Categoria: Mundo

  • Irã executou 21 pessoas e prendeu mais de 4 mil desde o início da guerra, segundo a ONU

    A Organização das Nações Unidas afirma que detenções e execuções ocorreram por motivos políticos e de segurança nacional após o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro de 2026.

    Mundo – Um total de 21 pessoas foram executadas e mais de 4.000 detidas no Irã por motivos políticos ou de segurança nacional desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, afirmou nesta quarta-feira (29) a Organização das Nações Unidas.

    Depois de os ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã terem desencadeado o conflito, “pelo menos nove pessoas foram executadas em relação às manifestações de janeiro de 2026, dez por suposto pertencimento a grupos de oposição e duas por espionagem”, anunciou o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

    A agência informou que, durante o mesmo período, mais de 4.000 pessoas foram presas “por acusações relacionadas à segurança nacional”.

    “Muitos detidos foram vítimas de desaparecimentos forçados, tortura ou outras formas de tratamento cruel, desumano e degradante, em particular confissões obtidas sob coação — às vezes televisionadas — e simulações de execução”, acrescentou a agência da ONU.

    “Fico consternado ao constatar que, além das graves consequências do conflito, as autoridades continuam violando os direitos do povo iraniano de maneira brutal e implacável”, declarou o alto-comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, citado no comunicado.

    “Faço um apelo às autoridades para que suspendam todas as execuções, estabeleçam uma moratória sobre a pena de morte, garantam plenamente o respeito pelos direitos da defesa e pelo direito a um julgamento justo, e libertem imediatamente as pessoas detidas arbitrariamente”, insistiu.

    Segundo várias ONGs, entre elas a Anistia Internacional, o Irã é o país que mais recorre à pena capital depois da China.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • México prende líder de cartel apontado como sucessor de “El Mencho”

    Após a prisão de Audias Flores Silva, conhecido como “El Jardinero”, foram relatados incêndios em carros e estabelecimentos comerciais em algumas áreas no estado mexicano de Nayarit.

    Mundo – Forças especiais da Marinha mexicana prenderam Audias Flores Silva, conhecido como “El Jardinero”, no estado de Nayarit, na costa oeste do México. Ele foi identificado como um dos supostos líderes do CJNG (Cartel Jalisco Nova Geração) e possível sucessor de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, após a morte do narcotraficante em uma operação militar há mais de dois meses.

    Após a prisão, confirmada na segunda-feira (27) pelo Secretário de Segurança e Proteção Cidadã, Omar García Harfuch, foram relatados incêndios em carros e estabelecimentos comerciais em algumas áreas de Nayarit, levando as autoridades locais a pedir à população que se mantivesse informada e permanecesse em suas casas.

    García Harfuch afirmou que Flores Silva tinha um mandado de prisão em aberto no México e era procurado pelas autoridades americanas para extradição. O governo dos EUA está oferecendo uma recompensa de até US$ 5 milhões por sua captura.

    A “operação foi planejada, desenvolvida e executada por pessoal da Secretaria da Marinha, por meio de suas Forças Especiais”, escreveu García Harfuch em um comunicado publicado em sua conta no X , onde também reconheceu “a bravura, a disciplina e o comprometimento” dos agentes de segurança que participaram de sua captura.

    Conhecido como “El Jardinero”, de 45 anos, era considerado por analistas de segurança como o possível sucessor de El Mencho após a morte deste em fevereiro, durante uma operação militar em Tapalpa, cidade localizada a cerca de 120 quilômetros a sudoeste de Guadalajara, em uma área montanhosa, que desencadeou uma onda de violência em 20 estados do país.

    Desde então, o CJNG, uma das organizações criminosas mais violentas do país, pode estar passando por uma reestruturação para definir sua liderança. De acordo com o InSight Crime, entre os possíveis sucessores de El Mencho dentro da estrutura do cartel estão Juan Carlos Valencia González, vulgo “El 03”, e Ricardo Ruiz Velasco, vulgo “Doble R”, ambos identificados como figuras de alto escalão nas operações e na expansão territorial da organização.

    Segundo o Departamento de Estado dos EUA, Flores Silva era um associado próximo de El Mencho, considerado durante anos o principal líder do CJNG e um dos narcotraficantes mais procurados do mundo. O Departamento do Tesouro dos EUA o identifica como um dos líderes regionais do CJNG que controlava diversas áreas ao longo da costa do Pacífico do México, incluindo Nayarit.

    Investigações do DEA (Drug Enforcement Administration) e da HSI (Homeland Security Investigations) indicam que o detido operava aeronaves e pistas de pouso clandestinas, bem como redes de transporte terrestre usadas para movimentar cocaína, heroína e metanfetaminas da América Central para vários pontos de distribuição nos Estados Unidos.

    Flores Silva foi formalmente acusado em 2020 por um tribunal federal no Distrito de Columbia por conspiração para distribuir drogas e por crimes relacionados ao uso de armas de fogo.

    Horas depois da prisão de Flores Silva, as Forças Especiais do Exército Mexicano e da Guarda Nacional capturaram César Alejandro ‘N’, conhecido como “El Güero Conta”, identificado como o suposto operador financeiro do pseudônimo El Jardinero.

    Segundo García Harfuch, El Güero Conta é acusado “de lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas por meio de empresas e laranjas, além de adquirir aeronaves, barcos, casas, fazendas e investir em produtores de tequila”.

    “Essa prisão representa um golpe significativo na estrutura financeira desse grupo criminoso”, disse o Secretário de Segurança do México , observando que as instituições do Gabinete de Segurança mantêm esforços contínuos “para enfraquecer as organizações criminosas e levar à justiça aqueles que geram violência”.

    As prisões dos indivíduos conhecidos pelos pseudônimos El Jardinero e El Güero Conta ocorrem em um momento de desentendimento entre o México e os Estados Unidos em questões de segurança, devido à presença de agentes da CIA em uma operação secreta em Chihuahua.

    Ao mesmo tempo, o governo da presidente Claudia Sheinbaum enfrenta crescente pressão da administração Trump para que o México tome medidas mais enérgicas contra os cartéis de drogas. Trump chegou a insistir que os Estados Unidos tivessem permissão para realizar operações contra narcotraficantes no México, uma possibilidade que Sheinbaum rejeitou repetidamente.

    Incêndios em carros e estabelecimentos comerciais foram relatados em Nayarit

    Horas depois da prisão do indivíduo conhecido pelo pseudônimo “El Jardinero” ter sido noticiada, foram registrados incêndios em estabelecimentos comerciais e veículos em diversas partes do estado de Nayarit, no oeste do México.

    O Gabinete de Segurança do México informou que, até a tarde de segunda-feira, havia 12 incêndios envolvendo veículos e lojas no estado.

    “Até o momento, não há bloqueios de estradas; foram relatados 6 veículos queimados e 6 lojas incendiadas, sem feridos ou mortos”, disse o Gabinete de Segurança em uma mensagem em sua conta no Google+.

    Em mensagem publicada em sua conta oficial no Twitter , o governador de Nayarit, Miguel Ángel Navarro, informou que as rodovias e praças de pedágio do estado estavam funcionando “sem interrupções” e garantiu que o estado estava “em dinâmica normal, a população está calma”.

    Anteriormente, o governo de Nayarit informou que, em coordenação com as autoridades federais e municipais, estão sendo mantidas operações e ações preventivas para “salvaguardar a paz e a tranquilidade” no estado.

    Em um comunicado , ele afirmou que os eventos recentes estão relacionados a ações das forças federais e pediu às pessoas que se informem apenas por meio de fontes oficiais e que não compartilhem informações não confirmadas.

    “Como medida preventiva, os cidadãos são incentivados a permanecer em suas casas e evitar sair, a menos que seja necessário, seguindo sempre as recomendações das autoridades”, acrescentou o Governo.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Itamaraty confirma morte de duas brasileiras após ataques israelenses no Líbano

    Vítimas são criança brasileira, de 11 anos e sua mãe, também brasileira. Neste domingo (26), o Exército israelense voltou a atacar Líbano, apesar do cessar‑fogo.

    Mundo – O Ministério das Relações Exteriores informou nesta segunda-feira (27) que uma criança brasileira de 11 anos, sua mãe, também brasileira, e o pai, libanês, morreram após ataques israelenses no Líbano.

    “O governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel”.

    Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.

    O Itamaraty informou ainda que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo das “reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo” anunciado em 16 de abril.

    Isso porque, conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques.

    O Brasil vem defendendo ao longo das últimas semanas que as tropas israelenses devem deixar imediatamente o Líbano.

    Além disso, tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, garantindo a soberania do país.

    Segundo a nota divulgada nesta segunda, um dos filhos do casal — irmão da menina que morreu no ataque — foi levado para o hospital.

    “A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio”, informou o Itamaraty

    Segundo o ministério, a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família dos brasileiros que morreram no ataque para prestar assistência.

    A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.

    Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI.

    Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah, mesmo durante o período de cessar‑fogo.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.

    A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Apesar disso, há dúvidas sobre a efetividade do acordo. Mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.

    Nesta quinta-feira, por exemplo, o grupo extremista libanês lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados.

    Já na quarta-feira (22), pelo menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano. Entre as vítimas está uma jornalista libanesa de 43 anos.

    Fonte: G1

  • México diz que agentes dos EUA mortos em operação não tinham autorização para atuar no país

    Caso envolve ação contra drogas na fronteira e também deixou dois agentes mexicanos mortos

    Mundo – O governo do México afirmou neste sábado (25) que os dois americanos mortos após uma operação ligada ao combate ao narcotráfico no estado de Chihuahua não tinham autorização para atuar no país. O caso também deixou dois agentes mexicanos mortos.

    Os quatro morreram no último domingo (19), após um acidente de carro na região de fronteira com os Estados Unidos. Segundo autoridades locais, o veículo em que estavam saiu da pista, caiu em um barranco e explodiu.

    De acordo com a Secretaria de Segurança do México, não havia registro de autorização para que agentes estrangeiros participassem de atividades operacionais no país. O governo informou ainda que nenhuma instância federal tinha conhecimento da presença dos americanos nesse tipo de ação.

    Registros migratórios apontam que um dos americanos entrou no México como visitante, sem permissão para exercer atividades remuneradas, enquanto o outro utilizou passaporte diplomático. Segundo o comunicado, nenhum dos dois tinha credenciamento formal para participar de operações em território mexicano.

    As circunstâncias da presença dos dois estrangeiros mudaram ao longo da semana. Inicialmente, autoridades mexicanas indicaram que eles participavam de uma operação contra laboratórios clandestinos de drogas sintéticas.

    Dias depois, uma nova versão foi apresentada: os americanos estariam no país para ministrar um curso sobre uso de drones e teriam solicitado entrar em um dos veículos ao retornar da atividade.

    Nos Estados Unidos, o embaixador no México afirmou que os dois eram integrantes da equipe da embaixada americana. Já veículos de imprensa do país apontaram que eles teriam ligação com a Agência Central de Inteligência (CIA), o que não foi confirmado oficialmente.

    A legislação do México proíbe a participação direta de agentes estrangeiros em operações no país. A cooperação com outros governos ocorre, em geral, por meio de troca de informações e coordenação entre autoridades.

    O governo mexicano reiterou, em comunicado, que não autoriza a atuação de agentes estrangeiros em atividades operacionais em território nacional e que o caso está sendo revisado em conjunto com autoridades locais e com a embaixada dos Estados Unidos.

    O episódio ocorre em um momento de aumento das tensões entre México e Estados Unidos no combate ao narcotráfico. A Casa Branca afirmou nesta semana que quer ampliar a cooperação para conter o fluxo de drogas pela fronteira.

    A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, tem defendido que a colaboração entre os países seja limitada ao compartilhamento de informações, sem participação direta de agentes estrangeiros em operações no país.

    As autoridades mexicanas informaram que as investigações seguem em andamento.

    Fonte: G1

  • Suspeito de ataque a tiros em evento com Trump comparece à Justiça

    O homem, cuja identidade não foi oficialmente revelada, não ficou ferido; a imprensa americana o identificou como Cole Tomas Allen, de 31 anos, natural de Torrance, Califórnia.

    Mundo – O homem armado suspeito de invadir o jantar de gala da imprensa que contava com a presença do presidente Donald Trump comparecerá à Justiça nesta segunda-feira (27) para responder pela acusação de ataque a tiros, no mais recente episódio de violência política nos Estados Unidos, um país profundamente dividido.

    Autoridades do governo disseram que o suspeito, um homem da Califórnia, aparentemente tinha como objetivo matar Trump e funcionários de alto escalão do governo durante o evento com a imprensa na noite de sábado em um hotel de Washington, na que teria sido a terceira tentativa de assassinato contra o presidente em dois anos.

    O suspeito, cuja identidade não foi oficialmente revelada, não ficou ferido. A imprensa americana o identificou como Cole Tomas Allen, de 31 anos, natural de Torrance, Califórnia.

    Trump, que foi retirado às pressas do local por agentes do Serviço Secreto, publicou imagens das câmeras de segurança que mostram o homem armado tentando correr e superar um posto de segurança, um andar acima do salão onde acontecia o jantar da imprensa.

    Após uma rápida troca de tiros com os agentes do Serviço Secreto, ele foi detido no local. Trump publicou fotos do suspeito algemado sobre o carpete do hotel, sem camisa e deitado de bruços.

    Em uma entrevista exibida na noite de domingo no programa “60 Minutes” da CBS, Trump foi questionado se teve medo de que o ataque provocasse vítimas.

    “Eu não estava preocupado. Entendo a vida. Vivemos em um mundo louco”, disse Trump.

    No domingo, o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Tom Blanche, declarou à CBS que o suspeito não estava “cooperando ativamente”.

    “Espero que amanhã (segunda-feira) de manhã sejam apresentadas formalmente acusações contra ele em um tribunal federal em Washington”, declarou Blanche. “Acreditamos, com base apenas em um entendimento ainda muito preliminar do que aconteceu, que ele tinha como alvo membros do governo”, afirmou.

    Blanche acrescentou que não se conhece nenhuma outra motivação para o ataque e confirmou que o suspeito — que, segundo as autoridades, estava armado com uma espingarda, uma pistola e uma faca — estava hospedado no Washington Hilton, hotel em que foi celebrado o jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca.

     ‘Lobo solitário’

    Sem revelar detalhes, Trump afirmou que o suspeito havia escrito um manifesto “anticristão”. “O cara é doente”, disse Trump ao canal Fox News. “A irmã ou o irmão dele, na verdade, estavam reclamando sobre isso. Eles chegaram a apresentar queixas às autoridades”.

    O jornal New York Post informou que o suspeito escreveu, em uma mensagem que compartilhou com a família pouco antes do ataque, que seus alvos seriam “priorizados do maior para o menor escalão”.

    No jantar de gala estavam presentes Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance, vários membros do gabinete e congressistas, além de centenas de convidados.

    Trump disse, em uma entrevista coletiva improvisada no fim da noite na Casa Branca, que, a princípio, pensou que o barulho fosse uma bandeja caindo, antes de perceber que eram tiros.

    “Eles parecem acreditar que ele agiu como um ‘lobo solitário’, e eu também tenho sinto o mesmo”, disse o presidente.

    Um agente de segurança foi baleado à queima-roupa em seu colete à prova de balas e, aparentemente, não sofreu ferimentos graves. Trump acrescentou que o hotel não era “uma instalação particularmente segura”, enquanto aumentam as perguntas sobre os protocolos de segurança do presidente.

    Atentados contra Trump

    Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato durante um comício em Butler, na Pensilvânia, em 2024. Um homem armado efetuou vários disparos, que mataram um espectador e feriram levemente o presidente na orelha.

    Alguns meses depois, outro homem foi detido depois que um agente do Serviço Secreto viu o cano de um rifle entre os arbustos do perímetro do campo de golfe de West Palm Beach, onde Trump se encontrava.

    O Washington Hilton, palco da cerimônia de sábado, é o local em que o presidente republicano Ronald Reagan sofreu um atentado em 1981.

    Trump afirmou no domingo que o ataque demonstra os motivos de segurança que ele tem alegado para construir um enorme novo salão de baile ao lado da Casa Branca, um projeto que enfrentou desafios jurídicos.

    O incidente ocorreu menos de 48 horas antes do início da visita de Estado de quatro dias a Washington do rei Charles III e da rainha Camila.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Portugal prende brasileiros acusados de importar 900 kg de cocaína escondidos em carga de açúcar

    Grupo liderado por dois brasileiros usava empresa falsa para trazer entorpecentes em contêineres. Defesa nega participação nos crimes.

    Mundo – Dois brasileiros foram presos em Portugal sob a acusação de importarem 900 kg de cocaína, proveniente do Brasil, em fevereiro. A droga estava oculta em um carregamento de açúcar que desembarcou no país pelo Porto de Leixões.

    Marcelo Sousa Costa e Douglas Soriano Júnior foram presos na quinta-feira (23), no dia em que planejavam retornar ao Brasil, segundo a acusação da Procuradoria da República da Comarca de Braga.

    Eles foram indiciados por tráfico internacional de drogas e associação criminosa. A defesa nega que eles tenham participado dos crimes

    Segundo a denúncia, eles se associaram a um cidadão português e mais dois brasileiros em um grupo que usava uma empresa falsa para trazer drogas escondidas em carregamentos de alimentos.

    A cocaína foi encontrada durante uma vistoria das autoridades portuguesas em fevereiro. Vinte sacos, totalizando 900 kg, estavam escondidos em dez contêineres de açúcar, que seriam descarregados em um depósito pela empresa Hino da Terra, criada a mando de Marcelo Sousa Costa.

    De acordo com a acusação, Costa era considerado o chefe do grupo, criando empresas, dando ordens sobre as importações e ordenando o pagamento de despesas. Soriano Júnior atuava como seu principal auxiliar, cuidando das finanças da organização.

    O português seria o responsável por criar as empresas falsas para viabilizar a entrada da droga. Os outros dois brasileiros davam suporte às atividades do grupo e intermediaram o contato entre o português e Marcelo Sousa Costa.

    Em nota, a defesa dos brasileiros disse que “o processo está em segredo de justiça”, mas afirmou que entrará “com pedido de alteração de medida de coação se o caso interpor recurso ao Tribunal da Relação”.

    “Além disso, importante ressaltar que ambos os empresários são presumidos inocentes até que o processo transite em julgado (não tendo qualquer conexão com a droga apreendida), sendo que ainda está em fase de investigação sem uma conclusão policial”, diz a nota assinada pelo advogado Eduardo Maurício.

    Fonte: G1

  • Como militar dos EUA envolvido na captura de Maduro tentou esconder R$ 2 milhões que lucrou em aposta

    Ao todo, o militar apostou 13 vezes no Polymarket entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, somando cerca de US$ 33 mil.

    Mundo – O sargento das forças especiais dos EUA Gannon Ken Van Dyke, que participou da captura de Nicolás Maduro, foi preso por autoridades federais na última quinta-feira (23) sob a acusação de lucrar mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões) em apostas na destituição do líder venezuelano na plataforma Polymarket, segundo comunicado do Departamento de Justiça norte-americano.

    Ao todo, o militar teria feito 13 apostas entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, somando cerca de US$ 33 mil. O volume de operações pode indicar uma tentativa de pulverizar os valores investidos para evitar levantar suspeitas.

    Após a captura de Maduro e receber os lucros, o militar teria transferido a maior parte do dinheiro para uma carteira de criptomoedas no exterior e, em seguida, para uma conta recém-criada em uma corretora online.

    A estratégia pode ter sido uma tentativa de dificultar o rastreamento dos valores, já que transações em criptomoedas são registradas por meio de endereços digitais — e não diretamente vinculadas a nomes —, o que confere um grau de pseudonimato.

    Além disso, ao movimentar os recursos entre diferentes carteiras e plataformas, é possível fragmentar o caminho do dinheiro, tornando mais complexa a identificação da origem dos recursos por autoridades.

    No dia da operação, o militar sacou a maior parte dos ganhos supostamente ilegais da Polymarket. Após o anúncio da “Operação Resolução Absoluta”, relatos de movimentações atípicas passaram a circular na imprensa e nas redes sociais.

    Segundo a investigação, Van Dyke ainda tentou ocultar sua identidade. Em 6 de janeiro de 2026, pediu a exclusão da conta na plataforma, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail. No mesmo dia, alterou o endereço eletrônico vinculado à conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome.

    Apesar do esforço, o sargento norte-americano foi descoberto.

    Toda a movimentação atípica gerou suspeitas imediatas no mercado de previsões, resultando em uma investigação de meses que culminou na detenção do comando por uso de dados sigilosos para ganhos financeiros.

    O sargento agora responde por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, com pena máxima de até 10 anos cada, além de fraude eletrônica (até 20 anos) e transação monetária ilegal (até 10 anos).

    Fonte: G1

  • Trump cancela viagem de negociadores ao Paquistão após Irã rejeitar conversa com EUA

    Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados dos EUA para a guerra, iriam a Islamabad neste sábado (25) para tratativas para o fim do conflito. Trump disse que ordenou cancelamento da viagem, após chanceler afirmar que não se reuniria com os norte-americanos na capital paquistanesa.

    Mundo – As chances de uma segunda rodada de conversas entre EUA e Irã ruíram neste sábado (25). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou o envio de seus negociadores ao Paquistão, onde era esperado que representantes dos dois países sentassem à mesa para discutir o fim da guerra no Oriente Médio.

    O chanceler do Irã viajou a Islamabad, mas só entregou a proposta de paz de Teerã aos mediadores paquistaneses e foi embora dizendo que não conversaria com os norte-americanos.

     A Casa Branca disse na sexta que os enviados dos EUA Steve Witkoff e Jared Kushner embarcariam nesta manhã para Islamabad e se reuniriam com o chanceler iraniano, Abbas Aragchi, que de fato foi à capital paquistanesa.

    A decisão de Trump de cancelar a viagem veio depois de o chanceler do Irã dizer que não se reuniria com negociadores de Washington e que trataria apenas com os mediadores das tratativas, do governo do Paquistão.

    Nesta manhã, Aragchi entregou as exigências de seu país para um acordo de fim da guerra no Oriente Médio, segundo as agências de notícias Associated Press e Reuters com base em fontes do governo paquistanês. Mais tarde, o chanceler iraniano disse que a visita foi “frutífera” e questionou a diplomacia norte-americana.

    A guinada dos EUA também ocorre um dia depois de o próprio Trump dizer que tinha confiança de que a proposta do Irã atenderia às exigências dos EUA para o fim da guerra. “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”, disse ele na sexta. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também falou de “avanços” e “progressos”.

    O cancelamento da viagem da comitiva norte-americana também deixa as relações dos dois países em um clima mais hostil que durante na primeira rodada de negociações, há três semanas, quando representantes das duas partes ficaram de fato frente a frente.

    A última rodada de negociações deveria ter sido retomada na terça-feira (21), mas não ocorreu. O Irã disse que não estava pronto, e a delegação americana não deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo entre os dois países para permitir a retomada das conversas.

    O tráfego marítimo segue paralisado no Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo. A região está sob um duplo bloqueio, de Irã e Estados Unidos.

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse na sexta-feira que a reabertura de Ormuz é “vital para o mundo”. Enquanto isso, o mercado de petróleo fechou em alta, com otimismo sobre a retomada das conversas de paz.

    Trump afirmou que tem “todo o tempo do mundo” para negociar a paz com o Irã, enquanto mantém a pressão militar. Um terceiro porta-aviões, o USS George H.W. Bush, opera perto da região.

    No Líbano, o cessar-fogo está sob pressão. Trump anunciou na quinta-feira (23) uma prorrogação de três semanas na trégua, após conversas entre representantes israelenses e libaneses em Washington.

    “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”, disse nesta sexta-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

    O Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou que a prorrogação não faz “sentido”, diante dos “atos de hostilidade” de Israel. O grupo extremista também pediu que o governo libanês se retire das negociações diretas com Israel.

    Fonte: G1

  • Governo Trump aprova execuções por pelotão de fuzilamento como método para pena de morte

    Nova medida seria válida para execuções de condenados à morte no âmbito federal. Pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são utilizados pelo país.

    Mundo – Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão permitir as execuções de presos federais por pelotão de fuzilamento e que voltarão a aplicar injeções letais em casos de pena de morte no país, além de métodos como asfixia por gás e choque elétrico

    O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA. No comunicado, o órgão diz estar cumprindo uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país.

    A injeção letal é um dos métodos previstos no Código Penal dos EUA, um dos 55 países no mundo que adotam a pena capital. No entanto, vários estados haviam pausado a aplicação desse tipo de execução por uma decisão do governo do ex-presidente democrata Joe Biden.

    A gestão Biden acatou uma série de pesquisas que apontavam “dor e sofrimento desnecessários no método”. No comunicado desta sexta, o Departamento de Justiça chamou a análise do governo anterior de “profundamente falha”.

    Na prática, a nova determinação do governo Trump será utilizada como um parâmetro, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do estado.

    Em 2025, por exemplo, um homem foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul, em meio à falta de medicamentos para a aplicação da injeção letal.

    Em 2024, em um caso inédito, o estado do Alabama começou a aplicar a morte por asfixia como alternativa. Esse método, no entanto, também enfrentou denúncias de sofrimento exagerado e poderia ser comparável à tortura, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

    Agora, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a “incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados”, entre eles:

    • O pelotão de fuzilamento;
    • A asfixia com gás nitrogênio;
    • A eletrocussão, ou choque elétrico.

    A nova determinação cumpre a promessa do presidente Donald Trump de retomar a pena de morte no âmbito federal em seu segundo mandato. Em sua primeira vez à frente da Casa Branca, entre 2017 e 2021, Trump retomou as execuções federais após um hiato de 20 anos, e 13 condenados morreram por injeção letal

    Já Biden comutou as penas de 37 pessoas que aguardavam execução no corredor da morte federal, e apenas três condenados à morte foram executados em sua gestão.

    Fonte: G1

  • Novo líder do Irã receberá prótese na perna e deve passar por cirurgia plástica no futuro, diz jornal

    Mojtaba Khamenei ficou gravemente ferido em bombardeio de EUA e Israel e está escondido; segundo o New York Times, generais ganham poder no país.

    Mundo – O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, deve usar uma prótese na perna e pode precisar de cirurgia plástica após ficar gravemente ferido em ataques dos Estados Unidos e de Israel, segundo reportagem do jornal “The New York Times”.

    Khamenei foi escolhido por um conselho de clérigos após a morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, que comandava o país desde 1989 e foi morto em um bombardeio dos EUA e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o novo líder não fez aparições públicas.

    Atualmente, ele está escondido e sob cuidados médicos, com acesso extremamente restrito. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que também é cirurgião cardíaco, e o ministro da Saúde participam do tratamento, de acordo com o jornal.

    Ele teve uma das pernas operada três vezes e aguarda uma prótese. Também passou por cirurgia em uma das mãos e está recuperando os movimentos. Queimaduras no rosto e nos lábios dificultam a fala, e ele pode precisar de cirurgia plástica.

    Apesar dos ferimentos, autoridades iranianas afirmam que Khamenei está lúcido e participa das decisões.

    Por questões de segurança, mensagens chegam até ele por meio de uma cadeia de mensageiros, que transportam bilhetes escritos à mão até seu esconderijo, segundo o The New York Times. Suas orientações retornam pelo mesmo caminho.

    No sistema teocrático iraniano, concentra o poder máximo do Estado. O cargo é ocupado por um clérigo xiita escolhido por uma assembleia de 88 aiatolás. O líder supervisiona o presidente eleito e comanda instituições paralelas, incluindo a Guarda Revolucionária.

    A combinação de preocupações com a segurança, os ferimentos e a dificuldade de acesso levou Mojtaba Khamenei a delegar decisões aos generais, de acordo com o jornal.

    Na prática, segundo o New York Times, o poder está concentrado em uma ala militar linha-dura, enquanto a influência dos clérigos diminui.

    De acordo com o veículo, facções reformistas e ultraconservadoras continuam participando de discussões políticas, mas analistas dizem que os laços próximos de Khamenei com os militares — com quem lutou na guerra Irã-Iraque quando jovem — os tornaram a força dominante.

    Segundo o jornal, a Guarda Revolucionária do Irã, criada para proteger a Revolução Islâmica de 1979, atualmente, exerce várias funções no comando do país.

    “Mojtaba não é ‘supremo’ como o pai”, disse Ali Vaez, do International Crisis Group. “Ele depende da Guarda Revolucionária, pois deve sua posição e a sobrevivência do sistema a ela.”

    Os generais da Guarda Revolucionária passaram a liderar decisões estratégicas e o uso de recursos. Eles também usaram os ganhos militares com o fechamento do Estreito de Ormuz para fortalecer a sua posição.

    Foram eles que definiram a estratégia de ataques, o fechamento do estreito, o cessar-fogo temporário e a retomada de negociações com os EUA.

    Segundo o jornal, o presidente e o governo civil foram relegados a funções administrativas, como garantir abastecimento.

    Fonte: G1