Em meio ao início do El Niño, o Corpo de Bombeiros do Amazonas afirmou que viu crescer de 32 para 71 ocorrências de incêndios florestais no estado, neste mês de julho. A previsão é que o pico ocorra em setembro, quando podem haver queimadas sem controle devido a problemas de logística e a volta da fumaça em cidades do estado.
“No pico, estimamos 800 servidores, entre civis e militares, de forma simultânea. Além disso, poderemos ter o apoio do governo federa por meio da Força Nacional. Já fizemos a solicitação”, disse para A CRÍTICA o comandante da corporação, coronel Orleilso Muniz.
Outra frente prioritária é a prevenção aos incêndios florestais. A Operação Tamoiotatá permanece ativa durante todo o ano e terá sua atuação intensificada durante o período de estiagem, concentrando esforços principalmente nos municípios que historicamente registram maior incidência de queimadas, como Lábrea, Apuí, Novo Aripuanã, Boca do Acre, Manicoré, Canutama, Humaitá, Maués, Autazes, Tapauá, Manaus e Itapiranga.
O Governo do Amazonas também está fase final de elaboração do Plano Estadual de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas, que consolida as ações já implementadas e estabelece novas diretrizes, metas e mecanismos de monitoramento para fortalecer a capacidade de adaptação do Estado no médio e longo prazos.
Nos últimos anos, o Estado também ampliou significativamente sua capacidade operacional. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número de municípios atendidos por bases permanentes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) mais que dobrou, passando de 11 para 24 cidades. Destas, 13 contam com Grupamentos Integrados de Combate a Incêndio e Proteção Civil (GCIP), e cada nova base recebeu uma viatura com capacidade para 10 mil litros de água.
Entre 2019 e 2025, o efetivo do CBMAM cresceu 123%, passando de 692 para 1.537 militares, resultado do primeiro concurso público realizado para a corporação após 11 anos. Recentemente, a instituição também lançou a Operação Amazonas + Verde, incorporando 20 novas viaturas — sendo 17 picapes 4×4 equipadas para combate a incêndios e três veículos para transporte de tropa — além da entrega de 453 equipamentos multimissão destinados às operações em campo.
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) também reforçou sua capacidade de monitoramento por meio do Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas do Amazonas (CMAAP), que realiza acompanhamento contínuo de focos de calor, queimadas, desmatamento e demais pressões ambientais utilizando imagens de satélite, geotecnologias e sistemas integrados de análise territorial em tempo real.
As informações produzidas pelo centro subsidiam a emissão de alertas, o direcionamento das operações de fiscalização e a tomada de decisões estratégicas, integrando as ações previstas no Plano de Ação e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas (PACMAAP 2025–2028).
Com planejamento antecipado, monitoramento permanente e reforço da estrutura operacional, o Governo do Amazonas atua de forma preventiva para reduzir impactos, proteger a população e assegurar respostas rápidas diante de eventuais efeitos da estiagem e das mudanças climáticas.
Fonte: acrítica.com









