Categoria: Mundo

  • Colisão entre trem e ônibus escolar na Bélgica deixa quatro mortos

    Acidente ocorreu em cruzamento em cidade a 23 km da capital, Bruxelas.

    Mundo – Entre as vítimas também estão o motorista do ônibus e um adulto que acompanhava os alunos, informou Crucke à RTL. Outras duas pessoas também ficaram gravemente feridas, acrescentou.

    O acidente ocorreu em uma passagem de nível perto da estação de Buggenhout, a cerca de 23 quilômetros de Bruxelas. Crucke disse que as câmeras de segurança mostraram que as cancelas da passagem de nível haviam caído.

    O ministro do Interior, Bernard Quintin, disse: “Recebi com profunda tristeza a notícia do trágico acidente ocorrido em Buggenhout”. Ele não forneceu mais detalhes.

    Uma passagem de nível é o cruzamento em que a ferrovia se encontra com a rodovia ou com uma passagem de pedestres

    Porta-vozes da polícia belga não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

    A Bélgica, onde uma densa rede ferroviária cruza cidades e vilarejos, tem um histórico de acidentes em passagens de nível.

    Cinco pessoas morreram em acidentes em 2025, segundo o site da operadora de infraestrutura ferroviária Infrabel, o menor número registrado desde 2020.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Rússia ameaça Kiev com novos ataques e pede que estrangeiros deixem a cidade um dia após bombardeio em larga escala

    Moscou lançou dezenas de drones e mísseis contra a Ucrânia durante o fim de semana, causando a morte de quatro pessoas, deixando dezenas de feridos e provocando danos em toda a capital ucraniana. Poderoso míssil Oreshnik foi utilizado pelos russos.

    Mundo – A Rússia afirmou, nesta segunda-feira (25), que planeja lançar novos bombardeios contra Kiev e reiterou o apelo para que estrangeiros e diplomatas abandonem a cidade, um alerta que o ministro das Relações Exteriores transmitiu ao chefe da diplomacia americana, Marco Rubio.

    “O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, manteve uma conversa telefônica com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio”, informou a chancelaria russa em comunicado.

    A Rússia lançou dezenas de drones e mísseis contra a Ucrânia durante o fim de semana, causando a morte de quatro pessoas, deixando dezenas de feridos e provocando danos em toda a capital ucraniana.

    Entre as armas utilizadas, a Rússia empregou um míssil hipersônico Oreshnik, que, segundo Moscou, pode viajar a dez vezes a velocidade do som e tem capacidade para transportar ogivas nucleares

    A ofensiva ocorreu dias depois de Moscou acusar Kiev de atacar uma escola profissionalizante na região ucraniana de Lugansk, ocupada pela Rússia, causando a morte de 21 pessoas. O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que seu Exército respondesse a esse ataque.

    A Rússia já havia pedido a cidadãos estrangeiros e diplomatas que deixassem Kiev no início deste mês, quando ameaçou lançar ataques massivos contra o centro da cidade se a Ucrânia perturbasse um desfile militar na Praça Vermelha.

    Destruição e sofrimento de moradores

    Danos foram registrados em 40 locais em vários distritos da capital, incluindo edifícios residenciais, disse o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, em uma publicação no Telegram.

    Um prédio escolar foi danificado por um ataque enquanto pessoas estavam abrigadas no local, disse o prefeito Vitalii Klitschko. Autoridades locais relataram que supermercados e armazéns em toda a cidade também foram danificados.

    “Foi uma noite terrível, e nunca houve nada parecido em toda a guerra”, disse a moradora de Kiev Svitlana Onofryichuk, de 55 anos, que trabalha há 22 anos no mercado atingido.

    No distrito de Shevchenko, um prédio residencial de cinco andares foi atingido, provocando um incêndio, e uma pessoa morreu, informou o serviço estatal de emergência da Ucrânia.

    Míssil Oreshnik

    Esta é a terceira vez que o míssil, capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais, é usado na Ucrânia. A Rússia atingiu a cidade de Bila Tserkva, na região de Kiev, com o míssil, disse Zelensky. O alvo não ficou imediatamente claro.

    A Rússia usou pela primeira vez o Oreshnik, equipado com múltiplas ogivas, contra a cidade ucraniana de Dnipro em novembro de 2024. O míssil foi usado uma segunda vez em janeiro, na região ocidental de Lviv.

    O presidente Vladimir Putin afirmou que o Oreshnik, que significa “aveleira” em russo, viaja a 10 vezes a velocidade do som, ou Mach 10, e é capaz de destruir bunkers subterrâneos “três, quatro ou mais andares abaixo”.

    A arma viaja “como um meteorito” e é imune a qualquer sistema de defesa antimísseis, disse Putin, acrescentando que vários desses mísseis, mesmo equipados com ogivas convencionais, poderiam ser tão devastadores quanto um ataque nuclear.

    Fonte: G1

  • Irã diz que passará a cobrar taxa por “serviços de navegação” no Ormuz

    O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (25/5).

    Mundo – O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que Teerã está cobrando taxas por “serviços de navegação” a navios que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25/5) em coletiva de imprensa pelo porta-voz, Esmaeil Baghaei.

    Segundo ele, “os serviços prestados, ou seja, os serviços de navegação, bem como as medidas necessárias para proteger o meio ambiente do Estreito de Ormuz, do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã, exigem a cobrança de certas taxas”.

    Esmail informou que, no entanto, o Irã não pretende cobrar pedágio.

    Nas redes sociais, o porta-voz do Parlamento iraniano Ebrahim Rezaei afirmoiu que “durante a guerra militar, nossa tática era olho por olho; na guerra diplomática, é ação contra ação”.

    “Não acreditem no blefe do presidente fracassado; o tempo está contra os americanos. Se eles querem um acordo, devem negociar; se querem gasolina a 6 dólares, devem manter-se firmes e blefar até que a grama cresça debaixo dos seus pés. O Irã não se curva à força nem às ameaças”, escreveu Ebrahim após nova ameaça de Donald Trump contra o país.

    Negociações

    Nesse domingo (24/5), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã avançam de forma “ordenada e construtiva” e indicou que não tem pressa para concluir um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

    Em publicação nas redes sociais, o republicano criticou o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama e afirmou que as tratativas conduzidas por sua administração seguem na direção oposta.

    “Um dos piores acordos já feitos pelo nosso país foi o Acordo Nuclear com o Irã. (…) Não é o caso da transação que está sendo negociada pela administração Trump. É exatamente o oposto”, escreveu.

    Segundo Trump, os Estados Unidos manterão as restrições econômicas contra Teerã até que um eventual entendimento seja concluído.

    “O bloqueio permanecerá em pleno vigor até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado”, declarou.



    Fonte e Foto: Metrópoles

  • OMS eleva alerta de ebola ao nível máximo no Congo após avanço rápido da doença

    Organização Mundial da Saúde confirma dezenas de casos e mortes; conflito armado dificulta controle da epidemia e aumenta preocupação internacional.

    Saúde – A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para “muito alto” o nível de risco da epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC), o grau máximo de alerta dentro da escala da entidade. A decisão foi anunciada após o avanço acelerado da doença em regiões marcadas por conflitos armados e dificuldades no acesso à assistência médica.

    Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a epidemia está se espalhando rapidamente pelo território congolês, especialmente nas províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, áreas afetadas por confrontos entre forças do governo e grupos armados.

    Até o momento, foram confirmados 82 casos de ebola no país, incluindo sete mortes oficialmente registradas. Além disso, existem cerca de 750 casos suspeitos e 177 mortes em investigação relacionadas à doença.

    Apesar da gravidade no cenário nacional, a OMS manteve o risco classificado como “alto” na escala regional e “baixo” globalmente, afastando, por enquanto, a possibilidade de uma emergência sanitária internacional semelhante à vivida durante a pandemia de Covid-19.

    O ebola é uma doença viral grave que provoca febre hemorrágica e apresenta alta taxa de mortalidade. A transmissão ocorre por contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas, além do contato com objetos contaminados.

    Entre os principais sintomas estão:

    febre alta;

    fraqueza intensa;

    dores musculares;

    vômitos;

    diarreia;

    sangramentos internos e externos.

    Especialistas alertam que o diagnóstico rápido é fundamental para conter a transmissão e aumentar as chances de sobrevivência.

    A atual epidemia envolve a cepa Bundibugyo do vírus ebola, para a qual ainda não existe vacina ou tratamento específico amplamente autorizado. Por isso, as autoridades de saúde concentram esforços em medidas de contenção, rastreamento de contatos e isolamento de pacientes suspeitos.

    A situação é agravada pela instabilidade política e militar no leste do Congo, onde equipes médicas enfrentam dificuldades para acessar áreas afetadas. Em algumas regiões, hospitais e estruturas de saúde operam em condições precárias, dificultando o controle da doença.

    A OMS informou que reforçou o envio de profissionais e recursos para o epicentro da epidemia, localizado na província de Ituri. A organização também monitora possíveis casos em países vizinhos.

    Em Uganda, país que faz fronteira com a RDC, dois casos confirmados e uma morte já foram registrados, embora a situação seja considerada estável até o momento.

    O ebola já causou mais de 15 mil mortes na África nas últimas décadas. Apesar de ser menos contagioso do que doenças respiratórias como Covid-19 ou sarampo, o vírus preocupa pela gravidade dos sintomas e pela rapidez com que pode se espalhar em regiões sem estrutura adequada de saúde.

  • Governo Trump: estrangeiros que desejam green card precisam voltar a seus países para fazer pedido

    Orientação foi anunciada pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) nesta sexta-feira (22).

    Mundo – Estrangeiros que buscam regularizar sua situação imigratória nos Estados Unidos para obter o green card terão que voltar a seus países para fazer o pedido por meio do Departamento de Estado a partir de agora, informou o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) nesta sexta-feira (22).

    O órgão anunciou a medida em um memorando que orienta os funcionários a considerarem os fatores e informações relevantes, caso a caso, ao determinar se uma medida extraordinária é justificada, e afirmou que a nova política liberará recursos da agência para que ela possa se concentrar no processamento de outros casos.

    A mudança de política anunciada nesta sexta é a mais recente de uma série de medidas tomadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao longo do último ano, para restringir a imigração para os Estados Unidos.

    Em janeiro, o Departamento de Estado anunciou que havia revogado mais de 100.000 vistos desde que Trump assumiu o cargo no ano anterior.

    Em dezembro, o governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão do Programa de Vistos de Imigração por Diversidade (DV1 Pogram), conhecido como “loteria do green card”, após a revelação de que o autor do ataque a tiros na Universidade Brown entrou no país por meio do mecanismo.

    Segundo o comunicado publicado pela ex-secretária do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Kristi Noem, o atirador, identificado como Claudio Manuel Neves Valente, imigrou para os Estados Unidos em 2017 após ser selecionado pelo programa e recebeu o green card posteriormente.

    Criado para promover a imigração de pessoas vindas de países com baixa taxa de entrada nos Estados Unidos, o DV Program disponibiliza até 50 mil vistos de imigração por ano, de acordo com o site do USCIS.

    Fonte: G1

  • Ucrânia atinge prédio estudantil e deixa 4 mortos em área de controle russo

    Segundo autoridades da Rússia, 35 crianças ficaram feriadas em ataque de drones; pelo menos 86 adolescentes, com idades entre 14 e 18 anos, estavam dormindo no alojamento.

    Mundo – Pelo menos quatro pessoas morreram e 35 crianças ficaram feridas em um ataque com drones ucranianos contra um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada pela Rússia, no leste da Ucrânia, disseram autoridades russas nesta sexta-feira (22).

    A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar imediatamente o ocorrido de forma independente e não houve comentários imediatos da Ucrânia, que luta para recuperar Luhansk, área que junto com Donetsk faz parte do Donbass, uma das quatro regiões que Moscou reivindicou unilateralmente em 2022, em uma ação que Kiev classificou como uma apropriação ilegal de terras.

    Yana Lantratova, comissária de Direitos Humanos da Rússia, afirmou que 86 adolescentes, com idades entre 14 e 18 anos, estavam dormindo no alojamento estudantil Starobilsk da Universidade Pedagógica de Luhansk quando foram atacados por drones ucranianos.

    “As forças armadas ucranianas realizaram um ataque direcionado contra crianças que dormiam”, disse Lantratova em um comunicado.

    Leonid Pasechnik, o principal funcionário russo em Luhansk, afirmou que duas pessoas foram retiradas dos escombros e que equipes de resgate ainda procuravam crianças presas sob os destroços.

    Fotos e vídeos divulgados pelas autoridades russas mostram equipes de resgate retirando um homem dos escombros em uma maca, prédios gravemente danificados, um dos quais parecia ter desabado parcialmente, e incêndios ainda ativos.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, exigiu que os responsáveis sejam punidos. “Este é um crime monstruoso. Um ataque a uma instituição de ensino onde crianças e jovens estão presentes”, disse ele a jornalistas.

    “O mais importante agora é tomar medidas para remover os escombros e prestar assistência àqueles que ainda estão presos sob eles.”

    O presidente Volodymyr Zelensky prometeu retribuição na semana passada, após depositar rosas vermelhas sobre os escombros de um prédio residencial em Kiev, onde um ataque com míssil russo matou 24 pessoas, incluindo três crianças.


    Fonte e Foto: CNN Brasil

  • Voo AF447: Justiça francesa condena Airbus e Air France por tragédia que matou 228 pessoas em 2009

    Tribunal de apelação anunciou decisão sobre o acidente do voo que saiu do Rio de Janeiro com destino à Paris e caiu no Atlântico em 2009.

    Mundo – A Justiça francesa considerou nesta quinta-feira (21) a Airbus e a Air France culpadas por homicídios culposo pelo acidente com o voo AF447, entre Rio de Janeiro e Paris, que matou 228 pessoas em 2009. A decisão ocorre quase 17 anos depois do pior acidente aéreo da França.

    A decisão representa o mais recente marco em uma maratona jurídica envolvendo duas das empresas mais emblemáticas da França e familiares das vítimas, em sua maioria francesas, brasileiras e alemãs.

    A nova sentença as considera as “únicas responsáveis” pela maior tragédia e impõe a multa máxima de 225.000 euros (1,3 milhão de reais) cada, atendendo ao pedido da promotoria durante o julgamento que durou oito semanas.

    Após a decisão, nesta quinta, a Air France se pronunciou e disse que recorrerá à Suprema Corte da França:

    Em 2023, um tribunal de instância inferior absolveu as duas empresas, que negaram repetidamente as acusações.

    Os magistrados consideraram na ocasião que, embora tenham cometido “imprudências” e “negligências”, “não foi possível demonstrar (…) nenhum nexo causal seguro” com o acidente.

    O MP, no entanto, mudou de posição e pediu em novembro do ano passado ao tribunal de apelação de Paris que condenasse as duas empresas “por homicídios culposos”.

    Durante o julgamento, Airbus e Air France se defenderam de qualquer responsabilidade penal e atribuíram o ocorrido às decisões equivocadas tomadas pelos pilotos em uma situação de emergência.

    Familiares de passageiros e tripulantes acompanharam o julgamento nesta quinta-feira (21), que encerra uma disputa judicial de 17 anos sobre as responsabilidades pelo pior desastre aéreo da França.

    As multas foram consideradas simbólicas por familiares das vítimas, já que representam apenas uma pequena parte da receita das companhias. Mesmo assim, grupos de vítimas afirmaram que a condenação representa um reconhecimento do sofrimento enfrentado por eles.

    Advogados franceses ainda preveem novos recursos ao mais alto tribunal do país, o que pode prolongar o caso por mais alguns anos.

    O voo AF447 desapareceu dos radares em 1º de junho de 2009, com pessoas de 33 nacionalidades a bordo. As caixas-pretas foram recuperadas dois anos depois, após uma busca no fundo do oceano.

    Muitos consideravam impossível que um avião daqueles, um Airbus A330-200, um dos mais modernos do mundo, simplesmente desaparecesse em uma rota intercontinental.

    Em 2012, investigadores da BEA (o órgão que investiga acidentes aéreos na França) concluíram que a tripulação levou o avião a uma situação de estol — quando a aeronave perde sustentação — após reagir de forma incorreta a um problema causado pelo congelamento das sondas Pitot, sensores que medem a velocidade do avião.

    As caixas-pretas confirmaram que as sondas congelaram enquanto o Airbus A330 voava em grande altitude, em uma área de forte instabilidade climática próxima à Linha do Equador

    Acusações

    Os promotores concentraram as acusações em supostas falhas tanto da Airbus quanto da Air France, incluindo treinamento inadequado dos pilotos e falta de acompanhamento de incidentes anteriores semelhantes.

    Para o Ministério Público, as falhas das duas empresas “contribuíram, de forma certa, para que o acidente aéreo acontecesse”.

    A Airbus foi acusada de subestimar a gravidade dos problemas nas sondas Pitot e de não alertar as companhias aéreas com rapidez suficiente.

    Já a Air France foi acusada de não oferecer treinamento adequado aos pilotos para situações de congelamento das sondas e de não informar corretamente as tripulações sobre os riscos.

    Fonte: G1

  • Policiais que atuaram durante invasão do Capitólio se organizam para bloquear fundo bilionário de Trump

    Ação judicial acusa presidente dos EUA de usar dinheiro público para beneficiar participantes da invasão ao Capitólio e grupos ligados à extrema direita.

    Mundo – Dois policiais que defenderam o Capitólio dos Estados Unidos durante a invasão de 6 de janeiro de 2021 entraram com uma ação judicial nesta quarta-feira (20) para tentar impedir o fundo de quase US$ 1,8 bilhão criado pelo presidente Donald Trump para compensar vítimas de suposta “instrumentalização política”.

    Na ação apresentada em um tribunal federal de Washington, o ex-policial do Capitólio Harry Dunn e o policial Daniel Hodges, do Departamento de Polícia Metropolitana, afirmam que Trump “criou um fundo de US$ 1,776 bilhão financiado pelos contribuintes para beneficiar insurgentes e grupos paramilitares que cometem violência em seu nome”.

    Na segunda-feira (18), Trump chegou a um acordo com a Receita Federal dos EUA (IRS) e concordou em retirar uma ação de US$ 10 bilhões movida após o vazamento de suas declarações de imposto de renda durante seu primeiro mandato

    Como parte do acordo, o Departamento de Justiça criou o fundo para compensar pessoas que alegam ter sido alvo de “instrumentalização política”.

    O procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, foi questionado repetidamente sobre o fundo durante um depoimento no Congresso na terça-feira (19).

    Blanche afirmou que os recursos podem ser destinados a integrantes de qualquer partido político e não se limitam aos acusados pela invasão do Capitólio em 6 de janeiro. Segundo ele, os critérios para receber os pagamentos são amplos e incluem pessoas que afirmam ter sofrido “instrumentalização”.

    Harry Dunn, policial negro com 15 anos de atuação na força responsável pela proteção dos parlamentares americanos, tornou públicos os relatos de agressões físicas e ataques racistas sofridos durante a invasão ao Capitólio.

    Na ocasião, apoiadores de Trump tentaram impedir o Congresso de certificar a vitória eleitoral do ex-presidente Joe Biden nas eleições de 2020.

    Dunn também afirmou que desenvolveu transtorno de estresse pós-traumático após o ataque.

    Durante a invasão, Daniel Hodges ficou preso contra uma porta giratória enquanto um manifestante o pressionava com um escudo policial. A cena viralizou nas redes sociais.

    Hodges continua na polícia de Washington e já prestou depoimento ao Congresso sobre o episódio.

    O governo do presidente Donald Trump anunciou a criação do fundo na segunda-feira (18). A ideia é indenizar pessoas que afirmam ter sido alvo de investigações e processos movidos por motivos políticos nos Estados Unidos.

    O chamado “Anti-Weaponization Fund” foi divulgado como parte do acordo judicial que encerrou o processo de US$ 10 bilhões movido por Trump contra a Receita americana, o Internal Revenue Service (IRS), após o vazamento das declarações de imposto de renda do presidente.

    O acordo também levou o governo americano a abandonar auditorias e cobranças ligadas a investigações tributárias já abertas contra Trump, familiares e empresas do grupo Trump, além de prever um pedido formal de desculpas ao presidente.

    O governo não divulgou nomes de possíveis beneficiários nem critérios detalhados para receber indenizações.

    Fonte: G1

  • Ataques israelenses matam 19 no Líbano em meio ao cessar-fogo

    A informação é do Ministério da Saúde; o Hezbollah que relatou confrontos com tropas israelenses.

    Mundo – Ataques israelenses no sul do Líbano na terça-feira (19) mataram 19 pessoas, informou o Ministério da Saúde, enquanto o Hezbollah relatou confrontos com tropas israelenses apesar do cessar-fogo na guerra.

    “Um ataque aéreo israelense contra a cidade de Deir Qanun al-Nahr, no distrito de Tiro, resultou em um saldo inicial de 10 mártires, incluindo três crianças e três mulheres, além de três feridos”, disse o ministério em um comunicado, classificando o ocorrido como um “massacre”.

    Segundo informações, uma mulher estava entre os nove mortos em outros ataques no sul do país, que deixaram 29 feridos, incluindo seis mulheres e uma criança.

    A Agência Nacional de Notícias do Líbano, controlada pelo Estado, e fotógrafos da AFP também relataram uma série de ataques que atingiram diversas áreas no distrito de Tiro e na província de Nabatieh, no sul do país.

    Os dois últimos andares de um prédio em Maashuq, no distrito de Tiro, desabaram após um ataque aéreo, segundo imagens da AFP. O ataque também danificou prédios vizinhos e carros estacionados.

    O Ministério da Saúde informou que um ataque à cidade na segunda-feira (18) destruiu um centro de atenção primária à saúde administrado pelo Comitê Islâmico de Saúde, ligado ao Hezbollah.

    Um ataque aéreo realizado na terça-feira no bairro de Saray, em Nabatieh, que inclui lojas, uma antiga mesquita e edifícios residenciais tradicionais, destruiu grande parte da área.

    Imagens da AFP mostraram uma coluna de fumaça subindo do local.

    As forças armadas israelenses já haviam emitido alertas de evacuação para 12 cidades libanesas, 11 delas no sul e uma na região leste do Vale do Bekaa.

    Mais tarde, repetiu o mesmo aviso.

    Deir Qanun al-Nahr, onde as 10 pessoas foram mortas, não foi incluída no alerta.

    Confrontos

    Em um comunicado separado, o exército israelense afirmou ter interceptado um drone proveniente do Líbano.

    O Hezbollah afirmou na terça-feira que seus combatentes “entraram em confronto… com uma força do exército inimigo israelense que tentou avançar em direção às proximidades da praça da cidade de Haddatha”, acrescentando que “os confrontos ainda estão em andamento”.

    Alegou que seus combatentes destruíram um tanque israelense.

    O grupo apoiado pelo Irã também afirmou ter realizado diversos ataques contra as forças israelenses no sul do Líbano e ter alvejado plataformas de defesa aérea Domo de Ferro em diferentes partes do norte de Israel, perto da fronteira.

    A Defesa Civil libanesa informou na terça-feira que perdeu contato com sete cidadãos após uma incursão israelense na cidade de Rashaya al-Fukhar, no sul do país.

    Segundo o comunicado, as forças israelenses libertaram quatro deles posteriormente, enquanto os outros três permanecem “em cativeiro israelense”.

    O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra do Oriente Médio em 2 de março, ao disparar foguetes contra Israel em apoio ao Irã, seu aliado.

    Desde o início do cessar-fogo em 17 de abril, Israel continuou a lançar ataques, realizar demolições e emitir ordens de evacuação no sul do Líbano, alegando que seu alvo é o Hezbollah.

    O governo também emitiu repetidamente alertas de evacuação para dezenas de cidades, atingindo locais distantes da fronteira que abrigavam pessoas deslocadas.

    Segundo as autoridades libanesas, os ataques israelenses no Líbano mataram mais de 3.000 pessoas desde 2 de março.

    O exército israelense informou na terça-feira que o vice-comandante da companhia da 551ª Brigada da Reserva “caiu em combate” no sul do Líbano, elevando para 21 o número de mortos desde o início da guerra.

    Um contratado civil também foi morto no conflito.


    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Secretário de Trump, Marco Rubio diz que OMS demorou para identificar surto de Ebola

    Secretário de Estado dos EUA disse que uma possível resposta ao surto no país será respondido pelo CDC. Donald Trump retirou os EUA do órgão.

    Mundo – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (19) que a Organização Mundial da Saúde (OMS), órgão da ONU do qual o presidente Donald Trump retirou os EUA, demorou para identificar o surto mortal de ebola.

    Questionado por jornalistas sobre como os Estados Unidos responderão ao avanço da doença, Rubio disse que a liderança da resposta ficará “obviamente” com o CDC, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, e com a OMS.

    Entenda a epidemia de Ebola

    A OMS afirmou que avalia o uso de vacinas candidatas e tratamentos já disponíveis para conter a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC). A doença, causada pela cepa Bundibugyo, ausente há 14 anos, já está associada a 131 mortes.

    O vírus avança pelo leste do país, com novos focos e a infecção de um médico norte‑americano, enquanto autoridades reforçam medidas de prevenção e governos estrangeiros ampliam controles sanitários. A doença se espalha sobretudo na província de Ituri, no nordeste da RDC, na fronteira com Uganda.

    A representante da OMS no país afirmou que um grupo consultivo técnico se reuniria ainda hoje para formular novas recomendações sobre o uso de imunizantes e terapias experimentais.

    Fonte: G1