O Amazonas terá voz em um dos principais encontros globais de formação de lideranças jovens. O pedagogo e empresário amazonense Jhony Abreu, ex-presidente e voluntário do Comitê AFS Manaus, foi confirmado pela AFS Internacional para representar a organização na 31ª Assembleia da Juventude da AFS, que acontece de 12 a 14 de agosto, em Genebra, na Suíça. O tema deste ano, “Rise. Reimagine. Rebuild: A World for All” (“Levantar. Reinventar. Reconstruir: Um Mundo para Todos”), convoca jovens de todo o planeta a repensar caminhos mais inclusivos de desenvolvimento.
Criada em 2004 e ligada à AFS Intercultural Programs, a Assembleia mantém forte diálogo com o sistema das Nações Unidas e é hoje uma das principais plataformas de formação de jovens lideranças do mundo. A edição de 2026 deve reunir mais de 700 delegados de cerca de 100 países, com programação ao lado de especialistas da ONU, organizações não governamentais e inovadores sociais, incluindo a celebração do Dia Internacional da Juventude, em 12 de agosto.
logística: recepção e credenciamento, deslocamento entre espaços, organização de sessões, apoio às delegações e gestão de imprevistos, para um público de centenas de jovens vindos de cerca de cem países, ao longo de três dias intensos. “É o trabalho que ninguém vê quando dá certo e todo mundo sente quando dá errado”, diz.
Para o amazonense, a função reflete uma concepção de liderança que ele já pratica em Manaus. “Existe uma ideia equivocada de que liderar é ocupar o microfone. Liderar, na maior parte do tempo, é servir: é garantir que o outro tenha condição de brilhar”, afirma. “É a mesma lógica que aplico formando voluntários aqui em Manaus: você não escala estrutura, você escala pessoas”, avalia Abreu.
Da Assembleia para o Amazonas: educação, bioeconomia e cultura maker
A conexão entre o tema global do evento e o trabalho de Abreu no Amazonas é, segundo ele, quase literal. Uma das trilhas da programação, “Rethinking Education: Youth Innovation for Future-Ready Skills”, discute como aproximar a escola do fazer, do empreendedorismo e do uso de inteligência artificial para fins sociais, pauta que ele já desenvolve à frente da EduMaker Brasil.
Na prática, a iniciativa leva robótica educacional e cultura maker para as mãos de estudantes amazonenses, não como consumidores de tecnologia, mas como autores de soluções. Quando um estudante desenvolve um projeto voltado ao rio, ao resíduo do próprio bairro ou às cadeias produtivas do açaí e da castanha, a bioeconomia deixa de ser conceito de seminário para se tornar currículo.
“É isso que eu levo para Genebra, com o aval do Comitê Manaus nas costas: a Amazônia não precisa ser reconstruída por ninguém. Ela precisa ser ouvida, e a juventude daqui já sabe o que fazer com o próprio território”, conclui Abreu.
Fonte: acrítica.com









