A governadora de Nova York, Kathy Hochul, declarou estado de emergência em todo o território estadual em resposta ao avanço dos casos de sarampo. Desde o início do ano, o estado contabilizou 108 diagnósticos da doença, sendo 92 deles registrados a partir de 15 de julho.
Na ordem executiva, o governo estadual destacou que o vírus tem se propagado rapidamente em zonas rurais, onde a taxa de imunização é mais baixa. Do total de casos confirmados em Nova York, apenas sete ocorreram na capital, enquanto 101 foram identificados no interior. Para ampliar a proteção, o decreto autoriza farmácias e profissionais de enfermagem a administrarem a vacina contra a doença.
O cenário em Nova York reflete uma piora nos indicadores de saúde em nível nacional. Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) apontam que o país enfrenta o surto mais severo de sarampo desde 1991, totalizando quase 3.900 casos confirmados no ano. A doença, que havia sido declarada erradicada nos EUA em 2000, registrava média de 105 casos anuais entre 2020 e 2024, mas atingiu 2.289 infecções em 2025 antes da nova escalada.
A alta nas infecções coincide com o recuo na imunização infantil. Entre 2019 e 2020, o índice de vacinação de crianças no pré-primário chegava a 95,2% no território norte-americano. Atualmente, o percentual recuou para cerca de 92,5%, taxa 2,5 pontos percentuais inferior ao patamar mínimo indicado por especialistas para garantir a imunidade coletiva.
Embora Nova York tenha sido o primeiro estado a oficializar o decreto de emergência, a Pensilvânia registra o quadro mais crítico do país, com 963 casos concentrados majoritariamente em áreas rurais com baixa vacinação. Outros estados com grande volume de infectados incluem a Carolina do Sul (670), Utah (535), Wisconsin (207) e Texas (192).
Fonte: Acrítica.com









