Argentinos protestam contra cortes em universidades

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Principal federação de docentes da Argentina afirma que salários caíram 33% desde que Milei foi eleito.

Mundo – Dezenas de milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires contra cortes de verbas para universidades públicas.

Os manifestantes carregavam cartazes com frases como “Em defesa da universidade pública” e “A educação é um direito, não um privilégio”.

Em 2025, o Congresso argentino aprovou uma lei para atualizar o orçamento das universidades e reajustar salários de acordo com a inflação, mas o governo do presidente Javier Milei ainda não implementou o financiamento previsto na medida.

Salários e orçamento universitário

“Sem essa lei, temos menos recursos para ciência, pesquisa, bolsas de estudo e para garantir o acesso dos estudantes à universidade”, afirma Sofía Martínez Naya, da Federação Universitária de La Plata.

A principal federação de docentes da Argentina afirma que os salários da categoria caíram 33% desde a eleição de Milei.

“Meu salário em abril foi de 221 mil pesos [cerca de R$ 780]. Qual é o impacto disso hoje? Significa que a qualidade do ensino é afetada, porque precisamos assumir vários trabalhos, já que ser apenas professor não é suficiente. Com a inflação acumulada nos últimos dois anos, nossos salários estão abaixo da linha da pobreza”, diz Carolina Conti, professora da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional de La Plata.

Caso a lei de financiamento não seja implementada, a expectativa é que a Suprema Corte intervenha. Ainda não há prazo para uma decisão do tribunal.

Fonte: G1

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