Categoria: Mundo

  • Morre ex-diretor do FBI que revelou interferência russa nas eleições dos EUA em 2016; ‘Estou contente’, diz Trump

    Robert Mueller comandou liderou inquérito sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, quando Trump venceu, e chegou a investigar atual presidente. Mueller morreu aos 81 anos.

    Mundo – Robert Mueller, o ex-diretor do FBI que documentou a interferência da Rússia nas eleições norte-americanas de 2016 e seus contatos com a campanha de Donald Trump, morreu neste sábado (21) aos 81 anos, segundo noticiou a imprensa norte-americana.

    Trump disse estar “contente” ao comentar a morte do ex-diretor.

    Mueller liderou as investigações que identificaram a interferência da Rússia nas eleições presidenciais em 2016. Donald Trump venceu o pleito naquele ano.

    Após a divulgação do relatório, 34 pessoas nos EUA, incluindo vários associados a Trump, além de oficiais da inteligência russa e três empresas da Rússia, foram formalmente acusadas de interferência nas eleições. Mas Mueller acabou não indiciando o presidente republicano, o que decepcionou muitos democratas.

    A Rússia negou a interferência nas eleições.

    Veja, abaixo, um trecho de uma declaração de Mueller em 2019, na qual fala sobre a investigação da interferência russa nas eleições dos EUA pela primeira vez:

    Veterano condecorado da Guerra do Vietnã, Mueller passou a liderar o FBI após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos pela Al-Qaeda. Ele ficou 12 anos no cargo. As causas da morte não foram divulgadas. O jornal norte-americano “The New York Times” noticiou no ano passado que Mueller sofria de Mal de Parkinson.

    Mueller se aposentou após 12 anos como diretor do FBI em 2013, mas foi convocado de volta ao serviço público por um alto funcionário do Departamento de Justiça quatro anos depois, como conselheiro especial para assumir uma investigação sobre a interferência da Rússia nas eleições, após a demissão de James Comey, então diretor do FBI, por Trump.

    Fonte: G1

  • Estado 51, alguém?’: após mirar Canadá, Groenlândia e Cuba, Trump sugere dar à Venezuela status de estado dos EUA

    Republicano fez duas publicações sobre o assunto durante o campeonato mundial de beisebol que teve a Venezuela como campeã em um jogo contra os EUA. Anteriormente, o presidente já havia feito comentários semelhantes a respeito de outros países.

    Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez comentários insinuando atribuir à Venezuela a condição de estado dos EUA. As declarações foram feitas nas redes sociais enquanto Trump comentava o mundial de beisebol, que teve o time venezuelano como campeão na final contra os norte-americanos.

    A primeira postagem em relação ao assunto foi feita após a Venezuela vencer um jogo das semifinais, contra a Itália.

    Após a vitória da Venezuela na final, Trump voltou a Truth Social e disse apenas “status de estado”.

    As publicações ocorrem dois meses após a invasão dos EUA na Venezuela que resultou na captura do ex-presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país latino-americano, liderado pela presidente-interina Delcy Rodríguez, vive sob pressão constante do governo de Trump.

    Groenlândia

    A Venezuela não é o único país a ser considerado para anexação por Trump. No início do ano, o presidente voltou a defender a ideia de comprar a Groenlândia.

    Os planos de Trump incluíam a construção de um Domo de Ouro. Em uma publicação pressionando a Otan para apoiá-lo em seus planos de anexação, o republicano disse que Groenlândia é “vital” para construção do escudo.

    A vontade de anexar o território gerou até uma montagem feita com inteligência artificial.

    Diante das ameaças de Trump, a Dinamarca e outros membros da Otan reforçaram a presença militar na ilha

    Fonte: G1

  • Após disparada do petróleo, países europeus e Japão falam em ajudar a liberar Estreito de Ormuz

    Em comunicado conjunto, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão se dizem prontos para se juntar a “esforços” para liberar Estreito de Ormuz. Também na manhã desta quinta, secretário de Guerra dos EUA chamou aliados europeus de “ingratos”.

    Mundo – Após rejeitar o pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, países europeus e o Japão disseram nesta quinta-feira (19) que estão “prontos” para se juntar aos “esforços” para liberar a passagem pelo canal marítimo.

    Em um comunicado conjunto, governos de Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e Japão afirmaram ainda que vão tomar medidas para estabilizar o mercado de energia, afetado pelos ataques do Irã a infraestruturas no Golfo Pérsico. O preço do petróleo disparou após os novos ataques.

    A nota é um aceno ao governo de Donald Trump, que havia criticado os aliados após eles negarem o pedido por embarcações militares para escoltar navios comerciais no estreito. Nesta quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, chamou os países europeus de “ingratos”.

    O comunicado, no entanto, não especifica de que forma os países ajudariam no Estreito de Ormuz, uma via marítima no Oriente Médio por onde circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

    O Irã, que fica em uma das pontas do estreito, disse ter fechado a passagem e vem atacando navios que passam por lá.

    O comunicado conjunto ainda elogia a liberação de reservas estratégicas de petróleo pelos Estados Unidos e diz que “tomaremos outras medidas para estabilizar os mercados de energia, incluindo trabalhar com certos países produtores para aumentar a produção”.

    Não é nossa guerra’

    No início da semana, países da Europa haviam rejeitado o pedido de Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz e ajudassem na guerra contra o Irã.

    O ministro da Defesa da Alemanha, um dos países que haviam negado o pedido de Trump, disse que não ajudaria porque “esta não é a nossa guerra”.

    Fonte: G1

  • Vaticano muçulmano’? Europa pode ganhar novo menor país do mundo

    Primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, anunciou, em 2024, os planos para a criação de um Estado soberano para a corrente islâmica Bektashi.

    Mundo – A Albânia pode ceder parte de sua capital, Tirana, para a criação de um Estado muçulmano soberano. Segundo o primeiro-ministro, Edi Rama, a intenção é preservar e promover a tolerância religiosa

    Os planos do líder albanês foram divulgados em 2024, e ainda geram debate. Em março de 2026, o projeto está na fase de elaboração legislativa, sem votação parlamentar realizada. A proposta continua sendo um tema politicamente sensível no país.

    Caso passe pelo Congresso, a medida resultará na criação do menor país do mundo, que superaria o Vaticano. Segundo uma reportagem do New York Times, o tamanho do Estado seria equivalente a cinco quarteirões de Nova York, o que equivale a cerca de 100 mil m² — o país do papa tem cerca de 440 mil m².

    O território proposto fica em um complexo no leste de Tirana e deve funcionar como um enclave soberano, nos moldes do Vaticano, com administração própria, passaportes e fronteiras. A área pertence à Ordem Bektashi, uma corrente de tradição sufista dentro do islamismo, conhecida por uma interpretação mais flexível e heterodoxa da religião.

    Rama disse que o estado simbólico seria “sem muros, sem polícia, sem exército, sem impostos ou outros atributos, mas uma sede, um estado espiritual”.

    Segundo o primeiro-ministro, a criação do microestado também busca enviar uma mensagem internacional de que o islamismo não deve ser associado ao extremismo. “Não deixem que o estigma dos muçulmanos defina quem são os muçulmanos”, afirmou.

    Ainda segundo o New York Times, o país, nos planos de Rama, vai permitir o consumo de álcool, dar liberdade para as mulheres se vestirem como quiserem e não impor regras de estilo de vida.

    A ideia é que o país seja comandado pelo líder religioso Edmond Brahimaj, conhecido como Baba Mondi. Ele afirma que pretende governar com base em uma visão moderada do islamismo. “Deus não proíbe nada; é por isso que nos deu mentes”, disse, ao explicar sua abordagem.

    A proposta não é consenso dentro da própria Albânia e enfrenta resistência de lideranças religiosas e especialistas. Na época do anúncio, a Comunidade Muçulmana da Albânia afirmou ver a iniciativa como “um precedente perigoso para o futuro do país” e destacou que é a única representante oficial do Islã no território.

    “Esta iniciativa, da qual tomamos conhecimento através da mídia, não foi discutida com as comunidades religiosas”, afirmou a instituição, na época. A Comunidade citou, ainda, o Conselho Inter-religioso da Albânia como o fórum adequado para discutir a questão.

    Para o pesquisador Besnik Sinani, ouvido pela agência Deutsche Welle (DW) em 2024, o plano pode afetar negativamente o equilíbrio entre as religiões no país.

    Sinani avalia ainda que, se implementada, a medida pode “perturbar os arranjos históricos da relação entre religião e Estado na Albânia”, estabelecidos desde a fundação do país.

    Outro ponto levantado por especialistas é o risco de a iniciativa levar a Albânia a ser rotulada como um “Estado islâmico”

    Apesar das críticas, a Ordem Mundial Bektashi sustenta que o projeto tem caráter exclusivamente espiritual e afirma que o novo Estado “não terá outro objetivo senão a liderança espiritual”.

    Fonte : G1

  • População do Irã vai às ruas protestar contra a guerra após convocação do governo; 

    Convocação de protestos pró-regime ocorre no 18º dia de guerra contra EUA e Israel e horas após Israel ter afirmado que matou duas autoridades de alto escalão do governo iraniano

    Mundo – A população do Irã foi às ruas nesta terça-feira (17) para protestar “em defesa do país” em meio à guerra contra os EUA e Israel após uma convocação do governo.

    As manifestações, solicitadas pelo regime pelo Telegram, começaram às 10h30, no horário de Brasília – 17h em Teerã.

    O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, postou em seu perfil oficial um vídeo com cenas de outros protestos e a legenda: “Por que a presença do povo na praça (ou no campo) é necessária?”.

    A convocação ocorre no 18º dia de guerra contra os Estados Unidos e Israel e horas após Israel ter afirmado que matou duas autoridades de alto escalão do regime

    • Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança iraniano e figura central do regime;
    • Gholamreza Soleimani, comandante das forças Basij —unidade da Guarda Revolucionária iraniana que tem importante papel na repressão à população.

    O Irã não confirmou a morte de Larijani e não citou nenhum dos dois oficiais na convocação das manifestações. As forças Basij confirmaram a morte de Soleimani.

    O país tem sofrido ataques aéreos diários dos EUA e de Israel por conta do conflito. Teerã e outras cidades já foram alvo de bombardeios israelenses “em larga escala” nesta terça. Uma explosão ocorreu próxima a uma manifestação na capital iraniana na última sexta-feira, e uma mulher morreu, segundo a TV estatal iraniana —na ocasião, os iranianos celebravam o Dia de Al-Quds, feriado nacional em apoio aos palestinos.

    As novas manifestações ocorrem também às vésperas do Ano Novo Persa, chamado Nowruz, que está marcado para ocorrer durante o final de semana. Mesmo assim, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou nesta terça-feira uma mensagem desejando feliz Nowruz à população iraniana.

    Fonte: G1

  • Não precisamos da ajuda de ninguém, diz Trump após aliados negarem entrar na guerra contra Irã

    Presidente dos EUA disse que Otan negou um pedido seu entrar na guerra do Irã criticou decisão: ‘É um erro tolo’. Trump disse seu país continuará guerra sozinho. No domingo (15), ele pediu que países europeus e asiáticos enviarem

    Mundo – Após países da Europa e da Ásia rejeitaram o pedido dos Estados Unidos de ajuda na guerra contra o Irã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira que não precisa da ajuda “de ninguém” para seguir com o conflito.

    Trump disse que países da Otan, a aliança militar do Ocidente, não concordaram em “se envolver com nossa operação militar contra o regime terrorista do Irã”. Afirmou estar “desapontado” com a decisão dos países da aliança, que chamou de “tola”.

    Antes, em sua rede social Truth Social, ele escreveu que “nós não precisamos mais, nem desejamos, a ajuda dos países da Otan” e do Japão, da Austrália e da Coreia do Sul — que também negaram o pedido de Trump.

    “Aliás, falando como Presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso do mundo, NÃO PRECISAMOS DA AJUDA DE NINGUÉM!”, escreveu Trump. “O mesmo vale para o Japão, a Austrália ou a Coreia do Sul”.

    Países europeus e asiáticos rejeitram na segunda-feira (16) o pedido Donald Trump para que enviassem navios militares ao Estreito de Ormuz.

    No fim de semana, Trump pressionou aliados europeus e sócios da Otan para que ajudassem a patrulhar o estreito, via marítima no Oriente Médio por onde passam embarcações transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural do mundo. O Irã diz controlar o canal e tem atacado embarcações comerciais que passam por lá.

    • O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou na segunda-feira que a Alemanha não participará com suas forças armadas da segurança do Estreito. “O que Trump espera de um punhado de fragatas europeias que a poderosa Marinha dos EUA não possa fazer? Esta não é a nossa guerra, nós não a começamos”, disse Pistorius;
    • Já o chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou que a diplomacia é o caminho certo para resolver a crise no Estreito de Ormuz e que não há missões navais em que a Itália esteja envolvida que possam ser estendidas à região;
    • Um porta-voz do governo da Grécia declarou que seu país não se envolverá em operações militares no Estreito de Ormuz.

    Nesta manhã, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou ainda não ter decidido se atenderá ao pedido de Trump, mas disse estar dialogando com aliados para tentar “bolar um plano” para garantir a segurança no Estreito de Ormuz.

    Ainda não chegamos a uma decisão”, declarou Starmer.

    A França ainda não havia respondido à pressão de Trump até a última atualização desta reportagem, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, já disse anteriormente que trabalha com países parceiros em uma possível missão internacional no estreito. Macron afirmou, no entanto, que isso só ocorreria quando os combates diminuírem.

    Já o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que “tomou nota” do pedido de Trump e que “coordenará de perto e analisará cuidadosamente” a situação com os EUA. E há expectativa de que Trump faça um pedido direto ao Japão quando a primeira-ministra Sanae Takaichi se reunir com ele na quinta-feira na Casa Branca.

    No domingo (15), Trump disse ter exigido que cerca de sete países enviem navios de guerra para manter aberto o Estreito de Ormuz, em uma tentativa de conter a alta nos preços do petróleo, que disparam durante a guerra com o Irã.

    O presidente se recusou a identificar os países com os quais disse negociar para formar uma coalizão que patrulhe a via marítima. Mas fez pressão especial à China, que afirmou receber cerca de 90% de seu petróleo pelo estreito, enquanto os EUA recebem uma quantidade mínima.

    ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que um grupo de embarcações de “diferentes países” já foi autorizado a passar, sem dar detalhes. O Irã afirmou que o estreito está aberto a todos, exceto aos Estados Unidos e seus aliados.

    Araghchi acrescentou que “não vemos razão para conversar com os norte-americanos” sobre uma forma de encerrar a guerra. Ele também disse que Teerã “não tem planos de recuperar” o urânio enriquecido que ficou sob escombros após ataques dos EUA e de Israel no ano passado.

    No Golfo Pérsico, Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram novos ataques com mísseis ou drones nesta segunda-feira. No domingo, o Irã pediu a evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, na primeira ameaça de Teerã a instalações não pertencentes aos EUA no Golfo Pérsico.

    O governo iraniano acusou os EUA de lançarem ataques na sexta-feira contra a ilha de Kharg — onde fica o principal terminal petrolífero iraniano. No domingo, o governo norte-americano divulgou imagens do ataque

    Cresce o impacto da guerra na região

    No Irã, a Cruz Vermelha disse que mais de 1.300 pessoas morreram por conta dos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O Ministério da Saúde iraniano afirmou que 223 mulheres e 202 crianças estão entre os mortos, segundo a agência oficial do Judiciário, Mizan.

    Em Israel, 12 pessoas morreram por ataques de mísseis iranianos e outras ficaram feridas, incluindo três no domingo. Pelo menos 13 militares dos EUA morreram, seis deles em um acidente aéreo no Iraque na semana passada.

    No Líbano, ao menos 820 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde local, desde que o grupo apoiado pelo Irã Hezbollah atacou e Israel respondeu com bombardeios e envio de tropas adicionais ao sul do país. Em apenas 10 dias, mais de 800 mil pessoas — quase um em cada sete habitantes do Líbano — foram deslocadas.

    Fonte: G1

  • Diretor de Centro de Contraterrorismo dos EUA renuncia: ‘Não posso apoiar a guerra em curso no Irã’

    Em carta endereçada a Trump e publicada nas redes sociais nesta terça-feira (17), Joseph Kent diz que o Irã não representa uma ameaça iminente aos EUA. A jornalistas, pouco depois do anúncio, o presidente americano atacou o ex-funcionário.

    Mundo – O diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos, Joseph Kent, renunciou nesta terça-feira (17) por se opor à guerra contra o Irã.

    Em carta endereçada ao presidente Donald Trump, Kent diz que tomou a decisão de sair após muita reflexão.

    O órgão integra o governo de Trump e faz parte do departamento de Inteligência Nacional do país, chefiado por Tulsi Gabbard.

    Ainda segundo o ex-diretor, o Irã não representava uma ameaça iminente ao país. “Está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel”, continuou.

    A carta também sustenta que houve uma campanha de desinformação por parte de autoridades israelenses e setores da mídia americana para convencer o governo de que uma ação militar resultaria em uma vitória rápida. Kent compara a situação ao contexto que levou à Guerra do Iraque, classificada por ele como “desastrosa”.

    Horas depois do anúncio de Kent, questionado por jornalistas sobre a renúncia, o presidente dos EUA, Donald Trump, atacou o ex-funcionário, dizendo que ele era “muito fraco em segurança”:

    Kent foi escolhido por Trump para ocupar o cargo em fevereiro de 2025. Na data, o presidente afirmou que a escolha seria certa porque a mulher de Kent foi morta “na luta contra o Estado Islâmico”.

    O ex-diretor menciona a ex-esposa na carta.

    Kent não é o único ligado ao republicano a criticar a guerra. O ex-apresentador Tucker Carlson, apoiador de Trump, afirmou que “esta guerra é de Israel, não é dos Estados Unidos”.

    Segundo a BBC, Carlson teria tentado demover o presidente da intervenção em reuniões privadas, alertando para os impactos dos conflitos armados sobre a liberdade e a sociedade. O podcaster Joe Rogan também se posicionou contra a ofensiva.

    Pesquisas indicam que cerca de um em cada quatro eleitores republicanos discorda da atual política externa, com ceticismo mais acentuado entre aqueles que não se identificam diretamente com o movimento “MAGA” (Make América Great Again e Faça a América Grande De Novo, em tradução).

    Entre os críticos está um grupo frequentemente chamado de “MAGA raiz”, formado em parte por veteranos das guerras do Iraque e do Afeganistão, que veem esses conflitos como infrutíferos diante de problemas internos, como o declínio industrial e social em suas comunidades.

    A ala dissidente argumenta que o presidente estaria se afastando da promessa de campanha de priorizar a agenda “America First” e evitar novos envolvimentos militares no exterior. Entre os críticos está a ex-congressista Marjorie Taylor Greene, além de influenciadores conservadores, que afirmam que o apoio eleitoral foi dado à proposta de fortalecer o país internamente, e não a uma intervenção externa.

    Analistas avaliam que o descontentamento pode impactar o desempenho republicano nas eleições de meio de mandato, sobretudo se houver aumento no número de baixas entre militares americanos ou se o conflito se prolongar, com efeitos sobre a economia e o preço do petróleo.

    Leia a carta na íntegra

    “Presidente Trump,

    Após muita reflexão, decidi renunciar ao meu cargo como Diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, com efeito imediato.

    Não posso, em sã consciência, apoiar a guerra em curso no Irã. O Irã não representava uma ameaça iminente ao nosso país, e está claro que iniciamos esta guerra devido à pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano.

    Apoio os valores e as políticas externas com as quais o senhor fez campanha em 2016, 2020 e 2024, e que implementou em seu primeiro mandato. Até junho de 2025, o senhor compreendia que as guerras no Oriente Médio eram uma armadilha que custou à América as preciosas vidas de nossos compatriotas e drenou a riqueza e a prosperidade de nossa nação.

    Em sua primeira administração, o senhor entendeu melhor do que qualquer presidente moderno como aplicar o poder militar de forma decisiva sem nos arrastar para guerras intermináveis. O senhor demonstrou isso ao eliminar Qasam Solamani e ao derrotar o ISIS.

    No início desta administração, altos funcionários israelenses e membros influentes da mídia americana promoveram uma campanha de desinformação que minou completamente sua plataforma ‘America First’ e incentivou sentimentos pró-guerra para encorajar um conflito com o Irã. Esse efeito de ‘câmara de eco” foi usado para levá-lo a acreditar que o Irã representava uma ameaça iminente aos Estados Unidos e que, se atacássemos imediatamente, haveria um caminho claro para uma vitória rápida. Isso era uma mentira e é a mesma tática que os israelenses usaram para nos arrastar para a desastrosa guerra do Iraque, que custou à nossa nação a vida de milhares de nossos melhores homens e mulheres. Não podemos cometer esse erro novamente.

    Como veterano que foi enviado ao combate 11 vezes e como marido de uma “Gold Star” que perdeu minha amada esposa Shannon em uma guerra fabricada por Israel, não posso apoiar o envio da próxima geração para lutar e morrer em uma guerra que não traz benefício ao povo americano nem justifica o custo de vidas americanas.

    Rezo para que o senhor reflita sobre o que estamos fazendo no Irã e por quem estamos fazendo isso. O momento para uma ação corajosa é agora. O senhor pode mudar de rumo e traçar um novo caminho para nossa nação, ou pode permitir que avancemos ainda mais rumo ao declínio e ao caos. A decisão está em suas mãos.

    Fonte: G1

  • Policial é flagrado em ato obsceno em viatura ao lado de cemitério; veja vídeo

    De acordo com a gravação, o encontro aconteceu entre a viatura policial e o muro de um cemitério. O vídeo rapidamente se espalhou na internet.

    Mundo – Um policial foi flagrado por câmeras de segurança mantendo relações sexuais em via pública ao lado de uma viatura, próximo ao muro de um cemitério, na cidade de Cañuelas, na província de Buenos Aires Province, na Argentina. O caso ocorreu no dia 7 de março e acabou gerando investigação interna na corporação após as imagens viralizarem nas redes sociais.

    O flagrante foi registrado por uma câmera de segurança instalada em um clube de golfe da região. Nas imagens, uma mulher chega ao local durante a noite e, pouco depois, inicia um momento íntimo com o agente, que estava em serviço de patrulhamento.

    Imagens viralizaram nas redes sociais

    https://www.instagram.com/reel/DV_R1mfAaX7/?igsh=dHczZGltOHNkam4=

    De acordo com a gravação, o encontro aconteceu entre a viatura policial e o muro de um cemitério. O vídeo rapidamente se espalhou na internet, chamando atenção pela situação inusitada e pela conduta do agente enquanto deveria estar trabalhando. Após a repercussão do caso, a corregedoria da polícia local abriu uma investigação para apurar o comportamento do policial.

    Policial foi expulso da corporação
    Segundo informações divulgadas pelo site Notícias Argentinas, o agente, de 22 anos, acabou expulso da corporação após a análise do caso. A identidade dele não foi divulgada pelas autoridades. A mulher que aparece nas imagens não pertence a nenhuma força de segurança.

    Um porta-voz da polícia explicou que o encontro durou cerca de dez minutos e não gerou alerta automático do sistema da viatura.

    “As viaturas possuem um dispositivo que alerta as autoridades quando ficam paradas por mais de meia hora. Como o tempo foi menor, não houve aviso. Só soubemos do caso quando as imagens começaram a circular nas redes sociais”, afirmou o representante da polícia.


    Fonte e Foto: BacciNoticias

  • Israel diz que Chefe do Conselho de Segurança do Irã foi morto

    Segundo o ministro da Defesa Israel Katz, a operação contra o Irã atingiu Ali Larijani e o chefe da milícia Basij.

    Mundo – O ministro da Defesa de Israel anunciou nesta terça-feira (17) que o Exército eliminou Ali Larijani, figura crucial do governo iraniano há décadas e atual chefe do Conselho Supremo de Segurança, e o general que comanda a milícia islamista Basij.

    “O comandante do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e (o general Gholamreza) Soleimani, chefe dos Basij, o aparelho repressivo central do Irã, foram eliminados durante a noite”, declarou o ministro Israel Katz em uma mensagem de vídeo.

    Ali Larijani é uma peça fundamental da República Islâmica e um de seus ideólogos.

    Matemático e filósofo de formação, e veterano da guerra Irã-Iraque (1980-1988), foi ministro da Cultura, diretor da rádio e televisão públicas, chefe das negociações sobre o programa nuclear, presidente do Parlamento, candidato à presidência e, nos últimos anos, chefe do Conselho Supremo de Segurança.

    A eliminação de Larijani anunciada por Israel acontece após a morte do líder supremo Ali Khamenei no início da campanha israelense-americana, em 28 de fevereiro.

    Larijani e Soleimani “se uniram nas profundezas do inferno a (Ali) Khamenei”, afirmou Katz. Também disse que ele e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, deram instruções ao Exército “para perseguir sem descanso os dirigentes do regime de terror e opressão do Irã”.

    O gabinete do chefe de Governo divulgou uma foto dele ao telefone com a legenda “o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordena a eliminação de altos dirigentes do regime iraniano”.

    Larijani ameaçou na semana passada o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que deveria ter cuidado “para não ser eliminado”.

    “O Irã não tem medo de suas ameaças vazias. Outros mais poderosos do que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuide-se você para não ser eliminado!”, escreveu Larijani na rede social X em resposta a ameaças anteriores do presidente republicano.

    Antes, Larijani havia declarado que o país estava preparado para uma “guerra longa”.

    Na sexta-feira, ele apareceu em uma manifestação em Teerã, ao lado de outros comandantes, e minimizou os últimos ataques executados por Israel e Estados Unidos como um ato de “desespero”. Larijani disse no evento que Trump “não entende que o povo iraniano é uma nação corajosa, uma nação forte”.



    Fonte e Foto: JP Notícias

  • Trump diz ter ‘direito absoluto’ de impor tarifas

    Declaração aconteceu depois de Pequim solicitar a Washington para ‘corrigir imediatamente suas práticas comerciais equivocadas’, enquanto os países iniciam uma nova rodada de negociações.

    Mundo – O presidente Donald Trump afirmou no domingo (15) que tem autoridade para impor tarifas de importação, apesar da decisão do mês passado da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou suas tarifas globais.

    Após a decisão, Trump instaurou uma tarifa de 10% sobre as importações americanas por ordem executiva.

    “Tenho o direito absoluto de cobrar TARIFAS de outra forma, e já comecei a fazê-lo”, afirmou em uma longa postagem na sua rede Truth Social.

    O comentário é uma aparente referência às investigações que Washington iniciou na semana passada contra 60 economias, incluindo a China, a União Europeia e o Japão, para analisar as “faltas de ação diante do trabalho forçado”.

    A publicação de Trump aconteceu depois de Pequim solicitar a Washington para “corrigir imediatamente suas práticas comerciais equivocadas”, enquanto os países iniciam uma nova rodada de negociações.

    O Ministério do Comércio de Pequim chamou as últimas investigações americanas de “extremamente unilaterais, arbitrárias e discriminatórias”. Também acusou Washington de “tentar construir barreiras comerciais”.

    Em outra publicação no domingo, Trump atacou o juiz federal James Boasberg por anular as intimações ao presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, emitidas como parte de uma investigação sobre o custo das reformas da sede do banco central americano.

    “O que Boasberg fez no caso do ‘Tarde Demais’ Powell, e em muitos outros, tem pouco a ver com a Lei e tudo a ver com Política”, afirmou Trump, ao mencionar o apelido que deu ao presidente do Fed.

    O republicano insulta Powell com frequência devido às políticas do Fed sobre as taxas de juros.

    Trump tem sido explícito ao reivindicar taxas de juros mais baixas, com duras críticas a Powell por considerar que ele tem sido extremamente lento em reduzi-las.

    “Esta Corte completamente inepta e vergonhosa não é aquilo que a Suprema Corte dos Estados Unidos foi instituída para ser pelos nossos maravilhosos Fundadores”, escreveu o presidente.


    Fonte e Foto: JP Notícias