Categoria: Mundo

  • Conflito no Líbano coloca milhares de mulheres grávidas em risco

    Deslocamentos forçados e colapso do sistema de saúde agravam a situação de ao menos 13 mil gestantes que deixaram suas casas no Líbano após ofensiva israelense.

    Mundo – Quando a libanesa Nour, de 32 anos, fugiu de sua casa em Beirute, concentrou-se em uma única coisa: manter a calma.

    Eu respirava devagar e segurava a barriga o tempo todo”, contou à DW, ao descrever a noite em que escapou de um intenso bombardeio em seu bairro, grávida de quatro meses – poucos dias antes de entrar em vigor, em 17 de abril, o cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Hezbollah.

    “Estar grávida torna tudo mais pesado – não só fisicamente, mas emocionalmente”, disse Nour, que pediu que seu sobrenome não fosse publicado. “Fico me perguntando o tempo todo se meu bebê está seguro dentro de mim.”

    Nour agora vive em um abrigo coletivo, um dos centenas montados em todo o país. As condições são difíceis: a falta de privacidade e o saneamento inadequado aumentam os riscos à saúde, especialmente para gestantes.

    Os abrigos públicos chegaram ao limite da capacidade quando o Líbano foi arrastado para o conflito mais amplo no Oriente Médio. No início de março, o grupo Hezbollah, apoiada pelo Irã, atacou Israel após a morte do então líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.

    A retaliação israelense, aérea e por terra, deixou quase 2,5 mil mortos, 7 mil feridos e 1,2 milhão de pessoas deslocadas desde março, segundo Beirute. A maioria dos deslocados ainda não conseguiu voltar para casa, e a incerteza cresce em meio às frágeis negociações para o fim das agressões.

    A situação de Nour está longe de ser única. Entre os deslocados estão 13,5 mil de mulheres que enfrentam a gravidez em condições extremas, segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Agências humanitárias alertam que o impacto sobre mulheres e meninas é especialmente severo.

    O acesso aos cuidados maternos também está se deteriorando rapidamente, com unidades de saúde danificadas e recursos sobrecarregados.

    “O já frágil sistema de saúde do Líbano está agora à beira do colapso”, afirmou Philipose, ao apontar as crescentes barreiras ao acesso a serviços obstétricos.

    A Organização Mundial da Saúde informou nesta semana que pelo menos 51 centros de atenção primária à saúde fecharam as portas em meio aos combates, que também mataram dezenas de profissionais de saúde.

    Os hospitais que permanecem em funcionamento enfrentam dificuldades para atender à demanda.

    As condições são ainda mais precárias no sul do país, onde o acesso a unidades médicas é severamente restrito.

    O UNFPA estima que cerca de 1.700 mulheres grávidas estejam entre as aproximadamente 150 mil pessoas isoladas do restante do país. “Essas mulheres correm um risco grave”, disse Philipose.

    Os esforços de ajuda continuam, mas são limitados tanto pela insegurança quanto pela falta de recursos. Onde é possível, afirmou Philipose, foram mobilizadas unidades médicas móveis, além da distribuição de kits de saúde reprodutiva. Parteiras e médicos locais que permaneceram na região seguem oferecendo apoio.

    Ainda assim, a resposta está aquém do necessário. Segundo Philipose, o apelo emergencial da agência para o período de março a maio pediu 12 milhões de dólares (R$ 59 milhões) para atender 225 mil pessoas, mas apenas uma fração desse valor foi recebida até agora. A escalada contínua do conflito já superou essas projeções.

    O sistema de saúde do Líbano, antes considerado robusto, já estava sob intensa pressão antes da última escalada.

    Após quatro anos imerso em uma crise econômica, agravada pela pandemia de covid-19, pela explosão no porto de Beirute em agosto de 2020 e por um prolongado vácuo político, o Líbano lançou sua estratégia nacional de saúde, a “Visão 2030”, em janeiro de 2023. À época, o então ministro da Saúde Pública, Firass Abiad, afirmou que o plano tinha como objetivo modernizar o setor de saúde do país.

    Apesar dos esforços consideráveis de profissionais e instituições de saúde em todo o país, e do aumento dos investimentos por parte de diversas organizações, o sistema continua altamente vulnerável”, disse Khalife.

    Hoje, os serviços são distribuídos de forma desigual. Hospitais privados oferecem a maior parte do atendimento, enquanto unidades públicas e aquelas financiadas por ONGs ou pelo braço político do Hezbollah atendem a população de baixa renda. O acesso muitas vezes depende de custo, localização e conexões pessoais – barreiras que se intensificaram ainda mais durante o atual conflito, explica Khalife.

    Yara, de 28 anos, moradora do leste de Beirute, está grávida de 33 semanas e planejava dar à luz em um hospital público. Agora, não sabe se a unidade ainda estará em funcionamento quando chegar sua data prevista para o parto.

    “Eu sonho com segurança e com um lar onde eu possa segurar meu bebê sem medo”, disse ela, “sem o som de explosões”.

    Fonte: G1

  • Cena de violência em reality choca público: participante é agredida por parceiro após crise de ciúmes

    Discussão dentro do programa sérvio termina com intervenção da segurança após homem segurar o pescoço da mulher durante conflito.

    Mundo – Um episódio de violência dentro de um reality show europeu gerou forte repercussão nas redes sociais após a divulgação de imagens que mostram um participante agredindo uma mulher durante uma discussão. O caso ocorreu no programa Elita, exibido na Sérvia.

    Segundo a imprensa local, os envolvidos são Asmin Durdžić e Maja Marinković, que mantinham um relacionamento dentro do confinamento. A briga teria sido motivada por ciúmes envolvendo outra participante, identificada como Stanija.

    As imagens que circulam na internet mostram o momento em que os dois estão sob um edredom, quando a discussão se intensifica. Em seguida, o homem passa a agir de forma agressiva e segura o pescoço da mulher, gerando preocupação entre espectadores.

    Durante o confronto, Maja reage e afirma: “Agora você mostrou sua verdadeira face”. Pouco depois, seguranças do programa entram no quarto e retiram o participante para conter a situação.

    Veja ao vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DXeiNI3gV3E/?igsh=MTN1Z3gxdjl2MXo2aQ==

    O episódio reacendeu debates sobre limites em reality shows e a responsabilidade das produções diante de situações de violência. Até o momento, não há informações detalhadas sobre possíveis punições ao participante ou medidas adicionais adotadas pela produção.

    A cena segue repercutindo nas redes sociais, com internautas cobrando posicionamentos mais firmes contra qualquer tipo de agressão dentro de programas de entretenimento.

  • Caso D4vd: Causa da morte de Celeste Rivas, de 14 anos, é revelada

    A jovem morreu devido a ferimentos penetrantes.

    Mundo – Celeste Rivas Hernandez, a jovem de 14 anos que o cantor D4vd é acusado de matar, morreu em decorrência de ferimentos penetrantes, de acordo com o relatório da autópsia divulgado na quarta-feira, 22.

    A morte dela, que teve sua divulgação bloqueada por meses, foi classificada como homicídio no relatório do Instituto Médico Legal (IML) do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos. Um juiz ordenou que o relatório fosse mantido sob sigilo em novembro, a pedido das autoridades, após o corpo da garota – desmembrado e em estado de decomposição – ter sido encontrado em duas sacolas no porta-malas de um Tesla estacionado em Hollywood Hills, em setembro. No entanto, os promotores concordaram em permitir a liberação do documento esta semana.

    O cantor de alt-pop de 21 anos, D4vd (nome de registro David Burke), foi indiciado pelo assassinato na segunda-feira, 20. Ele declarou-se inocente das acusações de homicídio em primeiro grau, atos lascivos e libidinosos com menor de 14 anos e mutilação de cadáver. Os advogados de Burke afirmaram que ele não causou a morte de Rivas Hernandez e que defenderão vigorosamente sua inocência.

    Os promotores alegam que ele matou a jovem porque ela ameaçou denunciar que ambos mantinham um relacionamento sexual iniciado quando ela tinha 13 anos; ele temia que isso arruinasse sua carreira em ascensão. Uma queixa-crime alega que ele a matou com um objeto perfurocortante e desmembrou o corpo cerca de duas semanas depois.

    De acordo com a autópsia, ela apresentava ferimentos significativos no tronco, provavelmente causados por um objeto afiado. Seu corpo estava em tal estado de degradação que os peritos não conseguiram sequer determinar a cor de seus olhos. Ela usava aparelho ortodôntico na época da morte e tinha uma tatuagem com a inscrição “Shhh…” na parte interna de um dos dedos, segundo o relatório. Outros dois dedos estavam faltando, assim como partes dos braços e pernas.

    O legista-chefe do Condado de Los Angeles, Dr. Odey C. Ukpo, tem buscado enfatizar a independência de sua agência em relação às forças policiais e tornar seu trabalho o mais público possível desde que assumiu o cargo, há três anos. Ele afirmou não acreditar que o sigilo de relatórios ajude nas investigações e declarou que só restringiria a liberação de documentos se fosse obrigado por ordem judicial.

    “Após vários meses, fico grato que esta informação possa finalmente ser divulgada, não apenas para o público, mas também para a família enlutada que enfrenta essa perda”, disse Ukpo em comunicado na quarta-feira. “É inimaginável que tenham tido que esperar tanto tempo para saber o que aconteceu com a filha.”

    D4vd (pronuncia-se “David”) ganhou popularidade entre o público jovem por sua mistura de indie rock, R&B e lo-fi pop. Ele viralizou no TikTok em 2022 com o sucesso Romantic Homicide, que alcançou o 4º lugar na parada Hot Rock & Alternative Songs da Billboard. Ele lançou seu EP de estreia, Petals to Thorns, e a sequência, The Lost Petals, em 2023.

    Seu primeiro álbum completo de estúdio, Withered, foi lançado há um ano – exatamente dois dias após a data em que os promotores estimam que Rivas Hernandez foi morta.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Enviado de Trump pede que Fifa troque Irã por Itália na Copa do Mundo, diz jornal

    Pedido foi feito pelo italiano Paolo Zampolli, que é aliado de Trump e tem cargo na Casa Branca, segundo o Financial Times. Itália não conseguiu se classificar para o Mundial.

    Mundo – Um enviado do governo de Donald Trump pediu à Fifa que o Irã seja substituído pela Itália na Copa do Mundo. A informação foi publicada pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira (22).

    Segundo o jornal, a sugestão foi feita pelo enviado especial Paolo Zampolli durante conversa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Fontes disseram ao FT que ele argumentou que os quatro títulos mundiais da Itália justificariam a presença no torneio.

    Em entrevista ao jornal, Zampolli confirmou que fez a sugestão a Trump e a Infantino.

    A Fifa não quis comentar a sugestão do governo Trump, segundo o FT.

    A reportagem diz que a sugestão faz parte de uma tentativa dos Estados Unidos de reconstruir relações com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. Ela e Trump trocaram farpas após o presidente norte-americano criticar o papa Leão XIV.

    A Itália não se classificou para a Copa pela terceira vez seguida, após perder a repescagem europeia para a Bósnia e Herzegovina.

    Já o Irã garantiu vaga no Mundial em março de 2025, pelas Eliminatórias da Ásia. O governo iraniano chegou a afirmar que a seleção não participaria do torneio por causa da guerra, mas voltou atrás.

    No fim de março, em entrevista à AFP, Infantino afirmou que o Irã estará na Copa do Mundo. Na semana passada, ele disse que visitou a seleção iraniana na Turquia e que a equipe quer disputar o torneio.

    O Irã pediu à Fifa que transferisse as partidas da seleção para o México, que também sediará jogos com Estados Unidos e Canadá, mas teve a solicitação negada. A estreia dos iranianos será contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, em Los Angeles.

    Fonte: G1

  • Ofcom abre investigação contra Telegram por suspeita de abuso infantil

    Autoridade britânica apura possível falha da plataforma em conter conteúdo ilegal; governo pressiona redes por mais responsabilidade na proteção de menores.

    Tecnologia – O aplicativo de mensagens Telegram entrou no centro de uma nova crise internacional após a Ofcom, agência reguladora do Reino Unido, abrir uma investigação sobre a possível circulação de material de abuso sexual infantil na plataforma.

    A apuração foi anunciada nesta terça-feira (21) e faz parte de um movimento mais amplo do governo britânico para reforçar o controle sobre conteúdos nocivos na internet, especialmente aqueles que atingem crianças e adolescentes.

    Segundo a Ofcom, a decisão foi tomada após o recebimento de evidências fornecidas pelo Canadian Centre for Child Protection, além de uma análise própria conduzida pela agência. O objetivo é verificar se o Telegram descumpriu obrigações legais relacionadas à remoção de conteúdo ilegal e à proteção de usuários vulneráveis.

    Pressão crescente sobre plataformas digitais

    A investigação ocorre em meio à implementação da Online Safety Act 2023, legislação que estabelece regras mais rígidas para empresas de tecnologia. O governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, tem cobrado medidas ainda mais duras das plataformas digitais.

    Entre as propostas em discussão está até mesmo a possibilidade de restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais — um indicativo do nível de preocupação das autoridades com a segurança online.

    Além do Telegram, outras plataformas como Teen Chat e Chat Avenue também estão sendo investigadas por possíveis falhas na proteção de crianças contra aliciamento.

    Defesa do Telegram

    Em resposta, o Telegram negou “categoricamente” as acusações e afirmou que vem combatendo esse tipo de conteúdo há anos. A empresa destacou que, desde 2018, implementa sistemas automatizados para detectar e remover material ilegal, alegando ter praticamente eliminado a disseminação pública desse tipo de conteúdo.

    A companhia também sugeriu que a investigação pode fazer parte de uma ofensiva mais ampla contra plataformas que defendem a privacidade e a liberdade de expressão.

    Histórico de questionamentos

    Não é a primeira vez que o Telegram enfrenta problemas com autoridades reguladoras. Em fevereiro, a plataforma foi multada por um órgão de segurança online da Austrália por demora em responder questionamentos sobre medidas de combate a conteúdos extremistas e de abuso infantil.

    Para a diretora de fiscalização da Ofcom, Suzanne Cater, o recado é direto: empresas que operam no ambiente digital precisam fazer mais para proteger crianças ou enfrentarão consequências legais severas.

    Debate global sobre segurança digital

    O caso reforça um debate cada vez mais urgente em todo o mundo: como equilibrar liberdade digital, privacidade e segurança, especialmente quando se trata de usuários mais vulneráveis.

    Com o avanço das tecnologias e a expansão das redes sociais, governos e empresas enfrentam o desafio de criar ambientes digitais mais seguros — sem comprometer direitos fundamentais.

    A investigação no Reino Unido pode se tornar um marco nesse processo, com potencial para influenciar regulações em outros países e redefinir os limites de responsabilidade das plataformas digitais.

  • Japão anuncia flexibilização de normas de exportação de armas

    Primeira-ministra, Sanae Takaichi, entende que o país asiático deve adotar essa medida para reforçar a defesa nacional.

    Mundo – O Japão vai flexibilizar suas normas de exportação de armamento vigentes há décadas, anunciou nesta terça-feira (21, data local) o porta-voz do governo, Minoru Kihara, em uma mudança que abre caminho para a venda de armas ao exterior.

    “Com esta revisão parcial dos Três Princípios sobre a Transferência de Equipamentos e Tecnologia de Defesa e as normas relacionadas, agora é possível, em princípio, permitir a transferência de equipamento de defesa, incluindo todos os produtos acabados”, disse Kihara em entrevista coletiva.

    A primeira-ministra Sanae Takaichi sustenta que o Japão deve relaxar suas normas sobre exportação de armas para reforçar a defesa nacional, ao mesmo tempo que tenta impulsionar a indústria armamentista nacional como motor do crescimento econômico.

    “Até agora, a transferência ao exterior de produtos acabados de fabricação nacional tinha se limitado a busca e resgate, transporte, vigilância e contramedidas contra minas […], mas, com esta emenda, as transferências de qualquer equipamento de defesa serão, em princípio, possíveis”, publicou a dirigente nesta terça-feira na rede social X.

    Os defensores da mudança de política alegam que esta deveria integrar ainda mais o arquipélago asiático na cadeia de abastecimento de defesa internacional, bem como fortalecer os laços de defesa, diplomáticos e econômicos com seus aliados, na medida em que cresce a instabilidade regional.

    Tóquio protagonizou episódios recentes de tensão com a China depois que Takaichi sugeriu que seu país poderia intervir em caso de um ataque a Taiwan, uma ilha de governo democrático que Pequim reivindica como parte de seu território e não descarta retomar, inclusive pela força.

    Mas a decisão de flexibilizar as normas sobre a venda de armas causou inquietação entre alguns setores da opinião pública japonesa, e os críticos acusam Takaichi de minar a história de pacifismo que o país ostenta desde o fim da Segunda Guerra Mundial.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Meta anuncia demissões em massa e deve cortar cerca de 8 mil funcionários ainda em maio

    Dona do Facebook e Instagram inicia nova reestruturação global focada em inteligência artificial e eficiência operacional.

    Mundo – A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, prepara uma nova rodada de demissões em massa que deve começar em 20 de maio. A expectativa é que cerca de 10% da força de trabalho global, o equivalente a aproximadamente 8 mil funcionários, sejam desligados nesta primeira fase.

    De acordo com informações de bastidores, a empresa, que contava com cerca de 79 mil empregados no fim do último ano, ainda planeja novos cortes ao longo do segundo semestre, embora detalhes sobre datas e масшures ainda não tenham sido definidos.

    A medida faz parte de uma ampla reestruturação interna, impulsionada por investimentos bilionários em inteligência artificial (IA). A Meta busca transformar sua operação para se tornar mais enxuta e eficiente, acompanhando uma tendência crescente entre gigantes da tecnologia nos Estados Unidos.

    Essa será a maior onda de demissões desde o chamado “ano da eficiência”, entre 2022 e 2023, quando a empresa eliminou cerca de 21 mil postos de trabalho em meio a uma crise de crescimento pós-pandemia.

    Diferente daquele período, a companhia agora se encontra em uma posição financeira mais estável. Ainda assim, executivos avaliam que o futuro da empresa exige menos camadas de gestão e maior automação, com o uso de ferramentas avançadas de IA capazes de executar tarefas complexas e até desenvolver códigos.

    Nos últimos meses, a Meta já iniciou mudanças estruturais, incluindo a reorganização da divisão Reality Labs e a criação de uma nova área focada em “IA aplicada”, responsável por acelerar o desenvolvimento de tecnologias autônomas. Parte dos funcionários também deve ser realocada para novas unidades, como a Meta Small Business, criada recentemente.

    A empresa não comentou oficialmente o plano de cortes, mas o movimento reforça o momento de transformação no setor de tecnologia, onde eficiência e inteligência artificial se tornaram prioridades estratégicas.

  • Diretor enfrenta atirador, leva tiro e evita massacre em escola nos EUA; Veja vídeo

    Ação heroica em Oklahoma impediu ataque dentro de colégio; suspeito foi imobilizado antes da chegada da polícia.

    Mundo – Um ato de coragem evitou uma tragédia em uma escola de ensino médio no estado de Oklahoma, na última quarta-feira (16). O diretor Kirk Moore arriscou a própria vida ao enfrentar um homem armado dentro da instituição e conseguiu impedir um possível ataque a tiros.

    Câmeras de segurança registraram o momento em que o diretor parte para cima do suspeito e o derruba no chão. Durante a ação, outro funcionário rapidamente afasta a arma e a recolhe, neutralizando o risco imediato dentro da escola.

    Segundo documentos judiciais, Moore foi atingido na perna, mas, mesmo ferido, continuou imobilizando o agressor até a chegada da polícia. Graças à intervenção rápida, nenhum estudante ficou ferido.

    Veja ao vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DXOysp3AZ4l/?igsh=ZWR1Nm1vdHBjbmVl


    O suspeito foi identificado como Victor Lee Hawkins, ex-aluno da escola que havia concluído os estudos em 2025. Informações preliminares indicam que ele mantinha desavenças com o diretor.

    Após ser detido, Hawkins passou a responder por porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio e por ameaçar outras pessoas com arma.

    O caso repercutiu nos Estados Unidos como exemplo de bravura e rapidez em situações extremas, destacando o papel decisivo do diretor, cuja ação foi fundamental para evitar uma possível tragédia dentro do ambiente escolar.

  • Papa Leão XIV: ‘Mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos’

    O pontífice também criticou líderes que usam linguagem religiosa para justificar guerras — uma crítica clara a Donald Trump, que causou polêmica ao postar uma imagem de IA que o retratava como Jesus Cristo — e pediu uma ‘mudança decisiva de rumo’.

    Mundo – O papa Leão XIV criticou duramente os líderes que gastam bilhões em guerras e disse que o mundo está “sendo devastado por um punhado de tiranos” em declarações feitas durante sua passagem por Camarões nesta quinta-feira (16).

    A crítica sobre o uso da religião para falar sobre as guerras é claramente dirigida ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda-feira (14), ao fazer seu primeiro ataque ao papa, o norte-americano também postou uma imagem de IA em que aparecia como Jesus Cristo.

    O pontífice também criticou líderes que usam linguagem religiosa para justificar guerras e pediu uma “mudança decisiva de rumo” em uma reunião na maior cidade das regiões de língua inglesa do país africano, onde um conflito que já dura quase uma década deixou milhares de mortos.

    Por causa da polêmica gerada, Trump apagou o post nas redes sociais, mas negou que a montagem o retratava como Jesus: “Era como médico”.

    O papa também fez comentários semelhantes no mês passado, dizendo que Deus rejeitou as orações de líderes com “as mãos cheias de sangue”, em declarações amplamente interpretadas como dirigidas ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que invocou a linguagem cristã para justificar a guerra com o Irã.

    Leão XIV, que está completando quase um ano no comando da Igreja Católica, parece ter endurecido de vez seu discurso após sofrer novas críticas de Trump nas redes sociais. Em tom de provocação, Trump publicou:

    Fonte: G1

  • Lula diz que Trump ‘não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo’

    À ‘Der Spiegel’, Lula voltou a afirmar que Trump ‘não é o imperador do mundo’. Presidente também disse que descartou enviar petróleo a Cuba para evitar impacto na Petrobras.

    Mundo – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou Donald Trump por “ameaçar outros países com guerra o tempo todo” e afirmou que o líder norte-americano não foi eleito “imperador do mundo”. A declaração foi dada em entrevista publicada nesta quinta-feira (16) pela revista alemã Der Spiegel.

    A entrevista foi divulgada no mesmo dia em que Lula embarcou para uma viagem à Europa, com compromissos na Alemanha, Espanha e Portugal.

    “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo. Precisamos colocar este mundo em ordem, que está prestes a se transformar em um campo único de batalha”, disse o presidente.

    Em julho de 2025, o presidente já havia dado uma declaração semelhante ao criticar o tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil. À época, a Casa Branca rebateu o petista, dizendo que Trump não estava tentando ser imperador do mundo.

    Ainda na entrevista, Lula afirmou que pediu aos líderes da China, Xi Jinping, da Rússia, Vladimir Putin, e da França, Emmanuel Macron, que fosse convocada uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o conflito envolvendo o Irã, mas disse que ninguém “deu ouvidos”.

    Não pode ser que Trump comece uma guerra com o Irã e que quem acabe pagando a conta sejam os pobres da África ou da América Latina, que terão de gastar mais dinheiro com feijão, carne e verduras”, declarou.

    Lula acrescentou que o secretário-geral da ONU, António Guterres, deveria convocar uma Assembleia Geral extraordinária para que líderes mundiais prestem contas.

    O presidente também voltou a defender mudanças na composição do Conselho de Segurança da ONU. Para ele, o órgão deveria incluir novos membros permanentes, com representantes da África, do Oriente Médio, além de países como Brasil ou Alemanha.

    “A Carta das Nações Unidas estabelece que o Conselho de Segurança foi criado para preservar a paz no mundo. Como explicar que justamente os cinco membros permanentes sejam os maiores produtores de armas?”, questionou.

    Questionado sobre uma possível ajuda energética brasileira a Cuba, Lula afirmou que o Brasil não enviou petróleo ou derivados ao país caribenho para evitar possíveis impactos negativos sobre a Petrobras, que tem ações

    Nossas relações com Cuba são tão boas que os cubanos nos deram a entender: Lula não deve tomar nenhuma medida que prejudique o Brasil”, disse ele.

    O presidente afirmou, no entanto, que pode enviar “medicamentos e alimentos” e que é preciso “ajudar Cuba a se tornar independente do petróleo”.

    Na entrevista, Lula também não confirmou se disputará a reeleição em outubro. Disse que a decisão dependerá da convenção do PT, embora tenha afirmado que está se “preparando” para a possibilidade.

    “Estou com a cabeça e o corpo 100% em forma. Quero viver até os 120 anos”, declarou.

    A entrevista foi publicada na véspera da viagem de Lula ao continente europeu. Entre os dias 17 e 21 de abril, o presidente visitará Espanha, Alemanha e Portugal.

    No domingo (19), Lula participará, ao lado do chanceler alemão Friedrich Merz, da abertura da Feira de Hannover, evento internacional de tecnologia industrial que terá o Brasil como país-parceiro neste ano.

    Lula também comentou uma declaração feita por Merz após visitar Belém, durante a COP30, em novembro do ano passado. Na ocasião, o líder alemão disse estar “feliz” em retornar à Alemanha, o que gerou desconforto entre autoridades brasileiras.

    “Eu disse a ele que, quando viajo para a Alemanha, gosto de comer salsicha nas barraquinhas de rua. Da última vez que estive com a [ex-chanceler] Angela Merkel, comi uma salsicha que comprei numa barraca. Quando estou no exterior, procuro experimentar as comidas locais”, falou Lula à Spiegel.

    Fonte: G1