em uma Copa do Mundo.

    — Embora eu não possa entrar em detalhes, o que posso dizer, em linhas gerais, é que foi por uma razão muito boa — afirmou Giuliani sobre Artan, cuja entrada foi negada no aeroporto de Miami no sábado.

    Mais tarde, um porta-voz do Departamento de Estado declarou à AFP que Artan “é suspeito de estar vinculado a supostos integrantes de organizações terroristas”, o que “inabilita viajante para ser admitido nos Estados Unidos”.

    A Somália é um dos vários países cujos cidadãos são afetados por uma proibição de entrada nos Estados Unidos imposta pela administração de Donald Trump.

    O Irã, que disputará suas três partidas da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 em território americano, foi obrigado a transferir sua base de treinamentos de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México, devido à guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro após os ataques dos Estados Unidos e de Israel a Teerã.

    A federação iraniana de futebol informou nesta terça-feira que sua cota de ingressos para torcedores foi revogada e que alguns membros da equipe de apoio da seleção tiveram seus vistos negados.

    Giuliani afirmou que “toda a comissão técnica iraniana vai entrar” nos Estados Unidos, mas que há “alguns dirigentes iranianos que não vão entrar, novamente, por razões muito boas”.

    Ele ressaltou que “não pode entrar em detalhes”, mas que “há algumas pessoas que dizem ser treinadores e talvez não sejam”.

    O funcionário afirmou que Trump quer garantir que haja “igualdade de condições” para todas as seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 e, ao mesmo tempo, assegurar que pessoas que trabalhem diretamente, digamos, com o CGRI (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) não tenham qualquer possibilidade de entrar nos Estados Unidos.

    O enviado da Casa Branca acrescentou ainda que atualmente “não há ameaças críveis” contra o torneio, mas que a comunidade de inteligência “triplicou” seus esforços e continuará monitorando a situação “daqui até que seja marcado o último gol, em 19 de julho”.


    Fonte e Foto: Jornal Extra

  • Vídeo de mulher se balançando por ganchos presos à pele viraliza e impressiona internautas

    As imagens chamaram a atenção pela prática extrema de suspensão corporal, despertando curiosidade e dividindo opiniões entre usuários sobre os limites da modificação corporal e da resistência física.

    Mundo – Um vídeo que circula nas redes sociais tem chamado a atenção de milhares de pessoas ao mostrar uma mulher realizando uma suspensão corporal, prática em que ganchos são inseridos na pele para sustentar o peso do próprio corpo. Nas imagens, ela aparece balançando no ar, enquanto espectadores acompanham a apresentação.


    A gravação rapidamente viralizou e provocou diferentes reações entre os internautas. Enquanto alguns demonstraram admiração pela coragem e pelo controle físico exigidos para a atividade, outros relataram desconforto ao assistir às cenas e questionaram os riscos envolvidos.


    A suspensão corporal é uma prática conhecida em alguns grupos ligados à arte performática e à modificação corporal. Quando realizada, costuma seguir protocolos específicos de higiene e segurança, com profissionais experientes e materiais esterilizados, para reduzir os riscos de complicações.


    Apesar do impacto visual, especialistas alertam que esse tipo de procedimento não deve ser reproduzido sem conhecimento técnico e preparação adequada, pois pode causar lesões, infecções e outros problemas de saúde.


    O vídeo continua sendo compartilhado em diferentes plataformas e segue gerando debates sobre expressão artística, resistência física e os limites das intervenções no corpo humano.

    Veja Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZYXJqAhsYJ/?igsh=MTdvZHQ5ZmY1bXlreA==

    Por Débora Alcântara

  • EUA revogam ingressos da Copa de torcedores do Irã, diz Federação de Futebol do país

    Segundo a Federação de Futebol do Irã, a decisão deixa os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana.

    Mundo – A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) afirmou nesta terça-feira (9) que sua cota de ingressos para a Copa do Mundo foi retirada pelos Estados Unidos poucos dias antes do início, que ocorre nesta quinta-feira (11).

    A decisão deixa os torcedores que já haviam feito planos de viagem impossibilitados de assistir às partidas da seleção iraniana.

    “Isso acontece apesar do fato de que muitos torcedores iranianos, confiando no processo oficialmente anunciado, já haviam feito os planos necessários para comparecer aos jogos”, acrescentou a FFIRI em comunicado.

    A cota de 8% de ingressos destinada aos torcedores foi retirada pelos Estados Unidos, deixando a federação atualmente impossibilitada de distribuir ingressos aos torcedores.

    Até a última atualização da reportagem, nem os Estados Unidos nem a Fifa tinham se manifestado.

    Em meio ao conflito entre Irã e Estados Unidos, os jogadores iranianos receberam autorização para entrar em território americano para disputar as partidas da Copa do Mundo, mas não poderão permanecer no país entre os compromissos. Time do Irã terá que sair dos EUA após cada jogo.

    A delegação chegou neste domingo a Tijuana, no México, onde ficará concentrada durante a primeira fase da competição. Inicialmente, a equipe planejava se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará seus três primeiros jogos nos Estados Unidos. No entanto, a guerra que começou após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã alterou toda a logística da seleção.

    De acordo com o embaixador iraniano no México, o visto concedido aos 26 jogadores permite apenas a entrada temporária nos Estados Unidos para treinamentos e partidas. A autorização não inclui pernoites em território americano. Com isso, a equipe terá que retornar a Tijuana após cada jogo ou atividade realizada nos EUA.

    Fonte: G1

  • CNJ abre processo disciplinar contra desembargador de MG acusado de crimes sexuais

    Denúncias contra Magid Láuar vieram à tona após ele absolver homem de 35 anos acusado de estupro de menina de 12 anos, no Triângulo Mineiro. Desembargador reviu decisão.

    Política – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou nesta terça-feira (9) a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar denúncias de crimes sexuais contra o desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais Magid Nauef Láuar.

    Os conselheiros ainda aprovaram a manutenção do afastamento do desembargador de suas funções, que vigora desde fevereiro.

    As denúncias contra Láuar vieram à tona depois que ganhou repercussão nacional uma decisão do próprio desembargador, que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de uma menina de 12 anos, no Triângulo Mineiro.

    Na decisão, ele alegou que havia vínculo afetivo consensual entre o acusado e a vítima. Essa decisão acabou revista por ele.

    Nesta terça, o corregedor do CNJ, ministro Mauro Campbell, apresentou relatório sobre a investigação preliminar do caso. De acordo com ele, há indícios suficientes de prática de grave desvio de conduta e afronta aos deveres funcionais por parte do magistrado, o que justifica a abertura do PAD e a manutenção do afastamento dele.

    O voto de Campbell obteve apoio unânime dos demais conselheiros do CNJ.

    De acordo com o corregedor, o CNJ colhei depoimentos de sete pessoas que relataram terem sido vítimas de Láuar. Essas vítimas acusam o magistrado de crimes como ato análogo ao estupro e importunação sexual.

    Ao analisar as vítimas, constatou-se que muitas delas se encontravam em situação de vulnerabilidade, possuindo tenra idade ou atuando como estagiárias, servidoras com vínculo precário, ou em situação de dependência ou subordinação em relação ao requerido. A partir de então, a abordagem ocorria de maneira progressiva, evoluindo os assédios verbais de cunho sexual para convites para almoçar ou viajar”, completou o corregedor.

    Ainda de acordo com Cambell, as vítimas relataram que Láuar adotava medidas como convocá-las ao seu gabinete, ao fim do expediente, quando o fórum já estava praticamente vazio, momento em que investia contra elas.

    “Em quase todos os casos o requerido forçava situações de contato físico solicitando abraços das vítimas quando se encontrava a sós em sua companhia. Por fim, também foi observada descrença institucional, materializada na percepção generalizada de que denúncias não resultariam em consequências para Magid Láuar, especialmente em razão do prestígio social que o agressor dispunha perante a sociedade em relação de sua condição de magistrado e hoje de desembargador”, afirmou Campbell.

    A defesa de Láuar alegou que as denúncias tratam de casos que teriam acontecido “há décadas atrás” e defendeu que o conselho reconhecesse a prescrição dos eventuais crimes.

    “Estamos falando de questões da década de 90, de questões de 30 anos atrás, de 15 anos atrás”, disse o advogado Daniel Calazans Palomino Teixeira.

    O advogado apontou ainda que o procedimento em desfavor de Láuar está sendo aberto “apenas com base em relatos, que podem configurar falsas memórias”.

    Fonte: G1

  • Irã e Israel interrompem ataques após pedido de Trump, mas mantêm ameaças

    Os dois países fizeram bombardeios mútuos, rompendo com o cessar-fogo em vigor no Oriente Médio. Segundo rede israelense Canal 12, pausa não valerá para o Líbano.

    Mundo – Irã e Israel suspenderam nesta segunda-feira (8) os ataques mútuos, após apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, ambos os lados mantiveram o tom de ameaça.

    A troca de fogo interrompeu o cessar-fogo em vigor desde abril e lançou a guerra no Oriente Médio a uma nova escalada. Veja abaixo os principais acontecimentos:

    • No domingo (7), o Irã atacou Israel em retaliação aos bombardeios israelenses contra o Líbano nos últimos dias.
    • Horas depois, Israel respondeu e bombardeou três pontos do território iraniano, incluindo alvos em Teerã.
    • Na manhã desta segunda (8), Trump fez um apelo para que os dois países parassem os ataques: “Israel e o Irã devem parar imediatamente o ‘tiroteio’”.
    • Horas depois, o comando militar do Irã anunciou a suspensão dos ataques e disse que deu uma “resposta dolorosa” a Israel.
    • Meia hora depois, foi a vez de Israel anunciar a interrupção dos bombardeios dirigidos ao Irã.

    Apesar da suspensão dos ataques, o primeiro-ministro israelense manteve as ameaças. Benjamin Netanyahu, afirmou que, caso o Irã ataque o território israelense novamente, Israel responderá “com força”.

    Citando as fontes do governo, a agência de notícias Reuters afirmou que Israel decidiu interromper os ataques após o premiê israelense falar ao telefone com Trump — na semana passada, os dois se desentenderam após o norte-americano exigir que Netanyahu parasse os ataques ao Líbano – pedido que foi ignorado por Israel.

    A suspensão dos ataques israelenses, no entanto, valerá apenas para bombardeios ao Irã, e a ofensiva no Líbano seguirá, disse ainda a fonte ouvida pelo Canal 12.

    A reportagem da rede de TV também afirmou que os ataques israelenses no sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias e que haverá bombardeios também à capital Beirute caso o grupo terrorista Hezbollah siga atacando o norte de Israel.

    As Forças Armadas de Israel divulgaram mais cedo imagens do ataque ao território iraniano. O bombardeio foi uma retaliação aos mísseis que Teerã lançou no domingo (7).

    As imagens, segundo as forças israelenses, mostram o momento em que mísseis de Israel atingem sistemas de defesa aérea do Irã. Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram que os sistemas atingidos abrigavam mísseis destinados a atingir aeronaves.

    O Irã chegou a culpar nesta segunda-feira (8) os Estados Unidos pela troca de ataques que travou com Israel no fim de semana.

    O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, afirmou ainda que as ações israelenses não podem ser dissociadas das políticas americanas. Segundo Baghaei, os novos ataques só agravam o “processo diplomático caótico” com os Estados Unidos e aumentam ainda mais a desconfiança de Teerã em relação a Washington.

    Esmaeil Baghaei acrescentou que os EUA têm responsabilidade direta pelas recentes violações do cessar-fogo e que Israel não toma medidas independentes sem consultar Washington.

    Fonte: G1

  • Trump se manifesta após Irã e Israel romperem cessar-fogo de abril

    O presidente Donald Trump exigiu fim “imediato” dos ataques após quebra de cessar-fogo entre Irã e Israel.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou, nesta segunda-feira (8/6), sobre a recente troca de ataques entre Irã e Israel, o primeiro confronto direto entre os países desde o cessar-fogo de abril.

    Em publicação na Truth Social, Trump exigiu que os bombardeios sejam interrompidos “imediatamente”.

    Nesse domingo (7/6), o líder americano já havia criticado a ofensiva israelense contra os subúrbios ao sul de Beirute, afirmando que a ação não foi coordenada com Washington.

    Irã e Israel

    Em resposta aos mísseis lançados pelo Irã, as forças israelenses atacaram alvos militares no oeste e centro do país persa nesta segunda-feira (8/6). O ataque de Teerã havia sido uma reação às operações de Israel contra o Hezbollah no Líbano.

    Esta mais recente escalada nos combates coloca em risco as negociações promovidas pelos Estados Unidos para conter a guerra no Oriente Médio.



    Fonte e Foto: Metrópoles

  • União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

    Bloco considera que o Brasil não está em conformidade com suas normas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária

    Mundo – A União Europeia (UE) formalizou, em documento divulgado na sexta-feira, 5, a retirada do Brasil da lista de países considerados em conformidade com suas normas sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. Como consequência, as exportações de carne brasileira para o bloco ficarão impedidas a partir de 3 de setembro deste ano.

    Os antimicrobianos são substâncias utilizadas no tratamento e na prevenção de infecções em animais. Parte desses medicamentos também pode ser empregada para estimular o crescimento dos rebanhos.

    O Terra pediu posicionamentos aos ministérios da Fazenda, da Agricultura e ao Itamaraty sobre a oficialização do banimento, e aguarda retorno. 

    A medida já havia sido anunciada em maio deste ano. “[O Brasil] deixará de poder exportar para a UE mercadorias (tanto animais vivos destinados à produção de alimentos como produtos derivados), tais como bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, aquicultura, mel e envoltórios”, disse a porta-voz Eva Hrncirova, da Comissão Europeia responsável pela área de Saúde, em entrevista à agência de notícias Lusa.

    Na ocasião, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o diálogo com a UE continuará e o Brasil provará que está agindo conforme as regras, pois a carne brasileira é “inatacável”.

    “A questão de aprovação de sanidade dos produtos brasileiros, é uma questão que se trata cotidianamente, sempre. O Brasil é um grande exportador de proteína animal para os Estados Unidos, para a União Europeia, para a Ásia, para todos os continentes”, disse.

    O Brasil é um dos maiores exportadores no setor agrícola de forma geral e esse diálogo com as autoridades locais é constante porque a vigilância sanitária em cada país – como também é no Brasil – sempre evolui e pede informações adicionais”, continuou.

    Segundo as regras da União Europeia, o veto às carnes brasileiras pode ser revisto. Para retornar à lista, “o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados”, referiu a porta-voz Eva Hrncirova. Segundo o órgão, o País não deu garantias sobre a não utilização destes produtos na pecuária.

    Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações”, esclareceu, acrescentando que o órgão tem colaborado estreitamente com as autoridades brasileiras sobre o tema.

    Fonte: Terra

  • O que muda com a classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA

    O enquadramento altera drasticamente o “status jurídico” das duas facções criminosas perante a comunidade internacional

    Mundo – Após publicação no Federal Register desta sexta-feira (5/6), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão classificados oficialmente pelo governo de Donald Trump como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

    O enquadramento, assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, altera consideravelmente o “status jurídico” das duas facções criminosas perante a comunidade internacional.

    Mas, na prática, quais as consequências imediatas agora que PCC e CV receberam o carimbo de “terroristas“? O Metrópoles esclarece essa questão.

    PCC e CV terroristas

    • Ao serem oficialmente designadas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), as duas organizações brasileiras deixam de ser tratadas pela inteligência americana apenas como gangues criminosas locais ou cartéis de narcotráfico.
    • Essa mudança confere ao governo dos EUA poder de persecução global muito mais agressivo, permitindo a mobilização de agências de segurança nacional para rastrear, sufocar e neutralizar as redes operacionais de ambos os grupos fora do território brasileiro.
    • Além do cerco financeiro, a designação ativa rigoroso dispositivo penal contra qualquer indivíduo ou empresa que preste apoio às facções.
    • O enquadramento na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA (INA) impõe severas restrições de mobilidade e imigração para as lideranças e membros cadastrados de ambas as facções.

    Qualquer cidadão estrangeiro comprovadamente vinculado ao PCC ou ao CV tem seu visto americano cancelado e torna-se legalmente inadmissível nos Estados Unidos, com ritos de deportação imediata caso já se encontre em território americano.

    A consequência mais asfixiante dessa medida é o bloqueio econômico automático no sistema financeiro internacional.

    Sob as diretrizes da Seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA (INA), qualquer instituição financeira que opere nos EUA ou utilize o dólar em suas transações é obrigada a congelar, de forma compulsória, todos os ativos, contas bancárias e propriedades ligadas ao PCC, ao CV ou a seus integrantes identificados.

    Trocando em miúdos, esse mecanismo inviabiliza a lavagem de dinheiro das facções em paraísos fiscais e restringe severamente a capacidade dos comandos de financiar o tráfico de armas e drogas em larga escala, cortando o fluxo de capital que alimenta suas operações.

    Sanções e deportações

    Ao Metrópoles, fontes do Departamento de Estado confirmaram com exclusividade que qualquer pessoa ou empresa — dentro ou fora dos EUA — que mantenha relações financeiras ou materiais com integrantes das facções poderá ser alvo de sanções, processos criminais e até medidas migratórias.

    A nova classificação também aumenta a pressão sobre bancos, corretoras, empresas e instituições financeiras em diversos países, que tendem a reforçar mecanismos de controle para evitar qualquer ligação direta ou indireta com as facções.

    América Latina na alça de mira

    A medida faz parte de nova estratégia de contraterrorismo adotada por Washington, que passou a tratar cartéis de drogas e organizações criminosas transnacionais de forma semelhante a grupos terroristas internacionais.

    Na prática, a política amplia o conceito tradicional de terrorismo e aproxima temas como narcotráfico, migração, segurança energética, crime organizado e disputa geopolítica dentro de uma mesma lógica estratégica.

    Fonte: Metrópoles

  • Líbano acusa Irã de usar o país como ‘moeda de troca’ nas negociações com os EUA

    Um dia antes, o Hezbollah, grupo extremista do país apoiado pelo regime iraniano, rejeitou um acordo de cessar-fogo negociado pelo governo libanês em Washington e os confrontos entre ele e Israel seguiram.

    Mundo – O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou o Irã de tratar o Líbano como uma “moeda de troca” em suas negociações com os Estados Unidos nesta sexta-feira (5).

    Em uma coletiva de imprensa sobre um apelo feito pela ONU por ajuda humanitária para o país, o premiê afirmou:

    “Se me permitem dirigir algumas palavras ao Irã, é o seguinte: tenham misericórdia do nosso sul, parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca para melhorar os termos das suas negociações”.

    O presidente libanês, Joseph Aoun, também condenou a postura do Irã em entrevista para a emissora americana CNN. Ele classificou o que chamou de “interferência no país” de “inaceitável”.

    O Líbano voltou a sofrer ataques aéreos de Israel desde o começo de março, quando o grupo extremista Hezbollah lançou mísseis contra o território israelense em retaliação ao começo da guerra no Irã, país que é seu aliado.

    Na noite desta quinta-feira (4), inclusive, o regime iraniano reafirmou seu apoio ao seu aliado libanês e exigiu que Israel se retire do sul do Líbano. Há quatro dias, o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com os EUA à interrupção dos bombardeios israelenses contra alvos em território libanês.

    Na quarta-feira (3), o Departamento de Estado dos EUA anunciou que Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo.

    No entanto, poucas horas após o anúncio da trégua, ataques israelenses mataram pelo menos quatro pessoas em território libanês.

    Na noite desta quinta-feira (4), sete pessoas morreram em ataques aéreos de Israel realizados contra a cidade de Tiro, no sul do Líbano, segundo uma fonte da Defesa Civil libanesa.

    De acordo com a fonte, um dos ataques ocorreu nas proximidades do Hospital Jabal Amel, um dos três da cidade, e deixou quatro mortos e sete feridos. Uma agência bancária foi destruída e o hospital sofreu danos.

    O outro bombardeio matou três pessoas e feriu cinco, incluindo duas crianças, em um bairro residencial.

    Em comunicado oficial, o Exército israelense anunciou ataques contra o Hezbollah em três locais ao norte do rio Litani, a cerca de 40 quilômetros da fronteira, e ordenou a evacuação da população local.

    Nesta sexta-feira, após os ataques a Tiro, o presidente do Parlamento libanês e aliado do Hezbollah, Nabih Berri, disse que concordaria com a retirada do grupo do sul do país se as tropas israelenses deixassem simultaneamente o território que ocupam.

    Em declarações escritas distribuídas por seu gabinete, Berri criticou o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, considerando-o injusto e afirmando que deveria ter incluído um “cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar”.

    Um dia antes, o chefe do grupo extremista Hezbollah rejeitou o acordo anunciado em Washington. Naim Qassem disse que, enquanto aldeias libanesas forem bombardeadas e pessoas forem mortas, o norte de Israel não estará seguro:

    Os ataques israelenses no Líbano mataram 3.526 pessoas desde o início do conflito, em 2 de março, e deslocaram mais de um milhão de moradores, segundo as autoridades.

    Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram no Líbano.

    Fonte: G1

  • ,Israel e Líbano concordam em implementar cessar-fogo e criar zonas de segurança para afastar Hezbollah do sul do país

    Acordo mediado pelos EUA prevê retirada de integrantes do grupo de áreas ao sul do rio Litani e ampliação do controle do Exército libanês

    Mundo – Israel e Líbano concordaram nesta quarta-feira em renovar o cessar-fogo entre os dois países e criar uma série de “zonas-piloto” de segurança dentro do território libanês, das quais integrantes do Hezbollah serão excluídos. O acordo foi anunciado em uma declaração conjunta divulgada pelos dois governos e pelos Estados Unidos após a quarta rodada de negociações realizadas em Washington com mediação americana.

    Segundo o texto, o cessar-fogo está condicionado à interrupção total dos disparos do Hezbollah e à retirada de todos os integrantes do grupo das áreas ao sul do rio Litani. O acordo também prevê que o Exército libanês assuma o controle dessas regiões, embora os detalhes sobre a implementação das novas zonas de segurança não tenham sido divulgados.

    “Essas medidas permitirão avanços rumo a um acordo abrangente de paz e segurança”, afirma a declaração conjunta. “Todos os países reafirmaram que o futuro da relação entre Israel e Líbano deve ser decidido pelos dois governos soberanos. Eles rejeitaram qualquer tentativa, por parte de qualquer Estado ou ator não estatal, de manter o futuro do Líbano como refém”.

    A referência é direcionada ao Irã, principal aliado do Hezbollah. Teerã tem defendido o fim dos ataques israelenses ao Líbano como parte de um entendimento mais amplo com os Estados Unidos para encerrar o conflito envolvendo o Irã. O Hezbollah não participa das negociações entre Israel e Líbano.

    O anúncio foi feito em meio à continuidade dos confrontos no território libanês. Horas antes do início do segundo dia de negociações em Washington, um ataque israelense atingiu um carro em uma rodovia movimentada na região de Khaldeh, ao sul de Beirute. O bombardeio ocorreu sem aviso prévio, e não houve confirmação imediata sobre a identidade ou o destino da pessoa visada.

    Na segunda-feira, Israel e Líbano já haviam alcançado um entendimento intermediado pelos Estados Unidos segundo o qual Israel deixaria de atacar os subúrbios ao sul de Beirute, enquanto o Hezbollah encerraria seus ataques ao norte de Israel. O acordo foi fechado poucas horas depois de Israel anunciar planos para uma ampla ofensiva contra bairros próximos à capital libanesa.

    O governo libanês busca ampliar o alcance do cessar-fogo para que ele passe a valer em todo o território nacional. Israel, por sua vez, defende o desarmamento imediato do Hezbollah antes de encerrar suas operações militares no Líbano e retirar suas tropas de dezenas de cidades e vilarejos ocupados durante os combates.

    Pouco depois do ataque em Khaldeh, militares israelenses afirmaram ter interceptado uma aeronave considerada hostil que teria partido do sul do Líbano. As Forças Armadas não atribuíram a ação ao Hezbollah, que não reivindica ataques transfronteiriços desde o entendimento alcançado no início da semana.

    Os ataques israelenses continuaram ao longo do sul do Líbano, especialmente nas regiões de Tiro e Nabatieh. Segundo relatos locais, dois bombardeios realizados durante a madrugada perto de Tiro mataram quatro cidadãos sírios e dois palestinos.

    Israel também emitiu alertas para bairros cristãos de Tiro, afirmando que integrantes do Hezbollah estariam presentes nessas áreas. Nos últimos dias, muitos muçulmanos xiitas haviam se deslocado para a região por ela ter sido poupada dos bombardeios ao longo da costa mediterrânea.

    Após os avisos, o Exército libanês foi mobilizado para bairros cristãos da cidade com o objetivo de impedir ataques israelenses e demonstrar que não há presença armada do Hezbollah na área. A medida ocorreu enquanto os dois países tentavam avançar nas negociações conduzidas em Washington.

    A atual guerra começou em 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel em apoio ao Irã. Dias depois, Israel iniciou uma invasão do sul do Líbano. Nas últimas semanas, tropas israelenses avançaram ainda mais no território libanês, enquanto o Hezbollah continuou reivindicando ataques com foguetes e drones.

    Segundo autoridades libanesas, a guerra no Líbano tornou-se o desdobramento mais letal do conflito dos EUA e de Israel contra o Irã, forçando mais de 1,2 milhão de pessoas a deixarem suas casas. Pelo menos 3,4 mil pessoas foram mortas no país desde março. Do lado israelense, o Estado judeu afirma que 24 soldados e quatro civis morreram no mesmo período.

    Fonte: O Globo