Categoria: Mundo

  • Trump ameaça: “Uma civilização inteira pode morrer hoje” e eleva tensão com o Irã

    Declaração explosiva nas redes sociais coloca o mundo em alerta diante de possível escalada militar no estreito de Hormuz.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou forte reação internacional ao afirmar que “uma civilização inteira pode morrer” ainda nesta terça-feira (7), em meio à crescente tensão com o Irã.

    A declaração foi publicada na plataforma Truth Social e rapidamente repercutiu globalmente, sendo vista como uma das falas mais duras recentes envolvendo o conflito.

    > “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu o presidente.

    Pressão por acordo imediato

    A fala ocorre em meio ao impasse sobre a reabertura do estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável por grande parte do transporte global de petróleo. Segundo Trump, as próximas horas serão decisivas para evitar um cenário de confronto.

    O presidente também sugeriu que uma possível mudança de regime no Irã poderia alterar o rumo da crise, reforçando o tom de pressão sobre o governo iraniano.

    Mundo em alerta

    A declaração elevou o nível de preocupação internacional, já que qualquer escalada militar na região pode gerar impactos globais, especialmente na economia e no fornecimento de energia.

    Trump classificou o momento como histórico e voltou a criticar duramente o governo iraniano.

    > “Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, afirmou.

    O episódio intensifica o clima de instabilidade no Oriente Médio e coloca a comunidade internacional em estado de atenção diante da possibilidade de um conflito de grandes proporções nas próximas horas.

  • Irã afirma que ameaças de Trump são ‘delirantes’ e não compensarão ‘humilhação’ sofrida pelos EUA

    Declarações em tom de provocação foram feitas pelo Comando Militar iraniano na TV estatal. Porta-voz também chamou as declarações do presidente americano de ‘grosseiras e insolentes’.

    Mundo – O Comando Militar do Irã afirmou que as ameaças de Trump são “ilusórias” e não compensarão a “humilhação e a vergonha” sofridas pelos Estados Unidos no Oriente Médio.

    Em um pronunciamento feito na TV estatal nesta segunda-feira (6), o porta-voz militar iraniano afirmou em tom de provocação:

    Mais cedo, em um post no Telegram, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que “assassinatos e crimes” não irão parar as Forças Armadas iranianas.

    A declaração foi dada em meio a uma mensagem de luto do iraniano pela morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, anunciada por Israel e classificada como “terrorismo” por ele.

    Nesta segunda, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se referiu aos iranianos como animais ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra se atacar estruturas civis do país.

    O presidente dos EUA também afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã, mas que os cidadãos americanos querem o fim da guerra

    Trump também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.

    Antes, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para o fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.

    No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7).

    Ormuz é um importante corredor marítimo, por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo.

    Ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de “bastardos malucos”.

    O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques possam constituir um crime de guerra.

    Fonte: G1

  • Homens com menos de 45 anos vão precisar de autorização militar para deixar a Alemanha por mais de 3 meses

    Governo quer ampliar suas forças armadas, e a medida vale para indivíduos de 17 a 45 anos. Ainda não está claro o que poderá ser feito em caso de descumprimento.

    Mundo – Homens alemães de 17 a 45 anos precisarão de autorização prévia para permanecer mais de três meses no exterior, segundo uma nova lei aprovada na Alemanha para instituir o serviço militar voluntário.

    A informação foi confirmada à BBC News por um porta-voz do Ministério da Defesa alemão.

    A Lei de Modernização do Serviço Militar, em vigor desde 1º de janeiro, busca reforçar as defesas do país diante das ameaças da Rússia após a invasão da Ucrânia.

    Conforme a legislação, as autorizações de viagem tendem a ser concedidas, mas ainda não está claro como a regra será aplicada em caso de descumprimento. A nova exigência passou praticamente despercebida até ser noticiada pelo jornal local Frankfurter Rundschau na última sexta-feira (3).

    O porta-voz do Ministério da Defesa afirmou que a medida visa “garantir um sistema de registro militar confiável e eficaz”. “Em caso de emergência, precisamos saber quem pode estar no exterior por um período prolongado”, disse.

    Ele reconheceu que as consequências para os jovens podem ser “de grande impacto” e afirmou que regras sobre isenções estão sendo elaboradas “para evitar burocracia desnecessária”.

    A base legal da exigência está na Lei de Recrutamento Militar de 1956, alterada diversas vezes — a mais recente em dezembro do ano passado.

    Até então, a obrigação de comunicar estadias prolongadas no exterior se aplicava apenas em caso de estado de defesa nacional ou mobilização.

    O funcionário do Ministério de Defesa afirmou à BBC que uma disposição semelhante “esteve em vigor durante a Guerra Fria e não tem relevância prática”.

    A Lei de Modernização do Serviço Militar prevê a ampliação do número de militares da ativa, de cerca de 180 mil para 260 mil, até 2035.

    Em dezembro, o Parlamento alemão aprovou a introdução do serviço militar voluntário. Desde janeiro, todos os jovens de 18 anos são questionados se desejam ingressar nas forças armadas.

    A partir de julho de 2027, eles também deverão passar por uma avaliação de aptidão física para determinar se seriam elegíveis em caso de guerra.

    Mulheres podem se voluntariar, mas não podem ser obrigadas a servir, de acordo com a Constituição alemã.

    Embora o modelo atual seja voluntário, autoridades admitem que uma forma de serviço obrigatório poderá ser considerada caso a situação de segurança se deteriore ou o número de voluntários seja insuficiente.

    Quando a lei foi aprovada, jovens protestaram. “Não queremos passar metade de nossas vidas trancados em quartéis, sendo treinados em ordem e obediência para aprender a matar”, escreveu um dos organizadores desses atos nas redes sociais.

    Assim como outros países europeus, a Alemanha reduziu significativamente suas forças armadas após o fim da Guerra Fria. Na época, o país tinha quase meio milhão de soldados.

    O serviço militar obrigatório foi abolido em 2011, durante o governo da então chanceler Angela Merkel.

    O atual chanceler, Friedrich Merz, prometeu reconstruir as forças armadas e transformá-las no exército mais forte da Europa, em resposta ao que seu governo descreve como um ambiente de segurança mais instável no continente.

    Fonte: G1

  • Hóspede entra em pânico após cobra deslizar sobre seu corpo dentro de quarto de hotel na Tailândia

    Naja de cerca de 1,5 metro foi encontrada na cama durante a madrugada e capturada após operação tensa dentro do quarto.

    Mundo – Uma cena assustadora marcou a estadia de um casal em um hotel na província de Krabi. Uma cobra de aproximadamente 1,5 metro foi encontrada dentro do quarto após deslizar pelo corpo de uma hóspede enquanto ela dormia, durante a madrugada.

    O episódio ocorreu por volta das 5h, quando o casal foi despertado por um chiado vindo da cama. Ao perceberem a presença do animal, uma das pessoas saiu do quarto em desespero, enquanto a outra permaneceu imóvel por alguns segundos, acreditando que ainda estava sonhando diante da situação.

    Imagens registradas no local mostram o momento em que um profissional inicia a busca pelo réptil com o auxílio de lanternas. Após retirar travesseiros e movimentar a cama, a cobra foi localizada em um espaço estreito entre o piso e a parede, atrás da cabeceira.

    Veja o vídeo acessando o link:

    https://www.instagram.com/reel/DWy4FFzAZUg/?igsh=MWkzbG4xOTA5aHg5eQ==

    O animal foi identificado como uma naja, espécie conhecida por seu comportamento defensivo e potencial perigo. Durante a captura, a cobra abriu o capuz e tentou atacar, exigindo cuidado redobrado do responsável pela remoção, que conseguiu retirá-la puxando pela cauda.

    A região onde o caso ocorreu é cercada por áreas de mata tropical, o que facilita a presença de animais silvestres em ambientes urbanos e até mesmo em hospedagens. Ainda assim, o episódio gerou forte repercussão nas redes sociais, com internautas questionando como o animal conseguiu entrar no quarto.

    Apesar do susto, não houve registro de feridos. O caso reacende o alerta sobre a importância de medidas de segurança em regiões com alta incidência de fauna silvestre, especialmente em locais frequentados por turistas.



    * Por jornalista Lília Marques

  • Chefe do Pentágono pede saída do comandante do Exército dos EUA, diz site

    Randy George foi indicado pelo então presidente Joe Biden e permaneceria no cargo até 2027. Porta-voz do Pentágono afirmou que o general se aposentará imediatamente.

    Mundo – O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu que o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, deixe o cargo e se aposente imediatamente. O pedido ocorre em meio à guerra de EUA e Israel contra o Irã, que entrou no segundo mês.

    A informação foi divulgada inicialmente pela CBS News nesta quinta-feira (2) e confirmada por fontes à agência de notícias Reuters.

    Segundo a emissora norte-americana, Hegseth quer alguém no comando do Exército alinhado à visão dele e do presidente Donald Trump.

    O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou na rede social X a saída do general Randy George. Segundo a publicação, Randy “se aposentará do cargo, com efeito imediato”.

    De acordo com a CBS, George foi indicado ao cargo pelo então presidente Joe Biden e confirmado pelo Senado em 2023. O posto costuma ter mandato de quatro anos, o que significa que ele permaneceria até 2027.

    George é oficial de infantaria de carreira, formado pela Academia Militar de West Point, e serviu na Guerra do Golfo, além dos conflitos no Iraque e no Afeganistão, segundo a CBS.

    A emissora aponta o atual vice-chefe do Estado-Maior do Exército, general Christopher LaNeve, como um dos nomes cotados para substituí-lo.

    Nesta quinta-feira (2), a Academia Militar dos EUA em West Point, instituição de ensino militar em Nova York, compartilhou fotos de George no seu perfil no X. As fotos são de um evento em que ele deu dicas à cadetes , segundo a publicação.

    A emissora afirma ainda que Hegseth já demitiu mais de uma dúzia de oficiais de alta patente, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto, general CQ Brown, a chefe de Operações Navais, almirante Lisa Franchetti, o vice-chefe da Força Aérea, general James Slife, e o diretor da Agência de Inteligência de Defesa, tenente-general Jeffrey Kruse.

    O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, chegou ao Pentágono em 2025 com o objetivo de desfazer políticas do ex-presidente Joe Biden e de seu secretário de Guerra, Lloyd J. Austin III, que buscavam diversificar o alto comando militar, historicamente dominado por homens brancos, segundo o The New York Times.

    A demissão de George ocorre após uma publicação de Hegseth na rede social X, na qual ele suspendeu punições a militares envolvidos em um sobrevoo na casa do cantor Kid Rock, em Nashville. Após o Exército anunciar a abertura de uma revisão administrativa, Hegseth escreveu: “Sem punição. Sem investigação. Sigam em frente, patriotas”.

    Mas, segundo uma das fontes ouvidas pela emissora, a decisão de pedir a saída de George não está relacionada a esse episódio.

    Fonte: G1

  • Estados Unidos sobrevoam Irã com bombardeiros B-52 pela 1ª vez desde o início da guerra

    Aeronaves têm capacidade para transportar armamento nuclear, mas não há confirmação de que ogivas desse tipo estavam a bordo. Movimento indica enfraquecimento da defesa iraniana.

    Mundo – Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (31) que sobrevoaram o Irã pela primeira vez desde o início da guerra com bombardeiros B-52. As aeronaves têm capacidade nuclear e são consideradas a “espinha dorsal” da força de bombardeiros estratégicos americanos.

    As informações foram reveladas primeiro pelo jornal The New York Times. A ação no espaço aéreo iraniano sugere enfraquecimento das forças do Irã, já que esse tipo de aeronave, apesar de potente, é mais vulnerável a sistemas de defesa antiaérea.

    Apesar da capacidade nuclear, não há confirmação de que forças americanas estejam transportando ogivas desse tipo nas operações contra o Irã com o B-52.

    Segundo o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, os bombardeiros devem ser usados para bombardear cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã.

    O objetivo das Forças dos EUA é impedir que o país reponha as munições usadas na guerra.

    O anúncio do uso de B-52 no Irã foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão em Isfahan. O alvo seria um depósito de munições.

    Ainda não está claro se as aeronaves foram responsáveis pela operação divulgada por Trump. Até a última atualização desta reportagem, o Irã também não havia se pronunciado sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos.

    Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação a bombardeios recentes que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos citados está a Boeing, fabricante do bombardeiro B-52.

    “As principais instituições envolvidas em operações terroristas serão alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para a própria segurança”, afirmou a organização

    Além da Boeing, outras 17 empresas foram listadas, incluindo gigantes de tecnologia como Meta, Google, Apple e Microsoft.

    O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing que carrega armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer.

    Segundo a fabricante, o B-52 é “o bombardeiro mais capaz em combate do arsenal americano” e “um elemento essencial da estratégia de segurança nacional dos EUA”.

    Os B-52 têm oito motores e são operados pela Força Aérea americana e pela Nasa. Ao todo, 744 unidades do bombardeiro foram fabricadas.

    Apesar do tamanho, esses bombardeiros levam apenas cinco tripulantes: piloto, copiloto, oficial de sistemas de combate, navegador e oficial de combate eletrônico.

    Fonte: G1

  • Trump contradiz o próprio discurso ao falar em negociação com o Irã e enviar mais tropas

    Com mensagens vagas sobre progressos nas negociações com o Irã e envio de tropas, presidente americano insufla incertezas sobre o fim da guerra.

    Mundo – Como falastrão contumaz, o presidente Donald Trump dá pistas ambíguas sobre as próximas etapas de sua guerra contra o Irã. Ao “Financial Times”, ele cogitou a possibilidade de capturar a ilha de Kharg, o principal terminal petrolífero do Golfo Pérsico, fonte essencial de financiamento da Guarda Revolucionária, que controla o regime.

    Talvez tomemos a ilha de Kharg, talvez não. Temos muitas opções”, afirmou Trump, sem esconder seu objetivo de confiscar o petróleo do Irã. A operação de tomada da ilha, segundo ele, seria extremamente fácil. “Não acho que eles (os iranianos) tenham qualquer defesa. Poderíamos conquistá-la com muita facilidade.

    Ele assegura, por exemplo, que as negociações com o regime para pôr fim à guerra estão progredindo, revelando que o Irã concordou com a maioria das exigências e permitiu a passagem de 20 petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Este gesto seria o tal presente do regime, que o presidente americano disse estar à espera durante a semana.

    Os sinais otimistas enviados por Trump ocorrem ao mesmo tempo em que 3.500 fuzileiros americanos chegam ao Oriente Médio, insuflando temores de uma incursão terrestre. O “Washington Post” informou no fim de semana que o Pentágono estaria se preparando para semanas de potencial conflito terrestre, enviando cerca de 10.000 soldados ao Irã.

    O “Wall Street Journal” revelou outra opção sobre a mesa do presidente: uma operação militar para extrair quase 450 quilos de urânio do Irã, de acordo com autoridades americanas, numa missão complexa e arriscada que provavelmente manteria forças americanas dentro do país por dias ou por mais tempo.

    Trump sugere que houve uma mudança de regime no Irã, ao qualificá-lo como “mais razoável”. Ele tenta equiparar os assassinatos do líder supremo Ali Khamenei e de altos funcionários a um suposto colapso da estrutura de poder que vigorava no Irã até o início da guerra.

    “O primeiro regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O segundo regime está morto. Estamos lidando com pessoas diferentes de tudo que já vimos antes e, francamente, elas estão sendo muito razoáveis”, afirmou o presidente a repórteres que estavam a bordo do Air Force One.

    Trump parece estar à procura da versão iraniana de Delcy Rodriguez, na Venezuela, e concentra atenções no presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

    Ex-comandante da Força Aérea da Guarda Revolucionária Islâmica, com quem mantém fortes laços, ele é conhecido como um linha-dura entre os linhas-duras. Apesar da retórica intransigente, é considerado pragmático e tem sido cotado por Washington como possível interlocutor.

    Fonte: G1

  • Extradição de Zambelli: Justiça italiana refuta alegações de julgamento parcial e perseguição política

    Corte de Apelação do país rejeitou argumentos da defesa da ex-deputada e validou o processo conduzido pelo STF. Ex-deputada foi condenada a 10 anos de prisão.

    Mundo – A Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil nesta quinta-feira (26). Em sentença da Corte de Apelação do país, os magistrados refutaram as alegações da defesa de que Zambelli seria alvo de um julgamento parcial ou de perseguição política coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Zambelli foi condenada pelo STF em maio de 2025 a uma pena de 10 anos de reclusão e pagamento de multa pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. A condenação refere-se à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    A defesa de Zambelli sustentou que o processo no Brasil teria fins persecutórios e natureza política. A Corte da Itália rejeitou a tese, afirmando que os crimes imputados são delitos comuns e que as ações foram conduzidas pelo órgão de cúpula do Judiciário brasileiro seguindo as normas constitucionais, sem o uso de tribunais de exceção.

    • Justiça imparcial: Refutou a acusação de parcialidade do relator, ressaltando que a decisão no Brasil foi tomada de forma colegiada por todo o tribunal, e não por um único juiz.
    • Sem perseguição política: a Corte concluiu que o processo no STF seguiu o rito democrático e que os crimes (invasão de sistema e falsidade ideológica) são delitos comuns, não políticos;
    • Validade do foro no STF: considerou o julgamento em instância única compatível com os padrões europeus, destacando que a defesa teve acesso a recursos previstos na lei brasileira;
    • Cidadania formal: rejeitou o uso da cidadania italiana para evitar a extradição, classificando-a como “meramente formal”, sem laços sociais ou culturais reais com a Itália;
    • Prisão adequada: descartou a tese de tratamento desumano na penitenciária no Distrito Federal. Para a Corte italiana, as garantias do Estado brasileiro são satisfatórias e as provas da defesa foram baseadas em relatos genéricos;
    • Provas técnicas: afirmou que a condenação não se deu apenas pela palavra do hacker Walter Delgatti, mas por um conjunto robusto de perícias, documentos e testemunhas.


    Justiça italiana decide extraditar Carla Zambelli

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    Justiça da Itália autorizou a extradição da ex-deputada Carla Zambelli para o Brasil nesta quinta-feira (26). Em sentença da Corte de Apelação do país, os magistrados refutaram as alegações da defesa de que Zambelli seria alvo de um julgamento parcial ou de perseguição política coordenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Zambelli foi condenada pelo STF em maio de 2025 a uma pena de 10 anos de reclusão e pagamento de multa pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. A condenação refere-se à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos, incluindo um mandado de prisão contra o ministro do STF Alexandre de Moraes.

    A defesa de Zambelli sustentou que o processo no Brasil teria fins persecutórios e natureza política. A Corte da Itália rejeitou a tese, afirmando que os crimes imputados são delitos comuns e que as ações foram conduzidas pelo órgão de cúpula do Judiciário brasileiro seguindo as normas constitucionais, sem o uso de tribunais de exceção.

    Principais pontos em que a justiça italiana contrariou a defesa de Zambelli:

    • Justiça imparcial: Refutou a acusação de parcialidade do relator, ressaltando que a decisão no Brasil foi tomada de forma colegiada por todo o tribunal, e não por um único juiz.
    • Sem perseguição política: a Corte concluiu que o processo no STF seguiu o rito democrático e que os crimes (invasão de sistema e falsidade ideológica) são delitos comuns, não políticos;
    • Validade do foro no STF: considerou o julgamento em instância única compatível com os padrões europeus, destacando que a defesa teve acesso a recursos previstos na lei brasileira;
    • Cidadania formal: rejeitou o uso da cidadania italiana para evitar a extradição, classificando-a como “meramente formal”, sem laços sociais ou culturais reais com a Itália;
    • Prisão adequada: descartou a tese de tratamento desumano na penitenciária no Distrito Federal. Para a Corte italiana, as garantias do Estado brasileiro são satisfatórias e as provas da defesa foram baseadas em relatos genéricos;
    • Provas técnicas: afirmou que a condenação não se deu apenas pela palavra do hacker Walter Delgatti, mas por um conjunto robusto de perícias, documentos e testemunhas.

    Os juízes italianos também validaram o rito processual do STF e a ausência de um segundo grau de jurisdição (foro por prerrogativa de função). Para a Corte de Apelação, o julgamento diretamente pelo tribunal mais elevado é compatível com os padrões europeus e o sistema brasileiro ofereceu meios de controle, como os embargos de declaração, dos quais a defesa efetivamente fez uso.

    A tentativa de evitar a extradição com base na cidadania italiana também foi descartada. A Justiça da Itália esclareceu que o tratado bilateral entre os dois países permite a entrega de cidadãos. Na sentença, os magistrados classificaram a cidadania da ex-deputada como “meramente formal”, destacando a falta de um enraizamento social ou cultural efetivo na Itália que justificasse a recusa.

    Sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (conhecida como Colmeia), a defesa alegou risco de tratamento desumano. A Corte italiana considerou as informações prestadas pelo Estado brasileiro sobre a unidade e o monitoramento da saúde da extraditanda como “satisfatórias”, pontuando que a defesa apresentou apenas artigos de jornais e relatórios genéricos, sem demonstrar um risco específico e individualizado para Zambelli.

    A sentença rebateu a acusação de parcialidade do ministro relator, afirmando que a defesa não apresentou elementos objetivos e verificáveis que comprovassem tal alegação. Além disso, destacou que a decisão condenatória no Brasil foi tomada de forma colegiada pelo pleno do tribunal.

    A Corte de Apelação afirmou ainda que a condenação não se baseou apenas no depoimento do hacker Walter Delgatti Neto, mas em um conjunto probatório amplo, incluindo elementos técnicos, documentais e testemunhais

    Fonte: G1

  • “Presságio de desgraça”? Milhares de aves tomam céu de Israel e cena viraliza em meio à tensão com o Irã

    Imagens impressionantes em Tel Aviv assustam moradores e geram teorias nas redes, mas especialistas apontam causa natural.

    Mundo – Um fenômeno inusitado chamou atenção e gerou temor em Israel: milhares de aves tomaram o céu de Tel Aviv na última quarta-feira (24), formando nuvens escuras em movimento que impressionaram moradores e viralizaram nas redes sociais.

    Os vídeos mostram centenas de corvos sobrevoando prédios da cidade em um espetáculo visual incomum. Diante do cenário, internautas rapidamente associaram a cena ao momento delicado vivido na região, marcado pelo conflito com o Irã.

    Vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DWWe6cIAXxH/?igsh=bTBsY2V2ZTZlY3l5

    Algumas publicações classificaram o episódio como um possível “presságio de desgraça”, enquanto outras recorreram a interpretações religiosas, citando trechos do Livro do Apocalipse, especialmente passagens que mencionam aves em contextos simbólicos ligados ao fim dos tempos.

    Explicação científica

    Apesar das teorias que ganharam força online, especialistas em comportamento animal descartam qualquer relação sobrenatural. Segundo pesquisadores, o fenômeno é resultado de movimentos migratórios naturais.

    Israel está localizado em uma das principais rotas migratórias do planeta, por onde passam cerca de 500 milhões de aves todos os anos, especialmente durante a primavera. Nesse período, espécies como corvos-cinzentos se agrupam em grande número, principalmente em áreas urbanas, durante fases de reprodução e deslocamento.

    Contexto de tensão intensifica repercussão

    A repercussão do episódio foi amplificada pelo momento geopolítico delicado. Tel Aviv e outras regiões israelenses vivem sob tensão desde o agravamento do conflito com o Irã, o que contribuiu para que o fenômeno fosse interpretado por muitos como um sinal simbólico.

    Apesar do impacto visual e das especulações, especialistas reforçam que a cena, embora impressionante, não representa qualquer ameaça ou previsão de desastre, sendo apenas um evento natural comum em rotas migratórias.

  • Nicolás Maduro volta a tribunal nos EUA após captura em operação militar e enfrenta acusações de narcoterrorismo

    Ex-líder venezuelano e Cilia Flores respondem a crimes graves em Nova York e podem pegar prisão perpétua.

    Mundo – O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, volta ao tribunal federal de Nova York nesta quinta-feira (26) para dar continuidade ao processo judicial que enfrenta nos Estados Unidos após ter sido capturado em uma operação militar em Caracas.

    Esta será a segunda audiência do caso, que também envolve sua esposa, Cilia Flores. Ambos se declararam inocentes na primeira sessão, realizada logo após a prisão, e seguem sob custódia em território americano.

    Acusações de alto impacto

    Maduro é acusado de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado, crimes que, segundo autoridades dos EUA, estariam ligados ao envio de grandes quantidades de cocaína para o país.

    Já Cilia Flores responde por participação em esquemas de tráfico e envolvimento com armas ilegais. Caso sejam condenados, ambos podem enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua.

    Prisão em operação militar

    A captura do ex-presidente ocorreu em janeiro, durante uma operação conduzida por forças dos Estados Unidos na capital venezuelana. A ação, anunciada pelo então presidente Donald Trump, elevou drasticamente a tensão entre os dois países e gerou críticas sobre sua legalidade.

    Durante a primeira audiência, Maduro afirmou ter sido preso dentro de sua própria residência e classificou a ação como ilegal, chegando a se declarar um “prisioneiro de guerra”.

    Disputa judicial e defesa

    A defesa do ex-líder venezuelano tenta barrar o processo. O advogado Barry Pollack argumenta que sanções impostas pelos EUA estariam impedindo o acesso a recursos da Venezuela para custear a equipe jurídica, o que violaria o direito constitucional de defesa.

    O pedido está sob análise do juiz Alvin K. Hellerstein, responsável pelo caso.

    Caso com repercussão global

    A prisão e o julgamento de Maduro representam um dos episódios mais tensos da política internacional recente, envolvendo acusações graves, disputas geopolíticas e questionamentos sobre soberania nacional.

    Enquanto a Justiça americana avança no processo, o caso segue sendo acompanhado de perto por governos e analistas, já que seus desdobramentos podem impactar diretamente o cenário político na América Latina e as relações entre Washington e Caracas.