Categoria: Mundo

  • Ex-aluno invade escola armado e deixa 16 feridos em ataque a tiros na Turquia

    Jovem de 18 anos abriu fogo contra estudantes e professores; uma docente está em estado grave e caso está sob investigação.

    Mundo – Um ataque a tiros dentro de uma escola deixou 16 pessoas feridas na manhã desta terça-feira (14) em Siverek, no sudeste da Turquia. O autor, um ex-aluno de 18 anos, invadiu a unidade armado com uma espingarda e disparou de forma aleatória contra alunos e funcionários.

    De acordo com o governador da província de Sanliurfa, Hasan Sildak, o ataque aconteceu rapidamente e provocou pânico generalizado. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram estudantes correndo para fugir enquanto a escola era evacuada às pressas.

    Entre os feridos estão 10 estudantes, 4 professores, um funcionário da cantina e um policial. Uma professora está em estado grave, e outras quatro vítimas foram transferidas para um hospital em uma cidade vizinha devido à gravidade dos ferimentos, classificados como moderados.

    Equipes especiais da polícia foram mobilizadas para conter a situação. Segundo as autoridades, o suspeito foi cercado e acabou tirando a própria vida antes de ser preso. Apesar da violência do ataque, não houve mortes entre as vítimas atingidas pelos disparos.

    Veja ao vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DXHHvXLAc5S/?igsh=MXI1bHRhcWsydW5xcg==
    A motivação do crime ainda é desconhecida, e uma investigação foi aberta para esclarecer as circunstâncias do caso. O episódio reacende o alerta sobre a segurança em ambientes escolares e a necessidade de medidas preventivas contra esse tipo de violência.

    Casos como esse também reforçam a importância de atenção à saúde mental e à identificação de sinais de alerta em jovens em situação de vulnerabilidade.


    A motivação do crime ainda é desconhecida, e uma investigação foi aberta para esclarecer as circunstâncias do caso. O episódio reacende o alerta sobre a segurança em ambientes escolares e a necessidade de medidas preventivas contra esse tipo de violência.

    Casos como esse também reforçam a importância de atenção à saúde mental e à identificação de sinais de alerta em jovens em situação de vulnerabilidade.

  • Papa Leão XIV recusa debate com Trump e reforça foco na paz durante viagem à África

    Pontífice afirma que sua missão não é política e diz que seguirá pregando o Evangelho e o fim das guerras, mesmo após críticas do presidente dos EUA.

    Mundo – O papa Leão XIV afirmou que não tem intenção de entrar em debate com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após as críticas feitas pelo líder americano à sua postura em temas internacionais. A declaração foi dada a jornalistas a bordo do avião que o levava à Argélia, no início de sua viagem ao continente africano.

    “Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele. A mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, disse o pontífice, reforçando que sua atuação está centrada na dimensão espiritual e não na política internacional.

    As declarações de Trump ocorreram após o presidente dos EUA voltar a criticar o papa por suas posições sobre conflitos envolvendo o Irã e outras tensões globais. O presidente chegou a acusar Leão XIV de adotar uma postura “fraca” em política externa, o que intensificou o atrito entre ambos.

    Mesmo diante das críticas, o papa reiterou que continuará se manifestando contra a guerra e em defesa do diálogo entre nações. Ele afirmou ainda que sua mensagem não deve ser distorcida por interesses políticos e que a Igreja tem o papel de ser uma voz em favor da reconciliação.

    Durante o voo, o pontífice também destacou que sua viagem à África tem como objetivo promover a paz e o respeito entre os povos. Ele cumprimentou jornalistas que o acompanham e classificou a missão como uma oportunidade de reforçar a mensagem do Evangelho em regiões marcadas por desafios sociais e conflitos.

    A tensão pública entre o Vaticano e o governo americano ganhou repercussão internacional, mas, segundo o papa, sua posição permanece inalterada: insistir no diálogo e na busca por soluções pacíficas, independentemente de pressões políticas externas.


    Por jornalista Lília Marques

  • EUA bloqueiam Estreito de Ormuz e petróleo dispara acima de US$ 100 em meio à crise com o Irã

    Decisão de Donald Trump aumenta tensão global, ameaça fornecimento de energia e pode elevar preço dos combustíveis no Brasil.

    Mundo – Os Estados Unidos anunciaram, no domingo (12), o bloqueio total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, intensificando a crise com o Irã e provocando reação imediata no mercado internacional.

    A medida, autorizada pelo presidente Donald Trump, permite que a Marinha americana intercepte qualquer embarcação em águas internacionais que tenha pago taxas ao governo iraniano para trafegar pela região. A nova diretriz entra em vigor a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13).

    O estreito é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo, o que torna qualquer interrupção um fator crítico para a economia global. A decisão dos EUA ocorre após o fracasso das negociações entre os dois países, realizadas no Paquistão, que terminaram sem acordo.

    Petróleo dispara no mercado internacional

    Logo após o anúncio, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou novamente a marca dos US$ 100. Antes da medida, o produto era negociado a cerca de US$ 95, mas saltou para aproximadamente US$ 102,50, registrando alta de 7,7% em pouco mais de uma hora.

    O movimento reflete o temor de uma interrupção no abastecimento global, já que o Irã havia restringido anteriormente a passagem no estreito, permitindo apenas navios de países aliados mediante pagamento.

    Impactos no Brasil

    No Brasil, a crise deve ser sentida principalmente nos combustíveis. Mesmo com baixa dependência direta do petróleo que passa pela região, os preços internos seguem as cotações internacionais.

    Com a disparada do barril, especialistas apontam que gasolina e diesel podem ficar mais caros, caso a Petrobras repasse o aumento ao consumidor.

    Escalada de tensão global

    O bloqueio do Estreito de Ormuz representa um dos momentos mais críticos recentes na geopolítica mundial, com potencial de afetar mercados, cadeias de abastecimento e relações internacionais.

    Analistas alertam que, caso o impasse continue, o mundo pode enfrentar uma crise energética de grandes proporções, com reflexos diretos na economia global e no bolso dos consumidores.


    – Por jornalista Lília Marques

  • JD Vance diz que negociações entre EUA e Irã terminaram sem acordo após 21 horas

    Segundo Vance, as conversas ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo americano.

    Mundo – O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que as negociações entre Washington e Teerã foram encerradas na madrugada deste domingo (sábado no Brasil) sem um acordo, após a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear.

    As conversas de “alto nível” duraram 21 horas e, segundo Vance, ocorreram com ele em contato constante com o presidente dos EUA, Donald Trump, e outros integrantes do governo.

    Vance afirmou a jornalistas que os Washington precisa de um compromisso claro de que o Irã não buscará desenvolver uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente.

    “Esse é o objetivo central do presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentamos alcançar por meio dessas negociações.”

    O discurso durou pouco mais de três minutos. Vance agradeceu e se retirou sem responder a mais perguntas. Logo após a fala, foi informado que ele deixou o Paquistão.

    A delegação dos EUA, liderada por JD Vance, e a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, discutiram formas de avançar em direção a um cessar-fogo.

    O acordo já está fragilizado por divergências profundas e pelos ataques contínuos de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.

    Alguns membros da equipe técnica americana e paquistanesa, que trabalham em conjunto, ainda estão reunidos, disseram as autoridades, que falaram sob condição de anonimato por não estarem autorizadas a dar entrevistas à imprensa.

    Trump diz que acordo ‘não faz diferença’

    Enquanto as negociações aconteciam no Paquistão, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou mais cedo neste sábado (11) que, do ponto de vista dele, “não faz diferença” se um acordo for alcançado ou não com o Irã”.

    Falando a jornalistas na Casa Branca, o republicano disse que está recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, que, segundo ele, já se estendem por muitas horas. Apesar disso, Trump afirmou que os EUA já saíram vencedores.

    “Vamos ver o que acontece, mas, do meu ponto de vista, não me importo”, afirmou.

    Trump ainda repetiu declarações anteriores de que os EUA teriam eliminado a força aérea, a marinha e a liderança do Irã.

    Segundo ele, agora o governo americano trabalha para garantir a abertura do Estreito de Ormuz — uma ação que, afirmou, estaria sendo realizada em nome de outros países que descreveu como “medrosos, fracos ou mesquinhos”.

    O presidente americano também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), dizendo que a aliança militar não ofereceu apoio aos EUA.

    Fonte: da Associated Press e da Reuters

  • Homem esfaqueia 3 no metrô de Nova York e é baleado e morto pela polícia

    Vítimas, com idades entre 65 e 84 anos, estão em condição estável; suspeito foi baleado e está em estado crítico. O ataque ocorreu na estação Grand Central, que teve a circulação de trens afetada.

    Mundo – Três pessoas foram esfaqueadas em uma importante estação de metrô de Nova York na manhã de sábado (11), informou a polícia. Um homem armado com uma faca, apontado como autor do ataque, foi baleado por agentes em uma plataforma da estação e morreu posteriormente.

    O Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) disse que os agentes responderam a uma chamada de emergência às 9h40 sobre uma agressão na estação 42nd Street-Grand Central, uma das mais movimentadas da cidade.

    Ao chegarem ao local, o homem estava se comportando de maneira errática e recebeu ordem para largar a arma, mas se recusou a obedecer, disse a comissária de polícia Jessica Tisch, em coletiva de imprensa.

    Nossos policiais se depararam com um indivíduo armado que já havia ferido várias pessoas e continuava representando uma ameaça”, disse Tisch. Segundo ela, os agentes tentaram reduzir a tensão da situação antes de usar força letal para conter o ataque.

    A polícia informou que o suspeito atacou inicialmente uma pessoa em uma plataforma da estação Grand Central e depois seguiu para outra plataforma, onde feriu outras vítimas. O chefe de trânsito do NYPD, Joseph Gulotta, afirmou que os ataques parecem ter sido aleatórios.

    As três vítimas do esfaqueamento — um homem de 84 anos, um de 65 e uma mulher de 70 — foram hospitalizadas e estão em condição estável. Dois policiais também passaram por avaliação médica

    Em uma publicação nas redes sociais, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou que o homem morreu posteriormente.

    A polícia ainda investigava se o ataque começou em uma plataforma do metrô ou em um trem.

    A governadora de Nova York, Kathy Hochul, disse nas redes sociais que estava “grata aos nossos corajosos policiais que agiram rapidamente para deter o suspeito. Estamos trabalhando em estreita colaboração com o NYPD à medida que a investigação avança”.

    O departamento de polícia pediu que os passageiros evitassem a estação Grand Central. A Autoridade Metropolitana de Transporte informou que alguns trens não estavam parando no local devido à investigação.

    Fonte: G1

  • Astronautas da Artemis II são resgatados após pouso no oceano em missão histórica rumo à Lua

    Cápsula Orion amerissou com sucesso no Pacífico e tripulação foi retirada em operação que segue protocolos da era Apollo.

    Mundo – Os astronautas da missão Artemis II foram resgatados com sucesso após a cápsula Orion realizar uma amerissagem controlada no Oceano Pacífico, marcando mais um passo histórico no retorno da humanidade à Lua. O resgate aconteceu cerca de uma hora e meia após o pouso, em uma operação coordenada pela Marinha dos Estados Unidos.

    A cápsula tocou o mar a aproximadamente 30 km/h, utilizando grandes paraquedas, nas proximidades de San Diego, exatamente como planejado pela NASA. O procedimento seguiu protocolos tradicionais usados desde a era Missões Apollo, incluindo as operações realizadas após a histórica jornada de Neil Armstrong.

    Logo após o pouso, equipes especializadas se aproximaram da cápsula flutuante para garantir a segurança da tripulação antes da retirada. Um a um, os astronautas foram retirados sob aplausos e monitoramento médico.

    “Que viagem! Estamos estáveis”, declarou o comandante Reid Wiseman, ao confirmar o código “green”, indicando que todos os tripulantes estavam em boas condições.

    O administrador da NASA, Jared Isaacman, celebrou o sucesso da missão. “Foi uma missão perfeita. Retomamos o envio de astronautas à Lua. Isto é só o começo”, afirmou, destacando planos futuros de novas viagens e até a construção de uma base lunar até 2028.

    A tripulação da Artemis II também fez história por sua diversidade. Além de Wiseman, participaram Victor Glover, o primeiro homem negro a integrar uma missão lunar; Christina Koch, a primeira mulher a participar de uma missão desse tipo; e Jeremy Hansen, o primeiro não norte-americano a orbitar a Lua.

    O sucesso da missão representa um marco na nova era da exploração espacial e reforça os planos de futuras viagens, incluindo missões tripuladas mais frequentes à Lua e, futuramente, a tão aguardada jornada até Marte.

  • Trump adverte Irã sobre cobrança de pedágio para cruzar Ormuz: ‘Melhor parar agora’

    Mídia internacional alerta para cobraças de taxa milionárias para cruzar a região; alguns valores são estimando em US$2 milhões (cerca de R$ 10 milhões de reais).

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã na quinta-feira (09) sobre a cobrança de taxas para embarcações cruzarem o Estreito de Ormuz. “Há informações de que o Irã está cobrando taxa para permitir a passagem por Ormuz. É melhor não ser e, se for, melhor parar agora”, escreveu o Trump, em sua conta Truth Social, onde também disse que os iranianos estão fazendo uma péssimo trabalho ao permitir que petróleo passe pelo Estreito Ormuz. “Irã está fazendo um péssimo trabalho, desonroso, diriam alguns. Esse não é o acordo que temos!”, declarou.

    Nesta quinta, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, disse que o Estreito de Ormuz entrará em uma nova fase, mas não deu mais detalhes sobre o que será realizado. Entretanto, a mídia internacional alerta para cobraças de taxa milionárias para cruzar Ormuz. Alguns valores são estimando em US$2 milhões (cerca de R$ 10 milhões de reais).

    O tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ficou bem abaixo de 10% do volume normal nesta quinta. Apenas sete navios atravessaram o estreito nas últimas 24 horas, em comparação com os cerca de 140 habituais, segundo dados de rastreamento.

    Desde quarta-feira (08), o Irã tem sugerido rotas alternativas. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã orientou as embarcações a navegarem pelas águas iranianas ao redor da Ilha de Larak para evitar o risco de minas navais nas rotas habituais pelo estreito, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim nesta quinta-feira

    Petróleo vai começar a fluir, afirma Trump

    Em uma outra publicação, Trump disse que ‘em breve’o petróleo começaria a fluir muito rapidamente, “com ou sem a ajuda do Irã”, sem fornecer mais detalhes. A declaração foi dada ao criticar um publicação do jornal norte-americano The Wall Street Journal, em que o jornal dizia que a fala de Trump sobre ter vencido a guerra contra o Irã, não era verdadeira. “Irã não tem armas nucleares a, rapidamente, vocês vão ver o petróleo começar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã”, escreveu.

    Nesta quinta-feira, dois dias apos a trégua de duas semanas entre os EUA e Irã o petróleo voltou a fechar em alta. Centenas de petroleiros e outros navios estão presos no Golfo Pérsico desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, reduzindo o fornecimento global de petróleo em 20%, na maior interrupção de abastecimento da história.

    Desde 28 de fevereiro, pelo menos 23 petroleiros com bandeira iraniana chegaram à Ásia, mantendo o ritmo dos níveis pré-guerra, de acordo com o grupo de defesa dos direitos humanos United Against Nuclear Iran, dos EUA, que monitora o tráfego relacionado ao Irã.

    O que é o Estreito de Ormuz?

    O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima localizada entre o Golfo Pérsico e de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

    Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente. O volume que equivale a cerca de 20% do consumo global do insumo.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Ataque de Israel no Líbano deixa mais de 250 mortos em meio cessar-fogo de duas semanas

    Esse foi um dos ataques mais pesados no Líbano desde o início do conflito com o Hezbollah no mês passado.

    Mundo – Um total de 254 pessoas morreram na quarta-feira (08) no Líbano após ataques israelenses, que aconteceram mesmo com a interrupção dos ataques sob um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã. Esse foi um dos ataques mais pesados no Líbano desde o início do conflito com o Hezbollah no mês passado. Mais de 1.100 ficaram feridas, informou o serviço de defesa civil do país.

    O maior número de mortos foi em Beirute, onde 91 pessoas morreram. O Ministério da Saúde divulgou um número de 182 mortos em todo o país e disse que esse não era um número definitivo. Na tarde desta quarta-feira, pelo menos cinco ataques consecutivos abalaram a capital Beirute, enviando colunas de fumaça para o céu, enquanto os militares de Israel disseram ter lançado o maior ataque coordenado da guerra.

    Mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah foram alvejados em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano em um intervalo de dez minutos, informaram. Os ataques levantaram questões sobre os esforços de trégua regional, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, dizendo que um cessar-fogo no Líbano era uma condição essencial do acordo de seu país com os Estados Unidos.

    “A escala da matança e da destruição no Líbano hoje é nada menos que horrível”, disse o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk. “Tal carnificina, poucas horas após o acordo de cessar-fogo com o Irã, desafia a crença.”


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • EUA negam que acordo de cessar-fogo negociado com o Irã inclua trégua no Líbano

    O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, alertou: os soldados vão permanecer na região, prontos se for o caso.

    Mundo – Os Estados Unidos negaram que o acordo de cessar-fogo negociado com o Irã inclua uma trégua no Líbano.

    O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Dan Caine, chamaram a imprensa logo pela manhã para dizer que os objetivos militares dos Estados Unidos tinham sido alcançados. Mas Hegseth alertou: os soldados vão permanecer na região, prontos se for o caso.

    À tarde, a porta-voz da Casa Branca foi questionada se o fim dos bombardeios israelenses ao Líbano estava incluído no acordo de trégua. Karoline Leavitt disse que não. Mesmo com o cessar-fogo em xeque, a porta-voz anunciou uma primeira rodada de negociações com o Irã, segundo ela já neste sábado (11), no Paquistão.

    Se implementar o cessar-fogo já está sendo um desafio, imagine chegar a um acordo de paz definitivo. Estados Unidos e Irã terão duas semanas para tentar alcançar um consenso, mas um impasse já está claro: o direito do Irã de continuar enriquecendo urânio – etapa crucial para a produção de armas nucleares, mas também para fins pacíficos, como produção de energia. Esse direito está entre os dez pontos da proposta que, segundo o Irã, seria a base das negociações e que inclui também:

    • reparações pelos danos da guerra;
    • a retirada de militares americanos de todas as bases na região;
    • o fim das sanções.

    A Casa Branca nega que esta proposta seja a base das negociações. Donald Trump sinalizou que aceita discutir o fim das sanções. Mas, nesta quarta-feira (8), afirmou: não haverá enriquecimento de urânio. Trump escreveu:

    Trump se referia aos aviões americanos que atacaram instalações nucleares no Irã em 2025. Trump também anunciou tarifas de 50% contra países que venderem armas para os iranianos. O presidente do Parlamento do Irã reagiu. Mohammad Ghalibaf disse que três cláusulas da proposta iraniana foram desrespeitadas antes mesmo das negociações e citou:

    • os ataques no Líbano;
    • a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano;
    • posição dos Estados Unidos de negar o direito do Irã de enriquecer urânio.

    Ghalibaf afirmou que, nessa situação, um cessar-fogo ou negociações não são razoáveis. Mais tarde, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que vai liderar a delegação americana no Paquistão, se manifestou. Ele ameaçou: se os iranianos romperem o acordo, haverá sérias consequências.

    Fonte: Jornal Nacional

  • Trump adia ultimato contra o Irã por 2 semanas e sinaliza reabertura do Estreito de Ormuz

    Presidente dos EUA classificou a medida como ‘cessar-fogo de dois lados’ e disse que decisão foi tomada após conversas com autoridades do Paquistão.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (7) que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã e disse ter condicionado a medida à abertura completa do Estreito de Ormuz. Teerã confirmou o acordo.

    Trump havia dado até as 21h desta terça-feira (horário de Brasília) para que o Irã chegasse a um acordo com os Estados Unidos e reabrisse o Estreito de Ormuz — rota por onde passa grande parte do petróleo mundial.

    • O presidente dos EUA tinha prometido destruir pontes e usinas de energia do Irã.
    • Mais cedo, ele afirmou que uma “civilização inteira” iria morrer com os ataques previstos para esta terça.

    Em um post no Truth Social, Trump disse que resolveu adiar os ataques após um pedido de autoridades do Paquistão, que estão mediando conversas indiretas entre os Estados Unidos e o Irã.

    O presidente norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já foram cumpridos e que as negociações para um acordo definitivo de paz estão avançadas.

    Segundo ele, os EUA receberam uma proposta de plano de paz do Irã com 10 pontos, considerada uma base viável para negociação. Trump declarou que quase todos os pontos de divergência já foram acordados entre os dois países.

    “Um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e concluído”, disse.

    Segundo autoridades da Casa Branca, Israel também fará parte da trégua. Na mesma linha, a mídia israelense disse que o cessar-fogo também inclui o Líbano.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que um acordo entre os dois países havia sido fechado. Segundo ele, Teerã vai suspender ações defensivas desde que os ataques contra o país sejam interrompidos

    O ministro iraniano também declarou que os Estados Unidos pediram negociações com base em uma proposta de 15 pontos e aceitaram o plano de 10 pontos do Irã como base para o diálogo. As conversas devem começar na sexta-feira (10), no Paquistão.

    A TV estatal do Irã classificou o acordo como um “recuo humilhante de Trump” e disse que os EUA aceitaram os termos de Teerã. A mídia iraniana também afirmou que a trégua não representa o fim da guerra.

    Segundo Teerã, a proposta de paz enviada pelo país exige o fim das sanções dos EUA contra o Irã, o pagamento de compensação integral e a liberação de todos os ativos iranianos congelados.

    • Não agressão
    • Permanência do controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz
    • Aceitação do enriquecimento de urânio por parte do Irã
    • Suspensão de todas as sanções primárias ao Irã
    • Suspensão de todas as sanções secundárias ao Irã
    • Revogação de todas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU
    • Revogação de todas as resoluções do Conselho de Governadores da AIEA
    • Pagamento de indenização ao Irã
    • Retirada das forças de combate dos EUA da região
    • Cessação da guerra em todas as frentes, inclusive no Líbano.

    As ameaças de Trump elevaram a tensão na comunidade internacional e levantaram alertas sobre possíveis crimes de guerra em caso de ataques dos Estados Unidos a alvos civis iranianos. O impasse também aumentou o temor de uma escalada no conflito, com possíveis impactos globais.

    • Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país.
    • Também havia temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.
    • O governo iraniano indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.
    • Teerã também afirmou que poderia atingir usinas de dessalinização em países do Golfo, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.

    Horas antes do prazo dado por Trump expirar, bombardeios foram registrados no Oriente Médio. Os Estados Unidos atacaram a estratégica ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% do petróleo produzido no Irã, mas poupou áreas petrolíferas.

    Já Israel afirmou ter realizado “amplos ataques” no território iraniano, atingindo pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios. Entre os alvos está uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica também foi atingida.

    O Irã reagiu, convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e afirmou que a fase de “boa vizinhança” com países do Golfo chegou ao fim. Ataques foram lançados contra países como Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.

    Fonte: G1