O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou uma multa de R$ 22,5 milhões contra a Mineração Taboca por lançamento de resíduos de forma irregular em rios que passam pela Terra Indígena Waimiri-Atroari. A fiscalização ocorreu em 7 de julho no Complexo Polimetálico do Pitinga, que fica nas proximidades do território. O instituto não especificou que tipo de substância teria sido lançadas na água.
Em nota, o Ipaam informou que a operação reuniu ainda equipes a Agência Nacional de Mineração (ANM), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e representantes do povo Waimiri Atroari, que percorreram áreas indicadas pelos indígenas como mais sensíveis à atividade minerária.
Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).
As barragens da Mineração Taboca, inclusive, já constavam no relatório do último ano após serem fiscalizadas em 2024, mas não houve nova fiscalização em 2025. Em nota enviada à reportagem, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que as barragens em Presidente Figueiredo apareceram no relatório porque constavam na base de dados até 31 de dezembro de 2025.
No entanto, a barragem 0-1 já não aparece como nível de emergência e, “caso o critério fosse aplicado com base na situação atual, ela não estaria enquadrada no conceito de barragem prioritária para a gestão da segurança”. A resposta não se estende à barragem 81-1. O empreendimento está no radar da ANM para passar por uma nova fiscalização ainda em 2026.
“Essa inclusão não significa, por si só, que exista risco iminente de rompimento. O critério padronizado tem por finalidade identificar estruturas que demandam maior atenção do poder público na supervisão da gestão de segurança adotada pelo empreendedor, associado à necessidade de acompanhamento mais próximo da conformidade com os critérios de segurança definidos pela Política Nacional de Segurança de Barragens”, informou a agência.
Procurada pela reportagem na ocasião, a Mineração Taboca esclareceu que todas as suas barragens são continuamente monitoradas e inspecionadas, além de passarem por manutenções periódicas. A empresa disse ainda que a classificação de risco da ANM não estaria diretamente relacionada à estabilidade das barragens, mas considerando fatores como características técnicas, métodos de construção, conservação, idade e plano de segurança.
Fonte: acrítica.com









