A Prefeitura de Santarém, no oeste do Pará, formalizou a decretação de situação de emergência no município em decorrência da estiagem severa. O documento, assinado pelo prefeito José Maria Tapajós, foi motivado pelo recuo acentuado no volume dos rios Tapajós e Amazonas, que já altera a rotina da população local.
A redução do nível hídrico abaixo dos parâmetros regulares compromete de forma direta a navegabilidade nos rios, igarapés e afluentes da região. Essa limitação afeta o transporte de pacientes que necessitam de cuidados de saúde, a locomoção de estudantes até as unidades de ensino e a rotina de trabalhadores rurais.
O cenário de estiagem também cria obstáculos para o abastecimento básico das populações mais isoladas, dificultando a entrega de medicamentos, gêneros alimentícios e o acesso à água potável. Em diversas comunidades da região, onde a malha fluvial representa a única via de tráfego, bancos de areia e trechos secos inviabilizam a circulação mesmo de embarcações de menor porte.
O impacto do período de seca estende-se a outras áreas vizinhas na calha do Baixo Amazonas. De acordo com o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Parintins, Gesinaldo Sateré, cerca de 90% da navegabilidade de acesso a aldeias indígenas encontra-se comprometida, exigindo o apoio de helicópteros e longos deslocamentos a pé para a entrega de suprimentos e atendimento de saúde.
Fonte: Acrítica.com









