Categoria: Mundo

  • Turista morre pisoteada durante briga brutal entre elefantes em parque turístico na Índia

    Mulher de 33 anos acompanhava atração quando foi atingida pelos animais em meio ao confronto; cena foi registrada em vídeo.

    Mundo – Uma turista de 33 anos morreu tragicamente após ser atingida durante uma briga entre dois elefantes em um parque turístico na Índia. O caso aconteceu no Campo Elefante de Dubare, na região de Karnataka, durante uma tradicional atividade de banho dos animais que costuma atrair visitantes de diversas partes do país.

    A vítima, identificada como S. Juneshe, acompanhava o passeio ao lado do marido e de outras pessoas quando os dois elefantes começaram a se atacar repentinamente.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DYhf6aUho7K/?igsh=Z2tva3F5czM1ampx

    Segundo autoridades locais, a confusão teve início quando um elefante chamado Kanchan derrubou outro animal, identificado como Marthanda. Durante o confronto, o segundo elefante perdeu o equilíbrio e caiu sobre a turista, que acabou ficando presa sob o animal enquanto ele tentava escapar dos ataques.

    Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram o momento de pânico logo após o início da briga. No vídeo, visitantes aparecem correndo desesperados para fugir da área, enquanto o marido da vítima tenta retornar para socorrê-la carregando uma criança no colo.

    Funcionários e cuidadores do parque tentaram separar os animais e controlar a situação, mas não conseguiram evitar a tragédia. A mulher sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.

    Após o acidente, autoridades de Karnataka anunciaram que os protocolos de segurança em parques e acampamentos com elefantes serão reforçados para evitar novos incidentes. O governo local também informou que medidas já começaram a ser adotadas para restringir a aproximação de visitantes aos animais durante determinadas atividades.

    O caso gerou forte repercussão e reacendeu discussões sobre segurança em atrações turísticas envolvendo animais de grande porte.

  • Atirador abre fogo dentro de mesquita em San Diego, nos EUA

    Incidente foi registrado no Centro Islâmico de San Diego, na Califórnia, nesta segunda-feira (18). Ainda não há informações sobre feridos. Suspeito foi ‘neutralizado’.

    Mundo – Um atirador abriu fogo dentro do Centro Islâmico em San Diego, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (18). Equipes da polícia foram enviadas ao local. Segundo a imprensa norte-americana, ao menos uma pessoa morreu. Não há informações oficiais sobre feridos.

    A polícia afirmou acreditar que pessoas foram baleadas. Segundo a corporação, a situação foi “contida” e o suspeito foi “neutralizado”. Não está claro se o atirador foi morto ou detido.

    Já o jornal The New York Times afirmou que um segurança que trabalhava no Centro Islâmico foi morto.

    Imagens aéreas exibidas por emissoras de TV norte-americanas mostram uma forte presença policial e crianças sendo retiradas do local. Todo o trânsito da região foi cortado, e pessoas que moram na área foram orientadas a não sair de casa.

    A mesquita fica em um bairro predominantemente residencial a cerca de 14 quilômetros do centro da cidade. Segundo o site da instituição, ela é a maior mesquita do condado de San Diego. O complexo inclui a Escola Al Rashid, que oferece cursos de língua árabe, estudos islâmicos e do Alcorão.

    O site afirma que a missão do centro islâmico é não apenas atender a população muçulmana, mas também “trabalhar com a comunidade em geral para ajudar os menos favorecidos, educar e melhorar nossa nação”.

    Cinco orações diárias são realizadas no local, e a mesquita atua com outras organizações e pessoas de diferentes religiões em causas sociais.

    Fonte: G1

  • Governo Trump impõe sanções contra políticos e militares cubanos

    Medidas fazem parte de um esforço mais amplo do governo Trump para aumentar a pressão sobre Cuba, incluindo tentativas de conter o fluxo de petróleo vindo da Venezuela e do México para a ilha.

    Mundo – O governo dos Estados Unidos impôs sanções a nove autoridades cubanas, incluindo a ministra das Comunicações e vários líderes militares, além da Diretoria de Inteligência de Cuba, informou o Departamento do Tesouro dos EUA nesta segunda-feira (18).

    As medidas fazem parte de um esforço mais amplo do governo Trump para aumentar a pressão sobre Cuba, incluindo tentativas de conter o fluxo de petróleo vindo da Venezuela e do México para a ilha.

    O governo americano descreveu a gestão cubana como “corrupta e incompetente” e defendeu uma mudança de regime no país.

    O presidente Donald Trump intensificou a pressão sobre a ilha ao ameaçar impor sanções a países que fornecem combustível a Cuba, medida que provocou apagões e afetou a economia do país.

    Veja algumas das autoridades de mais alto escalão atingidas pelas sanções nesta segunda-feira:

    • Mayra Arevich Marin, integrante do Comitê Central do Partido Comunista e ministra das Comunicações desde abril de 2021.
    • Juan Esteban Lazo Hernandez, presidente da Assembleia Nacional de Cuba e histórico dirigente do Partido Comunista, além de membro do Politburo.
    • Roberto Tomas Morales Ojeda, importante líder do Partido Comunista, que anteriormente atuou como ministro da Saúde Pública e vice-presidente.
    • Joaquin Quintas Sola, general do Exército cubano e vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias.
    • Raul Villar Kessel, alto oficial militar cubano.

    Diversas outras autoridades de menor escalão também foram alvo das sanções. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro dos EUA também sancionou a Diretoria de Inteligência de Cuba (DI), principal serviço de inteligência do governo cubano.

    Em 1º de maio, Trump assinou uma ordem executiva que amplia a autoridade do governo americano para sancionar integrantes de setores estratégicos da economia cubana e autoriza sanções secundárias contra instituições financeiras estrangeiras que negociem com pessoas ou entidades punidas pelos EUA.

    O governo Trump planeja anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro na quarta-feira, afirmou uma autoridade do Departamento de Justiça na semana passada.

    Fonte: G1

  • Aviões militares colidem no ar e explodem durante show da Força Aérea nos EUA

    Acidente aconteceu diante do público em apresentação aérea no estado de Idaho; equipes de resgate foram mobilizadas após a queda das aeronaves.

    Mundo – Um grave acidente aéreo chocou espectadores neste domingo (17) durante uma apresentação da Força Aérea dos Estados Unidos no estado de Idaho. Dois aviões militares colidiram no ar e explodiram durante o evento Gunfighter Skies Air Show, realizado em uma base militar americana.

    Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que as aeronaves realizavam manobras em formação antes do impacto. Após a colisão, os aviões perderam altitude rapidamente e caíram dentro da área da base, provocando uma enorme explosão e uma intensa coluna de fumaça.

    Veja ao vídeo

    https://www.instagram.com/reel/DYe3sgcBScz/?igsh=MWRqMjEzZjdwNXF6Nw==

    Equipes de emergência e resgate foram acionadas imediatamente após o acidente. A área foi isolada pelas autoridades militares enquanto investigadores iniciaram os trabalhos para identificar as causas da colisão.

    Até o momento, as autoridades americanas não divulgaram informações oficiais sobre possíveis mortos ou feridos. O estado de saúde dos pilotos também não foi confirmado.

    O caso gerou forte repercussão nos Estados Unidos e reacendeu debates sobre os riscos envolvendo apresentações aéreas militares, especialmente durante manobras de alta complexidade realizadas diante do público.

  • Terremoto na China deixa dois mortos e provoca desabamento de 13 prédios

    Mais de 7 mil pessoas precisaram deixar a região afetada, enquanto equipes de resgate atuam nas áreas atingidas.

    Mundo – Um terremoto de 5,2 graus de magnitude sacudiu nesta segunda-feira (18) a região de Guangxi, no sul da China, provocou duas mortes e o desabamento de 13 prédios, informou a imprensa estatal.

    O tremor aconteceu na cidade de Liuzhou, em Guangxi, às 0h21 da madrugada de segunda-feira (13h21 de Brasília, no domingo), informou a agência oficial de notícias Xinhua. Uma pessoa é considerada desaparecida.

    A emissora estatal CCTV identificou as vítimas fatais como um casal, um homem de 63 anos e uma mulher de 53, e informou que os trabalhos de busca prosseguem para tentar encontrar a pessoa desaparecida.

    Mais de 7.000 pessoas foram obrigadas a abandonar a área afetada pelo terremoto.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Morte em caverna profunda nas Maldivas: governo faz resgate de ‘alto risco’ por corpos de italianos e estuda pedir apoio internacional

    Mergulhadores tentavam explorar cavernas a 50 metros de profundidade, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Itália. Governo local iniciou operação ampla de resgate e estuda pedir ajuda internacional. Mau tempo e caverna remota complicam trabalhos.

    Mundo – Com navios, mergulhadores e uma possível ajuda internacional, o governo das Maldivas iniciou nesta sexta-feira (15) uma grande operação de busca pelos corpos dos cinco italianos que morreram na quinta-feira (14) durante um mergulho em uma caverna subaquática profunda.

    Segundo o governo italiano, acredita-se que os mergulhadores tenham morrido enquanto tentavam explorar cavernas submarinas a cerca de 50 metros de profundidade no Atol de Vaavu. Autoridades locais disseram que este foi o pior acidente de mergulho já registrado das Maldivas

    Nesta sexta, o governo do país lançou uma grande operação de resgate, mobilizando barcos, aeronaves e equipes de mergulho para procurar na área. O trabalho, no entanto, foi classificado como de “alto risco” pelas equipes locais, por envolver áreas submarinas onde nem sequer os mergulhares de resgate foram.

    O governo do país disse que estuda solicitar ajuda internacional para a operação.

    Um dos mergulhadores foi encontrado morto já na quinta-feira, mas os outros quatro permaneciam desaparecidos até a última atualização desta reportagem. Uma primeira rodada de buscas não conseguiu encontrar os desaparecidos. As autoridades disseram acreditar que eles estão justamente na caverna de difícil acesso.

    Nesta manhã, mergulhadores fizeram um primeiro mergulho para avaliar o acesso à caverna, mas as condições climáticas adversas poderiam atrasar a operação.

    O embaixador da Itália nas Maldivas estava a bordo de uma das embarcações de busca, e as Maldivas podem solicitar assistência internacional, se necessário. O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou que um especialista italiano estava auxiliando a Guarda Costeira e os navios das Maldivas na operação de busca.

    O grupo de italianos fazia em um mergulho matinal perto de Alimathaa, uma das ilhas das Maldivas, e foi dado como desaparecido após não retornar à superfície até o meio-dia de quinta-feira, de acordo com os relatos iniciais.

    As condições climáticas eram descritas como desfavoráveis na ocasião, e havia alerta amarelo de mau tempo em vigor.

    “Após um acidente ocorrido durante uma excursão de mergulho, cinco cidadãos italianos morreram no Atol Vaavu, nas Maldivas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Itália na quinta-feira (14).

    Entre as vítimas estão:

    • Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova;
    • Sua filha Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica.
    • Muriel Oddenino di Poirino, pesquisadora de Turim;
    • O instrutores de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua;
    • E Federico Gualtieri, também instrutor de mergulho e recém-formado em Biologia Marinha e Ecologia pela Universidade de Gênova.

    As identidades das vítimas foram divulgadas pela agência de notícias italiana Ansa. O Ministério das Relações Exteriores afirmou ainda que a Embaixada da Itália no Sri Lanka entrou em contato com as famílias das vítimas e prestou assistência consular.

    As Maldivas, um arquipélago formado por 1.192 ilhas de coral espalhadas por cerca de 800 quilômetros no Oceano Índico, são um destino turístico de luxo muito popular entre os mergulhadores por seus complexos remotos e barcos de mergulho com alojamentos a bordo, de acordo com a agência francesa AFP.

    Fonte: G1

  • Mineradores lançam dinamite contra polícia em meio a protestos na Bolívia

    Nos últimos dias, o país vem enfrentando uma onda de protestos por causa da crise econômica. Manifestantes pedem a renúncia do presidente Rodrigo Paz, no poder há seis meses

    Mundo – Explosões foram ouvidas nesta quinta-feira (14) durante confrontos entre policiais e mineradores em La Paz, capital da Bolívia. Segundo a agência France-Press, manifestantes lançaram dinamite contra policiais ao tentar avançar em direção à Plaza Murillo, onde fica a sede do governo boliviano.

    Os mineradores participavam de uma marcha que pede a renúncia do presidente Rodrigo Paz. O grupo também cobra maior acesso a explosivos e combustível, além da revisão de contratos e novas regras para o setor de mineração.

    A polícia jogou bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes. Não há informações sobre feridos.

    Os confrontos ocorrem em meio ao agravamento da crise econômica e social no país. Seis meses após assumir o cargo com ampla vitória eleitoral, Paz enfrenta pressão crescente de diferentes setores.

    A Bolívia vive escassez de dólares, queda na produção doméstica de energia e falta de combustíveis. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 14% em abril, na pior crise econômica do país em 40 anos.

    Nos últimos dias, protestos de operários, professores, caminhoneiros, camponeses e grupos indígenas se espalharam pelo país. As categorias pedem reajustes salariais, medidas contra a inflação e criticam possíveis privatizações de empresas públicas.

    Na terça-feira (12), a polícia registrou 67 bloqueios de estradas em diferentes regiões. Segundo a imprensa local, a paralisação provocou aumento no preço de alimentos em mercados da capital.

    Na ocasião, Paz afirmou que os bloqueios agravam o desabastecimento

    Também na terça-feira, grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales iniciaram uma marcha de cerca de 180 quilômetros entre Oruro e La Paz para exigir a saída de Paz do cargo.

    Morales, que governou o país entre 2006 e 2019, é considerado foragido pela Justiça boliviana em um caso de suposto abuso de menor.

    Autoridades bolivianas acusam setores da oposição de estimular os protestos e o aumento da tensão social.

    Fonte: G1

  • Argentinos protestam contra cortes em universidades

    Principal federação de docentes da Argentina afirma que salários caíram 33% desde que Milei foi eleito.

    Mundo – Dezenas de milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires contra cortes de verbas para universidades públicas.

    Os manifestantes carregavam cartazes com frases como “Em defesa da universidade pública” e “A educação é um direito, não um privilégio”.

    Em 2025, o Congresso argentino aprovou uma lei para atualizar o orçamento das universidades e reajustar salários de acordo com a inflação, mas o governo do presidente Javier Milei ainda não implementou o financiamento previsto na medida.

    Salários e orçamento universitário

    “Sem essa lei, temos menos recursos para ciência, pesquisa, bolsas de estudo e para garantir o acesso dos estudantes à universidade”, afirma Sofía Martínez Naya, da Federação Universitária de La Plata.

    A principal federação de docentes da Argentina afirma que os salários da categoria caíram 33% desde a eleição de Milei.

    “Meu salário em abril foi de 221 mil pesos [cerca de R$ 780]. Qual é o impacto disso hoje? Significa que a qualidade do ensino é afetada, porque precisamos assumir vários trabalhos, já que ser apenas professor não é suficiente. Com a inflação acumulada nos últimos dois anos, nossos salários estão abaixo da linha da pobreza”, diz Carolina Conti, professora da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional de La Plata.

    Caso a lei de financiamento não seja implementada, a expectativa é que a Suprema Corte intervenha. Ainda não há prazo para uma decisão do tribunal.

    Fonte: G1

  • Trump chega à China para reunião com Xi Jinping em meio a tensões sobre Irã e Taiwan

    Primeira visita do presidente dos EUA ao país desde 2017 terá como foco a guerra no Oriente Médio, tarifas comerciais, semicondutores, terras raras e as tensões envolvendo Taiwan.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é aguardado nesta quarta-feira (13) em Pequim para se reunir com seu homólogo da China, Xi Jinping, uma visita que espera que seja frutífera, apesar das possíveis fricções por Taiwan e pelo conflito no Oriente Médio.

    O republicano não quer que a guerra contra o Irã, país aliado da China, arruíne a recepção grandiosa que Xi lhe oferecerá na quinta e na sexta-feira.

    “Teremos uma longa conversa sobre isso”, disse Trump na terça-feira aos jornalistas que acompanharam sua partida da Casa Branca.

    Depois afirmou exatamente o contrário: “Temos muitas coisas a discutir. E eu não diria que o Irã seja uma delas”.

    Trump, envolvido em um conflito muito mais longo e complexo do que previa com a República Islâmica, insistiu que não precisa da ajuda chinesa em relação ao Irã.

    Esta é a primeira visita à China de um presidente dos Estados Unidos desde uma viagem de Trump durante seu primeiro mandato, em 2017.

    O governo chinês deu oficialmente as boas-vindas ao presidente americano Donald Trump, poucas horas antes de sua chegada a Pequim.

    “A China dá as boas-vindas ao presidente Trump em sua visita de Estado à China”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, em uma entrevista coletiva. “A China está disposta a colaborar com os Estados Unidos (…) para ampliar a cooperação e administrar as diferenças”, acrescentou.

    ‘Coisas boas’

    Ao considerar que o governo de Xi não havia causado “problemas” diante do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos, Trump declarou sobre seu par chinês que “é alguém com quem nos damos bem”.

    “Acho que ele verá que coisas boas vão acontecer”, acrescentou o presidente americano.

    Por trás do otimismo de Trump, as duas principais potências mundiais travam uma competição feroz nos campos militar, diplomático, tecnológico e econômico.

    “A cúpula parecerá cordial na superfície, mas, no plano tático, será uma partida de rúgbi em que cada parte vai querer levar vantagem”, explicou Melanie Hart, especialista em China do Atlantic Council.

    As vendas de armas dos Estados Unidos para Taiwan, o controle das exportações de terras raras por parte da China e as tarifas alfandegárias são outros tantos temas de atrito.

    Tesla, Apple, Nvidia e Boeing

    As relações econômicas entre Pequim e Washington continuam tensas, apesar da trégua comercial de um ano concluída em outubro, durante a última reunião dos dois presidentes na Coreia do Sul.

    A imprensa estatal chinesa informou nesta quarta-feira que uma nova rodada de negociações comerciais entre as duas potências já começou oficialmente na Coreia do Sul, sem revelar detalhes.

    Diante da China, que registra um importante superávit comercial com os Estados Unidos, Trump espera conseguir grandes contratos e promessas de investimento.

    O presidente está acompanhado na viagem por uma importante delegação de executivos de empresas americanas, entre eles Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple) e Kelly Ortberg (Boeing).

    Jornalistas credenciados observaram ainda que Jensen Huang, o CEO do grupo de semicondutores Nvidia, embarcou no avião presidencial de Trump no Alasca, durante a operação de reabastecimento.

    O presidente escreveu nas redes sociais, já a caminho da China, que pedirá a Xi a abertura do mercado do país para estas empresas americanas, para permitir que “estas pessoas brilhantes possam fazer sua mágica”.

    O encontro dos presidentes das maiores potências econômicas mundiais acontece em um momento difícil para Donald Trump, que enfrenta a queda de popularidade e uma retomada da inflação nos Estados Unidos, alimentada pela guerra contra o Irã.

    O encontro também é organizado em um momento incerto para a economia chinesa, confrontada com um consumo interno fraco e uma persistente crise de dívida no setor imobiliário.

    A guerra contra o Irã, desencadeada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, provocou o adiamento da viagem, inicialmente programada para março.

    O conflito e o bloqueio do Estreito de Ormuz por parte do Irã complicam ainda mais a relação entre Washington e Pequim.

    Vendas de armas para Taiwan

    O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, pediu na terça-feira ao Paquistão, durante uma ligação a seu homólogo Ishaq Dar, que “intensifique” os esforços de mediação entre americanos e iranianos, informou a imprensa estatal.

    Ele também pediu a Islamabad que “contribua para abordar de forma adequada as questões relacionadas à abertura do Estreito de Ormuz”, cujo bloqueio limita o fornecimento de energia e mercadorias à China.

    Trump tem tentado pôr fim às compras de petróleo iraniano por parte da China por meio de diversas sanções, medidas condenadas pelo governo de Pequim.

    Outro importante motivo de discórdia para os dirigentes chineses é a assistência militar fornecida a Taiwan pelos Estados Unidos.

    Trump se mostrou disposto a abordar esse tema espinhoso com Xi Jinping.

    A China considera a ilha de regime democrático e governo autônomo como parte de seu território. Pequim defende uma solução pacífica, mas se reserva o direito de recorrer à força com vistas à “reunificação”.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Rússia faz teste final de míssil com alcance de 35.000 km, chamado de ‘Satanás’ pela Otan

    Míssil Sarmat tem capacidade nuclear e pode alcançar a Europa em minutos. Vladimir Putin disse que armamento, um dos principais trunfos de Moscou, será lançada até o fim do ano.

    Mundo – A Rússia anunciou nesta terça-feira (12) que fez o teste final de seu míssil balístico intercontinental Sarmat, que tem capacidade nuclear, alcance de até 35 mil quilômetros e pode viajar pelos dois polos e chegar à Europa em menos de dez minutos, segundo Moscou.

    O comandante das forças de mísseis estratégicos da Rússia, Sergei Karakayev, anunciou que o teste, a etapa final antes da utilização do míssil, foi concluído com sucesso.

    O presidente russo, Vladimir Putin, disse que planeja colocar o Sarmat em operação até o fim deste ano.

    O RS-28 Sarmat faz parte de uma série de outros mísseis apresentados em 2018 como “invisíveis” por Vladimir Putin. Segundo Putin, o Sarmat é capaz de “derrotar todos os sistemas antiaéreos modernos”.

    O Sarmat foi apelidado pela Otan de “Satanás” por conta de seu alcance e velocidade, além da capacidade de desviar dos radares.

    O míssil tem capacidade de transportar dez ou mais ogivas nucleares, de acordo com um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso dos Estados Unidos.

    Segundo o governo russo, o Sarmat é o míssil mais poderoso com a maior distância do mundo para atingir alvos, o que aumenta significativamente o poder de combate das forças nucleares estratégicas do país.

    Este foi o segundo teste do RS-28 Sarmat, e também o final, segundo a Rússia. Um primeiro teste foi feito em 2018, e um segundo, em 2022.

    Fonte: G1