O governador Roberto Cidade (União) informou, em coletiva nesta segunda-feira (12), que está em articulação com representantes do governo federal para obter recursos emergenciais contra os incêndios e a fumaça que vêm prejudicando a população do Amazonas nas últimas semanas. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), R$ 45 milhões foram disponibilizados pelo Fundo Amazônia para o projeto ProAmazon, voltado a equipar o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) especificamente para combater incêndios. Desse montante, o estado já recebeu R$ 34,7 milhões. Ainda há R$ 10 milhões disponíveis para serem utilizados.
Ao todo, o estado já recebeu mais de R$ 372 milhões desde 2023 para socorro, ajuda humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais. De acordo com o ministério, foram aprovados 262 planos de trabalho, sendo 243 de assistência humanitária, seis de restabelecimento e 13 de reconstrução.
O governador Roberto Cidade informou que esse novo pedido ainda não possui valores definidos. A gestão estadual deverá apresentar planos de trabalho que viabilizem a liberação dos recursos. Também serão verificadas as demandas individuais das prefeituras afetadas pela emergência.
No último sábado, Cidade assinou um decreto de emergência em 36 municípios por conta dos incêndios florestais, reconhecido no mesmo dia pelo Ministério da Integração. O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, esteve no Amazonas e ressaltou que insistiu “na celeridade para que o Estado decretasse a emergência e fizesse o pedido de reconhecimento” urgentemente.
O ministro Waldez Góes, titular da pasta, ressaltou que não faltaria nada para o enfrentamento ao fogo, incluindo “equipamentos, veículos, homens, recursos, tudo o que for preciso será disponibilizado. É assim que o Governo Federal vem fazendo desde 2023”.
Atuação
À imprensa, Roberto Cidade lembrou ainda do decreto de emergência climática feito em junho, que o tornou alvo de críticas de terceiros. “Disseram que eu estava fazendo isso para tentar pegar recursos. O resultado está aí, nós estávamos certos, tomamos a decisão no momento certo.”
O governador informou que os planos de trabalho para combater os efeitos das queimadas estão sendo concluídos junto à Defesa Civil, que enviará os dados à Defesa Civil Nacional. Representantes do Sistema Único de Saúde (SUS) farão o mesmo, com foco nas situações de maior emergência. Segundo Cidade, os recursos executados neste ano foram disponibilizados em 2025, sem que novas verbas tenham chegado por parte da União.
“Mas isso não importa. O momento agora é de evitar narrativas polêmicas, confrontos. O momento agora é de união, de construção e de enfrentar o problema da melhor forma possível. Já estamos recebendo apoios do governo federal, acredito que foi muito rápido, mas nós já esperávamos que isso ia acontecer”, disse.
O enfrentamento às queimadas no Amazonas reúne diferentes frentes de atuação. Entre elas está a operação Amazonas+Verde, iniciada em maio, que integra ações de combate aos incêndios florestais, educação ambiental, enfrentamento aos ilícitos ambientais e ampliação da capacidade operacional. A iniciativa atua no combate imediato aos focos em 33 municípios e alcançou mais de 43 mil pessoas com atividades educativas entre junho e agosto.
A operação Tamoiotatá intensificou as ações de campo na Região Metropolitana de Manaus e nos municípios de Manaquiri, Autazes, Careiro Castanho e Careiro da Várzea. Enquanto o CBMAM atua diretamente no combate ao fogo, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) realiza fiscalizações para coibir o uso irregular do fogo.
O estado também conta com a operação Alerta Fogo, que utiliza monitoramento por satélite, drones e equipes em campo para identificar e fiscalizar infrações ambientais.
Fonte: Acrítica.com








