Um homem identificado pela Polícia Civil como suspeito de uma série de ataques contra mulheres no Guarujá, no litoral de São Paulo, teria confessado os crimes durante depoimento. O caso ganhou atenção após imagens de câmeras de segurança ajudarem os investigadores a identificar o suspeito e apontarem um padrão nas abordagens.
Segundo as informações divulgadas sobre a investigação, o homem utilizava uma motocicleta para acompanhar e abordar mulheres que circulavam pelas ruas da cidade. Uma das ocorrências mais recentes envolveu uma adolescente de 13 anos, o que pode levar à apuração de crime de natureza sexual contra vulnerável, conforme as circunstâncias que forem comprovadas pela investigação.
Veja ao vídeo
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Imagens de segurança registraram momentos em que o suspeito aparece seguindo vítimas antes das abordagens. Os registros passaram a ser analisados pelos investigadores como parte do conjunto de elementos reunidos no inquérito.
Confissão é analisada pela polícia
Durante o depoimento, o homem teria admitido envolvimento nos crimes investigados. A polícia agora busca confrontar a versão apresentada por ele com imagens, relatos das vítimas e demais elementos reunidos durante a investigação.
O episódio envolvendo a adolescente de 13 anos também deverá ser analisado de forma específica pelas autoridades, considerando a idade da vítima e as circunstâncias relatadas.
Até o momento, o homem é tratado como suspeito, e a eventual responsabilização criminal dependerá da investigação e das decisões da Justiça.
Período eleitoral impõe restrições a prisões
A situação ocorre durante o período de restrições previsto na legislação eleitoral. De acordo com o Código Eleitoral, eleitores não podem ser presos ou detidos desde cinco dias antes da eleição até 48 horas depois do encerramento do pleito, salvo nas hipóteses previstas em lei, como flagrante delito, sentença condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.
Para as Eleições Gerais de 2026, o TSE estabeleceu que esse período de restrição para eleitores começou em 29 de setembro e segue até 6 de outubro.
Isso significa que a situação jurídica do suspeito depende das circunstâncias concretas da ocorrência e da avaliação das autoridades competentes. A regra eleitoral não representa uma imunidade geral contra prisão.
Investigação continua
Com a identificação do suspeito, a Polícia Civil deverá aprofundar a apuração para esclarecer quantas vítimas podem estar relacionadas aos ataques e reunir elementos que permitam a responsabilização pelos crimes eventualmente comprovados.
As imagens de segurança, os depoimentos e a possível confissão devem ser confrontados ao longo do procedimento. O caso também deverá passar pela análise do Ministério Público e do Poder Judiciário, conforme o avanço da investigação.
Enquanto isso, a polícia mantém as diligências para esclarecer completamente os episódios registrados no Guarujá.









