Decisão de Donald Trump aumenta tensão global, ameaça fornecimento de energia e pode elevar preço dos combustíveis no Brasil.
Mundo – Os Estados Unidos anunciaram, no domingo (12), o bloqueio total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, intensificando a crise com o Irã e provocando reação imediata no mercado internacional.
A medida, autorizada pelo presidente Donald Trump, permite que a Marinha americana intercepte qualquer embarcação em águas internacionais que tenha pago taxas ao governo iraniano para trafegar pela região. A nova diretriz entra em vigor a partir das 11h (horário de Brasília) desta segunda-feira (13).
O estreito é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo transportado no mundo, o que torna qualquer interrupção um fator crítico para a economia global. A decisão dos EUA ocorre após o fracasso das negociações entre os dois países, realizadas no Paquistão, que terminaram sem acordo.
Petróleo dispara no mercado internacional
Logo após o anúncio, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou novamente a marca dos US$ 100. Antes da medida, o produto era negociado a cerca de US$ 95, mas saltou para aproximadamente US$ 102,50, registrando alta de 7,7% em pouco mais de uma hora.
O movimento reflete o temor de uma interrupção no abastecimento global, já que o Irã havia restringido anteriormente a passagem no estreito, permitindo apenas navios de países aliados mediante pagamento.
Impactos no Brasil
No Brasil, a crise deve ser sentida principalmente nos combustíveis. Mesmo com baixa dependência direta do petróleo que passa pela região, os preços internos seguem as cotações internacionais.
Com a disparada do barril, especialistas apontam que gasolina e diesel podem ficar mais caros, caso a Petrobras repasse o aumento ao consumidor.
Escalada de tensão global
O bloqueio do Estreito de Ormuz representa um dos momentos mais críticos recentes na geopolítica mundial, com potencial de afetar mercados, cadeias de abastecimento e relações internacionais.
Analistas alertam que, caso o impasse continue, o mundo pode enfrentar uma crise energética de grandes proporções, com reflexos diretos na economia global e no bolso dos consumidores.
– Por jornalista Lília Marques
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