EUA negam que acordo de cessar-fogo negociado com o Irã inclua trégua no Líbano

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O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, alertou: os soldados vão permanecer na região, prontos se for o caso.

Mundo – Os Estados Unidos negaram que o acordo de cessar-fogo negociado com o Irã inclua uma trégua no Líbano.

O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Dan Caine, chamaram a imprensa logo pela manhã para dizer que os objetivos militares dos Estados Unidos tinham sido alcançados. Mas Hegseth alertou: os soldados vão permanecer na região, prontos se for o caso.

À tarde, a porta-voz da Casa Branca foi questionada se o fim dos bombardeios israelenses ao Líbano estava incluído no acordo de trégua. Karoline Leavitt disse que não. Mesmo com o cessar-fogo em xeque, a porta-voz anunciou uma primeira rodada de negociações com o Irã, segundo ela já neste sábado (11), no Paquistão.

Se implementar o cessar-fogo já está sendo um desafio, imagine chegar a um acordo de paz definitivo. Estados Unidos e Irã terão duas semanas para tentar alcançar um consenso, mas um impasse já está claro: o direito do Irã de continuar enriquecendo urânio – etapa crucial para a produção de armas nucleares, mas também para fins pacíficos, como produção de energia. Esse direito está entre os dez pontos da proposta que, segundo o Irã, seria a base das negociações e que inclui também:

  • reparações pelos danos da guerra;
  • a retirada de militares americanos de todas as bases na região;
  • o fim das sanções.

A Casa Branca nega que esta proposta seja a base das negociações. Donald Trump sinalizou que aceita discutir o fim das sanções. Mas, nesta quarta-feira (8), afirmou: não haverá enriquecimento de urânio. Trump escreveu:

Trump se referia aos aviões americanos que atacaram instalações nucleares no Irã em 2025. Trump também anunciou tarifas de 50% contra países que venderem armas para os iranianos. O presidente do Parlamento do Irã reagiu. Mohammad Ghalibaf disse que três cláusulas da proposta iraniana foram desrespeitadas antes mesmo das negociações e citou:

  • os ataques no Líbano;
  • a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano;
  • posição dos Estados Unidos de negar o direito do Irã de enriquecer urânio.

Ghalibaf afirmou que, nessa situação, um cessar-fogo ou negociações não são razoáveis. Mais tarde, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, que vai liderar a delegação americana no Paquistão, se manifestou. Ele ameaçou: se os iranianos romperem o acordo, haverá sérias consequências.

Fonte: Jornal Nacional

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