Categoria: Mundo

  • ONU declara o tráfico de escravizados africanos ‘o crime mais grave contra a humanidade’; EUA se opõem

    Medida foi aprovada em assembleia da ONU. EUA, Israel e Argentina votaram contra a resolução, apresentada por Gana. Reino Unido, Espanha e Portugal se abstiveram.

    Mundo – A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou nesta quarta-feira (26) que o tráfico de africanos, quando cerca de 12,5 milhões de pessoas foram caputradas e vendidas para a escravidão nas Américas, foi o crime mais grave contra a humanidade.

    A declaração foi adotada após a assembleia votar e aprovar uma resolução na assembleia-geral que também exigem reparações. Apenas três países — Estados Unidos, Israel e Argentina — votaram contra a matéria. Representantes de outros 123 países apoiaram a medida, e 52 outros, entre eles o Reino Unido e países da União da Europeia como Portugal e Espanha, se abstiveram.

    Tanto a União Europeia quanto os Estados Unidos argumentaram, ao votar contra, que a resolução poder implicar uma hierarquia entre crimes contra a humanidade, tratando alguns como mais graves do que outros.

    O embaixador dos EUA na sessão da ONU, Dan Negrea, afirmou que seu país se opõe ao “uso cínico de injustiças históricas como moeda de troca… para realocar recursos modernos para pessoas e nações que têm pouca relação com as vítimas históricas”.

    A resolução, que não é vinculativa, foi proposta por Gana, que diz esperar abrir o caminho para a reparação e a justiça de descendentes de pessoas traficadas. Durante a votação, o presidente do país africano, John Dramani Mahama, acusou os Estados Unidos e europeus que se opusaram à medida de tentar “normalizar o apagamento da história da população”.

    O Gana afirmou que a resolução era necessária porque as consequências da escravidão, que levou à captura e venda de pelo menos 12,5 milhões de africanos entre os séculos XV e XIX, persistem até hoje, incluindo as disparidades raciais.

    A votação ocorreu em sessão especial da assembleia da ONU para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Tráfico Transatlântico de Escravos, todo 25 de março.

    O professor de direito da Universidade Howard, Justin Hansford, afirmou à agência de notícias Reuters que a resolução representa o maior avanço da ONU no reconhecimento da escravidão transatlântica como um crime contra a humanidade e no pedido de reparações.

    “Esta é a primeira votação no plenário da ONU”, disse Hansford. “Não consigo enfatizar o suficiente a importância deste passo.”

    O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, disse à Assembleia Geral da ONU que são necessárias “ações muito mais ousadas” de mais Estados para confrontar as injustiças históricas. Até hoje, por exemplo, os Países Baixos são o único país europeu a ter emitido um pedido formal de desculpas por seu papel na escravidão.

    A resolução representa um novo passo nos esforços da África para buscar responsabilização pelas injustiças históricas cometidas pelas antigas potências coloniais. No ano passado, a União Africana propôs a criar uma “visão unificada” entre seus 55 Estados-membros sobre como as reparações poderiam ser feitas.

    Embora os antigos apelos por reparações tenham ganhado força nos últimos anos, também há uma crescente reação contrária. Diversos líderes ocidentais se opuseram até mesmo à discussão do assunto, com críticos argumentando que os estados e instituições atuais não devem ser responsabilizados por injustiças históricas.

    Gana também tem sido criticada por defender a justiça por injustiças passadas no cenário internacional, enquanto simultaneamente pressiona por leis anti-LGBT mais rigorosas em seu próprio país.

    Nações africanas e caribenhas têm buscado estabelecer um tribunal especial de reparações da ONU, e Ablakwa afirmou que a resolução poderia abrir caminho para uma “estrutura reparadora”.

    Fonte: G1

  • Irã rejeita plano de paz dos EUA, apresenta contraproposta e diz que ‘Trump não vai ser quem ditará o fim da guerra’

    Segundo estatal Press TV, governo iraniano recebeu proposta elaborada por Washington, enviada mais cedo através do Paquistão, mas a considerou “excessiva e desconecatada da realidade”. Fontes de Teerã também disseram à Reuters que resposta inicial ao plano de Trump “não é positiva”.

    Mundo – O Irã rejeitou nesta quarta-feira (25) uma proposta do governo dos Estados Unidos de paz no Oriente Médio e apresentou sua própria contraproposta, segundo a rede de TV estatal iraniana Press TV.

    Teerã confirmou, assim, ter recebido o plano de paz, mas o chamou de “excessivo e desconectado da realidade” e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta, diz a TV, foi submetida pelo governo iraniano.

    Mais cedo, o Paquistão entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, segundo afirmaram membros do alto escalão dos governos iraniano e paquistanês às agências de notícias Reuters, Associated Press (AP) e AFP.

    Teerã afirmou ainda que o plano é desconectado da realidade do fracasso americano no campo de batalha” e que, portanto, seguirá com o que chamou de “ações defensivas”.

    À agência de notícias Reuters, um membro do governo iraniano afirmou que a resposta inicial do Irã ao plano dos EUA “não é positiva”.

    O conteúdo do plano ainda não havia sido divulgado por nenhuma das duas partes até a última atualizaçao desta reportagem. Na terça-feira (24), o jornal norte-americano “The New York Times” detalhou os 15 pontos que afirma que a proposta tem.

    A entrega do plano de cessar-fogo, reportada por Reuters e AP, ocorre em meio a falas contraditórias entre EUA e Irã sobre negociações para finalizar a guerra. Enquanto o presidente Donald Trump disse que os iranianos “querem fazer um acordo”, Teerã afirma que o norte-americano “negocia com ele mesmo” e rejeitou que tratativas estejam em andamento.

    Uma fonte do alto escalão do governo iraniano também afirmou à Reuters que o governo turco também está envolvido no processo de mediação e que “tanto a Turquia quanto o Paquistão estão sendo considerados como possíveis locais para essas negociações”.

    Vizinho do Irã e com laços com os EUA, o Paquistão tem se apresentado como um dos possíveis locais para negociações entre Teerã e Washington. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, ofereceu na terça-feira seu país para sediar eventuais negociações de cessar-fogo entre os dois países. Trump compartilhou em suas redes sociais uma captura de tela da publicação de Sharif.

    Fontes da Reuters afirmaram no início da semana que negociações presenciais poderiam ocorrer nos próximos dias em Islamabad, capital paquistanesa, porém nenhum dos lados confirmou oficialmente essa informação.

    • o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares;
    • a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos;
    • a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
    • o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
    • a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.

    As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

    Fonte: G1

  • Chefe da Otan diz que grupo de 22 países se prepara para reabrir Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã

    Grupo é composto por membros da Otan e aliados do Oriente Médio, Ásia e Oceania e tem como objetivo assegurar a navegação segura, segundo Mark Rutte. Estreito de Ormuz está fechado pelo Irã desde o início da guerra.

    Mundo – Um grupo de 22 países composto por membros da Otan e aliados do Oriente Médio, da Ásia e da Oceania está preparando uma “iniciativa” para reabrir o Estreito de Ormuz e “assegurar” a navegação segura e livre de navios, segundo o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

    O Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, está fechado pelo Irã desde o início da guerra, no dia 28 de fevereiro.

    No entanto, o secretário-geral da Otan não deixou explícito como essa abertura do Estreito de Ormuz aconteceria na prática, isso porque a presença militar de outros países além dos EUA e do Irã na região aumenta o risco de um alastramento ainda maior da guerra.

    Em entrevistas às TVs norte-americanas “Fox News” e “CBS”, Rutte se limitou a dizer que os países estão em sintonia para “atender ao chamado” de Trump e “implementar a visão” do presidente norte-americano para garantir a reabertura do estreito o mais rápido possível.

    Segundo Rutte, autoridades militares desses 22 países estão planejando de forma coordenada a investida. Ele não citou todos os países que integram o grupo, porém ele é composto em sua maioria por aliados da Otan.

    Veja abaixo os integrantes do grupo que conhecemos até o momento:

    • Estados Unidos;
    • Reino Unido;
    • França;
    • Emirados Árabes Unidos;
    • Bahrein;
    • Japão;
    • Coreia do Sul;
    • Austrália;
    • Nova Zelândia.

    A fala de Rutte ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a aliados da Otan por responderem de forma negativa ao pedido de navios militares para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz. A questão foi mais um ponto de atrito da já desgastada relaçentre Washington e a União Europeia nos últimos dias em meio à guerra no Oriente Médio.

    Fonte: G1

  • Guerra no Irã leva aprovação de Trump ao menor nível desde retorno à Casa Branca, diz pesquisa

    A pesquisa, realizada online e em todo o país, coletou respostas de 1.272 adultos americanos durante quatro dias e terminou nesta segunda-feira (23). A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

    Mundo – A aprovação do governo de Donald Trump chegou ao menor nível do seu segundo mandato, segundo a pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (24). Em uma semana, o índice de aprovação caiu de 40% para 36%.

    A pesquisa, realizada online e em todo o país, coletou respostas de 1.272 adultos americanos durante quatro dias e terminou nesta segunda-feira (23). A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

    O aumento da reprovação, segundo a Reuters, é consequência das ações de Trump na guerra contra o Irã. A agência apontou o conflito e a alta dos combustíveis como os principais fatores para a queda da popularidade do republicano.

    A taxa de aprovação de Trump era de 47% nos primeiros dias de sua presidência e, desde o meio do ano passado, manteve-se em torno de 40%.

    A opinião dos norte-americanos em relação ao governo também piorou em relação ao custo de vida. Apenas 25% dos entrevistados aprovaram a atuação de Trump em relação ao custo de vida, um tema central em sua campanha presidencial de 2024.

    Entre os republicanos, também há uma mudança na aprovação do presidente. De acordo com a pesquisa, apenas um em cada cinco aliados do partido desaprovam o desempenho de Trump. Na última semana, esse número era de um em cada sete.

    Já a parcela de republicanos que desaprovam sua gestão do custo de vida subiu para 34%, ante 27% na semana passada.

    Apesar da queda na popularidade de Donald Trump, há poucos sinais de impacto entre aliados republicanos que tentam manter o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. Segundo o levantamento, 38% dos eleitores consideram os republicanos mais preparados para gerir a economia americana, ante 34% que apontam os democratas.

    A aprovação dos americanos em relação aos ataques dos EUA contra o Irã oscilou negativamente nos últimos dias. O levantamento mostra que 35% apoiam a ofensiva, abaixo dos 37% registrados na semana anterior, enquanto a desaprovação dos ataques do subiu para 61%, ante 59% da última semana.

    Um levantamento realizado entre 28 de fevereiro e 1º de março indicou que 27% aprovavam as ofensivas, 43% desaprovavam e 29% se declaravam indecisos. Na época, a pesquisa ainda oferecia a opção “não sei” às pessoas que responderam o questionário.

    Nas pesquisas mais recentes, a opção de “não sei” não foi incluída, e 5% dos entrevistados tenham preferido não responder à pergunta sobre a guerra

    Fonte: G1

  • Príncipe da Arábia Saudita tem incentivado Trump a continuar guerra e destruir regime do Irã, diz jornal

    Príncipe Mohammed bin Salman considera conflito como ‘oportunidade histórica’ para depor aiatolás, segundo o jornal ‘The New York Times’. EUA e Israel travam guerra contra o Irã desde 28 de fevereiro.

    Mundo – O príncipe da Arábia Saudita, o sheik Mohammed bin Salman, vem incentivando nos últimos dias o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a continuar a guerra contra o Irã, segundo o jornal norte-americano “The New York Times”.

    O líder saudita teria dito a seu aliado nessas conversas que o Irã representa uma ameaça de longo prazo aos países do Golfo Pérsico, e que essa ameaça só poderia ser eliminada com a derrubada do regime iraniano, segundo o NYT.

    A posição do líder saudita se assemelha com a do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, apesar desses dois governos se considerarem inimigos. Ambos consideram o Irã como uma ameaça de longo prazo. A visão de Salman e Netanyahu sobre o Irã, no entanto, tem uma diferença, segundo o NYT: enquanto Israel poderia considerar uma vitória no conflito caso Teerã se torne um Estado falido e instável, a Arábia Saudita considera que isso seria uma ameaça grave à sua segurança nacional.

    Ainda segundo o jornal, Salman também teria incitado Trump a autorizar ataques contra a infraestrutura energética iraniana.

    A revelação do NYT ocorre em meio a falas de Trump de que seu governo está negociando com o Irã para encerrar a guerra que os dois países travam desde o final de fevereiro.

    Autoridades sauditas disseram ao jornal norte-americano que Salman esteja incentivando Trump a prolongar a guerra. Autoridades sauditas rejeitaram a ideia de que Mohammed bin Salman tenha pressionado pela continuidade da guerra.

    “A Arábia Saudita sempre apoiou uma solução pacífica para este conflito, mesmo antes de ele começar”, afirmou o governo saudita, acrescentando que permanece em contato com a administração Trump.

    “Nossa principal preocupação hoje é nos defender dos ataques diários contra nosso povo e nossa infraestrutura civil. O Irã escolheu uma perigosa escalada em vez de soluções diplomáticas sérias”, disse o governo.

    Fonte: G1

  • Restaurante vende ovos cozidos em urina de crianças e prática tradicional gera repercussão; entenda

    Prato tradicional chamado “tong zi dan” divide opiniões e reacende debate sobre costumes culturais e medicina tradicional chinesa.

    Mundo – Um restaurante na China chamou atenção internacional após viralizar nas redes sociais por vender um prato considerado incomum: ovos cozidos em urina de crianças. A iguaria, conhecida como tong zi dan, faz parte de uma tradição centenária em algumas regiões do país.

    O preparo utiliza, tradicionalmente, urina de meninos, geralmente coletada em escolas locais. Os ovos são inicialmente cozidos e, em seguida, deixados de molho no líquido, o que lhes confere sabor e aroma característicos.

    A receita está associada à medicina tradicional chinesa, que atribui ao prato possíveis benefícios à saúde, como melhora da circulação sanguínea e aumento da energia. Apesar da falta de comprovação científica, a prática segue sendo valorizada por parte da população local.

    Embora cause estranhamento e até repulsa em outros países, o consumo do “tong zi dan” ainda é comum em determinadas cidades chinesas, especialmente durante a primavera, período em que a iguaria é mais preparada.

    A recente divulgação do restaurante nas redes sociais reacendeu o debate sobre diferenças culturais e limites entre tradição e ciência. Enquanto muitos internautas criticam o método de preparo, outros defendem o respeito às práticas históricas e costumes regionais.

    Mesmo diante da repercussão global, o prato continua sendo visto por seus apreciadores como um símbolo cultural, reforçando como hábitos alimentares podem variar drasticamente ao redor do mundo.

  • Ambulâncias da comunidade judaica são incendiadas em Londres; polícia trata caso como antissemitismo

    Quatro veículos de organização oferece serviço de emergência gratuito para comunidade judaica da cidade foram incendiados. Ninguém foi preso.

    Mundo – Quatro ambulâncias pertencentes a uma organização da comunidade judaica no norte de Londres foram incendiadas, informou a polícia nesta segunda-feira (23). O incidente está sendo tratado como um crime de ódio antissemita.

    Vários cilindros que estavam nos veículos explodiram, causando a quebra de janelas em um bloco de apartamentos próximo, informou a brigada de incêndio de Londres. Segundo a brigada, não há feridos. Casas próximas foram evacuadas como medida de precaução.

    “Uma investigação foi iniciada após quatro ambulâncias pertencentes ao Serviço de Ambulâncias da Comunidade Judaica terem sido incendiadas em Golders Green”, afirmou a Polícia Metropolitana em um comunicado.

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, condenou o caso, que disse ser “profundamente chocante”.

    As ambulâncias pertenciam à Hatzola Northwest, uma organização voluntária sem fins lucrativos que atende a população judaica em casos de emergências médicas. Golders Green, onde fica Hatzola Northwest, é um bairro de Londres com uma grande população judaica.

    Ela acrescentou que nenhuma prisão foi feita até o momento e que a polícia está realizando patrulhas na área.

    O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o incêndio foi um “ataque antissemita profundamente chocante” e que tal ódio não tem lugar na sociedade.

    “Este é um ataque incendiário antissemita profundamente chocante”, disse Starmer em uma postagem no X.

    O número de incidentes antissemitas relatados em todo o Reino Unido disparou desde o início da guerra entre Israel e Hamas no final de 2023, de acordo com o Community Security Trust, que trabalha para proteger a comunidade judaica. O grupo registrou 3.700 em 2025, contra 1.662 em 2022.

    Em outubro de 2025, um agressor se reuniu do lado de fora de uma sinagoga em Manchester para celebrar o feriado judaico do Yom Kippur e esfaqueou uma pessoa até a morte. Outra pessoa morreu durante o ataque

    Fonte: G1

  • Avião militar cai na Colômbia com mais de 120 pessoas a bordo

    Ministro da Defesa colombiano confirmou a queda do avião Hércules C-130 nesta segunda (23). Exército falou em 48 feridos, já a Reuters disse que cerca de 57 pessoas foram resgatadas com vida.

    Mundo – Um avião do Exército da Colômbia caiu nesta segunda-feira (23) com mais de 120 militares a bordo, segundo o governo. Cerca de 57 pessoas foram tiradas com vida, segundo a Reuters, porém ainda não há um balanço oficial de vítimas.

    Havia um total de 125 pessoas a bordo, entre 114 passageiros e 11 membros da tripulação, segundo o comandante da Força Aeroespacial colombiana, o general Fernando Silva. Fernando disse que 48 feridos foram resgatados.

    Já fontes da agência de notícias Reuters disseram que cerca de 57 pessoas foram retiradas com vida do local do acidente, porém o estado de saúde delas não foi detalhado. Um balanço oficial de mortos ou feridos ainda não havia sido divulgado pelas autoridades colombianas até a última atualização desta reportagem.

    O avião Hércules C-130 que caiu pertencia à Força Aeroespacial colombiana. A aeronave é um dos modelos mais utilizados no mundo e consegue transportar até 150 pessoas

    Arnulfo disse que “ainda não foi possível determinar com precisão o número de vítimas nem as causas do acidente”. O ministro da Defesa afirmou ainda que equipes de resgate estão no local do acidente prestando socorro às vítimas, e que uma investigação foi aberta para apurar o ocorrido.

    O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, chamou o acidente de “horrível”, afirmou esperar não haja mortos e acrescentou que o acidente não deveria ter acontecido. Os comentários foram feitos em uma publicação no X.

    Petro aproveitou o incidente para falar sobre o financiamento do Exército do país, que segundo ele tá em declínio e precisa de modernização.

    Segundo o “El Caracol”, informações preliminares indicam que o avião teria apresentado dificuldades durante uma manobra ou para ganhar altitude logo após a decolagem, o que teria levado à queda.

    Fonte: G1

  • Pilotos morrem após avião colidir com veículo em aeroporto de Nova York

    Avião da Air Canada Express e caminhão de bombeiros colidiram na pista do aeroporto LaGuardia, em Nova York. Piloto e copiloto da aeronave morreram, e vários ficaram feridos. Aeroporto paralisou as atividades nesta segunda-feira (23)

    Mundo – Um avião da Air Canada Express colidiu na noite de domingo (22) com um caminhão de bombeiros na pista do aeroporto LaGuardia, em Nova York, nos Estados Unidos. A batida deixou dois mortos — o piloto e o copiloto da aeronave —, além de 41 feridos, entre eles os dois funcionários que estavam no caminhão.

    A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu uma ordem de interrupção de solo para todos os aviões no aeroporto, que cancelou as operações. A previsão é que o aeroporto, o terceiro maior de Nova York, fique fechado até o fim da tarde desta segunda (23).

    O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem.

    A batida ocorreu por volta das 23h40, quando o veículo, pertencente à autoridade portuária do aeroporto LaGuardia, pediu permissão para cruzar a pista. Um áudio da torre de comando, divulgado pelo site de monitoramento Live ATC e reproduzido pela rede de TV CNN Internacional, revelou o momento da batida.

    Nele, o motorista do caminhão de bombeiros pede permissão para circular na pista, e o controlador autoriza. Segundos depois, ele pede que o motorista pare, mas o veículo não responde ao comando.

    Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver o nariz da aeronave levantado e danificado. Segundo o FlightRadar24, os passageiros já teriam desembarcado quando o acidente ocorreu.

    A aeronave CRJ-900 atingiu o veículo a uma velocidade de cerca de 39 km/h, segundo o Flightradar24. O voo partiu do aeroporto internacional Montréal-Pierre Elliott Trudeau, o principal de Montreal, no Canadá.

    O jato era operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada. Segundo nota divulgada pela operadora, a aeronave transportava 72 passageiros e quatro tripulantes.

    Apesar de não haver confirmação da ligação entre a falta de pessoal e o acidente envolvendo a aeronave CRJ-900, os aeroportos dos Estados Unidos vêm sofrendo há meses com número reduzido de funcionários.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (22) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) vão atuar em aeroportos do país a partir desta segunda-feira (23) para ajudar funcionários da Administração de Segurança de Transporte (TSA).

    Trump já havia feito essa ameaça no sábado (21), caso senadores democratas não aprovem o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna

    A ameaça foi uma tentativa de Trump de pressionar os senadores, que na sexta-feira (20) vetaram o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna. O impasse ocorre porque os democratas exigem mudanças nas práticas do ICE, após a onda de protestos por conta das mortes de dois cidadãos norte-americanos, Renée Good e Alex Pretti, por agentes de imigração em Minnesota (leia mais abaixo).

    Com isso, as verbas para o Departamento de Segurança Interna estão congeladas, e muitos funcionários de segurança aeroportuária pararam de trabalhar porque não estão recebendo salários. A paralisação gerou grandes filas nos principais aeroportos dos Estados Unidos neste sábado.

    A grande maioria dos funcionários da TSA é considerada essencial e continua trabalhando durante a suspensão do financiamento governamental, mas sem receber salário. Ainda assim, muitos deles têm faltado, alegando motivos de saúde diante da falta de salários

    Os democratas exigem uma série de mudanças políticas dentro do projeto de orçamento do ICE, entre elas:

    • A exigência de que os agentes do ICE obtenham um mandado judicial antes de entrar à força em residências;
    • Que os agentes usem informações de identificação em seus uniformes e proibir o uso de máscaras.

    O governo Trump afirma já ter concordado com diversas mudanças, incluindo:

    • O uso ampliado de câmeras corporais, com exceção para operações secretas;
    • A limitação das atividades de fiscalização civil em locais sensíveis, como hospitais, escolas e locais de culto.

    Os republicanos também observam que Trump demitiu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e colocou Tom Homan no comando das operações em Minneapolis. As mudanças, segundo eles, demonstram a intenção do governo de promover mudanças nas operações do ICE.

    O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que apresentaria uma medida alternativa ainda neste sábado para financiar apenas a Administração de Segurança de Transporte (TSA), que inspeciona passageiros e bagagens em busca de itens perigosos.

    Nos bastidores, os esforços para resolver o impasse se intensificaram na sexta-feira. O responsável pelo patrulhamento das fronteiras, também conhecido como “czar da fronteira”, Tom Homan, reuniu-se pelo segundo dia consecutivo com um grupo bipartidário de senadores.

    O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, disse que vê “espaço para um acordo”.

    O Congresso deve entrar em um recesso prolongado no fim de março por conta da pausa de duas semanas de primavera. Thune ameaçou manter os senadores em Washington caso o impasse não seja resolvido. “Não consigo imaginar que entremos em recesso se o governo continuar paralisado”, disse Thune.

    Fonte: G1

  • Dono do OnlyFans morre aos 43 anos após batalha contra câncer

    Empresário impulsionou crescimento global da plataforma durante a pandemia e transformou o negócio em um fenômeno digital bilionário.

    Mundo – O empresário Leonid Radvinsky, proprietário majoritário da plataforma OnlyFans, morreu aos 43 anos após enfrentar um câncer. A informação foi confirmada pela empresa em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira (23).

    “Estamos profundamente tristes em anunciar a morte de Leo Radvinsky. Ele faleceu em paz após uma longa batalha contra o câncer”, informou a plataforma. A família do empresário pediu respeito à privacidade neste momento.

    De origem ucraniana e naturalizado norte-americano, Radvinsky adquiriu, em 2018, a Fenix International Limited, tornando-se diretor e principal acionista do negócio. A partir de então, liderou uma transformação estratégica que colocou a plataforma entre as mais populares do mundo.

    Criado em 2016 pelo britânico Tim Stokely, o OnlyFans ganhou projeção internacional sob a gestão de Radvinsky, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Com o isolamento social, houve uma explosão no consumo de conteúdo online, impulsionando o crescimento da plataforma e ampliando sua base de criadores e assinantes.

    Além do OnlyFans, o empresário também atuava no setor de tecnologia como investidor. Em 2009, fundou um fundo de capital de risco voltado a startups digitais, consolidando sua presença no ecossistema tecnológico.

    Sob sua liderança, o OnlyFans se tornou uma das principais plataformas de assinatura do mundo, sendo utilizado por criadores como fonte de renda e por usuários como meio de entretenimento.

    A morte de Radvinsky marca o fim de uma trajetória decisiva para a consolidação de um dos negócios mais lucrativos e controversos da economia digital contemporânea.